Recortes.pt Leia no Recortes.pt

Arquivo | Avelãs de Cima

Avelãs de Cima: Cerimónia de encerramento dos Forais Manuelinos

Avelãs de Cima: Cerimónia de encerramento dos Forais Manuelinos

No último domingo, dia 11 de janeiro, realizou-se a festividade correspondente ao encerramento dos Forais Manuelinos da Freguesia de Avelãs de Cima, envolvendo três povoações: Avelãs de Cima, Boialvo e Pereiro. Aquando do início das festividades há um ano atrás, tinha ficado prometido proceder ao seu término, neste dia, o que foi cumprido.
Da cerimónia constou uma arruada, cuja concentração se iniciou no Largo do Rossio, local onde está patente, o painel em azulejo aludindo ao Foral Manuelino de Avelãs de Cima, idênticos aos colocados em Boialvo e Pereiro, sob a orientação do Prof. Fernando Guerreiro. Desde logo se viu que ia ser um resto de tarde animado e com muito calor humano, apesar da temperatura ambiente ser baixa. A arruada terminou na sede da Junta de Freguesia, onde há um ano se iniciaram as festividades, com o içar das três bandeiras que estão sempre hasteadas na sede da Junta de Freguesia, a de Avelãs de Cima, de Anadia e de Portugal. Desta vez ouviu-se música tradicional evocativa desses tempos longínquos. Esta cerimónia foi aberta a todos os residentes, estando presentes algumas dezenas que animaram, e muito, a mesma.

Festejos. A freguesia preparou a celebração dos forais, repartindo pelo ano várias atividades. Nos discursos do dia, o presidente da Assembleia, José Manuel Carvalho, endereçou um profundo agradecimento a todos os residentes, amigos e familiares, coletividades e outras instituições da freguesia pela participação nas comemorações e no decurso das atividades, não deixando de enaltecer o trabalho do executivo da Junta de Freguesia, por ter ido a cada lugar que festejava o seu foral, e ao fazê-lo, homenageando todos os locais respeitando as suas identidades, nomeadamente em Boialvo e no Pereiro. Pediria ainda aos cidadãos para que estejam mais atentos à realidade económica e financeira da freguesia, na medida em que esta viu reduzido o seu orçamento em menos 26 mil euros, por parte do município, quando do Estado seriam alocados perto de 55 mil euros, um valor ligeiramente mais elevado que o do ano anterior. Terminaria dizendo que “hoje não se acaba um ciclo, mas inicia-se outro, rumo ao milénio da existência da freguesia”.
De seguida, o presidente da Junta de Freguesia, Manuel Veiga. elogiou as palavras do seu antecessor para com o executivo e que assim era fácil de trabalhar, porque este ajudava a completar as ideias. Mostrou-se desagradado com o papel de meros gestores que querem impor aos presidentes de junta, havendo dificuldades para serem os verdadeiros guardiões das suas políticas, e que, mesmo assim, este executivo nunca atirava a tolha ao chão, comprometendo-se a lutar pelas reais necessidades e que, apesar de, às vezes, não poderem acudir a um problema na hora, no dia seguinte tinham alguma novidade, medida ou ação já definida. Prometeu que irá continuar a trabalhar, e em conjunto com o Presidente da Assembleia de Freguesia, nos órgãos próprios, fazer sentir a voz da freguesia.
Após os discursos, os presentes foram mimados com um lanche convívio, tendo demonstrado as suas satisfações para com o evento, tendo havido troca de experiências e de histórias vividas e passadas ao longo dos anos, na freguesia.
Pedro Veiga

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada0 Comentários

Falta de pessoal no Centro Escolar de Av. Cima/Av. Caminho preocupa pais

Falta de pessoal no Centro Escolar de Av. Cima/Av. Caminho preocupa pais

O início de aulas no novo Centro Escolar de Avelãs de Cima/Avelãs de Caminho não está a ser pacífico. A falta de pessoal auxiliar tem provocado constrangimentos vários, tendo o descontentamento dos pais já chegado à reunião de câmara e à assembleia municipal.
O líder da bancada do PSD, José Carvalho, residente na freguesia de Avelãs de Cima, alertou, na assembleia municipal, realizada na sexta-feira, para um conjunto de problemas que necessitam de resolução urgente naquele Centro Escolar.
Segundo o deputado, houve “uma efetiva perda de serviços” em relação às velhas escolas que serviam as duas freguesias. Por quê? Até aqui, os pais podiam deixar os filhos nas escolas a partir das 7h30, o que agora é impossível. As crianças ficavam a cargo de auxiliares e em segurança nas escolas. Agora, no novo Centro Escolar, os pais, sobretudo os que trabalham por turnos ou em empresas que iniciam a atividade mais cedo, são obrigados a deixar as crianças perto das 9h. “Há pais que já estão a tirar dias de férias por conta deste problema, porque não existe quem fique com as crianças”, sublinhou, salientando também que essas mesmas crianças, ao final do dia, esperam pelos pais numa sala onde não existem cadeiras ou mesas, sentadas no chão e sem a vigilância devida. “Os pais querem saber por que é que estas crianças são tratadas de forma desigual, quando a senhora presidente até disse que o Centro Escolar só abria quando tivesse todas as condições”, frisou o deputado.
Na ocasião, a edil Teresa Cardoso explicou que a questão da colocação de funcionários e docentes não é responsabilidade da Câmara, mas sim do Agrupamento de Escolas de Anadia que, de resto, nomeou uma coordenadora que faz a gestão dos recursos afetos ao Centro Escolar.
Teresa Cardoso lembrou que as instituições têm ATL que os pais podem requerer. “Os pais sabem que as funcionárias que lá estão são da CAF (Componente de Apoio à Família do JI) e não do 1.º ciclo, mas também sabem que o ATL nunca foi, nem é competência da Câmara. A valência é gerida pelas instituições”.
Também a deputada Jennifer Pereira, do MIAP, aconselhou os pais a organizarem-se para que possam dar resposta a esta questão. “Têm que se pôr a caminho, organizarem-se e encontrar as soluções que melhor sirvam os seus interesses”.
Dois dias antes, este mesmo tema tinha sido trazido à reunião de executivo pelo vereador Jorge São José, também do PSD. Na reunião, o vereador questionara a edil anadiense basicamente sobre três questões relacionadas com aquele novo equipamento escolar: a questão da hora de entrada e receção das crianças; a insuficiência de pessoal auxiliar na hora do almoço e os sanitários estarem encerrados também na hora do almoço (questão esta, ao que sabemos, já ultrapassada).
Teresa Cardoso deixaria na reunião de executivo a certeza de que a partir do próximo trimestre, a Câmara Municipal irá afetar mais uma pessoa àquele Centro Escolar.
CC

Posted in Anadia, Avelãs de Caminho, Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada0 Comentários

Avelãs de Cima: “Os Figueirenses” inauguram sede uma década após início da construção

Avelãs de Cima: “Os Figueirenses” inauguram sede uma década após início da construção

Foi na década de 90 que a sede da associação “Cultura e Recreio – Os Figueirenses” começou a ser erguida.
No próximo domingo, dia 30, será inaugurada a sede e celebrado o 20.º aniversário da associação, com cerimónia inaugural às 12h30, seguida de almoço-convívio às 13h.
A obra demorou mais de uma década a erguer mas foi finalmente concluída este ano, com a construção de uma churrasqueira ao ar livre, fruto da dedicação, sacrifício e empenho das sucessivas direções, populares e muitos amigos que não deixaram morrer este sonho.
No passado dia 25 de novembro, a coletividade completou 20 anos de vida (de legalização), muito embora os primeiros passos tenham começado a ser dados na década de 60, altura em que uma Comissão de Festas local decidiu comprar terrenos anexos à capela de Santa Eufêmea para construir a sede da associação.
“Naquela altura havia dinheiro, compraram-se os terrenos mas ficou-se por aqui. Até porque, na altura, se optou, como forma de angariar verbas por explorar um café arrendado aqui na terra”, revela Amílcar Almeida, presidente da direção da Associação.
Mas as obra na sede só terminaram agora, há uns meses. Para trás ficaram muitos obstáculos, arrelias e dificuldades ultrapassadas graças à persistência, teimosia e determinação das direções.
“Foi muito difícil chegar até aqui. Há dois anos houve uma alteração grande na legislação e tivemos de fazer uma série de avultadas remodelações”, revelou o responsável, para quem o espaço agora terminado “é um orgulho para o lugar e para a freguesia”.
Na verdade, a pequena povoação da Figueira, na freguesia de Avelãs de Cima, não tem mais de seis dezenas de casas habitadas e os habitantes não ultrapassam as 150 almas. Mas não é menos verdade que, apesar do hiato de tempo, conseguiram erguer uma obra onde a população se reúne e convive. A sede possui café, por sinal o único na aldeia, sanitários, arrumos, sala de troféus e hall de entrada, sala de jogos, sala de reuniões/direção e ampla sala de festas e de convívio (1.º andar), disponível para alugar a particulares.
Amílcar Almeida não esquece que, ao longo destes anos, também a Câmara Municipal de Anadia e a Junta de Freguesia de Avelãs de Cima foram importantes aliados na execução de tamanha empreitada.
Simultaneamente, muitos populares, empresários e amigos do lugar têm ajudado a associação, que teve durante 12 anos seguidos Amílcar Almeida como presidente da direção e que, após alguns anos de interregno, está agora novamente no comando, terminando o seu mandato no final deste ano.
“Isto aqui funciona numa espécie de dança das cadeira. É um grupo de carolas, gente que vai rodando mas, de uma forma ou de outra, num lugar ou noutro estão sempre ligados à associação”, revela.
O pequeno café é a principal fonte de receita, mas só funciona porque existe uma “escala de pessoal” para que à hora de almoço e à noite tenha sempre as portas abertas. “Os dias melhores são ao final de semana. É quando mais gente se junta aqui”, pois à semana o movimento é bem mais reduzido.
As atividades que vão promovendo ao longo do ano são transversais a toda a população: passeios de bicicleta, caminhadas, torneios de futebol de 5, e celebrações de S. João e S. Martinho.
“Os convívios de S. João e S. Martinho são sempre repartidos com as Comissões de Festas. Existe uma excelente relação e, como somos sempre os mesmos, temos de manter o espírito de entreajuda”, admite, realçando o trabalho de equipa e a boa camaradagem.
O futuro passa por continuar a rentabilizar ao máximo o espaço, pelo que deixam um apelo à população e aos amigos para que se mantenham ao lado da associação, participando nos eventos.
Catarina Cerca

Posted in Avelãs de Cima0 Comentários

Anadia: Feira Social, no Velódromo, arranca no dia 16 de outubro

A Câmara Municipal de Anadia inaugura, no próximo dia 16 de outubro, pelas 14h30, no Velódromo Nacional, em Sangalhos, a quinta edição da Feira Social de Anadia, mostra que estará patente até 18 do corrente, entre as 14 e as 18h, com entrada gratuita.
Organizada pela autarquia, em parceria com as instituições concelhias, esta será a quinta mostra global de projetos sociais desenvolvidos e implementados, junto da sociedade civil, no concelho. Nela participarão todas as Instituições Particulares de Solidariedade Social e Santas Casas da Misericórdia existentes no concelho, bem como outras entidades que integram a Rede Social de Anadia.
Durante os três dias da Feira, o público terá a oportunidade de assistir ou de participar num vasto leque de atividades. Uma dessas iniciativas está já a decorrer: trata-se da ação solidária “Ajude a Ajudar, Traga um Género Alimentar!” que, a propósito do Dia Internacional contra a Erradicação da Pobreza e da Exclusão Social (17 de outubro), tem como objetivo a recolha de géneros alimentares, que serão entregues a famílias com comprovada carência económica, devidamente sinalizadas por entidades da área social do concelho. Neste momento, os donativos podem ser entregues nas instituições sociais, e, no decorrer da Feira, poderão também ser entregues no recinto da mesma. Para além de ajudar famílias desfavorecidas, esta ação visa igualmente sensibilizar a comunidade em geral para a problemática da pobreza e da exclusão social.
No âmbito desta 5.ª Feira Social de Anadia, serão também dinamizados diversos workshops, bem como outras atividades de caráter diverso, que passam por atuações a cargo das instituições sociais, bem como animação infantil, circuito de prevenção rodoviária, demonstração de karaté, e os projetos “Livraria Social” e “Árvore da Sabedoria Social”. No dia 18 de outubro, entre as 16h e as 18h, junto ao edifício do Velódromo, os visitantes terão também a possibilidade de realizar um voo cativo em balão de ar quente, graças a uma parceria com a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro.

Posted in A. da Gândara, Aguim, Anadia, Ancas, Arcos, Avelãs de Caminho, Avelãs de Cima, Mogofores, Moita, Óis do Bairro, Paredes do Bairro, Por Terras da Bairrada, S. Lourenço Bairro, Sangalhos, Tamengos, V. Nova de Monsarros, Vilarinho do Bairro0 Comentários

Pereiro (Av. Cima) assinala 500 anos de Foral

Pereiro (Av. Cima) assinala 500 anos de Foral

A freguesia de Avelãs de Cima continua a comemorar os 500 anos de atribuição do foral manuelino. Depois de, em junho, ter sido assinalada a efeméride, no lugar sede da freguesia, foi agora a vez do Pereiro se juntar às comemorações.

A sede da Associação Desportiva e Cultural do Pereiro (ADCP) foi o ponto de encontro para algumas dezenas de habitantes que, na quarta-feira, dia 27 de agosto, assistiram ao descerramento de uma placa comemorativa, com ilustração do Foral atribuído há cinco séculos. Foram também colocados, naquele largo principal da povoação, dois placards do Foral.

No dia 5 de outubro, será a vez de Boialvo se associar às comemorações, que só encerram, em Avelãs de Cima, em janeiro de 2015.

Depois do descerramento da placa, foi apresentado o mais recente livro de poesia de Armando Pereira.

Toda a reportagem na edição impressa do JB de 4 de setembro de 2014.

 

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada0 Comentários

Cêrca – S.Pedro – Sem saudosismos, centenária prefere os tempos de agora

Cêrca – S.Pedro – Sem saudosismos, centenária prefere os tempos de agora

Maria Jesus completou ontem, dia 19 (Dia do Pai), cem anos de vida.
A centenária senhora, natural de Levira (S. Lourenço do Bairro) é viúva de António Arada dos Santos, natural de Boialvo, freguesia de Avelãs de Cima.
Fomos conhecê-la e ouvir a sua história em casa da filha, Maria Gracinda Jesus Santos, que reside no lugar da Cerca-S.Pedro, em Avelãs de Cima.
Ao nosso jornal, revela que é mãe de quatro filhos: Fernando, Maria Gracinda, Rosa La Salete e Teresa Isabel Jesus Santos, mas que tem também cinco netos e uma bisneta.

Vida de trabalho. A vida de Maria Jesus foi dedicada ao trabalho (no campo e a tratar da lida da casa), por isso, embora esboce um simpático sorriso por completar o centésimo ano de vida, não deixa de dizer: “estou e não estou contente”. Porquê? “Porque já passei por muitos trabalhos”, avança sem rodeios.
De uma lucidez invejável, ainda não usa óculos e a sua memória permite desfiar inúmeras histórias. Apenas a audição está diminuída, assim como as pernas já não têm muita força, o que a obriga a passar mais tempo na cadeira de rodas: “as pernas falham-me, não tenho muita força”, avança.
Para Maria Jesus, os tempos de outrora não deixam grande saudade: “agora é que eu devia estar a nascer, agora é que eu devia viver”, revela, acrescentando não ser pessoa muito saudosista, “o passado lá vai, o presente é que interessa”, admitindo também que hoje a vida é muito mais fácil e com atrativos bem melhores do que os do seu tempo de rapariga. “A luz elétrica, os eletrodomésticos, a televisão, os carros e o telefone” são modernidades que viu chegar e os quais muito aprecia.
“Agora filhos e netos, todos têm carro”, conta, dizendo ainda: “com a minha [Teresa] Isabel andei e vi muita coisa. Coisas que nunca tinha visto em solteira, nem em casada.”
Recuando umas largas dezenas de anos, lembra como era a vida na sua juventude.
“Antigamente só tínhamos candeeiros a petróleo, salgávamos a carne, não havia carros.”
Lamenta que ninguém a tenha mandando à escola e sente uma mágoa por não saber ler nem escrever.
Uma situação que não impediu que se correspondesse com o marido por carta: “tinha uma grande amiga minha que me escrevia as cartas e mas lia”.
Casou aos 26 anos. E diz que foi num baile que o marido ficou de olhos nela. “Ele é que me pediu em namoro. Vinha de muito longe namorar-me”, acrescenta, dizendo que adorava dançar e não faltava a um baile “nos clubes”.

Muito poupada. Com o marido empregado (era metalúrgico, em Sangalhos, durante 40 anos) cabia-lhe a ela todas as tarefas da casa e das terras, ajudada pelos filhos. Outros tempos, em que as crianças mal saíam da escola rumavam a casa para ajudar os pais, no campo e na casa.
Na lavoura, sabia fazer de tudo, incluindo vinho e todos os trabalhos que antecediam a vindima: podar, empar e enxertar. “Fazia esses trabalhos melhor do que muitos homens”, adianta.
Na sua casa, tinha ainda tempo para criar gado (porcos, galinhas, coelhos, ovelhas) e tinha também uma vaca. “Eu vendia leitões e cordeiros”, recorda. Por isso, os dias começavam bem cedo, fosse verão ou inverno e terminavam sempre tarde.
“O meu marido ainda tinha um ordenadinho bom”, por isso fala que nunca passou necessidades, nem privações. “Também fui sempre uma mulher poupada e com muita orientação” e o que sobrava, no final do mês, “ia para o banco”.
Ao nosso jornal recorda que tem saudades do tempo em que cozia Bolo da Páscoa e pão: “era uma mestra”.
A terminar, diz que em nova e já depois de casada raramente foi ao médico ou tomou medicamentos. Agora é que o faz com mais frequência, devido à idade.
Para celebrar o aniversário houve, ontem, festa num restaurante localizado na Piedade (Águeda), onde juntou familiares e amigos.
Catarina Cerca
catarina@jb.pt

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada0 Comentários

Avelãs de Cima: Rota dos Moinhos só avança com o apoio da Câmara

Há quase um ano atrás, foi dado a conhecer um projeto inédito com vista à criação de uma Rota dos Moinhos, entre as freguesias de Avelãs de Cima e a Moita, que possibilitasse a preservação de um património centenário.
A ideia partiu de um grupo de canelenses (Canelas – Avelãs de Cima) que pretendia recuperar e dar corpo a um projeto único no concelho e na região.
Um ano depois do Jornal da Bairrada ter dado a conhecer o projeto, este grupo de canelenses regressou, no passado dia 26, à reunião do executivo para pedir ajuda, no sentido de concretizar tão ambicioso projeto, na medida em que é necessário recuperar uma represa.
Alberto Simões falou em nome do grupo e lembrou o executivo que, após a intervenção feita pelos populares, a expensas próprias, ficou a promessa, ainda do anterior executivo, de apoio que, até há data, não aconteceu.
“Queremos saber se estão ou não disponíveis para aprovar o projeto, até porque o moinho está recuperado”, avançou o popular, sublinhando que para este trabalhar é necessário que também a represa venha a ser igualmente recuperada. “Não é um projeto de grande vulto, fácil para a Câmara, mas difícil para nós”, disse.
Refira-se que na zona existem 18 moinhos de água, começando no lugar de Ferreirinhos (Avelãs de Cima), passando por Canelas, Póvoa do Gago, terminando em Ferreiros, junto ao Moinho Velho (Moita), numa extensão aproximada de cinco a seis quilómetros. Um percurso que pode vir a integrar ainda um moinho de vento, localizado na Cascalheira.
O projeto, que ainda não está no papel, pretende dar corpo a um sonho antigo das populações, mas só avança se houver um maior empenhamento da autarquia, já que os populares não podem suportar o custo das obras.
Na ocasião, a autarca Teresa Cardoso frisaria que, sendo um projeto que está apenas na ideia de um grupo de pessoas, é necessário passá-lo para o papel, já que existem muitas variáveis a ter em consideração.
A presidente de Câmara sublinhou ainda a necessidade de fazer um projeto, com suporte técnico, para recuperar caminhos pedonais e a represa, para depois ser orçamentado e eventualmente alvo de uma candidatura.
Contudo, a edil mostrou-se disponível para reunir, em breve, com o grupo, seja na Câmara Municipal ou no local.
Os promotores da ideia (Alberto Simões, Américo Tomás, João Figueiredo e João Simões) estão determinados, em levar o projeto a bom porto.
Sublinhe-se ainda que há um ano atrás, este grupo de populares já tinha a intenção de proceder à reconstrução dos moinhos que se encontrem menos degradados e preservar as ruínas dos restantes.
Até ao momento, já conseguiram reconstruir o de Canelas, faltando os da Póvoa do Gago e de Ferrerinhos. Paralelamente, foi construída uma levada e foram colocadas algumas manilhas em falta.
Recorde-se também que na zona existe um lagar de azeite de vara que, apesar do avançado estado de degradação, poderá vir a ser integrado nesta rota, dada a sua singularidade.
CC

Posted in Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada0 Comentários

Pardeeiro: Associação inaugura, sábado, churrasqueira

Numa aspiração antiga, a Associação Recreativa do Pardeeiro levou a efeito a construção de uma churrasqueira para a realização dos seus convívios junto às Instalações da Associação. Era notório que este espaço físico era necessário e mercê da participação da Junta de Freguesia de Avelãs de Cima e da Câmara Municipal de Anadia foi conseguido erguer mais esta obra.
No próximo dia 22, pelas 17h, a Associação vai proceder à inauguração deste espaço de convívio e “por isso conta coma a participação de todos os associados e amigos, referem os elementos da Direção que gostariam de, neste evento contar com a presença de todos.

Posted in Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada0 Comentários

Avelãs de Cima: Nova ala do Lar, com 13 camas, aberta em 2013,  ainda sem acordo de cooperação com a Segurança Social

Avelãs de Cima: Nova ala do Lar, com 13 camas, aberta em 2013, ainda sem acordo de cooperação com a Segurança Social

Carlos Martins lidera o Centro Social de Avelã de Cima há 34 anos. Uma instituição de referência no distrito de Aveiro que, há um ano, colocou em funcionamento uma nova ala do Lar, com capacidade para 13 camas. Até hoje, o Centro Social não conseguiu ainda o tão desejado acordo de cooperação com a Segurança Social. O espaço, que está devidamente licenciado, não recebe assim do Estado qualquer tipo de apoio ou comparticipação. Cabe à instituição, utentes e famílias suportar integralmente os custos inerentes a este espaço que já está lotado, até porque os números falam por si: o Centro Social presta apoio a 125 idosos. Por isso, Carlos Martins faz um balanço mais positivo da vida desta instituição.
“Comecei em 1980 e nestes 34 anos, a instituição cresceu de uma forma brutal, mas harmoniosa e cuidada”, para dar as melhores condições de vida a todos os utentes.
A cumprir o segundo ano daquele que será o seu último mandato (termina em 2015), Carlos Martins é a pedra basilar e o rosto do Centro Social.
“Era este o projeto que eu sempre tive em mente. Um pensamento que se foi moldando, tomando forma e que hoje é o que está à vista de todos”.
O Centro Social soube crescer e oferecer espaços para que as pessoas se possam movimentar livremente e em segurança, fruindo de zonas lúdicas devidamente harmonizadas.
“O cuidado na decoração interior e exterior está bem expressa em toda a instituição.” Hoje, a área global do Centro Social ronda os 25.000 m2.

Crescimento sustentado. Apesar dos tempos difíceis, Carlos Martins acredita num futuro risonho para o Centro Social, embora faça um alerta: “este é um local de total mecenato e quem aqui ficar terá necessariamente de ter isso bem presente. Em 34 anos nunca apresentei uma despesa minha à instituição, fosse de telemóvel, almoços ou combustível”. Três décadas de total disponibilidade e que obriga muitas vezes “a abrirmos os cordões à bolsa”.
Embora esteja convicto de que não haverá um vazio diretivo quando sair, confessa que a continuidade do seu trabalho lhe tem tirado horas de sono, apesar de faltarem vários meses para o seu afastamento.
Com 73 anos, sabe que o seu sucessor terá de reunir uma série de requisitos e qualidades que permitam ao Centro Social continuar no mesmo patamar qualitativo, crescer e ser capaz de dar resposta a uma sociedade cada vez mais exigente.
As pessoas que o rodeiam, algumas há vários anos, são o seu braço direito e “todas com imensas qualidades”, diz.

Novos projetos. Nos próximos meses, o trabalho está orientado para melhorar a sustentabilidade económica desta estrutura. Assim, o próximo passo é a concretização de um projeto, aprovado pelo QREN “mais centro”. Um investimento previsto que rondará os 400 mil euros (+ IVA). “O valor da nossa comparticipação será de 15% e esperamos obter deste projeto importantes ganhos energéticos”, diz. A intervenção será feita através do aquecimento solar das águas sanitárias, da substituição da principal fonte de aquecimento e de outras máquinas com menor dispêndio de gás natural. Haverá também pequenas obras, para diminuição de perdas de calor. Outra área a intervir está relacionada com a obtenção de uma boa parte da energia elétrica consumida, a qual passará a ser obtida através de painéis fotovoltaicos.

Quadro de pessoal invejável. O zelo na questão alimentar é digno de realce. A orientar esta área, encontra-se uma engenheira alimentar que, simultaneamente, é responsável pelo HACCP.
Carlos Martins sublinha ainda o trabalho desenvolvido no âmbito da animação, levado a cabo por duas técnicas, por forma a que os utentes encontrem aqui a melhor distração possível.
Ao serviço estão ainda duas enfermeiras que asseguram diariamente a observância das necessidades de saúde básica dos utentes, e a instituição dispõe ainda do apoio de um médico com visitas regulares. Por outro lado, uma fisioterapeuta procura minorar, na medida do possível, as perdas de mobilidade associadas ao envelhecimento.
Faz igualmente parte do quadro técnico uma psicóloga, cuja ação tem também sido muito meritória, quer junto dos utentes (idosos e crianças), quer no apoio do nosso quadro pessoal (no qual já nele participam cerca de 95 pessoas).
Duas assistentes sociais, uma das quais exerce, desde há longa data, o lugar de coordenadora, comandam esta vasta equipa.
“A coordenadora tem uma tarefa difícil de manter unido e motivado todo este pessoal. Não é tarefa fácil. As suas preocupações certamente perduram muito para além do tempo que aqui passa. Até porque houve, nos últimos tempos, um considerável aumento da nossa atividade, fruto da edificação da última ala de quartos”, destaca. Já o setor administrativo/financeiro está a cargo de uma técnica, a braços com um crescente volume de trabalho face às alterações sucessivas por exigência da tutela.
“Por força da qualidade dos serviços que prestamos, somos uma instituição já no terceiro ano de certificação e com auditorias externas regulares, que confirmam e aplaudem os serviços que desenvolvemos”, diz Carlos Martins, que fala ainda do importante papel da Horta social e da Cantina Social (apoia 65 pessoas diariamente).

A preocupação da infância. Ao nível da infância, Carlos Martins diz que esta é uma área que traz algum desconforto. Não pela qualidade do serviço, mas devido à redução do número de crianças. Frequentam a instituição apenas meia centena. A enorme diminuição da natalidade e a oferta da rede pública não auguram nada de bom. “Está em vias o início de atividade de um novo polo escolar, que abrangerá toda a freguesia”, o que poderá causar ainda mais constrangimentos.

Núcleo cultural. No auditório, com capacidade para cerca de 500 pessoas e de excelente acústica vem, há vários anos, sendo desenvolvido, por intermédio de professoras contratadas, a dança jazz. São cerca de 90 jovens e senhoras que a praticam. Habitualmente são feitos saraus de dança, durante o ano, assim como um grupo de teatro, agora em fase de reorganização será uma forma de oferecer à freguesia, um pouco de diversão e cultura.
Ciente de que numa freguesia rural, de pessoas modestas, de parcos recursos e, sobremaneira, bastante envelhecida, é difícil aproximar as pessoas, “não desistiremos de levar os nossos objetivos avante. Com perseverança, com simplicidade e natural humildade, iremos conseguir rejuvenescer o nosso projeto cultural, trazendo ao nosso seio, toda esta sociedade, eventualmente carente de bons momentos de lazer”, termina.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada0 Comentários

Avelãs de Cima: Junta de Freguesia assinala 500 anos de Foral Manuelino

A Freguesia de Avelãs de Caminho comemora, este ano, 500 anos do Foral Manuelino atribuído pelo Rei D. Manuel I, a 13 de novembro de 1514. Assim, ao longo do ano, terão lugar na freguesia vários acontecimentos e iniciativas de âmbito cultural e recreativo que visam assinalar esta data.
César Andrade, presidente da Junta de Freguesia, revelou que a data será assinalada com diversas atividades culturais que irão decorrer durante o presente ano, tendo dado já início, no passado dia 13, com a instalação, junto ao chafariz, de um outdoor alusivo a este momento histórico. “Brevemente outros serão colocados nas entradas norte e sul de Avelãs de Caminho”, acrescenta.

Várias iniciativas. Do vasto leque de iniciativas, realce para um Baile Medieval, a ter lugar no final do mês de fevereiro, na Casa do Povo de Avelãs de Caminho. Um baile com música medieval e folk e com a obrigatoriedade de trajar à época. Por isso, está em estudo o aluguer de roupa à época e a presença de um grupo que interprete música medieval.
Mas a celebração deverá ainda integrar, ao longo dos próximos meses, a participação ativa da população local e das Associações da Freguesia que estão a ser convidadas a participar, sendo intenção da Junta o envolvimento de toda a população.
Numa primeira fase, irão ser convidados a adquirir uma bandeira para ser colocada nas janelas ou varandas de cada habitação, bem como outros elementos que façam recordar o referido acontecimento.
Embora o programa esteja ainda em elaboração, é intenção da Junta de Freguesia promover, de dois em dois meses, um evento cultural que poderá passar pela atuação de Grupos Corais na Igreja Matriz, por sessões de teatro na Casa do Povo. Também a Festa da Freguesia, em setembro, irá realizar-se no âmbito das comemorações, pelo que o autarca acredita poder levar a cabo uma espécie de Festa Medieval, culminando os festejos em novembro, com missa solene que poderá vir a ser celebrada pelo Bispo de Aveiro.
A Junta de Freguesia espera ainda poder contar com a colaboração da Câmara Municipal de Anadia na realização destas iniciativas, que devem incluir a exposição na sede da Junta de Freguesia do documento original do Foral manuelino, “mediante todas as condições de segurança”, estando ainda em desenvolvimento a criação de um vinho tinto, numa garrafa de coleção, alusiva à data.
César Andrade revela ainda que, em breve, vai circular, porta a porta, um aviso postal a informar a população de todas as iniciativas e a convidar todos a participar nos eventos propostos.
Catarina Cerca

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada0 Comentários

Ad Code

Pergunta da semana

Acredita na Astrologia?

View Results

Loading ... Loading ...
Newsletter Powered By : XYZScripts.com