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Sangalhos: Vinagre Moura Alves vence concurso nacional

Sangalhos: Vinagre Moura Alves vence concurso nacional

O Vinagre Moura Alves é produzido em Sangalhos, por método completamente artesanal, e acaba de vencer a 3.ª edição do Concurso Nacional de Vinagres de Vinho e outros Vinagres Tradicionais Portugueses que decorreu no passado dia 13 de abril, no CNEMA – Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas, em Santarém, promovido pela Qualifica/oriGIn Portugal.
Sobre este importante prémio, JB conversou com Isabel Alves, diretora comercial e filha do produtor e conhecido enólogo Rui Moura Alves.
“Foi a primeira vez que concorremos a este concurso. Como deve compreender, estamos muito felizes por vencer nas duas principais categorias”, avança.
O concurso realizou-se em Santarém, onde estiveram presentes a concurso 17 vinagres de vinho nacionais, completamente artesanais e produzidos apenas por pequenos produtores.
Um certame que visa premiar, promover, valorizar e divulgar os Vinagres de Vinho e outros Vinagres Tradicionais, genuínos e exclusivamente produzidos em Portugal.
“O nosso vinagre ganhou a Medalha de Ouro na categoria de vinagres de vinho e ganhou o prémio Melhor dos Melhores de todas as categorias”, diz com orgulho a diretora comercial da Vinagreira Moura Alves, que produz atualmente dois tipos de vinagre: o vinagre que foi a concurso e que tem um estágio de 10 anos e o vinagre Reserva Especial que estagia entre 14 e 15 anos, produzido a partir de vinhos mais graduados. “O vinagre Reserva Especial ainda não está no mercado mas vai ser apresentado durante a Feira Nacional de Agricultura, que vai decorrer, em junho, em Santarém”, sublinha Isabel Alves, que a JB destaca o longo processo na produção deste vinagre único e tão exclusivo: “O nosso vinagre é feito por um processo inteiramente artesanal, pois demora 10 anos a transformar o álcool em ácido acético”.
Em estágio na vinagreira estão, neste momento, cerca de 50 mil litros de vinagre.
“Vendemos cerca de 2.500 litros de vinagre por ano, um valor que tem vindo a aumentar substancialmente, mas é preciso ter presente que vendemos garrafas de 100, 250 e 500 ml, o que significa que precisamos de vender milhares de garrafas”.
“Não existe segredo na produção deste vinagre. É um vinagre natural, feito apenas com vinho de qualidade. Não fazemos vinagre de vinho azedo. Isso é um erro”, destaca a responsável, para quem o prémio agora alcançado é “o reconhecimento de décadas de trabalho, uma vez que neste tipo de vinagre fomos os primeiros que, no país, iniciámos a comercialização”.
A zona de Lisboa e o Norte do país são os principais destinos deste nobre vinagre. “Os nossos clientes são muito garrafeiras, lojas gourmet, sendo o maior cliente o El Corte Inglés, que todas as semanas faz encomendas. Não vendemos para grandes superfícies, pois este é um produto delicado e muito seleto”, destaca, salientando ser este prémio “muito bom para a promoção do nosso vinagre”, mas porque o prémio lhes dá o direito de participar com stand próprio na 53.ª edição da Feira da Agricultura, que se realiza em Santarém, de 4 a 11 de junho, assim como, durante um ano, a rotulagem deste vinagre irá ser acompanhada por uma “medalha de ouro”.
Isabel Alves recorda ainda como começou a aventura da produção de vinagre: “o projeto foi iniciado na década de 80, por brincadeira. Como tínhamos o laboratório de análises enológicas e muito vinho de amostras, o meu pai decidiu começar a aproveitar o que sobrava das melhores amostras e tentar fazer vinagre. Uma experiência que ao fim dos primeiros 10 anos foi dada a provar a um leque de amigos, que ficou rendido à qualidade do vinagre. A aprovação foi de tal ordem que lhe ofereceram o rótulo (imagem) para o incentivar a comercializar. O grande amigo Luís Lopes, diretor da Revista de Vinhos, foi um dos maiores impulsionadores deste projeto, tal como mais tarde o chef Hélio Loureiro”.
Há uma década que o negócio assumiu uma dimensão séria e profissional. Neste momento, o vinagre Moura Alves é exportado para Canadá, França, China e Bélgica.
Catarina Cerca

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Sangalhos: Parque infantil do Passal regressou à Câmara

Sangalhos: Parque infantil do Passal regressou à Câmara

O mau estado de conservação em que se encontra o parque infantil no jardim do Passal, junto à Igreja Matriz de Sangalhos, não é a primeira vez que é abordado em reunião de câmara.
A vereadora Lígia Seabra, do PSD, justificou a necessidade urgente de intervir naquele local porque aquele equipamento, já com muitos anos, não é seguro para as crianças, para além de não cumprir a legislação em vigor.
Embora esteja localizado num sítio privilegiado, a vereadora diz que não é usufruído dado o piso ser em areia e já ter os equipamentos antiquados e degradados.
Por isso, também o autarca António Floro, em entrevista a JB, tenha já defendido a requalificação deste equipamento, ainda que, na altura, tenha referido que tal só será possível com apoio da Câmara Municipal.
Agora, na reunião de executivo Lígia Seabra questionou a edil Teresa Cardoso sobre esta intervenção: “Para quando a requalificação do mesmo?”, lembrando que “da última vez respondeu-me que no Orçamento de 2016 estava verba aprovada para os parques infantis, dependeria das conversas com os presidentes de junta”.
Na ocasião, a edil Teresa Cardoso admitiu estar nos planos da Câmara Municipal requalificar os parques infantis que exigem uma verificação devido à legislação em vigor, tendo, por isso, solicitado o reforço de equipas técnicas nesta área.
A substituição do equipamento e requalificação do parque infantil aguarda orçamentos para depois se poder avançar com este melhoramento tão desejado pelos casais da freguesia com filhos pequenos.
CC

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Sangalhos: Onda solidária a favor da Paula para  ajudar a custear tratamentos e recuperação

Sangalhos: Onda solidária a favor da Paula para ajudar a custear tratamentos e recuperação

 

“A Paula não quer desistir! Então não sejamos nós a cruzar os braços. Não vamos virar as costas à Paula.” É desta forma que familiares e amigos falam da Paula Alexandra Martins, de 38 anos, através da página criada no facebook para dar a conhecer o seu caso, mas também para divulgar as inúmeras iniciativas em curso que visam angariar fundos para ajudar os pais a suportar os tratamentos dispendiosos que está a realizar numa clínica privada, na cidade do Porto.
Melhorar o mais possível a qualidade de vida da Paula é o objetivo último, ainda que todos estejam cientes de que a jovem jamais voltará a ser como era.

Paragem cardiorrespiratória. A vida da Paula Alexandra foi, até aos 36 anos, perfeitamente normal. Casada, com dois filhos, tratava da casa, da família, assim como colaborava nas tarefas administrativas da empresa do marido. Tinha uma vida pela frente, com projetos e sonhos, como qualquer outra pessoa. Uma vida interrompida de forma abrupta quando, em janeiro de 2014, na preparação para uma intervenção cirúrgica, sofreu uma paragem cardiorrespiratória.
As sequelas deixaram-na num estado praticamente vegetativo: sem conseguir falar ou comunicar, tetraplégica, a usar fraldas, a ser alimentada por uma sonda e a ter de ser submetida a uma traqueostomia para respirar.
Nestes últimos dois anos, tem estado presa a uma cama, sem qualquer perspetiva de melhorar. O seu corpo é a sua prisão e depende 24h/dia da ajuda de terceiros. Passou por um Centro de Reabilitação, por uma Unidade de Cuidados Continuados, por uma Clínica, mas nos últimos 15 meses é a mãe que trata da Paula a tempo inteiro.

Recuperação lenta. Apesar do tempo que já passou, familiares e um grupo de amigos não desistem e fazem tudo por um sinal de melhoras. Como se diz, “enquanto há vida, há esperança” e é essa máxima que os impele a procurar soluções que, se não podem trazer a “velha” Paula de volta, lhe proporcione, ao menos, mais qualidade de vida.
Assim, através da amiga Susana Santiago, proprietária do comércio Girassol do Futuro, em Sangalhos, a família teve conhecimento da existência de uma Clínica de Reabilitação Neurológica situada no Hospital da Ordem do Carmo, no Porto, especializada em tratar pessoas com doenças neurológicas. Um espaço onde uma equipa mista de médicos, terapeutas e outros profissionais de saúde, com vasta experiência pluridisciplinar tratam de várias patologias do foro neurológico.
A equipa é coordenada pelo médico cubano Lázaro Álvarez que, depois de realizar uma avaliação em novembro de 2015, confirmou a possibilidade de alguma recuperação vista pelos mais próximos de Paula como a derradeira tentativa para a resgatar do estado em que se encontra.
Lurdes Martins, mãe de Paula, sublinha que estão a tentar estimular algumas funções cerebrais, mas reconhece que este é um processo muito lento. A acompanhar a filha no Porto, garante que irá até onde as suas forças permitirem, pois é a única filha que tem. Nunca se conformou com o destino e juntamente com o marido, Amadeu Martins, (residentes em Recardães, Águeda) têm sido os principais responsáveis na luta pela recuperação de Paula, juntamente com outros familiares e muitos amigos, aos quais se começam agora a juntar muitos anónimos, numa enorme onda solidária.
“A recuperação é lenta, mas já é visível. A Paula reagiu muito bem ao primeiro ciclo de tratamentos (estímulos cerebrais, ozono, terapia da fala, terapia ocupacional, fisioterapia), mas precisa continuar os tratamentos”, diz Susana Santiago, amiga e grande impulsionadora da campanha “Um donativo pela Paula”.
Neste momento, a Paula está no segundo mês de um ciclo de mais 28 sessões de tratamento. O único senão é o custo mensal (6.350 euros), que os pais não podem suportar.

Onda solidária. De boca em boca ou através das redes sociais, a verdade é que se está a formar uma onda solidária na recolha de material vário para reciclar. Familiares, amigos e voluntários pedem a todos que recolham tampinhas das garrafas de plástico, latas de sumos, rolhas de cortiça, jornais, revistas, cartão. Tudo isto vale dinheiro que pode ajudar a suportar os custos com os tratamentos da Paula. “É só dizerem que têm que vou recolher. Não vamos desistir da Paula”, diz Susana Santiago, que fala de ideias e projetos a desenvolver em 2016, entre os quais um jantar concerto solidário, já no próximo dia 20 de maio, no restaurante D. Rogério (Oiã), seguindo-se uma caminhada solidária, em data a marcar.

Como pode ajudar

Conta solidária a favor da Paula
IBAN PT50003502850007465690091 BIC CGDIPTPL

Locais de recolha de material para reciclar
Centro Paroquial de Aguada de Cima, de preferência ao sábado à tarde (quando se encontra alguém), durante a semana se não tiver ninguém pode-se deixar à porta; Bombeiros Voluntários de Vagos; Café “Aposta Aqui”, fica atrás do ginásio Knock-Out Health Club, Edifício a Torre, em Aveiro, perto do Jumbo; Imobiliária GuiaImóvel em frente ao ginásio Knock-Out Health Club, Aveiro e em Sangalhos, no Girassol do Futuro e também na sede do Jornal da Bairrada, em Oliveira do Bairro.

Facebook
“Um donativo para a Paula” é o nome da página criada por familiares e amigos da Paula no Facebook. Ali é feito um apelo à generosidade de todos, mas também que todos visitem e partilhem esta página, por forma a chegarem mais longe, nesta rede solidária.

Catarina Cerca

 

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Bairrada é palco de grandes e reputados eventos vínicos

Os gloriosos tempos estão a voltar à Bairrada. Mas como nada se faz sem trabalho, há que caminhar trabalhando… Prova de que o pior já era, são as várias distinções que o sector vitivinícola tem trazido para a região. Este ano é também marcado pela realização de grandes eventos na Bairrada, o que revela o seu enorme potencial, não apenas no vinho. A região vai ser palco de três grandes eventos vínicos. O primeiro é já amanhã, com a realização da 19.ª Gala da Revista de Vinhos, na qual são consagrados ‘Os Melhores do Ano de 2015’. Seguem-se o concurso Portugal Wine Trophy e a Gala de Entrega dos Prémios do Concurso Vinhos de Portugal.
A Revista de Vinhos elegeu a Bairrada para a realização da 19.ª edição da Gala ‘Os Melhores do Ano 2015’. Este é um evento épico onde a publicação distingue os melhores vinhos provados durante o ano findo, ao mesmo tempo que atribui cerca os tão aguardados ‘Prémios Especiais’ a um conjunto de empresas e personalidades, galardoadas com as “famosas” estatuetas prateadas. A cerimónia, já conhecida como os “Óscares do Vinho”, acontece amanhã no coração da Bairrada, tendo como palco o Centro de Alto Rendimento de Sangalhos, no concelho de Anadia, reunindo cerca de 1000 pessoas do sector do vinho e da gastronomia portuguesa, sendo a maior concentração de profissionais do ramo em Portugal, conta com o apoio do Município de Anadia.
Anadia, mas desta vez a cidade, vai também ser palco de outro evento, desta vez de âmbito internacional. Referimo-nos ao ‘Wine Trophy’ – que este ano se intitula de ‘Portugal Wine Trophy 2016’ porque se realiza no nosso país –, considerado um dos mais importantes e maiores concursos mundiais de vinhos. Este ano Portugal foi o país escolhido, tendo como centro de operações o Museu do Vinho Bairrada, entre os dias 05 e 08 de Maio. Habitualmente realizado em Berlim, a edição anterior teve lugar na Coreia do Sul, em Daejeon.
Durante o mês de Maio a Bairrada volta a receber um importante acontecimento: a última prova, na qual são eleitos as Grandes Medalhas de Ouro, e a cerimónia de entrega de prémios do Concurso Vinhos de Portugal. O primeiro momento conta com a presença de sonantes nomes da crítica internacional – Dirceu Viana Júnior, Jancis Robinson e Joshua Greene – e vai ter lugar no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, e o segundo no Bussaco Palace Hotel, situado na Mata do Bussaco, no Luso.

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No Velódromo Nacional: “Óscares do Vinho” da Revista de Vinhos entregues em Sangalhos

No Velódromo Nacional: “Óscares do Vinho” da Revista de Vinhos entregues em Sangalhos

Terminado o ano de 2015, é tempo de fazer balanços, elegendo o que de melhor aconteceu no setor vitivinícola e gastronómico.
Uma tarefa que a Revista de Vinhos faz pelo 19.º ano consecutivo ao distinguir os melhores vinhos provados durante o ano findo, ao mesmo tempo que atribui as estatuetas prateadas que assinalam ‘Os Melhores do Ano’ a um conjunto de empresas e personalidades ligadas ao meio.
A cerimónia, já conhecida como os “Óscares do Vinho”, vai ter lugar na sexta-feira, dia 12 de fevereiro, na nossa região, tendo como palco o Centro de Alto Rendimento de Sangalhos.

Noite de gala, com mais de 900 participantes. O evento, que conta este ano com o apoio logístico do Município de Anadia, reúne cerca de 900 pessoas do setor do vinho e da gastronomia portuguesa, sendo a maior concentração de profissionais do ramo em Portugal.
A Gala da Revista de Vinhos é “uma noite longa”, habitualmente recheada de grandes emoções e tem um impacto muito importante neste setor. É durante o jantar que são anunciados os vencedores, frente a uma plateia com os principais agentes da fileira do vinho e da gastronomia, desde produtores de vinho, enólogos, técnicos de viticultura, escanções, empresários mas também chefes e empresários da restauração, além de outros players, vindos de todo o país. Os critérios das escolhas são exclusivamente editoriais e da responsabilidade dos jornalistas da Revista de Vinhos.

Os melhores do ano: 19 categorias. Nos vinhos, para além de serem distinguidos os melhores em cada uma das regiões em que se divide o país vinícola (“Melhores de Portugal”), a redação da Revista de Vinhos escolhe aqueles que, na sua opinião, foram os 30 melhores vinhos entre os vários milhares que foram provados durante o ano 2015.
São os cobiçados “Prémios de Excelência”, os melhores entre os melhores, que fazem sonhar os enófilos e todos os apreciadores de vinho.
Entre empresas, instituições e personalidades, a Revista de Vinhos anuncia “Os Melhores do Ano”, distinguindo-os com um troféu em prata da autoria da conhecida criadora de jóias Maria João Bahia. São 19 as categorias galardoadas (subindo ao palco pela ordem dos respetivos números): Campanha Publicitária (1); Restaurante Cozinha Tradicional Portuguesa (2); Restaurante (3); Loja Gourmet (5); Garrafeira (6); Wine Bar (7); Enoturismo (8); Organização Vitivinícola (9); Viticultura (10); Adega Cooperativa (11); Produtor Revelação (12); Produtor (13); Empresa de Vinhos Generosos (14); Empresa (15); Identidade e Caráter (16); Enólogo de Vinhos Generosos (17); Enólogo (18); e ainda 2 prémios especiais de carreira que distinguem personalidades com vida e obra reconhecida nos campos da gastronomia e vinhos, o prémio “David Lopes Ramos” (4) e o “Senhor do Vinho” (19).

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Livros: “Sangalhos de Ontem e de Hoje, a monografia que faltava

Livros: “Sangalhos de Ontem e de Hoje, a monografia que faltava

“Esta obra vem dar um excelente contributo para a construção de um futuro risonho para a freguesia e para as suas gentes. Benício Miguéis ama a sua terra e acaba de dar uma eloquente prova desse amor. Merece a nossa gratidão.” Foi desta forma que o investigador e historiador sangalhense, Luís Seabra Lopes (a quem coube a apresentação da obra) se referiu à monografia “Sangalhos de Ontem e de Hoje” e ao seu autor, o igualmente sangallhense Benício Miguéis.
A apresentação e lançamento desta monografia teve lugar no sábado, dia 12, no auditório da Junta de Freguesia de Sangalhos que se encheu de amigos e conterrâneos do autor.
Na ocasião, Luís Seabra Lopes falou das origens bastante remotas da vida de Sangalhos (séculos IX). Os presentes ficaram a saber que a referência mais antiga a Sangalios é do ano de 957 e que Sangalhos é uma vila cuja “história tem vindo a ser objeto de vários estudos e monografias desde o início do século XX”, referindo-se mais concretamente ao sangalhense Joaquim da Silveira, amante dos temas históricos e prestigiado a nível nacional sobretudo como toponimista; e de Bento Lopes, outro sangalhense, que em 1978 incluiu algumas páginas sobre Sangalhos num estudo etnográfico sobre a Bairrada e numa monografia, publicada dois anos depois, sobre o concelho de Anadia. Falou ainda dos inúmeros escritos do pároco Padre Miguel Ferreira que “publicou na sua folha dominical, entre 1984 e 1988 uma sequência de pequenos e despretensiosos estudos” sobre a história da freguesia, recorrendo sobretudo aos registos paroquiais, mas também a Luís Malheiro que, em 1997, publicou os resultados de pesquisas arqueológicas por si realizadas em Sangalhos.
O próprio Luís Seabra Lopes tem sido um estudioso sobre a freguesia, responsável por várias investigações e estudos. Nas últimas décadas as suas investigações sobre a freguesia deram origem à publicação: “A longa história de Sangalhos: uma síntese documentada”, publicada em 2011.
Sobre o autor Benício Miguéis diria ter-se debruçado sobre a história mais recente, do século XX. “Tem vindo a acumular ao longo dos anos jornais publicados em Sangalhos e recortes de jornais relativos a Sangalhos, entre outro material”.
Um livro com 510 páginas e mais de 300 fotografias que obrigou à consulta de diversas fontes. “Estamos perante o trabalho de um memorialista”, disse, avançando que nesta obra Benício Miguéis “teceu a sua narrativa partindo da sua própria vivência e das suas próprias memórias. Complementou depois essas memórias com recurso a notícias contemporâneas encontradas principalmente nos jornais e recortes que foi colecionando metodicamente ao longo de décadas”.
São 25 capítulos onde o autor fala de tudo um pouco: um resumo sobre o meio físico e as origens de Sangalhos; os órgãos autárquicos e os seus protagonistas; a Igreja Matriz, as capelas e os padres; atividades económicas; vias de comunicação, infraestruturas públicas, ensino primário e secundário, instituições de saúde e assistência social, etnografia, vida cultural e artística; desporto e associativismo; pessoas notáveis; casas e quintas com interesse. Pelo meio aparecem incontornáveis detalhes, curiosidades e pequenas estórias.
Um livro com o qual se aprende que “a primeira metade do século XX foi, tudo o indica, um ponto alto na história da freguesia, fruto talvez da construção do caminho-de-ferro, da criação da cadeira de ensino primário na freguesia, desenvolvimento do comércio e da indústria, dos setores das duas rodas e dos vinhos, do desenvolvimento social, cultural e desportivo (Teatro Paraíso, Éden Teatro, Santa Casa de Misericórdia de Sangalhos, Colégio Nacional, Sangalhos DC”.
Na ocasião António Floro, presidente da Junta de Freguesia local, destacou a importância da obra que “nasce de um sonho” e foi “concretizado pelo engenho e arte do nosso muito estimado Benício Miguéis”, autor de “um livro que é um suporte importantíssimo de conhecimento que se partilha e se dá ao mundo para os nossos filhos e os filhos deles.”
Um dia “que fica para a história da nossa freguesia”, referiu o autarca.
Parco em palavras, o autor agradeceu à Junta de Freguesia, na pessoa de António Floro e a Luís Seabra Lopes, assim como a Armor Pires Motas (amigo de longa data, que ajudou a corrigir o livro).
Catarina Cerca

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Sangalhos: Monografia “Sangalhos de ontem e de hoje”, apresentada sábado, no auditório da JF

Sangalhos: Monografia “Sangalhos de ontem e de hoje”, apresentada sábado, no auditório da JF

No próximo sábado, dia 12, vai ser apresentada a monografia, “Sangalhos de ontem e hoje”, da autoria de Benício Miguéis, cerimónia que terá lugar no auditório da Junta de Freguesia de Sangalhos, com início às 15h30. Será apresentador o historiador, investigador e docente universitário Engº. Seabra Lopes.
Benício Miguéis cumpre assim um desejo: “como sangalhense gostava que ficasse para os vindouros tudo o que tivesse possibilidade de registar sobre esta minha amada terra”, como realça na abertura do livro, que não é um livro qualquer, é enorme no formato, A4, na densidade dos temas abordados, na quantidade de páginas, exactamente 510, no número de fotografias, mais de 300.
É um registo que abarca grande diversidade de assuntos e mostra bem quanto trabalho exaustivo, quanto denodado esforço e quanta salutar coragem o autor teve para recolher em livro muita história da grande freguesia de Sangalhos, fazer memória de usos e costumes, de figuras, iniciativas, comércio e indústria.
Se Benício Miguéis de Sangalhos antigo se limita a transcrever o que algumas pessoas foram buscar a fontes a que ele não teve acesso, já o mesmo não acontece com Sangalhos no séc. XX. Para chegar onde chegou e concluir este levantamento importante para a memória futura, o autor andou muitos anos pesquisando em jornais e revistas e fazendo recorte de tudo o que falasse da freguesia.
Com paixão, com coragem, mas houve também desalentos e suportou alguns sorrisos desencorajadores. Muita coragem mesmo, pois abalançou-se a publicar esta obra sem quaisquer ajudas oficiais. Para bem da comunidade.
São 24 os capítulos: Território e Povoamento, Agricultura, Comunicações e Transportes, Luz do progresso, Sangalhos e a política, Usos e Costumes, Indústria Comércio, Etnografia, Vida cultural e artística, Publicações diversas, Ensino, Santa Casa da Misericórdia, Associativismo, Sangalhos Desporto Clube, Recordando, Profissões extintas ou em vias de extinção, à volta da igreja, Igreja de S. Vicente e capelas dos lugares, Quintas, Casas antigas, Figuras em destaque, Assuntos polémicos, Curiosidades e “Estórias” de Sangalhos do século XX – enfim, um manancial de informação para quem quer saber alguma coisa da vila de Sangalhos, um roteiro notável sob muitos aspectos.
Assim saiba entender a população este esforço, a riqueza deste trabalho que era necessário ser feito e que deve ser reconhecido pela população, marcando presença massiva neste evento no próximo sábado.
Armor Pires Mota

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Sangalhos: Velódromo lotado em concerto solidário

Sangalhos: Velódromo lotado em concerto solidário

 

José Cid, Meninos da Sacristia, Gonçalo Tavares e o fadista Victor Almeida e Silva levaram o Velódromo ao rubro na noite de sábado, dia 5 de dezembro. Numa noite inesquecível para as mais de 5 mil pessoas (número provisório) que quiseram participar neste concerto solidário a favor das IPSS’s do concelho de Anadia, a diversão, a generosidade e a segurança andaram de mãos dadas.
A JB a edil Teresa Cardoso faz, por isso, um balanço muito positivo, já que o concerto e a adesão de público superaram as melhores expetativas. “As pessoas responderam à chamada, sem receios, e ao convite das IPSS’s”, permitindo que estas, através de um trabalho bastante cuidado, quer na venda de ingressos, quer na elaboração de produtos que colocaram à venda nas barraquinhas, dentro do Velódromo, tivessem aumentado as receitas, que revertem inteiramente a seu favor.
Ainda que só hoje, quarta-feira, a câmara municipal vá reunir com as IPSS’s para fazer um balanço final do evento, tudo leva a crer que os objetivos foram largamente alcançados.
“As pessoas mostraram-se muito solidárias com as instituições”, disse a edil, destacando que as 13 barraquinhas das IPSS’s estiveram muito concorridas, tendo algumas esgotado os produtos, conseguindo-se assim “multiplicar toda a receita de bilheteira”. A edil destaca ainda a forma solidária como vários fornecedores das IPSS’s também se envolveram nesta iniciativa inédita no concelho.
No Velódromo, assistiu-se a um espetáculo de grande qualidade, que agradou a todo o público presente, mais ou menos jovem.
“José Cid conseguiu apresentar-se com um reportório para todas as idades. Os Meninos da Sacristia estiveram também muito bem e o fadista bairradino Victor Almeida e Silva, apesar de dispensar apresentações, deu-se a conhecer a muitos dos presentes”, fazendo a ponte entre a atuação dos Meninos da Sacristia e José Cid, que teve o cuidado de começar pelas músicas que o consagraram – que o público com mais idade tão bem sabe trautear – até às músicas dos álbuns mais recentes.
O concerto solidário, que terminou por volta das 00h30, é para a edil anadiense “uma experiência inédita no concelho e no Velódromo”.
“Desta experiência retiramos lições das coisas mais e menos positivas”, não fechando a porta a um novo concerto nestes moldes, em 2016. “Em 2015 este evento não estava previsto e também se concretizou. Quem sabe, se houver vontade, em 2016”.
Catarina Cerca

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Centro Escolar Sangalhos: Oitenta chapéus “de gritos” exibem criatividade de alunos

Centro Escolar Sangalhos: Oitenta chapéus “de gritos” exibem criatividade de alunos

No âmbito da celebração do “Dia das Bruxas”, o Centro Escolar de Sangalhos, do Agrupamento de Escolas de Anadia, organizou o I Concurso/Exposição de Chapéus de Bruxa(o).
A exposição esteve patente ao público de 28 a 30 de outubro, reuniu cerca de 80 chapéus elaborados pelos alunos do pré-escolar e 1.º ciclo, em conjunto com as suas famílias.
Os trabalhos expostos foram feitos em materiais reciclados, alusivos com o “Dia das Bruxas” e expostos junto à Biblioteca Escolar.
A atribuição dos prémios teve em consideração a criatividade, originalidade, a diversidade dos materiais utilizados e respeito pelo tema. A votação decorreu durante os três dias do evento, através de um boletim do voto preparado para o efeito e utilizado pelo visitante.
Esta atividade pretendeu introduzir do vocabulário alusivo ao tema, convidando os alunos a fazerem um exercício de “brainstorming” no qual aprenderam o vocabulário sobre o mesmo.
Salientamos ainda a socialização e promoção do convívio respeitando as normas estabelecidas e as regras de segurança. Finalmente, dar a conhecer a origem do “Dia das Bruxas” e explorar a criatividade e a promoção do domínio das línguas inglesa e portuguesa. Agradecemos a cooperação de todas as turmas e o envolvimento e participação de toda a comunidade escolar.
Alunos da turma E do C.E. Sangalhos

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Anadia: Acordos de cooperação assinados com dez IPSS’s

Anadia: Acordos de cooperação assinados com dez IPSS’s

Foram dez as instituições particulares de solidariedade social (IPSS) que se fizeram representar no salão nobre dos Paços do Município de Anadia, no passado dia 14 de outubro, para a assinatura, com a Câmara Municipal, de acordos de cooperação em matéria de desenvolvimento de atividades não letivas dirigidas a crianças que frequentam jardins de infância e escolas do 1.º CEB, da rede pública, do concelho de Anadia.
Estão em causa as atividades de animação e apoio à família (AAAF) e fornecimento de refeições para crianças de oito jardins de infância, bem como o apoio referente ao programa de generalização de refeições em nove escolas do 1.º ciclo do ensino básico (1.º CEB). Os 18 acordos de cooperação agora assinados possibilitam a prestação destes serviços a um total de 594 crianças, sendo 162 do pré-escolar e 432 do 1.º CEB.
Os acordos foram celebrados com a Associação Social Avelãs de Caminho, Casa do Povo de Amoreira da Gândara, Centro Social Poutena, CAS V.N. Monsarros, Centro Social e Paroquial da Moita, Centro Social N.ª S.ª do Ó de Aguim, Centro Social de Avelãs de Cima, Centro Social Paredes do Bairro, Centro Social Maria Auxiliadora de Mogofores e da Misericórdia da Freguesia de Sangalhos.

 

Câmara entrega 48.500 euros de subsídios às IPSS´s
Numa tarde de assinatura de protocolos de colaboração, as IPSS’ s foram ainda brindadas com a novidade do Concerto Solidário de Natal, cuja receita reverterá a favor das IPSS’s do concelho (ver texto ao lado), mas também com a atribuição de subsídios camarários que totalizam 48.500 euros.
O executivo aprovou a atribuição de subsídios a todas as 18 instituições de solidariedade social do concelho. Os apoios agora atribuídos pela autarquia destinam-se a contribuir para o reforço da capacidade de resposta das IPSS de Anadia no seu trabalho diário de intervenção social com vista ao auxílio às famílias, crianças, jovens, idosos, e integração social e comunitária, que se traduz na concessão de bens e na prestação de serviços.
Na ocasião, a edil recordou que as dificuldades des todas elas são diferentes, pois têm respostas sociais diferentes e número de utentes igualmente diferentes. Todas com as suas especificidades e valências o que as torna mais ou menos complexas. Por isso, o executivo adotou uma metedologia para a atribuição dos subsídios. Foi criado um critério de diferenciação em função do número de utentes.
Como explicou, “ter 15 crianças ou 15 idosos é diferente. Pode não ser um critério de todo justo, mas temos de criar essa diferenciação”, sublinhando, contudo, que “o apoio não acaba aqui. O apoio está presente as solicitações que nos vão fazendo chegar, estando a Câmara sempre disponível para vos apoiar nas várias solicitações que nos fazem”.

 

CC

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