O burgo de Anadia esteve em festa nos dias 24 e 25 (feriado municipal) de maio. Ao contrário da edição de 2016, com condições atmosféricas adversas a prejudicarem o segundo dia do evento, a edição deste ano fica marcada pelo bom tempo e pelas temperaturas acima da média. Uma edição que confirma a obrigatoriedade do evento tal a adesão da população local e de muitos visitantes. De resto, desde 2014, ano em que se comemoraram os 500 anos dos forais manuelinos de Anadia, que a autarquia escolhe a Quinta-Feira da Ascensão, ou Dia da Espiga, para recordar o passado remoto das terras de Anadia, através de uma iniciativa que tem vindo a melhorar de ano para ano.
Isso mesmo foi confirmado pela edil Teresa Cardoso: “A  primeira edição foi uma surpresa. As pessoas aderiram e desafiaram-nos a repetir e irmos trabalhando no sentido de fazer crescer esta feira o que tem acontecido de um ano para o outro”, afirmou, em entrevista concedida no local, à rádio RCP fm.
Durante dois dias, o centro da cidade viajou no tempo, à Idade Média. Tendo a música medieval como pano de fundo, as centenas de visitantes puderam deliciar-se com as arruadas pelas ruas e praças do burgo, mas também com as recriações históricas, os jogos medievais, sem esquecer os espetáculos de malabares de fogo. Dois dias de grande animação, com muitos dos participantes a encarnarem o espírito do evento promovido pelo município e a vestirem-se à época, dando uma maior autenticidade e rigor a esta 4.ª edição da feira, onde as várias tasquinhas e tabernas, com comes e bebes, voltaram a ser uma das apostas mais bem conseguidas na angariação de fundos para as associações e coletividades do concelho.
Na edição deste ano, a edil Teresa Cardoso destaca “o ambiente fantástico vivido” nestes dois dias. “Sinto orgulho nesta nova edição da Feira Medieval”, justificando também a elevação com que se passou a celebrar o feriado municipal que, durante muitos anos e ainda num passado recente, não era comemorado. “Esta é uma forma distinta de assinalar o feriado municipal, trazendo para a cidade uma ambiência completamente diferente”.
Ainda que Anadia não tenha muralhas, como referiu Teresa Cardoso, “temos este burgo fantástico, que permite a todos viver esta experiência fantástica”.
Este ano, o certame, que esteve muito mais preenchido, deixa a certeza de que em 2018 haverá nova edição, havendo mesmo quem defenda o alargamento a quatro dias, de forma a apanhar o fim de semana.