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Cêrca – S.Pedro – Sem saudosismos, centenária prefere os tempos de agora

Cêrca – S.Pedro – Sem saudosismos, centenária prefere os tempos de agora

Maria Jesus completou ontem, dia 19 (Dia do Pai), cem anos de vida.
A centenária senhora, natural de Levira (S. Lourenço do Bairro) é viúva de António Arada dos Santos, natural de Boialvo, freguesia de Avelãs de Cima.
Fomos conhecê-la e ouvir a sua história em casa da filha, Maria Gracinda Jesus Santos, que reside no lugar da Cerca-S.Pedro, em Avelãs de Cima.
Ao nosso jornal, revela que é mãe de quatro filhos: Fernando, Maria Gracinda, Rosa La Salete e Teresa Isabel Jesus Santos, mas que tem também cinco netos e uma bisneta.

Vida de trabalho. A vida de Maria Jesus foi dedicada ao trabalho (no campo e a tratar da lida da casa), por isso, embora esboce um simpático sorriso por completar o centésimo ano de vida, não deixa de dizer: “estou e não estou contente”. Porquê? “Porque já passei por muitos trabalhos”, avança sem rodeios.
De uma lucidez invejável, ainda não usa óculos e a sua memória permite desfiar inúmeras histórias. Apenas a audição está diminuída, assim como as pernas já não têm muita força, o que a obriga a passar mais tempo na cadeira de rodas: “as pernas falham-me, não tenho muita força”, avança.
Para Maria Jesus, os tempos de outrora não deixam grande saudade: “agora é que eu devia estar a nascer, agora é que eu devia viver”, revela, acrescentando não ser pessoa muito saudosista, “o passado lá vai, o presente é que interessa”, admitindo também que hoje a vida é muito mais fácil e com atrativos bem melhores do que os do seu tempo de rapariga. “A luz elétrica, os eletrodomésticos, a televisão, os carros e o telefone” são modernidades que viu chegar e os quais muito aprecia.
“Agora filhos e netos, todos têm carro”, conta, dizendo ainda: “com a minha [Teresa] Isabel andei e vi muita coisa. Coisas que nunca tinha visto em solteira, nem em casada.”
Recuando umas largas dezenas de anos, lembra como era a vida na sua juventude.
“Antigamente só tínhamos candeeiros a petróleo, salgávamos a carne, não havia carros.”
Lamenta que ninguém a tenha mandando à escola e sente uma mágoa por não saber ler nem escrever.
Uma situação que não impediu que se correspondesse com o marido por carta: “tinha uma grande amiga minha que me escrevia as cartas e mas lia”.
Casou aos 26 anos. E diz que foi num baile que o marido ficou de olhos nela. “Ele é que me pediu em namoro. Vinha de muito longe namorar-me”, acrescenta, dizendo que adorava dançar e não faltava a um baile “nos clubes”.

Muito poupada. Com o marido empregado (era metalúrgico, em Sangalhos, durante 40 anos) cabia-lhe a ela todas as tarefas da casa e das terras, ajudada pelos filhos. Outros tempos, em que as crianças mal saíam da escola rumavam a casa para ajudar os pais, no campo e na casa.
Na lavoura, sabia fazer de tudo, incluindo vinho e todos os trabalhos que antecediam a vindima: podar, empar e enxertar. “Fazia esses trabalhos melhor do que muitos homens”, adianta.
Na sua casa, tinha ainda tempo para criar gado (porcos, galinhas, coelhos, ovelhas) e tinha também uma vaca. “Eu vendia leitões e cordeiros”, recorda. Por isso, os dias começavam bem cedo, fosse verão ou inverno e terminavam sempre tarde.
“O meu marido ainda tinha um ordenadinho bom”, por isso fala que nunca passou necessidades, nem privações. “Também fui sempre uma mulher poupada e com muita orientação” e o que sobrava, no final do mês, “ia para o banco”.
Ao nosso jornal recorda que tem saudades do tempo em que cozia Bolo da Páscoa e pão: “era uma mestra”.
A terminar, diz que em nova e já depois de casada raramente foi ao médico ou tomou medicamentos. Agora é que o faz com mais frequência, devido à idade.
Para celebrar o aniversário houve, ontem, festa num restaurante localizado na Piedade (Águeda), onde juntou familiares e amigos.
Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Avelãs de Cima: Rota dos Moinhos só avança com o apoio da Câmara

Há quase um ano atrás, foi dado a conhecer um projeto inédito com vista à criação de uma Rota dos Moinhos, entre as freguesias de Avelãs de Cima e a Moita, que possibilitasse a preservação de um património centenário.
A ideia partiu de um grupo de canelenses (Canelas – Avelãs de Cima) que pretendia recuperar e dar corpo a um projeto único no concelho e na região.
Um ano depois do Jornal da Bairrada ter dado a conhecer o projeto, este grupo de canelenses regressou, no passado dia 26, à reunião do executivo para pedir ajuda, no sentido de concretizar tão ambicioso projeto, na medida em que é necessário recuperar uma represa.
Alberto Simões falou em nome do grupo e lembrou o executivo que, após a intervenção feita pelos populares, a expensas próprias, ficou a promessa, ainda do anterior executivo, de apoio que, até há data, não aconteceu.
“Queremos saber se estão ou não disponíveis para aprovar o projeto, até porque o moinho está recuperado”, avançou o popular, sublinhando que para este trabalhar é necessário que também a represa venha a ser igualmente recuperada. “Não é um projeto de grande vulto, fácil para a Câmara, mas difícil para nós”, disse.
Refira-se que na zona existem 18 moinhos de água, começando no lugar de Ferreirinhos (Avelãs de Cima), passando por Canelas, Póvoa do Gago, terminando em Ferreiros, junto ao Moinho Velho (Moita), numa extensão aproximada de cinco a seis quilómetros. Um percurso que pode vir a integrar ainda um moinho de vento, localizado na Cascalheira.
O projeto, que ainda não está no papel, pretende dar corpo a um sonho antigo das populações, mas só avança se houver um maior empenhamento da autarquia, já que os populares não podem suportar o custo das obras.
Na ocasião, a autarca Teresa Cardoso frisaria que, sendo um projeto que está apenas na ideia de um grupo de pessoas, é necessário passá-lo para o papel, já que existem muitas variáveis a ter em consideração.
A presidente de Câmara sublinhou ainda a necessidade de fazer um projeto, com suporte técnico, para recuperar caminhos pedonais e a represa, para depois ser orçamentado e eventualmente alvo de uma candidatura.
Contudo, a edil mostrou-se disponível para reunir, em breve, com o grupo, seja na Câmara Municipal ou no local.
Os promotores da ideia (Alberto Simões, Américo Tomás, João Figueiredo e João Simões) estão determinados, em levar o projeto a bom porto.
Sublinhe-se ainda que há um ano atrás, este grupo de populares já tinha a intenção de proceder à reconstrução dos moinhos que se encontrem menos degradados e preservar as ruínas dos restantes.
Até ao momento, já conseguiram reconstruir o de Canelas, faltando os da Póvoa do Gago e de Ferrerinhos. Paralelamente, foi construída uma levada e foram colocadas algumas manilhas em falta.
Recorde-se também que na zona existe um lagar de azeite de vara que, apesar do avançado estado de degradação, poderá vir a ser integrado nesta rota, dada a sua singularidade.
CC

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Pardeeiro: Associação inaugura, sábado, churrasqueira

Numa aspiração antiga, a Associação Recreativa do Pardeeiro levou a efeito a construção de uma churrasqueira para a realização dos seus convívios junto às Instalações da Associação. Era notório que este espaço físico era necessário e mercê da participação da Junta de Freguesia de Avelãs de Cima e da Câmara Municipal de Anadia foi conseguido erguer mais esta obra.
No próximo dia 22, pelas 17h, a Associação vai proceder à inauguração deste espaço de convívio e “por isso conta coma a participação de todos os associados e amigos, referem os elementos da Direção que gostariam de, neste evento contar com a presença de todos.

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Avelãs de Cima: Nova ala do Lar, com 13 camas, aberta em 2013,  ainda sem acordo de cooperação com a Segurança Social

Avelãs de Cima: Nova ala do Lar, com 13 camas, aberta em 2013, ainda sem acordo de cooperação com a Segurança Social

Carlos Martins lidera o Centro Social de Avelã de Cima há 34 anos. Uma instituição de referência no distrito de Aveiro que, há um ano, colocou em funcionamento uma nova ala do Lar, com capacidade para 13 camas. Até hoje, o Centro Social não conseguiu ainda o tão desejado acordo de cooperação com a Segurança Social. O espaço, que está devidamente licenciado, não recebe assim do Estado qualquer tipo de apoio ou comparticipação. Cabe à instituição, utentes e famílias suportar integralmente os custos inerentes a este espaço que já está lotado, até porque os números falam por si: o Centro Social presta apoio a 125 idosos. Por isso, Carlos Martins faz um balanço mais positivo da vida desta instituição.
“Comecei em 1980 e nestes 34 anos, a instituição cresceu de uma forma brutal, mas harmoniosa e cuidada”, para dar as melhores condições de vida a todos os utentes.
A cumprir o segundo ano daquele que será o seu último mandato (termina em 2015), Carlos Martins é a pedra basilar e o rosto do Centro Social.
“Era este o projeto que eu sempre tive em mente. Um pensamento que se foi moldando, tomando forma e que hoje é o que está à vista de todos”.
O Centro Social soube crescer e oferecer espaços para que as pessoas se possam movimentar livremente e em segurança, fruindo de zonas lúdicas devidamente harmonizadas.
“O cuidado na decoração interior e exterior está bem expressa em toda a instituição.” Hoje, a área global do Centro Social ronda os 25.000 m2.

Crescimento sustentado. Apesar dos tempos difíceis, Carlos Martins acredita num futuro risonho para o Centro Social, embora faça um alerta: “este é um local de total mecenato e quem aqui ficar terá necessariamente de ter isso bem presente. Em 34 anos nunca apresentei uma despesa minha à instituição, fosse de telemóvel, almoços ou combustível”. Três décadas de total disponibilidade e que obriga muitas vezes “a abrirmos os cordões à bolsa”.
Embora esteja convicto de que não haverá um vazio diretivo quando sair, confessa que a continuidade do seu trabalho lhe tem tirado horas de sono, apesar de faltarem vários meses para o seu afastamento.
Com 73 anos, sabe que o seu sucessor terá de reunir uma série de requisitos e qualidades que permitam ao Centro Social continuar no mesmo patamar qualitativo, crescer e ser capaz de dar resposta a uma sociedade cada vez mais exigente.
As pessoas que o rodeiam, algumas há vários anos, são o seu braço direito e “todas com imensas qualidades”, diz.

Novos projetos. Nos próximos meses, o trabalho está orientado para melhorar a sustentabilidade económica desta estrutura. Assim, o próximo passo é a concretização de um projeto, aprovado pelo QREN “mais centro”. Um investimento previsto que rondará os 400 mil euros (+ IVA). “O valor da nossa comparticipação será de 15% e esperamos obter deste projeto importantes ganhos energéticos”, diz. A intervenção será feita através do aquecimento solar das águas sanitárias, da substituição da principal fonte de aquecimento e de outras máquinas com menor dispêndio de gás natural. Haverá também pequenas obras, para diminuição de perdas de calor. Outra área a intervir está relacionada com a obtenção de uma boa parte da energia elétrica consumida, a qual passará a ser obtida através de painéis fotovoltaicos.

Quadro de pessoal invejável. O zelo na questão alimentar é digno de realce. A orientar esta área, encontra-se uma engenheira alimentar que, simultaneamente, é responsável pelo HACCP.
Carlos Martins sublinha ainda o trabalho desenvolvido no âmbito da animação, levado a cabo por duas técnicas, por forma a que os utentes encontrem aqui a melhor distração possível.
Ao serviço estão ainda duas enfermeiras que asseguram diariamente a observância das necessidades de saúde básica dos utentes, e a instituição dispõe ainda do apoio de um médico com visitas regulares. Por outro lado, uma fisioterapeuta procura minorar, na medida do possível, as perdas de mobilidade associadas ao envelhecimento.
Faz igualmente parte do quadro técnico uma psicóloga, cuja ação tem também sido muito meritória, quer junto dos utentes (idosos e crianças), quer no apoio do nosso quadro pessoal (no qual já nele participam cerca de 95 pessoas).
Duas assistentes sociais, uma das quais exerce, desde há longa data, o lugar de coordenadora, comandam esta vasta equipa.
“A coordenadora tem uma tarefa difícil de manter unido e motivado todo este pessoal. Não é tarefa fácil. As suas preocupações certamente perduram muito para além do tempo que aqui passa. Até porque houve, nos últimos tempos, um considerável aumento da nossa atividade, fruto da edificação da última ala de quartos”, destaca. Já o setor administrativo/financeiro está a cargo de uma técnica, a braços com um crescente volume de trabalho face às alterações sucessivas por exigência da tutela.
“Por força da qualidade dos serviços que prestamos, somos uma instituição já no terceiro ano de certificação e com auditorias externas regulares, que confirmam e aplaudem os serviços que desenvolvemos”, diz Carlos Martins, que fala ainda do importante papel da Horta social e da Cantina Social (apoia 65 pessoas diariamente).

A preocupação da infância. Ao nível da infância, Carlos Martins diz que esta é uma área que traz algum desconforto. Não pela qualidade do serviço, mas devido à redução do número de crianças. Frequentam a instituição apenas meia centena. A enorme diminuição da natalidade e a oferta da rede pública não auguram nada de bom. “Está em vias o início de atividade de um novo polo escolar, que abrangerá toda a freguesia”, o que poderá causar ainda mais constrangimentos.

Núcleo cultural. No auditório, com capacidade para cerca de 500 pessoas e de excelente acústica vem, há vários anos, sendo desenvolvido, por intermédio de professoras contratadas, a dança jazz. São cerca de 90 jovens e senhoras que a praticam. Habitualmente são feitos saraus de dança, durante o ano, assim como um grupo de teatro, agora em fase de reorganização será uma forma de oferecer à freguesia, um pouco de diversão e cultura.
Ciente de que numa freguesia rural, de pessoas modestas, de parcos recursos e, sobremaneira, bastante envelhecida, é difícil aproximar as pessoas, “não desistiremos de levar os nossos objetivos avante. Com perseverança, com simplicidade e natural humildade, iremos conseguir rejuvenescer o nosso projeto cultural, trazendo ao nosso seio, toda esta sociedade, eventualmente carente de bons momentos de lazer”, termina.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Avelãs de Cima: Junta de Freguesia assinala 500 anos de Foral Manuelino

A Freguesia de Avelãs de Caminho comemora, este ano, 500 anos do Foral Manuelino atribuído pelo Rei D. Manuel I, a 13 de novembro de 1514. Assim, ao longo do ano, terão lugar na freguesia vários acontecimentos e iniciativas de âmbito cultural e recreativo que visam assinalar esta data.
César Andrade, presidente da Junta de Freguesia, revelou que a data será assinalada com diversas atividades culturais que irão decorrer durante o presente ano, tendo dado já início, no passado dia 13, com a instalação, junto ao chafariz, de um outdoor alusivo a este momento histórico. “Brevemente outros serão colocados nas entradas norte e sul de Avelãs de Caminho”, acrescenta.

Várias iniciativas. Do vasto leque de iniciativas, realce para um Baile Medieval, a ter lugar no final do mês de fevereiro, na Casa do Povo de Avelãs de Caminho. Um baile com música medieval e folk e com a obrigatoriedade de trajar à época. Por isso, está em estudo o aluguer de roupa à época e a presença de um grupo que interprete música medieval.
Mas a celebração deverá ainda integrar, ao longo dos próximos meses, a participação ativa da população local e das Associações da Freguesia que estão a ser convidadas a participar, sendo intenção da Junta o envolvimento de toda a população.
Numa primeira fase, irão ser convidados a adquirir uma bandeira para ser colocada nas janelas ou varandas de cada habitação, bem como outros elementos que façam recordar o referido acontecimento.
Embora o programa esteja ainda em elaboração, é intenção da Junta de Freguesia promover, de dois em dois meses, um evento cultural que poderá passar pela atuação de Grupos Corais na Igreja Matriz, por sessões de teatro na Casa do Povo. Também a Festa da Freguesia, em setembro, irá realizar-se no âmbito das comemorações, pelo que o autarca acredita poder levar a cabo uma espécie de Festa Medieval, culminando os festejos em novembro, com missa solene que poderá vir a ser celebrada pelo Bispo de Aveiro.
A Junta de Freguesia espera ainda poder contar com a colaboração da Câmara Municipal de Anadia na realização destas iniciativas, que devem incluir a exposição na sede da Junta de Freguesia do documento original do Foral manuelino, “mediante todas as condições de segurança”, estando ainda em desenvolvimento a criação de um vinho tinto, numa garrafa de coleção, alusiva à data.
César Andrade revela ainda que, em breve, vai circular, porta a porta, um aviso postal a informar a população de todas as iniciativas e a convidar todos a participar nos eventos propostos.
Catarina Cerca

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Avelãs de Cima: Freguesia assinala 500 anos de foral manuelino com atividades até 10 de junho

Avelãs de Cima: Freguesia assinala 500 anos de foral manuelino com atividades até 10 de junho

A Junta de Freguesia de Avelãs de Cima está a preparar a comemoração dos 500 anos do Foral Manuelino (10 de janeiro de 1514) assente em atividades socio-recreativas e lúdico-culturais, em associação com as associações locais e população.
Para o autarca Manuel Veiga, as celebrações eram para acontecer nesse dia (sexta-feira), contudo “compromissos profissionais de alguns dos convidados obrigaram a que a celebração tivesse ligar no sábado, dia 11, num ato simbólico, que incluiu o hastear da bandeira da Freguesia, em paralelo com a bandeira do Município e bandeira de Portugal, ao som do hino nacional. Uma celebração que contou com os ex-Presidentes da Assembleia e da Junta de Freguesia vivos e que teve como objetivo homenagear todos aqueles que dedicaram parte das suas vidas à causa pública de servir a população.
Na realidade, os ex-autarcas ficaram muito sensibilizados, tendo-se ainda cantado os parabéns à Freguesia.
Refira-se ainda que os ex-presidentes com mais tempo em exercício, nomeadamente António Calado e Armando Pereira, participaram diretamente no hastear das bandeiras e inauguração do roll-up evocativo dos 500 anos do Foral Manuelino. Estiveram presentes ainda Albano Reis, Manuel Veiga, Albano Martins dos Reis, Carlos Oliveira, Diamantino Almeida, Carlos Almeida e Guilherme Cunha. Por motivos familiares, esteve ausente apenas Nelson Rosa.
A JB Manuel Veiga avançou ainda que a data não poderia ser mais oportuna para “evocar todos os ex-presidentes ainda vivos e homenageá-los pelo trabalho realizado”, dando conta de que foi entendimento da Junta de Freguesia “repartir as atividades pelos sujeitos, ao longo do ano e a seu tempo, todos serão chamados a participar, como entenderem”.

Celebrações em junho. Mas o forte das celebrações, envolvendo a população, terá lugar a 7 e 8 de junho, culminando a 10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Para já, podemos avançar que no sábado, dia 7 de junho, haverá missa comemorativa dos 500 anos do Foral Manuelino e em honra de todos os falecidos da Freguesia. No domingo, dia 8, haverá passeio a pé “Caminhar por Avelãs”, com um almoço-convívio com os participantes, em local a designar. A animação estará a cargo dos residentes e populares. Na segunda-feira, dia 9, será feita a recolha dos desenhos a realizar pelos estudantes das seis escolas da Freguesia, que serão expostos ao público. No dia 10 (feriado nacional), está agendada uma Assembleia de Freguesia extraordinária, de manhã, onde os partidos com assento farão, a convite, um discurso temático. Será inaugurada uma imagem/quadro comemorativo alusivo aos 500 anos do Foral Manuelino. Durante a tarde haverá jogos tradicionais, envolvendo as associações locais de cada localidade ou respetivos residentes. O apoio logístico de bar estará a cargo das Mordomias da Igreja, cujo lucro reverterá a favor da Casa da Côdea e das Salas de Catequese ou a favor da Comissão Fabriqueira. À noite está programado um Encontro de Coros, intercalado com leitura de poemas recordativos a Avelãs de Cima, escritos por cidadãos locais, vivos e falecidos. Nesta sessão haverá a entrega dos prémios dos desenhos realizados nas escolas.
“Este é o conjunto de ações já planeadas, encontrando-se a Junta de Freguesia aberta a propostas que se enquadrem nestas comemorações, por parte de todos os que assim o desejarem”, diz Manuel Veiga, acrescentando que esta data “é muito importante para a Freguesia. De facto, não é o tamanho das celebrações que importam aqui referir, mas sim o conteúdo e significado que elas representam”.

Data histórica. Para Manuel Veiga, esta data significa que sempre houve capacidade de manter o território associado a um nome e tal facto ajuda a perpetuar, no tempo e no espaço, a riqueza de um povo. “Esta é a nossa maneira de agradecer, também, a todos os quantos olham para a Freguesia como uma oportunidade. A Freguesia está de parabéns e toda a sua população quer, e bem, homenagear este tempo e esta marca, não para atenuar a dureza dos tempos, mas para ter mais um marco para contar, numa História que sempre fica para as gerações futuras.”

Catarina Cerca

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Anadia: “Sweet Sugar”, loja de cake design abre na cidade

Anadia: “Sweet Sugar”, loja de cake design abre na cidade

A cidade de Anadia tem, desde o passado dia 7, um novo espaço comercial que promete fazer as delícias dos mais gulosos e dos entusiastas por cake design.
A loja e ateliê de cake design “Sweet Sugar” acaba de surgir pelas mãos de duas jovens, a enfermeira Lúcia Rosa e a professora, Rita Figueira.
O espaço, localizado em plena Avenida das Laranjeiras, no Edifício Palmeiras, é completamente inovador, pois é a primeira casa (loja e ateliê) na região a dedicar-se exclusivamente à área da confeção de bolos temáticos, mais conhecido como pastelaria decorativa (cake design), por encomenda, baseada em pasta de açúcar.
Uma aposta arrojada, em tempos de crise, mas que as promotoras acreditam ter pernas para andar, tal a movimentação que a loja tem tido desde a abertura.
Um projeto que tem vindo a amadurecer, desde a altura em que ambas que se conheceram, numa formação de cake design.

Loja e ateliê. “É uma área nova, que não existe na região, aliás não existe nada do género entre Coimbra e Aveiro”, dizem, ao mesmo tempo que confessam querer “trazer algo de novo à cidade, colmatando assim uma lacuna que existia na área da pastelaria”.
No espaço reservado à loja encontra-se todo o tipo de utensílios para fazer bolos, bombons, cupcakes, bolachas decorativas e cakepops. Formas, utensílios de cake design, pastas de açúcar, pratos decorativos, chocolate, corantes, essências dos mais variados sabores (anis, morango, avelã, café, amêndoa), pérolas, purpurinas, frosting de várias cores, até recheios para bolos (também variados, caramelo, nutela, maça-canela, ananás, limão, creme de pasteleiro), num sem fim de sabores, velas, entre outros fazem parte das ofertas deste espaço.
Uma mais valia, dizem, são os preços competitivos que praticam, comparativamente a espaços semelhantes localizados nas cidades.
“Fazemos vários tipos de massas e todo o tipo de decoração. Mas se o cliente desejar fazer o bolo em casa e encomendar o boneco ou o elemento para a decoração, nós fazemo-lo”, explicam, dando conta que esta é uma “área muito específica, que requer muita técnica e cada bolo é único, podendo a decoração de um só bolo demorar 2 a 3 dias a realizar”.
Isto, porque todos os trabalhos são únicos, verdadeiros desafios que podem exigir a idealização de um projeto, primeiro em papel, e só depois em bolo.
“Já deitámos muito bolo e pasta de açúcar para o lixo, por não ficar exatamente como queríamos”, sublinham, evidenciando que na Sweet Sugar se procura o perfecionismo em todos os trabalhos.

Workshop dia 21. Para além da loja existe ainda a cozinha onde bolos de aspeto simples se transformam em verdadeira obras de arte.
É neste espaço ainda que têm ainda lugar os workshops abertos ao público.
O segundo workshop tem lugar no próximo dia 21 de dezembro e é subordinado ao tema: modelagem de figuras humanas avançada. Começa às 9h e termina às 13h.
Nestas aulas práticas os participantes são desafiados a fazer cake design seja em cupcakes, cakepops, ou em bolos.
Refira-se ainda que a loja está aberta todos os dias, de segunda a sábado, das 10 às 19h.
As encomendas de bolos deverá ser feita com antecedência por forma a que o produto final idealizado pelo cliente seja alcançado.
Os adeptos de cake design podem acompanhar “Sweet Sugar” na rede social facebook.com/sweetsugardesign ou então pelo mail sweetsugar.cakedesign@gmail.com

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Club de Ancas: Emotiva Noite de Fados em tributo a José Roberto

Club de Ancas: Emotiva Noite de Fados em tributo a José Roberto

O dia 13 de dezembro nunca foi um dia igual aos outros!
Foi sempre um dia muito especial… Dia do Aniversário do José Roberto! Este ano fez 41 anos!
No âmbito das comemorações da 12.ª Semana Cultural do Club de Ancas, associação pela qual José Roberto nutria um carinho muito especial, onde desenvolvia vários projetos em simultâneo e desempenhava as funções de coordenador do Núcleo Cultural, quis esta mesma Associação, juntamente com os seus familiares e amigos, prestar-lhe uma merecida e sentida homenagem! Uma grande Noite de Fados! … porque o Fado era um dos projetos em que ele se revia!
Grupos de Fado de que ele fazia parte, tais como: Tertúlia Bairradina, Baga Madura, Grupo de Fados de Aveiro, Grupo de Trovas e Serenatas e outros amigos, disseram: Presente! E cantaram… e encantaram… e o público amigo que enchia por completo, na noite da última sexta-feira, dia 13, o salão do Club escutava em silêncio, não escondendo a sua emoção…
E para que tudo fosse perfeito, não faltou a presença de um grande amigo seu, amigo de infância, que hoje tem responsabilidades como vice-presidente na Câmara Municipal de Anadia. Jorge Sampaio no seu breve discurso, disse duas coisas que não vamos esquecer tão cedo! Estava ali “para prestar duas homenagens”: uma, ao seu querido amigo Roberto, “como amigo de todo o sempre e como reconhecimento de toda a obra que no campo cultural realizou em tão curto espaço de tempo.” A outra homenagem era para o Club de Ancas “pela sua vertente cultural já tão apreciada e espalhada por toda a região”.
O Club de Ancas agradece o elogio. Estava a necessitar deste incentivo, depois da grande perda que sofreu. Jorge Sampaio comunicou ainda que ia agendar uma reunião com elementos da direção. Ficámos felizes! Foi uma prenda para o Club no dia de aniversário do Roberto!
Para todos quantos contribuíram e participaram neste Tributo, o Club de Ancas fica com uma imensa dívida de gratidão. Bem hajam!
Natália Seabra

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Anadia: Feira da Vinha e do Vinho, de 22 a 30 de junho

Nomes sonantes do panorama musical português, tais como Jorge Palma, Quim Barreiros, The Gift, Gonçalo Tavares, David Fonseca, Rui Veloso e Mariza vão passar pelo palco 1, da Feira da Vinha e do Vinho de Anadia, que se realiza de 22 a 30 de junho, na zona do Vale Santo, em Anadia.
Paralelamente, o município vai tentar concretizar o maior brinde de espumante em cadeia do mundo e assim entrar para o Guinness Book.
A 10.ª edição do certame foi apresentada publicamente na última segunda-feira, dia 27. Com um orçamento a rondar os 300 mil euros, a autarquia promete nove dias de animação para todos os gostos, completamente gratuitos.

(Ver notícia integral na edição em papel de Jornal da Bairrada)

Cartaz
Dia 22: Marchas Populares e Gonçalo Tavares
Dia 23: Ala dos Namorados com Jorge Palma
Dia 24: Richie Campbell
Dia 25: Quim Barreiros
Dia 26: The Gift
Dia 27: Tributo aos Abba, com grupo inglês
Dia 28: David Fonseca & Katedral Party
Dia 29: Rui Veloso
Dia 30: Mariza e espetáculo de fogo de artifício

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Avelãs de Cima: Domingo há Feira das Barraquinhas

Avelãs de Cima: Domingo há Feira das Barraquinhas

Está aí a 10.ª edição da Feira das Barraquinhas de Avelãs de Cima. Este evento, já tradicional na paróquia, realiza-se domingo, dia 26, próximo da Igreja Matriz e da residência paroquial.
Mais uma vez, o evento visa angariar fundos para as obras em curso da Casa da Côdea (na foto), que já se encontra alvorada. No entanto, o padre Vitor Gabriel Santos admite que ainda será necessário angariar mais fundos para poder acabar a obra.
“Faltam as massas, rebocar, fechar com alumínios, pintar, assim como colocar as madeiras, pisos, louças sanitárias e mobiliário. Para isso, temos de angariar mais umas dezenas de milhares de euros”, adianta.
Nestes tempos difíceis, o pároco sabe que a população sente cada vez maior dificuldade em ajudar e que são estes eventos que acabam por permitir angariar fatias maiores para fazer avançar as obras.

Barraquinhas e almoço. Nesta 10.ª edição, tal como em anos anteriores, as três mordomias da Igreja vão estar presentes, prevendo-se um almoço onde não vai faltar o frango de churrasco, porco no espeto, filhoses e doces tradicionais, sopas e crepes, feijoada, rojões e leitão assado.
Assim, no restaurante improvisado, com mesas e bancos corridos, os participantes vão poder desfrutar dos vários petiscos.
Também à semelhança de anos anteriores, vão estar presentes várias barraquinhas, onde será possível comprar diversos artigos: produtos da horta; pão e bolos; artesanato; bric-à-brac; vinhos; animais vivos; plantas; charcutaria e produtos tradicionais.
A novidade é que, este ano, estas “barraquinhas” vão funcionar em antigos carros de bois, provenientes ainda de muitas casas da freguesia. Uma forma de aliar a cultura, as raízes populares a este evento mais social e recreativo.
A feira volta a ser feita com a prata da casa, com muito trabalho voluntário, onde o espírito de partilha está sempre presente.
Embora a crise, as crescentes dificuldades económicas das famílias e o desemprego possam ensombrar esta edição, o pároco faz votos para que haja uma mobilização e adesão massiva da comunidade ao evento.
Durante esta semana, nos vários lugares da paróquia, têm sido recolhidos todos os bens que vão estar à venda.
“É sempre um dia muito animado porque, no fundo, é o maior convívio da paróquia e as pessoas gostam de se encontrar, confraternizar e passar um dia agradável”, refere o pároco.
Agora, é aguardar que o S.Pedro (padroeiro da paróquia) também não seja tão caprichoso e permita um dia de sol para que muita gente venha comprar os produtos generosamente oferecidos pelas populações.
A animação estará a cargo de um grupo de crianças do concelho de Águeda.
Refira-se ainda que esta construção ascende a várias dezenas de milhares de euros.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada Comentários

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