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Pereiro (Av. Cima) assinala 500 anos de Foral


A freguesia de Avelãs de Cima continua a comemorar os 500 anos de atribuição do foral manuelino. Depois de, em junho, ter sido assinalada a efeméride, no lugar sede da freguesia, foi agora a vez do Pereiro se juntar às comemorações.

A sede da Associação Desportiva e Cultural do Pereiro (ADCP) foi o ponto de encontro para algumas dezenas de habitantes que, na quarta-feira, dia 27 de agosto, assistiram ao descerramento de uma placa comemorativa, com ilustração do Foral atribuído há cinco séculos. Foram também colocados, naquele largo principal da povoação, dois placards do Foral.

No dia 5 de outubro, será a vez de Boialvo se associar às comemorações, que só encerram, em Avelãs de Cima, em janeiro de 2015.

Depois do descerramento da placa, foi apresentado o mais recente livro de poesia de Armando Pereira.

Toda a reportagem na edição impressa do JB de 4 de setembro de 2014.

 

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Cêrca – S.Pedro – Sem saudosismos, centenária prefere os tempos de agora


Maria Jesus completou ontem, dia 19 (Dia do Pai), cem anos de vida.
A centenária senhora, natural de Levira (S. Lourenço do Bairro) é viúva de António Arada dos Santos, natural de Boialvo, freguesia de Avelãs de Cima.
Fomos conhecê-la e ouvir a sua história em casa da filha, Maria Gracinda Jesus Santos, que reside no lugar da Cerca-S.Pedro, em Avelãs de Cima.
Ao nosso jornal, revela que é mãe de quatro filhos: Fernando, Maria Gracinda, Rosa La Salete e Teresa Isabel Jesus Santos, mas que tem também cinco netos e uma bisneta.

Vida de trabalho. A vida de Maria Jesus foi dedicada ao trabalho (no campo e a tratar da lida da casa), por isso, embora esboce um simpático sorriso por completar o centésimo ano de vida, não deixa de dizer: “estou e não estou contente”. Porquê? “Porque já passei por muitos trabalhos”, avança sem rodeios.
De uma lucidez invejável, ainda não usa óculos e a sua memória permite desfiar inúmeras histórias. Apenas a audição está diminuída, assim como as pernas já não têm muita força, o que a obriga a passar mais tempo na cadeira de rodas: “as pernas falham-me, não tenho muita força”, avança.
Para Maria Jesus, os tempos de outrora não deixam grande saudade: “agora é que eu devia estar a nascer, agora é que eu devia viver”, revela, acrescentando não ser pessoa muito saudosista, “o passado lá vai, o presente é que interessa”, admitindo também que hoje a vida é muito mais fácil e com atrativos bem melhores do que os do seu tempo de rapariga. “A luz elétrica, os eletrodomésticos, a televisão, os carros e o telefone” são modernidades que viu chegar e os quais muito aprecia.
“Agora filhos e netos, todos têm carro”, conta, dizendo ainda: “com a minha [Teresa] Isabel andei e vi muita coisa. Coisas que nunca tinha visto em solteira, nem em casada.”
Recuando umas largas dezenas de anos, lembra como era a vida na sua juventude.
“Antigamente só tínhamos candeeiros a petróleo, salgávamos a carne, não havia carros.”
Lamenta que ninguém a tenha mandando à escola e sente uma mágoa por não saber ler nem escrever.
Uma situação que não impediu que se correspondesse com o marido por carta: “tinha uma grande amiga minha que me escrevia as cartas e mas lia”.
Casou aos 26 anos. E diz que foi num baile que o marido ficou de olhos nela. “Ele é que me pediu em namoro. Vinha de muito longe namorar-me”, acrescenta, dizendo que adorava dançar e não faltava a um baile “nos clubes”.

Muito poupada. Com o marido empregado (era metalúrgico, em Sangalhos, durante 40 anos) cabia-lhe a ela todas as tarefas da casa e das terras, ajudada pelos filhos. Outros tempos, em que as crianças mal saíam da escola rumavam a casa para ajudar os pais, no campo e na casa.
Na lavoura, sabia fazer de tudo, incluindo vinho e todos os trabalhos que antecediam a vindima: podar, empar e enxertar. “Fazia esses trabalhos melhor do que muitos homens”, adianta.
Na sua casa, tinha ainda tempo para criar gado (porcos, galinhas, coelhos, ovelhas) e tinha também uma vaca. “Eu vendia leitões e cordeiros”, recorda. Por isso, os dias começavam bem cedo, fosse verão ou inverno e terminavam sempre tarde.
“O meu marido ainda tinha um ordenadinho bom”, por isso fala que nunca passou necessidades, nem privações. “Também fui sempre uma mulher poupada e com muita orientação” e o que sobrava, no final do mês, “ia para o banco”.
Ao nosso jornal recorda que tem saudades do tempo em que cozia Bolo da Páscoa e pão: “era uma mestra”.
A terminar, diz que em nova e já depois de casada raramente foi ao médico ou tomou medicamentos. Agora é que o faz com mais frequência, devido à idade.
Para celebrar o aniversário houve, ontem, festa num restaurante localizado na Piedade (Águeda), onde juntou familiares e amigos.
Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Avelãs de Cima: Nova ala do Lar, com 13 camas, aberta em 2013, ainda sem acordo de cooperação com a Segurança Social


Carlos Martins lidera o Centro Social de Avelã de Cima há 34 anos. Uma instituição de referência no distrito de Aveiro que, há um ano, colocou em funcionamento uma nova ala do Lar, com capacidade para 13 camas. Até hoje, o Centro Social não conseguiu ainda o tão desejado acordo de cooperação com a Segurança Social. O espaço, que está devidamente licenciado, não recebe assim do Estado qualquer tipo de apoio ou comparticipação. Cabe à instituição, utentes e famílias suportar integralmente os custos inerentes a este espaço que já está lotado, até porque os números falam por si: o Centro Social presta apoio a 125 idosos. Por isso, Carlos Martins faz um balanço mais positivo da vida desta instituição.
“Comecei em 1980 e nestes 34 anos, a instituição cresceu de uma forma brutal, mas harmoniosa e cuidada”, para dar as melhores condições de vida a todos os utentes.
A cumprir o segundo ano daquele que será o seu último mandato (termina em 2015), Carlos Martins é a pedra basilar e o rosto do Centro Social.
“Era este o projeto que eu sempre tive em mente. Um pensamento que se foi moldando, tomando forma e que hoje é o que está à vista de todos”.
O Centro Social soube crescer e oferecer espaços para que as pessoas se possam movimentar livremente e em segurança, fruindo de zonas lúdicas devidamente harmonizadas.
“O cuidado na decoração interior e exterior está bem expressa em toda a instituição.” Hoje, a área global do Centro Social ronda os 25.000 m2.

Crescimento sustentado. Apesar dos tempos difíceis, Carlos Martins acredita num futuro risonho para o Centro Social, embora faça um alerta: “este é um local de total mecenato e quem aqui ficar terá necessariamente de ter isso bem presente. Em 34 anos nunca apresentei uma despesa minha à instituição, fosse de telemóvel, almoços ou combustível”. Três décadas de total disponibilidade e que obriga muitas vezes “a abrirmos os cordões à bolsa”.
Embora esteja convicto de que não haverá um vazio diretivo quando sair, confessa que a continuidade do seu trabalho lhe tem tirado horas de sono, apesar de faltarem vários meses para o seu afastamento.
Com 73 anos, sabe que o seu sucessor terá de reunir uma série de requisitos e qualidades que permitam ao Centro Social continuar no mesmo patamar qualitativo, crescer e ser capaz de dar resposta a uma sociedade cada vez mais exigente.
As pessoas que o rodeiam, algumas há vários anos, são o seu braço direito e “todas com imensas qualidades”, diz.

Novos projetos. Nos próximos meses, o trabalho está orientado para melhorar a sustentabilidade económica desta estrutura. Assim, o próximo passo é a concretização de um projeto, aprovado pelo QREN “mais centro”. Um investimento previsto que rondará os 400 mil euros (+ IVA). “O valor da nossa comparticipação será de 15% e esperamos obter deste projeto importantes ganhos energéticos”, diz. A intervenção será feita através do aquecimento solar das águas sanitárias, da substituição da principal fonte de aquecimento e de outras máquinas com menor dispêndio de gás natural. Haverá também pequenas obras, para diminuição de perdas de calor. Outra área a intervir está relacionada com a obtenção de uma boa parte da energia elétrica consumida, a qual passará a ser obtida através de painéis fotovoltaicos.

Quadro de pessoal invejável. O zelo na questão alimentar é digno de realce. A orientar esta área, encontra-se uma engenheira alimentar que, simultaneamente, é responsável pelo HACCP.
Carlos Martins sublinha ainda o trabalho desenvolvido no âmbito da animação, levado a cabo por duas técnicas, por forma a que os utentes encontrem aqui a melhor distração possível.
Ao serviço estão ainda duas enfermeiras que asseguram diariamente a observância das necessidades de saúde básica dos utentes, e a instituição dispõe ainda do apoio de um médico com visitas regulares. Por outro lado, uma fisioterapeuta procura minorar, na medida do possível, as perdas de mobilidade associadas ao envelhecimento.
Faz igualmente parte do quadro técnico uma psicóloga, cuja ação tem também sido muito meritória, quer junto dos utentes (idosos e crianças), quer no apoio do nosso quadro pessoal (no qual já nele participam cerca de 95 pessoas).
Duas assistentes sociais, uma das quais exerce, desde há longa data, o lugar de coordenadora, comandam esta vasta equipa.
“A coordenadora tem uma tarefa difícil de manter unido e motivado todo este pessoal. Não é tarefa fácil. As suas preocupações certamente perduram muito para além do tempo que aqui passa. Até porque houve, nos últimos tempos, um considerável aumento da nossa atividade, fruto da edificação da última ala de quartos”, destaca. Já o setor administrativo/financeiro está a cargo de uma técnica, a braços com um crescente volume de trabalho face às alterações sucessivas por exigência da tutela.
“Por força da qualidade dos serviços que prestamos, somos uma instituição já no terceiro ano de certificação e com auditorias externas regulares, que confirmam e aplaudem os serviços que desenvolvemos”, diz Carlos Martins, que fala ainda do importante papel da Horta social e da Cantina Social (apoia 65 pessoas diariamente).

A preocupação da infância. Ao nível da infância, Carlos Martins diz que esta é uma área que traz algum desconforto. Não pela qualidade do serviço, mas devido à redução do número de crianças. Frequentam a instituição apenas meia centena. A enorme diminuição da natalidade e a oferta da rede pública não auguram nada de bom. “Está em vias o início de atividade de um novo polo escolar, que abrangerá toda a freguesia”, o que poderá causar ainda mais constrangimentos.

Núcleo cultural. No auditório, com capacidade para cerca de 500 pessoas e de excelente acústica vem, há vários anos, sendo desenvolvido, por intermédio de professoras contratadas, a dança jazz. São cerca de 90 jovens e senhoras que a praticam. Habitualmente são feitos saraus de dança, durante o ano, assim como um grupo de teatro, agora em fase de reorganização será uma forma de oferecer à freguesia, um pouco de diversão e cultura.
Ciente de que numa freguesia rural, de pessoas modestas, de parcos recursos e, sobremaneira, bastante envelhecida, é difícil aproximar as pessoas, “não desistiremos de levar os nossos objetivos avante. Com perseverança, com simplicidade e natural humildade, iremos conseguir rejuvenescer o nosso projeto cultural, trazendo ao nosso seio, toda esta sociedade, eventualmente carente de bons momentos de lazer”, termina.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Avelãs de Cima: Junta de Freguesia assinala 500 anos de Foral Manuelino


A Freguesia de Avelãs de Caminho comemora, este ano, 500 anos do Foral Manuelino atribuído pelo Rei D. Manuel I, a 13 de novembro de 1514. Assim, ao longo do ano, terão lugar na freguesia vários acontecimentos e iniciativas de âmbito cultural e recreativo que visam assinalar esta data.
César Andrade, presidente da Junta de Freguesia, revelou que a data será assinalada com diversas atividades culturais que irão decorrer durante o presente ano, tendo dado já início, no passado dia 13, com a instalação, junto ao chafariz, de um outdoor alusivo a este momento histórico. “Brevemente outros serão colocados nas entradas norte e sul de Avelãs de Caminho”, acrescenta.

Várias iniciativas. Do vasto leque de iniciativas, realce para um Baile Medieval, a ter lugar no final do mês de fevereiro, na Casa do Povo de Avelãs de Caminho. Um baile com música medieval e folk e com a obrigatoriedade de trajar à época. Por isso, está em estudo o aluguer de roupa à época e a presença de um grupo que interprete música medieval.
Mas a celebração deverá ainda integrar, ao longo dos próximos meses, a participação ativa da população local e das Associações da Freguesia que estão a ser convidadas a participar, sendo intenção da Junta o envolvimento de toda a população.
Numa primeira fase, irão ser convidados a adquirir uma bandeira para ser colocada nas janelas ou varandas de cada habitação, bem como outros elementos que façam recordar o referido acontecimento.
Embora o programa esteja ainda em elaboração, é intenção da Junta de Freguesia promover, de dois em dois meses, um evento cultural que poderá passar pela atuação de Grupos Corais na Igreja Matriz, por sessões de teatro na Casa do Povo. Também a Festa da Freguesia, em setembro, irá realizar-se no âmbito das comemorações, pelo que o autarca acredita poder levar a cabo uma espécie de Festa Medieval, culminando os festejos em novembro, com missa solene que poderá vir a ser celebrada pelo Bispo de Aveiro.
A Junta de Freguesia espera ainda poder contar com a colaboração da Câmara Municipal de Anadia na realização destas iniciativas, que devem incluir a exposição na sede da Junta de Freguesia do documento original do Foral manuelino, “mediante todas as condições de segurança”, estando ainda em desenvolvimento a criação de um vinho tinto, numa garrafa de coleção, alusiva à data.
César Andrade revela ainda que, em breve, vai circular, porta a porta, um aviso postal a informar a população de todas as iniciativas e a convidar todos a participar nos eventos propostos.
Catarina Cerca

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Avelãs de Cima: Freguesia assinala 500 anos de foral manuelino com atividades até 10 de junho


A Junta de Freguesia de Avelãs de Cima está a preparar a comemoração dos 500 anos do Foral Manuelino (10 de janeiro de 1514) assente em atividades socio-recreativas e lúdico-culturais, em associação com as associações locais e população.
Para o autarca Manuel Veiga, as celebrações eram para acontecer nesse dia (sexta-feira), contudo “compromissos profissionais de alguns dos convidados obrigaram a que a celebração tivesse ligar no sábado, dia 11, num ato simbólico, que incluiu o hastear da bandeira da Freguesia, em paralelo com a bandeira do Município e bandeira de Portugal, ao som do hino nacional. Uma celebração que contou com os ex-Presidentes da Assembleia e da Junta de Freguesia vivos e que teve como objetivo homenagear todos aqueles que dedicaram parte das suas vidas à causa pública de servir a população.
Na realidade, os ex-autarcas ficaram muito sensibilizados, tendo-se ainda cantado os parabéns à Freguesia.
Refira-se ainda que os ex-presidentes com mais tempo em exercício, nomeadamente António Calado e Armando Pereira, participaram diretamente no hastear das bandeiras e inauguração do roll-up evocativo dos 500 anos do Foral Manuelino. Estiveram presentes ainda Albano Reis, Manuel Veiga, Albano Martins dos Reis, Carlos Oliveira, Diamantino Almeida, Carlos Almeida e Guilherme Cunha. Por motivos familiares, esteve ausente apenas Nelson Rosa.
A JB Manuel Veiga avançou ainda que a data não poderia ser mais oportuna para “evocar todos os ex-presidentes ainda vivos e homenageá-los pelo trabalho realizado”, dando conta de que foi entendimento da Junta de Freguesia “repartir as atividades pelos sujeitos, ao longo do ano e a seu tempo, todos serão chamados a participar, como entenderem”.

Celebrações em junho. Mas o forte das celebrações, envolvendo a população, terá lugar a 7 e 8 de junho, culminando a 10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Para já, podemos avançar que no sábado, dia 7 de junho, haverá missa comemorativa dos 500 anos do Foral Manuelino e em honra de todos os falecidos da Freguesia. No domingo, dia 8, haverá passeio a pé “Caminhar por Avelãs”, com um almoço-convívio com os participantes, em local a designar. A animação estará a cargo dos residentes e populares. Na segunda-feira, dia 9, será feita a recolha dos desenhos a realizar pelos estudantes das seis escolas da Freguesia, que serão expostos ao público. No dia 10 (feriado nacional), está agendada uma Assembleia de Freguesia extraordinária, de manhã, onde os partidos com assento farão, a convite, um discurso temático. Será inaugurada uma imagem/quadro comemorativo alusivo aos 500 anos do Foral Manuelino. Durante a tarde haverá jogos tradicionais, envolvendo as associações locais de cada localidade ou respetivos residentes. O apoio logístico de bar estará a cargo das Mordomias da Igreja, cujo lucro reverterá a favor da Casa da Côdea e das Salas de Catequese ou a favor da Comissão Fabriqueira. À noite está programado um Encontro de Coros, intercalado com leitura de poemas recordativos a Avelãs de Cima, escritos por cidadãos locais, vivos e falecidos. Nesta sessão haverá a entrega dos prémios dos desenhos realizados nas escolas.
“Este é o conjunto de ações já planeadas, encontrando-se a Junta de Freguesia aberta a propostas que se enquadrem nestas comemorações, por parte de todos os que assim o desejarem”, diz Manuel Veiga, acrescentando que esta data “é muito importante para a Freguesia. De facto, não é o tamanho das celebrações que importam aqui referir, mas sim o conteúdo e significado que elas representam”.

Data histórica. Para Manuel Veiga, esta data significa que sempre houve capacidade de manter o território associado a um nome e tal facto ajuda a perpetuar, no tempo e no espaço, a riqueza de um povo. “Esta é a nossa maneira de agradecer, também, a todos os quantos olham para a Freguesia como uma oportunidade. A Freguesia está de parabéns e toda a sua população quer, e bem, homenagear este tempo e esta marca, não para atenuar a dureza dos tempos, mas para ter mais um marco para contar, numa História que sempre fica para as gerações futuras.”

Catarina Cerca

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Avelãs de Cima: Domingo há Feira das Barraquinhas


Está aí a 10.ª edição da Feira das Barraquinhas de Avelãs de Cima. Este evento, já tradicional na paróquia, realiza-se domingo, dia 26, próximo da Igreja Matriz e da residência paroquial.
Mais uma vez, o evento visa angariar fundos para as obras em curso da Casa da Côdea (na foto), que já se encontra alvorada. No entanto, o padre Vitor Gabriel Santos admite que ainda será necessário angariar mais fundos para poder acabar a obra.
“Faltam as massas, rebocar, fechar com alumínios, pintar, assim como colocar as madeiras, pisos, louças sanitárias e mobiliário. Para isso, temos de angariar mais umas dezenas de milhares de euros”, adianta.
Nestes tempos difíceis, o pároco sabe que a população sente cada vez maior dificuldade em ajudar e que são estes eventos que acabam por permitir angariar fatias maiores para fazer avançar as obras.

Barraquinhas e almoço. Nesta 10.ª edição, tal como em anos anteriores, as três mordomias da Igreja vão estar presentes, prevendo-se um almoço onde não vai faltar o frango de churrasco, porco no espeto, filhoses e doces tradicionais, sopas e crepes, feijoada, rojões e leitão assado.
Assim, no restaurante improvisado, com mesas e bancos corridos, os participantes vão poder desfrutar dos vários petiscos.
Também à semelhança de anos anteriores, vão estar presentes várias barraquinhas, onde será possível comprar diversos artigos: produtos da horta; pão e bolos; artesanato; bric-à-brac; vinhos; animais vivos; plantas; charcutaria e produtos tradicionais.
A novidade é que, este ano, estas “barraquinhas” vão funcionar em antigos carros de bois, provenientes ainda de muitas casas da freguesia. Uma forma de aliar a cultura, as raízes populares a este evento mais social e recreativo.
A feira volta a ser feita com a prata da casa, com muito trabalho voluntário, onde o espírito de partilha está sempre presente.
Embora a crise, as crescentes dificuldades económicas das famílias e o desemprego possam ensombrar esta edição, o pároco faz votos para que haja uma mobilização e adesão massiva da comunidade ao evento.
Durante esta semana, nos vários lugares da paróquia, têm sido recolhidos todos os bens que vão estar à venda.
“É sempre um dia muito animado porque, no fundo, é o maior convívio da paróquia e as pessoas gostam de se encontrar, confraternizar e passar um dia agradável”, refere o pároco.
Agora, é aguardar que o S.Pedro (padroeiro da paróquia) também não seja tão caprichoso e permita um dia de sol para que muita gente venha comprar os produtos generosamente oferecidos pelas populações.
A animação estará a cargo de um grupo de crianças do concelho de Águeda.
Refira-se ainda que esta construção ascende a várias dezenas de milhares de euros.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Av. Cima: 6.º Festival de Sopas dos Escuteiros


Como já é tradição, o Agrupamento de Escuteiros de Avelãs de Cima irá promover a 6.ª edição do Festival de Sopas, no próximo dia 28 de abril, na antiga Escola Primária da Figueira/ Candeeira.
Este evento, que nasceu com o intuito de angariar fundos para esta associação que vive do apoio de todos quantos queiram ajudar, é também uma forma de dinamizar uma atividade junto da comunidade.
Este ano, a organização pretende continuar com esta ação por forma a angariar fundos para as atividades e continuar a melhorar as condições das infraestruturas que o Agrupamento de Escuteiros possui.
Para isso, contam com a colaboração de amigos, familiares e conhecidos que, ao longo destes últimos cinco anos, têm-se mostrado disponíveis e com grande interesse neste evento. Os Escuteiros de Avelãs de Cima esperam poder contar com aqueles que queiram aceitar este desafio e participar com a sua sopa. Por isso, lançam um apelo às associações da freguesia e do concelho para que tragam a sua sopa a concurso.
“As nossas expetativas são favoráveis e aguardamos o maior número possível de pessoas”, adianta a chefe Catarina Silva, revelando que o evento terá início pelas 12h e que por três euros e meio será possível provar um excelente cardápio de sopas variadas e deliciosas.
Como já vem sendo habitual, todos os provadores poderão votar na sopa que mais lhes agradar e assim eleger a melhor. Serão ainda oferecidas lembrança de participação a todos quantos levarem a sua sopa a concurso e haverá prémios para as três sopas mais votadas.
Além das sopas, haverá fêveras e outros petiscos. Catarina Silva conclui que esta é uma oportunidade para conviver e passar uns momentos agradáveis, em comunidade, assim como uma excelente forma de “descobrir os talentos gastronómicos e criativos dos participantes deste evento”.

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Capela de N.ª Sra. das Neves, com 500 anos de história, vai entrar em obras


A Capela de Nossa Senhora das Neves, localizada nas Neves do Pinheiro, em Avelãs de Cima, vai entrar em obras de beneficiação, mais concretamente da pequena ermida, que nos dias de hoje serve de sacristia.
A obra terá um custo superior a 16 mil euros, tendo o executivo decidido, por unanimidade, subsidiar este restauro em 7.500 euros, verba que será entregue à Fábrica da Igreja de Avelãs de Cima.
Depois de em 2002 este pequeno templo ter sido classificado como imóvel de interesse público pelo seu “valor cultural de importância nacional”, esta capela sofreu obras que numa primeira fase implicaram a substituição do telhado do corpo da capela-mor e restauro do altar.
Contudo, urge agora realizar obras na pequena ermida dos finais do século XVI e que hoje serve de sacristia.
Na informação enviada à Câmara Municipal pela Comissão de Culto da Capela, “estamos perante um templo com cerca de 500 anos de história que atesta, pela sua longevidade, o especial carinho que as sucessivas gerações lhe têm devotado”, não deixando, contudo, de referir que “a sociedade mudou, os hábitos religiosos perderam preponderância no quotidiano e a importância do Santuário das Neves foi decaindo”, sendo, por isso, importante que a Câmara Municipal se associe também a esta causa.

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Avelãs Cima: JF constrói pavilhão para a rrumos


A Junta de Freguesia de Avelãs de Cima vai receber cinco mil euros de apoio da Câmara Municipal de Anadia para fazer face às despesas com a construção e ampliação do pavilhão de arrumos da Junta de Freguesia, situado no estaleiro desta Junta, nas traseiras do cemitério de S.Pedro.
Embora o autarca Manuel Veiga tenha solicitado ao executivo um apoio de nove mil euros, a verdade é que a Câmara só vai comparticipar a mesma com pouco mais de metade.
Segundo Manuel Veiga este aumento do pavilhão vem colmatar a necessidade que o executivo sente para conseguir parquear as viaturas (carrinha e trator) bem como arrumar o material necessário à atividade diária da Junta de Freguesia, uma vez que a maior parte deste material se encontra ao ar livre, tendo-se verificado ultimamente o furto de vários tipos de material que se encontram no estaleiro.
A obra do pavilhão, com aproximadamente 50m2, que está praticamente concluída, começou em outubro e custou cerca de 9 mil euros ao executivo da Junta de Freguesia.

Autarca sensibilizado com ajuda de populares
No rescaldo do temporal que, no passado dia 19 de janeiro, se abateu sobre a região, Manuel Veiga, autarca de Avelãs de Cima, destaca o trabalho desenvolvido na freguesia por inúmeras pessoas que contribuíram de forma determinante para a rápida reposição da normalidade, sobretudo ao nível do trânsito.
Embora a freguesia tenha sido muito afetada pela queda de milhares de árvores, o trabalho conjunto do executivo e funcionários da Junta de Freguesia, dos seis trabalhadores do Trabalho Comunitário ao serviço da freguesia nos fins de semana, dos membros da Associação Florestal de Avelãs de Cima foi, a seu ver, “importantíssimo na desobstrução e limpeza de caminhos rurais e estradas”, respetivamente na zona das Coutadas – Figueira e Figueira -Mata”, mais afetadas.

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Avelãs de Cima: Cantina Social mata a fome a 35 pessoas, mas tem capacidade para 65


“É preciso envolver todas as direções das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS’s) do concelho para tornar o trabalho da cantina social o mais abrangente e visível possível”, admitiu Carlos Martins, presidente da direção do Centro Social, Cultural e Recreativo da Freguesia de Avelãs de Cima que promove esta resposta social, no concelho de Anadia, desde junho de 2012.
Em jeito de apelo e ao mesmo tempo de desafio, admite que a cantina social precisa de uma maior divulgação, mas também que as instituições se mostrem mais recetivas.
“Esta é uma cantina social atípica, porque temos despesas acrescidas no transporte das refeições que levamos a quem delas precisa. Isto porque, ao contrário do que se passa nas grandes cidades, onde as pessoas têm uma ampla rede de transportes públicos para se poderem deslocar e levantar as refeições nas cantinas sociais, a verdade é que em contexto rural, o panorama muda e são as instituições a fazer a entrega das refeições ao domicílio, com todos os custos que esse serviço acarreta”, destacou.
Com as refeições pagas pela Segurança Social a 2,50 euros, não existe qualquer rentabilidade para as instituições. “Nas cidades dá lucro, aqui, no nosso meio não, mas é uma forma de ser mais solidário”, já que se trata de um projeto em que as despesas e custos se sobrepõem aos ganhos ou proveitos.
Carlos Martins sublinha ainda o facto de nos grandes centros a miséria poder ser maior. “Aqui há sempre um vizinho ou familiar que dá a mão. Ou seja, a fome acaba por ser mitigada pela ajuda comunitária”.
A cantina social está a matar a fome a 35 pessoas e garante que pessoas e/ou famílias que mais necessitem, tenham acesso, sete dias por semana, à refeição do almoço, gratuita, no âmbito da Convenção da Rede Solidária de Cantinas Sociais para o Programa de Emergência Alimentar (PEA).
Preparada para servir 65 almoços, a instituição está longe de alcançar este número. Contudo, está já em articulação com a instituição social da Pedralva, que está a servir 10 refeições. “Estas parcerias são a forma encontrada para chegar ao maior número de famílias carenciadas do concelho, fazendo uma melhor cobertura do território”, acrescentou.
“Seria bom que mais IPSS’s se juntassem a nós para cobrir todo o concelho, que tem um território tão vasto”.
Neste momento, a instituição cobre a freguesia de Avelãs de Cima, Moita, Anadia, Mogofores e Avelãs de Caminho. A instituição da Pedralva faz o apoio às freguesias de Paredes do Bairro, Ancas e Tamengos.
Embora haja alguns agregados familiares a passar fome, dá conta de alguns casais com filhos menores a cargo e famílias monoparentais em situações de desemprego, que são cada vez em maior número. Depois existe a outra pobreza que, sendo crónica, também não pode ser desprezada. “Acresce ainda dizer que é muito difícil chegar, por exemplo, a idosos, sem retaguarda familiar, nas zonas serranas do concelho ou em locais mais isolados”, admite.
Em todos os casos, o apoio está a ser prestado de uma forma muito discreta e com o maior sigilo, já que os agregados apoiados assim o desejam. Por isso, levam a comida a casa, ou esta é deixada em locais estratégicos e acordados previamente com os beneficiários, por forma a que ninguém se aperceba. Apenas uma família levanta a refeição no Centro Social e nenhum dos apoiados come no refeitório do Centro Social. “Têm vergonha”, diz, dando conta que para todos, os termos levam sempre sopa a mais para que dê para a refeição da noite. “Essa tem sido a nossa política”, afiança.
Não podem beneficiar do PEA, a(s) pessoa(s) e/ou família(s) que, sendo já utente(s) da instituição, beneficie(m) de alimentação e/ou refeições, por via da frequência de qualquer outra resposta social em que se encontra(m) inscrito(s); que seja(m) já apoiada(s) por qualquer outra via ao nível da alimentação.
Refira-se ainda que, no distrito de Aveiro, funcionam 21 cantinas sociais.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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