Recortes.pt Leia no Recortes.pt

Arquivo | Vagos

Detido suspeito de incêndio em Vagos

Detido suspeito de incêndio em Vagos

A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Aveiro, deteve um homem de 55 anos, servente da construção civil, suspeito da autoria de um crime de incêndio florestal, ocorrido no concelho de Vagos no final da tarde da passada sexta-feira.

Segundo a PJ, o detido, que tem problemas de alcoolismo, deslocou-se para o local de bicicleta, tendo iniciado o incêndio com um isqueiro e combustível acelerante, provavelmente gasolina.

Foram consumidos cerca de 9.000m2 de mato, eucaliptos e pinheiros adultos, tendo sido colocada em perigo a mata nacional adjacente, que se inicia do outro lado de um estradão, não tendo sido causados danos mais avultados porque os populares deram de imediato o alerta e o fogo foi prontamente combatido pelos bombeiros.

O detido, sem antecedentes criminais, vai ser presente às Autoridades Judiciárias competentes para primeiro interrogatório e eventual aplicação de medidas de coação.

No corrente ano a Polícia Judiciária já identificou e deteve 41 pessoas pela autoria do crime de incêndio florestal.

Posted in Por Terras da Bairrada, Vagos0 Comentários

Praia da Vagueira já tem Wi-Fi

A NOS instalou Wi-Fi na praia da Vagueira. Esta novidade, em plena época balnear, resulta de uma parceria entre a NOS e a Wavecom, empresa especializada em soluções wireless sedeada na região, aceitando o desafio lançado pela Câmara Municipal de Vagos.

Ao longo de toda a praia da Vagueira, numa extensão de mais de 2 quilómetros, foram instalados vários pontos de acesso, que permitirá a todos os utilizadores o acesso à Internet de forma simples e rápida. Trata-se da primeira vez que esta praia tem Wi-Fi disponível aos seus utentes, sendo que o serviço ficará disponível durante todo o ano, para além do período de Verão.

Este projeto tem por base uma solução diferenciadora, pois conta com um acesso de alto débito dedicado assim como um Sistema de Gestão Centralizado na cloud. Desta forma, os utilizadores do Wi-Fi Público têm acesso a um serviço de alta qualidade e fiabilidade, garantindo a Câmara Municipal de Vagos a segurança da navegação e utilização dos dados a partir de qualquer local e em qualquer altura.

A implementação deste serviço numa das praias mais procuradas da região assume-se como um passo relevante da Câmara Municipal de Vagos integrado no âmbito do projeto Smart Cities, no qual conta com o contributo da NOS.

O desafio deste projeto foi lançado à NOS e Wavecom no seguimento da forte adesão dos utentes da Praia da Vagueira a um serviço piloto lançado pelo Município. Com base no sucesso do piloto, a Câmara Municipal de Vagos sentiu que estava na hora da evolução adquirindo um serviço com caraterísticas técnicas mais evoluídas, de qualidade garantida, com potencial de evolução e ações de Marketing.

O objetivo é, assim, tornar Vagos numa vila inteligente, dotando as suas infraestruturas de soluções mais flexíveis e ajustadas, dando resposta às necessidades da população e tirando partido das oportunidades, como é o caso da zona balnear, agora com acesso wireless disponível.

Para Silvério Regalado, presidente da Câmara Municipal de Vagos, “trata-se de uma grande conquista para o Município, uma vez que apresenta mais uma oferta distintiva da nossa praia da Vagueira em relação às demais. Além disso e com a associação do município a uma marca de prestigio como é a NOS, melhora ainda mais a imagem externa do município. Para mais numa área tão importante e em que Vagos tem vindo a apostar, que é a área das Smart Cities. Também nesta aqui o município de Vagos quer e sente que está, no pelotão da frente”.

Por sua vez, este trabalho de parceria surge integrado no projeto Smart Cities da NOS, cuja relevância é destacada por João Ricardo Moreira, administrador da NOS Comunicações que afirma “ser este mais um projeto de colaboração com a autarquia de Vagos que promove a qualidade de vida dos cidadãos e as experiências tecnológicas onde quer que estas sejam úteis”.

Posted in Por Terras da Bairrada, Vagos0 Comentários

Nacional de Bodysurf vai até à Vagueira

A Praia da Vagueira pode apurar o novo campeão nacional de Bodysurf.

Com três etapas decorridas no Campeonato Nacional de Bodysurf em 2016, em Carcavelos, Costa de Caparica e Santa Cruz, o título de campeão nacional está ao rubro e promete uma etapa cheia de emoção já este sábado, dia 20 de agosto, na Praia da Vagueira, e onde o líder do ranking é o vaguense Miguel Rocha.

As expectativas são muitas para Miguel Rocha, que disse à imprensa que “é com muito orgulho que vos recebo na melhor praia do mundo, a Vagueira! É a minha casa, sei que vou ter a grande claque em máxima força e espero poder dar-lhes este título que tanto merecemos”.

Apesar de os favoritos estarem bem colocados para atingir o titulo, a realidade é que Ruben Cotrim (13.º no ranking), inclusive, e os restantes atletas até ao primeiro lugar podem ainda sagrar-se campeões, embora tendo sempre em conta os resultados dos quatro primeiros, que é expectável que façam mais que o 25º lugar. Mas… nunca se sabe.

Em suma, dos 52 rankeados, a luta pelo título tem 17 atletas à entrada da quarta etapa do circuito.

Neste momento os dez primeiros atletas do ranking são:
01. Miguel Rocha – 2530 pontos
02. Nuno Mesquita – 2320 pontos
03. António Stott -2220 pontos
04. Pedro Collaço – 2170 pontos
05. Gonçalo Tita -2025 pontos
06. Gonçalo Faria -1725 pontos
07. Rodrigo Carrajola – 1510 pontos
07. Pedro Antunes -1510 pontos
09. Miguel Arrobas -1455 pontos
09. João Simões -1455 pontos

Apesar de existirem ainda quatro inscrições disponíveis, a etapa da Vagueira espera casa cheia e um programa recheado de atividades.

Este ano o Campeonato Nacional de Bodysurf conta com cinco etapas. A quinta etapa “Peniche Pro” decorre no dia 10 de setembro, na Praia de Supertubos, em Peniche.
As inscrições encontram-se abertas em: www.bodysurfportugal.com

Posted in Por Terras da Bairrada, Vagos0 Comentários

Vagos: Paulo Pimentel é o novo diretor da EPADRV

Vagos: Paulo Pimentel é o novo diretor da EPADRV

Paulo Jorge Abreu Pimentel é o novo diretor da Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural (EPADR) de Vagos. Venceu, pela diferença mínima (oito votos contra sete), as eleições realizadas no passado dia 25 de julho. O resultado do escrutínio já foi comunicado, por email, ao diretor-geral da Administração Escolar.
O novo dirigente, que há anos leciona em Águeda, vai suceder a Fernando Santos, que se encontrava à frente da instituição desde 2004, e que em abril deste ano apresentou a demissão, por motivos que nunca foram revelados. A gestão corrente da EPADR está, para já, a cargo da subdiretora, Oriana Marcelino, que chamou para adjunto Paulo Alves.
Natural e residente em Vagos, Paulo Pimental levou a melhor sobre a presidente do Conselho Geral daquele estabelecimento de ensino. Filomena Jesus Martins, que teve de renunciar ao cargo para poder ser admitida ao processo concursal, vai continuar, ao que apurou este jornal, a exercer a mesma função. Quanto ao terceiro candidato, João Queiroz Pinto, não obteve qualquer voto.
A eleição decorreu sem incidentes, tendo votado a totalidade dos quinze membros que integram o Conselho Geral – representantes do pessoal docente (5), não docente (1), pais e encarregados de educação (3), alunos (1), Santa Casa da Misericórdia de Vagos (1), Núcleo Empresarial de Vagos (1), e município de Vagos (3) enquanto entidade promotora.

Currículo. Do currículo de Paulo Pimentel, consta a presidência, durante sucessivos mandatos, da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco (CPCJ) de Vagos. Foi eleito em maio de 2007, quando já integrava a comissão restrita daquele órgão, em representação do Ministério da Educação. “Aceitei o cargo para trabalhar em equipa, em prol das crianças e jovens deste concelho, mas sem politiquices”, declarou, na altura.
Paralelamente, fez também parte, com Jorge Camarneiro e Ana Maria Calado, do conselho diretivo do Agrupamento de Escolas de Vagos, então liderado por Júlio Castro, tendo sido eleito por cerca de 88 por cento de votos, num universo de 270 eleitores.
Eduardo Jaques
Colaborador05

Posted in Por Terras da Bairrada, Vagos0 Comentários

Atraso na edição do Jornal da Bairrada

Devido a constrangimentos técnicos na nossa infraestrutura de dados, a edição do Jornal da Bairrada, tanto na sua versão em papel, como na edição digital, chegará com atraso aos nossos leitores, pelo que pedimos desculpas e apelamos à vossa compreensão. Obrigado.

Posted in Águeda, Bairradinos no Mundo, Cantanhede, Desporto, Destaque, Mealhada, Oliveira do Bairro, Por Terras da Bairrada, Região, Vagos0 Comentários

Vagos Metal Fest ambiciona ser festival de referência a nível ibérico

Vagos Metal Fest ambiciona ser festival de referência a nível ibérico

vagos_metal fest

O cartaz ainda não está fechado, mas já se sabe que a histórica banda de power metal Helloween vai regressar a Portugal e será o cabeça de cartaz do segundo dia do Vagos Metal Fest. Nos dias 13 e 14 de agosto, a Quinta do Ega, em Vagos, vai voltar a ser o ponto de encontro dos aficionados do heavy metal.
Na sexta-feira, dia 17 de junho, o Município de Vagos e as duas empresas promotoras do evento – Metrónomo e Amazing Events – confirmaram os nomes já fechados do cartaz, que inclui algumas bandas nacionais e até uma da região, Godvlad.
Helloween, Thrash Metal, Dark Funeral, Discharge, RAMP, Godvlad, Tribulation e ainda os portugueses Bizarra Locomotiva e Heavenwood são portanto as primeiras confirmações deste festival.

Toda a reportagem na edição de 23 de junho de 2016 do Jornal da Bairrada

Posted in Destaque, Por Terras da Bairrada, Vagos1 Comentário

5.º Jantar Conferência Jornal da Bairrada em Vagos: “Tudo o que corre bem a Vagos, é bom para Portugal”

5.º Jantar Conferência Jornal da Bairrada em Vagos: “Tudo o que corre bem a Vagos, é bom para Portugal”

O Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, destacou o exemplo do Município de Vagos “na revolução positiva que está a acontecer na indústria portuguesa”.
No 5.º Jantar Conferência do Jornal da Bairrada, realizado pela primeira vez em Vagos e em parceria com o Município, o Secretário de Estado parabenizou Silvério Regalado pelo “bom trabalho” realizado na área económica.

“Vocês são uns sortudos, não há muitos presidentes da Câmara como este.” Foi desta forma informal e revelando desde logo uma grande proximidade com Silvério Regalado, que o Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, se dirigiu a uma plateia de centena e meia de empresários, que participavam no 5.º jantar-conferência do Jornal da Bairrada, em Vagos, na penúltima quarta-feira, dia 1 de junho.A iniciativa contou ainda com a participação de Victor Neto, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro, e de José Couto, presidente do Conselho Empresarial do Centro (CEC).
Confessando que, desde a sua tomada de posse, mantém uma relação muito próxima com o presidente da Câmara de Vagos, João Vasconcelos teceu-lhe rasgados elogios, congratulando-o pelo seu trabalho. “A maneira como ele defende os vossos interesses, a maneira como ele luta pela atração de investimento para Vagos, a maneira como ele luta pelas empresas que já cá estão… é muito raro encontrar um presidente da câmara assim. És um dos melhores exemplos que conheço no país, desta nova geração de autarcas, que tem como prioridade não só o espaço público e a componente social, mas também uma componente económica, no apoio ao empreendedorismo, no apoio ao empresário e na criação de condições de qualidade de vida para atrair mais quadros para essas empresas.” Por tudo isso, deu os parabéns a Silvério Regalado, sublinhando que “tudo o que corre bem a Vagos, é bom para Portugal”.
Antes ainda de se dirigir ao restaurante O Barracão, onde decorreu o jantar, o Secretário de Estado passou pela Zona Industrial de Vagos, afirmando ter ficado com a ideia “que estamos num país diferente daquele que se ouve em Lisboa ou quando ligamos as televisões”. Admitiu que há problemas para resolver, de infraestruturas, custos de energia, etc., mas “há uma revolução a acontecer na indústria portuguesa e Vagos é um ótimo exemplo disso”. “Infelizmente, essa revolução é silenciosa, mas eu estarei cá para a testemunhar, do lado do governo sabemos aquilo que vocês estão a fazer todos os dias”, destacou.

Tecido empresarial aveirense “é irrequieto e ambicioso”. Frisando que estava na região pela 14.ª vez, o Secretário de Estado enalteceu o facto de Aveiro ser hoje “o terceiro maior distrito do país em volume de negócios, em valor acrescentado e em exportações”. Conhecedor do tecido empresarial da região, realçaria o facto de a região ter sabido manter a indústria tradicional “vibrante e competitiva”, assegurando inovação e transferência de tecnologia para as suas empresas.
Um tecido empresarial que classificou de “irrequieto e ambicioso”, que soube crescer, “respondendo a mercados externos altamente exigentes em circunstâncias de acesso ao crédito muitas vezes limitadas e num cenário de perda de recursos humanos qualificados para o estrangeiro”.
Em Vagos, o Secretário de Estado da Indústria deixou ainda a indicação de que “o Governo está apostado em ajudar as empresas a crescer”, apoiando-as no caminho para os mercados externos.
João Vasconcelos destacou, entre outras, as medidas do Programa de Reformas que se destinam “a apoiar a internacionalização e que consistem num programa orientado para atração de IDE para atividades de inovação, na promoção de clubes de fornecedores de PME para empresas estrangeiras de maior dimensão e no alargamento da capacidade exportadora do país através da qualificação das empresas.”
Sublinhou ainda que o governo está igualmente focado na criação de emprego, e no apoio a novas empresas criadas por uma nova geração de empreendedores.
Referiu-se ainda ao Startup Portugal, que consiste numa Estratégia Nacional para o Empreendedorismo e cujas medidas de apoio passam por “linhas de cofinanciamento com Capitais de Risco e com Business Angels, a criação de uma Rede Nacional de Incubadoras e de Fablabs ou a criação de vales de Incubação, que vão permitir disponibilizar 10 milhões de euros para contratar serviços às incubadoras”.
Já sobre a temática desta nova revolução, conhecida por Indústria 4.0, o Secretário de Estado destacou que se “caracteriza pela introdução de um conjunto de tecnologias digitais nos processos de produção, na relação entre os vários intervenientes na cadeia de valor, na relação com o cliente ou mesmo no modelo de negócio”. Uma revolução já em marcha em vários setores e onde é “fundamental investirmos”.
“A Europa tem de liderar a Internet da indústria e não pode ficar para trás, como fez com a Internet do consumo”, sublinhou, defendendo em Vagos “a integração e partilha de conhecimento, nomeadamente com centros tecnológicos, politécnicos e Universidades.”
Aos presentes deixaria ainda a indicação de que “ao Governo compete iniciar a discussão e criar condições para que possamos estar na linha da frente desta inovação”, enquanto que aos empresários “cabe estar atentos para que as oportunidades sejam bem aproveitadas.”
“Não há motivo para que não possa existir a partir de Portugal uma base qualificada de fornecedores de soluções de base para a Indústria 4.0 e para que as startups portuguesas não possam liderar no mercado global enquanto agentes de inovação dos setores mais tradicionais.”
Por isso, a tutela anunciou recentemente uma nova linha só para investir nessas startups: “São 10 milhões até ao fim do ano para empresas em early stage desenvolverem os seus produtos e protótipos, com apoios que podem ir até aos 500 mil euros por empresa.”

Problemas e soluções. José Couto, empresário com responsabilidade na gestão de empresas e presidente da direção do Conselho Empresarial do Centro/Câmara de Comércio e Indústria do Centro e vice-presidente do Conselho Geral da CIP (Confederação Empresarial de Portugal), começou por falar do paradigma da indústria que “se está a alterar”, tendo pela frente a 4.ª revolução industrial. Um desafio em relação ao qual é necessário perceber se Portugal está preparado: “As empresas portuguesas estão preparadas e reconhecem a importância deste desiderato?”, questionou.
Sendo a produtividade da indústria portuguesa baixa (cerca de 70% da média comunitária) e com uma intensidade tecnológica “abaixo das congéneres europeias”, avançou que “estamos abaixo do desejado”.
Por isso, acredita que no futuro haverá outra indústria – o que vai alterar o conceito de competitividade. As palavras de ordem são, segundo José Couto, “inovação, tecnologia e qualidade dos recursos humanos”, sendo também “incontornável a importância da inovação para a indústria 4.0.”
Daí que tenha sublinhado a esta plateia de empresários que “o processo industrial não pode passar ao lado da inovação tecnológica, porque só assim haverá saltos competitivos.”
“São as soluções tecnológicas adequadas e desenvolvimento dos recursos humanos que constituem a base dos pressupostos da Indústria 4.0.”, diria, acrescentando que “haverá então ganhos de produtividade, diminuição dos custos de produção, ganhos de margem e criação de empregos qualificados.”
José Couto defende ainda que o país precisa de trabalhar mais na interação entre empresas e centros de saber; assim como há que ter uma atitude dirigida e consequente no estabelecimento de parcerias.
Deixou ainda a indicação de que o Conselho Empresarial do Centro, há três anos, aquando da preparação do Portugal 2020, realizou um estudo que permitiu identificar um conjunto de constrangimentos e dificuldades: “dificuldade de comunicação entre empresas e estabelecimentos de ensino superior; falta de confiança; incapacidade de dar resposta em tempo útil às necessidades das empresas; fraca motivação por parte dos investigadores para trabalhar em conjunto com as empresas; fraca estrutura organizacional das empresas para adotar novos procedimentos; assim como os empresários das PME’s não reconheciam a importância do processo de investigação como fator de competitividade.” Um estudo realizado há três anos, mas que agora revisitado, resultou em respostas em muitos casos idênticas às daquela altura.
Este responsável destacou ainda a importância do Programa Qualificar para as empresas poderem entrar na Indústria 4.0.
Referiu ainda existir, hoje, uma forte perceção da importância do desenvolvimento e da introdução de tecnologias no processo produtivo por parte das PME’s que começam a reconhecer os centros tecnológicos como importantes parceiros.

4.ª Revolução Industrial. Victor Neto, investigador e professor auxiliar convidado do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro, falou aos presentes da importância e necessidade que as empresas têm em adaptar-se às novas tecnologias, “cada vez mais pequenas e mais potentes” e que estão em tudo: “atualmente, 90% dos computadores estão embebidos em equipamentos, nos nossos carros e em utensílios que usamos no dia a dia.”
Para este responsável, a Indústria 4.0 é a 4.ª revolução industrial, ou seja, aquela que quer “transformar toda a nossa produção e dar o salto para algo que incorpore mais tecnologia”. Com isto, quis dizer que, num futuro próximo, os produtos serão completamente personalizados, tornando cada um deles único, à necessidade do cliente/consumidor.
O resultado será mais produtividade em todos os aspetos e uma melhor eficiência de materiais (menos gastos com materiais, com energia).
Na ocasião, não deixou de destacar a importância das pessoas nesta revolução: “elas são um fator importante”, assim como sublinhou o desafio que será para as empresas “passar a utilizar menos recursos materiais e energéticos”, mas também “partilhar informação – tudo o que é conhecimento deve ser acessível a todos.”
Convicto de que surgirão novos modelos de negócio, Victor Neto terminaria dando a conhecer aos empresários o Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro, que trabalha na área da investigação e desenvolvimento de projetos, e também em cooperação com a sociedade.

Da ruralidade à industrialização

O anfitrião da noite foi o autarca Silvério Regalado, presidente da Câmara Municipal de Vagos.
Na ocasião, dirigiu-se ao Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, como um aliado, “um amigo da indústria”, que tem apoiado o município vaguense.
Perante a vasta plateia, Silvério Regalado referiu-se ao tema da conferência (Indústria) como “um setor que Vagos tem estimado muito ao longo dos últimos anos”. E, na realidade, quem passa pelas zonas industriais deste município, facilmente se apercebe da importância e investimentos ali realizados pela autarquia.
O edil recordou que, há apenas 25 anos, este era um concelho marcadamente rural e ao longo destas duas décadas e meia, sofreu grandes transformações. Muito devido a “empresas que, em Vagos, ajudaram nestes últimos anos a balança comercial do concelho de Vagos.” Por isso, avançou que o saldo das exportações é de 62 mil milhões de euros superior às importações, num concelho que exporta 172 mil milhões de euros e importa 110 mil milhões de euros.
E, sendo a indústria transformadora responsável por 45% da faturação das empresas no concelho de Vagos – na ordem dos 200 milhões de euros -, Silvério Regalado referiu-se ainda ao facto de o concelho registar a menor taxa de desemprego no país.
Durante o jantar, transmitiu ao Secretário de Estado um leque de preocupações, nomeadamente quanto ao processo da revisão dos fundos comunitários, que torne possível a ligação da A17, à ZI de Vagos e seguidamente à A25 e ao porto de Aveiro. Vias que considerou fundamentais e estruturantes para a competitividade das empresas do concelho. Depois, elencou ainda algumas preocupações relacionadas com a legislação sobre áreas industriais; licenciamentos industriais e ligação da energia elétrica.
Ainda que favorável à descentralização de competências para as autarquias locais, Silvério Regalado defendeu que estas têm de ser dotadas de recursos financeiros e humanos. “É preciso desburocratizar”, sublinhou, destacando ainda que “os empresários que aqui estão não andam à cata de subsídios do Governo. Só querem que os deixem trabalhar”.

Posted in Destaque, Por Terras da Bairrada, Vagos0 Comentários

Milhares nas festas de Vagos

Milhares nas festas de Vagos

Servidas por uma programação cuidada e dinâmica, de novo com a “marca” da câmara, as festividades de Vagos voltaram a trazer milhares à sede do município. Seis dias de folguedo e de cultura, aliados à religiosidade popular, acabaram por dar a cobiçada dimensão ao evento.
Milhares que encheram literalmente o anfiteatro municipal, onde decorreu o concerto da banda portuguesa de pop/rap D.A.M.A, sigla para a expressão “Deixa-me Aclarar-te a Mente, Amigo”. A popular banda, de que fazem parte Francisco Pereira (Kasha), Miguel Coimbra e Miguel Cristovinho, autores da “Dá-me um segundo”, entusiasmou a assistência através da sua proverbial empatia.
Milhares, também, no santuário mariano de Nossa Senhora de Vagos, que acolheu a peregrinação anual dos devotos da região de Cantanhede, que ali cumpriram suas promessas. Uma “memória espiritual, cultural e geográfica”, que une os dois povos, confessaria um peregrino, em declarações a este jornal.
A presença do bispo diocesano, que de manhã presidiu à missa, concelebrando com sacerdotes do arciprestado de Vagos e de Cantanhede, serviu para celebrar Santa Maria de Vagos como “modelo da igreja que é Maria”.
A meio da tarde, antecedida do terço, cumpriu-se a cerimónia da bênção e distribuição do bodo, que este ano terá reunido cerca de uma centena de promessas. Mais de 20 mil pães, segundo fonte ligada à comissão, com Cantanhede e Varziela à cabeça.
Milhares, ainda, na procissão de velas, ligando o santuário ao centro da vila. Outra vez uma imensa manifestação de fé, testemunhada este ano por D. António Moiteiro, que também marcou presença.

Mérito reconhecido. Nas festas de Vagos destaque, por outro lado, para diversas iniciativas, de caráter cultural e recreativo. Desde logo a entrega de diplomas e medalhas de mérito, aos melhores alunos das escolas do Agrupamento de Escolas de Vagos, Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural (EPADR) e Colégio Diocesano Nossa Senhora da Apresentação de Calvão.
Na mesma ocasião, foram ainda entregues os prémios “Projeto Escolas Sustentáveis”.
No vertente cultural, Colégio de Calvão e Secundária de Vagos apresentaram, no jardim S. Sebastião, as provas de dança, teatro, arte e claque, exibidas nas “Escoliadas 2016”. Houve ainda desfile de moda, e o tradicional concerto da Banda Vaguense. No auditório do Centro de Educação e Recreio, o grupo de teatro “O Fantástico” levou à cena a peça “Há petróleo no Beato”. Lotação esgotada, tem reposição agendada para este sábado, dia 21.
Eduardo Jaques
Colaborador

Posted in Por Terras da Bairrada, Vagos0 Comentários

Heavy Metal Vagos 2016 em agosto

Está decidido: a comunidade vaguense metaleira vai ter festival de Heavy Metal, em Vagos. “Os laços criados não serão rompidos, mas antes reforçados”, confirma a autarquia, que anunciou o novo evento para os dias 13 e 14 de agosto. Para alegadamente compensar, a deslocalização do “Vagos OpenAir” que voou para a Quinta da Marialva, em Corroios, admite o presidente da Câmara.
Para Silvério Regalado, o festival vinha marcando, “de forma indelével”, a vila de Vagos e a região centro. Razões de sobra para que a edilidade pretenda assegurar a sua realização. “Será a melhor forma de demonstrar o respeito por todos aqueles que, durante anos consecutivos, nos deram o privilégio e a honra de nos visitar e de conviver com as nossas gentes”, reconhece o presidente da Câmara.
Com epicentro na Quinta do Ega, o novo festival resulta de um protocolo, firmado entre a Câmara Municipal e um consórcio de prestígio, cuja experiência, segundo a autarquia, se alia à qualidade. Para além de constituir ponto obrigatório de visita a Vagos e à região centro, o evento “disputará atenções com os melhores festivais ibéricos”, assegura a edilidade.

Prejuízos acumulados. O “Vagos OpenAir” começou por realizar-se em Calvão, passando depois para Vagos, sendo no espaço da Quinta do Ega que ganhou “asas”. A mudança, ao que apuramos, ficou a dever-se à falta de acordo, entre o promotor e a direção do Colégio Diocesano de Calvão.
Em causa estavam as prestações, que o Colégio queria cobrar à Prime Artists, pela utilização do recinto e edifícios. Contudo, o alegado “conflito de interesses”, dizia respeito “à liberdade de expressão dos artistas a convidar, e o direito ao bom nome da Igreja Católica e da doutrina cristã”, reconhece fonte ligada ao processo.
A empresa promotora tinha protocolo com a Câmara até 2016, mas em novembro do ano transato comunicou estar desinteressada do projeto, alegadamente “face ao prejuízo com a edição de 2015”.
Já em 2013, após ter tomado posse, Silvério Regalado anunciou, numa das primeiras reuniões de Câmara, que a continuidade do Vagos OpenAir “estava em risco”, em virtude da edição desse ano ter dado prejuízo “de mais de 50 mil euros”.
O autarca quis ouvir a vereação, e considerou ser “fundamental analisar a proposta”, que iria ser feita pela organização. Queria, ainda, decidir se “tendo em conta o retorno que o festival tem”, o município poderia ou não disponibilizar uma verba para o efeito.
A proposta de realizar um estudo, avançada pelos vereadores do CDS, seria entretanto descartada pelo edil.
A questão ficaria resolvida em dezembro desse ano, com a revisão da cláusula monetária, a qual viria a introduzir um reforço financeiro, traduzido na seguinte configuração: 30 mil euros, em 2014, 25 mil em 2015, e outros 25 mil em 2016. A proposta acabaria votada por maioria, tendo o PS optado pela abstenção.
Eduardo Jaques
Colaborador

Posted in Por Terras da Bairrada, Vagos0 Comentários

Rota da Bairrada: Loja Bairrada online já está disponível

Rota da Bairrada: Loja Bairrada online já está disponível

A Associação Rota da Bairrada inaugurou, no passado dia 6 de abril, no Espaço Bairrada em Oliveira do Bairro (edifício do antigo Posto de Turismo, aberto desde dezembro de 2015), a sua nova loja online.
A loja.rotadabairrada.pt é basicamente um site moderno, apelativo e bastante intuitivo onde, a partir de agora, todos os interessados podem adquirir os produtos que existem nas duas lojas físicas que a Rota da Bairrada, possui, na Curia e em Oliveira do Bairro. A página, com ligação à própria página da Rota da Bairrada foi apresentada por Cristina Azevendo, técnica superior da Rota da Bairrada que avançou estarem já disponíveis 179 vinhos (de 19 produtores), alguns livros sobre o vinho e acessórios de vinho, existentes também nas lojas físicas. De fora estão, para já, os vários produtores regionais que futuramente virão a estar incluídos.
Para além de muita informação sobre a Rota da Bairrada, sobre os Espaços Bairrada, sobre os Produtores e Região (história, cultura e património), Cristina Azevedo destacou que os vinhos podem ser selecionados através de várias opções: Tipo (aguardente, vinho tinto, branco, rosés, espumantes); Classificação da certificação (DOC Bairrada ou IG Beira Atlântico); Ano (1965 a 2015); Produtor; Casta; Preço. O “Top 10” e as “Novidades” estão também presentes. De registar que a expedição é gratuita a partir de 100 euros para Portugal Continental e Ilhas. O pagamento pode ser feito por duas modalidades (Paypal e transferência bancária e futuramente o pagamento com referência multibanco).

Dar mais força à marca Bairrada. Jorge Sampaio, presidente da Rota da Bairrada, aproveitou a cerimónia para sublinhar a importância do dia para a Rota, já que representa o culminar de um processo que esteve a ser desenvolvido nos últimos dois anos. Um trabalho possível “graças a muitos colaboradores que têm estado a trabalhar nesta nova página (loja online)”.
Um passo importante, já que é consensual que esta nova ferramenta pode levar a Bairrada a casa de todas as pessoas apenas num clic, podendo adquirir os produtos existentes na loja virtual de uma forma simples, segura e cómoda. Por isso, destacou também ser este mais um importante passo na vida da Rota: “disponibilizar uma loja online é um trabalho que tem sido desenvolvido no sentido de levar a Bairrada para mais perto das pessoas”, destacando ainda que o objetivo, este ano, passa por “dar mais força à marca Bairrada, levando a marca pelo país e com ela os seus associados” (produtores, hotéis, restaurantes, municípios, etc.).
Aos vários convidados presentes, recordou que a abertura do Espaço Bairrada, na Curia, há seis anos, triplicou o número de visitantes, entre 2014 e 2015 e que este novo espaço, aberto em dezembro de 2015, “já está a ter mais visitas do que o da Curia, em meses homólogos”. Daí que as expectativas em relação a este Espaço Bairrada sejam grandes.

Espaço online revela estratégia, visão e ambição. Adriana Rodrigues, do Turismo Centro Portugal, reconheceu ser Jorge Sampaio o responsável pelo sucesso da Rota da Bairrada: “uma pessoa de trabalho, de trabalho persistente, insistente, ponderado e estratégico, que tem sabido ao longo deste período motivar e desafiar”, vários parceiros, neste caso a autarquia de Oliveira do Bairro, que permitiu a instalação do Espaço Bairrada no antigo Posto de Turismo.
Ciente de que os espaços físicos “são fundamentais” para que as pessoas possam conhecer os produtos, não deixou de elogiar a autarquia de Oliveira do Bairro por ter feito “uma boa aposta” ao associar-se e disponibilizar este espaço.
“A Câmara de Oliveira do Bairro conseguiu perspetivar a importância de ter um espaço destes”, sublinhou, referindo-se à região da Bairrada como “uma das mais importantes e fortes marcas que temos na região centro de Portugal”.
“A Rota da Bairrada tem realizado um trabalho muito feliz e é uma das nossas maiores marcas em termos turísticos”, destacou, concluindo que “este espaço online revela estratégia, visão e ambição”, para além de ser mais uma ferramenta de trabalho e de negócio que pode trazer aos produtores da região mais notoriedade e negócio.
Cristóvão Batista, vice-presidente da autarquia de Oliveira do Bairro, referiu-se ao site como um “espaço muito bem concebido e intuitivo” e sobre o qual não tem dúvidas do seu sucesso.
Agradado por ser “anfitrião” nesta apresentação, sublinhou a forma “apaixonada como toda a equipa da Rota da Bairrada se entrega àquilo que faz”, destacando ainda o trabalho meritório desenvolvido pela Rota da Bairrada na promoção e divulgação da região.
O vice-presidente da autarquia oliveirense realçou a importância da intermunicipalidade, do trabalho de parceria entre os municípios da região nesta matéria, o que só acontece se “formos audazes”. “É preciso ter coragem, assumir o risco, ter objetivos e concretizá-los”, de forma a levar o nome Bairrada além fronteiras.
Catarina Cerca
catarina.i.cerca@jb.pt

Posted in Águeda, Anadia, Cantanhede, Mealhada, Oliveira do Bairro, Por Terras da Bairrada, Vagos0 Comentários

SFImobiliaria

Pergunta da semana

É assinante do Jornal da Bairrada?

View Results

Loading ... Loading ...
Newsletter Powered By : XYZScripts.com