O Centro de Artes de Águeda vem suprir uma lacuna na oferta cultural do concelho e da região. Este novo espaço, moderno e funcional, deverá tornar-se uma referência regional e nacional na área da cultura. Música, teatro, dança, pintura e escultura, entre tantas outras linguagens artísticas terão aqui um espaço único.

Afirmar Águeda como um destino cultural é um dos objetivos do executivo liderado por Gil Nadais.
A inauguração, na última quinta-feira, dia 11 de maio, do Centro de Artes de Águeda (CAA), num investimento de cerca de 4,5 milhões de euros, foi um dos mais importantes passos que o município deu na concretização desse objetivo e as mais de mil pessoas que estiveram presentes na cerimónia e concerto de inauguração não terão, com certeza, ficado indiferentes ao espaço.
Ao contrário do inicialmente previsto, a inauguração foi presidida por Pedro Nuno Santos, Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, em representação do Primeiro-Ministro, António Costa, que por motivos de agenda (no âmbito de um convite da Presidência da República para acompanhar a visita de entidades externas ao nosso país, motivadas pelo Centenário das Aparições de Fátima) não pôde estar presente.
O novo Centro de Artes de Águeda representou um investimento de 4,5 milhões de euros, e está equipado com um auditório com cerca de 600 lugares, um espaço para atividades pedagógicas, um café-concerto, uma zona expositiva e uma livraria. Um espaço que surge pela mão do executivo de Gil Nadais de forma a colmatar uma necessidade há muito sentida.
“Águeda atingiu um patamar em termos de ofertas culturais, que já não se adequava às características das infraestruturas existentes”, destaca o autarca, que justifica ainda um investimento desta envergadura com o facto de alguns produtores e artistas já terem recusado apresentar o seu espetáculo em Águeda pelo facto de o município não possuir palcos com boas condições.
Exposição de grande qualidade. Em dia de festa, o autarca Gil Nadais mostrou-se muito sensibilizado pelo facto do industrial aguedense José Lima ter cedido várias obras para a exposição inaugural. Aliás, a primeira paragem da visita inaugural foi precisamente na sala de exposição para apreciar a coleção (Reloaded), com curadoria de João Silvério, que selecionou algumas obras de conceituados artistas nacionais e internacionais, numa leitura abrangente do espólio do casal Norlinda e José Lima.
Na altura, o industrial aguedense, um apaixonado pela arte contemporânea, que tem reunido ao longo da sua vida uma vasta coleção de arte de grande dimensão, diria que “começou a colecionar arte há vários anos”, tornando-se a sua coleção numa das coleções privadas de maior referência no país. Uma mostra que vai ficar patente no Centro Cultural de Águeda até ao final do ano.
“A coleção é já grandita e eu sinto-me muito honrado pelo Centro de Artes da minha terra ter aqui a minha coleção como cabeça de cartaz” e “só peço às pessoas que venham ver, tragam as crianças das escolas, porque  temos aqui uma grande casa com muitas ideias”, apelou José Lima.
Também o curador João Silvério se mostrou bastante agradado com o resultado final da mostra agora patente ao público, destacando que o casal “é um exemplo do colecionismo em Portugal (com mais de 1500 obras)”, e que poderão dar lugar a novas exposições com outros curadores, neste mesmo espaço, que considerou ser “um novo centro extraordinário, com belíssima arquitetura.”
 
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