Recortes.pt Leia no Recortes.pt

Arquivo | Avelãs de Cima

Avelãs de Cima: Jornal da Bairrada foi ao Centro Social

Falar sobre imprensa, jornais e sobretudo sobre o Jornal da Bairrada foi a tarefa da diretora do JB, Oriana Pataco que, na última quinta-feira, no âmbito da comemoração do “Dia da Imprensa”, celebrado pelo Centro Social de Avelãs de Cima, se deslocou àquela instituição de solidariedade social para abordar estes temas junto da população sénior das valências de Lar e de Centro de Dia.
Sendo alguns dos utentes conhecedores do JB (porque foram assinantes e leitores assíduos durante anos), algumas questões foram abordadas com mais pormenor: as secções que mais gostam de ler; as notícias que despertam mais interesse; a importância das notícias das terras e lugares (jornalismo de proximidade); o papel insubstituível e fundamental dos colaboradores e correspondentes locais.
Na ocasião, a animadora Ana Martins explicou que, por hábito, à quinta-feira, da parte da manhã, leem-se, na sala de estar, as notícias fresquinhas e acabadas de chegar do Jornal da Bairrada. “Pegamos em temáticas, em certos aspetos de algumas notícias para captar a atenção e cativar o interesse desta população”. Saúde, usos, costumes, tradições, mau tempo e até perigos que espreitam e em relação aos quais os idosos estão mais expostos, são temas que acabam por ser debatidos nestas manhãs de quinta-feira.
Ana Martins não deixou de sublinhar a forma interessada como alguns idosos se interessam pelo jornal, casos da D. Lucília, do Sr. Abílio, que foi carteiro em Anadia, do Sr. David que foi bombeiro sapador durante mais de três décadas. Todos têm um carinho pela leitura, pelo jornal e por se manterem atualizados e informados.
Oriana Pataco revelou ainda que o JB é um produto que semanalmente chega a 6 mil assinantes. Um jornal de âmbito regional, que cobre vários concelhos fruto de uma equipa composta por dez profissionais. O site e o facebook, assim como outros produtos: revistas, especiais, suplementos, jantares-conferências e galas foram também temas a que a diretora do JB aludiu.
No final, ficou a promessa da visita de um grupo de utentes da instituição ao JB.
Catarina Cerca

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada0 Comentários

Avelãs de Cima: Grupo “InCantus” homenageia poetas da freguesia

 

O grupo “InCantus” Tocares e Cantares de Avelãs de Cima está a completar um ano de vida e o balanço não poderia ser mais positivo, tanto ao nível da recetividade, apoio e carinho recebidos por parte da população da freguesia, como do próprio concelho de Anadia, mas também pelo resultada da produção musical realizada.

A força das poetisas e do poeta da terra. O grupo “InCantus” tem a particularidade de aliar os poemas escritos exclusivamente pelas poetisas e poeta da freguesia, com livros editados – Vanda Paz (a viver agora em Lisboa), Armando Pereira, ex-autarca local e Belarmina Martins (já falecida) – aos arranjos musicais, todos originais, produzidos para o grupo pelo seu diretor musical, Fernando Guerreiro.
“Temos já nove originais e o décimo está a caminho”, avança aquele responsável, dando conta de que, em meia dúzia de meses, o “InCantus” tem reportório musical para uma hora de espetáculo. Mas são, sem dúvida, os poemas das poetisas e do poeta da terra musicados pelo grupo que fazem toda a diferença: “cada letra tem, de alguma forma, uma música contida, uma atmosfera própria e nós, ao descobrirmos a essência dessa atmosfera, transformamo-la em música”, diz Fernando Guerreiro, sublinhando que essa música acaba por ir em várias direções, “já que não há limites neste projeto”.
Também Eugénia Veiga, uma das principais dinamizadoras e mentora do grupo, recorda a forma emocionada como o poeta Armando Pereira recebeu em sua casa o grupo, que lhe mostrou o trabalho final feito com um dos seus poemas. Sentimento semelhante teve a família da poetisa Belarmina Martins que, ainda em vida, confidenciou a Fernando Guerreiro o sonho de ver os seus poemas musicados: “conhecia e ela dizia que gostaria de ver um poema seu musicado por mim, até porque me revelou que fazia os seus poemas a cantar. E, realmente, faz sentido, pois musicar os seus poemas é muito fácil, pois têm muito ritmo e as músicas são muito mais fluídas”, evidencia o diretor musical e músico Fernando Guerreiro.

Freguesia unida pela música. Com quase um ano de vida (metade do qual em ensaios e na formação do grupo), “InCantus” já levou a cabo meia dúzia de atuações, todas com grande sucesso. A estreia deu-se precisamente em junho de 2015 na Feira da Vinha e do Vinho, em Anadia e a recetividade, de lá para cá, não poderia ser melhor.
“Houve uma adesão fenomenal. O grupo tem uma identidade própria e tudo isto é uma agradável surpresa”, diz Fernando Guerreiro sobre a forma como o grupo se foi constituindo, enquanto que Eugénia Veiga sublinha a força dos laços que se estabelecem, que estão também a unir a freguesia pela música, aproximando as pessoas.
“Havia, na freguesia, uma lacuna, pois não tinha nada para oferecer em termos culturais”, afiança Eugénia Veiga, revelando que o grupo surge na sequência de um projeto iniciado com os workshops musicais e “mini escola” de música da Associação Cultural e Recreativa da Cêrca-S.Pedro, promotora do grupo. “InCantus” é, assim, fruto do crescimento desse projeto na área musical, graças a um leque de pessoas da terra que se juntaram. Da união dessas sinergias e conhecimentos nasceu o grupo, neste momento uma “família” que a música uniu.

Reações surpreendentes. Surpresa, admiração, contentamento são algumas das reações que recebem do público agradado, sobretudo, com a natureza do projeto que envolve cerca de 29 elementos (dos 12 aos 70 anos), quase todos provenientes de lugares da freguesia e que ensaiam todas as sextas-feiras nas instalações que possuem na Escola Primária de Avelãs de Cima, já desativada.
O sucesso, diz Eugénia Veiga, deve-se ao bairrismo de todos mas porque os diretores musicais, Fernando Guerreiro e Susana Calado, têm criado uma grande dinâmica, motivando todos os elementos.
Dois grandes aliados do projeto foram a Câmara Municipal de Anadia, que atribuiu uma verba para a compra de material de palco, através da plataforma Sentir Anadia, em 2015, e a Junta de Freguesia de Avelãs de Cima, que cedeu o espaço onde ensaiam.
Mas para fazer face às necessidade e ao dia a dia do grupo, todos arregaçaram as mangas e lançaram-se nas noites frias de janeiro a cantar as janeiras, porta a porta, uma iniciativa que possibilitou a angariação de um montante significativo, que “mostra a extrema generosidade das gentes da freguesia”. Este ano foram contempladas o Pereiro, Cerca – S.Pedro, Candieira, Figueira, Boialvo e Póvoa do Gago. Fica a promessa de que os restantes lugares da freguesia poderão ser visitados no próximo cantar das janeiras, em 2017.
“A excelente recetividade, a forma como fomos acolhidos nas casas das pessoas e a verba angariada ultrapassaram muito as nossas expectativas o que é muito motivador para continuarmos”, garante Eugénia Veiga.

Vem aí um CD de originais. Para este ano fica a promessa da gravação de um CD com 12 originais, mas sendo um projeto de cariz solidário, o grupo está disponível para intercâmbios e participar em eventos vários. Desde já, destaca-se a sua presença a 2 de abril, no centenário do Ferreirense, em Ferreiros; a 9 de abril na Festa da Primavera da AMI, em Anadia; nos dias 4 e 5 de maio (feriado municipal) na Feira Medieval de Anadia; a 8 de maio na Feira das Barraquinhas de Avelãs de Cima, terminando o mês (dia 29 de maio) com a celebração do 1.º aniversário do grupo “InCantus”. Em perspetiva está a atuação do grupo em várias festas de lugares vizinhos, já que tem havido contactos com comissões de festas, nesse sentido.
Catarina Cerca

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Destaque, Por Terras da Bairrada0 Comentários

Entrevista: “É o conhecimento internacional que nos tem colocado ao nível dos melhores do mundo”

Natural da freguesia de Avelãs de Cima (Anadia), Luís Coelho é um dos mais promissores enólogos do país.

Aos 37 anos, está ligado a quatro marcas DOC produzidas pela Prats & Symington (Douro), sendo, sem dúvida, o Chyseia (considerado em 2014 pela Wine Spectator como o 3.º melhor vinho do mundo) a “bandeira” da sua muito profícua carreira.
A JB falou de si, da sua paixão pela profissão e pelo Douro, mas também do orgulho que sente em ser bairradino, uma região que diz estar “renovada” e onde um dia, quem sabe, poderá fazer crescer um pequeno projeto seu.

Fale-nos um pouco de si.
Sou um bairradino nascido em 1978, natural da Candieira- Avelãs de Cima e a minha residência neste momento é no Douro, em Ervedosa do Douro, que fica perto do Pinhão.
Venho com bastante frequência à Bairrada para estar com a família e amigos, bem como para acompanhar um pequeno projeto “caseiro” que tenho desde 2008.

Qual foi o seu percurso académico? Sempre quis ser enólogo?
A minha curiosidade pela Enologia iniciou bastante cedo pelas mãos do meu avô, que sempre fez uma quantidade pequena de vinho. As idas constantes à adega com os seus amigos tornaram aquele espaço quase como social e eu adorava isso.
Após a conclusão do 9.º ano do liceu de Anadia, optei por ingressar na vertente mais especializada da enologia e inscrevi-me na Escola de Viticultura e Enologia da Bairrada (EVEB) em 1997. Esse conhecimento adquirido na EVEB despertou ainda mais em mim a vontade de seguir para um nível mais avançado de conhecimento e foi quando decidi ingressar na Licenciatura em Enologia, na UTAD, em 2000, tendo terminado o curso em 2005.
O período em que andei na EVEB foi bastante importante para mim porque, de certa forma, foi lá que me foi demonstrado que a realidade ia muito de encontro às expetativas por mim criadas na área de enologia.
Obviamente que foi um período extremamente divertido e tenho memórias muito boas desde os colegas aos professores e empresas nas quais estagiei. Foi nesse período que defini um objetivo profissional e comecei a trabalhar para ele com mais “afinco”.

Quais os locais onde estagiou e já trabalhou?
Todo o meu trajeto profissional foi criado em empresas conceituadas, com profissionais bastante reconhecidos. Trabalhei com dois mestres da enologia, um dos quais na primeira vindima, em 1998, nas Caves Primavera com o Osvaldo Amado e a seguinte nas Caves Aliança com o Francisco Antunes, que também foi meu professor na EVEB. Ambos me incutiram profissionalismo e foram exigentes ao ponto de eu dizer para mim próprio que no futuro queria ser um deles.
Para eles, fui apenas mais um estagiário chato que por lá passou, mas para mim foram individualidades muito importantes e decisoras do meu futuro.
Posteriormente, passei pela Quinta do Sol no segundo ano do projeto da Prats & Symington onde estou a trabalhar de momento; Adega Cooperativa de Vila Real; Château des Laurets em Saint Emilion- Bordéus; Quinta de Roriz Vinhos SA, como enólogo assistente; Mount Barker e Margaret River na Austrália Ocidental para uma das maiores empresas de vinhos do mundo, a Constellation Wines AU, e finalmente, após 2009 até ao presente, ingressei no projeto da Prats & Symington com algumas viagens até à Africa do Sul, na Cidade do Cabo para trabalhar num projeto de Bruno Prats, que é um sócio da Prats & Symington (P&S).

Como foi integrar os quadros da empresa “Prats & Symington”? Como tem sido essa experiência?
Em 2005 comecei a trabalhar para a Symington- Vinhos SA como enólogo assistente na Quinta de Roriz, durante a vindima. Durante o restante período do ano estava responsável pela viticultura da Warre’s, que pertence também à família Symington e é detentora de quatro propriedades no Douro.
A P&S adquiriu, em 2009, a Quinta de Roriz, que é uma propriedade com bastante poder histórico na região do Douro e que tem uma adega que foi totalmente reconstruída em 2004 e está inteiramente focada para vinhos de consumo DOC.
Como eu já tinha conhecimento da propriedade, da adega e do projeto em si, a P&S convidou-me a trabalhar em conjunto com Bruno Prats e Charles Symington na enologia e viticultura deste projeto.
É muito gratificante e enriquecedor poder trabalhar numa equipa com este conhecimento técnico, bem como o reconhecimento nacional e internacional adquirido ao longo do tempo.

A que vinhos e projetos da “Prats & Symington” está ligado? Que vinhos lhe deram mais prazer fazer e quais os que o marcaram profissionalmente?
Estou ligado às quatro marcas DOC que a P&S produz desde 2009, ano que ingressei neste projeto e que são o Chryseia, o Post Scriptum, o Prazo de Roriz e o Quinta de Roriz Reserva. Obviamente que o Chryseia é o mais falado pelo reconhecimento e mediatismo que tem tido desde o início.
O prémio do Chryseia 2011 atribuído pela revista americana Wine Spectator em 2014 como o 3.º melhor vinho do mundo, foi como de esperar, a “bandeira” da minha carreira profissional.
No entanto, todos me dão prazer fazer porque é algo fascinante poder acompanhar todo o processo, desde a escolha do local para a plantação da videira, as necessidades nutricionais da planta, a decisão de colher as uvas no momento ideal, a vinificação adequada de cada casta, a evolução do estágio/envelhecimento de cada vinho e finalmente, após o engarrafamento, o prazer de ver o consumidor a degustar uma garrafa de vinho que tanta história por trás tem.

Como é, aos 37 anos, trabalhar num dos maiores projetos vínicos de Portugal, de projeção mundial, com tantos prémios conquistados e permanecer “na sombra”. É envergonhado, não gosta das luzes da ribalta?
Conhece a Raquel Carvalho? O Paulo Francisco? A Sandra Vieira? Posso-lhe dizer que são todos nomes de grandes enólogos bairradinos por trás de grandes projetos e grandes vinhos, mas que são, conforme refere, “ensombrados” pelos projetos para os quais estão a trabalhar.
O nosso trabalho é muito de “BackOffice” ou retaguarda e também administrativo, que requer muito tempo em escritório que não é tão apelativo para o jornalismo.
De qualquer forma, para mim, o reconhecimento é feito a nível pessoal com objetivos concretizados. Felizmente, tenho-os conseguido atingir e a cada dia que passa novos objetivos surgem.
Não sou envergonhado nem tenho medo das luzes da ribalta, neste projeto para o qual estou a trabalhar, existem nomes conceituados e dessa forma só tem de se aproveitar os recursos existentes. Um Charles Symington ou um Bruno Prats são nomes conhecidos e, na verdade, este projeto tem o nome deles.

O que é que o Douro tem de tão especial?
É uma região cuja indústria rodeia muito a viticultura e a enologia, dessa forma, as pessoas de lá respiram e vivem com muita intensidade todo o processo evolutivo que tem vindo a acontecer.
O Douro tem tido uma visibilidade internacional bastante grande, muito devido aos grandes vinhos lá produzidos.
É, sem dúvida, uma região que tem sido extremamente importante na projeção internacional dos vinhos portugueses aos quais nós, felizmente, temos vindo a fazer parte. Paisagisticamente é deslumbrante e ninguém fica indiferente.
É especial porque é único…

Sei que passou pela África do Sul e pela Austrália. Como vê essas experiências?
Quando iniciei os estudos em Enologia, uma experiência na Austrália, Nova Zelândia, Chile ou outro país do hemisfério sul, era uma estrela no currículo que era muito valorizada.
Hoje em dia, quem não realizar uma experiência dessas é questionado porque ainda não o fez. É quase como uma obrigação profissional e requisito de emprego.
No final de 2008 quando decidi “aventurar-me” para a Austrália, foi uma decisão difícil pois nesse momento já pertencia aos quadros da Symington e basicamente teria de prescindir de uma situação profissional estável por algo incerto. Pensei que se não aproveitasse essa oportunidade, nunca mais poderia surgir outra igual, então despedi-me da Symington e lá fui eu.
Enquanto estava na Austrália, a Symington contactou-me para abraçar o projeto deles com o Bruno Prats e como era algo com que me identificava, obviamente que aceitei e regressei.
Na África do Sul houve a magia de lá ter passado parte da minha infância e o poder regressar foi delicioso para mim.
Estive numa das cidades mais bonitas do mundo, a Cidade do Cabo, mais precisamente em Stellenbosch que é uma região vitivinícola no sul do país. Estive a fazer vinho em Anwilka que pertence também a Klein Constantia e que obteve este ano o 10.º melhor vinho do mundo pela mesma revista Wine Spectator com o seu “Vin de Constance”.
A nível de experiência, vejo com muita naturalidade e a meu ver, tem sido esse conhecimento internacional que nos tem colocado ao nível dos melhores do mundo.
O que aprendi? Aprendi que ainda podemos aprender mais, bastando para isso abrirmos mais as portas ao conhecimento externo, aprendi que temos todas as ferramentas para sermos grandes nesta área, apenas temos de as saber “manusear” que, felizmente e a meu ver, penso que estamos a ir no rumo certo.

Bairradino de corpo e alma

É um bairradino. Como vê, hoje, a região da Bairrada?
Hoje vejo a Bairrada como uma região renovada, que se está a mexer, inovar mas sem trair a sua forte identidade. A estratégia lançada de assentar muito da promoção da Bairrada nos seus espumantes, em particular os produzidos a partir da Baga, a meu ver revelou-se acertada.
Tem sido reconhecida e galardoada com prémios de excelência que não surgem por acaso ou porque alguém se lembrou que era a altura, surgem sim porque tem havido um trabalho bem alicerçado dos produtores em parceria com a Comissão Vitivinícola da Bairrada. Hoje sou um Bairradino orgulhoso pelo que se cá faz.

Existem já vários vinhos premiados e o espumante assume um papel cada vez mais preponderante na região. A região da Bairrada e os agentes estão a seguir o rumo certo?
Sem dúvida alguma. Além de estarem a seguir o rumo certo, estão a ser autocríticos, nota-se um querer melhorar em todos os sentidos. Um melhorar na qualidade das vinhas e consequentemente dos vinhos, um melhorar a imagem deles projetada, um melhorar na comunicação de cada um deles. A Bairrada, hoje em dia, não é só leitão, o enoturismo tem vindo a crescer e isso deve-se muito à estratégia que está a ser levada a cabo pelos produtores e pelos agentes.

Quais são as suas castas preferidas da região?
Eu sou um defensor acérrimo da casta Baga na Bairrada. São muito poucos os vinhos monovarietais que eu gosto e um Baga tinto, bem trabalhado na adega, com uvas no ponto de maturação ideal, é delicioso. Não é necessário “blends” com outras castas ou correções diversas para definir o que de melhor tem. Assim sendo, como casta tinta, sem dúvida que a Baga é a minha casta de eleição. Nos brancos, gosto especialmente do Bical e do Arinto pois definem bem a elegância que a acidez pode conferir a um vinho na Bairrada. Quando lidamos com gostos pessoais, é tudo muito relativo.

Qual a sua opinião pelos novos projetos que vão surgindo na Bairrada (Vadio, Carvalheira Wines, Kompassus, Quinta da Vacariça, entre outros)?
Têm sido fundamentais no sucesso e visibilidade que a região tem vindo a ter. Todos são projetos únicos e até acrescentava mais alguns à lista, no entanto e cingindo-nos a estes, posso dizer que conheço bem o Luis Patrão porque fomos colegas de curso e ele é, sem dúvida, um grande e excelente embaixador da nossa região com o seu projeto familiar Vadio. No projeto Carvalheira Wines, o José Carvalheira foi meu professor na EVEB e demonstra de facto do melhor que por cá temos. Todos transmitem uma imagem de elegância, excelência, qualidade e consistência que é o fundamental para o sucesso de uma marca e neste caso, de uma região.

Vê-se um dia a fazer vinho por cá?
Obviamente que como bairradino que sou, gostaria de fazer vinho na minha região. Tenho um pequeno projeto em que produzo aproximadamente 2 mil garrafas de uma vinha velha de Baga, da zona de Ancas. Infelizmente não tem dado para evoluir muito pois a disponibilidade é pouca e o projeto ainda não é autossustentável. Pode ser que um dia surja a oportunidade de vir trabalhar na Bairrada e aí, o meu pequeno projeto cresça e eu saia da “sombra”.

catarina cerca

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada1 Comentário

Despiste fatal para menino de dois anos

O menino de dois anos que, na noite do dia 5 de novembro, fora vítima de um grave acidente de viação ocorrido na estrada que liga a Moita ao lugar de Ferreiros, no concelho de Anadia, acabou por não resistir à gravidade dos ferimentos. Faleceu no dia seguinte (sexta-feira, dia 6), no Hospital Pediátrico de Coimbra.
O pequeno Vasco Morais tinha apenas dois anos e seguia com o pai, numa viatura ligeira que entrou em despiste, capotou, embatendo com violência contra dois eucaliptos.
O acidente aconteceu na Rua do Vale do Fojo, por volta das 22h20, de 5 de novembro, na estrada que liga a Moita a Ferreiros.
O pai da criança, Mário Rui Morais, com 32 anos, sofreu uma fratura de um dos membros inferiores, tendo sido conduzido aos Hospitais da Universidade de Coimbra, avançou a JB o adjunto do comando dos Bombeiros Voluntários de Anadia, António Matos.
O despiste terá acontecido quando o condutor, bombeiro na corporação de Anadia há mais de uma década, se deslocava para a sua residência em Ferreiros. Ocupa o lugar de subchefe na corporação e neste fatídico dia encontrava-se a gozar um dia de férias, não estando portanto ao serviço da corporação, avançou a JB o adjunto do comando de Anadia, António Matos.
Em estado crítico, e depois de ter sofrido várias paragens cardiorrespiratórias, o bebé, que deu entrada no Pediátrico de Coimbra, acabaria por não resistir.
O corpo do pequeno Vasco foi velado na Capela de Avelãs de Cima e o seu funeral, que constituiu uma enorme manifestação de dor e pesar, realizou-se na passada terça-feira, pelas 16h, para o cemitério de São Pedro, em Avelãs de Cima.
Fonte da GNR avança que as causas do acidente ainda estão por apurar. Contudo, o condutor apresentava uma taxa de álcool superior a 1,20 gr/litro sangue, valor já considerado crime.
Para o local foram deslocadas sete viaturas de socorro e 17 bombeiros: duas ambulâncias e o INEM dos Bombeiros Voluntários de Anadia, a viatura de desencarceramento também da corporação anadiense, a SIV de Águeda e a VMER dos HUC.
A GNR de Oliveira do Bairro tomou conta da ocorrência.
Catarina Cerca

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Destaque, Moita, Por Terras da Bairrada0 Comentários

Avelãs de Cima: Associação reclama Escola de Boialvo

Elementos da direção da Associação de Proteção Florestal do Corgo, Pardieiro, Boialvo e Mata estiveram, na manhã da última quarta-feira, na reunião de executivo a reivindicar ficarem com a desativada Escola Primária de Boialvo, à semelhança do que aconteceu com várias associações que, através de protocolos recentemente assinados com a Câmara Municipal de Anadia, viram ser-lhes cedidas algumas escolas básicas, entretanto desativadas no concelho.
Américo Tomás, da associação, sublinhou que esta faz a vigilância noturna e defesa da floresta contra incêndios, estando, por isso, ao serviço público. Contudo, destacou a dificuldade na proteção e manutenção de equipamento. “Temos equipamentos vários e três veículos que precisam de estar protegidos e mais salvaguardados para não se degradarem tanto”, disse, entendendo que aquele local seria um bom abrigo e um excelente local para a associação.
Na ocasião, a edil explicou que o pedido endereçado por aquela associação não foi ainda apreciado e deliberado no executivo.
Américo Tomás destacou que se as salas de aulas seriam bem-vindas para reuniões e tratar de burocracia, o recreio poderia, depois de algumas obras, servir de abrigo às viaturas e equipamentos.
Na altura, a presidente da autarquia destacou que a Câmara “cede apenas o direito de ocupação, mantendo-se as escolas como património da Câmara Municipal”, e que “qualquer tipo de intervenção ou obra não pode desvirtualizar o espaço e só é realizado mediante autorização camarária”.

CC

 

Posted in Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada0 Comentários

Avelãs de Cima: Rota dos Moinhos tarda a chegar

Os 18 moinhos de água, existentes ao longo do rio que começa no lugar de Ferreirinhos (Avelãs de Cima), passando por Canelas, Póvoa do Gago, terminando em Ferreiros, junto ao Moinho Velho (Moita) são um património centenário que um grupo de canelenses (Canelas – Avelãs de Cima) quer recuperar para dar forma a um projeto único no concelho e na região, designado de Rota dos Moinhos.
O assunto já foi notícia neste semanário e agora regressou à reunião de câmara pela mão de Américo Tomás, morador em Canelas e um dos mentores do projeto que passa pela reconstrução dos moinhos e criação de um percurso pedonal numa extensão de aproximadamente 8 quilómetros (até ao Moinho do Pisco).
Na ocasião, a edil Teresa Cardoso confirmou a importância da obra e da necessita de um projeto que “venha a ter enquadramento numa eventual candidatura a fundos comunitários que se começam agora a desenhar”. Por isso, referiu que este projeto até “pode ter viabilidade numa determinada medida”, deixando claro que “logo que haja essa possibilidade, ser-vos-á comunicado.”
Américo Tomás destacaria ainda que, com o apoio da Junta de Freguesia, foi recuperada uma represa existente no rio e que fornece água a um moinho já reconstruido, faltando abrir o caminho, assinalar o percurso e colocar sinalização. Obras que têm custos elevados e que necessitam de um apoio efetivo da autarquia.
A vontade dos promotores é abrir este trajeto a todos os amantes de caminhadas e da Natureza: “há muita gente a perguntar quando a Rota é aberta”, concluiu Américo Tomás.

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da Bairrada0 Comentários

Anadia: Acordos de cooperação assinados com dez IPSS’s

Foram dez as instituições particulares de solidariedade social (IPSS) que se fizeram representar no salão nobre dos Paços do Município de Anadia, no passado dia 14 de outubro, para a assinatura, com a Câmara Municipal, de acordos de cooperação em matéria de desenvolvimento de atividades não letivas dirigidas a crianças que frequentam jardins de infância e escolas do 1.º CEB, da rede pública, do concelho de Anadia.
Estão em causa as atividades de animação e apoio à família (AAAF) e fornecimento de refeições para crianças de oito jardins de infância, bem como o apoio referente ao programa de generalização de refeições em nove escolas do 1.º ciclo do ensino básico (1.º CEB). Os 18 acordos de cooperação agora assinados possibilitam a prestação destes serviços a um total de 594 crianças, sendo 162 do pré-escolar e 432 do 1.º CEB.
Os acordos foram celebrados com a Associação Social Avelãs de Caminho, Casa do Povo de Amoreira da Gândara, Centro Social Poutena, CAS V.N. Monsarros, Centro Social e Paroquial da Moita, Centro Social N.ª S.ª do Ó de Aguim, Centro Social de Avelãs de Cima, Centro Social Paredes do Bairro, Centro Social Maria Auxiliadora de Mogofores e da Misericórdia da Freguesia de Sangalhos.

 

Câmara entrega 48.500 euros de subsídios às IPSS´s
Numa tarde de assinatura de protocolos de colaboração, as IPSS’ s foram ainda brindadas com a novidade do Concerto Solidário de Natal, cuja receita reverterá a favor das IPSS’s do concelho (ver texto ao lado), mas também com a atribuição de subsídios camarários que totalizam 48.500 euros.
O executivo aprovou a atribuição de subsídios a todas as 18 instituições de solidariedade social do concelho. Os apoios agora atribuídos pela autarquia destinam-se a contribuir para o reforço da capacidade de resposta das IPSS de Anadia no seu trabalho diário de intervenção social com vista ao auxílio às famílias, crianças, jovens, idosos, e integração social e comunitária, que se traduz na concessão de bens e na prestação de serviços.
Na ocasião, a edil recordou que as dificuldades des todas elas são diferentes, pois têm respostas sociais diferentes e número de utentes igualmente diferentes. Todas com as suas especificidades e valências o que as torna mais ou menos complexas. Por isso, o executivo adotou uma metedologia para a atribuição dos subsídios. Foi criado um critério de diferenciação em função do número de utentes.
Como explicou, “ter 15 crianças ou 15 idosos é diferente. Pode não ser um critério de todo justo, mas temos de criar essa diferenciação”, sublinhando, contudo, que “o apoio não acaba aqui. O apoio está presente as solicitações que nos vão fazendo chegar, estando a Câmara sempre disponível para vos apoiar nas várias solicitações que nos fazem”.

 

CC

Posted in Anadia, Avelãs de Caminho, Avelãs de Cima, Mogofores, Moita, Paredes do Bairro, Por Terras da Bairrada, S. Lourenço Bairro, Sangalhos, Tamengos0 Comentários

Anadia: Apoios ao desporto somam 159.500 euros e 31.600 quilómetros

A assinatura dos contratos-programa de desenvolvimento desportivo, estabelecidos entre a Câmara Municipal de Anadia e diversas coletividades sediadas no concelho, e referentes à época 2015-2016, decorreu no passado dia 12 de outubro, pelas 18h, em cerimónia realizada no salão nobre dos Paços do Município.
Tal como aconteceu na época anterior, os contratos foram celebrados ao abrigo do “Programa de Apoio Municipal ao Desenvolvimento Desportivo” (PAMDD), aprovado pela autarquia em 2014. Totalizam para a época de 1015/16 o montante de 159.500 euros a que se soma ainda o apoio em transportes (quilómetros) no total de 31.600 quilómetros.
Trata-se de um documento que visa orientar a concessão de apoios pelo município às entidades que desenvolvem atividade de natureza desportiva, e que sistematiza os procedimentos que decorrem da legislação que vigora nesta matéria. Por outro lado, procura também estabelecer um modelo criterioso de benefícios públicos que apoie, de forma adequada, as associações desportivas, garantindo princípios como a equidade, a proporcionalidade, a legalidade, a transparência, a universalidade, a igualdade e a prossecução do interesse público, entre outros.
O PAMDD pretende, ainda, assegurar uma efetiva monitorização da aplicação desses benefícios, definindo as formas da sua concretização, fixando os critérios de seleção das ações ou projetos a apoiar, estabelecendo os métodos de avaliação dos apoios concedidos e garantindo o cumprimento dos direitos e das obrigações das partes.
Assim, a atribuição destes apoios da autarquia acontece na sequência da aprovação, pelo executivo municipal, das candidaturas oportunamente apresentadas pelas associações desportivas do concelho ao PAMDD.

Posted in A. da Gândara, Aguim, Anadia, Ancas, Arcos, Avelãs de Caminho, Avelãs de Cima, Mogofores, Moita, Óis do Bairro, Paredes do Bairro, Por Terras da Bairrada, S. Lourenço Bairro, Sangalhos, Tamengos, V. Nova de Monsarros, Vilarinho do Bairro0 Comentários

Anadia: Escolas desativadas na mão das juntas e das associações

Oito escolas básicas do 1.º ciclo e um jardim de infância já desativados foram entregues pela Câmara Municipal de Anadia às juntas de freguesia e associações locais. Foi com o objetivo de dar uma nova vida a diversos edifícios escolares devolutos que a Câmara Municipal de Anadia procedeu à assinatura, com juntas de freguesia e associações do concelho, de diversos protocolos de cedência, em cerimónia que teve lugar no passado dia 13 de outubro, pelas 18h, no salão nobre dos Paços do Município.
Os protocolos foram assinados com as Juntas de Freguesia (Avelãs de Caminho, Avelãs de Cima, Sangalhos e União das Freguesias de Amoreira da Gândara, Paredes do Bairro e Ancas) e associações destas freguesias que ficarão responsáveis pelos edifícios escolares devolutos, conciliando, desta forma, a garantia de manutenção desses espaços com a sua reutilização para o desenvolvimento de atividades que contribuam para o bem-estar social e cultural da população do concelho.

Regras. Na ocasião, a edil Teresa Cardoso explicou aos presentes que a cedência destes espaços foi aprovada por unanimidade no executivo, ainda que esta passagem lhe traga, pessoalmente, “um aperto no coração” por significar que as escolas estão vazias, sem crianças, após a entrada em funcionamento dos novos Centros Escolares, ainda que várias outras escolas igualmente pequenas existentes no concelho se vão manter em funções, como são os casos das escolas básicas existentes em V.N. de Monsarros, Aguim, Tamengos ou Mogofores.
A presidente de câmara reconhece que o empréstimo deste património poderá vir a ajudar as várias associações e coletividades a melhor desempenharem as suas atividades junto das populações. No entanto, deixou bem claro que estes espaços – cedidos por um período de cinco anos (renovável) – terão de ser bem cuidados e tratados pelos novos inquilinos. Ao mesmo tempo, Teresa Cardoso deixou um outro recado, relativo a obras: “obras e investimentos, recomendo calma”, ou seja, a edil explicou que, primeiro, a Câmara Municipal terá de voltar toda a sua atenção para as escolas que ainda continuam abertas e que necessitam de ser preservadas ou de intervenções dotando-as de equipamento, conforto e segurança próximo do que existe nos Centros Escolares.
Só depois, a Câmara poderá olhar para estas escolas agora entregues às associações. “Faremos o possível para vos apoiar, não nos desresponsabilizamos, mas o que for feito, será de forma gradual e faseada”. Por outro lado, defendeu que, em primeiro lugar, será necessário que as associações façam uma adaptação aos espaços, melhorando-os, ainda que qualquer intervenção que implique alteração aos espaços tenha de ser solicitada à Câmara Municipal e nunca desvirtuando os espaços.

Cedências. Jardim de infância do Pereiro – Associação de Caça e Pesca do Pereiro; EB1 Pereiro – Associação Desportiva e Cultural do Pereiro; EB1 Avelãs de Caminho – JF Avelãs de Caminho; EB1 Avelãs de Cima e EB1 da Cerca – JF Avelãs de Cima; EB1 Cruzeiro (Sangalhos) – ADASFES e Agrupamento de Escuteiros 681 de Sangalhos; EB1 Pista (Sangalhos) – Sangalhos Desporto Clube; EB1 da Fogueira – Grupo Coral Óasis; EB1 de Paredes do Bairro (2 edifícios) – Associação Desportiva de Paredes do Bairro, Grupo Folclórico e Cultural de Paredes do Bairro e Grupo Motard Ligeirinhos do Asfalto.

Catarina Cerca

Posted in Anadia, Avelãs de Caminho, Avelãs de Cima, Paredes do Bairro, Por Terras da Bairrada, Sangalhos, Vilarinho do Bairro0 Comentários

Mogofores: Noite de Variedades a favor da Casa Amarela, dia 19

A Paróquia de Mogofores, através do conjunto de madrinhas e padrinhos da Casa Amarela, está a preparar uma noite de variedades destinada a angariar fundos para a recuperação daquele imóvel, onde funcionará o futuro Centro de Cultura e Paroquial de Mogofores, anunciou o pároco José Fernandes.
Depois dos trabalhos já realizados nos últimos cinco anos, em termos da recuperação da estrutura e telhado (reboco, pintura e alumínios) deste antigo e emblemático edifício que albergou o Barão de Mogofores, que entretanto se degradou, a paróquia quer agilizar as obras para disponibilizar, previsivelmente em janeiro próximo, o primeiro piso da obra onde funcionará o Oratório, “um centro juvenil à D. Bosco, para apoio a atividades dos jovens da paróquia”, explicou José Fernandes.
Será também naquele edifício que funcionará a catequese e todos os restantes serviços paroquiais, lembra o pároco, destacando a possibilidade de o imóvel poder acolher, no futuro, outras realizações de âmbito religioso/cultural.
É para dar seguimento ao projeto que vai realizar-se no próximo dia 19, no Pavilhão dos Salesianos de Mogofores, uma noite de variedades para angariar fundos para esta obra. Esta tem sido uma das soluções de financiamento encontradas para custear este investimento, com a realização de ações culturais a que vários artistas deram as mãos, entre eles o vizinho José Cid, que, entre outros, tem sido um dos grandes beneméritos da paróquia.
Assim, no dia 19 haverá teatro pela mão da secção cultural da Associação de Dadores de Sangue de Mogofores (ADABEM) e fado com o grupo Tertúlia Bairradina, numa noite com petiscos e outras surpresas em torno da Casa Amarela.
Mais informações e inscrições junto da Paróquia de Mogofores ou pelos telefones 916169708 (José Fernandes), 967211010 (Fátima) e 914095270 (João).

Posted in Anadia, Avelãs de Caminho, Avelãs de Cima, Destaque, Mogofores, Moita, Paredes do Bairro, Por Terras da Bairrada, S. Lourenço Bairro, Sangalhos, Tamengos0 Comentários

Pergunta da semana

É assinante do Jornal da Bairrada?

View Results

Loading ... Loading ...
Newsletter Powered By : XYZScripts.com