A poucos dias de terminar mais um ano letivo, começam de novo a surgir interrogações quanto ao futuro do Instituto de Promoção Social de Bustos (IPSB) – Colégio Frei Gil. Sabendo-se já que o Colégio poderá apenas candidatar, a contrato de associação com o Estado, 12 turmas em 2017/18, o Conselho de Administração do IPSB enviou ma circular, questionando os pais dos alunos em turmas sem contrato, se estão disponíveis ou interessados em pagar uma propina mensal de 245 euros, durante 12 meses/ano. Quanto ao 1.º ciclo, o IPSB mantém a autorização de funcionamento, em regime de contrato simples de apoio à família, para os quatro anos de escolaridade.
De acordo com a proposta da DGAE (Direção-Geral da Administração Escolar), o IPSB tem a possibilidade de apresentar candidatura a contrato de associação para 12 turmas, nas áreas geográficas onde houver carência de oferta pública (neste caso, as três vilas da União de Freguesias – Bustos, Troviscal, Mamarrosa – e Palhaça). São elas: 5 turmas no 5.º ano; uma turma de continuidade no 6.º ano; 4 turmas no 9.º ano e duas turmas no 12.º ano. Ou seja, de 33 turmas abrangidas por contrato de associação em 2016/17, passa a 12 em 2017/18.
O Conselho de Administração pretende agora saber (circular datada de 1 de junho) se os pais de alunos que estão em turmas sem financiamento (neste caso, os atuais 5.º B e C; 6.º A, B, C e D; 7.º A, B, C e D; 9.º A, B e C; e 10.º A e B) estão dispostos a pagar, no próximo ano letivo, uma propina mensal de 245 euros, durante 12 meses, para que os filhos continuem a frequentar a escola. O Padre Manuel Carvalheiro diz que a situação “é muito delicada” e  justifica esta medida dizendo que, “não havendo financiamento estatal, alguém terá de pagar o ensino ministrado pelo IPSB”.

Oriana Pataco

Leia a reportagem completa na edição impressa ou digital do JB de 8 junho 2017