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UF Amoreira, Paredes e Ancas: Três freguesias unidas exigem o triplo da atenção

UF Amoreira, Paredes e Ancas: Três freguesias unidas exigem o triplo da atenção

A União de Freguesias de Amoreira da Gândara, Paredes do Bairro e Ancas foi a mais difícil “união” de concretizar no concelho de Anadia. Só nove meses após o ato eleitoral foi possível formar executivo. Um processo desgastante, com um final feliz se atendermos à sua dupla particularidade: cada elemento que integra o executivo (presidente, tesoureiro e secretário) representa uma freguesia e um partido diferente. Particularidades que não passam disso mesmo, pois como a autarca Ema Paula Pato destaca, “estamos em união, em sintonia e o entendimento entre nós é perfeito”.
“No executivo somos um elemento de cada uma das freguesias, o que é muito bom, porque cada um de nós traz para as reuniões os problemas, as necessidades das suas freguesias”, sublinhando que as “diferenças ficaram lá fora, pertencem ao passado. Agora, trabalhamos para a União de Freguesias e para as nossas populações”.

Requalificação do Parque de Amoreira da Gândara. Para o ano em curso, o executivo de Ana Paula Pato tem um orçamento de 127 mil euros, que “não chega para tudo”. Mas a verdade é que admite que, não havendo obras de grande dimensão para fazer, com uma boa gestão, as pequenas obras vão-se fazendo na União de Freguesias, com o apoio da Câmara Municipal de Anadia.
Contudo, admite que grandes obras só em estreita colaboração com a Câmara Municipal de Anadia.
Uma dessas obras é a requalificação do parque de Amoreira da Gândara, junto ao rio Levira e à sede da AMIGA.
“É uma prioridade. Com as obras de saneamento, aquele parque de lazer ficou completamente destruído. Agora é necessário reabilitá-lo. A Câmara Municipal vai apoiar nesta requalificação e o projeto já existe. Penso que deverá começar em breve.”
No local, vai nascer uma zona de lazer muito aprazível e simpática, com mesas, bancos, parque infantil, zona de estacionamento, sanitários, circuito para manutenção (equipamentos de exercício geriátricos), assim como o leito do rio vai ser requalificado e protegido. Serão ainda plantadas árvores.
Já em Ancas, a autarca pretende requalificar o Parque de Merendas, junto à lagoa do Paúl. Um local muito procurado, onde vão ser colocadas mais mesas e bancos, plantadas mais árvores e os sanitários requalificados.
“É um local muito procurado e acredito que, depois de concluída a beneficiação, irá ficar novamente um espaço nobre da localidade”, diz.
Ema Paula Pato destaca ainda a recente aquisição de um novo trator para os serviços de limpeza e manutenção da União de Freguesias. Um equipamento que virá a ser uma mais valia para manter os lugares com mais asseio e limpeza.
“Temos uma área muito grande, muitas valetas, muitos terrenos para capinar”, explicando que este serviço vai estar a cargo de três pessoas a contrato, polivalentes, a serviço da União de Freguesias.
A autarca quer ainda proceder à colocação de um gradeamento de proteção no Parque do Cruzeiro, em Ancas, assim como a fonte do Mouchão será também requalificada nos próximos meses.

Muito trabalho em 2015. O ano de 2015 foi, pode dizer-se, o ano zero, o primeiro ano verdadeiramente de trabalho nas localidades que integram esta União de Freguesias. “Conseguimos realizar a requalificação do lavadouro do Mouchão, em Ancas, mas também avançar com a colocação de um muro, pavê e jardins na Rua da Azinhaga, também em Ancas. Depois, em Paredes do Bairro, fizemos a requalificação do jardim da Senhora do Passo, do Parque de Merendas e do Lavadouro da Póvoa da Preta e do Corgo e está em conclusão a obra de beneficiação do Largo da Póvoa da Preta, onde colocamos pedra, lancil, pavê, árvores e plantas, de forma a tornar o espaço mais agradável. Demos ainda um arranjo ao nível dos jardins e manutenção de lavadouros.”
Nesta União de Freguesias, Ema Paula Pato fala ainda da dificuldade na gestão e manutenção de quatro cemitérios. Locais que exigem uma atenção constante. “Vamos indo com calma e as coisas estão no bom caminho. Um exemplo é o facto de termos colocado água da rede no cemitério de S. Martinho”.
A JB avança que foi realizada a requalificação de vários caminhos agrícolas e alcatroamento em duas estradas que estavam em muito mau estado, em Amoreira da Gândara, assim como a limpeza de valetas tem levado boa parte do orçamento. “Por isso começámos a fazer passeios em Amoreira da Gândara. Ver se começamos a gastar menos, nesta área. Inicialmente fazemos um investimento maior, mas no futuro compensa”.
Ema Paula Pato deixa ainda a nota do seu executivo ter apoiado a Fábrica da Igreja de Amoreira da Gândara a requalificar o jardim na frente da Igreja, mas também o facto de ter já sido protocolado a cedência das Escolas Básicas desativadas com a abertura de novos Centros Escolares. São os casos da Escola de Paredes do Bairro, entregue ao Rancho Folclórico local, ao Grupo Motard Ligeirinhos do Asfalto e à Associação de Futebol de Paredes do Bairro.
“Estas escolas deixam de estar devolutas e passam a ter utilidade ao serviço das populações e são preservadas pelas associações locais”. O mesmo espera acontecer, em breve, com a EB1 de Ancas, que poderá ser protocolada com um grupo motard local e com a de Amoreira da Gândara (Relvada), embora ainda não haja interessados em ficar com esta escola.
A terminar, a autarca não deixa de destacar a importância que a Zona Industrial de Amoreira da Gândara tem na economia local. “Trata-se de uma ZI toda requalificada, que está com um aspeto fantástico e há empresários interessados em adquirir terrenos.”
A JB falou ainda das ruturas de água, sobretudo em Ancas e Paredes do Bairro: “é o nosso calcanhar de Aquiles, mas já estamos bem melhor graças ao investimento feito pela Câmara Muinicipal nesta área”, mas também de algumas deficiências ao nível da iluminação pública: “existem várias falhas. Já fizemos um levantamento que foi encaminhado. São algumas dezenas de luminárias. Espero que a situação seja rapidamente revista”.
Catarina Cerca
catarina.i.cerca@jb.pt

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Anadia: APPACDM promove espetáculo único

A APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental) de Anadia promove, esta quinta e sexta-feira (dias 3 e 4), o Festival d’Arte – um espetáculo único, de rara beleza, de artes performativas. Pelo palco do Cineteatro de Anadia, vão passar atuações musicais, de dança e de teatro inclusivos. No mesmo local, vai estar patente uma exposição de pintura, com trabalhos de diversos artistas da APPACDM e da comunidade.
Sobre o evento falámos com Madalena Cerveira, presidente da direção, que recordou a 1.ª edição do festival: “era uma novidade e houve uma afluência jeitosa e o espetáculo foi muito bonito”. Uma iniciativa que cresceu de forma sustentada, já que a 2.ª edição teve ainda maior afluência.
Daí que as expetativas em relação a esta 3.ª edição sejam grandes: “espero que este festival decorra muito bem e que seja a melhor edição de todas e que a comunidade adira em peso”.
E é neste apelo que lança a toda a comunidade anadiense que Madalena Cerveira revela a importância que o festival tem para estes jovens tão especiais. “Desejo que a comunidade venha ver e sentir aquilo que os nossos meninos fazem. Não ficam atrás de nenhum artista.”
Aliás, refere que a arte é importante porque “eles gostam de ser acarinhados e aplaudidos quando fazem algo. Ficam muito felizes e têm-se revelado aqui grandes atores e dançarinos porque se empenham muito em tudo o que fazem.”
O espetáculo que vai estar em palco durante estes dois dias é o culminar do trabalho desenvolvido durante o ano e que se vai traduzir, acredita Madalena Cerveira, “numa noite memorável”.
Por isso, deseja que a população se aperceba do que é o cidadão com deficiência, do que eles conseguem fazer, para além de serem muito sensíveis: “um bater de palmas, um beijo, um sorriso, é um reconhecimento enorme”.

Instituição referência. Com 25 anos de existência, a APPACDM de Anadia é uma das instituições mais jovens do país nesta área, mas também uma das que tem evoluído de uma forma consistente em relação às suas congéneres, seja em infraestruturas, seja em recursos humanos.
“Não podemos esquecer que a instituição, desde a primeira hora, tem contado com um apoio excecional por parte da Câmara Municipal de Anadia e por parte das empresas da região e do concelho que nunca nos dizem ‘não’”, destaca Madalena Cerveira, para quem foram e são os “muitos e muitos amigos que nos permitem avançar e fazer desta uma grande instituição”.
A atual responsável destaca o papel de Acácio Lucas (fundador e presidente da APPACDM durante vários anos) na aposta em várias frentes, sem medo ou receio, permitindo à instituição ter hoje as infraestruturas que tem e apoiar um número considerável de utentes.
Contudo, Madalena Cerveira não deixa de lamentar que as famílias não apareçam muito nas iniciativas que vão sendo dinamizadas. “A maioria são pessoas já com alguma idade (pais) porque os nossos utentes também já têm uma idade avançada”, reconhece, sublinhando que os pais mais jovens vão aparecendo: “o apelo que faço é a esses, que nos acompanhem, que apareçam porque esta casa é também deles.”
A terminar, avança que já se veem mais instituições a apostar na arte e neste tipo de festivais e com atividades culturais, porque estes intercâmbios permitem que todos partilhem experiências.

 

(leia mais na edição em papel ou e-paper)

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Anadia: Apoios ao desporto somam 159.500 euros e 31.600 quilómetros

Anadia: Apoios ao desporto somam 159.500 euros e 31.600 quilómetros

A assinatura dos contratos-programa de desenvolvimento desportivo, estabelecidos entre a Câmara Municipal de Anadia e diversas coletividades sediadas no concelho, e referentes à época 2015-2016, decorreu no passado dia 12 de outubro, pelas 18h, em cerimónia realizada no salão nobre dos Paços do Município.
Tal como aconteceu na época anterior, os contratos foram celebrados ao abrigo do “Programa de Apoio Municipal ao Desenvolvimento Desportivo” (PAMDD), aprovado pela autarquia em 2014. Totalizam para a época de 1015/16 o montante de 159.500 euros a que se soma ainda o apoio em transportes (quilómetros) no total de 31.600 quilómetros.
Trata-se de um documento que visa orientar a concessão de apoios pelo município às entidades que desenvolvem atividade de natureza desportiva, e que sistematiza os procedimentos que decorrem da legislação que vigora nesta matéria. Por outro lado, procura também estabelecer um modelo criterioso de benefícios públicos que apoie, de forma adequada, as associações desportivas, garantindo princípios como a equidade, a proporcionalidade, a legalidade, a transparência, a universalidade, a igualdade e a prossecução do interesse público, entre outros.
O PAMDD pretende, ainda, assegurar uma efetiva monitorização da aplicação desses benefícios, definindo as formas da sua concretização, fixando os critérios de seleção das ações ou projetos a apoiar, estabelecendo os métodos de avaliação dos apoios concedidos e garantindo o cumprimento dos direitos e das obrigações das partes.
Assim, a atribuição destes apoios da autarquia acontece na sequência da aprovação, pelo executivo municipal, das candidaturas oportunamente apresentadas pelas associações desportivas do concelho ao PAMDD.

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S.MATEUS (Mogofores): Atropelamento vitima septuagenário

S.MATEUS (Mogofores): Atropelamento vitima septuagenário

Manuel Seabra Almeida faleceu, ao final da tarde da última segunda-feira, na sequência de um atropelamento na localidade de S.Mateus.
O septuagenário, que residia nas proximidades da empresa Sogrape, local onde se deu o atropelamento, não resistiu à gravidade dos ferimentos. Era casado com Maria Helena Simões Conceição e pai de Lídia Seabra da Conceição.
O alerta para os bombeiros de Anadia foi dado às 18h10. Quando o socorro chegou ao local, o homem encontrava-se em paragem cardio-respiratória. A condutora da viatura ligeira, de 40 anos, natural de Aguim, que se sentiu mal, foi transportada pelos bombeiros para os HUC.
Para o local foram enviadas duas ambulâncias de socorro dos Bombeiros Voluntários de Anadia, a que se juntou a VMER dos HUC.
O corpo foi transportado para o IML de Aveiro e o seu funeral realiza-se hoje, quarta-feira, para o cemitério de Amoreira da Gândara.
A GNR de Anadia tomou conta da ocorrência. No local esteve também a Brigada de Trânsito da GNR.

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Avelãs de Caminho: Milhares de peixes apareceram mortos no rio Cértima

Avelãs de Caminho: Milhares de peixes apareceram mortos no rio Cértima

O aspeto do rio Cértima, na zona de Avelãs de Caminho, na manhã da última segunda-feira era desolador.
Milhares de peixes mortos cobriam uma extensão do leito, em Avelãs de Caminho.
A fotografia, tirada nas traseiras de uma empresa, mostra peixes de todas as dimensões e espécies, que durante o último final de semana apareceram mortos naquele local.
A JB Dino Rasga, deputado municipal e morador em Avelãs de Caminho, revelou que, enquanto membro do Conselho Municipal de Segurança do município de Anadia, irá levar este assunto à próxima reunião daquele órgão, a realizar já no dia 18 de setembro. Dino Rasga quer discutir com os seus pares esta questão que acontece ciclicamente no verão e perceber se é possível encontrar uma solução para este problema.
Segundo revelou, a situação não é inédita e já terá acontecido em anos anteriores, não estando relacionada com um crime ambiental mas sim com a falta de oxigénio na água.
De facto, nesta altura do ano, o caudal do rio é bastante reduzido e a água, em muitos locais, está estagnada com um índice de oxigénio abaixo do desejável. Uma situação que pode levar à morte dos peixes por asfixia, já que estes partilham o mesmo habitat com as algas que, tal como os peixes, consomem o oxigénio existente na água.
JB sabe que noutras ocasiões, tal como agora, o SEPNA da GNR não detetou qualquer crime ambiental, mas sim carência de oxigénio na água. Por isso, na última segunda-feira, fotografou o local e entrou em contacto com a Câmara Municipal de Anadia.
Também o autarca de Avelãs de Caminho, César Andrade, na última segunda-feira, diligenciou que a tábua da represa de regadio do Moínho das Nogueiras fosse aberta para permitir a circulação de água, por forma a que a corrente trouxesse mais oxigénio aquelas águas.
Ao JB avançou não suspeitar de qualquer crime ambiental, mas de causa natural, agravados pelo calor intenso e falta de água no leito do rio.

Catarina Cerca

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Câmara Municipal de Anadia reforça subsídios às Juntas de Freguesia

Câmara Municipal de Anadia reforça subsídios às Juntas de Freguesia

O executivo da Câmara Municipal de Anadia decidiu, por unanimidade, na última reunião, realizada a 29 de julho, reforçar em 139.513 euros os subsídios a atribuir às 10 Juntas de Freguesia do concelho.
O reforço financeiro agora concedido corresponde a 25% do valor do FEF (Fundo de Equilíbrio Financeiro) e é atribuído de acordo com os projetos e obras apresentados por cada uma das freguesias, e cujo investimento global ronda os 194 mil euros.
Segundo a edil Teresa Cardoso, as verbas são ser pagas em duas tranches: uma primeira parte (50%) até final da primeira quinzena de agosto e a outra metade até final do ano.
Teresa Cardoso avança ainda que a maioria das Juntas optou pela requalificação de espaços públicos, jardins e valetas.

Leia a notícia completa na edição de 13 de agosto do Jornal da Bairrada

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Detido homem que tentou matar outro com faca

A Polícia Judiciária (PJ) de Aveiro anunciou, na sexta-feira, a detenção de um homem, de 37 anos, que tentou matar outro com uma arma branca em Amoreira da Gândara, após uma discussão por motivo fútil.
O caso ocorreu na noite da última quinta-feira, em Amoreira da Gândara, e envolveu dois frequentadores de um estabelecimento comercial.
A GNR chegou ao local poucos minutos após a prática dos factos, tendo detido em flagrante delito o autor dos mesmos. Após a realização das necessárias diligências de investigação, segundo a PJ, foi possível apurar que o esfaqueamento aconteceu, de facto, num contexto de discussão por motivo fútil, mas com intencionalidade e na direção do peito da vítima, que foi perfurado. Pelo que e por configurar a situação de um crime de homicídio, na forma tentada, o detido foi entregue ao Departamento da Polícia Judiciária.
A vítima tem 30 anos de idade, é trabalhador agrícola e encontra-se em internamento hospitalar, mas já fora de perigo.
O detido, com 37 anos de idade, operário fabril, foi presente às autoridades judiciárias, na comarca de Aveiro, para primeiro interrogatório judicial e aplicação das adequadas medidas de coação.

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Anadia: Feira Social, no Velódromo, arranca no dia 16 de outubro

A Câmara Municipal de Anadia inaugura, no próximo dia 16 de outubro, pelas 14h30, no Velódromo Nacional, em Sangalhos, a quinta edição da Feira Social de Anadia, mostra que estará patente até 18 do corrente, entre as 14 e as 18h, com entrada gratuita.
Organizada pela autarquia, em parceria com as instituições concelhias, esta será a quinta mostra global de projetos sociais desenvolvidos e implementados, junto da sociedade civil, no concelho. Nela participarão todas as Instituições Particulares de Solidariedade Social e Santas Casas da Misericórdia existentes no concelho, bem como outras entidades que integram a Rede Social de Anadia.
Durante os três dias da Feira, o público terá a oportunidade de assistir ou de participar num vasto leque de atividades. Uma dessas iniciativas está já a decorrer: trata-se da ação solidária “Ajude a Ajudar, Traga um Género Alimentar!” que, a propósito do Dia Internacional contra a Erradicação da Pobreza e da Exclusão Social (17 de outubro), tem como objetivo a recolha de géneros alimentares, que serão entregues a famílias com comprovada carência económica, devidamente sinalizadas por entidades da área social do concelho. Neste momento, os donativos podem ser entregues nas instituições sociais, e, no decorrer da Feira, poderão também ser entregues no recinto da mesma. Para além de ajudar famílias desfavorecidas, esta ação visa igualmente sensibilizar a comunidade em geral para a problemática da pobreza e da exclusão social.
No âmbito desta 5.ª Feira Social de Anadia, serão também dinamizados diversos workshops, bem como outras atividades de caráter diverso, que passam por atuações a cargo das instituições sociais, bem como animação infantil, circuito de prevenção rodoviária, demonstração de karaté, e os projetos “Livraria Social” e “Árvore da Sabedoria Social”. No dia 18 de outubro, entre as 16h e as 18h, junto ao edifício do Velódromo, os visitantes terão também a possibilidade de realizar um voo cativo em balão de ar quente, graças a uma parceria com a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro.

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Amoreira da Gândara e Ancas: Populações sem médico de família há meses

Amoreira da Gândara e Ancas: Populações sem médico de família há meses

O Posto Médico de Amoreira da Gândara está há cerca de três meses sem médico.
O anterior clínico reformou-se e, até à data, o Ministério da Saúde (MS) e a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) não colocaram nenhum substituto nesta unidade de saúde.
Assim, todos os utentes da localidade de Amoreira da Gândara e do vizinho lugar de Ancas (que aqui também recorriam, depois de ter sido encerrado o seu Posto Médico) estão sem médico de família, sendo obrigados a uma maior deslocação para a Extensão de Saúde de Sangalhos, onde muitas vezes não conseguem obter consultas nem receituários.
Uma situação que dizem ser “vergonhosa e lamentável”, responsabilizando a tutela “pela enorme insensibilidade e falta de respeito”, pelos utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Duas localidades com a população extremamente envelhecida, muitos deles sem meios de transporte próprios ou apoio familiar de retaguarda que lhes possa valer. Aliás, algumas das pessoas com quem conversamos sobre esta questão sublinham a humildade e os muitos casos de pobreza que fazem com que os idosos deixem de tomar a medicação ou de ir ao médico porque as magras pensões não chegam para tudo.
No entanto, todos dizem que, de um dia para o outro, foram confrontados com a saída do médico e criticam as entidades superiores que, “sabendo que o médico se iria aposentar, não acautelaram a sua saída com a entrada de um outro médico para o seu lugar”.

Leia mais na versão digital do seu JB.

Catarina Cerca

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Amoreira da Gândara: Luísa Pato produz azeite para restaurante com estrelas Michelin

Amoreira da Gândara: Luísa Pato produz azeite para restaurante com estrelas Michelin

Diz o ditado popular que “filho de peixe sabe nadar” e, na verdade, no coração da Bairrada, no concelho de Anadia, Filipa e Luísa são exemplos disso. Filhas do consagrado produtor vitivinícola Luís Pato, ambas estão ligadas ao torrão que as viu nasceu. Filipa optou por seguir as pisadas do pai e é, hoje, a par de Luís Pato, um dos nomes maiores na produção de vinhos de qualidade na Bairrada.

Produtora de azeite. Luísa seguiu um rumo ligeiramente diferente – é uma promissora produtora de azeite, um dos produtos tradicionais e seculares, reconhecido hoje como muito benéfico para a saúde, mas também apreciado pela sua versatilidade na gastronomia e na dieta mediterrânica.
Com a paixão pela terra a correr-lhe nas veias, a filha do meio do produtor Luís Pato, com apenas 35 anos, está a trilhar o seu próprio caminho no setor agrícola, aventurando-se no mundo do azeite.
“O meu pai e a minha irmã já estão lançados no mundo dos vinhos. Não tinha sentido eu dedicar-me à mesma área”, admite a jovem licenciada em Engenharia e Gestão industrial, que decidiu trocar as quatro paredes de um gabinete pelo campo.
“Gosto de campo e da aldeia e sempre me fascinou o ar livre. É como um SPA do dia a dia”, avança, admitindo que a cultura da oliveira e a produção do azeite são um património ancestral na região, mas subaproveitado. Como na casa de lavoura dos bisavós já se produziam azeite, vinagre e vinho para consumo doméstico, agora a jovem Luísa está apostada em transformar a produção de azeite num produto de referência.
O berço do projeto é a Quinta do Ribeirinho, na Relvada (Amoreira da Gândara). “Adoro esta quinta. Sempre gostei deste local. O meu bisavô já aqui produzia azeite e foi nesta quinta que me casei. Por isso, tem um grande significado para mim”, revela, admitindo ainda que cedo se apercebeu de uma lacuna na região, que embora tenha muitas oliveiras galegas a delimitar as zonas de vinha, estas estão subaproveitadas, sentindo-se também uma lacuna na produção de azeite de grande qualidade. Por isso, decidiu apostar toda a sua energia neste produto, legado da família, mas que vê como “um filho”. “Este azeite é como que um filho para mim. É o meu primeiro produto, pelo qual sou inteiramente responsável”.

Azeitona galega é a melhor. A Quinta do Ribeirinho faz parte da família Pato desde o século XVII, emprestando agora o nome não só a um vinho (Luís Pato) mas também ao azeite, produzido por Luísa Pato. Aqui é rainha a azeitona galega, uma espécie autóctone da Bairrada que se caracteriza por ser uma azeitona muito pequena, mas com um caroço grande, e cuja rentabilidade não ultrapassa os 8%.
“Aqui as oliveiras produzem ano sim, ano não”, avança, e como produtora ainda recente que é, vai buscar alguma matéria-prima à zona da Guarda, onde comprou parte da azeitona que utilizou na produção do primeiro ano. O processo na produção de azeite é simples e a opção recaiu na extração a frio.

Azeite gourmet. A reduzida produção – uns escassos 200 litros – foram imediatamente todos vendidos para o belga “Hostellerie Le Fox”, restaurante detentor de duas estrelas Michelin, que funcionou como uma alavanca do projeto, que se quer afirmar como uma referência na produção de azeite de elevada qualidade na região. Um alento que levou Luísa Pato a aventurar-se, de corpo e alma, este ano na produção de mil litros.
“Este ano comprei mais quantidade de azeitona na Guarda, ao mesmo agricultor e já tenho produção própria. Para o restaurante belga vendi a mesma quantidade e vou começar a exportar para o Brasil.”
“Sigo todo o processo muito de perto. As oliveiras da Quinta do Ribeirinho são centenárias e dali consigo uma produção de 200 litros, que vai para o azeite Essência da Quinta do Ribeirinho”. Um topo de gama, já que as garrafas são de apenas 1/4 de litro e cuja rentabilidade é de apenas 8%. A restante azeitona galega que compra é proveniente de oliveiras biológicas e totalmente apanhada à mão, na Guarda.

Mais área de plantação. “Já plantei mais meio hectare de oliveiras na Quinta do Ribeirinho, mas para o ano vamos expandir e plantar mais dois hectares, porque o solo é bom. Como uma oliveira demora cerca de 4 a 5 anos a começar a produzir, a rentabilidade do investimento não é imediata”.
É num lagar da região que acompanha a produção do azeite. “O meu azeite caracteriza-se por ser picante, ter bastante corpo e ser muito aromático porque é puro, muito estruturado. É um azeite da Bairrada que até tem características muito idênticas ao vinho da região”, revela, dizendo que “quem gosta do vinho Luís Pato, com as suas características da Bairrada, vai com certeza gostar muito deste azeite. Combinam os dois muito bem numa refeição”.
Para já, desenvolveu uma imagem muito cuidada da garrafa e do rótulo, com ajuda de Maria João Pato, irmã mais nova do clã Pato, e do Grupo Marques Associados.
O azeite encontra-se em garrafas de meio litro, muito elegantes e com uma roupagem sóbria e delicada. Com um conceito gráfico inspirado na arquitetura da Quinta do Ribeirinho que empresta o nome à marca do azeite, o rótulo foi desenvolvido tendo como imagem principal um esquiço da casa, envolvido por uma gota (formato do rótulo) de azeite.
Direcionado para um público médio/alto e principalmente para as cadeias de restauração e hotelaria, é um produto que se destaca no mercado quer pela qualidade do azeite, quer pela sua imagem moderna.
Luísa Pato acredita que, pouco a pouco, a região e o país vão conhecer este azeite, mas que prefere dar passos pequenos e sólidos, num projeto que não deixa de ser ambicioso e que poderá passar também pela produção de uma “manteiga de azeite”. “Como é um azeite muito saudável, encorpado que, com o frio, coalha, estou a pensar fazer uma experiência com manteiga de azeite”, diz, revelando ainda estar para lançar também um vinagre. As barricas com o vinho já existem há muito e dentro de dois anos, poderá sair para o mercado um vinagre gourmet, produzido artesanalmente, nascido no mesmo berço do azeite.
O destino destes produtos é o mercado nacional (lojas gourmet e garrafeiras), mas em especial o exterior, devendo parte desta produção de azeite rumar ao Brasil.

Catarina Cerca

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