Recortes.pt Leia no Recortes.pt

Arquivo | Avelãs de Cima

Avelãs de Cima: Generosidade de beneméritos devolve dignidade à capela  de Nossa Senhora das Neves

Avelãs de Cima: Generosidade de beneméritos devolve dignidade à capela de Nossa Senhora das Neves

Data do século XVI e é uma das capelas mais bonitas do concelho de Anadia. Classificada, em 2002, pelo Ministério da Cultura como imóvel de interesse público, este pequeno templo tem, nos últimos anos, sido alvo de profundas obras de reabilitação que, a pouco e pouco, lhe têm devolvido a beleza e a dignidade que perdera com o passar dos anos e com a falta de manutenção.
Obras possíveis graças a uma benemérita muito especial, que não sendo do concelho, já doou dezenas de milhares de euros para a sua recuperação. Aqui já foram gastos cerca de 50 mil euros nos últimos três anos, garante a JB Rosa Tomás, da comissão zeladora da capela.
A benemérita, que prefere o anonimato, professora do ensino básico aposentada, reside no norte do país e o seu apego com este templo prende-se com o facto de ser afilhada de batismo de N.ª Senhora das Neves, mas também como uma forma de homenagear o seu pai que nasceu numa pequena localidade em que a padroeira era precisamente Nossa Senhora das Neves.
Depois de passar por esta capela, há uns anos atrás, decidiu ajudar a recuperá-lo, tal o estado de degradação em que se encontrava. As obras iniciaram-se por aquilo que lhe saltou à vista quando entrou no tempo – o altar.
Uma equipa da Universidade Católica Portuguesa restaurou-o, devolvendo-lhe todo o seu esplendor. Só nesta obra foram gastos 25 mil euros, inteiramente suportados por esta benemérita, que também arcou com os custos envolvendo a colocação de oito novos vitrais, que vieram dar um colorido e luminosidade diferente ao templo. O altar e o ambão em pedra, colocados há dois anos, foram também uma oferta sua.
De lá para cá, as obras não mais pararam e todos os trabalhos coordenados por uma comissão zeladora (Rosa Tomás, Zulmira Castanheira e Jorge Ferreira), nomeada pelo Bispo de Aveiro, têm merecido o apoio incondicional e ímpar desta benemérita.
Seguiu-se a substituição de todo o telhado, em 2013, uma obra imprescindível por causa da humidade e das infiltrações no interior do tempo, também inteiramente suportados pela benemérita.
A pequena sacristia localizada na parte detrás do altar, que estava em terra batida, foi também recuperada, com colocação de pavimento oferecido por uma empresa cerêmica da Candieira e suportada pela dita senhora. Neste espaço onde se guardam alguns objetos para manutenção do templo, também Carlos Calado, da carpintaria da Cêrca, ofereceu um móvel e prateleiras.
As imagens originais do templo furtadas há muitos anos, incluindo a de N.ª Senhora das Neves, obrigou à aquisição de novas imagens, graças a outros benfeitores que se juntaram a esta causa. Um emigrante ofereceu a imagem de S. Judas Tadeu. As imagens de Santo Estêvão (2013) e de São Bento (2014) foram oferecidas pela grande benemérita da capela, que também contribuiu para a recuperação da eremida original, incluindo os azulejos do século XVII.
Mais recentemente, o casal Manuel e Dilma Tomé, radicados durante décadas nos EUA, ofereceram a pintura exterior do templo. Foram gastos 1500 euros nesta beneficiação levada a cabo no último ano. Agora, com a cara lavada, a capela vai ser toda pintada por dentro, uma vez mais graças à afilhada de N.ª Senhora das Neves. Uma beneficiação que vai implicar a substituição da instalação elétrica com colocação de um quadro independente (até agora a luz era paga por um privado). A pintura deverá estar concluída antes da Festa da Padroeira, que se celebra a 2 de agosto, mas que vai decorrer no dia 5 de agosto.

Fonte e parque de merendas recuperados

A capela de N.ª Senhora das Neves é conhecida também pelo espaço exterior que a rodeia. Único e de uma beleza natural extraordinária, o parque de merendas e fonte datada do século XVI parecem retiradas de um conto de fadas. A precisar de urgente reabilitação, todo este espaço deverá, em breve, ter um outro aspeto, mais limpo e asseado, com ajuda da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal de Anadia.
Mas também os melhoramentos no exterior se devem a beneméritos e à generosidade de amigos. Por exemplo, toda a tubagem que permitiu a ligação da água da rede à fonte, cujas águas eram conhecidas por serem milagrosas, mas que entretanto secou, só foi possível graças a um amigo emigrante que pagou essa beneficiação. Agora, a boa vontade de uma vizinha – Fátima Duarte – vai possibilitar fazer a ligação de água de uma nascente localizada na sua propriedade para a fonte.
Também ao nível exterior, a comissão zeladora que providenciara a colocação de rega automática para que a zona envolvente ao templo se mantenha sempre verde, está agora a proceder à colocação de uma proteção para que a água da rega não bata diretamente no imóvel.
Mas neste frondoso jardim vai também ser iniciada a construção de uma churrasqueira de apoio às várias mesas e bancos (que também serão alvo de recuperação) que embelezam o parque que liga à belíssima fonte do século XVI.
Melhoramentos que deverão estar concluídos em breve.
No exterior e porque este espaço é bastante procurado no verão para piqueniques em família, futuramente será aqui colocado um parque infantil.

Afilhada e devota tem sido a mais generosa de todos os beneméritos

Reside no norte e é afilhada de Nossa Senhora das Neves assim, como sua grande devota. Uma ligação tão forte que a impeliu a ajudar no restauro do templo. “Está lindíssima”, revela a JB, admitindo que “tive muita sorte em dar com Rosa Tomás, era ela então vereadora da Cultura na Câmara de Anadia. Uma pessoa com uma enorme sensibilidade e bom gosto”.
“Quis o destino conduzir-me até àquela capela que não conhecia e que, apesar de bastante degradada, estava muito bem inserida na paisagem. Não sabia o nome da terra, nem da capela. Entrei por uma porta lateral e fiquei encantada com a arquitetura, com os azulejos da eremida. As pinturas simples , mas de cores harmoniosas. Pensei para comigo que reconstruída, aquela capela ficaria lindíssima.”
Dali rumou à Câmara de Anadia, e numa audiência com Rosa Tomás, aconteceu o inesperado: “ela tinha uma ligação à capela, à terra e eu vontade de ajudar a recuperar o templo.” “Foi ouro sobre azul”. Uma parceria que tem dado resultados surpreendentes, pois as obras levadas a cabo são inequívocas.
A benemérita diz que o resultado é muito positivo e que está tudo feito com muito bom gosto e cuidado.
“Espero que seja um lugar de oração que possa ser usufruído por todos e que as pessoas pensem em valores morais que o mundo tanto precisa”, conclui.
Catarina Cerca

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada0 Comentários

Candieira (Av. Cima): Emigrante oferece terreno para jardim

Candieira (Av. Cima): Emigrante oferece terreno para jardim

Não é todos os dias que um autarca se pode congratular por ter fregueses generosos e desinteressados. Que o diga Manuel Veiga, presidente da Junta de Freguesia de Avelãs de Cima, que jamais esquecerá o gesto solidário e amigo do casal Manuel e Wilma Tomé (brasileira, com raízes em Aguada de Cima) que cederam um pequeno terreno localizado à entrada da localidade da Candieira, para que ali a Junta de Freguesia possa fazer um pequeno jardim e zona de descanso.
Tudo aconteceu há alguns anos, quando Manuel Tomé – radicado nos EUA há 50 anos – decidiu abordar Manuel Veiga, no stand da freguesia na Feira da Vinha e do Vinho de Anadia.
Depois de uma vida de trabalho nos EUA (Nova York – Yonkers) na área do ferro forjado, passa, desde que se aposentou, grandes temporadas na sua casa, em Anadia, mas não esquece a terra que o viu nascer. Por isso, a forma apaixonada como vive as coisas da sua terra natal – Candieira.
“Não o conhecia pessoalmente e na Feira, em Anadia, dirigiu-se a mim e tivemos uma conversa muito interessante sobre a freguesia. Foi aí que me lançou o repto em relação ao terreno”, recorda Manuel Veiga que, na hora, disse logo que sim. A única condição imposta é que o espaço doado se destinasse a uma obra – parque ou jardim – que embelezasse a povoação, assim como servisse de zona de lazer aos muitos utentes que frequentam o Centro Social da Freguesia, localizado ali bem perto.
Com emoção, Manuel Veiga diz que foi a primeira vez que algo do género lhe aconteceu, pelo que aceitou e contactou um jovem arquiteto paisagista, Ricardo Cruz, que elaborou um projeto simples mas que se adapta perfeitamente ao espaço e que responde na íntegra ao desejado. As obras começaram há dois anos e a autarquia já ali investiu 5 mil euros. Agora, Manuel Veiga acredita que a obra vai ser concluída, graças ao apoio da Câmara Municipal. No local, falta ainda a iluminação pública, um ponto de água, plantar alguns arbustos, árvores e flores, construir uma zona de calçada e colocar mobiliário urbano (três bancos).
Como é óbvio, vai chamar-se “Parque Manuel Flor Tomé” e poderá ser inaugurado ainda este ano. Um investimento que rondará os 17.500 euros.
Manuel Veiga destaca que este gesto solidário foi o pontapé de saída para um outro, em Avelãs de Cima. Trata-se de uma pequena porção de terreno, doada igualmente por um emigrante à autarquia, para dignificar também a entrada naquele local.

Catarina Cerca

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada0 Comentários

Av. Cima: EDP já está no terreno a arranjar a iluminação pública

A EDP já se encontra na freguesia de Avelãs de Cima, no concelho de Anadia, a repor os candeeiros da rede de iluminação pública que se encontravam fundidos.
Depois de, na última semana, o Jornal da Bairrada ter feito eco do descontentamento do presidente da Junta de Freguesia e da população, há meses a braços com vários postes com lâmpadas fundidas, na última sexta-feira, os postes, nos locais mais problemáticos (Figueira e Cêrca-S.Pedro), foram totalmente reparados.
“Estamos muito satisfeitos. Valeu a pena contactar o JB, que ajudou a agilizar os procedimentos”, diz o autarca Manuel Veiga, não deixando de destacar que “a população ficou a ganhar”, já que estava cansada de esperar pela substituição das muitas lâmpadas fundidas em vários locais da freguesia.
Contudo, o edil só lamenta que neste meio tempo, um pequeno comércio tenha sido assaltado na última semana, antes do arranjo da iluminação pública naquele local. “A senhora bem dizia que tinha medo de ser assaltada devido à escuridão no local e foi.”
A autarquia aguarda agora que as restantes localidades da freguesia sejam alvo da mesma atenção e que todas as lâmpadas fundidas sejam substituídas.
CC

Posted in Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada0 Comentários

Avelãs de Cima: População indignada com a má iluminação pública

Avelãs de Cima: População indignada com a má iluminação pública

A deficiente iluminação pública em 11 lugares da freguesia de Avelãs de Cima, no concelho de Anadia, está a deixar a população revoltada.
São vários os postes, sem luz, há meses na freguesia. O lugar mais crítico é mesmo a Figueira, onde cinco postes seguidos têm as lâmpadas fundidas, deixando o centro da povoação e confluência de três ruas, na maior escuridão.
Quem reside entre a Rua Central, a Rua das Gândaras e a Rua da Quinta, sabe que, mal anoitece, o melhor é fechar a porta e ficar em casa. A escuridão é total e a falta de iluminação pública está a deixar a população com os nervos à flor da pele.
Os dias passam, as semanas sucedem-se e não há meios de voltar a ter luz na rua, desabafam.
Alguns populares descontentes com o arrastar da situação já se manifestaram, inclusive, em frente à casa de Manuel Veiga, presidente da Junta de Freguesia de Avelãs de Cima.
Ao JB, o autarca confessa já não saber o que fazer ou a quem recorrer, pois diz ter esgotado todas as formas de contacto e protesto junto da EDP. Reconhece nunca, na vida de autarca, ter assistido a uma situação como esta: “Estou de pés e mãos atados, e nunca me senti tão impotente para resolver um problema que afeta tanta gente”, lamenta, dando conta de que, desde o final do verão, existem postes sem iluminação pública não só em algumas ruas da Figueira, como também se registam casos semelhantes, embora mais pontuais, nos lugares de Cêrca/S.Pedro, Avelãs de Cima, Pereiro, Candieira, Pardieiro, Póvoa do Gago, Ferreirinhos, Boialvo, Porto Vide e Canelas.
Em todas estas povoações verificam-se falhas na iluminação pública, ou seja, postes com as lâmpadas fundidas, seja em postes seguidos ou mais espaçados.
As lâmpadas há vários meses fundidas permanecem por substituir, apesar dos insistentes contactos realizados pela autarquia junto da EDP.
“Até ao final do verão de 2014, a assistência corria muito bem. Nós fazíamos a participação das ocorrências e em 10 dias elas eram resolvidas”, recorda o autarca, sem perceber porque daquela data até hoje tudo mudou.
Com o incremento da atividade física, temos muitas pessoas na freguesia que gostam de andar a pé, à noite e que não param de reclamar, com razão, pois têm medo e receio porque as ruas estão muito escuras e com a iluminação muito deficiente.
Manuel Veiga lamenta que a “ordem” para a empresa que habitualmente faz este tipo de reparações não chegue, sendo as populações continuamente prejudicadas.
O autarca só quer que a EDP volte a ser mais célere, como no passado.

EDP explica. Ao Jornal da Bairrada, Maria Antónia Fonseca, da EDP Distribuição, revela que durante esta semana será iniciada uma ronda global por todo o concelho de Anadia, começando na freguesia de Avelãs de Cima, “contando tê-la concluído na próxima quinta-feira”, assim como dá conta de que para resolver situações como esta, com a maior brevidade, “temos vindo a reforçar as relações de proximidade com as Juntas de Freguesia, por forma a agilizar os canais de comunicação de focos avariados e outras anomalias da rede elétrica.”
A responsável explica também que as condições atmosféricas no inverno são sempre penalizadoras para o funcionamento dos equipamentos elétricos quando expostos, como é o caso da iluminação pública.
Neste sentido, avança que embora a EDP Distribuição reforce, sempre nesta época do ano, a vigilância que tem sobre as suas redes, “poderá ter havido alguma situação extraordinária (descargas atmosféricas ou outras), que já estão a averiguar, causadoras de um volume tão significativo de pontos de luz avariados”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada0 Comentários

Avelãs de Cima: Cerimónia de encerramento dos Forais Manuelinos

Avelãs de Cima: Cerimónia de encerramento dos Forais Manuelinos

No último domingo, dia 11 de janeiro, realizou-se a festividade correspondente ao encerramento dos Forais Manuelinos da Freguesia de Avelãs de Cima, envolvendo três povoações: Avelãs de Cima, Boialvo e Pereiro. Aquando do início das festividades há um ano atrás, tinha ficado prometido proceder ao seu término, neste dia, o que foi cumprido.
Da cerimónia constou uma arruada, cuja concentração se iniciou no Largo do Rossio, local onde está patente, o painel em azulejo aludindo ao Foral Manuelino de Avelãs de Cima, idênticos aos colocados em Boialvo e Pereiro, sob a orientação do Prof. Fernando Guerreiro. Desde logo se viu que ia ser um resto de tarde animado e com muito calor humano, apesar da temperatura ambiente ser baixa. A arruada terminou na sede da Junta de Freguesia, onde há um ano se iniciaram as festividades, com o içar das três bandeiras que estão sempre hasteadas na sede da Junta de Freguesia, a de Avelãs de Cima, de Anadia e de Portugal. Desta vez ouviu-se música tradicional evocativa desses tempos longínquos. Esta cerimónia foi aberta a todos os residentes, estando presentes algumas dezenas que animaram, e muito, a mesma.

Festejos. A freguesia preparou a celebração dos forais, repartindo pelo ano várias atividades. Nos discursos do dia, o presidente da Assembleia, José Manuel Carvalho, endereçou um profundo agradecimento a todos os residentes, amigos e familiares, coletividades e outras instituições da freguesia pela participação nas comemorações e no decurso das atividades, não deixando de enaltecer o trabalho do executivo da Junta de Freguesia, por ter ido a cada lugar que festejava o seu foral, e ao fazê-lo, homenageando todos os locais respeitando as suas identidades, nomeadamente em Boialvo e no Pereiro. Pediria ainda aos cidadãos para que estejam mais atentos à realidade económica e financeira da freguesia, na medida em que esta viu reduzido o seu orçamento em menos 26 mil euros, por parte do município, quando do Estado seriam alocados perto de 55 mil euros, um valor ligeiramente mais elevado que o do ano anterior. Terminaria dizendo que “hoje não se acaba um ciclo, mas inicia-se outro, rumo ao milénio da existência da freguesia”.
De seguida, o presidente da Junta de Freguesia, Manuel Veiga. elogiou as palavras do seu antecessor para com o executivo e que assim era fácil de trabalhar, porque este ajudava a completar as ideias. Mostrou-se desagradado com o papel de meros gestores que querem impor aos presidentes de junta, havendo dificuldades para serem os verdadeiros guardiões das suas políticas, e que, mesmo assim, este executivo nunca atirava a tolha ao chão, comprometendo-se a lutar pelas reais necessidades e que, apesar de, às vezes, não poderem acudir a um problema na hora, no dia seguinte tinham alguma novidade, medida ou ação já definida. Prometeu que irá continuar a trabalhar, e em conjunto com o Presidente da Assembleia de Freguesia, nos órgãos próprios, fazer sentir a voz da freguesia.
Após os discursos, os presentes foram mimados com um lanche convívio, tendo demonstrado as suas satisfações para com o evento, tendo havido troca de experiências e de histórias vividas e passadas ao longo dos anos, na freguesia.
Pedro Veiga

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada0 Comentários

Falta de pessoal no Centro Escolar de Av. Cima/Av. Caminho preocupa pais

Falta de pessoal no Centro Escolar de Av. Cima/Av. Caminho preocupa pais

O início de aulas no novo Centro Escolar de Avelãs de Cima/Avelãs de Caminho não está a ser pacífico. A falta de pessoal auxiliar tem provocado constrangimentos vários, tendo o descontentamento dos pais já chegado à reunião de câmara e à assembleia municipal.
O líder da bancada do PSD, José Carvalho, residente na freguesia de Avelãs de Cima, alertou, na assembleia municipal, realizada na sexta-feira, para um conjunto de problemas que necessitam de resolução urgente naquele Centro Escolar.
Segundo o deputado, houve “uma efetiva perda de serviços” em relação às velhas escolas que serviam as duas freguesias. Por quê? Até aqui, os pais podiam deixar os filhos nas escolas a partir das 7h30, o que agora é impossível. As crianças ficavam a cargo de auxiliares e em segurança nas escolas. Agora, no novo Centro Escolar, os pais, sobretudo os que trabalham por turnos ou em empresas que iniciam a atividade mais cedo, são obrigados a deixar as crianças perto das 9h. “Há pais que já estão a tirar dias de férias por conta deste problema, porque não existe quem fique com as crianças”, sublinhou, salientando também que essas mesmas crianças, ao final do dia, esperam pelos pais numa sala onde não existem cadeiras ou mesas, sentadas no chão e sem a vigilância devida. “Os pais querem saber por que é que estas crianças são tratadas de forma desigual, quando a senhora presidente até disse que o Centro Escolar só abria quando tivesse todas as condições”, frisou o deputado.
Na ocasião, a edil Teresa Cardoso explicou que a questão da colocação de funcionários e docentes não é responsabilidade da Câmara, mas sim do Agrupamento de Escolas de Anadia que, de resto, nomeou uma coordenadora que faz a gestão dos recursos afetos ao Centro Escolar.
Teresa Cardoso lembrou que as instituições têm ATL que os pais podem requerer. “Os pais sabem que as funcionárias que lá estão são da CAF (Componente de Apoio à Família do JI) e não do 1.º ciclo, mas também sabem que o ATL nunca foi, nem é competência da Câmara. A valência é gerida pelas instituições”.
Também a deputada Jennifer Pereira, do MIAP, aconselhou os pais a organizarem-se para que possam dar resposta a esta questão. “Têm que se pôr a caminho, organizarem-se e encontrar as soluções que melhor sirvam os seus interesses”.
Dois dias antes, este mesmo tema tinha sido trazido à reunião de executivo pelo vereador Jorge São José, também do PSD. Na reunião, o vereador questionara a edil anadiense basicamente sobre três questões relacionadas com aquele novo equipamento escolar: a questão da hora de entrada e receção das crianças; a insuficiência de pessoal auxiliar na hora do almoço e os sanitários estarem encerrados também na hora do almoço (questão esta, ao que sabemos, já ultrapassada).
Teresa Cardoso deixaria na reunião de executivo a certeza de que a partir do próximo trimestre, a Câmara Municipal irá afetar mais uma pessoa àquele Centro Escolar.
CC

Posted in Anadia, Avelãs de Caminho, Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada0 Comentários

Avelãs de Cima: “Os Figueirenses” inauguram sede uma década após início da construção

Avelãs de Cima: “Os Figueirenses” inauguram sede uma década após início da construção

Foi na década de 90 que a sede da associação “Cultura e Recreio – Os Figueirenses” começou a ser erguida.
No próximo domingo, dia 30, será inaugurada a sede e celebrado o 20.º aniversário da associação, com cerimónia inaugural às 12h30, seguida de almoço-convívio às 13h.
A obra demorou mais de uma década a erguer mas foi finalmente concluída este ano, com a construção de uma churrasqueira ao ar livre, fruto da dedicação, sacrifício e empenho das sucessivas direções, populares e muitos amigos que não deixaram morrer este sonho.
No passado dia 25 de novembro, a coletividade completou 20 anos de vida (de legalização), muito embora os primeiros passos tenham começado a ser dados na década de 60, altura em que uma Comissão de Festas local decidiu comprar terrenos anexos à capela de Santa Eufêmea para construir a sede da associação.
“Naquela altura havia dinheiro, compraram-se os terrenos mas ficou-se por aqui. Até porque, na altura, se optou, como forma de angariar verbas por explorar um café arrendado aqui na terra”, revela Amílcar Almeida, presidente da direção da Associação.
Mas as obra na sede só terminaram agora, há uns meses. Para trás ficaram muitos obstáculos, arrelias e dificuldades ultrapassadas graças à persistência, teimosia e determinação das direções.
“Foi muito difícil chegar até aqui. Há dois anos houve uma alteração grande na legislação e tivemos de fazer uma série de avultadas remodelações”, revelou o responsável, para quem o espaço agora terminado “é um orgulho para o lugar e para a freguesia”.
Na verdade, a pequena povoação da Figueira, na freguesia de Avelãs de Cima, não tem mais de seis dezenas de casas habitadas e os habitantes não ultrapassam as 150 almas. Mas não é menos verdade que, apesar do hiato de tempo, conseguiram erguer uma obra onde a população se reúne e convive. A sede possui café, por sinal o único na aldeia, sanitários, arrumos, sala de troféus e hall de entrada, sala de jogos, sala de reuniões/direção e ampla sala de festas e de convívio (1.º andar), disponível para alugar a particulares.
Amílcar Almeida não esquece que, ao longo destes anos, também a Câmara Municipal de Anadia e a Junta de Freguesia de Avelãs de Cima foram importantes aliados na execução de tamanha empreitada.
Simultaneamente, muitos populares, empresários e amigos do lugar têm ajudado a associação, que teve durante 12 anos seguidos Amílcar Almeida como presidente da direção e que, após alguns anos de interregno, está agora novamente no comando, terminando o seu mandato no final deste ano.
“Isto aqui funciona numa espécie de dança das cadeira. É um grupo de carolas, gente que vai rodando mas, de uma forma ou de outra, num lugar ou noutro estão sempre ligados à associação”, revela.
O pequeno café é a principal fonte de receita, mas só funciona porque existe uma “escala de pessoal” para que à hora de almoço e à noite tenha sempre as portas abertas. “Os dias melhores são ao final de semana. É quando mais gente se junta aqui”, pois à semana o movimento é bem mais reduzido.
As atividades que vão promovendo ao longo do ano são transversais a toda a população: passeios de bicicleta, caminhadas, torneios de futebol de 5, e celebrações de S. João e S. Martinho.
“Os convívios de S. João e S. Martinho são sempre repartidos com as Comissões de Festas. Existe uma excelente relação e, como somos sempre os mesmos, temos de manter o espírito de entreajuda”, admite, realçando o trabalho de equipa e a boa camaradagem.
O futuro passa por continuar a rentabilizar ao máximo o espaço, pelo que deixam um apelo à população e aos amigos para que se mantenham ao lado da associação, participando nos eventos.
Catarina Cerca

Posted in Avelãs de Cima0 Comentários

Anadia: Feira Social, no Velódromo, arranca no dia 16 de outubro

A Câmara Municipal de Anadia inaugura, no próximo dia 16 de outubro, pelas 14h30, no Velódromo Nacional, em Sangalhos, a quinta edição da Feira Social de Anadia, mostra que estará patente até 18 do corrente, entre as 14 e as 18h, com entrada gratuita.
Organizada pela autarquia, em parceria com as instituições concelhias, esta será a quinta mostra global de projetos sociais desenvolvidos e implementados, junto da sociedade civil, no concelho. Nela participarão todas as Instituições Particulares de Solidariedade Social e Santas Casas da Misericórdia existentes no concelho, bem como outras entidades que integram a Rede Social de Anadia.
Durante os três dias da Feira, o público terá a oportunidade de assistir ou de participar num vasto leque de atividades. Uma dessas iniciativas está já a decorrer: trata-se da ação solidária “Ajude a Ajudar, Traga um Género Alimentar!” que, a propósito do Dia Internacional contra a Erradicação da Pobreza e da Exclusão Social (17 de outubro), tem como objetivo a recolha de géneros alimentares, que serão entregues a famílias com comprovada carência económica, devidamente sinalizadas por entidades da área social do concelho. Neste momento, os donativos podem ser entregues nas instituições sociais, e, no decorrer da Feira, poderão também ser entregues no recinto da mesma. Para além de ajudar famílias desfavorecidas, esta ação visa igualmente sensibilizar a comunidade em geral para a problemática da pobreza e da exclusão social.
No âmbito desta 5.ª Feira Social de Anadia, serão também dinamizados diversos workshops, bem como outras atividades de caráter diverso, que passam por atuações a cargo das instituições sociais, bem como animação infantil, circuito de prevenção rodoviária, demonstração de karaté, e os projetos “Livraria Social” e “Árvore da Sabedoria Social”. No dia 18 de outubro, entre as 16h e as 18h, junto ao edifício do Velódromo, os visitantes terão também a possibilidade de realizar um voo cativo em balão de ar quente, graças a uma parceria com a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro.

Posted in A. da Gândara, Aguim, Anadia, Ancas, Arcos, Avelãs de Caminho, Avelãs de Cima, Mogofores, Moita, Óis do Bairro, Paredes do Bairro, Por Terras da Bairrada, S. Lourenço Bairro, Sangalhos, Tamengos, V. Nova de Monsarros, Vilarinho do Bairro0 Comentários

Pereiro (Av. Cima) assinala 500 anos de Foral

Pereiro (Av. Cima) assinala 500 anos de Foral

A freguesia de Avelãs de Cima continua a comemorar os 500 anos de atribuição do foral manuelino. Depois de, em junho, ter sido assinalada a efeméride, no lugar sede da freguesia, foi agora a vez do Pereiro se juntar às comemorações.

A sede da Associação Desportiva e Cultural do Pereiro (ADCP) foi o ponto de encontro para algumas dezenas de habitantes que, na quarta-feira, dia 27 de agosto, assistiram ao descerramento de uma placa comemorativa, com ilustração do Foral atribuído há cinco séculos. Foram também colocados, naquele largo principal da povoação, dois placards do Foral.

No dia 5 de outubro, será a vez de Boialvo se associar às comemorações, que só encerram, em Avelãs de Cima, em janeiro de 2015.

Depois do descerramento da placa, foi apresentado o mais recente livro de poesia de Armando Pereira.

Toda a reportagem na edição impressa do JB de 4 de setembro de 2014.

 

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada0 Comentários

Cêrca – S.Pedro – Sem saudosismos, centenária prefere os tempos de agora

Cêrca – S.Pedro – Sem saudosismos, centenária prefere os tempos de agora

Maria Jesus completou ontem, dia 19 (Dia do Pai), cem anos de vida.
A centenária senhora, natural de Levira (S. Lourenço do Bairro) é viúva de António Arada dos Santos, natural de Boialvo, freguesia de Avelãs de Cima.
Fomos conhecê-la e ouvir a sua história em casa da filha, Maria Gracinda Jesus Santos, que reside no lugar da Cerca-S.Pedro, em Avelãs de Cima.
Ao nosso jornal, revela que é mãe de quatro filhos: Fernando, Maria Gracinda, Rosa La Salete e Teresa Isabel Jesus Santos, mas que tem também cinco netos e uma bisneta.

Vida de trabalho. A vida de Maria Jesus foi dedicada ao trabalho (no campo e a tratar da lida da casa), por isso, embora esboce um simpático sorriso por completar o centésimo ano de vida, não deixa de dizer: “estou e não estou contente”. Porquê? “Porque já passei por muitos trabalhos”, avança sem rodeios.
De uma lucidez invejável, ainda não usa óculos e a sua memória permite desfiar inúmeras histórias. Apenas a audição está diminuída, assim como as pernas já não têm muita força, o que a obriga a passar mais tempo na cadeira de rodas: “as pernas falham-me, não tenho muita força”, avança.
Para Maria Jesus, os tempos de outrora não deixam grande saudade: “agora é que eu devia estar a nascer, agora é que eu devia viver”, revela, acrescentando não ser pessoa muito saudosista, “o passado lá vai, o presente é que interessa”, admitindo também que hoje a vida é muito mais fácil e com atrativos bem melhores do que os do seu tempo de rapariga. “A luz elétrica, os eletrodomésticos, a televisão, os carros e o telefone” são modernidades que viu chegar e os quais muito aprecia.
“Agora filhos e netos, todos têm carro”, conta, dizendo ainda: “com a minha [Teresa] Isabel andei e vi muita coisa. Coisas que nunca tinha visto em solteira, nem em casada.”
Recuando umas largas dezenas de anos, lembra como era a vida na sua juventude.
“Antigamente só tínhamos candeeiros a petróleo, salgávamos a carne, não havia carros.”
Lamenta que ninguém a tenha mandando à escola e sente uma mágoa por não saber ler nem escrever.
Uma situação que não impediu que se correspondesse com o marido por carta: “tinha uma grande amiga minha que me escrevia as cartas e mas lia”.
Casou aos 26 anos. E diz que foi num baile que o marido ficou de olhos nela. “Ele é que me pediu em namoro. Vinha de muito longe namorar-me”, acrescenta, dizendo que adorava dançar e não faltava a um baile “nos clubes”.

Muito poupada. Com o marido empregado (era metalúrgico, em Sangalhos, durante 40 anos) cabia-lhe a ela todas as tarefas da casa e das terras, ajudada pelos filhos. Outros tempos, em que as crianças mal saíam da escola rumavam a casa para ajudar os pais, no campo e na casa.
Na lavoura, sabia fazer de tudo, incluindo vinho e todos os trabalhos que antecediam a vindima: podar, empar e enxertar. “Fazia esses trabalhos melhor do que muitos homens”, adianta.
Na sua casa, tinha ainda tempo para criar gado (porcos, galinhas, coelhos, ovelhas) e tinha também uma vaca. “Eu vendia leitões e cordeiros”, recorda. Por isso, os dias começavam bem cedo, fosse verão ou inverno e terminavam sempre tarde.
“O meu marido ainda tinha um ordenadinho bom”, por isso fala que nunca passou necessidades, nem privações. “Também fui sempre uma mulher poupada e com muita orientação” e o que sobrava, no final do mês, “ia para o banco”.
Ao nosso jornal recorda que tem saudades do tempo em que cozia Bolo da Páscoa e pão: “era uma mestra”.
A terminar, diz que em nova e já depois de casada raramente foi ao médico ou tomou medicamentos. Agora é que o faz com mais frequência, devido à idade.
Para celebrar o aniversário houve, ontem, festa num restaurante localizado na Piedade (Águeda), onde juntou familiares e amigos.
Catarina Cerca
catarina@jb.pt

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada0 Comentários

SFImobiliaria

Pergunta da semana

Portugueses praticam cada vez mais exercício ao ar livre. É o seu caso?

View Results

Loading ... Loading ...
Newsletter Powered By : XYZScripts.com