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Dito e feito

1. Na última Assembleia Municipal, o Sr. Presidente da Câmara de Oliveira do Bairro citou-me, quando há alguns anos eu disse que “mais importante do que a taxa de execução orçamental, é o montante dessa execução”. Mantenho o que disse e assino por baixo. Entretanto, o Senhor Presidente da Câmara também referiu que, sendo o ano de 2009, aquele em que a Câmara Municipal realizou o maior investimento de sempre, então este relatório deveria ser aprovado por aclamação.
Como vem sendo habitual, o Sr. Presidente da Câmara enganou-se. O ano de 2009 não foi aquele que teve o maior investimento de sempre. Em 2002 e 2003, anos de gestão do CDS, os valores de investimento (leia-se despesas de capital) foram superiores, sendo esses sim, os maiores de sempre. Curiosamente nesses anos, o PSD votou contra na votação do Relatório de Gestão. Foi uma forma muito esquisita de aprovar por aclamação.

2. O poder actual instalado na Câmara Municipal (CM) de Oliveira do Bairro convive mal com a Oposição e com a necessidade de transparência. Há alguns meses escrevi aqui acerca desse assunto, mas a situação manteve-se, ou até piorou.
Recentemente foi aprovado o Relatório de Gestão da CM, relativo ao ano de 2009. Apesar de ter havido uma Reunião de Câmara Ordinária em 24 de Março (aberta ao público), este assunto foi deliberado numa Reunião Extraordinária realizada à porta fechada apenas dois (?!) dias depois. Assim tivemos a análise e votação das contas do Município, numa reunião sem público, apenas com a presença do Executivo Municipal e de alguns (poucos) técnicos municipais. Como as actas das reuniões deixaram de mencionar o que se passa nas reuniões, qualquer cidadão interessado dificilmente conseguirá saber o que se passou na reunião. Esta falta de transparência não se entende e é uma falta de respeito pelos munícipes. Perante esta realidade, não podemos deixar de perguntar o que é que o Executivo Municipal quer esconder?

3. Situações de abuso do poder já não são de agora e começaram com o início do primeiro mandato do actual Presidente da Câmara. Há poucos dias, o Tribunal anulou o despacho do Sr. Presidente da Câmara que despediu a esposa do então líder da Comissão Política do CDS. A história é simples e resume-me em poucas palavras. Logo passado um mês de ter tomado posse, o Executivo Municipal liderado pelo Presidente da Câmara actual, deu início ao processo de exoneração compulsiva da esposa do ex-líder do CDS de Oliveira do Bairro. O Tribunal só passados cinco anos decidiu o litígio, condenando a CM a reintegrar a funcionária e pagar uma indemnização, além de pagar as custas judiciais. Se tivermos em conta os testemunhos apresentados em Tribunal, segundo os quais já se dizia na campanha eleitoral que a primeira coisa que fariam se ganhassem as eleições seria despedi-la, conclui-se que o recurso apresentado pela CM não servirá para mais nada, a não ser para ganhar tempo e pagar mais umas despesas de justiça.
Não é fácil encontrar adjectivos para caracterizar o procedimento agora anulado pelo Tribunal. Durante os anos em que fui membro da Assembleia Municipal ouvi membros da Bancada do PSD referirem-se a um poder tirano e ditador. Parece-me que falharam no tempo. Este procedimento é um exemplo típico desse género de exercício do poder. Mais do que as palavras, os actos mostram aquilo que as pessoas são. Este acto mostra quem temos no poder em Oliveira do Bairro.

Jorge Pato
ex-membro (CDS/PP) da Assembleia Municipal de Oliveira do Bairro

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Quem pede responsabilidades a quem manda e decide mal?

Mandar sempre bem nunca terá sido fácil, porque é mais do que dar ordens, fazer leis ou proclamar, em diversos tons, “quem manda sou eu!”.
Difícil, por certo, em todos os sectores da vida: na família, na escola, no governo e nas autarquias, na paróquia e na diocese, na empresa e na secção da mesma.
Há sempre quem goste de mandar. Normalmente quem gosta e faz tudo para ser o primeiro, não é quem manda melhor e quem faz da autoridade um serviço aos outros.
Nos campos mais largos de qualquer ordem, vamos vendo como se multiplicam os efeitos limitados, quando não nocivos, de quem não soube fazer do exercício da autoridade, ainda que legítima, um serviço inteligente e generoso.
Os erros do agora comprometem sempre o amanhã, porque se fugiu, ou não se atendeu, à lógica sequencial do ver, escutar, prever, prevenir e, só depois, decidir.
Muitas vezes é ignorância do que se quer e com o que se conta. A legitimidade não gera inteligência nem sensatez. Quem não é capaz de prever consequências, nunca poderá decidir bem.
Toda esta reflexão me veio ao sentido ao ver as tristes consequências de algumas leis infelizes do Assembleia da República. É mais do que evidente o que passa com a lei facilitadora do divórcio. Seria útil, haja quem o faça, tentar um levantamento dos casos em tribunal ou que já por lá passaram, como expressão dos dramas e das ruínas causadas por tal lei. E muitos casos não vão a tribunal… Apenas se verificam os destroços irreparáveis nos esposos, nos filhos, nos demais familiares e ainda outros, não menos graves, pelo destruir de uma visão positiva do casamento, pela crescente desafeição em relação ao mesmo, por parte dos mais novos, vítimas inocentes destas situações, pelo anular de valores como o perdão, a paciência, a capacidade de ultrapassar momentos difíceis, mas normais, na vida de cada um e de cada casal, por retirar à família a força natural que comporta com decisão de sempre de não desanimar.
Anos atrás, advogados e juízes aconselhavam os esposos desavindos ou em dificuldade, davam tempo para pensar, mostravam as consequências do divórcio, recordavam que a vida em comum sempre exige esforço e que o amor é um bem a não perder e a recuperar. Hoje não faltam advogados a dizer “vai para outra, não sejas tolo ou tola”. Aos juízes já não se chega senão em casos especiais, porque o problema da ruptura decreta-se rapidamente ali na conservatória da esquina. Qualquer dia nem é preciso ir lá.
Quem pede responsabilidade a legisladores imponderados que olharam apenas a grupos pressão e opressão, procuram votos para o partido ou, quiçá, uma porta de saída para eles próprios, esquecidos que legislar bem é um acto fundamental para que se consiga o bem comum, a paz e progresso social, a salvaguarda dos valores sociais fundamentais?
O pragmatismo sem ponderação é sempre nocivo. Os mais novos e os mais velhos imaturos, raramente vão além do “agora” e, mesmo este, sem uma dimensão realista. O “amanhã” pouco ou nada lhes interessa, como não vale a pena pensar nas possíveis consequências de decisões pouco ou nada ponderadas.
O país enfrenta um drama que não é de menor importância: a proliferação crescente de incompetentes nos lugares de comando, a superficialidade na análise dos problemas, a ausência de gente preparada e capaz. Esta não se sente vocacionada para actora de dramas, de comédias e palhaçadas.
A política barata e as zangas e disputas no futebol tomaram conta deste país. Por este caminho não vamos longe. O beco já se vislumbra.

D. António Marcelino
Bispo Emérito de Aveiro

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Corrupção

P

director

Quase aparenta haver uma economia, dir-se-ia paralela, que se alimenta destes casos, tal a cadência com que nos são relatados na comunicação social. Mas atenção, não estou com isto a desdenhar o papel dos média, até porque defendo a frase de Thomas Jefferson, Presidente dos EUA [1743-1826]; “Se fosse deixado a mim decidir se deveriam ter um governo sem jornais ou jornais sem um governo, não hesitaria um momento em preferir este último”.

Para todos os  portugueses trabalhadores,  estes são factos preocupantes merecedores de castigo exemplar, mas a que os Tribunais não conseguem sequer  dar respostas, talvez até porque, eles próprios, são um complexo mar de burocracias e expedientes dilatórios da aplicação da própria justiça. Será casual, ou parte da própria corrupção?

Vem-me à mente, um texto em que voltei a tropeçar, do pensador e escritor  português Eduardo Prado Coelho [1944-2007] e publicado nas vésperas da sua morte no jornal Público.  Nesse artigo, EPC, desgostoso com os seus concidadãos, descreve assim a razão de ser da corrupção: “Como ‘matéria prima’ de um país, temos muitas coisas boas,
mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa. Esses defeitos, essa ‘CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA’ congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui  até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós,   ELEITOS POR NÓS . Nascidos aqui, não noutra parte… “

Os nossos governantes, são como ele diz, nossos e lá colocados por nós. Não vivemos numa ditadura como outrora, se bem que por vezes, alguns de nós (que não os nossos filhos) merecêssemos tal vilipendia. Por isso cabe-nos a nós mudar tal estado de coisas. Como pragmaticamente Eduardo Prado Coelho postulou “Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI  QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO”

Texto de completo EPC em http://www.gasmed.org/LinkClick.aspx?fileticket=9lcTf1P_lWs%3D&tabid=84&language=en-US

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Português suave – “Cão e careca”


Voltemos à escola. Se a morte de uma criança (Mirandela), na sequência da prática de violência física e psicológica, é sempre de chorar, a morte de um prof (Sintra) que, não aguentando mais a barra, se lançou ao rio Tejo, é caso para lamentar, mas sobretudo, ocasião para indispensável reflexão dos vários intervenientes na educação: família, associações de pais, conselhos directivos, professores, ministra, governo, sociedade.

Algo vai mal no reino do ensino, quando os profs andam desmotivados e aumenta o número de baixas médicas, por stress, ou desistem da profissão, por reforma antecipada (quase 10 mil em dois anos). Hoje, os docentes são sempre os culpados de tudo o que de mal corre nas escolas, os cepos das marradas, enquanto os pais se demitem da educação. Alijam essa responsabilidade, delegam-na nas escolas. As mudanças sociais, com reflexos negativos, e o governo fazem o resto.

O laxista Estatuto do Aluno, que só reclama direitos e esquece deveres, é um convite ao facilitismo e malcriadice. Insultam-se os docentes, fazem deles gato-sapato. A disciplina é letra morta. A autoridade é tábua rasa. Resultado? O que se vê.

Foram registadas 206 queixas de agressão a docentes em 2007/2008. E quantos casos encobertos? Nesta ténue fronteira se travam os conflitos nas escolas. Depois, os CDs parecem alhear-se. No caso do prof de música que os alunos insultavam de “careca” e de “cão” e fazendo-lhe mil patifarias, não é muito estranho que o CD não tenha dado resposta a sete participações? Agora, Isabel Alçada já admite a suspensão imediata dos alunos violentos. Já é um passo, mas falta, sem dúvida, o regresso da autoridade às escolas que deveriam ser uma festa e são hoje um problema muito sério, pesadelo. É território de conflito. Sem fim à vista, porque não há coragem de atalhar as causas e pôr o dedo na ferida.

Armor Pires Mota

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Português suave – Escola insegura

Armor Pires Mota
Escritor

O caso do menino da EB2.3 de Mirandela, que, não suportando mais violência física e ameaças, se atirou ao rio, é o paradigma (triste) do ensino que temos: permissivo, (nada exigente para os alunos, demasiado cabotino e desencorajador para os professores), anedótico, viciado, sem o sal de toda a educação – a ordem e a disciplina, afinal, uma certa hierarquia e autoridade que têm vindo a ser minadas pelos ministérios tutelares, que só trabalham para as estatísticas, que obrigam a passar quem deveria chumbar, que querem fazer de burrinhos futuros frustes doutores.

A violência é o pão de cada dia em muitas escolas, assim se forjam gangues. Os professores (e auxiliares) têm medo de uma simples repreensão. Falta-lhes a força: têm vindo sistematicamente a ser desautorizados. Têm de fechar os olhos e os ouvidos. Se o não o fizerem, sobram-lhes problemas. Isto é o reflexo da violência e educação na família, de uma sociedade que não respeita valores. Em 2008, foram registados 160 inquéritos. Muitos mais ficaram por fazer. Há casos silenciados, denúncias por fazer, dores e marcas por exibir. É o medo de pior. Agora, outro inquérito. Irá valer alguma coisa?

O PGR defende legislação para o bullying, mas ninguém defende que a escola tem de ser um local de respeito e de trabalho, de todos os actores, de ordem e disciplina, factores essenciais à formação dos jovens. Esta mole e pervertida educação, (com os filhos a mandar hoje nos pais), é preocupante. Sem o regresso da autoridade à escola, não há ministra que preste, educação que valha. Não basta apaziguar, com rebuçados, os professores. É necessário igualizar por cima, restituir a disciplina, a autoridade. Sem isso, estamos feitos. No futuro, vai aumentar o número dos pais a levar tareia dos filhos.

Armor Pires Mota

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Estabilidade e Crescimento

director

Algumas siglas entram cada vez mais no nosso dia-a-dia. É o caso de PEC,( Plano de Estabilidade e Crescimento) de que já conhecemos algumas  medidas.

Todos os planos têm uma coisa em comum. São programas de intenções que, só depois de implementados, pudemos medir o nível de afastamento que tiveram com a realidade final. Projectar, a 4 anos de distância não, é fácil, mas também não é simples explicar ao povo, depois de o habituarmos a gastar à tripa forra, que tem voltar a apertar o cinto, não sei quantos furos.

A conselho (ou por imposição) da Europa, vai ser um projecto duro de cumprir. Avisam-se sacrifícios nos salários embora, como sempre,  já se estimem 20% de excepções, por acaso, naquelas empresas públicas que dão sistematicamente prejuízo.

Na semana passada, antes do PEC, o Governo garantia que não aumentava impostos  e apostava que o crescimento económico se faria, incrementando o investimento público megalómano. Parece que Sócrates recuou nas duas posições. Vamos pagar mais impostos e vão fazer menos daquelas obras mas, ao que  parece, só lá para Lisboa.

O que me preocupa, até porque não conhecemos o plano, mas apenas algumas partes, é aquela que nos propõem para dar a sensação que está tudo a ir sobre rodas. Refiro-me à venda de património com que o governo prevê encaixar seis mil milhões de euros com privatizações. Este montante é apenas um número impossível de validar e que nem sabem quanto é.

Alguém compra as ditas empresas por este dinheiro?

É um velho truque, também usado na orçamentação das autarquias. As receitas efectivas nalgumas câmaras municipais são 2 e mais vezes inferiores ao que colocaram nos orçamentos. Sabem o que fazem para ultrapassar este problemas? Colocam listas enormes de terrenos à venda, que nunca se alienam, apenas porque não há compradores. Nem vendendo ao desbarato, todo o concelho, atingiam tais números. Este artifícios apenas escondem dívidas.

Ao menos uma coisa positiva; a chuva deste ano, já garantiu, 72% do consumo de luz até Fevereiro.

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Rugby

director

Rugby

A propósito da inauguração do único monumento ao rugby que conheço na tão bem chamada “aldeia do Rugby” que é a  Moita e da enorme gratidão que tenho para a modalidade que me iniciou no desporto, resolvi modificar o temas dos editoriais esta semana.

O rugby é um desporto colectivo praticado com uma esquisita bola e oval que dá primeiramente alegria  e prazer aos seus praticantes mas que também é uma escola de valores sociais e educativos importantes como a disciplina, o lisura de tratamento (o chamado fair-play), a solidariedade, o espírito de grupo e equipa, o rigor, a capacidade de decisão e liderança, a inclusão de todos e por fim a realização pessoal.

O Rugby, sendo um desporto por vezes mal amado por quem não o conhece, é sem dúvida uma escola de vida e de valores para aqueles que alguma vez o praticaram. O rugby, tanto ou mais do que qualquer outro desporto colectivo, propicia o desenvolvimento da amizade e companheirismo. É um jogo que estimula a liderança mas que consegue unir as pessoas, desenvolvendo um espírito cooperativo e educativo entre os que o praticam. Um outro aspecto muito importante é o respeito pelas regras, colegas e adversários mas, sobretudo, pelo árbitro. Sem esse respeito não é possível praticar rugby.  É conhecida, ou talvez não, a forma como os vencedores aplaudem no final do jogo os vencidos ou a esperada terceira parte do jogo, que aproxima os praticantes, permitindo a confraternização entre os praticantes e a sublimação de eventuais quezílias durante a partida.

Por isso, conheço poucos que uma vez tendo praticado esta modalidade, alguma vez deixem de gostar de ver um jogo ou de acompanhar, mesmo que à distancia, as evoluções da modalidade. No meu caso, mesmo que mais tarde me tenha dedicado a um desporto individual como a natação, quer como atleta, treinador e dirigente nunca tenha esquecido os ensinamentos fundamentais sobre o desporto que aprendi como jovem incipiente praticante e de rugby.

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Ainda há coisas boas

Ainda há coisas boas

A desgraça das enxurradas na Madeira mostrou o sentido de solidariedade nacional e de entreajuda dos madeirenses na prestação dos socorros necessários.
A desgraça das enxurradas na Madeira mostrou o sentido de solidariedade nacional e de entreajuda dos madeirenses na prestação dos socorros necessários. Como não poderia deixar de ser a política, salvo raras excepções, colocou as divergências de lado e aprontou-se a acudir. As instituições privadas de solidariedade, como a Caritas, mobilizaram-se instantaneamente e estão no terreno. Muitas empresas e empresários começaram de facto a ajuda em géneros e dinheiro vivo. A tropa, tão denegrida, é um bastão seguro onde se provou nos podemos agarrar.
Este é um dos bons exemplos que vem do fim de semana.
Mas há mais… A Fundação Francisco Manuel dos Santos dirigida por António Barreto colocou na internet um trabalho de investigação acessível a todos os portugueses e sem custos. A Pordata (www.pordata.pt) é pois “um serviço público, pensado para um vasto número de utentes que comungam do interesse em conhecer, com confiança e rigor, mais sobre Portugal” acedendo a conteúdos estatísticos concatenados por diversas entidades.
É muito trabalho muito interessante, em actualização permanente, que nos permite perceber quanto regredimos ou prosperamos com base em dados credíveis e não inventados por um qualquer político ao sabor das conveniências do momento. Ficamos a saber que estamos em crescimento demográfico negativo, a entender que o índice de envelhecimento (relação entre a população idosa e a população jovem) era em 1960 de 27% e em 2001 de 102%. Perguntaremos assim aos governantes que políticas demográficas contrariam esta tendência? Ficamos a saber que em 1906 havia 32000 pescadores e hoje não subsistem 16000 nessa actividade, que se diz ser estratégica para Portugal. Fantástico perguntará o leitor? Grandes políticos e estadistas que temos. Cruzando mais uns dados ficamos a saber que o único governante que não dependia dos empréstimos e não sabia o que eram défices orçamentais externos para nos governar foi um perigoso ditador chamado Salazar.

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Mais um aniversário

Mais um aniversário

Comemoramos mais um aniversário, estamos pois mais maduros, mais velhos e experientes, mas firmes em cumprir os propósitos fundadores do JB. Este projecto foi um desígnio de bairradinos empreendedores em prol da sua Terra mas também um projecto empresarial que tem tido grande sucesso. Foi este espírito inovador e de risco, que fez deste projecto jornalístico e empresarial, o maior jornal do Distrito.

Jornal da Bairrada cresceu e sustentou-se como projecto alicerçado na fidelização do seu mais seguro activo: os seus assinantes e os seus leitores. Eles são o que temos de mais importante e para quem vão os nossos esforços diários.

Lançamos hoje, com esta edição, um novo design do nosso sítio na internet.

Fomos pioneiros na internet e faz este ano dez anos que acrescentámos esta nova forma de dar novidades e notícias ao tradicional papel. Esta nova versão, consultável em www.jb.pt , tentará estar mais próxima dos que nos lêem todos os dias e incorporará algumas da novas tendências e funcionalidades desta nova forma de comunicar com presenças nas redes sociais.

Mas esta plataforma também dependerá dos leitores e dos internautas que com os seus comentários poderão fazer crescer o interesse pelas novas formas de comunicação. Estamos convictos de que nada substitui o papel mas as novas plataformas os complementam e enriquecem.

Neste dia de aniversário, em que a principal novidade é o lançamento do novo site, importa estarmos ligados ao passado inovador que foi o lançamento da primeira página na internet do JB. Esse pioneirismo e vontade de inovar coube por inteiro ao nosso jornalista Pedro Fontes da Costa que se mantém animado do mesmo espírito e convicto da força das novas tecnologias no jornalismo de hoje.

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