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10.º aniversário da Rota da Bairrada: “Hoje temos uma região mais forte, mais dinâmica, mais jovem e inovadora”


A Associação Rota da Bairrada está a completar uma década de existência.
Com dois Espaços Bairrada (um na Curia e outro em Oliveira do Bairro) e uma loja online, esta associação, liderada por Jorge Sampaio, vice-presidente da autarquia anadiense, prepara-se para, em 2017, abrir mais um Espaço Bairrada, na cidade de Aveiro.
Em paralelo, diz, o próximo ano será decisivo para recolocar e redesenhar a marca Bairrada no panorama nacional, dando-lhe mais força: “2017 será um ano de grandes desafios no sentido de sustentar, dar força à marca Bairrada”, sublinha em entrevista a JB.
Convicto de que de hoje a Bairrada é “uma região mais forte, mais dinâmica, mais jovem e inovadora, que sabe conciliar a inovação com a tradição”, faz ainda um balanço muito positivo do trabalho realizado pela Rota da Bairrada “naquilo que é unir a região e os diferentes players à volta de um mesmo projeto.”

A Rota da Bairrada está a completar uma década de existência. Que balanço faz?
O balanço é extremamente positivo porque a Rota surgiu do projeto de revitalização da antiga Rota dos Vinhos. Não é fácil pegar num projeto que existe, adaptá-lo e convencer as pessoas de que um novo modelo é melhor. Esse trabalho foi feito durante três anos (entre 2003-2006), até ao arranque efetivo da Rota da Bairrada.
O grande trabalho desta associação tem muito a ver com aquilo que é unir a região e os diferentes players da região, de várias áreas, à volta de um mesmo projeto. Este é um projeto que tem unido à sua volta, os municípios, os produtores vitivinicultores, a restauração, a hotelaria e todas as entidades ligadas ao turismo.
Este foi o grande contributo que a Rota da Bairrada deu ao longo destes 10 anos para este espírito de região. Depois, o facto de se ter implementado e fortalecido a marca, Bairrada. A Rota da Bairrada pegou nesta marca implementou-a na região e levou-a fora de portas. O resultado disto tudo é um pouco o que hoje temos na região – uma região mais forte, mais dinâmica, mais jovem e inovadora, mas que consegue e sabe conciliar a tradição.
Mas a Rota da Bairrada teve uma humilde participação nisto tudo. Este foi um trabalho feito muito pelos nossos agentes económicos, em especial pelos nossos produtores, pelos nossos municípios (com intervenções fantásticas no território), e pela nossa Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) que tem trabalhado cada vez mais nesta matéria. Aliás, desde que Pedro Soares entrou para a CVB trabalhamos de forma completamente sincronizada, muito mais articulada em todas as ações que se fazem.

Quais as principais conquistas da Rota da Bairrada?
A união da região. A criação deste conceito de região é, sem dúvida, o mais importante. Havia a marca Bairrada, que era associada aos vinhos e ao leitão, mas conseguimos nestes 10 anos criar um conceito de região mais abrangente, tanto dentro como fora de portas. Somos muito a qualidade e os excelentes vinhos que temos, mas também muito o leitão da Bairrada e a sua restante gastronomia, mas somos mais – uma região.

Com quantos associados começou a Rota da Bairrada e quantos são hoje os associados?
Os números cresceram muito. Começámos com 23 associados, hoje são 52. Com uma vantagem: crescemos bastante nos associados produtores, mas crescemos muito também nos associados da restauração, sobretudo nos últimos anos, o que para nós é uma conquista muito grande. A restauração é um meio primordial para a promoção dos nossos vinhos e conseguimos que a nossa região olhe mais para os nossos produtores e para os nossos vinhos.

Quando nasceu o portal da Rota da Bairrada, era feito um apelo no sentido de que fossem os agentes a “alimentarem” continuamente o portal, inserindo informação diversa. Que avaliação faz desse trabalho?
Estes processos nem sempre são fáceis. Entendo que os nossos produtores, restaurantes, hotéis são agentes económicos e a vida deles é focada naquilo que é a faturação. Hoje em dia os mercados obrigam a uma atenção constante por parte dos nossos agentes económicos – vender vinhos, alojamentos e refeições. Por vezes, não é fácil que eles tenham este cuidado de irem às ferramentas que estão à sua disposição e consigam eles próprios lá introduzir informação. Temos vindo a lutar muito nisto porque o portal é uma ferramenta fantástica. Contudo, a Rota da Bairrada tem uma pessoa que diariamente ali vai colocando informação de relevo e de nos substituirmos aos nossos agentes neste trabalho. Mas, de facto, uns dão mais importância do que outros a esta ferramenta.

Como está a loja online? Tem tido muita adesão?
Sim, tem havido uma forte adesão. Foi lançado este ano e estamos a trabalhar na área da promoção e divulgação deste espaço online. Foi uma agradável surpresa. As pessoas que visitam os nossos espaços, sobretudo de outras regiões do país e estrangeiro, sentem que têm aqui uma forma de poderem, através desta ferramenta, continuar a adquirir os produtos de que gostaram. As vendas na loja online têm crescido todas as semanas e vamos lançar em 2017 uma forte campanha de promoção e divulgação deste espaço online. Foi uma aposta completamente ganha. Um passo que teríamos de fazer e está a ser um sucesso.

Relativamente ao setor vinícola, a Rota da Bairrada já integra a totalidade dos produtores da região?
Não. Dos dados que temos serão cerca de 100 os produtores inscritos na CVB, mas o nosso número de associados tem vindo a aumentar muito.
A Rota da Bairrada é uma entidade que promove a Bairrada como destino de enoturismo. E somos um exemplo para várias regiões, naquilo que é a separação clara na promoção de vinhos (a cargo da CVB) e aquilo que é a promoção do destino Bairrada, no enoturismo que cabe à Rota da Bairrada fazê-lo. Contudo, somos parceiros.
Temos essa separação bem feita e isto quer dizer que nem todos os produtores têm aptidão para receber turistas ou terem uma visão do que é o enoturismo, logo nunca teremos todos os produtores da região como associados. Tem de haver uma vontade do produtor para esta componente do turismo que é o enoturismo. Mas os mais importantes produtores da região nesta área do enoturismo estão quase todos na Rota.
Este ano crescemos muito já que a alteração nos Estatutos da Rota da Bairrada veio permitir que mesmo aqueles que não têm instalações para receber turistas podem usar as nossas instalações (Espaços Bairrada) para receber os seus turistas e seus clientes.
Creio que no próximo ano vamos consolidar a nossa proximidade com este tipo de produtor. Veja que temos produtores de menor dimensão com vinhos de uma qualidade incrível, fantástica, mas sem espaço destinado ao enoturismo ou para receber turistas.
E o número de associados da restauração, tem aumentado?
Sim e este aumento deixa-me muito satisfeito. Hoje, são os próprios agentes que vêm ter connosco. Começámos a Rota da Bairrada com o princípio que – quem quer entrar no comboio entra, mas o comboio tem que ser posto em andamento. Não se podiam adiar mais estas questões da Rota da Bairrada. Foi assim em 2006. Depois, passámos por uma fase em que fomos ao encontro das pessoas, falar com elas mostrando a importância do projeto. Hoje, felizmente, já estamos numa fase em que são os agentes a pedir para entrar. Isso deixa-nos muito satisfeitos. Em 2017 temos o objetivo de ter aqui um trabalho mais forte na área da hotelaria, à semelhança do que fizemos em 2015/16 com a restauração.

A CVB reelegeu recentemente Pedro Soares como presidente. Que relação é que a Rota da Bairrada tem com a CVB?
A relação é fantástica. O Pedro Soares foi uma lufada de ar fresco na região e na CVB. Tem feito um trabalho extraordinário naquilo que é a defesa e a promoção da região e dos seus produtos. Hoje, a Rota da Bairrada e a Comissão Vitivinícola trabalham diariamente em articulação. Raro é o dia em que não conversamos sobre os projetos. Depois, temos a particularidade de quando um sugere uma ideia, o outro diz para se fazer ainda mais. Há, portanto, um desafio constante entre a Rota da Bairrada e a Comissão Vitivinícola. Isto tem contribuído muito para o que tem sido o crescimento e evolução da nossa região.

O turismo é cada vez mais importante para a região da Bairrada. Qual é o seu peso na região?
Sentimos, de modo geral, que tem havido um crescimento de turismo e do enoturismo na região. Tem havido um crescimento enorme nas visitas às adegas da região, até porque estamos entre dois importantes polos – Aveiro e Coimbra.
Portugal e a região têm de apostar no turismo – esta é a área de futuro para o país. Só quando nos convencermos disto e trabalharmos em condições no turismo (não andar a mudar de políticas a cada quatro anos, sempre que há eleições) e virmos que este é estratégico para o país, ganharemos muito mais com o turismo.
Há aqui também um trabalho a outra escala (Rota de Vinhos de Portugal – a que presido) em que estamos, neste momento, a montar um observatório de enoturismo com o Turismo de Portugal para que no futuro possamos ter dados concretos das visitas às adegas.
Hoje, o facto da Rota da Bairrada ter a presidência da Rota dos Vinhos de Portugal é o reconhecimento pelas outras regiões do trabalho que tem sido desenvolvido pela Rota da Bairrada, ao longo destes 10 anos. Somos a primeira região a presidir à Rota dos Vinhos de Portugal.

Tem sentido o apoio necessário por parte das câmaras municipais?
As oito câmaras municipais contribuem muito para aquilo que é o projeto Rota da Bairrada. Primeiro, no que é o apoio institucional (não é só câmaras municipais), temos a felicidade de ter o envolvimento dos oito presidentes de câmara no projeto Rota da Bairrada, ou seja, temos tido o cuidado de periodicamente reunir com os oito presidentes de câmara, com o presidente do Turismo do Centro de Portugal e com a CVR. E é no seio deste grupo que vários projetos são discutidos.
As câmaras municipais, com as suas ações, cada uma delas, têm contribuído para o todo que é a promoção da Bairrada.

Catarina Cerca

(entrevista na integra na versão em papel)

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Rota da Bairrada completa 10 anos de vida


No próximo dia 28 de novembro, a Associação Rota da Bairrada completa 10 anos de existência.
A celebração desta data, que é marcante, vai contar com a presença do Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos.
O aniversário da Rota da Bairrada terá o seguinte programa:
11h – “Bairrada de Honra” na sede da Rota da Bairrada (Estação Ferroviária da Curia)
11h30 – Descerramento da placa comemorativa dos 10 anos
12h – Visita Aliança Underground Museum
13h – Almoço

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Pampilhosa: Bombeiros celebraram 90 anos com reconhecimentos e louvores


Foi em clima de gratidão que a direção da Associação Humanitária do Bombeiros Voluntários da Pampilhosa e o corpo ativo celebraram, no passado domingo, os 90 anos da corporação. Louvores e distinções para bombeiros e outros que marcaram a vida da associação e o reconhecimento do apoio da população à sua ação marcaram o dia festivo, que conheceu inúmeras atividades para assinalar a efeméride.
Depois da habitual romagem aos cemitérios, logo pela manhã, os bombeiros de Pampilhosa preparam um dia festivo que incluiu o tradicional passeio de crianças e o desfile apeado e motorizado, que mobilizou a população junto das principais artérias da vila para aplaudir os soldados da paz em dia de aniversário.
Mas antes, foi tempo para a entrega de distinções honoríficas, reconhecimentos e louvores, galardões instituídos pela Liga dos Bombeiros Portugueses para atos de bravura e de assiduidade.
Em seguida, pela mão do pároco Carlos Godinho, foram benzidas quatro viaturas, que traduzem um investimento da Associação Humanitária para o reforço de meios, com um veículo de apoio logístico com capacidade para 18 mil litros, um veículo de apoio logístico especial, um novo carro de comando e um veículo de transporte múltiplo de doentes não urgentes.
A sessão solene evocativa dos 90 anos, que encheu por completo o salão nobre e onde participaram as forças vivas locais e representantes regionais e nacionais dos bombeiros portugueses, ficou marcada por distinções para quem fez parte relevante nos 90 anos da instituição, com os oradores da tarde a vincarem o apoio incondicional da população e de entidades locais para com o seu corpo de bombeiros.
A festa terminou com um jantar convívio que reuniu mais de duas centenas e meia de pessoas.
Recorde-se que a data oficial do aniversário foi a 29 de agosto, mas devido aos incêndios de verão, decidiu a direção e comando remeter os festejos para o passado domingo.
João Paulo Teles

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Cantanhede: Columbófila completou 66 anos


Embora sem continuar a festejar a data da sua fundação, a Direção Geral da Associação Social de Solidariedade Sociedade Columbófila Cantanhedense, dá um enorme significado à mesma, aproveitando a efeméride, para internamente, proceder a reflexões mais aprofundadas, mas também para aflorar recordações, mas sobretudo vivências, que todos, os que tem a felicidade e o privilégio de integrar a família columbófila, tem vivido e partilhado ao longo destes 66 anos de atividade ininterrupta, que aquela Associação já leva.
Data também, para recordar aquele “punhado” de cantanhedenses que em 24 de agosto de 1950, meteram as “mãos” na massa e “construíram” a então Sociedade Columbófila Cantanhedense, estando certamente longe de poder pensar que o seu trabalho seria continuado e que a referida coletividade viesse e granjear a simpatia e o respeito de tantas entidades e pessoas.
Data igualmente para recordar todos aqueles, que por força do “destino” já não se encontram entre “nós” e que com o seu trabalho, esforço e dedicação, muito contribuíram para o rico historial desta Associação.
Num ano difícil que continua marcado pela perca de enormes valores humanos, a Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, fruto da dedicação dos seus atletas, do trabalho dos seus técnicos, dos seccionistas mas sobretudo do apoio dos seus familiares e dos seus patrocinadores e do Município de Cantanhede e da União de Freguesias de Cantanhede e Pocariça, conquistou alguns títulos nacionais, nesta época desportiva que há pouco findou, conhecendo o seu expoente máximo com a conquista pela primeira vez, do Campeonato Distrital de Basquetebol, Sub – 19 feminino e com a participação dos seus nadadores no Meeting Internacional de Lisboa, nos Multinations Youth Meet 2016, que se realizou no Chipre, na Taça Latina que decorreu na cidade de Santiago de Cali na Colômbia, no XIX Open de Espanha de Águas Abertas, prova realizada no lago de Banyoles em Barcelona, no Campeonato Mundial de Juniores de Águas Abertas, que se realizou na cidade de Hoor na Holanda, na X edição dos Jogos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, que se realizou em Cabo Verde e a integração nas seleções distritais e nacionais das modalidades de Natação e Basquetebol que muito enriquecem o historial daquela Associação.
“Estamos crentes que a juventude vindoura irá colher aquilo que agora a custo semeamos; é isto que pretendemos”.

Alberto Abrantes – junho de 1986

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Mealhada: Bombeiros aguardam prenda de 450 mil euros para os 90 anos


A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Mealhada celebrou o 89.º aniversário no passado dia 26 de julho, com uma cerimónia evocativa que ficou marcada pela bênção de uma nova viatura, a promoção de bombeiros e o juramento de novos elementos. Agora, a altura é de preparar os 90 anos da instituição, efeméride que pode trazer uma prenda de 450 mil euros para as esperadas obras no quartel.
O 89.º aniversário do Bombeiros da Mealhada, depois das cerimónias habituais do hastear de bandeiras, prestou uma homenagem, póstuma, ao bombeiro do quadro de honra Joaquim Ricardo Jorge, com a atribuição do seu nome a uma viatura de transporte de doentes, benzida naquele dia festivo. “Eletricista, sempre disponível, foi bombeiro e um forte dinamizador das organizações dos bombeiros, muito em especial nos últimos anos na tasquinha dos bombeiros na feira de artesanato, agora FESTAME”, justificou o presidente dos bombeiros, Nuno Canilho, destacando o homenageado como “pessoa que ajudou muito os bombeiros e, por isso, optámos por esta forma tradicional que temos de homenagear os nossos beneméritos”.
Para além daquele momento, no decorrer da cerimónia que assinalou o aniversário da instituição, com a presença de autarcas locais e de responsáveis locais, regionais e nacionais dos bombeiros, prestaram juramento cinco novos bombeiros (três elemento masculinos e dois femininos), foram promovidos nove bombeiros, que passaram de terceira para segunda categoria e foi promovido um bombeiro de primeira categoria a sub-chefe.
“É um dia muito na véspera das comemorações dos 90 anos, mas não deixa de ser um dia muito especial”, disse ao JB, Nuno Canilho, completando que “com os 90 anos à porta, há muitas coisas em perspetiva. Estamos a procurar levar a cabo um programa comemorativo condizente com esta data redonda, havendo um aspeto que merecerá maior atenção”, disse o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Mealhada, referindo-se à candidatura que a associação submeteu para conseguir financiar “uma grande ampliação e renovação do atual quartel”.
Aquele investimento poderá ter um apoio de fundos comunitários na ordem dos 450 mil euros. “Vamos andar com este ‘fantasma’, esta hipótese a pairar sobre nós, pois seria uma boa prenda e um motivo de orgulho para celebrar os 90 anos”, concluiu Nuno Canilho.
João Paulo Teles

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8.º aniversário da Biblioteca Municipal de Anadia: “Um espaço de todos e para todos”


 

O serão de sábado não poderia ter sido mais agradável. No âmbito da comemoração do 8.º aniversário da Biblioteca Municipal de Anadia, o Cineteatro da cidade viveu uma enchente para assistir a uma noite cultural única que distinguiu um vasto leque de alunos, docentes e utilizadores dos mais variados serviços prestados por esta biblioteca, que “é um espaço de todos e para todos”, como destacou a edil Teresa Cardoso durante a sua intervenção.

Homenagem sentida. Um evento marcado pela forma singela mas muito emotiva como a Câmara Municipal de Anadia homenageou o padre José Fernandes (Salesiano de Mogofores), mentor do concurso “Ler & Aprender” e que prefaciou a obra agora editada. Foi ele, disse Sónia Almeida, diretora da Biblioteca Municipal, que sugeriu, em boa hora, a criação do concurso “Ler & Aprender” por sentir a necessidade de promover a escrita entre os alunos. Por isso, foi-lhe entregue pela mão da edil anadiense Teresa Cardoso o cartão de utilizador honorário da biblioteca, “não só pelo enorme contributo que deu ao projeto como ao desenvolvimento educativo do concelho.” Um gesto tanto mais relevante pelo facto do padre José Fernandes estar de partida (vai deixar os Salesianos de Mogofores e irá para os Salesianos de Mirandela).
Na ocasião, o padre José Fernandes realçava que “todos os bons livros levam a que cada um de nós se encontre e desafie”.
Durante o evento, Sónia Almeida explicava ao público presente que, pela primeira vez, a cerimónia de aniversário fez-se fora da biblioteca porque o número crescente de utilizadores não permitia albergar condignamente tão elevado número de pessoas naquele espaço.
Sónia Almeida recordou que a biblioteca, inaugurada a 3 de julho de 2008, tem sabido desenvolver um trabalho único com base na comunidade, procurando disponibilizar a todos os munícipes os recursos informativos fundamentais para apoiar o seu desenvolvimento pessoal, cultural e social. Por isso, “o trabalho tem-se feito no aumento e diversificação da oferta cultural e educativa, disponibilizando vários serviços que estreitem os laços entre a biblioteca e a comunidade”. Exemplos disso mesmo são os projetos como o Biblioescola, o Bibliosocial, a Rede de Bibliotecas de Anadia, a Rede de Bibliotecas Municipais da CIRA e mais recentemente a Rota dos Livros.
Com um auditório cheio, a edil Teresa Cardoso sublinhou que “Anadia é um concelho ativo e dinâmico, que tem sabido apostar na educação e na cultura, gerando uma energia positiva entre estes dois setores indissociáveis”, realçando também que todo o trabalho desenvolvido pela biblioteca municipal “já extrapolou fronteiras”, tendo recentemente o município sido convidado a estar presente na mais importante conferência anual de bibliotecas europeias que decorreu em Haia, na Holanda.
Uma biblioteca que continua a ter como preocupação central a “aproximação à comunidade”, disse Teresa Cardoso, salientando ainda o facto da biblioteca estar a concluir o processo de Gestão da Qualidade, mas também na aposta que está a ser feita nos recursos informáticos e na requalificação da zona envolvente da biblioteca, que vai avançar em breve.

Muitos prémios e distinções. Mas uma área onde a biblioteca se tem distinguido mais é na criação e fortalecimento de hábitos de leitura das crianças e jovens. O estreitamento de relações com as várias bibliotecas do município, nomeadamente as escolares, tem permitido desenvolver um conjunto de projetos inéditos e bastante profícuos – casos da 7.ª edição do concurso escolar “Ler & Aprender”, que promove a educação literária e a escrita criativa através da redação de textos dos géneros narrativo e lírico. Por isso, este ano a Câmara Municipal editou o novo livro “Ler & Aprender”, com textos vencedores das quatro últimas edições (2011-2015). E este ano com uma novidade – foram alunos das escolas do concelho que ilustraram os textos publicados.
Impossível de publicar nesta página o nome de todas as dezenas de alunos premiados, cujos textos foram publicados no novo livro “Ler & Aprender” (2011-2015), bem como dezenas de alunos que ilustraram os textos, podemos acrescentar que todos os trabalhos vencedores conferiram ao respetivo estabelecimento de ensino a possibilidade de receberem um prémio pecuniário.
Também no âmbito da Rede de Bibliotecas de Anadia, teve lugar um concurso promovido pela autarquia para a criação de um logótipo para esta rede. O desafio lançado aos jovens alunos traduziu-se numa enorme participação e na distinção de três trabalhos, sendo vencedor o logótipo de Débora Miguel da Silva Nogueira, aluna dos Salesianos de Mogofores.
No concurso de poesia “Letras da Primavera”, que vai na 8.ª edição e subordinado ao tema “Anadia, capital do Espumante”, é de assinalar a criatividade e originalidade presentes em todos os trabalhos. Foi vencedor o poema “Anadia, Capital do Espumante”, de Paulo da Silva Ferreira, do Pereiro, Avelãs de Cima. O autor, que foi chefe fundador do Agrupamento de Escuteiros de Avelãs de Cima, doou o valor do prémio aos seus “lobitos” como lhes havia prometido, num gesto de enorme carinho pelo agrupamento que ajudou a nascer. Em segundo lugar ficou o poema “Espumante”, de António Lebre de Freitas, da Mealhada e em terceiro lugar, o poema “Anadia, Capital do Espumante”, de Rosário Pinto, residente em Lisboa.
Durante a cerimónia, o espetáculo abriu com o jovem Francisco Power, aluno da Escola Básica e Secundária de Anadia, que trouxe a palco um belo momento de magia. Pelo meio atuaram Fernanda Henriques da EB de Vilarinho do Bairro, Leonor Santos e Inês Oliveira, do CNSA e Margarida Pereira, da EBSA, cujas belíssimas vozes encantaram todos os presentes. O evento encerrou com chave de ouro, com a atuação (rap) de João Nina, de Coimbra e o obrigatório cantar dos “Parabéns” e corte do bolo de aniversário.
Outros premiados
Rota dos Livros – Junta de Freguesia de Avelãs de Caminho.
No Projeto BiblioEscola, distinções para a Educadora Alzira Moreira, Educadora no JI da Mata da Curia e Professora Anunciação Calado (Centro Escolar de Arcos).
No Projeto BiblioSocial, a Biblioteca Municipal de Anadia elegeu este ano a Misericórdia de Anadia.
Utilizadores do ano: Crianças: Beatriz de Almeida (7 anos) Moita – Anadia; Francisco Miguel Aleixo (8 anos) Espairo – Anadia; Lara Duarte Esteves (8 anos) Candieira – Avelãs de Cima.
Adultos: Ana Lúcia Santos S. Queijeira – Mogofores; António Leonel Araújo – Figueira de Boialvo; João Venâncio Marques – Anadia.
Catarina cerca
catarina.i.cerca@jb.pt

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Anadia: Biblioteca Municipal celebra 8.º aniversário


O município de Anadia festeja com pompa e circunstância mais um aniversário da sua Biblioteca Municipal, promovendo, no Cineteatro, um serão cultural agendado para o próximo sábado, dia 9, a partir das 21h.
A sessão terá início com a atribuição dos prémios da 8.ª edição do concurso escolar “Ler & Aprender”, uma iniciativa que a Câmara Municipal de Anadia vem realizando com o objetivo de promover a leitura e a escrita criativa através da produção de textos literários. A ocasião servirá também para a apresentação da obra “Ler & Aprender: 2011-2015”, uma coletânea dos textos vencedores das últimas quatro edições deste concurso, ilustrados por alunos dos estabelecimentos de ensino do concelho de Anadia.
Seguir-se-á a entrega dos prémios do concurso de poesia “Letras da Primavera”, que teve “Anadia, Capital do Espumante” como mote e que, assim, inspirou os mais de 20 poemas concorrentes. O vencedor foi Paulo da Silva Ferreira, do Pereiro, Avelãs de Cima, autor de “Anadia, Capital do Espumante”. O programa prosseguirá com mais uma entrega de prémios, desta vez os referentes ao Concurso de Ideias para a Criação do Logótipo da Rede de Bibliotecas de Anadia, que desafiou os alunos do concelho a criarem uma imagem identificativa da Rede de Bibliotecas de Anadia, tendo-se sagrado vencedora Débora Miguel da Silva Nogueira, aluna dos Salesianos de Mogofores.
Serão, ainda, anunciados e distinguidos os “Utilizadores do Ano” nas categorias “Projetos” e “Utilizadores”.
A cerimónia será abrilhantada com atuações dos alunos de estabelecimentos de ensino de Anadia.

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Agrupamento 221 de Anadia celebra cinquentenário e inaugura sede


 

O Agrupamento de Escuteiros 221 de Anadia está a celebrar meio século de existência (completa 50 anos no dia 16 de abril) mas no próximo domingo, dia 3 de abril, inaugura a nova sede, localizada na EB 1 de Alféloas.
Luís Rocha, chefe do Agrupamento há cinco anos, falou a JB desta data tão marcante na vida do Agrupamento, mas também da sua história e evolução ao longo destas cinco décadas de vida, e de como esta nova casa veio melhorar a forma de trabalhar.

Conforto e espaço. A nova sede, que será inaugurada domingo, resulta de um esforço conjunto: Agrupamento, União de Freguesias de Arcos/Mogofores e da Câmara Municipal de Anadia.
Desativada em 2012, a EB 1 de Alféloas é o novo “lar” do Agrupamento que, depois de obras de recuperação e de ampliação, dotaram o espaço de todas as condições para o desenvolvimento de um trabalho de excelência com todas as secções.
Assim, qualidade, conforto e segurança são apenas alguns dos adjetivos que podem caracterizar esta nova sede. “Esta escola foi um tiro certeiro, foi desativada em 2012 e foi cedida à União de Freguesias. É a nossa segunda casa própria que, graças a muito trabalho, empenho e dedicação de todas as partes envolvidas, permitiu que, em 2013, acontecesse a nossa passagem para estas novas instalações que vão agora ser inauguradas”. O programa inaugural inclui, no dia 3, às 11h: Eucaristia na Igreja Matriz de Anadia; 12h: Sessão Solene no mesmo local, seguida de inauguração da sede em Alféloas; 13h: Convívio na sede, em Alféloas.
Luís Rocha afiança que esta sede é um bom reflexo da forma como o Agrupamento está na comunidade e de como a comunidade vê o Agrupamento: “O Agrupamento conseguiu, com a sua credibilidade, o reconhecimento que transmite aos pais, à comunidade, às empresas e entidades oficiais e autárquicas, obter daqueles, num muito curto espaço de tempo, o apoio necessário para criar esta sede”, não deixando também de garantir que “neste momento não haverá muitos agrupamentos na região de Aveiro com sedes e instalações como têm os Agrupamentos do concelho”.
“Nós investimos aqui muito, porque quisemos ir mais longe. Por isso, o futuro passa por mais 50 anos e esta sede é um bom exemplo dos propósitos do Agrupamento, pois estamos convictos do que queremos”, destacou.

Cinquenta anos. A inauguração que agora vai acontecer está inserida no âmbito da comemoração do cinquentenário, já iniciada em 2015. “Quisemos, dentro do que são as atividades normais na vida do Agrupamento dar-lhe um revestimento especial por via da comemoração do cinquentenário, trazendo para Anadia muitas das atividades que normalmente são feitas noutros pontos do distrito” (ver caixa).
Embora não haja registos entre 1965 e 1985, Luís Rocha admite que por este Agrupamento já passaram 600 elementos (confirmados), número que pode rondar os 800 elementos, tendo em conta os 20 anos dos quais não há registos.
Reconhecendo que os 50 anos são, sem dúvida, um marco na história de qualquer associação, garante que no Agrupamento (apesar da idade) se respira jovialidade. Integram presentemente o Agrupamento de Anadia 73 elementos, dos quais 12 dirigentes. Mas olhando para trás, o grande boom deu-se efetivamente na década de 80 em que o Agrupamento atingiu os 170 elementos. Depois, com o tempo, este número foi diminuindo, situação justificada com a criação de outros Agrupamentos no concelho (Sangalhos, Avelãs de Cima e S. Lourenço do Bairro), o que fez com que os jovens se fossem distribuindo pelos novos agrupamentos. Nos dias que correm é incontornável o decréscimo do número de elementos, muito devido a uma menor taxa de natalidade. “Está a inverter-se o nível de efetivos nas secções que eram maiores na entrada (1.ª e 2ª secções) e, neste momento, vive-se uma inversão, as secções mais velhas têm mais efetivos, o que nos deixa alguma preocupação do ponto de vista pedagógico e de como dar a volta a esta tendência”. Por isso, têm promovido várias ações para captar crianças, revelou, admitindo que o efetivo ideal deveria rondar os 90 elementos.
“Neste momento, temos uma enorme quantidade de pessoas a colaborar e a trabalhar connosco no mais variado tipo de atividades, desde os pais, familiares, FNA – Fraternidade de Nuno Álvares – Núcleo de Anadia”.
Convicto de que o escutismo não está a atravessar nenhuma crise, Luís Rocha explica esta tendência com o facto do escutismo estar a viver uma contingência e uma conjuntura que é transversal ao país (envelhecimento da população, decréscimo acentuado da taxa de natalidade), mas a tentar com as armas que tem ao seu dispor, contrariar essa tendência, através de um projeto educativo muito mais aperfeiçoado, pensado e planeado, capaz de cativar mais crianças e jovens.
“Aqui consegue-se implementar uma relação de partilha, amizade e cumplicidade entre as pessoas que não se encontra em nenhum outro sítio”, diz.
“Cinquenta anos parece imenso tempo, mas o nosso propósito é continuar a fazer o que temos feito até hoje, se possível com a mesma motivação, convicção e com melhores resultados”, diz, sublinhando que a durabilidade se deve ao facto do que “é o escutismo em si, a mensagem se transmite, o que representa para os jovens. É um fator de distinção, algo que não é substituível ainda que haja muita oferta de atividades”, diz.

Ano repleto de atividades
No âmbito do cinquentenário, o Agrupamento 221 tem realizado um conjunto de atividades de relevo ao longo do último ano. Casos de uma atividade para Caminheiros, realizada em outubro; a atividade Luz da Paz de Belém (Natal) envolvendo escolas, associações, catequeses e colégios do concelho. Agora, a inauguração e os 50 anos de existência serão tratados com alguma solenidade, no próximo dia 3. Segue-se a celebração do S.Jorge (padroeiro dos Escuteiros), a 24 de abril. Uma atividade que envolve todos os Agrupamentos da diocese. Serão cerca de dois mil participantes em atividades na zona do Complexo Desportivo, seguindo-se um desfile, durante a tarde, terminando na zona do Vale Santo (anfiteatro) onde será realizada uma eucaristia e sessão solene. O “Dia do 221” celebra-se em maio, por forma a congregar todo o efetivo do Agrupamento desde o início até ao momento atual, numa grande festa, mas também a recuperação das “Alfelinas” em junho, uma tradição antiga da povoação de Alféloas. “A recuperação desta tradição será uma forma de agradecer à população a forma como nos recebeu. Será um convívio, à volta de um pernil no espeto”.
Catarina Cerca

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Grupo de Cantares da ADREP comemorou 7.º aniversário


O Grupo de Cantares Raízes da Nossa Terra, da ADREP (Palhaça), assinalou no domingo, dia 6 de março, o 7.º aniversário, com um almoço convívio no salão da associação. A tarde de festa culminou com a atuação do grupo.

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Bombeiros da Pampilhosa celebram 90 anos até agosto


A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Pampilhosa (AHBVP) comemora este ano o 90.º aniversário, tendo projetado vários momentos festivos até ao dia 29 de agosto, data da fundação da Associação. A efeméride vai ser assinalada de forma bem marcante com um programa de comemorações que contempla também outras iniciativas, a decorrer ao longo do ano.
Confira o programa completo na edição de 25 de fevereiro 2016 do Jornal da Bairrada

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