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S.Lourenço Bairro: Populares contra fumos e maus cheiros

S.Lourenço Bairro: Populares contra fumos e maus cheiros

 

Os alegados maus cheiros e fumos intensos provenientes de uma empresa, localizada na ZI da Arroteia, na Pedralva, freguesia de S. Lourenço do Bairro, levaram alguns populares a sair à rua, no último sábado, para se manifestarem contra o que dizem ser “um atentado ambiental”, em frente às instalações da empresa que labora 24h, sete dias por semana.
As cerca de três dezenas de manifestantes dizem que os problemas começaram há um ano, quando a Destilaria Levira instalou neste local uma nova unidade industrial para secagem, desidratação e separação de todos os subprodutos sólidos do processo de destilação.
Violete Dinis, de S.Lourenço do Bairro, sente-se revoltada: “não é só o fumo que, ora é branco, ora é preto, e o mau cheiro insuportável”, mas também os resíduos de gordura que só saem com detergentes fortes, que impregnam tudo em redor da empresa, hortas, árvores, vidros, persianas, roupa que seca nas estendais, etc. “No cemitério temos de lavar as sepulturas com as pedras mais claras uma série de vezes, tal a camada de gordura”, diz ainda.
Maria Adelaide Cruz, que já contactara a empresa por carta, reside a algumas dezenas de metros. Queixa-se ainda dos barulhos que as máquinas e viaturas fazem toda a noite, e vai mais longe dizendo que “da chaminé costuma sair o dobro do fumo. Hoje, é assim, porque eles sabiam que iria haver manifestação e que os jornais iam cá estar”.
Também Manuel Moreira confirma as razões do protesto: “há dias em que o cheiro a podre é insuportável”, acusando os organismos públicos e autárquicos de serem coniventes com esta situação.

Explicações. A Destilaria do Levira dedica-se à produção de aguardente bagaceira e secagem do bagaço, fazendo nesta unidade industrial, o tratamento e valorização de subprodutos sólidos da destilação (bagaço queimado), transformando os mesmos em três componentes (grainha de uva desidratada, folhelho de uva desidratada e engaço desidratado), assim como efetua neste mesmo local a secagem de frutos e subprodutos hortícolas.
Aos jornalistas, o empresário Pedro Carvalho avançou nunca ter havido uma abordagem direta à empresa por parte dos populares, e que algumas ações de fiscalização de que a empresa tem sido alvo resultam de denúncias. “Nunca houve vontade de se sentarem à mesa e discutir as melhorias possíveis a implementar por forma a reduzir os impactos nefastos da atividade”, diz. O empresário garante ainda que “desde que a empresa começou a trabalhar tem tentado sempre melhorar o desempenho ambiental: aumento da chaminé para 11 metros (investimento recente de 7.500 euros) para que os fumos tenham um percurso ascendente e cause menos incómodos”.
“Os cheiros, esses haverá sempre, como se sabe num setor deste género”, afiança, reconhecendo que para minimizar o incómodo “temos, sempre que possível, utilizado como combustível pellets de madeira em vez de folhelho de uva porque provoca menos densidade de fumo e menor odor”.
Pedro Carvalho não compreende tantas críticas, até porque, diz, “os gases de exaustão da fábrica são constituídos em 90% por vapor de água que se retira ao bagaço húmido. Apenas 10% são fumos da queima da biomassa/lenha”, explicando que o aspeto branco e denso é do vapor de água.

Catarina Cerca

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S.Lourenço do Bairro: Autarca não se recandidata mas sai com noção do dever cumprido

S.Lourenço do Bairro: Autarca não se recandidata mas sai com noção do dever cumprido

Leonildo Macedo, autarca de S. Lourenço do Bairro, a cumprir o terceiro e último mandato à frente dos destinos da freguesia, não se vai recandidatar nas próximas autárquicas de outubro, mas sai com a noção do dever cumprido.
“Não me recandidato. Termino um ciclo de 12 anos à frente da Junta de Freguesia”, explica, dando conta de que já terá dado a sua quota parte à freguesia. Agora, avança, “é tempo de outros assumirem esta responsabilidade”.

Balanço positivo. Apesar disto, faz um balanço muito positivo dos 12 anos na autarquia, embora reconheça que, com um orçamento de 75 mil euros para gerir uma freguesia com 12 povoações, “não dá para fazer quase nada”.
“Este é um ano de eleições e de mudança. Por isso, as despesas têm que ser muito controladas para, no final do mesmo, não apresentar dívidas”, acrescentou, admitindo que este será “um ano muito difícil em termos económicos e sociais para o país e para a região”, traçando, a nível autárquico, um cenário igualmente pouco animador, estando certo que, devido à reorganização administrativa territorial das freguesias, nestas eleições autárquicas haverá um grande boicote, a nível nacional.
Leonildo Macedo acredita que esta é a única forma clara e inequívoca das pessoas e freguesias se poderem manifestar e fazer ouvir contra as reformas implementadas pelo governo. “Ainda estou para ver para que serve esta reorganização administrativa. Que vantagens vai trazer”.
Ano de contenção e rigor. Para a Junta de Freguesia de S. Lourenço do Bairro, este será um ano semelhante ao anterior e obras de maior vulto só serão possíveis com o apoio da Câmara Municipal, que “tem estado sempre do nosso lado”. Contudo, diz, “este será um ano de muita contenção e rigor”. Por isso, “obras a iniciar, só serão feitas se tiver garantias de que as conseguimos concluir”.
Reconhecendo não ter realizado todas as obras que gostava de deixar à população, diz que tal não aconteceu pelo facto das verbas disponíveis serem sempre insuficientes face às necessidades. Por isso, lamenta não ter conseguido apostar mais em áreas como o recreio e lazer, nomeadamente terminar os parques de merendas começados em Espairo, no espaço da Refer, e em Couvelha, junto à rotunda.
Nestes 12 anos, diz que a instalação da Junta de Freguesia em nova sede e a construção do relvado sintético (a Junta de Freguesia ainda está a pagar a sua parte na obra) do Couvelha, são as marcas maiores que conseguiu deixar à população, sem esquecer os melhoramentos realizados em Espairo.

Pequenas obras. “Tentei fazer com que a população acreditasse nas pessoas que estavam à frente da Junta de Freguesia e dar-lhes, sempre que solicitado, o apoio em tudo o que nos foi possível, numa boa relação com o povo”.
Para este ano não se perspetivam obras de monta, contudo já foi adjudicada a recuperação das coberturas de dois lavadouros e fontanários, localizados em S. Lourenço do Bairro e em S. Lourencinho. Ambas as coberturas, há muito degradadas, precisavam de ser substituídas, pelo que a Junta de Freguesia vai investir cinco mil euros na sua recuperação.
A obra deverá ficar concluída neste primeiro trimestre e Leonildo Macedo avança que se trata de dois equipamentos que estão a ser cada vez mais usados pelas populações, já que, devido a algumas dificuldades económicas, “são uma forma de poupar água e eletricidade”. Para além da cobertura, serão recuperados e pintados os muros, estando os tanques ainda em bom estado, abastecidos por nascente, durante todo o ano.
Em perspetiva está também a recuperação de caminhos agrícolas com tout venant e saibro. Caminhos muito utilizados e danificados e que precisam urgentemente de ser recuperados.
Durante este ano, quer ainda avançar com pequenos arranjos nas várias localidades e ajudar as coletividades da freguesia. “Se houver lucro, se a verba chegar gostava de melhorar a sinalização (informativa) das localidades”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Reforma autárquica: Assembleia Municipal de Anadia não se pronuncia

A Assembleia Municipal (AM) de Anadia decidiu, por maioria, não se pronunciar sobre a Reorganização Administrativa Territorial Autárquica.
A decisão foi tomada na última reunião extraordinária da Assembleia Municipal, realizada no dia 8 de outubro.
Com 31 votos a favor e três votos contra (deputados Rafael Timóteo, Carlos Oliveira e Fernando Fernandes) a maioria optou por fazer chegar a Lisboa a indicação de que a AM anadiense não se irá pronunciar sobre esta matéria.
Esta posição resulta das várias decisões tomadas em Assembleia de Freguesia, recolhidas pela Comissão de Acompanhamento da Reorganização Administrativa Territorial Autárquica, criada para o efeito.

Leia mais na edição impressa ou digital.

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Revista de imprensa do Jornal da Bairrada | 29 março 2012

Revista de imprensa do Jornal da Bairrada, referente à edição do dia 29 março 2012

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