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NASA quer acabar com as dúvidas sobre a ida do Homem à Lua

A NASA quer acabar definitivamente com as dúvidas daqueles que acreditam que o homem nunca foi à Lua e que o passeio do astronauta Neil Armstrong, a 20 de Julho de 1969, foi pura ficção.
Mais de 33 anos depois de o mundo inteiro ter acompanhado, através da televisão, os primeiros passos do homem na Lua, a agência espacial norte-americana encomendou um estudo para convencer todos de que esse marco da história humana aconteceu realmente, segundo noticia hoje o diário norte-americano Washington Post.
«Um inquérito realizado em 1999 demonstrou que 11 por cento das pessoas nos Estados Unidos duvidavam da viagem do homem à Lua«, sublinhou o diário.
Durante três décadas persistiu a opinião, entre os cépticos e defensores das teorias de conspirações, de que aquilo que se viu nos ecrãs televisivos em 1969 não foi a descida de uma cápsula tripulada na Lua mas uma cena simulada num estúdio cinematográfico.
O programa Apolo da NASA incluiu seis missões durante as quais as cápsulas tripuladas desceram na Lua e os astronautas realizaram caminhadas e recolheram amostras do solo lunar.
Os incrédulos sustentam que as seis missões não passaram de um logro cinematográfico.
A NASA, segundo o Post, prevê pagar mais de 15.000 dólares (aproximadamente a mesma quantia em euros) a James Oberg, um antigo engenheiro aeroespacial que vive em Houston (Texas), para que escreva uma refutação sustentada das dúvidas apresentadas pelos que desconfiam deste acontecimento.
Stephen Garber, o historiador chefe da NASA, afirmou que a monografia de 30.000 palavras em dez capítulos de Oberg não convencerá as pessoas que acreditam em mitos mas tem esperança de que chegue, pelo menos, àqueles que têm uma mente aberta.

Lusa

(4 Nov / 16:41)

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Vagos

Vagos

Novo Centro de Saúde de Vagos

Foi aprovado o projecto do novo Centro de Saúde de Vagos e autorizar a abertura de concurso e foi também aprovada a minuta do contrato programa do Centro de Saúde e Extensão de Ponte de Vagos a celebrar entre a Administração Regional de Saúde e esta autarquia que contempla S.A.P. das 8.00 às 24.00 horas, investimento de cerca de 3.000.000 euros em infra-estruturas e equipamentos.
Foi celebrado um acordo entre a empresa adjudicante, a empresa adjudicatária e a Câmara Municipal para a reposição integral e alargamento da plataforma da estrada Florestal 1.
Foi homologada pelo Ministro das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente, em 5 de Junho passado, a candidatura da Piscina de Alta Competição ao QCA III – P.O. centro, Eixo I – Medida I.
Foi deliberado proceder à aquisição de um prédio rústico com a área de 524m2 no valor de 12.470 euros, para a execução da estrada que ligará Lomba a Corgo do Seixo de Cima e o Estradão da Lomba à Estrada Nacional 109, na freguesia de Santo António de Vagos.
Foi deliberado autorizar a Câmara Municipal a adquirir de acordo com o parecer técnico, os terrenos necessários para a execução da obra “Praça Central da Praia da Vagueira”.
A Câmara procedeu à construção dos novos balneários na praia da Vagueira.
Estão a decorrer obras no cemitério de Vagos: recuperação de muros, construção de passeios, escadaria e jazigos.

(10 Jul / 13:46)

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Mealhada

Mealhada

Métodos da PJ questionados nas alegações

A defesa de quatro arguidos num processo envolvendo o tráfico de 808 quilogramas de haxixe, julgamento cuja repetição decorre na Mealhada, acusou ontem a Polícia Judiciária (PJ) de usar agentes provocadores nesta investigação.
«A utilização de agentes provocadores é indigna de um país civilizado«, disse, nas alegações finais, o advogado Augusto Murta, defensor do arguido acusado de transportar a droga, um pedreiro reformado de Montalegre.
«Considero lamentável que o próprio Estado leve pessoas a praticar crimes«, acrescentou Joaquim Murta, que pediu a absolvição para o seu cliente.
Além do pedreiro reformado, são arguidos neste processo um ex-agente da PJ de Ermesinde (Valongo), um comerciante de Penafiel e um industrial de Montalegre, acusados pelo Ministério Público de envolvimento em tráfico de droga destinada ao mercado interno e a outros países da União Europeia.
A acusação surge na sequência da apreensão em Ceira, Coimbra, de uma carrinha com 28 fardos de haxixe (808 quilos). A viatura, conduzida pelo pedreiro reformado, provinha de Torres Vedras e seguia para Chaves.
Também nas alegações finais, o advogado do industrial de Montalegre, principal arguido, relevou o facto de o seu cliente ter admitido que cedeu a uma proposta para transportar droga, pedindo uma pena «não agravada«.
Quanto aos demais arguidos – o ex-agente da PJ e o comerciante de Penafiel – o seu representante legal pediu a absolvição ou condenação apenas a multa.
O Ministério Público admitiu haver atenuantes para o pedreiro de Montalegre e pediu pena agravada para o industrial seu conterrâneo, considerando também os seus antecedentes criminais – uma condenação em Espanha igualmente por tráfico de droga.
Considerou ainda provado o envolvimento no ilícito do ex-agente da PJ e do comerciante de Penafiel.
O acusador público lembrou que a pena para estes casos oscila entre os cinco anos e quatro meses e os 16 anos de prisão.
Antes das alegações finais, o juiz-presidente considerou «esgotadas todas as possibilidades« para localizar Jorge L. e Vítor F., que a defesa queria ouvir.
Na tese da defesa, os dois indivíduos, com ligações anteriores ao tráfico de droga, teriam «preparado o terreno« para a alegada cilada aos arguidos neste processo.
Este processo já fora sentenciado na comarca de Coimbra a 28 de Novembro de 2000, mas uma instância superior determinou a repetição do julgamento.
A leitura do acórdão foi marcada para 15 de Julho, às 12:00.

Lusa

(6 Jul / 12:28)

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Aveiro

Aveiro

PSP deteve suspeito de roubos por esticão

A PSP deteve um suspeito da prática de roubos por esticão e identificou três alegados colaboradores, numa operação que culminou na apreensão de duas armas, seis telemóveis, uma viatura e drogas, revelou fonte policial.
Em comunicado a PSP de Aveiro, os quatro indivíduos, com idades entre os 18 e os 20 anos, foram interceptados naquela cidade, durante a madrugada de hoje, na sequência de suspeitas sobre o seu envolvimento num roubo por esticão no domingo em Oliveirinha, igualmente no concelho de Aveiro.
Um dos suspeitos, militar e natural de Gouveia e residente em Aradas, Aveiro, foi encontrado na posse de 110 doses de haxixe e oito comprimidos de ecstasy.
Ao grupo, a PSP apreendeu uma arma calibre 6,35 milímetros e outra de alarme, supostamente usadas no assalto em Oliveirinha, seis telemóveis e a viatura em que todos se faziam transportar.

Lusa

(5 Nov / 8:58)

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Aveiro

Aveiro

Protocolo entre UA e ISCTEM aproxima ensino português e moçambicano

No próximo dia 11 de Julho, pelas 14h30 , na Reitoria da Universidade de Aveiro (UA), vai proceder-se à assinatura do Protocolo de Cooperação entre a Universidade de Aveiro e o Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique (ISCTEM). Este Protocolo irá ser assinado pela Reitora da UA, Prof. Doutora Maria Helena Nazaré, e pelo Reitor do ISCTEM, Prof. Doutor António Saraiva de Sousa.

O Protocolo entre estas duas instituições tem por objecto o estabelecimento de programas comuns de actividade, designadamente nos âmbitos do ensino, da investigação e desenvolvimento e da formação, que visem a expansão das actividades de ambas as instituições e, simultaneamente, o aprofundamento das relações entre elas e entre os respectivos países.
Neste âmbito, o acordo desenvolverá o intercâmbio e o estabelecimento de programas conjuntos no âmbito de actividades inerentes nomeadamente a ensino e aprendizagem, através da leccionação de disciplinas e da habilitação do ISCTEM nesse âmbito, bem como a formação do corpo docente dos outorgantes, através de estágios e de programas de formação, particularmente a nível de mestrado e de doutoramento.
Serão estabelecidos programas conjuntos também ao nível de actividades inerentes a projectos de investigação e desenvolvimento, em particular investigação aplicada, que contribuam para um maior conhecimento das realidades de ambos os países e a projectos de ligação ao mundo empresarial, sobretudo nos domínios organizacional e de inovação, actuando as instituições de ensino como factor de ligação entre empresas portuguesas e moçambicanas, para expansão de actividades conjuntas.
O protocolo prevê ainda o intercâmbio de estudantes, para projectos e estágios, e de docentes, para estágios e cursos de formação contínua, assim como a abertura de cursos de pós-graduação em parceria, com atribuição de graus em ambas as instituições, e a troca de informação entre elas através de um relacionamento regular entre sectores afins.

(10 Jul / 13:59)

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Troviscal

Troviscal

I Feira de Artesanato, Velharias e Tasquinhas

A Junta de Freguesia do Troviscal, em parceria com um grupo de pessoas amigas da cultura e desenvolvimento da sua terra, vai levar a efeito, nos próximos dias 10 e 11 de Agosto, uma feira de artesanato, velharias e tasquinhas, no jardim do Troviscal (frente à Igreja).
Será bom que outras pessoas se possam associar à iniciativa com a sua presença, inscrevendo-se até ao dia 20 de Julho, para exporem, designando a sua actividade.
A inscrição, tem que conter obrigatoriamente o nome e a morada do expositor, bem como a actividade.
O espaço é gratuito para os expositores, bem como a refeição da noite (oferta pela Junta de Freguesia).
As inscrições deverão ser enviadas para: Junta de Freguesia do Troviscal, Rua das Obras Sociais, nº 17 – 3770 Troviscal, Oliveira do Bairro.
Mais informações, poderão obter através dos telefones: 934237877 – 937537123 – 963736289 e 919205664.

(8 Jul / 10:52)

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Palhaça

Palhaça

Uma mão cheia de iniciativas

marca mês cultural

Armor Pires Mota

Passava um pouco das 15 horas quando Fernando Silva, vereador do pelouro das Obras da Câmara de Oliveira do Bairro e em representação da edilidade, do alto do coreto de S. Pedro, deu por aberto o mês cultural da Palhaça, que irá permitir a realização de uma panóplia de iniciativas que vai da gastronomia ao folclore, (festival realizado à noite desse mesmo sábado, numa organização do Rancho Folclórico da Casa do Povo da Palhaça, com a colaboração de quatro outros ranchos), passando por uma exposição de livros, largada de pombas, futebol de cinco, etc.

ESPÍRITO DE UNIÃO

Diversidade de eventos, sempre em nome de uma comunidade e freguesia, em nome de uma alavanca essencial, que é a união entre todos. Esta, aliás, foi a tónica da intervenção, curta como convinha em tarde de canícula, do presidente da junta, Fernando Tomé de Carvalho, que fez questão de frisar (ou avisar) que “este momento grande é promovido pelas forças vivas. Ninguém se pode arrogar que a iniciativa seja desta ou daquela associação”, mas, clamou, bem alto, que “é em espírito de união que estamos aqui”.
Mas de uma coisa não tem dúvidas o autarca: é que o mês cultural é uma realização honrosa para a freguesia da Palhaça, e “é um mês da freguesia e de ninguém em particular”.
Por sua vez, Fernando silva, que começou por saudar todas as pessoas presentes, afinou pelo mesmo diapasão, realçando que esta é “uma iniciativa de todas as associações que vão dinamizar as diversas vertentes de cultura que há na freguesia”.
Presentes, além destes autarcas, a vereadora da cultura, Leontina Novo.

LIVROS

Numa tarde cheia que nem um ovo de iniciativas que deram colorido e movimento à praça de S. Pedro, houve lugar a asas soltas, canções de ternura, livros e histórias, musicalidades e banda e sobretudo muita alegria.
Ainda não tinha sido declarada a abertura do mês cultural, e porque já eram horas, Fernando Marques fez uma largada de pombas (suas) que foi saudada com os olhos de muitos, postos no céu escaldante, enquanto, a escassos metros, as asas eram outras: os livros. O Museu da Palhaça entendeu, e bem, fazer uma exposição de livros, essencialmente de autores regionais, nomeadamente do concelho de Oliveira do Bairro, mas também de autores universais, também de histórias, e de alguns exemplares adquiridos em alfarrabistas, como Doce França de António de Cértima.
A exposição esteve aberta no sábado e domingo e irá estar a funcionar todos os fins de semana.

MUSICALIDADES

Se ali, naquela exposição, eram os livros os senhores da curiosidade e visita, a uns magros passos e dentro da sala de exposições do coreto, uma outra exposição. Esta prendia-se com outros fios, as notas e pautas e livros de música. De certo modo, é uma viagem à música, tradição que houve na freguesia da Palhaça. Daí que se possa apreciar uma foto de uma contradança de 1926, ensaiada por Manuel Simões Alberto, ou uma foto da Tuna, que lhe foi contemporânea. Pelas vitrinas-expositores muitas partituras de peças de sabor popular. E pequenas grandes informações, dando nomeadamente conta das pessoas ligadas às coisas da música, naturais daqui ou fazendo da Palhaça um centro de criação. São lembrados assim os nomes de Eleutério, Manuel Simões Alberto, Leonildo Rosa (que também viveu na Palhaça) e Manuel Caetano de Malhapão, que fazia tertúlia com aqueles e até uma cantadeira dos despiques ao desafio, “a do Carmo”, da Viela da Canoa, e segundo memórias, não havia quem a batesse ao desafio.

MARCHINHAS

O bulício maior na praça de S. Pedro tinha uma fonte: eram as crianças do Centro Social que, gárrulas, se preparavam para festejar neste caso o S. Pedro, padroeiro da freguesia.
Cerca de oitenta crianças, algumas de muita tenra idade (54 da Creche e umas trinta do ATL), de seis salas da instituição, formaram quatro marchas. Eram os Marinheiros, a primeira a desfilar, os Cozinheiros, os Futebolistas, e os Empregados de Mesa (alguns bem chorosos, não da profissão, mas por outros problemas).
Foi uma onda de ternura propícia a atenuar o calor que se derramava provocador sobre a cabeça de todos, cantando e machando, passo miúdo e alegre, para gaúdio e aplauso de todos quantos ali acorreram, e foram muitos.

(3 Jul / 14:31)

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Curia

Animação cultural de regresso às termas da Curia

Festa da sardinha

Chegou o Verão e chegou a época termal à Curia. Levando esse facto em conta, a Junta de Turismo local, em parceria com a câmara de Anadia e junta de freguesia de Tamengos, preocupada com a fidelização, não só dos aquistas, mas também dos turistas, elaborou para o corente mês, já na recta final, uma série de espectáculos.
O primeiro decorreu já no último fim de semana, dia 22, actuando o grupo de fados “Saudade Coimbrã”.
Entretanto, para o próximo fim de semana, estão programados dois grandes eventos que arrastam muita gente.
No dia 28, às 21.30h, na piscina do Palace Hotel da Curia, o desfile de vestidos de Chita, que, trará cor e animação.
Já no segundo dia, 29, a partir das 10.00 horas, “Os três Unidos de S.Romão”percorrerão as ruas da Curia. Entretanto, à noite, no Parque das Marendas, junto à estação da C.P.) haverá lugar à gastronomia, própria da época – será a festa da sardinha e do vinho, mas também haverá fêveras, para os mais exigentes, depois do desfile das marchas, pelas 21.30 h, pela rotunda Dr. Luis Navega, terminando ali no parque das merendas, em que participarão Tamengos, Vilarinho do Bairro, Rua de Trás – Anadia, Samel e S.Lourenço do Bairro.

(28 Jun / 9:57)

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Comércio

Comércio

Capitalinvest inaugura quarta-feira retail park de Aveiro

A Capitalinvest – Investimentos Imobiliários inaugura quarta-feira o parque comercial para retalhistas («retail park«) de Aveiro, mas a estrutura só abre ao público dois dias depois, confirmou hoje o investidor.
Segundo Alexandre Alves, da Capitalinvest, o Retail Park de Aveiro é o segundo de um conjunto de oito complexos similiares que a empresa quer concluir até 2004.
O investimento global ascende a 447 milhões de euros (89,4 milhões de contos) e só o Retail Park de Aveiro custará 35 milhões de euros, o equivalente a sete milhões de contos, sublinhou a fonte.
Em 24.000 metros quadrados, junto ao itinerário principal nº 5, o Retail Park de Aveiro albergará 19 unidades comerciais, zona de restauração, quiosques e tabacaria, bem como um centro de jardinagem e parqueamento para mil viaturas. Criará 300 postos de trabalho directos.
A inauguração chegou a estar marcada para duas datas de Maio (12 e 30), mas atrasos nos trabalhados determinaram o adiamento para quarta-feira.
O primeiro retail park português foi inaugurado em Leiria, em Novembro de 2001.
Na calendarização da Capitalinvest, os próximos retail parks a abrir serão os de Portimão e Faro (ainda este ano), prevendo-se que em 2003 entrem em funcionamento parques comerciais similares na Amadora, Évora e Viseu.
A oitava unidade, a localizar em Santarém, será inaugurada em 2004, perspectiva a Capitalinvest.
Os retail parks, já vulgarizados nos Estados Unidos e em alguns países europeus, são formatos comerciais que integram lojas-armazém de média e grande dimensão (400 a 3.000 metros quadrados), todas fisicamente independentes entre si e com porta para a rua.
«Ao contrário de outros formatos, designadamente dos centros comerciais, os retail parks integram um pequeno número de lojas, 15 a 30, mas com dimensão bastante superior, onde coexistem espaços de exposição e venda ao público com o armazém de retém e o escritório de apoio«, explica Alexandre Alves.
«Os retail parks têm grande sucesso porque combinam o melhor da venda por grosso (oferta ampla e preços mais baixos) com o melhor do retalho (serviço de qualidade e atenção ao cliente)«, sustenta.

Lusa

(25 Jun / 11:13)

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Aguim

No rescaldo do Sanguedo – Aguinense

A revolta dos bairradinos

Manuel Zappa

Depois do nulo no jogo da primeira volta, a crença de adeptos, jogadores, treinador e dirigentes do Aguinense, de que o seu clube era capaz de ultrapassar o Sanguedo e conquistar o seu primeiro título, em 43 anos de existência, era enorme, depois de, na época de 84/85, esse feito lhe ter fugido para o Fermentelos, numa final que contou ainda com o Argoncilhe.
Razões mais do que suficientes conferiam-lhe o estatuto de que, mesmo jogando no terreno do adversário, com a canícula que se fez sentir, o Aguinense tinha como cartão de visita o facto de se apresentar em campo invicto no campeonato e de Sanguedo invicto saiu, dado que os bairradinos só perderam no prolongamento.
Dentro de todas estas conjecturas, os adeptos do clube de Aguim não ficaram insensíveis à grande final. De tal forma que mais de duas centenas de pessoas se deslocaram-se a Sanguedo para apoiar a sua equipa. O jogo, em vários momentos, foi empolgante. O Aguinense, já no segundo tempo, adiantou-se no marcador, mas, a oito minutos dos noventa, os locais empataram, forçando o jogo a um nefasto prolongamento.
Nesse período, os locais deram a volta ao jogo, mas para conseguirem esse desiderato, tiveram “a ajuda divina” daquele que foi considerado o melhor árbitro da AFA, Sérgio Silva, que subiu aos nacionais.
Na primeira parte, o juiz aveirense realizou uma arbitragem sem casos e absolutamente tranquila mas o seu comportamento mudou após o intervalo e a sua actuação foi desastrosa, com clara tendência para os locais. A sua dualidade de critérios foi incomensurável. Faltas ao contrário, decisões caricatas, tanto no capítulo técnico como disciplinar e duas grandes penalidades que não assinalou no prolongamento. Uma sobre Tiago, outra em que dois jogadores do Sanguedo meteram a mão à bola na sequência de um livre de Rui Castro. Toda a gente viu, menos o árbitro, o que levou a um final, que teve mais oito minutos para além dos trinta, culminando num jogo em que os adeptos do Aguinense se manifestaram ruidosamente contra uma arbitragem que nada dignificou esta final e o próprio Conselho de Arbitragem da AFA.
Apetece dizer que Sérgio Silva foi a cereja no topo do bolo para o Sanguedo e, como diziam os adeptos do Aguinense, a verdade desportiva foi adulterada.

ANTÓNIO LAGOA SEM CONTEMPLAÇÕES

Baptista, treinador/jogador do Sanguedo, era no final da partida um homem feliz, não se alongando muito nas cambiantes que o jogo conheceu: “Foi uma grande final. Acho que merecemos a vitória, pois no prolongamento fomos mais fortes. Parabéns ao Aguinense, que discutiu sempre a vitória”.
Sobre Sérgio Silva, Baptista disse: ”Tirando um lance ou outro, penso que esteve bem. Só foi pena as expulsões”.
Sentimento oposto tinha António Lagoa, presidente do Aguinense, que não teve pejo em afirmar que o árbitro foi “corrupto”, afirmação que, momentos antes, tinha dito também ao próprio árbitro e que o iria dizer também em sede própria aos responsáveis pela arbitragem da AFA.
Sobre o jogo, António Lagoa foi deveras corrosivo: “A única coisa que posso dizer é que esta final teve duas meias finais. Quem assistiu à primeira meia sabe que a segunda foi o prolongamento da primeira”.
Sem se deter, o líder do Aguinense, abordou que “não são os melhores que ganham, nem os que melhor jogam”.
No que ao jogo diz respeito, António Lagoa disse que “foram dois jogos bem disputados entre duas equipas com um futebol bastante competitivo e qualquer uma delas podia ter ganho. Agora, o que custa é perder da forma como perdemos”.

O TRATAMENTO NÃO FOI IGUAL

Vítor Henriques não foi tão contundente na análise à partida, contudo, não deixou de enviar algumas indirectas à forma como o jogo foi conduzido.
No que toca ao comentário ao jogo, o treinador do Aguinense referiu que “foi um jogo de muita luta e entrega. Apesar do Sanguedo, no primeiro tempo, possuir o controlo do jogo, as melhores oportunidades de golo foram nossas. No segundo tempo até à obtenção do nosso golo, fomos a equipa mais perigosa, mas, a partir daqui, assistimos a um maior assédio dos locais, tendo estes chegado ao golo através de um lance de bola parada”.
Sobre o prolongamento, Vítor Henriques salientou que “foi difícil controlar o rendimento físico dos jogadores, dado que, há dois meses, reduzimos as cargas de treino, já a pensar na próxima época”.
Todavia, para o técnico do Aguinense, para além da brilhante prestação do clube ao longo do campeonato, não foi o aspecto físico que condicionou totalmente a sua equipa: “Foi a dualidade e o respeito como as equipas foram tratadas. É muito complicado ganhar a equipas que jogam completamente à vontade, batem e castigam, passando ao lado das leis. A única mágoa com que fico foram as expulsões. Num só jogo vi três jogadores serem expulsos, quando, ao longo da época, em 31 jogos, apenas tivemos um vermelho”.
Sobre a actuação de Sérgio Silva, Vítor Henriques, em tom lacónico, disse que “foi o melhor árbitro de Aveiro e está tudo dito. Aquilo que se passou em Sanguedo, é que existe uma tremenda falta de qualidade no futebol português. Em tudo. A arbitragem esteve de acordo com essa realidade”.
Na sua opinião, o critério desta final deveria ser jogada num só jogo e em campo neutro, mas como foi jogada a duas mãos, os golos fora deviam contar.
A finalizar, Vítor Henriques deixou uma palavra de grande amizade para toda a equipa, sobretudo a Miguel Ângelo, impedido de dar o seu contributo à equipa por, dias antes, ter sofrido um acidente de viação e se encontrar hospitalizado em Coimbra, como também ao muito público que se deslocou a Sanguedo: “Daqui faço um apelo para que na próxima época os adeptos apoiem o clube fora e em casa, nessa luta desigual que será a 1ª Divisão”.

(20 Jun / 17:03)

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