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Região: Detido suspeito de atear fogo que chegou a Águeda

Região: Detido suspeito de atear fogo que chegou a Águeda

Foi detido, na segunda-feira, um homem de 60 anos suspeito de atear um incêndio de grandes proporções que atingiu durante vários dias os concelhos de Sever do Vouga, Albergaria-a-Velha e Águeda.
A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Aveiro, identificou e deteve um homem, desempregado, suspeito da prática de um crime de incêndio florestal, que colocou em risco várias habitações.
Segundo a PJ, “o homem terá ateado um fogo com o intuito de limpar um terreno de onde tinha vendido a madeira, apesar de o mesmo terreno ser confinante com uma mancha florestal contínua, com largos hectares de extensão, não o podendo fazer, dadas as condições climatéricas que se faziam sentir”.
O fogo, que rapidamente se propagou aos concelhos de Sever do Vouga, Albergaria-a-Velha e Águeda, consumiu, na quinta-feira, mais de mil hectares de floresta, colocou em perigo inúmeras casas que os bombeiros só a muito custo conseguiram proteger, chegando a estar uma aldeia completamente cercada pelas chamas, o mesmo acontecendo com um grupo de bombeiros aquando do combate.
O incêndio chegou a ser combatido por mais de 400 bombeiros, de várias corporações.
Durante o dia de sábado, devido às condições climatéricas, ocorreu um reacendimento que veio a consumir mais umas centenas de hectares de floresta, tendo voltado a colocar em perigo as populações de diversas aldeias.
O detido, de 60 anos de idade, foi presente às Autoridades Judiciárias, na comarca de Aveiro, tendo sido libertado e sujeito a termo de identidade e residência.

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Águeda assinala Dia Nacional dos Moinhos

No fim de semana de 11 e 12 de abril, no âmbito do Dia Nacional dos Moinhos que se assinala a 7 de abril, terá lugar pelo nono ano consecutivo o Dia dos Moinhos Abertos de Portugal, iniciativa organizada pela Rede Portuguesa de Moinhos, com o apoio da TIMS, Sociedade Internacional de Molinologia.

Pretende-se chamar a atenção dos portugueses para o inestimável valor patrimonial dos nossos moinhos tradicionais, de forma a motivar e coordenar vontades e esforços de proprietários, moleiros, organizações associativas, autarquias locais, museus, investigadores, molinólogos, entusiastas, amigos dos moinhos e população em geral.

Nos dias 11 e 12 de abril estarão a funcionar e abertos ao público para visita gratuita largas dezenas de moinhos em funcionamento, de todos os tipos, um pouco por todo o país. Cada moinho terá um programa de atividades próprio com visitas guiadas, animações, demonstrações, palestras e outras ações de sensibilização.

O município de Águeda promoveu a recuperação e valorização de um importante património molinológico em Macieira de Alcôba: dois moinhos (Moinhos do Chão do Ribeiro) e uma Moinhola, bem como um Lagar de Varas. A par salienta-se ainda a construção de um Centro Interpretativo do Milho Antigo e um conjunto de ações com vista à valorização cultural de saberes e sabores, bem como a promoção do ecoturismo no concelho.

No concelho de Águeda regista-se a adesão a esta iniciativa de três moinhos localizados na aldeia de Macieira de Alcôba, os quais foram alvo de um processo de recuperação no âmbito da criação da Aldeia Pedagógica do Milho Antigo. Nesse sentido, com a indispensável colaboração dos seus proprietários, o apoio da Câmara Municipal de Águeda e da Junta de Freguesia de Préstimo e Macieira de Alcôba, estarão abertos ao público os moinhos do Chão do Ribeiro e Moinhola de Macieira.

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Detido por pornografia de menores

A Polícia Judiciária (PJ) de Aveiro anunciou, na última sexta-feira, a detenção, em Águeda, de um homem suspeito de ter obtido e partilhado, através da Internet, ficheiros multimédia com crianças de tenra idade em práticas sexuais.
Segundo a PJ, o arguido, de 22 anos, está “fortemente indiciado” pela prática do crime de pornografia de menores, sendo reincidente nesta prática.
Em comunicado, a Polícia Judiciária refere que a atividade delituosa do suspeito denotava “algum grau de sofisticação, fruto dos seus conhecimentos avançados de informática”.
De acordo com a PJ, o arguido “recorria a ferramentas de encriptação dos suportes onde os referidos ficheiros se encontravam armazenados para, dessa forma, ocultar a sua posse e tornar inacessíveis quer os dados de acesso à rede, quer os relativos à obtenção desses ficheiros e partilha associada”.
Durante uma busca à residência do suspeito, as autoridades apreenderam dois computadores portáteis, um disco rígido externo, uma máquina fotográfica digital de gama média-alta, além de 400 francos suíços, supostamente de proveniência ilícita.
A PJ refere que esta ação policial foi desencadeada pela conduta reiterada do suspeito, adiantando que, há cerca de dois anos, lhe tinham sido apreendidas centenas de ficheiros multimédia de pornografia de menores, também na sequência de uma busca domiciliária.
O detido foi presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas das medidas de coação.

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“Óscares do Vinho” para a Comissão Vitivinícola da Bairrada e para o enólogo Osvaldo Amado

“Óscares do Vinho” para a Comissão Vitivinícola da Bairrada e para o enólogo Osvaldo Amado

 

Duas semanas após a atribuição dos prémios da Wine – A Essência do Vinho, a Bairrada volta a estar de parabéns! Desta vez foi a Revista de Vinhos que distinguiu a região, ao atribuir o prémio de melhor ‘Organização Vitivinícola’ à Comissão Vitivinícola da Bairrada nos Prémios ‘Os Melhores do Ano 2014’. Um feito que em muito está a honrar os bairradinos, em especial os que se movem no mundo do vinho, ou não fossem estes os mais importantes prémios do setor.
Em noite de “Óscares do Vinho”, a Bairrada não se ficou por aqui: a região foi também aplaudida com a eleição de Osvaldo Amado como ‘Enólogo do Ano’. Global Wines, Adega Cooperativa de Cantanhede, Quinta dos Abibes e Quinta do Ortigão são os projetos bairradinos onde o sempre sorridente enólogo, com 29 anos de carreira, deixa a sua marca vínica.
A Bacalhôa Vinhos de Portugal foi eleita a ‘Empresa do Ano 2014’; embora sediada na Península de Setúbal, o seu “braço” bairradino – a Aliança – foi também um dos contributos para tal distinção.
Pedro Soares, presidente da CVB, falou e agradeceu em nome de todos os que trabalham na, para e em prol de uma Comissão como elemento agregador da região. Mostrou-se bastante lisonjeado e orgulhoso de tamanha distinção e agradeceu a todos os produtores que certificam vinhos DO e IG Bairrada. Contrariamente ao que muitos queriam crer há três anos atrás, quando Pedro Soares tomou posse, a Bairrada não está morta, antes pelo contrário, está bem viva e com responsabilidade acrescida.
CVB enfrenta desafios com entusiasmo e determinação. Nas páginas da Revista de Vinhos de fevereiro, dedicada a estes prémios, pode ler-se que “há um antes e um depois na história recente desta região. Este contraste, que mesmo para um observador distraído não passa despercebido, é tanto mais notável quanto nos lembramos daqueles que até há pouco eram considerados os grandes atavismos da Bairrada: uma região demasiado fechada em si mesma, gentes que faziam do individualismo exacerbado uma forma superior de afirmação, um pequeno território palco de rivalidades antanhas, a maior parte delas ininteligíveis a quem as observasse de fora.
A publicação destacou o facto de a CVB ter enfrentado com entusiasmo e determinação grandes desafios, sendo o “principal deles, a capacidade de agregar os seus produtores em torno de objetivos comuns”, mas também “o sinal dado para fora, de que era possível fazer mais e muito melhor. E o caminho fez-se caminhando. Promover os seus vinhos de uma forma dinâmica, abrir ao exterior, chamar jornalistas, compradores e líderes de opinião. Mas também levá-los lá fora, salientando as características que, num mercado global e cada vez mais diferenciado, estes vinhos se tornam únicos e distintivos. E, hoje, a Bairrada começa a ser vista como uma região renovada, que está a mexer sem trair a sua forte identidade. A estratégia lançada de assentar muito da promoção da Bairrada nos seus espumantes, em particular os produzidos a partir da Baga, tem-se revelado acertada, como comprovam os números mais recentes”.
Agradavelmente surpreso com o prémio, Osvaldo Amado, um apaixonado pela enologia, pela vinha e pelo vinho disse, na ocasião, que o mundo do vinho é contagiante e a vitamina que faz sair todos os dias de casa.

Prémios Excelência. Nos vinhos, foram três os Bairrada que subiram ao palco para levar para casa ‘Prémios de Excelência’: ‘Campolargo branco 2011’ (Manuel dos Santos Campolargo), ‘Luís Pato Vinha Barrosa tinto 2011’ (Luís Pato) e ‘Pai Abel branco 2012’ (Mário Sérgio Alves Nunes).
Ainda na listagem de ‘Melhores de Portugal’, a Revista de Vinhos premiou cinco espumantes, cinco brancos, um rosé e 11 tintos da Bairrada.
É importante também sustentar o trabalho desenvolvido com números. Numa das últimas notas de imprensa divulgadas pela CVB, constata-se que a certificação de vinhos, espumantes e tranquilos, com a designação DO Bairrada, aumentou 8% em 2014, prevendo-se um crescimento sustentado nos próximos anos. A Bairrada tem agora uma estratégia e um objetivo agregador com vista a continuar a brilhar no futuro.

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Coletivo Nora: fazer da rua um espaço de arte

Coletivo Nora: fazer da rua um espaço de arte

César Pereira, João Balreira. Dois amigos com um projeto comum. Seu nome, Coletivo Nora.
César e João conheceram-se durante o secundário, em Águeda. Foi aí que nasceu este coletivo com nome de engenho hidráulico, que afinal é tão característico daquela cidade.
Os dois amigos sonhavam encontrar na rua um espaço ideal para criações artísticas. E foi no Jardim da Venda Nova, no bairro com o mesmo nome (na Rua Eng. Júlio Portela), que tudo começou. “Fica mesmo no centro da cidade e é dos bairros mais antigos e com mais história em Águeda”, explicam os dois jovens. Há cerca de dois anos, um espaço abandonado e cheio de lixo, entre duas casas, numa das ruas mais carismáticas de Águeda, foi então transformado num jardim. “Esse espaço já teve direito a concertos, paredes pintadas, jogos, namorados e velhos a ler o jornal”, adiantam. Depois deste primeiro projeto, as intervenções do Coletivo Nora tomaram diversas formas, desde pinturas em paredes, colagens em candeeiros e outras instalações espalhadas um pouco por toda a cidade.

Oriana Pataco

oriana@jb.pt

Leia a reportagem completa na edição impressa ou digital do JB de 12/02/2015

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Detidos traficantes e produtores de droga

A GNR de Águeda e Núcleo de Investigação Criminal (NIC) do Destacamento Territorial da GNR de Águeda, na penúltima quarta-feira, cerca das 3h15, procedeu à detenção de dois indivíduos de 21 e 28 anos, pela suspeita do crime de tráfico de estupefacientes.
Segundo nota policial, a detenção ocorreu no seguimento de uma queixa de ruído onde, após a patrulha ter abordado o local, um dos indivíduos tentou abandonar de imediato a residência, transportando consigo produto estupefaciente e equipamento utilizado para a sua preparação e distribuição /venda.
Desta forma, a GNR refere que, atentas as fortes suspeitas da existência do crime de tráfico de produtos estupefacientes, foram efetuadas duas buscas domiciliárias, nas localidades de Aguada de Cima e Borralha, logrando-se desmantelar uma estufa de produção de cannabis, com três plantas no seu interior, bem como apreender cerca de 6,2 gramas de MDMA, 38 comprimidos de ecstasy e ainda cerca de 1,200 kg de cannabis.
Nesta operação, foram ainda apreendidos cerca de 750 euros em numerário, um computador portátil, quatro telemóveis e diverso material suspeito de ser utilizado na prática do crime.
Os detidos foram presentes , no dia seguinte, a Tribunal para aplicação das medidas de coação.

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Certificação de vinhos DO Bairrada aumenta 8% em 2014

Certificação de vinhos DO Bairrada aumenta 8% em 2014

Dois mil e catorze termina como mais um ano de afirmação da qualidade dos vinhos e espumantes da Bairrada, tendo-se registado um crescimento no volume de garrafas certificadas com Denominação de Origem (DO) Bairrada na ordem dos 8%, o que corresponde a mais 500.000 unidades se compararmos com 2013.
O aumento foi superior nos espumantes, a rondar os 24%, valor que dista em 20% dos vinhos tranquilos, que registaram um crescimento na ordem dos 4%.
Para Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada, “estes são números que têm margem para crescer: por via dos produtores, que apostam cada vez mais na certificação dos seus vinhos, revelando o interesse em alavancar a notoriedade da região Bairrada; mas também pelo facto da procura dos vinhos desta região estar a aumentar – cá dentro e fora de portas –, o que se traduz no aumento (e valorização) da produção”.
A Bairrada é hoje uma região dinâmica, com adegas e viticultura moderna, e onde o clima e as castas (com destaque para a tradicional Baga) formam o fator diferenciador. Com uma incrível plasticidade, é uma das poucas regiões do país onde se fazem espumantes, tintos e brancos com grande consistência qualitativa; onde as uvas dão origem a vinhos com vários estilos mas mantendo a identidade regional; e em que as uvas podem ser vindimadas em diferentes períodos para fazer os vários vinhos, com as uvas da poda em verde a serem aproveitadas para espumante.

Leia mais na edição de 29/01/2015

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Requalificação da Pateira de Fermentelos em consulta pública

A Agência Portuguesa do Ambiente anunciou que está em consulta pública o Estudo de Impacte Ambiental do projeto de Requalificação da Pateira de Fermentelos, que tem como proponente a Sociedade Polis Litoral Ria de Aveiro. Não significa, contudo, que a obra possa arrancar de seguida.
O Projeto de Requalificação e Valorização da Pateira de Fermentelos visa “a melhoria do estado ambiental dessa zona de elevado valor ecológico e a promoção da sua vivência pela população”.
Contempla a realização de ações de desassoreamento da Pateira de Fermentelos, com vista à limpeza dos fundos e à criação de um espelho de água, que permita a utilização por pequenas embarcações desportivas e de lazer, sem motor.
Os materiais dragados serão depositados nos terrenos agrícolas das margens subindo a cota, para diminuir o risco de cheias e inundações.
Outra das intervenções previstas é a reconstrução do açude do rio Águeda, com o objetivo de melhorar as captações de água para rega tradicional e manter o nível da água em época de estiagem na Pateira de Fermentelos.
Leia mais na versão digital do seu JB.

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“Não é necessária ligação Águeda-Aveiro”, diz EP/Refer

O presidente da EP/Refer, António Ramalho, disse esta terça-feira que não se justifica uma nova ligação rodoviária entre Águeda e Aveiro, reclamada por autarcas e empresários, porque as duas cidades já estão ligadas por autoestrada, a A1 e a A25.
“Águeda e Aveiro estão ligadas por duas autoestradas: basta apanhar a A1 e depois a A25”, disse António Ramalho aos jornalistas, no início de uma visita às obras de eletrificação do ramal ferroviário do Porto de Aveiro.
O presidente da EP/Refer salientou que “Portugal neste momento é o segundo melhor país, avaliado pelos investidores, do ponto de vista rodoviário”, e não está disposto a “competir com Omã”.
O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Gil Nadais, reagiu de imediato e disse a JB que não sabe como classificar as afirmações do presidente da EP/REFER, António Ramalho, sublinhando que “este responsável não conhece a realidade local e demonstra uma falta de conhecimento brutal”. “António Carvalho referiu que temos duas autoestradas! Onde? Não sei se propõe que nos desloquemos a Aveiro Sul, entremos na A1 – nó do Mamodeiro e depois saíamos em Albergaria-a-Velha e apanhemos a A25 para ir para Aveiro”.
Gil Nadais referiu ainda que “aquilo que queremos é uma via rápida e não uma autoestrada”, justificando que “temos 9 mil veículos que diariamente vão de Águeda a Aveiro” e, para fazerem 8 quilómetros, demoram mais de 35 minutos.
O autarca reforçou que “os nossos empresários necessitam de ter ligações rápidas aos eixos principais do país”, desconhecendo “onde é que estão as estradas capazes de competir com Omã”.
PFC

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Mensagem de Natal do Bispo de Aveiro

Mensagem de Natal do Bispo de Aveiro

É Natal, Jesus está connosco. Desde a Sua conceção, Ele é verdadeiro homem e verdadeiro Deus: homem como nós, nascido numa família humana, mas concebido pelo Espírito Santo. Ele é o verdadeiro «Emanuel», o Deus connosco (Mt 1, 23).
Este Jesus é a razão do verdadeiro Natal. Celebramos o Seu nascimento. A narração da natividade, tal como a descrevem os Evangelhos, é muito simples: tudo ocorre na solidão e no silêncio. Maria e José são as únicas testemunhas. A grandiosidade de um Imperador que ordena um recenseamento em todo o mundo conflui num humilde presépio, no qual está deitado o Menino.
Assim valoriza Deus o que somos e temos. Quando falamos em “oferecer o melhor que temos ao Senhor”, deveríamos examinar se a nossa escala de valores se ajusta a esta que Deus Pai estabeleceu, preparando o acolhimento ao Seu querido Filho, que nasceu para cada um de nós. O que é verdadeiramente extraordinário é que Deus se fez homem.
A verdade fundamental do nascimento de Jesus é esta: nascido numa aldeia desconhecida, em absoluta pobreza, no seio de uma família humilde, expressa-se a exaltação das coisas pequenas. É nesta pequenez, nesta humildade, que devemos crescer para o acolhimento de Deus e para a entrega de nós próprios ao seu serviço, traduzido no amor generoso e gratuito aos outros. Mas só à luz da Ressurreição podemos avaliar esta pequenez como grão de mostarda que se converterá em árvore frondosa (Mt 13, 32).
No início do meu ministério como bispo de Aveiro, no passado mês de setembro, centrei a atenção nas famílias e nos desafios que se lhes deparam na realização da sua missão. Apelei a que não se fechassem em si mesmas, mas que se abrissem à vida como um dom que vem de Deus. Também a Mensagem do Sínodo dos Bispos sobre a família refere que o amor do homem e da mulher nos ensina que cada um dos cônjuges precisa do outro para ser ele mesmo, mantendo-se diferente do outro na sua identidade, que se abre e se revela no dom recíproco. É o que exprime de uma forma sugestiva a mulher do Cântico dos Cânticos: «O meu amado é meu e eu sou dele… Eu sou do meu amado e o meu amado é meu» (Ct 2,16; 6,3). Nesta reciprocidade, temos de concluir que só partilhando o Natal alguém pode viver a sério o seu Natal.
A família cristã, como verdadeira Igreja doméstica, deve ser a primeira e principal educadora dos seus filhos. Enquanto pais cristãos, estão obrigados, antes que quaisquer outros, a formar os seus filhos na fé e na prática da vida cristã, através da palavra e do exemplo. Apesar das dificuldades que se deparam hoje à família cristã, ela continua a ser uma estrutura básica na iniciação cristã e inclusive um desafio pastoral: a família cristã não pode renunciar à sua missão de educar na fé os seus membros e ser modelo para as gerações mais jovens. Em tempo de Natal, a manifestação do amor de Deus deve chegar ao seio das famílias com a mesma ternura e ardor que nos é transmitido pela família deste Menino que em cada ano festejamos o Seu nascimento, para que a Sua luz irradie para os que caminham longe da luz.
O modelo da família de Nazaré – Jesus, Maria e José – deve inspirar todas as famílias, porque o amor faz parte da nossa identidade cristã: «Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei. Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 34-35). Devemos amar-nos uns aos outros porque Deus nos ama, e nos amou primeiro, e mostra esse amor enviando o seu filho Jesus, que por amor deu a vida por nós. Aprendamos o amor para sairmos de nós mesmos e irmos ao encontro da grande família humana.
Neste Natal, procuremos estreitar laços, fazer com que o amor de Deus renasça em nós e no coração daqueles que vivem à nossa volta. Que ninguém sem lar, sem pão ou sem trabalho, sem horizontes de vida… nos seja indiferente. Procuremos ajudar a construir, naquilo que estiver ao nosso alcance, um mundo mais belo e mais justo, onde a paz anunciada pelos anjos na noite de Natal se estenda a toda a terra.
Desejo que o nascimento de Jesus seja um desafio a uma vida nova, na esperança de que nos empenhemos para que o ano 2015 seja de graças e bênçãos para todos os diocesanos de Aveiro.
A todos desejo a melhor prenda do Natal!

António Moiteiro
Bispo de Aveiro

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