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Avelãs de Cima: Grupo “InCantus” homenageia poetas da freguesia


 

O grupo “InCantus” Tocares e Cantares de Avelãs de Cima está a completar um ano de vida e o balanço não poderia ser mais positivo, tanto ao nível da recetividade, apoio e carinho recebidos por parte da população da freguesia, como do próprio concelho de Anadia, mas também pelo resultada da produção musical realizada.

A força das poetisas e do poeta da terra. O grupo “InCantus” tem a particularidade de aliar os poemas escritos exclusivamente pelas poetisas e poeta da freguesia, com livros editados – Vanda Paz (a viver agora em Lisboa), Armando Pereira, ex-autarca local e Belarmina Martins (já falecida) – aos arranjos musicais, todos originais, produzidos para o grupo pelo seu diretor musical, Fernando Guerreiro.
“Temos já nove originais e o décimo está a caminho”, avança aquele responsável, dando conta de que, em meia dúzia de meses, o “InCantus” tem reportório musical para uma hora de espetáculo. Mas são, sem dúvida, os poemas das poetisas e do poeta da terra musicados pelo grupo que fazem toda a diferença: “cada letra tem, de alguma forma, uma música contida, uma atmosfera própria e nós, ao descobrirmos a essência dessa atmosfera, transformamo-la em música”, diz Fernando Guerreiro, sublinhando que essa música acaba por ir em várias direções, “já que não há limites neste projeto”.
Também Eugénia Veiga, uma das principais dinamizadoras e mentora do grupo, recorda a forma emocionada como o poeta Armando Pereira recebeu em sua casa o grupo, que lhe mostrou o trabalho final feito com um dos seus poemas. Sentimento semelhante teve a família da poetisa Belarmina Martins que, ainda em vida, confidenciou a Fernando Guerreiro o sonho de ver os seus poemas musicados: “conhecia e ela dizia que gostaria de ver um poema seu musicado por mim, até porque me revelou que fazia os seus poemas a cantar. E, realmente, faz sentido, pois musicar os seus poemas é muito fácil, pois têm muito ritmo e as músicas são muito mais fluídas”, evidencia o diretor musical e músico Fernando Guerreiro.

Freguesia unida pela música. Com quase um ano de vida (metade do qual em ensaios e na formação do grupo), “InCantus” já levou a cabo meia dúzia de atuações, todas com grande sucesso. A estreia deu-se precisamente em junho de 2015 na Feira da Vinha e do Vinho, em Anadia e a recetividade, de lá para cá, não poderia ser melhor.
“Houve uma adesão fenomenal. O grupo tem uma identidade própria e tudo isto é uma agradável surpresa”, diz Fernando Guerreiro sobre a forma como o grupo se foi constituindo, enquanto que Eugénia Veiga sublinha a força dos laços que se estabelecem, que estão também a unir a freguesia pela música, aproximando as pessoas.
“Havia, na freguesia, uma lacuna, pois não tinha nada para oferecer em termos culturais”, afiança Eugénia Veiga, revelando que o grupo surge na sequência de um projeto iniciado com os workshops musicais e “mini escola” de música da Associação Cultural e Recreativa da Cêrca-S.Pedro, promotora do grupo. “InCantus” é, assim, fruto do crescimento desse projeto na área musical, graças a um leque de pessoas da terra que se juntaram. Da união dessas sinergias e conhecimentos nasceu o grupo, neste momento uma “família” que a música uniu.

Reações surpreendentes. Surpresa, admiração, contentamento são algumas das reações que recebem do público agradado, sobretudo, com a natureza do projeto que envolve cerca de 29 elementos (dos 12 aos 70 anos), quase todos provenientes de lugares da freguesia e que ensaiam todas as sextas-feiras nas instalações que possuem na Escola Primária de Avelãs de Cima, já desativada.
O sucesso, diz Eugénia Veiga, deve-se ao bairrismo de todos mas porque os diretores musicais, Fernando Guerreiro e Susana Calado, têm criado uma grande dinâmica, motivando todos os elementos.
Dois grandes aliados do projeto foram a Câmara Municipal de Anadia, que atribuiu uma verba para a compra de material de palco, através da plataforma Sentir Anadia, em 2015, e a Junta de Freguesia de Avelãs de Cima, que cedeu o espaço onde ensaiam.
Mas para fazer face às necessidade e ao dia a dia do grupo, todos arregaçaram as mangas e lançaram-se nas noites frias de janeiro a cantar as janeiras, porta a porta, uma iniciativa que possibilitou a angariação de um montante significativo, que “mostra a extrema generosidade das gentes da freguesia”. Este ano foram contempladas o Pereiro, Cerca – S.Pedro, Candieira, Figueira, Boialvo e Póvoa do Gago. Fica a promessa de que os restantes lugares da freguesia poderão ser visitados no próximo cantar das janeiras, em 2017.
“A excelente recetividade, a forma como fomos acolhidos nas casas das pessoas e a verba angariada ultrapassaram muito as nossas expectativas o que é muito motivador para continuarmos”, garante Eugénia Veiga.

Vem aí um CD de originais. Para este ano fica a promessa da gravação de um CD com 12 originais, mas sendo um projeto de cariz solidário, o grupo está disponível para intercâmbios e participar em eventos vários. Desde já, destaca-se a sua presença a 2 de abril, no centenário do Ferreirense, em Ferreiros; a 9 de abril na Festa da Primavera da AMI, em Anadia; nos dias 4 e 5 de maio (feriado municipal) na Feira Medieval de Anadia; a 8 de maio na Feira das Barraquinhas de Avelãs de Cima, terminando o mês (dia 29 de maio) com a celebração do 1.º aniversário do grupo “InCantus”. Em perspetiva está a atuação do grupo em várias festas de lugares vizinhos, já que tem havido contactos com comissões de festas, nesse sentido.
Catarina Cerca

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Despiste fatal para menino de dois anos


O menino de dois anos que, na noite do dia 5 de novembro, fora vítima de um grave acidente de viação ocorrido na estrada que liga a Moita ao lugar de Ferreiros, no concelho de Anadia, acabou por não resistir à gravidade dos ferimentos. Faleceu no dia seguinte (sexta-feira, dia 6), no Hospital Pediátrico de Coimbra.
O pequeno Vasco Morais tinha apenas dois anos e seguia com o pai, numa viatura ligeira que entrou em despiste, capotou, embatendo com violência contra dois eucaliptos.
O acidente aconteceu na Rua do Vale do Fojo, por volta das 22h20, de 5 de novembro, na estrada que liga a Moita a Ferreiros.
O pai da criança, Mário Rui Morais, com 32 anos, sofreu uma fratura de um dos membros inferiores, tendo sido conduzido aos Hospitais da Universidade de Coimbra, avançou a JB o adjunto do comando dos Bombeiros Voluntários de Anadia, António Matos.
O despiste terá acontecido quando o condutor, bombeiro na corporação de Anadia há mais de uma década, se deslocava para a sua residência em Ferreiros. Ocupa o lugar de subchefe na corporação e neste fatídico dia encontrava-se a gozar um dia de férias, não estando portanto ao serviço da corporação, avançou a JB o adjunto do comando de Anadia, António Matos.
Em estado crítico, e depois de ter sofrido várias paragens cardiorrespiratórias, o bebé, que deu entrada no Pediátrico de Coimbra, acabaria por não resistir.
O corpo do pequeno Vasco foi velado na Capela de Avelãs de Cima e o seu funeral, que constituiu uma enorme manifestação de dor e pesar, realizou-se na passada terça-feira, pelas 16h, para o cemitério de São Pedro, em Avelãs de Cima.
Fonte da GNR avança que as causas do acidente ainda estão por apurar. Contudo, o condutor apresentava uma taxa de álcool superior a 1,20 gr/litro sangue, valor já considerado crime.
Para o local foram deslocadas sete viaturas de socorro e 17 bombeiros: duas ambulâncias e o INEM dos Bombeiros Voluntários de Anadia, a viatura de desencarceramento também da corporação anadiense, a SIV de Águeda e a VMER dos HUC.
A GNR de Oliveira do Bairro tomou conta da ocorrência.
Catarina Cerca

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ACR Avelãs de Cima inaugura Parque S. Pedro


A generosidade dos primeiros sócios de mérito da Associação Cultural e Recreativa (ACR) de Avelãs de Cima, aliada à colaboração de duas empresas permitiram que fosse criado mais um espaço de lazer na freguesia.
O mote foi dado por Luísa Belo e José Simões, casal emigrado na Venezuela (passam cá o verão), proprietários da Quinta S. Pedro, que ofereceram 5 mil euros à ACR. Com a ajuda da Greslar e da Certeca e com muita mão de obra da direção e associados, foi possível inaugurar, no último domingo, o Parque S. Pedro, fazendo-se assim homenagem ao padroeiro da freguesia e a ligação aos beneméritos.
No total, a obra ficou em cerca de 12 mil euros, e contempla um anexo aos balneários, para apoio à Escolinha de Minibasquete e outras atividades desportivas, uma churrasqueira, um parque infantil, e equipamentos vários (como candeeiros e caixotes do lixo).
“É um projeto que inicíamos há cerca de dois anos, com o donativo, e que se foi construindo. Recentemente, já no mandato da Eng. Teresa, chegou aqui a luz pública, que é uma mais valia”, referiu a presidente da ACR, Eugénia Veiga, agradecendo à presidente da Câmara Municipal de Anadia, Teresa Cardoso, pela presença e apoio.
A autarca regozijou-se por aquele momento de festa, “fruto de muito trabalho ao longo dos anos”. Valorizou o crescimento da associação que, “quer na parte cultural, quer na desportiva, se tem desenvolvido e mobilizado a população”.
O presidente da Junta de Avelãs de Cima, Manuel Veiga, que vestiu a camisola da ACR durante 14 anos, não escondeu a emoção “por ver esta associação a continuar a crescer”, destacando a importância que têm estas coletividades, para o convívio e dinamismo de uma freguesia.
O dia foi abrilhantado pela atuação do grupo InCantus, que se formou na ACR, mas tem pessoas de quase todos os lugares da freguesia. Atuou pela primeira vez para as suas gentes, depois de ter estado no palco “Sentir Anadia”, na Feira da Vinha e do Vinho, em junho. Cantam poemas dos poetas da freguesia que já editaram livros, como Armando Pereira e Belarmina Martins.
Naquele dia ainda, decorreu o final da época das Escolinhas de Minibasquete e houve o torneio de malha da freguesia, cujo vencedor irá agora participar no torneio municipal de malha, em setembro.
Oriana Pataco

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Avelãs de Cima: Generosidade de beneméritos devolve dignidade à capela de Nossa Senhora das Neves


Data do século XVI e é uma das capelas mais bonitas do concelho de Anadia. Classificada, em 2002, pelo Ministério da Cultura como imóvel de interesse público, este pequeno templo tem, nos últimos anos, sido alvo de profundas obras de reabilitação que, a pouco e pouco, lhe têm devolvido a beleza e a dignidade que perdera com o passar dos anos e com a falta de manutenção.
Obras possíveis graças a uma benemérita muito especial, que não sendo do concelho, já doou dezenas de milhares de euros para a sua recuperação. Aqui já foram gastos cerca de 50 mil euros nos últimos três anos, garante a JB Rosa Tomás, da comissão zeladora da capela.
A benemérita, que prefere o anonimato, professora do ensino básico aposentada, reside no norte do país e o seu apego com este templo prende-se com o facto de ser afilhada de batismo de N.ª Senhora das Neves, mas também como uma forma de homenagear o seu pai que nasceu numa pequena localidade em que a padroeira era precisamente Nossa Senhora das Neves.
Depois de passar por esta capela, há uns anos atrás, decidiu ajudar a recuperá-lo, tal o estado de degradação em que se encontrava. As obras iniciaram-se por aquilo que lhe saltou à vista quando entrou no tempo – o altar.
Uma equipa da Universidade Católica Portuguesa restaurou-o, devolvendo-lhe todo o seu esplendor. Só nesta obra foram gastos 25 mil euros, inteiramente suportados por esta benemérita, que também arcou com os custos envolvendo a colocação de oito novos vitrais, que vieram dar um colorido e luminosidade diferente ao templo. O altar e o ambão em pedra, colocados há dois anos, foram também uma oferta sua.
De lá para cá, as obras não mais pararam e todos os trabalhos coordenados por uma comissão zeladora (Rosa Tomás, Zulmira Castanheira e Jorge Ferreira), nomeada pelo Bispo de Aveiro, têm merecido o apoio incondicional e ímpar desta benemérita.
Seguiu-se a substituição de todo o telhado, em 2013, uma obra imprescindível por causa da humidade e das infiltrações no interior do tempo, também inteiramente suportados pela benemérita.
A pequena sacristia localizada na parte detrás do altar, que estava em terra batida, foi também recuperada, com colocação de pavimento oferecido por uma empresa cerêmica da Candieira e suportada pela dita senhora. Neste espaço onde se guardam alguns objetos para manutenção do templo, também Carlos Calado, da carpintaria da Cêrca, ofereceu um móvel e prateleiras.
As imagens originais do templo furtadas há muitos anos, incluindo a de N.ª Senhora das Neves, obrigou à aquisição de novas imagens, graças a outros benfeitores que se juntaram a esta causa. Um emigrante ofereceu a imagem de S. Judas Tadeu. As imagens de Santo Estêvão (2013) e de São Bento (2014) foram oferecidas pela grande benemérita da capela, que também contribuiu para a recuperação da eremida original, incluindo os azulejos do século XVII.
Mais recentemente, o casal Manuel e Dilma Tomé, radicados durante décadas nos EUA, ofereceram a pintura exterior do templo. Foram gastos 1500 euros nesta beneficiação levada a cabo no último ano. Agora, com a cara lavada, a capela vai ser toda pintada por dentro, uma vez mais graças à afilhada de N.ª Senhora das Neves. Uma beneficiação que vai implicar a substituição da instalação elétrica com colocação de um quadro independente (até agora a luz era paga por um privado). A pintura deverá estar concluída antes da Festa da Padroeira, que se celebra a 2 de agosto, mas que vai decorrer no dia 5 de agosto.

Fonte e parque de merendas recuperados

A capela de N.ª Senhora das Neves é conhecida também pelo espaço exterior que a rodeia. Único e de uma beleza natural extraordinária, o parque de merendas e fonte datada do século XVI parecem retiradas de um conto de fadas. A precisar de urgente reabilitação, todo este espaço deverá, em breve, ter um outro aspeto, mais limpo e asseado, com ajuda da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal de Anadia.
Mas também os melhoramentos no exterior se devem a beneméritos e à generosidade de amigos. Por exemplo, toda a tubagem que permitiu a ligação da água da rede à fonte, cujas águas eram conhecidas por serem milagrosas, mas que entretanto secou, só foi possível graças a um amigo emigrante que pagou essa beneficiação. Agora, a boa vontade de uma vizinha – Fátima Duarte – vai possibilitar fazer a ligação de água de uma nascente localizada na sua propriedade para a fonte.
Também ao nível exterior, a comissão zeladora que providenciara a colocação de rega automática para que a zona envolvente ao templo se mantenha sempre verde, está agora a proceder à colocação de uma proteção para que a água da rega não bata diretamente no imóvel.
Mas neste frondoso jardim vai também ser iniciada a construção de uma churrasqueira de apoio às várias mesas e bancos (que também serão alvo de recuperação) que embelezam o parque que liga à belíssima fonte do século XVI.
Melhoramentos que deverão estar concluídos em breve.
No exterior e porque este espaço é bastante procurado no verão para piqueniques em família, futuramente será aqui colocado um parque infantil.

Afilhada e devota tem sido a mais generosa de todos os beneméritos

Reside no norte e é afilhada de Nossa Senhora das Neves assim, como sua grande devota. Uma ligação tão forte que a impeliu a ajudar no restauro do templo. “Está lindíssima”, revela a JB, admitindo que “tive muita sorte em dar com Rosa Tomás, era ela então vereadora da Cultura na Câmara de Anadia. Uma pessoa com uma enorme sensibilidade e bom gosto”.
“Quis o destino conduzir-me até àquela capela que não conhecia e que, apesar de bastante degradada, estava muito bem inserida na paisagem. Não sabia o nome da terra, nem da capela. Entrei por uma porta lateral e fiquei encantada com a arquitetura, com os azulejos da eremida. As pinturas simples , mas de cores harmoniosas. Pensei para comigo que reconstruída, aquela capela ficaria lindíssima.”
Dali rumou à Câmara de Anadia, e numa audiência com Rosa Tomás, aconteceu o inesperado: “ela tinha uma ligação à capela, à terra e eu vontade de ajudar a recuperar o templo.” “Foi ouro sobre azul”. Uma parceria que tem dado resultados surpreendentes, pois as obras levadas a cabo são inequívocas.
A benemérita diz que o resultado é muito positivo e que está tudo feito com muito bom gosto e cuidado.
“Espero que seja um lugar de oração que possa ser usufruído por todos e que as pessoas pensem em valores morais que o mundo tanto precisa”, conclui.
Catarina Cerca

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Candieira (Av. Cima): Emigrante oferece terreno para jardim


Não é todos os dias que um autarca se pode congratular por ter fregueses generosos e desinteressados. Que o diga Manuel Veiga, presidente da Junta de Freguesia de Avelãs de Cima, que jamais esquecerá o gesto solidário e amigo do casal Manuel e Wilma Tomé (brasileira, com raízes em Aguada de Cima) que cederam um pequeno terreno localizado à entrada da localidade da Candieira, para que ali a Junta de Freguesia possa fazer um pequeno jardim e zona de descanso.
Tudo aconteceu há alguns anos, quando Manuel Tomé – radicado nos EUA há 50 anos – decidiu abordar Manuel Veiga, no stand da freguesia na Feira da Vinha e do Vinho de Anadia.
Depois de uma vida de trabalho nos EUA (Nova York – Yonkers) na área do ferro forjado, passa, desde que se aposentou, grandes temporadas na sua casa, em Anadia, mas não esquece a terra que o viu nascer. Por isso, a forma apaixonada como vive as coisas da sua terra natal – Candieira.
“Não o conhecia pessoalmente e na Feira, em Anadia, dirigiu-se a mim e tivemos uma conversa muito interessante sobre a freguesia. Foi aí que me lançou o repto em relação ao terreno”, recorda Manuel Veiga que, na hora, disse logo que sim. A única condição imposta é que o espaço doado se destinasse a uma obra – parque ou jardim – que embelezasse a povoação, assim como servisse de zona de lazer aos muitos utentes que frequentam o Centro Social da Freguesia, localizado ali bem perto.
Com emoção, Manuel Veiga diz que foi a primeira vez que algo do género lhe aconteceu, pelo que aceitou e contactou um jovem arquiteto paisagista, Ricardo Cruz, que elaborou um projeto simples mas que se adapta perfeitamente ao espaço e que responde na íntegra ao desejado. As obras começaram há dois anos e a autarquia já ali investiu 5 mil euros. Agora, Manuel Veiga acredita que a obra vai ser concluída, graças ao apoio da Câmara Municipal. No local, falta ainda a iluminação pública, um ponto de água, plantar alguns arbustos, árvores e flores, construir uma zona de calçada e colocar mobiliário urbano (três bancos).
Como é óbvio, vai chamar-se “Parque Manuel Flor Tomé” e poderá ser inaugurado ainda este ano. Um investimento que rondará os 17.500 euros.
Manuel Veiga destaca que este gesto solidário foi o pontapé de saída para um outro, em Avelãs de Cima. Trata-se de uma pequena porção de terreno, doada igualmente por um emigrante à autarquia, para dignificar também a entrada naquele local.

Catarina Cerca

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Avelãs de Cima: Primeiro-ministro inaugura sexta-feira Centro Escolar


O primeiro-ministro inaugura no próximo, dia 10 de abril, pelas 16h, o novo Centro Escolar de Avelãs de Cima/Avelãs de Caminho.
Depois do Presidente da República, em fevereiro último, ter presidido à inauguração do Centro Escolar de Sangalhos, o novo Centro Escolar de Avelãs de Cima/Avelãs de Caminho – aberto desde o início deste ano letivo – vai ter honras de inauguração pelo chefe de governo.
Este novo equipamento escolar com capacidade para 288 alunos (máximo 336) oriundos das duas freguesias (Avelãs de Cima e Avelãs de Caminho) do concelho de Anadia, representou um investimento superior a 2 milhões e 300 mil euros.
O Centro Escolar começou a ser construído ainda no mandato de Litério Marques, na zona do Pinhal do Prior (Cêrca).
De igual forma, Pedro Passos Coelho vai presidir à sessão de apresentação do programa “Invest em Anadia”, que decorrerá pelas 18h, no Cineteatro de Anadia.

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Av. Cima: EDP já está no terreno a arranjar a iluminação pública


A EDP já se encontra na freguesia de Avelãs de Cima, no concelho de Anadia, a repor os candeeiros da rede de iluminação pública que se encontravam fundidos.
Depois de, na última semana, o Jornal da Bairrada ter feito eco do descontentamento do presidente da Junta de Freguesia e da população, há meses a braços com vários postes com lâmpadas fundidas, na última sexta-feira, os postes, nos locais mais problemáticos (Figueira e Cêrca-S.Pedro), foram totalmente reparados.
“Estamos muito satisfeitos. Valeu a pena contactar o JB, que ajudou a agilizar os procedimentos”, diz o autarca Manuel Veiga, não deixando de destacar que “a população ficou a ganhar”, já que estava cansada de esperar pela substituição das muitas lâmpadas fundidas em vários locais da freguesia.
Contudo, o edil só lamenta que neste meio tempo, um pequeno comércio tenha sido assaltado na última semana, antes do arranjo da iluminação pública naquele local. “A senhora bem dizia que tinha medo de ser assaltada devido à escuridão no local e foi.”
A autarquia aguarda agora que as restantes localidades da freguesia sejam alvo da mesma atenção e que todas as lâmpadas fundidas sejam substituídas.
CC

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Avelãs de Cima: População indignada com a má iluminação pública


A deficiente iluminação pública em 11 lugares da freguesia de Avelãs de Cima, no concelho de Anadia, está a deixar a população revoltada.
São vários os postes, sem luz, há meses na freguesia. O lugar mais crítico é mesmo a Figueira, onde cinco postes seguidos têm as lâmpadas fundidas, deixando o centro da povoação e confluência de três ruas, na maior escuridão.
Quem reside entre a Rua Central, a Rua das Gândaras e a Rua da Quinta, sabe que, mal anoitece, o melhor é fechar a porta e ficar em casa. A escuridão é total e a falta de iluminação pública está a deixar a população com os nervos à flor da pele.
Os dias passam, as semanas sucedem-se e não há meios de voltar a ter luz na rua, desabafam.
Alguns populares descontentes com o arrastar da situação já se manifestaram, inclusive, em frente à casa de Manuel Veiga, presidente da Junta de Freguesia de Avelãs de Cima.
Ao JB, o autarca confessa já não saber o que fazer ou a quem recorrer, pois diz ter esgotado todas as formas de contacto e protesto junto da EDP. Reconhece nunca, na vida de autarca, ter assistido a uma situação como esta: “Estou de pés e mãos atados, e nunca me senti tão impotente para resolver um problema que afeta tanta gente”, lamenta, dando conta de que, desde o final do verão, existem postes sem iluminação pública não só em algumas ruas da Figueira, como também se registam casos semelhantes, embora mais pontuais, nos lugares de Cêrca/S.Pedro, Avelãs de Cima, Pereiro, Candieira, Pardieiro, Póvoa do Gago, Ferreirinhos, Boialvo, Porto Vide e Canelas.
Em todas estas povoações verificam-se falhas na iluminação pública, ou seja, postes com as lâmpadas fundidas, seja em postes seguidos ou mais espaçados.
As lâmpadas há vários meses fundidas permanecem por substituir, apesar dos insistentes contactos realizados pela autarquia junto da EDP.
“Até ao final do verão de 2014, a assistência corria muito bem. Nós fazíamos a participação das ocorrências e em 10 dias elas eram resolvidas”, recorda o autarca, sem perceber porque daquela data até hoje tudo mudou.
Com o incremento da atividade física, temos muitas pessoas na freguesia que gostam de andar a pé, à noite e que não param de reclamar, com razão, pois têm medo e receio porque as ruas estão muito escuras e com a iluminação muito deficiente.
Manuel Veiga lamenta que a “ordem” para a empresa que habitualmente faz este tipo de reparações não chegue, sendo as populações continuamente prejudicadas.
O autarca só quer que a EDP volte a ser mais célere, como no passado.

EDP explica. Ao Jornal da Bairrada, Maria Antónia Fonseca, da EDP Distribuição, revela que durante esta semana será iniciada uma ronda global por todo o concelho de Anadia, começando na freguesia de Avelãs de Cima, “contando tê-la concluído na próxima quinta-feira”, assim como dá conta de que para resolver situações como esta, com a maior brevidade, “temos vindo a reforçar as relações de proximidade com as Juntas de Freguesia, por forma a agilizar os canais de comunicação de focos avariados e outras anomalias da rede elétrica.”
A responsável explica também que as condições atmosféricas no inverno são sempre penalizadoras para o funcionamento dos equipamentos elétricos quando expostos, como é o caso da iluminação pública.
Neste sentido, avança que embora a EDP Distribuição reforce, sempre nesta época do ano, a vigilância que tem sobre as suas redes, “poderá ter havido alguma situação extraordinária (descargas atmosféricas ou outras), que já estão a averiguar, causadoras de um volume tão significativo de pontos de luz avariados”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Avelãs de Cima: Cerimónia de encerramento dos Forais Manuelinos


No último domingo, dia 11 de janeiro, realizou-se a festividade correspondente ao encerramento dos Forais Manuelinos da Freguesia de Avelãs de Cima, envolvendo três povoações: Avelãs de Cima, Boialvo e Pereiro. Aquando do início das festividades há um ano atrás, tinha ficado prometido proceder ao seu término, neste dia, o que foi cumprido.
Da cerimónia constou uma arruada, cuja concentração se iniciou no Largo do Rossio, local onde está patente, o painel em azulejo aludindo ao Foral Manuelino de Avelãs de Cima, idênticos aos colocados em Boialvo e Pereiro, sob a orientação do Prof. Fernando Guerreiro. Desde logo se viu que ia ser um resto de tarde animado e com muito calor humano, apesar da temperatura ambiente ser baixa. A arruada terminou na sede da Junta de Freguesia, onde há um ano se iniciaram as festividades, com o içar das três bandeiras que estão sempre hasteadas na sede da Junta de Freguesia, a de Avelãs de Cima, de Anadia e de Portugal. Desta vez ouviu-se música tradicional evocativa desses tempos longínquos. Esta cerimónia foi aberta a todos os residentes, estando presentes algumas dezenas que animaram, e muito, a mesma.

Festejos. A freguesia preparou a celebração dos forais, repartindo pelo ano várias atividades. Nos discursos do dia, o presidente da Assembleia, José Manuel Carvalho, endereçou um profundo agradecimento a todos os residentes, amigos e familiares, coletividades e outras instituições da freguesia pela participação nas comemorações e no decurso das atividades, não deixando de enaltecer o trabalho do executivo da Junta de Freguesia, por ter ido a cada lugar que festejava o seu foral, e ao fazê-lo, homenageando todos os locais respeitando as suas identidades, nomeadamente em Boialvo e no Pereiro. Pediria ainda aos cidadãos para que estejam mais atentos à realidade económica e financeira da freguesia, na medida em que esta viu reduzido o seu orçamento em menos 26 mil euros, por parte do município, quando do Estado seriam alocados perto de 55 mil euros, um valor ligeiramente mais elevado que o do ano anterior. Terminaria dizendo que “hoje não se acaba um ciclo, mas inicia-se outro, rumo ao milénio da existência da freguesia”.
De seguida, o presidente da Junta de Freguesia, Manuel Veiga. elogiou as palavras do seu antecessor para com o executivo e que assim era fácil de trabalhar, porque este ajudava a completar as ideias. Mostrou-se desagradado com o papel de meros gestores que querem impor aos presidentes de junta, havendo dificuldades para serem os verdadeiros guardiões das suas políticas, e que, mesmo assim, este executivo nunca atirava a tolha ao chão, comprometendo-se a lutar pelas reais necessidades e que, apesar de, às vezes, não poderem acudir a um problema na hora, no dia seguinte tinham alguma novidade, medida ou ação já definida. Prometeu que irá continuar a trabalhar, e em conjunto com o Presidente da Assembleia de Freguesia, nos órgãos próprios, fazer sentir a voz da freguesia.
Após os discursos, os presentes foram mimados com um lanche convívio, tendo demonstrado as suas satisfações para com o evento, tendo havido troca de experiências e de histórias vividas e passadas ao longo dos anos, na freguesia.
Pedro Veiga

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Pereiro (Av. Cima) assinala 500 anos de Foral


A freguesia de Avelãs de Cima continua a comemorar os 500 anos de atribuição do foral manuelino. Depois de, em junho, ter sido assinalada a efeméride, no lugar sede da freguesia, foi agora a vez do Pereiro se juntar às comemorações.

A sede da Associação Desportiva e Cultural do Pereiro (ADCP) foi o ponto de encontro para algumas dezenas de habitantes que, na quarta-feira, dia 27 de agosto, assistiram ao descerramento de uma placa comemorativa, com ilustração do Foral atribuído há cinco séculos. Foram também colocados, naquele largo principal da povoação, dois placards do Foral.

No dia 5 de outubro, será a vez de Boialvo se associar às comemorações, que só encerram, em Avelãs de Cima, em janeiro de 2015.

Depois do descerramento da placa, foi apresentado o mais recente livro de poesia de Armando Pereira.

Toda a reportagem na edição impressa do JB de 4 de setembro de 2014.

 

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