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Club de Ancas completa 110 anos


O Club de Ancas esteve em festa. As comemorações deste evento prolongaram-se por mais de uma semana com um programa repleto de iniciativas que muito dignificaram esta Associação centenária e preencheram os mais variados gostos de quem teve a oportunidade de as frequentar.
De salientar o momento alto de toda a programação – o almoço de gala que aconteceu no dia 8 de dezembro (dia do aniversário do Club) e que contou com representação da Câmara Municipal de Anadia, na pessoa da presidente Teresa Cardoso e dos vereadores Lino Pintado e Jorge São José, assim como de todo o elenco do executivo da União de Freguesias.
É oportuno relembrar os seus fundadores e primeiros sócios, homens com uma visão social acima da média para aquela época. As suas preocupações sociais levaram-nos ao grande desafio de criar um espaço onde as gentes da sua terra pudessem evoluir social e culturalmente e se divertissem de maneira sadia, evitando assim muitos conflitos familiares e também sociais.
Ao fundarem este Club, tiveram em mente os objetivos mais prementes para aquele tempo: Bem-Fazer, Instrução e Recreio. Bem-Fazer porque a pobreza grassava pela aldeia e atingia a maior parte das famílias. Instrução, porque a percentagem de analfabetos era significativa. Um pormenor interessante é que eram os que tinham o privilégio de saber ler e escrever que liam e escreviam as cartas aos familiares das pessoas analfabetas, num gesto de solidariedade digno de registo. Recreio, porque proporcionava às pessoas formas de passarem as longas noites de inverno e as tardes de domingo divertindo-se e ao mesmo tempo cultivando-se.

Missão e objetivos atuais. Objetivos esses que os atuais corpos sociais do Club de Ancas fazem questão de manter e valorizar, na medida em que dispõem de outras ferramentas que a nova tecnologia lhes oferece e de que, evidentemente, os seus antepassados não dispunham.
A luta é diária e o caminho é árduo porque a ambição, no bom sentido, leva esta IPSS a querer sempre mais e melhor.
A prova disso está no leque de atividades que diariamente se praticam nesta Associação e não só, porque está continuamente a interagir com outras IPSS’s e também outras entidades. Os seus Seniores são incansáveis na participação de todas as atividades propostas pela Rede Social, pela Câmara Municipal e por outras que eventualmente aparecem, contagiando os outros Seniores com a sua alegria e boa disposição.
Por todo o trabalho desenvolvido e pelos resultados obtidos, o Club de Ancas acha que vale a pena continuar a lutar, até porque este é um dos últimos baluartes da Solidariedade, Cultura e Recreio da nossa terra.
Parabéns Club de Ancas, por tudo o que foste, és e continuarás a ser!
Natália Seabra

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Santa Casa da Misericórdia de Vagos assinala 55 anos de existência


O bispo de Aveiro, D. António Moiteiro, preside hoje, na igreja matriz de Vagos, pelas 18h30, à celebração da missa de ação de graças e sufrágio pelos Irmãos, clientes, colaboradores e benfeitores da Santa Casa da Misericórdia, que assinala 55 anos de existência.
Das comemorações, que se estendem ao longo do próximo ano, faz parte o lançamento de um livro para crianças, da responsabilidade do escritor Paulo Frade.
De acordo com a mesa administrativa daquela IPSS, a referida publicação resulta da recolha de estórias, contadas por utentes da estrutura residencial para pessoas idosas (ERPI). Os textos serão ilustrados por desenhos de crianças, que frequentaram o pré-escolar da Misericórdia no ano letivo passado.
Paralelamente, serão lançadas ações, de caráter cultural e lúdico, com destaque para uma mostra de pintura envolvendo artistas vaguenses. Dedicada às catorze obras de misericórdia, com a exposição será, ainda, publicado um livro sobre o mesmo tema.
Instituição de mérito, a Santa Casa da Misericórdia de Vagos foi fundada em 1959, por despacho do então ministro da saúde e da assistência, Henrique Martins Carvalho, publicado no Diário do Governo nº 303, 3ª série, de dezembro do mesmo ano.

Boa resposta. Com múltiplas valências (a primeira, infantário-creche, foi inaugurada em 1980, por Bagão Félix, secretário de Estado da Segurança Social), a IPSS de Vagos continua a dar excelente resposta às necessidades emergentes, através de acordos de cooperação com a Segurança Social.
Falamos do serviço de apoio domiciliário, estrutura residencial para idosos, centro de acolhimento temporário, creche e estabelecimento pré-escolar. Mas, também, da participação no núcleo local de inserção, fundo europeu de auxílio a carenciados e desenvolvimento da cantina social, entre outros.
Destaque, ainda, para a Rede Local de Intervenção Social (RLIS), na qual a instituição vaguense foi selecionada para desenvolver, a nível concelhio, um dos doze projetos-piloto, a realizar no continente.
O projeto, a desenvolver até junho de 2015, será liderado por equipa multidisciplinar, e configura um serviço de atendimento e acompanhamento social a famílias, em situação de vulnerabilidade, de exclusão ou emergência social.

Eduardo Jaques
Colaborador

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Cooperativa de Anadia: Instituição sólida, focada nos associados


Com 64 anos de vida, a Cooperativa Agrícola de Anadia tem, neste momento, 1500 associados, provenientes dos concelhos de Anadia, Mealhada e Águeda.
Manuela Ferreira, que dirige a Cooperativa há 12 anos, vai recandidatar-se ao cargo no próximo dia 18 de dezembro e faz um balanço muito positivo destes últimos 12 anos. Por quê? Os objetivos que estavam delineados foram, praticamente todos cumpridos. Reconhecendo terem sido anos de grande exigência e desafios constantes, é com orgulho e satisfação que olha para trás e verifica que o esforço e sacrifício valeram a pena.
Manuela Ferreira revela que a equipa foi capaz de implementar uma restruturação geral, no sentido de agilizar os serviços e dar à Cooperativa uma sustentabilidade financeira. “Quisemos que os recursos da Cooperativa fossem direcionados na ajuda dos associados e não consumidos pela própria estrutura”, explica, recordando que, ao nível das instalações, a Cooperativa foi remodelada com a criação de uma Loja Agrícola, uma Farmácia de Fitofármaco, assim como foi melhorado o espaço onde é ministrada a formação profissional (apoio do IAPMEI).
Por outro lado, a Cooperativa foi dotada de um corpo técnico que tem permitido ajudar e aconselhar os associados a tomar as melhores opções, principalmente ao nível da utilização dos produtos fitofarmacêuticos, área que tem vindo a exigir uma maior e melhor qualificação de todos.
Melhorias e uma evolução constantes que conduziram a grandes mudanças. Com estas remodelações, foram criadas as condições necessárias para ter os produtos expostos e organizados por secções e proporcionar um atendimento mais personalizado. Permitiu apostar numa maior diversidade de produtos, que têm tido imensa rotação, nomeadamente os produtos da terra, do lavrador, entre outros. Estas alterações resultaram numa maior aproximação dos agricultores à Cooperativa e conquista de novos clientes.
“Implementamos e aprofundamos projetos de ajuda ao agricultor, é exemplo disso na área administrativa o parcelário agrícola, apoio na área da vitivinicultura e suinicultura. Na área comercial, contamos com parceiros muito credíveis, o que nos tem permitido disponibilizar aos nossos associados produtos de qualidade a preços bastante competitivos. Do ponto de vista da produção, dedicámos especial atenção à comercialização dos produtos dos nossos associados, ajudando ao escoamento da batata, cereais, legumes, mel e outros”, revela a responsável, dando conta de que “esta é uma área que teremos de aprofundar e aperfeiçoar no futuro”, desafiando os associados a dirigirem-se à Cooperativa com os seus produtos por forma a que a Cooperativa os possa valorizar, colocando-os no mercado, ao melhor preço possível.

Recandidatura. Com eleições na próxima semana, Manuela Ferreira vai recandidatar-se ao cargo: “a Cooperativa é ainda uma obra inacabada e, mais do que nunca, sinto-me preparada e motivada para enfrentar novos desafios”.
A JB revela que, no próximo mandato, se os associados lhe derem o voto de confiança, pretende, acima de tudo, estreitar e reforçar os laços entre a Cooperativa e os agricultores, por forma a tornar ambos mais fortes. “Esta instituição só tem razão de existir se estiver permanentemente ao serviço dos seus associados”, sublinha. Mas, como em qualquer instituição, nem tudo são rosas, pelo que os obstáculos que tem encontrado pelo caminho têm sido variados. No entanto, como revela, “com coragem, profissionalismo e dedicação de toda a equipa, com maior ou menor dificuldade, conseguimos trazer o barco a bom porto, manter a estabilidade financeira.”
Do seu ponto de vista, estão criadas as condições necessárias e suficientes para a instituição, de uma forma sustentável, se projetar no futuro e focar toda a atenção naquilo que realmente mais interessa, que é ajudar os associados. “Queremos que considerem este espaço também deles, que o frequentem como se da sua casa se tratasse”, destaca.

Aposta na formação. A Cooperativa tem vindo a apostar fortemente na Formação Profissional, em parceria com a Confagri (Confederação Nacional das Federações Cooperativas Agrícolas de Portugal). Uma das grandes apostas da Cooperativa, que começou em 2005 e de lá para cá tem vindo a crescer cada vez mais. Uma experiência muito positiva, que tem trazido e fidelizado muitos agricultores à Cooperativa. Os cursos são gratuitos para o agricultor e os mais procurados são os de Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos, pois, são obrigatórios por Lei para quem pretender comprar e aplicar agroquímicos. Está previsto mais uma vaga de cursos, estando a direção a reunir esforços para que sejam no início de 2015.
Manuela Ferreira acredita também que o setor agrícola é cada vez mais um setor onde se deve apostar. No caso concreto do concelho de Anadia, a agricultura teve e terá, na sua opinião, um lugar fundamental no desenvolvimento da região. Caso do setor vitivinícola, que desempenha um papel fundamental no desenvolvimento social e económico da região e no modo como projeta o nome do concelho. “No caso concreto da Cooperativa, para além desta agricultura de escala como é o vinho e a vinha, queremos olhar também com muita atenção para a agricultura familiar, que tem um peso enorme na região e no país e que tão maltratada tem sido”. Por isso, defende que a agricultura agro-familiar desempenha um papel fulcral do ponto de vista económico e social, como seja a produção de produtos e criação de animais para consumo. “Tem-se a vantagem de consumir produtos de melhor qualidade, de origem nacional. Contribui ainda para a criação de emprego, a preservação do ambiente e, por que não, até como atividade lúdica e de lazer. Muitos de nós procuram nas nossas hortas refúgio para o stress do dia a dia”, frisa.
A responsável defende ainda que a agricultura deve ser valorizada, assim como devem criar-se incentivos e medidas para colocar o país a produzir os seus próprios produtos, apostar mais nos produtos nacionais e não estar dependente de outros países.
A terminar, Manuela Ferreira diz que, nesta altura, as maiores preocupações dos agricultores têm sido o grande dilema dos baixos preços dos produtos à produção e a dificuldade em escoar, devido à entrada de produtos vindos de outros países a preços mais baixos. “É necessário fixar os preços e controlar a margem de lucro dos intermediários, de modo a que o agricultor possa fazer face às suas despesas. É urgente que se tomem medidas a fim de resolver esta questão”, conclui.

Catarina Cerca

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Avelãs de Cima: “Os Figueirenses” inauguram sede uma década após início da construção


Foi na década de 90 que a sede da associação “Cultura e Recreio – Os Figueirenses” começou a ser erguida.
No próximo domingo, dia 30, será inaugurada a sede e celebrado o 20.º aniversário da associação, com cerimónia inaugural às 12h30, seguida de almoço-convívio às 13h.
A obra demorou mais de uma década a erguer mas foi finalmente concluída este ano, com a construção de uma churrasqueira ao ar livre, fruto da dedicação, sacrifício e empenho das sucessivas direções, populares e muitos amigos que não deixaram morrer este sonho.
No passado dia 25 de novembro, a coletividade completou 20 anos de vida (de legalização), muito embora os primeiros passos tenham começado a ser dados na década de 60, altura em que uma Comissão de Festas local decidiu comprar terrenos anexos à capela de Santa Eufêmea para construir a sede da associação.
“Naquela altura havia dinheiro, compraram-se os terrenos mas ficou-se por aqui. Até porque, na altura, se optou, como forma de angariar verbas por explorar um café arrendado aqui na terra”, revela Amílcar Almeida, presidente da direção da Associação.
Mas as obra na sede só terminaram agora, há uns meses. Para trás ficaram muitos obstáculos, arrelias e dificuldades ultrapassadas graças à persistência, teimosia e determinação das direções.
“Foi muito difícil chegar até aqui. Há dois anos houve uma alteração grande na legislação e tivemos de fazer uma série de avultadas remodelações”, revelou o responsável, para quem o espaço agora terminado “é um orgulho para o lugar e para a freguesia”.
Na verdade, a pequena povoação da Figueira, na freguesia de Avelãs de Cima, não tem mais de seis dezenas de casas habitadas e os habitantes não ultrapassam as 150 almas. Mas não é menos verdade que, apesar do hiato de tempo, conseguiram erguer uma obra onde a população se reúne e convive. A sede possui café, por sinal o único na aldeia, sanitários, arrumos, sala de troféus e hall de entrada, sala de jogos, sala de reuniões/direção e ampla sala de festas e de convívio (1.º andar), disponível para alugar a particulares.
Amílcar Almeida não esquece que, ao longo destes anos, também a Câmara Municipal de Anadia e a Junta de Freguesia de Avelãs de Cima foram importantes aliados na execução de tamanha empreitada.
Simultaneamente, muitos populares, empresários e amigos do lugar têm ajudado a associação, que teve durante 12 anos seguidos Amílcar Almeida como presidente da direção e que, após alguns anos de interregno, está agora novamente no comando, terminando o seu mandato no final deste ano.
“Isto aqui funciona numa espécie de dança das cadeira. É um grupo de carolas, gente que vai rodando mas, de uma forma ou de outra, num lugar ou noutro estão sempre ligados à associação”, revela.
O pequeno café é a principal fonte de receita, mas só funciona porque existe uma “escala de pessoal” para que à hora de almoço e à noite tenha sempre as portas abertas. “Os dias melhores são ao final de semana. É quando mais gente se junta aqui”, pois à semana o movimento é bem mais reduzido.
As atividades que vão promovendo ao longo do ano são transversais a toda a população: passeios de bicicleta, caminhadas, torneios de futebol de 5, e celebrações de S. João e S. Martinho.
“Os convívios de S. João e S. Martinho são sempre repartidos com as Comissões de Festas. Existe uma excelente relação e, como somos sempre os mesmos, temos de manter o espírito de entreajuda”, admite, realçando o trabalho de equipa e a boa camaradagem.
O futuro passa por continuar a rentabilizar ao máximo o espaço, pelo que deixam um apelo à população e aos amigos para que se mantenham ao lado da associação, participando nos eventos.
Catarina Cerca

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87.º aniversário dos Bombeiros da Mealhada marcado com homenagens e nova viatura


Os Bombeiros Voluntários da Mealhada celebraram 87 anos de atividade no dia 26 de julho e motivos de festa não faltaram para assinalar a data. A bênção de duas viaturas, o descerramento de duas galerias fotográficas, a atribuição de medalhas de assiduidade ao corpo ativo e discursos quase em uníssono, a alertar o Estado e as autarquias para a importância do trabalho dos voluntários e do devido apoio financeiro às associações humanitárias, dominaram a festa dos bombeiros mealhadenses.
A questão do financiamento dos bombeiros e o período de dificuldades pelo qual passam muitas corporações foi a tónica dominante dos discursos, com Jacinto Oliveira, da Federação dos Bombeiros do Distrito de Aveiro, a reconhecer que “o Estado português tem exigido muito e pouco tem dado aos bombeiros”.
José Gomes da Costa, da Liga dos Bombeiros Portugueses, defendeu igualmente uma intervenção junto da Associação Nacional de Municípios Portugueses e do Ministério da Administração Interna “para que haja uma uniformidade na questão dos subsídios a atribuir aos bombeiros para que possam pagar as suas despesas, pois os dirigentes das associações fazem autênticos milagres para gerir a casa”.
O presidente da Câmara da Mealhada, Rui Marqueiro, corroborou, comentando que “seria um desastre não haver voluntários” e vincou que “o município não tem problemas com as suas duas corporações”, pois “se mais razões não houvesse, há uma que é fundamental: quando há problemas os bombeiros são sempre os primeiros a chegar”.
A direção dos bombeiros aproveitou o aniversário para descerrar uma galeria à entrada do quartel com as fotografias dos três fundadores,  para além de uma outra, no salão nobre, com os retratos dos presidentes das assembleias-gerais. Já no exterior, foram benzidas duas viaturas, uma ambulância de transportes de doentes e uma viatura de combate a incêndios agora convertida em unidade de apoio e logística.
Aassociação condecorou 14 elementos do corpo ativo com medalhas de assiduidade numa cerimónia em que o comandante Nuno João, apesar de estar já em funções, viu a sua posse oficializada com a assinatura do Auto de Entrega, recebendo das mãos do presidente da direção, Nuno Canilho, a Carta de Missão.
João Paulo Teles

Leia a notícia completa na edição impressa ou digital do Jornal da Bairrada de 31 de julho de 2014

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Biblioteca Municipal de Anadia: Entrega de prémios em dia de aniversário da Biblioteca


No passado dia 5 de julho, a Biblioteca Municipal de Anadia celebrou o 6.º aniversário, numa tarde repleta de momentos especiais, com enfoque para a entrega de prémios aos vencedores da 5.ª edição do Concurso Escolar “Ler & Aprender” e da 6.ª edição do Concurso de Poesia “Letras da Primavera”.
Relativamente ao concurso escolar, todos os trabalhos vencedores conferiram ao respetivo estabelecimento de ensino, a possibilidade de receberem um prémio pecuniário, previsto no Regulamento do Concurso. Já o concurso de poesia “Letras da Primavera”, uma singela homenagem ao cruzamento do Dia Mundial da Poesia com o início da Primavera, este ano, no âmbito das comemorações do 25 de Abril, foi dedicada ao tema da Liberdade.
Na ocasião, a edil anadiense Teresa Cardoso referiu que “celebrar o aniversário da Biblioteca Municipal é celebrar todos aqueles que dão sentido ao nosso trabalho: os nossos utilizadores. Não os podemos ter todos connosco, pois precisaríamos de um espaço bem maior, por isso, de uma forma simbólica, prestaremos uma homenagem àqueles que, no último ano, mais frequentemente nos visitaram e usaram os nossos recursos e serviços”, não deixando de destacar também que a Biblioteca Municipal tem desenvolvido vários projetos de aproximação à comunidade.
“A nossa grande preocupação é as pessoas. É nelas que centramos o nosso trabalho. Tudo quanto fazemos só tem sentido se, de alguma forma, contribuir para tornar a vida das pessoas melhor, mais fácil, e, quem sabe, mais feliz!”, disse, deixando ainda uma palavra de elogio aos mais jovens, aos seus encarregados de educação e aos seus professores, pela dedicação espelhada nos resultados alcançados em todos os desafios propostos.
No projeto BiblioSocial, a Biblioteca Municipal de Anadia elegeu o Centro Social Maria Auxiliadora de Mogofores como a instituição que, ao longo do último ano, mais empenho demonstrou na promoção do livro e da leitura junto dos seus utentes. Já no Projeto BiblioEscola, houve lugar a duas distinções: uma para o 1.º CEB, atribuída à professora Anabela Ferreira Santos e outra para o Pré-escolar, atribuída à Educadora Ana Paula Silva, ambas do Centro Escolar de Arcos. Seguiu-se a distinção dos utilizadores individuais e, na categoria Infanto-Juvenil, foram agraciados Anna Sofia Kravets Boklach (5 anos), de Anadia, Francisco Marques Santos (5 anos) da Malaposta e Gabriel Bizarro Monteiro (5 anos) de Tamengos. No que respeita aos Adultos, foram distinguidos: Alice da Costa Duarte Trindade, de Sangalhos, Maria Elizabete Lopes Martins, de Vila Nova de Monsarros e Sílvia Margarida Batista Ferreira, de Óis do Bairro.
De realçar também as atuações que abrilhantaram a cerimónia, protagonizadas por alunos da Secundária de Anadia, EB n.º 2 de Anadia e EB n.2 de Vilarinho do Bairro, Colégio Nossa Senhora da Assunção, e Colégio Salesiano de São João de Bosco.

Vencedores
“Ler & Aprender”
Género Lírico
1.º CEB: 1.º Margarida Cruz, CNSA “A amizade”; Menção Honrosa, Pedro Duarte, CNSA, “Um pedacinho de amor”.
2.º CEB: 1.º Dinis Costa, CSSJB “O mar”; Menção Honrosa, Henrique Ferreira, EB n.º 2 de Anadia “O que há nos livros”.
3.º CEB: 1.º Maria Rocha, CSSJB “Os Livros”; Menção Honrosa, Ana Neta Pereira, EB n.º 2 de Anadia, “Saudade”.
Secundário: 1.º, Inês Figueira, CNSA. “Amor impossível”; Menção Honrosa, Afonso Pereira, CNSA, “Avenida da minha cidade”.
Género Narrativo
1.º CEB: 1.º Hugo Almeida, CNSA “No reino da imaginação”; Menção Honrosa, Constança Seabra, CNSA “O capacete azul”.
2.º CEB: 1.º João Patrão, CNSA, “Encontros de Primavera”; Menção Honrosa, Carolina Fontes, CNSA, “Férias na lua”.
3.º CEB: 1.º Beatriz Duarte, EB n.º 2 de Vilarinho do Bairro, “Ups…”; Menção Honrosa, Filipa Cerca, CSSJB, “O pequeno pintor”.
Secundário: 1.º Catarina Alves, ESA, “Uma viagem”; Menção Honrosa, Sara Cunha, CNSA, “A ilha mágica”.

Concurso “Letras da Primavera”
1.º Maria Celeste Torres, Sangalhos, com o poema “Liberdade”; 2.º Joaquim Armindo, Mogofores, com o poema “Retrato em branco e negro”; 3.º João Pereira, do Outeiro de Baixo, com o poema “O preço do berço”.

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MOITA: Associação UKA ITO celebra 1.º aniversário


A Associação Uka Ito completou no passado sábado, dia 5, o seu primeiro aniversário. Trata-se de uma associação que tem como objetivo social: promover atividades culturais, desportivas e recreativas que ocupem de forma útil e saudável, a população em geral.
Localizada nas instalações da antiga Escola Primária, na Póvoa do Pereiro, tem como principais responsáveis Mário Ferreira, Diana Ferreira, Francisco Andrade e Joana Andrade. Quatro jovens que fazem um balanço muito positivo deste primeiro ano de atividade.
“Este primeiro ano pode considerar-se francamente positivo, uma vez que o principal objetivo para que foi criada, a dinamização de um espaço inativo, foi atingido”. A referida dinamização tem sido levada a cabo com a realização de diversas atividades lúdico-desportivas. Assim, a aula de Aero Gym foi a primeira a ser implementada e continua a ter bastante adesão por parte da população interessada. Já o Yoga é outra atividade que continua a despertar curiosidade e a atrair novos praticantes, revelam os promotores do espaço que recentemente intriduziram nova modalidade que abrange uma faixa etária mais jovem, o AeroZumba Kids.
“Esta modalidade vem, de alguma forma, colmatar uma lacuna existente no concelho, onde não existem atividades rítmicas e expressivas para jovens e crianças”, dizem, sublinhando que o karaté Kids e as Danças Latinas são modalidades também oferecidas pela associação e que aguardam inscrições suficientes para se iniciarem.
Este espaço está ainda à disposição da comunidade em geral, para os mais variados fins, tais como festas de aniversário, com parque infantil, podendo o espaço ser alugado para qualquer evento.
Assim, a associação disponibiliza as seguintes atividades: 2ª e 6ª: 19h30-20h30, Aero Gym; 6ª: 18h30-19h20 AeroZumba Kids; sábado: 10h-11h30, Yoga; 2ª: 20h30-22h, Danças Latinas e 3ª e 5ª: 18h30-19h30, Karaté Kids. Todos os interessados devem contactar: 968530712/915844728.

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Bombeiros comemoram 40 anos de existência


A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Bairro vai comemorar, no próximo dia 23 de março, 40 anos de existência.
Uma data que, segundo o presidente da direção, Alberto Cardoso, “será levada a cabo com a forte convicção de dever cumprido em prol da segurança das nossas gentes e num âmbito mais alargado, da Proteção Civil deste concelho”.
O programa das comemorações é o seguinte: 11h, missa no quartel dos Bombeiros; 14h30, receção às entidades (quartel da AHBVOB); 14h40, juramento e imposição de capacetes a novos Bombeiros (quartel da AHBVOB); 15h, atribuição de distinções honoríficas (quartel da AHBVOB; 15h15, bênção de viaturas (quartel da AHBVOB); 15h30, desfile apeado e motorizado (na Alameda da cidade de Oliveira do Bairro); 16h30, sessão solene (salão do quartel da AHBVOB) e 19h, lanche convívio (quartel da AHBVOB).
Ao contrário do que é habitual, a missa de sufrágio realiza-se no quartel e não na Igreja de Oliveira do Bairro.

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Cêrca – S.Pedro – Sem saudosismos, centenária prefere os tempos de agora


Maria Jesus completou ontem, dia 19 (Dia do Pai), cem anos de vida.
A centenária senhora, natural de Levira (S. Lourenço do Bairro) é viúva de António Arada dos Santos, natural de Boialvo, freguesia de Avelãs de Cima.
Fomos conhecê-la e ouvir a sua história em casa da filha, Maria Gracinda Jesus Santos, que reside no lugar da Cerca-S.Pedro, em Avelãs de Cima.
Ao nosso jornal, revela que é mãe de quatro filhos: Fernando, Maria Gracinda, Rosa La Salete e Teresa Isabel Jesus Santos, mas que tem também cinco netos e uma bisneta.

Vida de trabalho. A vida de Maria Jesus foi dedicada ao trabalho (no campo e a tratar da lida da casa), por isso, embora esboce um simpático sorriso por completar o centésimo ano de vida, não deixa de dizer: “estou e não estou contente”. Porquê? “Porque já passei por muitos trabalhos”, avança sem rodeios.
De uma lucidez invejável, ainda não usa óculos e a sua memória permite desfiar inúmeras histórias. Apenas a audição está diminuída, assim como as pernas já não têm muita força, o que a obriga a passar mais tempo na cadeira de rodas: “as pernas falham-me, não tenho muita força”, avança.
Para Maria Jesus, os tempos de outrora não deixam grande saudade: “agora é que eu devia estar a nascer, agora é que eu devia viver”, revela, acrescentando não ser pessoa muito saudosista, “o passado lá vai, o presente é que interessa”, admitindo também que hoje a vida é muito mais fácil e com atrativos bem melhores do que os do seu tempo de rapariga. “A luz elétrica, os eletrodomésticos, a televisão, os carros e o telefone” são modernidades que viu chegar e os quais muito aprecia.
“Agora filhos e netos, todos têm carro”, conta, dizendo ainda: “com a minha [Teresa] Isabel andei e vi muita coisa. Coisas que nunca tinha visto em solteira, nem em casada.”
Recuando umas largas dezenas de anos, lembra como era a vida na sua juventude.
“Antigamente só tínhamos candeeiros a petróleo, salgávamos a carne, não havia carros.”
Lamenta que ninguém a tenha mandando à escola e sente uma mágoa por não saber ler nem escrever.
Uma situação que não impediu que se correspondesse com o marido por carta: “tinha uma grande amiga minha que me escrevia as cartas e mas lia”.
Casou aos 26 anos. E diz que foi num baile que o marido ficou de olhos nela. “Ele é que me pediu em namoro. Vinha de muito longe namorar-me”, acrescenta, dizendo que adorava dançar e não faltava a um baile “nos clubes”.

Muito poupada. Com o marido empregado (era metalúrgico, em Sangalhos, durante 40 anos) cabia-lhe a ela todas as tarefas da casa e das terras, ajudada pelos filhos. Outros tempos, em que as crianças mal saíam da escola rumavam a casa para ajudar os pais, no campo e na casa.
Na lavoura, sabia fazer de tudo, incluindo vinho e todos os trabalhos que antecediam a vindima: podar, empar e enxertar. “Fazia esses trabalhos melhor do que muitos homens”, adianta.
Na sua casa, tinha ainda tempo para criar gado (porcos, galinhas, coelhos, ovelhas) e tinha também uma vaca. “Eu vendia leitões e cordeiros”, recorda. Por isso, os dias começavam bem cedo, fosse verão ou inverno e terminavam sempre tarde.
“O meu marido ainda tinha um ordenadinho bom”, por isso fala que nunca passou necessidades, nem privações. “Também fui sempre uma mulher poupada e com muita orientação” e o que sobrava, no final do mês, “ia para o banco”.
Ao nosso jornal recorda que tem saudades do tempo em que cozia Bolo da Páscoa e pão: “era uma mestra”.
A terminar, diz que em nova e já depois de casada raramente foi ao médico ou tomou medicamentos. Agora é que o faz com mais frequência, devido à idade.
Para celebrar o aniversário houve, ontem, festa num restaurante localizado na Piedade (Águeda), onde juntou familiares e amigos.
Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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ADABEM celebra Bodas de Prata rodeada de amigos


Cerca de 240 pessoas participaram, na noite do último sábado, no jantar de aniversário da ADABEM – Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Mogofores.
Vinte e cinco anos de atividades, elencada ao longo da noite, num jantar informal, completamente “familiar” que serviu para enaltecer o trabalho desta associação e de todos os dadores a ela ligados, mas também para homenagear com diplomas, todos os dadores da ADABEM com mais de 25 dádivas. Aliás, a boa disposição e o espírito solidário foi uma constante, mostrando que esta é, “uma associação diferente”, como diria Albano Jorge, presidente da ADABEM.
Na ocasião, ele que é rosto da ADABEM , falou dos 25 anos da Associação que nasceu pela mão de Fernando Serrano e Armando Santos (28/11/1988) que, em boa hora, deram corpo a um entusiasmo coletivo da população de Mogofores, berço da associação.
Falta de sangue é um problema nacional. Joaquim Silva, vice-presidente da Federação da Associação de Dadores de Sangue, sublinhou que o país atravessa uma grave situação na área da dádiva de sangue: “há dois anos éramos autossuficientes”. Hoje, a situação inverteu-se e para tal tem contribuído o envelhecimento da população, mas também o facto de haver cada vez um maior número de jovens a deixar o país. Por outro lado, este responsável não deixaria de destacar as “tomadas de decisões políticas desgraçadas” que conduziram a uma redução de dádivas. Daí ter deixado um apelo aos jovens para que se juntem a esta causa. Mostrou-se ainda bastante entusiasmado com as palavras de Albano Jorge, mas também muito comovido e sensibilizado com a forma como fora recebido em Anadia.
Também na ocasião, Ana Marques, em representação do IPST – Coimbra recordou aos dadores presentes que o Instituto Português do Sangue, estará sempre disponível para ajudar, apelando a que os dadores tragam mais dadores para as associações, até porque “2014 é um ano que se adivinha com muitas crises. Temos de dar a volta à questão, porque os doentes estão nos hospitais e precisam de sangue”.

Gesto de autarca aplaudido. Fernando Fernandes, autarca da União de Freguesias de Arcos e Mogofores, foi o protagonista de um dos gestos mais aplaudidos da noite, ao chamar o ex-autarca da extinta freguesia de Mogofores, José Maria Ribeiro, para, em conjunto, ofertarem uma lembrança à ADABEM, mostrando que nas Uniões de Freguesias é possível haver entendimento e boas relações entre os fregueses.
Sobre a ADABEM, Fernando Fernandes diria tratar-se de uma associação com grande importância no meio onde está inserida, felicitando todos os que estão envolvidos neste projeto de voluntariado. Por isso, deixou a certeza de que a Junta de Freguesia estará sempre disponível para ajudar, ainda que dentro das suas parcas possibilidades: “vocês honram-nos muito”.

Presidente de Câmara elogia Albano Jorge. Também a presidente de Câmara Municipal de Anadia, Teresa Cardoso, não faltou a esta comemoração, mostrando-se “profundamente sensibilizada”, por participar num evento que conseguiu mobilizar tantas pessoas, de uma forma empenhada e participativa.
A autarca, que enalteceu o facto da ADABEM aproveitar o evento para homenagear os dadores com mais dádivas, considerou de todo justa uma homenagem a Albano Jorge, a força motriz deste projeto: “temos de prestar uma justa homenagem a este homem de metro e meio e com pouco mais de 40 quilos. Também ele é uma dádiva para nós”, diria, sublinhando que as palavras de Albano Jorge “fazem-nos crescer e aprender sempre mais. A sua alegria, energia, associadas à espontaneidade que nos transmite, é contagiante e fascinante”.
Aos presentes recordou que a ADABEM cresceu pelas mãos de Albano Jorge, que “deu o corpo e a alma” ao projeto e que sabe, como poucos, motivar e levar a mensagem às pessoas, criando uma grande empatia com todos com quem se cruza.
Por outro lado, Teresa Cardoso referiu-se à ADABEM como uma das associações que menos verbas pede à Câmara Municipal: “só querem estar presentes nas nossas iniciativas e atividades”, o que demontra “uma forma de estar diferente”, “pois é assim que fazem chegar a mensagem e estar na sociedade”. E deixando a indicação de que 2014 será um ano profícuo em atividades culturais e recreativas no concelho, não será de estranhar que a ADABEM venha a estar presente em várias dessas iniciativas.

25 anos em franco crescimento.Com o à vontade de todos conhecido, Albano Jorge traçou o percurso da ADABEM e da dinâmica secção cultural (a noite foi animada pelo Grupo Coral da ADABEM), mas também das dádivas de sangue já realizadas não só em Mogofores, como também nos vários núcleos. Aos presentes avançou que a quebra nacional entre 2012 e 2011 foi de 11% nas presenças e de 10% nas dádivas, enquanto que na ADABEM foi mais do dobro. “Contudo, para a Associação, o ano de 2013 consolida uma notória recuperação, com 409 presenças”. Um bom indicador, já que a presença de novos dadores/ano atesta um crescimento de 40%.
“Esta é a resposta de quem é dador de sangue e que a sociedade deve reconhecer”, diria.
Um caso impressionante é o do jovem núcleo de Paredes do Bairro, criado em 2010. Conta já com 91 dadores. Em Mogofores são 176, em Avelãs de Cima 33, na Moita 30 e em Tamengos 18. Albano Jorge lamentou ainda que em 2011, o Decreto-Lei n.º 113 tenha limitado a isenção do pagamento das taxas moderadoras aos dadores de sangue nos cuidados primários de saúde. “Esta atitude do governo, inexplicável, motiva uma contínua contestação das Associações”. Contudo, “o número crescente de presenças e dadores mostra que esta é a melhor resposta ao Decreto-Lei que nos cortou algumas benesses. Estamos com uma média de 60 dadores por mil potenciais dadores. Superámos a média nacional”, realçaria, deixando ainda a nota que o futuro passa por um maior contacto com alunos das escolas da região, convicto de que a ADABEM irá comemorar 50 anos: “tem gente nova e capaz de dar resposta às exigências atuais”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

Posted in Anadia, Mogofores, Por Terras da BairradaComments (0)

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