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Quinta das Bágeiras no top 100 da Wine&Spirits

A região da Bairrada está mais uma vez em grande destaque, desta feita nos EUA.
A Quinta das Bágeiras, do produtor Mário Sérgio Nuno, aparece no top 100 WINERIES da Revista americana Wine & Spirits.
Na base deste prémio estiveram as provas realizadas ao longo do ano pelo painel de especialistas da revista Wine & Spirits e as pontuações que os vinhos obtiveram na mesma. Foram, portanto, dois critérios que estiveram na base da selecção das 100 melhores empresas a nível mundial: produtores cujos vinhos obtiveram individualmente as pontuações mais elevadas e que na sua globalidade foram mais vezes recomendados pelo painel de provadores.
Assim sendo, podemos avançar que alguns vinhos da Quinta das Bágeiras obtiveram as seguintes classificações:
Vinho branco colheita 1994, 96 pontos; Vinho branco garrafeira 2004, 95 pontos; Vinho tinto garrafeira 2005, 93 pontos; Vinho tinto garrafeira 2004, 91 pontos, (de referir que a pontuação vai de 0 a 100 pontos).
A JB, o produtor Mário Sérgio Nuno mostrou-se bastante satisfeito com o prémio: “para nós é um motivo de grande orgulho este prémio alcançado, pois trata-se de uma revista de grande prestígio internacional”.
O produtor destaca ainda o facto da Quinta das Bágeiras “ter apostado há muito pouco tempo na exportação”, sendo este destaque uma mais-valia para os negócios da Adega.
Esta distinção vem, assim, “reforçar a nossa aposta nesse segmento de mercado”, refere, acrescentando que a referência “vem dar razão às boas críticas que a Quinta das Bágeiras tem recebido ao longo dos anos pela imprensa nacional”.

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Negócios: Quinta das Bágeiras “brilha” na região de Champagne

O produtor-engarrafador Mário Sérgio Nuno (Quinta das Bágeiras) não poderia estar mais satisfeito com o resultado da sua deslocação a França, mais concretamente à emblemática região de Champagne onde deu a conhecer os seus vinhos, num jantar que decorreu no conceituado restaurante “Les Berceaux”, em Épernay.
O jantar, com assinatura do internacional chef Patrick Michelon, teve lugar no dia 31 de Maio e reuniu convidados ligados à comercialização de vinhos (interessados em conhecer os vinhos portugueses) e muitos curiosos.

Sonho concretizado. O produtor bairradino há muito que está familiarizado com a região de Champagne e com a zona de Épernay. Para além de ali residirem muitos conterrâneos seus, foi também ali que adquiriu alguma da maquinaria e equipamento que utiliza na sua adega, localizada na Fogueira (Sangalhos).
Por isso, o carinho especial que tem pela região, uma das mais emblemáticas do mundo vitivinícola. “Era um sonho que acalentava há anos. Gostaria de colocar os meus vinhos naquela região e de preferência fazer a sua apresentação num restaurante de topo”, admitiu.
O sonho tornou-se agora realidade pelo facto de “ter tido a sorte” de, através de um amigo, ter conhecido o chef Patrick Michelon que, numa visita à adega ficou a conhecer alguns dos seus vinhos (brancos) que não lhe passaram indiferentes. Nesse contacto Mário Sérgio Nuno não deixou de mostrar interesse em apresentar alguns dos seus melhores néctares em Épernay. A ideia agradou ao chef que o convidou a concretizar esse desejo, num jantar no seu restaurante.
Com ementa concebida especialmente para os cinco vinhos seleccionados [Quinta das Bágeiras Garrafeira Branco 2009; Quinta das Bágeiras Garrafeira Branco 2002; Quinta das Bágeiras Bairrada Branco Reserva 1989; Quinta das Bágeiras Garrafeira Tinto 2005 e Quinta das Bágeiras Garrafeira Tinto 2000], o jantar foi “extraordinário”, disse Mário Sérgio, não deixando de sublinhar ao elevado profissionalismo do chef, quer na selecção dos pratos, inspirados na cozinha portuguesa e que melhor “casavam” com os vinhos, quer no serviço de altíssima qualidade com que foram servidos os cinco vinhos que, diga-se, por curiosidade, chegaram à cave do restaurante três semanas antes “para estabilizarem”.
Desde aquela data, os vinhos da Quinta das Bágeiras passaram a integrar a longa carta de vinhos do restaurante.
Com vinhos à venda na zona de Paris, mais concretamente na garrafeira do amigo e “Baga Friend” François Chasans [um apaixonado pelos vinhos da Bairrada que decidiu apostar na produção de vinhos na região, sendo o proprietário da Quinta da Vacariça, localizada em Horta-Anadia], Mário Sérgio destaca o facto dos seus vinhos estarem agora presentes numa região vitivinícola única no mundo como é o caso de Champagne.
“Consegui entrar num ciclo restrito, de elite, de pessoas conhecedoras do sector, num país que é referência mundial na produção de vinhos de elevada qualidade”, acrescentou, sublinhando ainda o facto de Épernay ser “uma montra” para os seus vinhos. “Esse era um dos meus objectivos: estar referenciado em meia dúzia de restaurantes daquela região”.
O primeiro passo foi dado com grande sucesso.

Na Suiça. Ainda como o objectivo de melhor posicionar os seus vinhos no plano internacional, aquando da deslocação a França, Mário Sérgio Nuno fez um pequeno “desvio” até à Suíça onde os seus vinhos foram também alvo de uma acção promocional no “Le Grand Chalet” (hotel/restaurante), em Gstaad. Foi pela mão do português Pedro Ferreira, director daquela importante unidade hoteleira que os vinhos da Quinta das Bágeiras entraram naquela região [parte alemã da Suíça].
De acordo com Mário Sérgio o contacto com Pedro Ferreira foi outra obra do acaso. O director do “Le Grand Chalet”, numa passagem pelo Algarve provou um vinho da Quinta das Bágeiras e terá ficado rendido à casta Baga e à Bairrada.
O Hotel “Le Grand Chalet” está situado numa pequena colina acima do centro da cidade de Gstaad e foi ali que Mário Sérgio conseguiu colocar também os seus vinhos.
“Pedro Ferreira é um grande entusiasta da região e dos vinhos Bairrada que considera, pela sua diferença, serem dos melhores produzidos em Portugal” revelou o produtor.

Catarina Cerca

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Comida caseira e de qualidade na churrasqueira “Chafariz”

Dezenas de receitas caseiras, muita qualidade na confecção, doses extremamente bem servidas a preços convidativos são os ingredientes que prometem contribuir para o sucesso da Churrasqueira “Chafariz” que abriu, no passado dia 23 de Dezembro, em Oliveira do Bairro.
Localizada junto à Igreja, na Urbanização “O Adro”, esta churrasqueira é o resultado de um investimento avultado realizado pelo casal José e Célia Marques, proprietários de outros dois espaços de restauração: o restaurante Chafariz, na Póvoa do Pereiro (Moita-Anadia), aberto há já 13 anos e o Take Away com o mesmo nome, localizado no centro de Anadia, aberto há 2 anos, ao lado do Quartel dos Bombeiros Voluntários.
Com 44 anos, José Marques está, desde muito novo, ligado à restauração. Com larga experiência no ramo, avança que as suas casas privilegiam a cozinha tradicional portuguesa, com a qual se identifica.
A churrasqueira aberta agora no centro de Oliveira do Bairro é, como revela, “o espaço que faltava na cidade”, fazendo um balanço bastante animador destes primeiros dias de funcionamento.
Num espaço simpático e acolhedor, o cliente pode ter a certeza de um atendimento familiar e que lhe será servida comida caseira, confeccionada com a máxima qualidade e limpeza e em quantidade generosa. “Temos grelhados todos os dias, mas quem vier cá é surpreendido diariamente por 4 ou 5 pratos quentes diferentes”, diz o proprietário, sublinhando que o melhor “é encomendar (contactos: 913 785 997 ou 234 738 254) ou aguardar pelos grelhados que são feitos na hora”, garantindo assim a sua frescura e qualidade.
A churrasqueira disponibiliza um Self Service (almoços e jantares, até às 22h) onde o cliente pode desfrutar de pratos rápidos e económicos, mas também de pratos do dia a partir de 3.50 euros.
No entanto, o grande atractivo é o serviço de Take Away, com a oferta diária de um leque bastante variado de pratos, entre os 6,50 e os 7,50 euros, dos quais se destacam: Nacos de vitela, Coelho de churrasco, Espetadas, Secretos de porco preto, Entrecosto grelhado, Grelhado misto, Leitão de churrasco, Negalhos e Chanfana, assim como sopas variadas e um vasto conjunto de acompanhamentos para os pratos (migas, saladas, batata frita, arroz).
José Marques salienta ainda as iguarias que o Chafariz disponibiliza ao domingo. Pratos fixos mas que fazem as delícias dos clientes mais exigentes, sempre baseados na cozinha tradicional portuguesa: Bacalhau com broa, Bacalhau com natas, Bacalhau à doutor, Arroz de pato à antiga; Lombo à padeiro; Arroz à valenciana, Cabrito no forno; Rojões e Espetadas de carne.
“Queremos que esta seja uma casa semelhante à de Anadia onde, ao domingo, chegamos a servir 300 refeições”, refere, avançando que o peixe é igualmente uma referência na casa: bacalhau, dourada e robalo, os dois últimos frescos.
De referir que está em curso até ao dia 22 de Janeiro uma campanha de abertura com Frango de churrasco (unidade) a 4 euros; Dose de febras com guarnição (2 pessoas), 6,50 euros; Barriguinhas na brasa com guarnição (2 pessoas), 6,50 euros; Picanha na brasa com guarnição (2 pessoas), 10 euros; Bacalhau com natas (2 pessoas), 7 euros. A churrasqueira encerra para descanso semanal à segunda-feira.

Catarina Cerca

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Levira e Recer distinguidas com Prémio Mobis

A Levira (Prémio Mobis 10 anos) e a Recer (categoria Marca de Pavimentos) são empresas da região que estão entre os grandes vencedores da X Gala Prémio Mobis.
A iniciativa, que anualmente distingue as melhores marcas de mobiliário, decoração e artigos para a casa, teve lugar no Salão Nobre do Edifício da Alfândega, no Porto, e contou com o apoio institucional de Presidência da República e do Governo, além de diversas outras instituições, com destaque para todas as associações sectoriais do mobiliário e para as Câmaras Municipais de Paços de Ferreira, Paredes e Tábua.
Na oportunidade, o Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, elogiou as empresas que formam um sector “dinâmico e competitivo”, bem como a revista Mobiliário em Notícia, saudando a sua capacidade de mobilização de todo o sector. No seu discurso, o governante destacou a “qualidade” da publicação em termos de conteúdos e de grafismo, bem como o seu “importante papel ao nível da comunicação” dos sectores da decoração e do mobiliário.
O director-geral do Prémio Mobis, Emídio Brandão, aproveitou para anunciar que a próxima edição do evento será realizada em Paris. O objectivo passa por “promover a internacionalização do mobiliário português”, um pouco à semelhança do que aconteceu na gala realizada em Madrid em 2006, que conseguiu reunir cerca de 70 lojas espanholas para mostrar o que de melhor se faz em Portugal nesta área.
Destaque ainda para a acção que, durante todo o dia, animou a baixa do Porto. O espaço frontal do edifício da Alfândega foi palco do Mobis Gallery, uma iniciativa paralela ao Prémio Mobis que colocou em exposição peças de mobiliário de cerca de 20 marcas portuguesas, com o objectivo de sensibilizar a população residente e os turistas para o Design do mobiliário fabricado em Portugal. A exposição foi um sucesso: Design, criatividade e qualidade foram as palavras que mais se ouviram durante o dia, mesmo da parte de turistas estrangeiros, que se mostraram bastante agradados com o que viram.

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Construtora da Bairrada cresce 200%

A Construtora da Bairrada, que completou 25 anos, anunciou que, nos últimos cinco anos, teve uma taxa de crescimento de cerca de 200%, passando de uma facturação de  seis milhões de euros em 2005, para 12 milhões em 2009. Jaime Pereira, CEO [chief executive officer] da empresa, prevê que a taxa de crescimento, para o corrente ano, atinja os  17%.
Apesar dos números serem animadores, Jaime Pereira – durante a comemoração dos 25 anos da empresa, no penúltimo sábado, nas Caves Aliança, em Sangalhos – relembrou que “desde 2002 que a fileira da construção atravessa a maior crise de que há registo, agravada pela recessão económica global”. “Portugal precisa, com carácter de urgência, de voltar a crescer, criar riqueza e travar o desemprego. Para o conseguir, é absolutamente indispensável avançar com um conjunto de medidas essenciais para repor o sector e o país numa trajectória de crescimento, que permita ultrapassar a crise e iniciar um caminho de convergência com as economias mais desenvolvidas”, referiu o responsável pela empresa.
Jaime Pereira defende que “o país só poderá crescer se houver mais e melhor investimento e, consequentemente, obras que permitam manter a actividade das empresas e o emprego”. “Porém, não é isso que acontece, tornando-se muito difícil gerir empresas no contexto de indefinição generalizada em que nos encontramos, com programas e decisões a serem sucessivamente adiadas e postas em causa”, afirma.

Estratégia. Ao longo dos 25 anos de existência, a Construtora da Bairrada tem orientado a sua cultura empresarial, sustentada num modelo de gestão em que a promoção e a aplicação da confiança é o valor mais importante na relação com todos os intervenientes – clientes, fornecedores e colaboradores.
Seguindo uma estratégia de crescimento e sustentabilidade, foram criadas outras empresas associadas: CBSI, JOSCO e LAGOPALACE, ligadas ao sector imobiliário e JABRIC, ao fabrico de carpintarias. Em 2007, foi iniciado um processo de internacionalização com a criação de uma empresa em Marrocos, LUSOPOR, onde, em Fevereiro deste ano, começaram a construção de um projecto imobiliário de grande dimensão – construção de 820 apartamentos, num investimento superior a 40 milhões de euros.


Pedro Fontes da Costa
pedro@jb.pt

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Urbanos inaugura plataforma na Mealhada

 

O Grupo Urbanos inaugurou, na última quarta-feira, a quarta plataforma do Grupo, na Mealhada, mais concretamente na Zona Industrial da Pedrulha (à saída da auto-estrada).
As novas instalações são o resultado de um “investimento na ordem dos 3 milhões de euros e empregará, nesta primeira fase, cerca de 50 colaboradores”, referiu Alfredo Casimiro, presidente do Conselho e Administração da Urbanos.
Localizadas à saída da auto-estrada, as novas instalações oferecem uma multiplicidade de serviços necessários ao tecido empresarial da região e “estão equipadas com modernas soluções tecnológicas que garantem os mais elevados padrões de qualidade, inovação e eficiência”, salientou, por seu turno, Adelino Almendra, da Urbanos.
A aposta na Mealhada deve-se, não só à localização privilegiada do concelho, no âmbito geográfico, mas também à atractividade e competitividade do concelho no contexto regional, uma vez que a empresa tem clientes de norte a sul do país.
“A partir daqui poderemos ancorar-nos para o desenvolvimento interior (Castelo Branco) onde serão criados também mais 60 a 70 postos de trabalho”, salientou o responsável máximo da Urbanos durante a cerimónia inaugural.
Assim, é certo que a “plataforma torna-se imperativa de modo a garantir o melhor serviço a todos os clientes com a celeridade pretendida”, disse ainda.
A plataforma vai funcionar 24h, obedecendo a elevados padrões de qualidade. Nestas instalações destacam-se as preocupações ambientais, pois a Urbanos está certificada com a norma ISO 14001. Neste sentido, os resíduos produzidos no armazém são alvo de separação e recolha selectiva.
Para além disso, a plataforma da Mealhada “está dotada das mais modernas soluções técnicas e organizacionais do sector e oferece ao tecido empresarial um amplo portfólio de serviços: logística de tecnologia, logística de serviços, logística de obras e arte, mudanças empresariais, custódia e gestão documental e serviço Urbanos Express”, destacaria Adelino Almendra, da Urbanos.
A terminar diria que “a Urbanos vai optimizar e melhorar a oferta de serviços às empresas para que estas se tornem mais competitivas e assim trazer valor acrescentado à região centro”.
Convicto de que a Urbanos, ao fixar-se na Mealhada, vai ao encontro do desenvolvimento empresarial e da criação de riqueza, Armando França, director Regional da Economia, destacaria ainda que a zona Centro é estratégica, com enormes potencialidades, dando conta da existência de mais de 40 associações empresariais e milhares de micro-empresas.
Na oportunidade, o autarca Carlos Cabral diria “trata-se de uma empresa com uma projecção extraordinária, galardoada pela qualidade, organização e trabalho”. Uma empresa que “muito dignifica qualquer município e região, pois não só cria postos de trabalho, mas porque a dinâmica empresarial em curso nesta ZI será uma alavanca para ultrapassar a crise”.

CC

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Grupo Urbanos inaugura plataforma na Mealhada

O Grupo Urbanos inaugura, no próximo dia 28 de Abril, a plataforma da Mealhada, na Zona Industrial da Pedrulha. Com cerca de 6000 m2, localizadas à saída da auto-estrada, as novas instalações oferecem a multiplicidade de serviços necessários ao tecido empresarial desta zona e estão equipadas com modernas soluções tecnológicas que garantem os mais elevados padrões de qualidade, inovação e eficiência.
A plataforma da Mealhada que empregará, numa primeira fase, cerca de 50 pessoas, comprova a vontade do Grupo em reforçar a sua presença no território português e representará um investimento na ordem dos 3 milhões de euros.
A cerimónia será presidida por Alfredo Casimiro, presidente do Conselho de Administração do Grupo Urbanos, e acompanhada pelo presidente da Câmara Municipal da Mealhada, Carlos Cabral.

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Trinta anos de vinhos Luís Pato

Luís Pato é, sem dúvida, o mais conhecido produtor da região da Bairrada. O seu nome dispensa grandes apresentações e a sua adega e vinhos possuem já uma forte implantação no mercado nacional, mas sobretudo internacional. Luís Pato exporta mais de 60% da sua produção, para todos os cantos do mundo.
A completar 30 anos de actividade profissional, o produtor faz um balanço muito positivo destas últimas três décadas.
“Uma evolução contínua com aprendizagem pela experiência aplicada ano a ano na melhoria dos vinhos tintos, em que a casta baga é dominante e nos vinhos brancos e espumantes”, revela.
Para celebrar tão significativa data, no próximo dia 29 de Abril, vai oferecer aos amigos um almoço, na sua adega, em Amoreira da Gândara. A estrela neste dia será o vinho “Luís Pato Baga 1980”.
Eventos enogastronómicos, com a presença de chefes de renome, que visam proporcionar aos amigos que “desfrutem a perenidade de um vinho de baga que, por isso, pode sobreviver por longos anos ao invés dos vinhos ditos modernos, que terão uma facilidade de consumo mas que não têm o pulmão dos desta casta”.

A herança aliada à inovação. A Adega Luís Pato resulta da associação de duas famílias tradicionais da Bairrada, a família Pato e a família Melo Campos.
A sua actividade de engarrafamento de vinhos iniciou-se nos anos 70, do século XX. Três décadas marcadas por experiências, a saber: “pelo desengace da uva tinta; pela selecção de vinhos por vinha, para mostrar que mesmo a mesma casta em locais diferentes mostra um carácter diferenciado”, mas também pelo risco e pela inovação: “plantação de uma vinha de Pé Franco, única na região e rara no mundo para provar que os vinhos anteriores à filoxera eram bem diferentes dos de hoje, porque a parreira americana aumenta a produtividade das europeias”, diz evidenciando ainda a “realização da monda dos cachos, em 1990, para melhorar a qualidade do vinho e a partir de 2001 a realização de duas vindimas na mesma cepa.”
Já em 2009, a Adega começou a produzir vinhos dirigidos a um público mais jovem para os cativar para a marca que é olhada como de vinhos clássicos e desenvolvemos o conceito de abafado molecular, vinhos doces com baixa graduação”, avança.
Mas todo este saber e paixão pelo vinho está também enraizado na herança das vinhas que o levaram para este caminho, mas também pela influência da sogra e de sua mãe.
Embora o pai (João Pato, a seu tempo o maior produtor da região), não lhe tenha transmitido “o espírito rebelde” que o formatou ao longo da vida, hoje, a filha Filipa Pato segue as suas pisadas. Ela é a terceira geração da adega Luís Pato, embora também com um percurso e um estilo próprios, bem definidos.
Facto incontornável é que os vinhos Luís Pato são mundialmente reconhecidos e estão entre os melhores. O “segredo” desse sucesso deve-se, na sua opinião, “a muito trabalho de marketing”, mas também a muita atenção “ao elemento decisivo num negócio – o consumidor – e ainda ao facto de ter de viajar para vender que, como refere “me abriu o espírito e a alma e deu-me um conhecimento melhor, de que o mundo não se resume… à Bairrada e à pequenez do país no seu todo”.
O futuro, conclui, passa por “começar a passar testemunho, mantendo sempre um espírito de inovação para preservar o acumular dos anos e para disfarçar a velhice”.

CC

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Grupo Tavares certificado em betão pronto


Largas dezenas de clientes, fornecedores, colaboradores, parceiros e amigos do Grupo Tavares assistiram, no último sábado, à entrega da Certificação do Sistema de Gestão da Qualidade (de acordo com a reconhecida norma ISO 9001) e a Certificação do Produto Betão à António Branco Tavares & Filhos Lda.
No dia em que comemorava o 30.º aniversário, o Grupo Tavares, sedeado no concelho de Oliveira do Bairro, viu serem reconhecidas a uma das suas empresas, pela SGS – Systems & Services Certification, qualidades que lhe permitirão responder a todas as exigências impostas pelo mercado. Patrícia Monteiro, representante do organismo de certificação, frisou que este passo traz “responsabilidades acrescidas”. “Estes certificados são a prova da maturidade do Sistema de Gestão da António Branco Tavares & Filhos. Mas a equipa não pode, agora, descansar sobre esta conquista”, já que estará sob vigia de auditorias constantes.

Perante uma plateia que encheu o auditório do Espaço Inovação, o fundador António Branco Tavares lembrou o percurso de um grupo “que começou com uma brincadeira e que nunca pensei que chegasse onde está a chegar”. “É com todo o prazer que continuaremos a trabalhar: nós para vocês e vocês para nós”, rematou.
Coube depois ao filho Danny Tavares recordar alguns marcos de um grupo constituído actualmente por quatro empresas: António Branco Tavares; António Branco Tavares & Filhos; Soltav Construções Lda.; Misturas Milenares Lda. (o Grupo inclui ainda uma empresa de transportes e aluguer de equipamentos, a Transtav).
“Foi em 2006 que arrancámos com a central de produção de betão pronto e agora, quatro anos depois, o Grupo Tavares detém já uma das maiores frotas do distrito, no que concerne ao betão pronto e materiais de construção”, o que lhe permite estar presente em obras “de Condeixa a Santa Maria da Feira”. Outra das apostas do grupo é na empresa Misturas Milenares, “da qual teremos notícias brevemente”.
Danny Tavares sublinhou que é em alturas de crise “que exploramos determinadas potencialidades nas nossas empresas, trazendo progressos e inovação para as mesmas”.
Orgulhoso do percurso do grupo iniciado pelo seu pai, Danny Tavares confirmou as “inegáveis vantagens competitivas” fruto de uma “aposta contínua na qualidade dos nossos produtos e serviços e a certificação dos mesmos”. “Fomos a primeira central no distrito de Aveiro a obter a certificação de produto betão pronto”, frisou.

Em nome da ACIB, a presidente Emília Abrantes mostrou-se orgulhosa “por este grupo fazer parte da nossa associação”, afirmando ainda que “é este tipo de exemplos que nos deve servir de alento”.
“Quando existe visão estratégica, trabalho e empenho, até as crises são ultrapassadas e é nestas alturas que temos de saber diversificar, investir e sonhar”, referiu o presidente da Câmara, Mário João Oliveira. Sobre António Tavares, confessou ser um homem “de poucas palavras, mas de muita acção, trabalho e persistência.
Antes do jantar de aniversário, houve ainda oportunidade para recordar e homenagear, a título póstumo, a também fundadora do grupo, Cacilda Tavares.

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Anadia: “Maré Viva” privilegia peixe e grelhados

Abre, hoje, dia 7, um novo restaurante no centro da cidade de Anadia. Chama-se “Maré Viva” e fica localizado na Travessa do Regalo, ao lado da Câmara Municipal de Anadia.
À frente deste novo espaço está Artur Carlos Martins, amante da boa cozinha tradicional portuguesa e natural da freguesia de Avelãs de Cima.
Ciente do período conturbado que o país atravessa, diz que o investimento realizado foi avultado, mas uma forma de apostar e acreditar no futuro.
Ao abraçar este novo projecto, destaca que o peixe (só de mar), as caldeiradas, o marisco e os grelhados vão marcar a diferença. Porém, a vitela e o cabrito não estão de fora da carta das especialidades da casa.
A aposta, sublinha, “é feita em produtos de grande qualidade, com uma confecção cuidada”.
Quanto à carta de vinhos, diz ser vasta, privilegiando os vinhos da Bairrada, que aparecem em destaque.
Em obras desde Novembro, o restaurante foi alvo de remodelação profunda ao nível da cozinha, casas de banho, zona de bar e arrumos. Com capacidade para 50 pessoas, estará aberto todos os dias, para almoços e jantares. Encerra ao domingo.
Curiosidade. Este espaço disponibiliza um sistema inovador, designado por BYOB (bring your own bottle) ou traduzido à letra, “traga a sua própria garrafa”. O cliente só terá de pagar uma taxa, mas pode trazer para o restaurante a sua garrafa de vinho preferida.
Uma outra nota para serviços de encomenda. Com 24 a 48h de antecedência o restaurante poderá satisfazer pedidos específicos para grupos, tais como cabrito grelhado, entre outros.

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