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Arquivo | Vagos

Câmara ganha ação intentada pelo antigo dono do “camping” de Vagos

Alienado no decorrer do último mandato de João Rocha, o processo relativo ao parque de campismo da Vagueira ainda “mexe”. E, mais uma vez, através dos tribunais. Agora é o seu antigo proprietário, José Arlindo Abreu, que viu recusada a queixa apresentada, contra o município de Vagos.
A Câmara de Vagos foi absolvida de um pedido de indemnização de 5 milhões de euros, numa ação cível intentada por José Arlindo Abreu e relacionada com à anulação da venda do Parque de Campismo da Praia da Vagueira, assim como com um contrato de promessa de venda de 15 hectares de terreno adjacente ao referido Parque.
Datada de 29 de dezembro do ano passado, a decisão da Instância Cível da comarca de Aveiro não deixa dúvidas: embora seja passível de recurso, julga “improcedente a ação intentada”, e absolve o município de Vagos “do pedido contra si formulado”.
Tanto quanto se sabe, o luso-americano pedia a condenação da câmara, no pagamento de uma dupla indemnização, no valor de cerca de cinco milhões de euros, a título de “cláusula penal”. Em causa estava a anulação da venda do referido “camping” (2.493.989,48 euros), e o contrato promessa da venda de 15 hectares de terreno, adjacente ao mesmo (outros 2.493.989,48 euros).
Na apreciação dos factos, o tribunal considerou que, muito embora (como defendia José Arlindo Abreu) a escritura de compra e venda, outorgada com o município, se referisse a “dois negócios em estádios diferentes”, é um facto que a deliberação camarária foi anulada judicialmente. Primeiro, por decisão do Tribunal Administrativo de círculo, em 1993, e, posteriormente, confirmada pelo Supremo Tribunal Administrativo, por decisão transitada em julgado em 2009.
Daí que, como refere a sentença, a nulidade do contrato “deixa de produzir quaisquer efeitos jurídicos, desde a sua formação”.

Polémica. Vendida por concurso, o primeiro contrato promessa de compra e venda foi celebrado a 5 de novembro de 1991. José Arlindo Abreu iria desembolsar cerca de 1.496 milhões de euros (300 mil contos à época), para comprar o “camping” da Vagueira. A escritura pública seria outorgada a 22 de dezembro de 1993, depois de a câmara ter deliberado vender, agora por 250 mil contos, o parque de campismo e mais 15 hectares de terreno adjacente.
Da escritura fazia parte a cláusula de indemnização, por parte da câmara, se viesse a ocorrer, “por facto emergente do seu processo deliberativo ou outro da sua exclusiva responsabilidade”, qualquer situação que inviabilizasse a venda.
João Rocha perdeu as eleições, tendo o [longo e polémico] processo de anulação da venda sido iniciado no primeiro mandato de por Carlos Bento. A sentença seria proferida apenas em 2006, pelo Tribunal Judicial de Vagos, e mais tarde confirmada pela Relação de Coimbra. A câmara seria condenada a restituir a quantia de 1.307 milhões de euros ao antigo proprietário, e determinado o cancelamento do registo predial na conservatória de Vagos.

Eduardo Jaques
Colaborador

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Vagos: Biblioteca Municipal expõe “As 14 Obras da Misericórdia”

Vagos: Biblioteca Municipal expõe “As 14 Obras da Misericórdia”

Em ano de “jubileu extraordinário” da Misericórdia, decretado no passado dia 8 de dezembro pelo Papa Francisco, a criatividade de alguns [amigos] artistas vaguenses resultou na exposição “As 14 Obras da Misericórdia”. A mostra, cuja iniciativa é da responsabilidade da mesa administrativa da Santa Casa da Misericórdia local, que assinala o seu 56.º aniversário, pode ser vista no edifício da Biblioteca Municipal João Grave.
Trata-se de um trabalho “dignificante”, que vai dar lugar a um livro, a ser lançado já em março ou abril, disse o provedor daquela instituição. António Paulo Gravato, que na cerimónia da inauguração trouxe a Vagos Mariano Cabaço, responsável pelo departamento do património cultural da União de Misericórdias Portuguesas (UMP), confirmou que a obra incluirá textos sobre “obras de misericórdia”, pedidos a diversas pessoas e entidades, nacionais e locais.
Um dos testemunhos é do atual bispo de Aveiro, D. António Moiteiro, que saudou a iniciativa da instituição de Vagos, e se fez representar na inauguração pelo Pe. João Gonçalves. De acordo com o vigário episcopal para a Pastoral Social, que na sua intervenção destacou o papel “extraordinário” das misericórdias no país (“temos aqui catequeses verdadeiras sobre bem-fazer”), o bispo diocesano colaborou “com alguns escritos”.
Para além da imagem de “Nossa Senhora do manto de Vagos”, em grés com óxidos e vidrados, da autoria de Cláudia Rocha, os 14 trabalhos que integram a exposição constituem património da Santa Casa da Misericórdia de Vagos. São assinados por Joana Cristina Ribeiro Matos, Artur Dionísio, Maria Susete Sarabando, António José Gonçalves, Sandra Ferro, Bruno O. Gonçalves e Fernando Grave (obras corporais), João Carlos Sarabando, Paulo Graça, Filomena Neves, Paulo Frade, Ângelo Costa, João Almeida e César Mouro (obras espirituais).
Eduardo Jaques

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Vagos: Jovem enólogo bairradino faz vinho na Austrália

Vagos: Jovem enólogo bairradino faz vinho na Austrália

Joel Santos tem apenas 27 anos e há um ano que se dedica à produção de vinho na Austrália. O jovem enólogo, natural de Vagos, que trabalha na Tim Adams Wines, está a adorar a experiência no novo mundo. Contudo, admite que a sua paixão pelos vinhos deverá passar por um projeto que quer vir a desenvolver na Bairrada, dentro de poucos anos.

Quem é Joel Santos?
Sou natural de Fonte de Angeão (Vagos) e tenho formação superior em Biotecnologia.

Como nasceu esta sua paixão pelos vinhos?
A minha paixão pelos vinhos vem de tenra idade, do tempo em que os meus avós produziam vinho para consumo em casa. Esta paixão foi crescendo e acabei por fazer a minha tese de mestrado na área dos vinhos.

Sei que também é músico. Fale-nos dessa experiência.
Tenho formação (nível 4) da Escola de Artes da Bairrada e toco saxofone na Banda Filarmónica da Mamarrosa há cerca de 15 anos e, apesar de estar ausente, participei no Concerto de Ano Novo, no Quartel das Artes, em Oliveira do Bairro.

É nos vinhos que trabalha atualmente?
Profissionalmente passei por uma indústria de biotecnologia, em Vila Nova de Gaia (projeto de fermentação de espumantes), pela Aliança – Vinhos de Portugal, em Sangalhos e pela Herdade da Malhadinha Nova, no Alentejo. Em 2014 tive oportunidade de ir à Austrália, para participar numa vindima.

Era um sonho fazer uma vindima no outro lado do mundo?
Foi um sonho que acabou por ter uma implicação na minha vida.

Conte-nos o que aconteceu.
Participar numa vindima na Austrália era um projeto pessoal, queria fazer aquela experiência, conhecer mais o novo mundo.
Tive a felicidade de ir fazer a vindima na Tim Adams Wines, um produtor que tem uma grande adega, com vinhos de muito boa qualidade e onde trabalha gente espetacular. Convidou-me a voltar e lá fui eu. Inicialmente durante três ou quatro meses para a vindima e agora já lá estou há um ano, como enólogo.
Repare que o mundo dos vinhos é pequeno. Como se faz vinho em todo o mundo é fácil movimentarmo-nos: ir para a Argentina, EUA, Nova Zelândia, Austrália e assim conhecer novas formas de trabalhar, outros estilos de vinho e outras castas.

Como está a ser essa experiência?
Está a ser uma experiência magnífica e muito enriquecedora. As pessoas são muito acolhedoras, e Tim Adams é fantástico, um grande enólogo. A experiência está a ser muito positiva. Os australianos sabem produzir bom vinho, sabem apreciá-lo e são grandes consumidores.
Como é a empresa/adega onde trabalha?
É uma grande e moderna adega onde são processadas duas mil toneladas de uvas por ano, entre brancos e tintos. Fazem-se vinhos de qualidade média superior. Aquela é uma das melhores regiões da Austrália para a produção vitivinícola – Clare Valley, sul da Austrália. Estamos a 400 metros de altura, com uma elevada amplitude térmica entre o dia e a noite, o que é excelente para os vinhos. Temos cerca de 150 hectares próprios de vinha e depois compramos uva aos produtores locais, mas só da região. Assim, conseguimos manter uma constância muito grande de ano para ano em termos qualitativos. As castas predominantes são: Syrah, Tempranillo (Tinta Roriz) e Cabernet Sauvignon (tintas), Riesling (produzimos um dos melhores Riesling do mundo) e Semillon. Produzimos vinhos muito equilibrados em termos de acidez e taninos, com excelente maturação. A vindima começa em janeiro/fevereiro e pode prolongar-se até março/abril. A produção destina-se sobretudo ao mercado interno, mas também exportamos para a Europa e China.

Quais são as suas funções?
Sou enólogo assistente. Somos uma equipa de três enólogos e sou o único estrangeiro: faço provas, processamento de uvas, lotes, como qualquer enólogo, em qualquer parte do mundo. A forma de trabalhar na enologia não é idêntica em todo o mundo. A maior diferença reside nas castas, às quais temos de nos adaptar porque também têm as suas características e particularidades.

Já tentou levar para lá alguma das nossas castas?
Já tentei a Touriga Nacional, mas vai levar algum tempo. Não é fácil mudar mentalidades e estilos.

Do que tem mais saudades?
A distância de Portugal é o pior. Comprei a viagem em agosto para poder vir cá agora, em dezembro. A viagem é muito longa. Lá sinto falta de tudo o que é português. Sou um bairradino de corpo e alma, adoro os nossos vinhos, a nossa gastronomia. Sou um defensor da Baga e da Touriga Nacional. Às vezes tento comprar vinhos portugueses mas a visibilidade dos vinhos portugueses na Austrália não é praticamente nenhuma. No Dia de Portugal (10 de junho) quis comprar um vinho português para celebrar e só encontrei Mateus Rosé. Por aqui já vê.

E o futuro?
O futuro passa por Portugal. Talvez daqui a três anos regresse para avançar com um projeto próprio na região da Bairrada, quem sabe.

 

Concurso na China pode ajudar em projetos futuros

Joel Santos foi recentemente selecionado para participar num concurso internacional de enólogos que acontece na China. Entre os 150 candidatos foram selecionados 48 enólogos de 18 nacionalidades a participar e Joel Santos é o único português presente nesta competição.
Trata-se do Ningxia Winemakers Challenge, um concurso bienal, que vai na 2.ª edição. Começou no passado mês de setembro e terminará em 2017.
O concurso, com duração de 2 anos, é organizado por uma das regiões mais promissoras da China e o Governo local e a CVR decidiram trazer novas ideias e enólogos com experiências diferentes internacionais, dar-lhes condições para produzirem os seus vinhos. “Escolhemos a nossa uva (Cabernet Sauvignon para todos os concorrentes) de uma área enorme de vinha que pertence ao governo. Temos direito a 15 toneladas de uvas que se traduz em média em 10 mil litros. Estive lá durante todo o processo de produção. Acompanhei a fermentação até à prensagem. Agora o meu vinho e todos os outros estão a estagiar e serão avaliados em outubro de 2017 por júri de provadores que vai avaliar os 48 vinhos. Os melhores recebem prémio monetário aliciante e todos os enólogos têm direito a 2 mil garrafas do vinho.”
Um concurso que reconhece ser mais uma experiência internacional que permite “conhecer muitos enólogos (a maioria do hemisfério sul), trocar experiências e partilhar conhecimentos”, conclui.

Catarina Cerca

 

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Vagueira: 3.º Mergulho Solidário rende 500 euros

Vagueira: 3.º Mergulho Solidário rende 500 euros

Vai na terceira edição, em nome da tradição e da gente “corajosa”. Apesar da chuva, típica do tempo de inverno, e da forte agitação marítima, o 1.º mergulho do ano, nas águas da praia da Vagueira (“a melhor praia do mundo”, diz quem sabe), registou a presença de mais de meia centena de banhistas.
Mergulharam três vezes, depois do aquecimento “à maneira”, feito por Fernando Batista. No final, no espaço do museu arte xávega, foi servido o pequeno-almoço reforçado, oferecido pelos promotores e empresas da região – chocolate quente, doces, bifanas e o tradicional champanhe. E nem sequer faltou a aula de zumba, orientada por Carla Reis.
Conforme tinha sido anunciado, o evento, que teve o apoio da Câmara Municipal e dos Bombeiros locais, voltou a ter caráter solidário. Este ano, a organização fez reverter o produto da receita, 470 euros, para a família da jovem Andreia Rocha, vítima de embolia cerebral, que necessita de adquirir equipamento de apoio.

Eduardo Jaques

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Vagos: Alunos trocam férias por Academia Empreendedora

Vagos: Alunos trocam férias por Academia Empreendedora

Cerca de 20 alunos do agrupamento de escolas de Vagos, do Colégio de Calvão e da Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos (EPADRV) participaram na Academia Empreendedora, desenvolvida pelo Município de Estarreja em parceria com o Agrupamento de Escolas de Estarreja e o Clube de Empreendedorismo da Escola Secundária de Estarreja. Esta atividade está inserida no programa “Empreendedorismo na Escola”, que pretende estimular o espírito empreendedor e fomentar atitudes e comportamentos propícios ao desenvolvimento de uma cultura inovadora, criativa, tecnológica e empreendedora.
Na sessão de abertura, na Incubadora de Empresas de Estarreja, o presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Diamantino Sabina, realçou que “só pelo facto de estarem aqui hoje estão a empreender. Estão de parabéns, pois já estão a procurar alternativas”.
Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Vagos, Silvério Regalado, que, também, esteve presente na sessão de abertura, referiu que “temos no concelho de Estarreja um bom exemplo na aposta que tem feito nesta área nova do empreendedorismo. Gostamos de nos associar aos melhores e por isso nos associamos a Estarreja nesta iniciativa”, disse agradecendo a oportunidade para “que possamos aprender no vosso largo trabalho sobre esta matéria”, que ganha particular importância “numa fase em que a solução do autoemprego pode ser uma solução para muita gente”.
Silvério Regalado fez questão de sublinhar que Estarreja e Vagos são “dois dos concelhos da região que continuam a crescer, a gerar emprego, a apresentar projetos de investimento industrial importantes para a região e para o país”.
Também presente nesta sessão, o diretor da Escola Secundária de Estarreja, Jorge Ventura, referiu que “ser empreendedor é uma atitude, uma atitude de compromisso com o sucesso. É fundamental que possamos reinventar todos os dias as nossas expetativas, para que possamos acrescentar ao empreendedor que somos”.
Conscientes da importância desta forma de estar, os alunos João António e André Santos, ambos com 15 anos, referem que ser empreendedor é “não ter medo de arriscar, de introduzir novas ideias, novos conceitos. Não esperar que os outros façam primeiro do que nós.”
Com um programa inédito que culmina com o Concurso de Ideias Jovem Empreendedor 2016, são promovidas três ações distintas: a Academia Empreendedora, o Bootcamp de Empreendedorismo e o IV Seminário de Empreendedorismo Jovem.

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Vagos: Alice Sarabando e Basílio Oliveira apresentam novos livros

Vagos: Alice Sarabando e Basílio Oliveira apresentam novos livros

Dois novos títulos, de autores vaguenses, foram lançados no decorrer da I Bienal do Artista Vaguense. Com honras de [primeira] apresentação na Biblioteca Municipal, a escritora Maria Alice Sarabando trouxe, ao pequeno auditório, Pakhlavan Makhumud, herói generoso, com ilustração de Sara Bandarra.
Já o Centro de Educação e Recreio (CER) acolheu Basílio Oliveira, que “abriu o livro” da “enciclopédia” dos escritores vaguenses, a que titulou Vagos D’Escrita, roteiro bibliográfico do concelho. A obra, que o presidente da câmara, Silvério Regalado, agradeceu, reconhecendo o mérito daqueles que “ousaram perpetuar, através da palavra e da escrita, a história e as tradições do concelho”, foi apresentada por Óscar Gaspar.
Na sua reflexão, o ex-secretário de Estado da Saúde do XVIII governo constitucional, admitiu que a obra de Basílio Oliveira é trabalho de recolha, reconhecimento e criação. Na opinião de Gaspar, cada um dos autores, e o seu conjunto, “prestam um serviço a Vagos e à cultura […], património de todos e um legado que se vai acumulando”.
Destacando afirmações de Vargas Llosa e Saramago, prémios nobel da literatura, a propósito do “poder da escrita e a superação”, o orador concedeu, por outro lado, que os homens das letras de Vagos, com exceção de João Grave, não pertencem ao “Olimpo das letras”. Porém, sublinhou, Vagos tem “muitos escritores, grandes escritores”, o que não deixa de ser “um orgulho enorme que eles partilhem connosco esta terra e deixem o seu legado em papel”.
Tendo Vagos como “elemento aglutinador”, Vagos D’Escrita é, afinal, como revelou Óscar Gaspar, um livro “com mar, e vacas e floresta e rias e emigração e luta de sobrevivência, com arte xávega e cultura gandaresa”. E, também, “com amores e conquistas, paixões e fé, crenças, ciência e doutrina e uma pitada de política”.
Eduardo Jaques

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Escritor João Grave é patrono da nova Biblioteca Municipal de Vagos

Escritor João Grave é patrono da nova Biblioteca Municipal de Vagos

Demorou quase cinco anos a construir, depois de uma empreitada “difícil”, que chegou a pôr em risco a conclusão da obra, destacou o presidente da câmara, Silvério Regalado, na cerimónia inaugural do novo espaço cultural de Vagos – a nova Biblioteca Municipal, que a partir de agora passa a estar ao serviço da comunidade.
A obra, projetada pelo arquiteto Couceiro, custou para cima de 1,5 milhões de euros, tendo sido financiada em 85% por fundos comunitários, através do programa operacional “Mais Centro”. Mantém a fachada original da antiga preparatória “João Grave”, e acaba por herdar o nome do antigo patrono, depois de o executivo camarário ter aprovado, na semana passada, esse registo.
Na inauguração festiva, no dia 19 de dezembro, a que se associou a Banda Vaguense e diversas outras agremiações locais, o presidente da câmara confessou que esta era uma obra “que os munícipes muito ansiavam”, tendo ainda destacado o contributo de alguns “ilustres” vaguenses.

O novo espaço é composto por uma sala polivalente/pequeno auditório, espaços dedicados à leitura de lazer ou de estudo, locais para visionamento de filmes ou audição de música e, ainda, pontos de acesso à internet.
A obra foi apoiada tecnicamente pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, no âmbito do Programa da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.
O fundo documental possui cerca de 20000 livros e 1100 em outros formatos, tais como CD, DVD, CD-ROM e livros eletrónicos.
A Biblioteca Municipal funcionará de segunda a sábado, das 10h às 20h.

Eduardo Jaques

Leia a reportagem completa na edição de 23 de dezembro de 2015 do JB

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4.º Jantar conferência Jornal Bairrada: “Empresas que exportam estão mais protegidas”

4.º Jantar conferência Jornal Bairrada: “Empresas que exportam estão mais protegidas”

Numa iniciativa do Jornal da Bairrada, em parceria com a Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, o Hotel Paraíso serviu de palco, no passado dia 26 de novembro, ao 4.º Jantar Conferência, este ano subordinado à temática “A Bairrada e os desafios do futuro”.
Perante uma plateia de 150 pessoas, a intervenção mais contundente veio do advogado e fiscalista Tiago Caiado Guerreiro, que centrou a sua intervenção na pesada carga fiscal sobre os portugueses, mas também nas eventuais alterações ao nível de taxas e impostos que possam vir a ser aplicadas pelo novo Governo.

Empresários e Governo. Tiago Guerreiro começou a sua intervenção destacando a importância dos empresários e a forma pouco atenciosa como são tratados pelo poder político: “Os empresários, em Portugal, são pouco respeitados, embora criem emprego, invistam para desenvolver a sua região, façam o país crescer economicamente, arriscando o seu próprio dinheiro.”
Falou do IRC, do IRS e da TSU, que é somente a taxa marginal mais elevada da Europa, “61,3%”, mas também da taxa de IRS, que vai ser “mais progressiva, pese embora o facto de ser já a taxa mais elevada da Europa”.
Falou ainda do IMI progressivo: “significa que qualquer coisa avaliada a partir de 100 mil euros vai quase que duplicar a taxa de IMI”; mas também do que intitulou ser uma “renacionalização dos transportes”. “Eles chamam-lhe a retirada de concessão, mas a retirada de concessão a uma empresa é uma renacionalização – matam a empresa e o projeto empresarial”.
Caiado Guerreiro elencou ainda outras questões que considera preocupantes: a intenção de se criar um imposto sobre o património, que incidirá sobre as fortunas, entre o,5 e 1%: “Meio por cento e 1% sobre o valor dos ativos das pessoas com uma taxa de inflação zero significa que a maior parte das pessoas, com dinheiro depositado no banco, não consegue ter rendimento para pagar o imposto”; da taxa agravada sobre os bens de luxo, do imposto sucessório, da taxa sobre as transações bolsistas, do imposto de 0,5% sobre os depósitos acima de 100 mil euros e do imposto de 0,5% sobre as ações e títulos de dívida, do agravamento do IRC com uma taxa de 35% para rendimentos superiores a 3 milhões de euros e de uma taxa de 0,5% sobre todas as tansações financeiras.
Em Oliveira do Bairro deixou um alerta: “vamos ter um período muito complicado. Se juntarmos estas medidas a um aumento brutal da despesa pública, que rondará 3 ou 4 mil milhões de euros e a economia a estagnar (muita gente deixou de investir antes das eleições na expetativa de ver o que ia acontecer), estamos perante uma situação muito complicada”. Convicto de que Portugal corre o risco de ter por cá, dentro de um ano, novamente o FMI, também diz que “há sempre uma maneira de dar a volta às coisas. Agora é preciso ter prudência e cuidado com os recursos que temos”.

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Catarina Cerca

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Centenário das Caves São João: Vinho Branco Integral 2014, um tributo à década de 70 e à liberdade

Centenário das Caves São João: Vinho Branco Integral 2014, um tributo à década de 70 e à liberdade

 

Chama-se 95 Anos de História – Vinho branco integral 2014 e é o mais recente produto vínico lançado pelas Caves São João no âmbito do projeto das comemorações do centenário da empresa. Foi precisamente no dia de S.Martinho (11 novembro) que a administração desta prestigiada empresa anadiense apresentou este vinho evocativo da década de 70 para o qual foi escolhido como tema “a Liberdade”, acontecimento mais marcante daquela década. Um vinho que é o sexto de uma coleção de 11 produtos vínicos que a empresa vai lançar até ao ano 2020, data em que celebrará o centenário.
Um projeto que teve início em 2010, com a edição anual de uma série limitada de garrafas de vinho de elevada qualidade, cuja imagem refletirá um acontecimento cultural que marcou a história do século XX.
Foi na magnífica Quinta do Poço do Lobo, localizada na Pocariça – Cantanhede, que a administração das Caves São João deu mais um passo em direção ao centenário, com a apresentação pública desta edição dos 95 Anos de História, desta feita um vinho branco integral, comemorativo da década de 70, precisamente a década em que a empresa adquiriu (1971) aos herdeiros de Manuel Evaristo Pessoa, a Quinta do Poço do Poço do Lobo, hoje, uma propriedade com 37 hectares e que serviu de palco a este lançamento.
“Esta quinta deu-nos liberdade para experimentar, criar vinhos, escolher castas”, diria, na ocasião, a administradora Fátima Flores, já que foi a partir desta data que a empresa deu início a uma nova fase do seu portefólio com a produção de vinhos de quinta.
O vinho agora lançado, numa edição numerada e limitada, apresenta na garrafa um rótulo alusivo à Liberdade – onde não falta o cravo -, que “nos fazem recordar a quinta década de existência da Caves São João”, disse a gestora da empresa, Célia Alves, mas também a revolução de Abril. “Um vinho elaborado à semelhança do primeiro vinho branco da Quinta do Poço do Lobo, que também foi 100% da casta Arinto mas que homenageia também os antecessores da empresa”, concluiu.
Já o enólogo José Carvalheira destacaria tratar-se de um vinho “que é quase uma aventura, que apela muito à liberdade e ao que a década de 70 trouxe a Portugal e aos portugueses”. A ideia foi “criar um vinho integral, contra as regras. Um vinho que evoca os vinhos de outrora. Cem por cento Arinto é um vinho integral, ou seja, em que a intervenção humana foi a menor possível, por forma a que a natureza se exprimisse ao máximo”. E, de facto, exprimiu-se e de que forma.
Um vinho branco elaborado de forma ancestral, sem adição de produtos enológicos, engarrafado diretamente das barricas em julho de 2015, sem qualquer clarificação, como outrora era hábito.
De cor amarela citrina, é um vinho muito complexo, com evidentes notas minerais, vegetal seco e flores secas. As notas de madeira estão perfeitamente integradas. Com grande frescura gustativa, é elegante e bastante persistente, o que lhe confere grande potencial de envelhecimento. PVP: 30 euros.
No futuro, foi avançado que a empresa quer reativar nesta Quinta do Poço do Lobo o lagar de azeite e tornar esta vasta área num local de referência no ecoturismo e enoturismo da região.
Neste dia decorria a vindima da casta Semillon para o colheita tardia (ver caixa) e foram também apresentadas outras novidades que marcam este ano de 2015: o vinho tinto DOC Bairrada Bom Caminho (ver caixa), mas também o azeite Quinta do Poço do Lobo que em breve – antes do Natal – vai também ser lançado.

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Catarina Cerca

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Grande Capítulo: Confraria dos Enófilos entroniza Jaume Gramona

Grande Capítulo: Confraria dos Enófilos entroniza Jaume Gramona

Será já no próximo dia 28 que irá realizar-se o XXXVII Grande Capítulo da Confraria dos Enófilos da Bairrada e que, como habitualmente, decorrerá no Palace Hotel do Buçaco, a partir das 18h30.
De acordo com os estatutos, o Grande Capítulo anual é o momento solene para se proceder à entronização dos novos confrades das diversas categorias, depois de onze candidaturas dos mesmos terem sido apreciadas e aprovadas na última Assembleia Geral, realizada no passado dia 3 de novembro.
Por estarem ainda em curso as celebrações comemorativas dos 125 anos do início da produção de espumantes na Bairrada, a Direção da Confraria decidiu propor Jaume Gramona Marti para ser investido como Confrade de Honra. Para além de ser professor na Universidade de Rovira y Virgili, na Catalunha, Jaume Gramona é também um prestigiado produtor engarrafador de Cava, mantendo estreitas relações com a Bairrada desde há vários anos.
Aproveitando esta circunstância, a Direção Regional da Agricultura, em colaboração com a Comissão Vitivinícola da Bairrada e com a Confraria dos Enófilos, entre outras entidades, irá também promover, no dia 27, no Cine-Teatro de Anadia, a partir das 9h, Jornadas Técnicas para discussão de temáticas várias sobre a Região Vitivinícola da Bairrada e os seus Espumantes. Participarão nos debates mais de uma dezena de técnicos e especialistas ligados ao setor do vinho e, em particular, dos espumantes, entre os quais o Professor Gramona. O evento é aberto ao público.
Relativamente à participação no Grande Capítulo, as inscrições deverão ser feitas até ao dia 25 próximo, através do endereço confrariabairrada@sapo.pt, ou através do fax 231 023 346 ou do telemóvel 914 609 715.

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Pergunta da semana

Portugueses praticam cada vez mais exercício ao ar livre. É o seu caso?

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