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Conferência JB/CMOB dá pistas à economia bairradina

Conferência JB/CMOB dá pistas à economia bairradina

Abordar a economia numa altura de grandes mudanças e viragens nos mercados, aproveitar o momento menos favorável das finanças da maior parte das empresas para repensar objetivos e perspetivar novos rumos comerciais foram desafios colocados no 3.º Jantar Conferência do Jornal da Bairrada, organizado em conjunto com a Câmara Municipal de Oliveira do Bairro e subordinado ao tema “A Economia que Funciona”.

No restaurante D. Rogério, em Oiã, juntaram-se, no dia 4 de dezembro, cerca de duas centenas de participantes, numa plateia recheada de empresários, autarcas, líderes associativos, entre outras figuras proeminentes do desenvolvimento económico da Bairrada.

Daniel Bessa: Capitalização das empresas é prioritária

O ex-ministro de António Guterres, Daniel Bessa, abriu a conferência e deu enfoque ao facto de termos uma economia dicotómica no país, garantindo que “há um Portugal que está à margem da crise” e, por outro lado, “há meio país pendurado nas dívidas públicas e com a crise das finanças públicas, é o diabo”.
Para o agora diretor-geral da COTEC Portugal, dicotomia é também a marca no financiamento das empresas, argumentando que, por mais paradoxal que essa possa parecer, retrata a realidade do país, já que “há uma economia que funciona, que merece toda a confiança do sistema bancário”, mas também “há uma economia que não funciona, rejeitada pelo sistema bancário”.
Para o futuro, o ex-governante acredita que vai haver grandes dificuldades para os empresários, deixando como desafios a rentabilidade ou melhoria da balança comercial, elegendo a capitalização das empresas como “objetivo principal”, seguindo como tarefa “trabalhar a rentabilidade, depois de preocupações com a qualidade e a solidez”.

Rui Assis: Tecnologia permite testar mercado antes do investimento

Seguiu-se na conferência a intervenção de Rui Assis, responsável da área de Consultoria de Transformação de Negócios da PT Empresas, deixando o vinco de que a massificação da internet tem sido determinante para o sucesso da economia e, pegando no exemplo das empresas de hotelaria e turismo, o desenvolvimento da tecnologia levou à desintermediação, ou seja, “colocou as empresas em contacto direto com os clientes”, mas, por outro lado, criou um nicho de negócio de intermediários virtuais, que colocam novos desafios aos empresários do ramo, o que, para este responsável, faz funcionar a economia.

Carlos Coelho: Gerir uma marca é controlar uma metade e seduzir outra metade

O último orador foi Carlos Coelho, uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas. Fundador e presidente da Ivity Brand Corp, este responsável arrancou sonoras gargalhadas da plateia, que por alguns minutos foi desafiada a pensar no valor do país, nas suas marcas e identidade. E começou pela cómica alegoria de “um cão a fazer xixi na roda de um automóvel, deixando uma marca e definindo território. Os territórios estão sempre a mexer, por isso temos que estar, no mínimo, sempre a fazer xixi”.
Numa intervenção proativa e positiva sobre Portugal e os portugueses, aquele responsável apelidou o país de “extraordinário” e não se cansou de deixar casos de sucesso, entre eles a famosa onda da Nazaré surfada por McNamara: “Uma onda ao final da rua pode mudar uma economia inteira”. Os três vinhos de Portugal no lote dos quatro melhores do mundo e outros exemplos foram também mote para a intervenção de Carlos Coelho, defendendo que, já que o mundo está rendido ao nosso valor, “é altura de subir preços”.
“Portugal é um país de pequenas coisas extraordinárias”, disse Carlos Coelho, almejando ver no futuro “um alemão a trabalhar muito para poder comprar um vinho baga português”. “Esta é a altura para sonhar, fazer coisas que os outros não fazem”, concluiu.
No encerramento da iniciativa, o presidente da Câmara de Oliveira do Bairro, Mário João Oliveira, congratulou-se com o elevado número de presenças, entre as quais os seus congéneres de Cantanhede e Vagos – e vereadores dos restantes municípios bairradinos – com a qualidade dos oradores e com o facto daquela noite ter permitido abordar melhor termos como “tecnologia, valor, competitividade e, sobretudo, falar bem das potencialidades do nosso país”.
O 3.º Jantar Conferência JB/CMOB contou com com o Alto Patrocínio da PT Empresas e os apoios da Associação Comercial e Industrial da Bairrada (ACIB) e da Associação da Empresarial de Águeda (AEA).

João Paulo Teles

Reportagem completa na edição impressa ou digital do Jornal da Bairrada de 11/12/2014

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Mico da Câmara apresenta CD de Fados

Mico da Câmara Pereira vai fazer um espetáculo de apresentação do seu novo CD, que se intitula FADO MEU, no Centro Cultural Prof. Élio Martins, Silveiro, no dia 31 de janeiro de 2015, pelas 21h30.
Depois de ter editado “À Sombra da Luta (1999)” e “Por viver Assim”, este é o primeiro CD de fado, editado por Mico da Câmara Pereira.
Neste trabalho participam convidados como Luís Represas, Mafalda Arnauth, Olga Prats, Noa, Samanta Castilho, Silvestre Fonseca e os irmãos Francisca, Nuno e Gonçalo da Câmara Pereira. Neste concerto, os convidados não participam mas são interpretados todos os temas do CD, bem como alguns de CD anteriores.
Está a ser um CD muito aguardado pelo meio fadista e pela crítica especializada, a que se poderá assistir pelo preço de 10 euros.

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Oiã: Nem a chuva estragou o Encontro de Sopas do Centro Social

Oiã: Nem a chuva estragou o Encontro de Sopas do Centro Social

Mais do que um encontro de sopas, foi um encontro de amigos, de amigos da instituição, de gente que sabe ser e quer ser solidária. Por isso, foi uma Festa. Marcaram presença centenas de pessoas, um pouco mais do que o ano passado. Algumas pela primeira vez. Tudo isto, apesar de todos os contratempos, a começar pelo facto de toda a grande publicidade, colocada em locais estratégicos, ter desaparecido, milagrosamente, na semana que antecedeu a das sopas. Pura coincidência por parte da Junta Autónoma das Estradas ou por mais uma denúncia, uma das muitas que têm perseguido a direcção, ou melhor, a instituição. Seja como for (os dirigentes não investiram muito nesta área, dentro de uma lógica de contenção de despesas), apareceram sopas, das mais diversas proveniências (concelhos de Oliveira do Bairro, Aveiro, Águeda, Anadia, Vagos e Águeda e até de Coimbra, para não falar de instituições e particulares, do CSO, para dar o exemplo, dos mais diversos sabores, predominando as de peixe, mas todas recomendáveis).
Além disso, de novo, se verificou uma grande solidariedade, com a oferta de fornadas de pão, diverso tipo de doçaria de particulares e de quem trabalha na instituição, tudo se vendendo. Por cima de tudo isto, as papas de abóbora que estavam “divinais”, castanhas e jeropiga, compondo o estômago e enchendo o espírito de alegrias. Tudo teve um ar festivo, mas tudo deu muito trabalho, imenso trabalho. Como sempre. Foi notada a boa organização (ao cuidado de Cláudia, Maricela e Emília, coadjuvadas pelas educadoras e auxiliares e alguns elementos da Direcção, e não só, nos trabalhos mais pesados de logística, quer no que diz respeito ao longo da comprida mesa das sopas em forma de L, tal a abundância, quer o bar, quer também o balcão da doçaria e do pão cozido. Justo é dizer-se que houve também uma boa ajuda da parte do grupo de Escuteiros de S. Simão, no serviço de entradas ou no serviço da distribuição das sopas, de concha na mão, em vez do cajado.
Para animar a festa, que foi realmente este encontro de sopas e de amigos, exibiram-se um grupo de gaitas de foles e um malabarista e cuspidor de fogo; também um duo de falsos frades, verdadeiro era o néctar que seguia dentro de uma velha panela de ferro, transportada num carro de mão, carregado com produtos hortícolas. Mais para o fim, música ao vivo, não faltando o karaoke. Marcou presença o presidente da Câmara, Mário João Oliveira, o presidente da União de Freguesias e representantes da Junta de Oiã. No uso da palavra, o presidente da Direcção, Carlos Réu, mostrou o regozijo pelo bom decurso do evento e Mário João mostrou abertura para ajudar desta forma (cedência do pavilhão) e outras instituições em iniciativas do género, com a finalidade da realização de fundos através da ajuda dos cidadãos.
Alguns, ao despedirem-se, diziam até ao ano, o que é muito significativo. No próximo número deste semanário, prestaremos contas públicas, quanto a entradas, despesas e receitas. Para que conste e não haja dúvidas nem temerários juízos.
Armor Pires Mota

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Bar encerra após consecutivos assaltos

O DC Bar, localizado no Parque do Silveiro, vai fechar após ter sido assaltado na madrugada da última sexta-feira. É o segundo assalto ocorrido no espaço de três meses. Os prejuízos ascendem aos 5 mil euros.
Sérgio Loureiro, proprietário do Bar, diz estar cansado dos consecutivos assaltos e que, agora, não consegue aguentar os prejuízos.
Este empresário conta que, na noite anterior ao assalto, os assaltantes passaram pelo bar e arrancaram os parafusos de uma grade de proteção, o que levantou algumas desconfianças de que poderia ser assaltado em breve. “Fui à GNR dar conta do sucedido, mas eles não têm militares suficientes para patrulharem a zona, pelo que contactei o guarda-noturno para passar por aqui. E foi mesmo ele que acabaria por descobrir que tinha sido assaltado”, explica o responsável.

Leia mais na versão digital do seu JB.

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O.Bairro: Premiados o mérito, a disciplina, a dedicação e a vontade de 16 alunos do concelho

O.Bairro: Premiados o mérito, a disciplina, a dedicação e a vontade de 16 alunos do concelho

O Quartel das Artes Dr. Alípio Sol serviu de palco, pela primeira vez, a mais uma edição dos Prémios Escolares Jornal da Bairrada 2013/2014, desta feita a 11.ª. E tão importante e significativo evento não poderia ter sido acolhido em melhor local. Este novo espaço vocacionado para a cultura e para as artes, único na região e recentemente inaugurado, foi assim, na tarde da última sexta-feira, dia 10, também a casa da Educação, recebendo a comunidade educativa oliveirense, que viu ser premiado “o mérito, a disciplina, a força de vontade, o dever cumprido e o exemplo”, como destacou, no momento de abertura do evento, Oriana Pataco, diretora do Jornal da Bairrada.

Lamentável ausência da tutela. A responsável deste semanário regional não deixou de lamentar que, pela primeira vez, em 11 anos, não tenha marcado presença na cerimónia um representante do poder central.
De facto, os Prémios Escolares já foram, no passado, presididos – dada a sua importância e significado – por Isabel Alçada (2010) e Nuno Crato (2008), altura em que era presidente da Associação Portuguesa de Matemática. “Hoje, muito nos honraria recebê-lo enquanto ministro da Educação, convite que vimos reiteradamente fazendo, desde que iniciou funções em 2011. Três anos volvidos, ainda não foi possível, sendo que este ano, não está sequer presente um Secretário de Estado nem mesmo um representante da DGEstE – Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares”, diria a diretora do Jornal da Bairrada em jeito de desabafo.
Na presença de Manuel Nunes e Mário João Oliveira, respetivamente presidentes da Assembleia Municipal e da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, de Joana Abrantes, neta do Comendador Almeida Roque (presente em sua representação) e do orador convidado, (Professor Doutor) Carlos Fiolhais, Oriana Pataco destacou ainda a importância do prémio que este ano “fica na história do Jornal da Bairrada”, não só porque este semanário foi, no decorrer deste ano, reconhecido com o Prémio Gazeta (galardão de maior prestígio na área da comunicação social), mas porque esta 11.ª edição distribuiu 5 mil euros pelos 16 melhores alunos de Português e de Matemática, do 9.º e 12.º anos, dos estabelecimentos de ensino do concelho de Oliveira do Bairro (Escola Secundária de Oliveira do Bairro, EB 2/3 Dr. Fernando Peixinho de Oiã e Instituto de Promoção Social de Bustos). Uma atribuição possível graças àquele que é o mais importante mecenas da região, o Comendador Almeida Roque que, ano após ano, tem acarinhado e apadrinhado a cerimónia. Pena que em dia de festa e numa tarde em que tantos alunos não têm aulas no concelho, os estabelecimentos de ensino local não tenham ainda conseguido despertar aos alunos interesse por esta cerimónia. Poderiam, com a sua presença, dar um outro brilho à entrega de prémios, assim como mostrar que estão ao lado dos colegas e companheiros de estudo numa hora tão importante para os premiados, que são também um exemplo para os seus pares, ao nível do comportamento moral e cívico.

Um exemplo para os jovens. Na ocasião e perante a plateia, que integrou alunos premiados, pais e familiares e alguns docentes, Manuel Nunes frisou que esta é já uma data marcante e histórica no concelho, “que distingue o mérito, a dedicação e o trabalho dos jovens do concelho ao longo de cada ano escolar” e salientou a importância de demonstrar e deixar exemplo do que cada um pode fazer no ensino e na educação. Por isso, é seu entendimento que “devemos, enquanto comunidade local, continuar a privilegiar este tipo de iniciativas que promovam o mérito. Temos de ser capazes de transmitir aos jovens que o bom pode surgir no futuro, e ser alicerçado nas premissas do trabalho, da dedicação e do empenho em prol da aquisição de mais conhecimento.” Ao JB agradeceria ainda por manter viva esta iniciativa, mas também por estar a ter, uma vez mais, uma intervenção decisiva na qualidade dos oliveirenses que se continuam a destacar no país e no mundo. “Jovens, continuem nesse rumo pois é ele que vos vai levar ao ponto mais alto a que podem aspirar, neste futuro cada vez mais exigente e difícil”, concluiria.

Divertida aula de Física. Carlos Fiolhais, professor catedrático no Departamento de Física da Universidade de Coimbra, deu uma brevíssima aula sobre física, ou melhor dizendo, sobre a relação da eletricidade com o magnetismo (séculos XVIII e XIX) .
“Se hoje somos o que somos, é porque no passado houve outros que contribuíram para isso”, disse salientando que “o avanço científico teve consequências enormes e mudou a vida de todos”, e hoje somos beneficiários da tecnologia do passado que envolveu a criatividade e o esforço humano.
O tema apresentado, “O casamento da eletricidade com o magnetismo: das pernas de rã de Galvani à rádio de Marconi”, permitiu à plateia ficar com uma noção da evolução da eletricidade e a sua relação com o magnetismo.
De uma forma lúdica, desfiou o nome de vários cientistas que marcaram esta evolução: Luigi Galvani, Alessandro Volta, Hans Oersted, Faraday, James Maxwell, Thomas Edison, Heinrich Hertz, Guglielmo Marconi e ainda Albert Einstein.

“Apostar na Educação é sempre uma aposta vencedora”. A encerrar, o autarca Mário João Oliveira recordou o grande pilar e aposta do município na Educação, aplaudindo as iniciativas realizadas neste âmbito, com especial enfoque para o apoio do Comendador Almeida Roque, que “tanto tem feito por este município.” E ciente de que, ao premiar-se o mérito se nivela por cima, defendeu que ninguém pode ficar indiferente, sobretudo neste concelho que tem “excelentes estabelecimentos de ensino, diretores de escolas muito bons e ótimos profissionais a lecionar”, que “moldam, são exemplo e orgulho para muitos alunos”. Para o autarca oliveirense, tal esforço e dedicação de todos “está à vista”, apontando para o grupo de jovens excecionais acabados de premiar: “apostar na Educação é sempre uma aposta vencedora para uma autarquia”. Deixou ainda uma palavra de reconhecimento aos pais “pelo empenho e dedicação”, mas também pelo facto de alguns estarem agora a materializar nos filhos, com satisfação e orgulho, a formação a que não conseguiram aceder.
Durante a cerimónia subiram ao palco, para dois apontamentos culturais, alunos do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro, que frequentam o ensino articulado na Escola de Artes da Bairrada (Beatriz Direito e Ana Pereira) e um grupo de alunos do IPSB (António Diogo; Marta Cruz; Beatriz Lourenço; Cláudia Guedes e Gustavo Ferreira).

Premiados

9.º ano

Escola Secundária de Oliveira do Bairro

1.º Beatriz Correia Rodrigues – 300 euros (Português/Matemática)

2.º José Bernardo da Silva Belo Zeferino – 200 euros (Português/Matemática)

3.º Ana Margarida Nunes Araújo – 125 euros (Português/Matemática)

3.º Inês Seabra Ferreira – 125 euros (Português/Matemática)

EB 2/3 Dr. Fernando Peixinho – Oiã

1.º Milene Martins Marques – 300 euros (Português/Matemática)

2.º Márcia Jesus Pires – 200 euros (Português/Matemática)

3.º Bruno Miguel da Silva Henriques – 125 euros (Português/Matemática)

IPSB

1.º João Pedro Vieira Pinhal – 300 euros (Português/Matemática)

2.º Henrique Rafael Freitas Tavares – 200 euros (Português/Matemática)

3.º Francisca Maniés Henriques Silva – 125 euros (Português/Matemática)

12.º ano

Escola Secundária de Oliveira do Bairro

1.º Elodie Morais Oliveira – 500 euros (Matemática)

2.º Andreia Filipa Campos dos Santos – 500 euros (Português)

IPSB

1.º Ana Gaio Pereira – 500 euros (Matemática)

1.º Sara Vanessa Mota Vida – 500 euros (Matemática)

1.º Roberto Silva Carvalho – 500 euros (Matemática)

1.º Marta Miguel Costa Abrantes – 500 euros (Português)

Catarina Cerca

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Ricardo Ribeiro é um dos produtores executivos mais talentosos do mundo

Ricardo Ribeiro é um dos produtores executivos mais talentosos do mundo

O produtor executivo de espetáculos (production manager) Ricardo Ribeiro, natural de Oiã, mas a viver em Los Angeles, nos Estados Unidos, e atualmente em Tourné com a banda “30 Seconds To Mars”, é o vencedor do Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa. Trata-se de uma iniciativa que celebra este ano a sua 7.ª edição e que pretende distinguir cidadãos portugueses que, pela sua capacidade empreendedora e inovadora, têm destaque fora de Portugal nas suas atividades.

Ricardo nasceu em Oiã, está na casa dos 30 anos, mas com uma visão diferente do que, normalmente, os jovens pretendem para o seu futuro. Tirou um curso de Autocad para trabalhar em engenharia e arquitetura no Departamento de Matemática da Universidade de Aveiro, e não as licenciaturas, porque queria começar logo a fazer coisas. Hoje, com esse “know-how”, decifra os projetos de planificação e design dos espetáculos.

Em 2002, com 20 anos, foi para Londres. Uma decisão que de certa forma foi inspirada pela sua avó, que viveu em França.

Chegou num sábado a Londres e na segunda-feira já estava a tentar a sua sorte no London Astoria, uma das mais míticas casas da capital inglesa. “Fui lá perguntar se tinham um lugar para mim e consegui trabalho no bar. Não estava à espera, mas foi a minha rampa de lançamento”, afirmou ao JB Ricardo Ribeiro, na sexta-feira, quando estava a ultimar mais um concerto da banda “30 Seconds to Mars”, em Roma, Itália.

Três meses depois, era supervisor e ao nono mês passou para a equipa de palco para logo se tornar assistente de “stage manager”, cargo que ocupou até o Astoria fechar, em 2009. “Durante este tempo, trabalhei com nomes grandes que passaram por esta mítica sala de espetáculos. Passaram nomes tão famosos como a Madonna ou mesmo a banda Rolling Stones”, acrescentou.

Entretanto, o cargo de “stage manager” transformou-se no “Production Manager “(Produtor Executivo) quando começou a ser reconhecido profissionalmente, e a trabalhar pelo próprio nome.

Ricardo foi viver para Los Angeles, mesmo ao fundo da colina, “por baixo do sinal de Hollywood”, mas esteve muito pouco em casa porque se seguiram tournées com Raphael Saadiq (com quem conheceu Stevie Wonder, Earth Wind & Fire e Jennifer Hudson) ou trabalhos como production manager para Mick Jagger na primeira participação deste nos Grammy Awards. “O trabalho com Mick Jagger foi dos que mais me marcou”, confessou ao Jornal da Bairrada.

Sucesso

Hoje, Ricardo Ribeiro construiu uma empresa ligada ao mundo do “show business” com um volume de negócios de 57,7 milhões de euros. De uma forma direta, tem debaixo da sua alçada uma equipa de 60 pessoas. Nos espetáculos, esta equipa pode chegar aos 120. Nada pode falhar em cada espetáculo. É tudo da sua responsabilidade. Enquanto algum material segue por terra, outro segue pelo mar.

Ricardo não tem dúvidas de que a sua vida é uma grande aventura, num trabalho extremamente exigente. Diz ainda não saber quantos países percorreu ou quantas voltas já deu ao mundo. No dia em que o entrevistávamos, estava em Roma. No dia em que este jornal está em distribuição, Ricardo encontra-se na Alemanha e no dia seguinte na República Checa [para ver os últimos meses da tour http://www.thirtysecondstomars.com/tour].

Diz não pretender parar tão depressa, pois “é todo um conhecimento obtido, ao longo destes anos, que não merece descanso”. Confessa, no entanto, que “quando esta digressão terminar, vou dois meses para uma ilha deserta”.

Pedro Fontes da Costa

pedro@jb.pt

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Vandalismo no Campo de Futebol e na Igreja

Casas particulares, viaturas, a igreja matriz de Oiã e as instalações da Associação Desportiva de Oiã não escaparam a atos de vandalismo praticados, na noite da penúltima segunda-feira para terça, em Oiã. As pinturas terão, segundo comentários na rede social Facebook, nomeadamente na página da Paróquia de Oia, sido feitas por um grupo de rapazes de Oiã (Boys Kru Oiã), também intitulados “Zona O”.
Num post da página da Paroquia de Oiã no facebook, que reúne mais de 30 comentários de revolta, está escrito que é “muito fácil” identificar os elementos, pois “basta perguntar à nossa juventude e eles identificam logo quem são os membros do «Zona O»”.
O padre Mário Ferreira, pároco de Oiã, diz não entender a motivação que está por detrás dos atos que provocaram danos, principalmente nas pedras de Ançã, colocadas na frontaria da igreja e que já têm mais de um século. “Estamos a procurar uma empresa especializada para remover as pinturas”, afirmou o pároco, sublinhando nada saber relativamente aos autores de semelhante ato.
Já Laura Vela, da direção da Associação desportiva, conta que os prejuízos são elevados, e que “nos obrigam a avançar de imediato com a pintura da zona das bancadas, onde os nomes escritos não podem ficar lá”. “Até dentro dos balneários foram feitas inscrições com tinta, o que nos obriga a efetuar uma despesa extra”, acrescentou Laura Vela.
A GNR de Oliveira do Bairro tomou conta da ocorrência.

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Comissão de utentes para defender serviço de saúde

Um grupo de cidadãos de Oiã formou uma Comissão de Utentes, como forma de dar voz às reivindicações da população pelo direito a cuidados de saúde com qualidade, nomeadamente no Centro de Saúde local.
De acordo com Fernando Picanço, “em face da crescente degradação dos cuidados de saúde na freguesia de Oiã, apesar do empenho com que os profissionais de saúde procuram minorar os efeitos da falta de meios humanos e materiais que se verifica na Extensão de Saúde local, decidimos formar uma Comissão de Utentes para dar voz às reivindicações da população”.
“Com efeito, para além da falta de médicos para assistir adequadamente todos os utentes, assiste-se também a inadmissíveis faltas de material básico para a prestação de cuidados de saúde, sendo cada vez mais os casos em que têm de ser os próprios doentes, para poderem ser tratados, a levar de casa pomadas, gaze, seringas, comprimidos e outros medicamentos de uso corrente”, esclarece Fernando Picanço.
Este responsável explica ainda que “a comissão de utentes está a recolher mais informação sobre problemas relacionados com a prestação de serviços públicos de saúde na freguesia de Oiã, no seguimento da qual irá procurar reunir com as entidades responsáveis para expor os problemas levantados e as reivindicações dos utentes”.
Fernando Picanço acrescenta ainda que “a comissão de utentes teve como primeiros promotores Ana Barroco, Artur Ramísio, Carlos Carvalho, César Simões, Eduardo Marques, Fernando Picanço, Graça Silva, Lurdes Palma, Paulo Pereira e Rui Neves, mas logo nas primeiras horas da sua divulgação nas redes sociais aderiram à comissão mais de uma centena de cidadãos”.
A Comissão de Utentes, que é aberta à participação de todos os cidadãos que nela queiram participar, apela a que sejam enviadas opiniões sobre as ações a desenvolver, com casos que tenha conhecimento, para o e-mail: cuspob@gmail.com

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460 autos elaborados em operação a stands de carros

O Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana de Aveiro fiscalizou, na penúltima quinta-feira, dia 30 de janeiro, 145 estabelecimentos comerciais, especialmente direcionados para a venda de veículos automóveis usados (stands), com a finalidade principal de verificar o cumprimento das normas que regem o setor e se os direitos do consumidor se encontram devidamente salvaguardados.
De acordo com a GNR, foram elaborados 460 autos por contraordenação pela prática de diversas infrações, entre as quais se destacam a falta de alvará, inscrição no cadastro de estabelecimentos comerciais, falta de prestação de informações obrigatórias ao cliente, uso de formas de publicidade proibidas, irregularidades relacionadas com o Livro de Reclamações; incumprimento do horário de funcionamento; falta de autorização da autoridade competente para venda de veículos na via pública e incumprimento da legislação ambiental.
Foram ainda levantados dois processos-crime por reprodução ilegítima de programa protegido, tendo sido apreendidas duas máquinas de jogo de fortuna ou azar, e ainda foi elaborado um autonotícia por suspeita de tráfico/viciação de viatura.
Na operação estiveram envolvidos 162 militares de todos os Postos Territoriais do Comando Territorial de Aveiro, bem como militares da estrutura de Investigação Criminal e do Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente.

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Dona Crise é rainha do carnaval que tem entradas grátis

A Rainha do Carnaval de Oiã, que se realiza nos dias 2 e 4 de março, respetivamente domingo e terça-feira, é a Dona Crise, anunciou a Associação de Carnaval de Oiã.
De acordo com a organização, o percurso será igual ao dos anteriores e terá como atração a “Dona Crise”, pelo que não serão cobradas entradas. “Acreditamos que podemos dignificar Oiã com mais um grandioso evento que traz imensa gente à nossa terra. Será um Carnaval mais “saloio”, mas que vai ao encontro das raízes do Carnaval de Oiã”, explica Sérgio Lopes, da Associação de Carnaval.
Sérgio Lopes apela ao voluntariado que será necessário para prestar auxílio em diversas tarefas.

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