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Espaços Bairrada: Vinhos da Bairrada em prova até ao dia 15


Até ao próximo dia 15 de dezembro, estão seis produtores em prova nos Espaços Bairrada da Curia e de Oliveira do Bairro da Associação Rota da Bairrada.
O cartaz do “Bairrada em Prova” referente à primeira quinzena de dezembro inclui seis referências vínicas. Branco, tinto ou rosé estão disponíveis para degustação por apenas 3 euros por pessoa – este valor é oferecido sempre que o provador realize compras de valor igual ou superior a 10 euros – nos Espaços Bairrada.
O mais recente associado da Rota da Bairrada, a Quinta das Bageiras, entra em prova com um vinho branco feito de Maria Gomes, Bical e Cercial, o Quinta das Bageiras 2015 ao lado do QdoE Bical Branco 2015 da Quinta do Encontro. Enquanto tintos, estão disponíveis o vinho Fernando Martins Tinto 2008, 100% Baga da Quinta do Cavaleiro e da Adega Campolargo o vinho Corvos obtido das castas Tinta Roriz, Sirah e Merlot. Os espumantes são ambos rosados, um deles da Aliança Vinhos de Portugal, o Aliança Baga Bairrada Rosé Bruto 2014 e o outro da Cave Central da Bairrada, o M&M Gold Edition Rosé Bruto.

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Confraria dos Enófilos da Bairrada: Unir num setor onde a concorrência é brutal


O embaixador João de Vallera foi entronizado confrade de honra, durante o 38.º Grande Capítulo da Confraria dos Enófilos da Bairrada, realizado no passado dia 26, no Palace Hotel do Bussaco.
Um capítulo onde foram também entronizados três novos confrades efetivos: Ana Margarida Batista Valente, administradora e diretora de marketing das Caves Messias; Manuel Pinho Soares, enólogo da Aveleda SA e Vidal Agostinho da Silva Ferreira, mestre assador de Leitão da Bairrada.

Velhos e novos confrades apelam à união. Num capítulo que entronizou apenas quatro confrades, duas das intervenções da noite (velhos e novos confrades) fizeram um apelo à união dos vários agentes do setor, a bem do vinho Bairrada.
Cumprindo a tradição, pelos velhos confrades usou da palavra o confrade Adriano Aires que sublinhou o facto de naquela noite estarem todos reunidos “em torno de um sentimento que todos assumimos como um compromisso: honrar, homenagear e divulgar o vinho Bairrada.”
Aos presentes destacou como o vinho tem sido “um elemento aglutinador de sentimentos e de partilha de emoções”, concluindo que a melhor forma de homenagear o vinho, o grande vinho da Bairrada e todas as videiras da região é através da “união, na comunhão, na defesa, divulgação e valorização dos nossos vinhos, do néctar dos deuses que só os privilegiados têm a honra de disfrutar.”
Ouviu-se ainda Ana Margarida Valente, pelos novos confrades, acabados de entronizar.
Filha, neta e bisneta de vinhateiros bairradinos (Caves Messias – Mealhada), revelou que o seu percurso enófilo é bastante recente: “de facto a minha rebeldia, diga-se em abono da verdade “rebeldia controlada”, fez-me, em jovem, enveredar por bebidas refrigerantes, só para contrariar a minha família que sempre me incitou a beber moderadamente… vinho”.
Por isso, só há dois anos, quando assumiu cargos de liderança no negócio da família, “entrei neste maravilhoso mundo do vinho. Foi então que me apercebi do que perdi durante todos estes anos”.
Destacou a complexidade de aromas e sabores do vinho, as diferenças por região, por casta, por terroir, mas também salientou que a defesa dos vinhos da Bairrada “partirá sempre da união dos enófilos bairradinos como exemplo para união dos agentes económicos visando projetos de aperfeiçoamento da qualidade e a promoção dos vinhos bairradinos”, salientando a potencialidade do projeto Baga Bairrada, “de que sou uma fã incondicional”.

Apelo à união de esforços e de propósitos. Antes do encerramento de mais um grande Capítulo, os cerca de cem convivas presentes no Bussaco ouviram atentamente a intervenção do embaixador João de Vallera que, enquanto embaixador em Berlim, Washington e Londres, se destacou como uma das figuras que mais promoveu o vinho português além fronteiras.
No Bussaco, considerou a Confraria dos Enófilos da Bairrada “uma confraria de reconhecido e merecido prestígio, representante de uma das mais antigas regiões vitivinícolas do país”.
Sobre o “simpático e generoso gesto da Confraria”, admitiu ser o reconhecimento pelo gosto e empenho com que, ao longo da carreira, foi de uma forma espontânea e sucessivamente associando-se na medida dos seus conhecimentos à causa da promoção do vinho português.
Falou dos seus primeiros contactos com a região, desde a infância, das paragens na Bairrada quando a família rumava para o norte do país. Relembrou os almoços ainda menino e em família no Hotel Avenida, do Astória e do próprio Palace do Bussaco.
Por isso, admitiu que a Bairrada foi uma região “sempre muito presente nas atividades de diplomacia económica, em Londres”, até porque durante várias décadas passou férias na zona da Figueira da Foz.
Sem esquecer as várias iniciativas, jantares na embaixada, acontecimentos enológicos, seminários, condecorações de críticos de vinho internacionais, eventos com jornalistas da especialidade e do setor da distribuição/importadores, prémios conquistados pelos vinhos portugueses nos mais pretigiados concursos e certames internacionais, João de Vallera recordou com satisfação que “tudo isto deve satisfazer-nos, encorajar-nos e animar-nos”, ainda que não tenham sido suficientes [nem nunca serão] “para nos deixarem repousantes, nem para ultrapassar os desafios a que o vinho português está sujeito” nos mercados internacionais.
Porquê? Como explicou, “o setor do vinho é daqueles em que a concorrência se faz sentir de forma mais brutal”.
“E, se é verdade que os nossos vinhos melhoraram e muito ao nível da qualidade e sobem merecidamente nas escalas do valor e reconhecimento internacional, não é menos verdade que o mesmo fenómeno acontece noutras partes do mundo”, alertou.
Aos presentes avisou ainda que “persiste um enorme fosso entre o crescente grau de notoriedade alcançado ao nível do circuito da crítica, dos prémios, da imprensa de referência, dos wine writers e a menor visibilidade e disponibilidade que gozam os nossos vinhos nas cadeias de distribuição e nas listas da restauração, ou seja na proximidade com o consumidor final.”
Reconhecendo que Portugal não tem muitas marcas reconhecidas internacionalmente, a que acresce um problema de escala, considerou que “a notoriedade, o sucesso, a visibilidade e o binómio que o nosso país criou, e vem reforçando a nível mundial, se deve à riqueza e otimização das nossas castas, dos seus diversos terroirs e à sua autenticidade, capacidade de identificação como um produto distinto, com caraterísticas próprias e não na qualidade de um fabricante de genéricos lançados para o mercado”.
A sua vastíssima experiência no exterior levaram-no ainda a dizer que “o vinho faz parte do que mais espontâneo e facilmente se pode promover no decurso da atividade normal e quotidiana de uma embaixada.”
A terminar e à semelhança dos anteriores oradores, destacou que neste setor extremamente compectitivo e concorrencial, “o que prevalece nesta perspectiva de promoção externa é a sinergia positiva e não a subtração concorrencial”, ou seja, será sempre “através da união de esforços e de propósitos que será mais relevante e útil – do que as tentativas de afirmação individual -” singrar neste mercado global.

A importância das relações e dos novos mercados. De destacar também a mensagem de Fernando Castro, na brochura de saudação aos enófilos, onde refere que neste “caminho de afirmar as extraordinárias qualidades dos vinhos da região da Bairrada”, é necessário preservar as relações “que durante o percurso se vão construindo e se procura que sejam o mais sólidas possível”.
Porquê? “Porque, como destaca, “são as relações sólidas que proporcionam continuidade e longevidade aos projetos”.
Paralelamente, Fernando Castro defendeu que para além de ser necessário manter os mercados de outrora, é necessário procurar outros mercados “porque todos eles são necessários e porque os vinhos da Bairrada têm qualidades bastantes para competir e se afirmar”.
Catarina Cerca

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10.º aniversário da Rota da Bairrada: “Hoje temos uma região mais forte, mais dinâmica, mais jovem e inovadora”


A Associação Rota da Bairrada está a completar uma década de existência.
Com dois Espaços Bairrada (um na Curia e outro em Oliveira do Bairro) e uma loja online, esta associação, liderada por Jorge Sampaio, vice-presidente da autarquia anadiense, prepara-se para, em 2017, abrir mais um Espaço Bairrada, na cidade de Aveiro.
Em paralelo, diz, o próximo ano será decisivo para recolocar e redesenhar a marca Bairrada no panorama nacional, dando-lhe mais força: “2017 será um ano de grandes desafios no sentido de sustentar, dar força à marca Bairrada”, sublinha em entrevista a JB.
Convicto de que de hoje a Bairrada é “uma região mais forte, mais dinâmica, mais jovem e inovadora, que sabe conciliar a inovação com a tradição”, faz ainda um balanço muito positivo do trabalho realizado pela Rota da Bairrada “naquilo que é unir a região e os diferentes players à volta de um mesmo projeto.”

A Rota da Bairrada está a completar uma década de existência. Que balanço faz?
O balanço é extremamente positivo porque a Rota surgiu do projeto de revitalização da antiga Rota dos Vinhos. Não é fácil pegar num projeto que existe, adaptá-lo e convencer as pessoas de que um novo modelo é melhor. Esse trabalho foi feito durante três anos (entre 2003-2006), até ao arranque efetivo da Rota da Bairrada.
O grande trabalho desta associação tem muito a ver com aquilo que é unir a região e os diferentes players da região, de várias áreas, à volta de um mesmo projeto. Este é um projeto que tem unido à sua volta, os municípios, os produtores vitivinicultores, a restauração, a hotelaria e todas as entidades ligadas ao turismo.
Este foi o grande contributo que a Rota da Bairrada deu ao longo destes 10 anos para este espírito de região. Depois, o facto de se ter implementado e fortalecido a marca, Bairrada. A Rota da Bairrada pegou nesta marca implementou-a na região e levou-a fora de portas. O resultado disto tudo é um pouco o que hoje temos na região – uma região mais forte, mais dinâmica, mais jovem e inovadora, mas que consegue e sabe conciliar a tradição.
Mas a Rota da Bairrada teve uma humilde participação nisto tudo. Este foi um trabalho feito muito pelos nossos agentes económicos, em especial pelos nossos produtores, pelos nossos municípios (com intervenções fantásticas no território), e pela nossa Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) que tem trabalhado cada vez mais nesta matéria. Aliás, desde que Pedro Soares entrou para a CVB trabalhamos de forma completamente sincronizada, muito mais articulada em todas as ações que se fazem.

Quais as principais conquistas da Rota da Bairrada?
A união da região. A criação deste conceito de região é, sem dúvida, o mais importante. Havia a marca Bairrada, que era associada aos vinhos e ao leitão, mas conseguimos nestes 10 anos criar um conceito de região mais abrangente, tanto dentro como fora de portas. Somos muito a qualidade e os excelentes vinhos que temos, mas também muito o leitão da Bairrada e a sua restante gastronomia, mas somos mais – uma região.

Com quantos associados começou a Rota da Bairrada e quantos são hoje os associados?
Os números cresceram muito. Começámos com 23 associados, hoje são 52. Com uma vantagem: crescemos bastante nos associados produtores, mas crescemos muito também nos associados da restauração, sobretudo nos últimos anos, o que para nós é uma conquista muito grande. A restauração é um meio primordial para a promoção dos nossos vinhos e conseguimos que a nossa região olhe mais para os nossos produtores e para os nossos vinhos.

Quando nasceu o portal da Rota da Bairrada, era feito um apelo no sentido de que fossem os agentes a “alimentarem” continuamente o portal, inserindo informação diversa. Que avaliação faz desse trabalho?
Estes processos nem sempre são fáceis. Entendo que os nossos produtores, restaurantes, hotéis são agentes económicos e a vida deles é focada naquilo que é a faturação. Hoje em dia os mercados obrigam a uma atenção constante por parte dos nossos agentes económicos – vender vinhos, alojamentos e refeições. Por vezes, não é fácil que eles tenham este cuidado de irem às ferramentas que estão à sua disposição e consigam eles próprios lá introduzir informação. Temos vindo a lutar muito nisto porque o portal é uma ferramenta fantástica. Contudo, a Rota da Bairrada tem uma pessoa que diariamente ali vai colocando informação de relevo e de nos substituirmos aos nossos agentes neste trabalho. Mas, de facto, uns dão mais importância do que outros a esta ferramenta.

Como está a loja online? Tem tido muita adesão?
Sim, tem havido uma forte adesão. Foi lançado este ano e estamos a trabalhar na área da promoção e divulgação deste espaço online. Foi uma agradável surpresa. As pessoas que visitam os nossos espaços, sobretudo de outras regiões do país e estrangeiro, sentem que têm aqui uma forma de poderem, através desta ferramenta, continuar a adquirir os produtos de que gostaram. As vendas na loja online têm crescido todas as semanas e vamos lançar em 2017 uma forte campanha de promoção e divulgação deste espaço online. Foi uma aposta completamente ganha. Um passo que teríamos de fazer e está a ser um sucesso.

Relativamente ao setor vinícola, a Rota da Bairrada já integra a totalidade dos produtores da região?
Não. Dos dados que temos serão cerca de 100 os produtores inscritos na CVB, mas o nosso número de associados tem vindo a aumentar muito.
A Rota da Bairrada é uma entidade que promove a Bairrada como destino de enoturismo. E somos um exemplo para várias regiões, naquilo que é a separação clara na promoção de vinhos (a cargo da CVB) e aquilo que é a promoção do destino Bairrada, no enoturismo que cabe à Rota da Bairrada fazê-lo. Contudo, somos parceiros.
Temos essa separação bem feita e isto quer dizer que nem todos os produtores têm aptidão para receber turistas ou terem uma visão do que é o enoturismo, logo nunca teremos todos os produtores da região como associados. Tem de haver uma vontade do produtor para esta componente do turismo que é o enoturismo. Mas os mais importantes produtores da região nesta área do enoturismo estão quase todos na Rota.
Este ano crescemos muito já que a alteração nos Estatutos da Rota da Bairrada veio permitir que mesmo aqueles que não têm instalações para receber turistas podem usar as nossas instalações (Espaços Bairrada) para receber os seus turistas e seus clientes.
Creio que no próximo ano vamos consolidar a nossa proximidade com este tipo de produtor. Veja que temos produtores de menor dimensão com vinhos de uma qualidade incrível, fantástica, mas sem espaço destinado ao enoturismo ou para receber turistas.
E o número de associados da restauração, tem aumentado?
Sim e este aumento deixa-me muito satisfeito. Hoje, são os próprios agentes que vêm ter connosco. Começámos a Rota da Bairrada com o princípio que – quem quer entrar no comboio entra, mas o comboio tem que ser posto em andamento. Não se podiam adiar mais estas questões da Rota da Bairrada. Foi assim em 2006. Depois, passámos por uma fase em que fomos ao encontro das pessoas, falar com elas mostrando a importância do projeto. Hoje, felizmente, já estamos numa fase em que são os agentes a pedir para entrar. Isso deixa-nos muito satisfeitos. Em 2017 temos o objetivo de ter aqui um trabalho mais forte na área da hotelaria, à semelhança do que fizemos em 2015/16 com a restauração.

A CVB reelegeu recentemente Pedro Soares como presidente. Que relação é que a Rota da Bairrada tem com a CVB?
A relação é fantástica. O Pedro Soares foi uma lufada de ar fresco na região e na CVB. Tem feito um trabalho extraordinário naquilo que é a defesa e a promoção da região e dos seus produtos. Hoje, a Rota da Bairrada e a Comissão Vitivinícola trabalham diariamente em articulação. Raro é o dia em que não conversamos sobre os projetos. Depois, temos a particularidade de quando um sugere uma ideia, o outro diz para se fazer ainda mais. Há, portanto, um desafio constante entre a Rota da Bairrada e a Comissão Vitivinícola. Isto tem contribuído muito para o que tem sido o crescimento e evolução da nossa região.

O turismo é cada vez mais importante para a região da Bairrada. Qual é o seu peso na região?
Sentimos, de modo geral, que tem havido um crescimento de turismo e do enoturismo na região. Tem havido um crescimento enorme nas visitas às adegas da região, até porque estamos entre dois importantes polos – Aveiro e Coimbra.
Portugal e a região têm de apostar no turismo – esta é a área de futuro para o país. Só quando nos convencermos disto e trabalharmos em condições no turismo (não andar a mudar de políticas a cada quatro anos, sempre que há eleições) e virmos que este é estratégico para o país, ganharemos muito mais com o turismo.
Há aqui também um trabalho a outra escala (Rota de Vinhos de Portugal – a que presido) em que estamos, neste momento, a montar um observatório de enoturismo com o Turismo de Portugal para que no futuro possamos ter dados concretos das visitas às adegas.
Hoje, o facto da Rota da Bairrada ter a presidência da Rota dos Vinhos de Portugal é o reconhecimento pelas outras regiões do trabalho que tem sido desenvolvido pela Rota da Bairrada, ao longo destes 10 anos. Somos a primeira região a presidir à Rota dos Vinhos de Portugal.

Tem sentido o apoio necessário por parte das câmaras municipais?
As oito câmaras municipais contribuem muito para aquilo que é o projeto Rota da Bairrada. Primeiro, no que é o apoio institucional (não é só câmaras municipais), temos a felicidade de ter o envolvimento dos oito presidentes de câmara no projeto Rota da Bairrada, ou seja, temos tido o cuidado de periodicamente reunir com os oito presidentes de câmara, com o presidente do Turismo do Centro de Portugal e com a CVR. E é no seio deste grupo que vários projetos são discutidos.
As câmaras municipais, com as suas ações, cada uma delas, têm contribuído para o todo que é a promoção da Bairrada.

Catarina Cerca

(entrevista na integra na versão em papel)

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10.º aniversário: Rota da Bairrada consolida-se como projeto de sucesso


Luís Capoulas Santos, Ministro da Agricultura, das Florestas e do Desenvolvimento Rural, presidiu na última segunda-feira, 28 de novembro, às celebrações do 10.º aniversário da Associação Rota da Bairrada.
Entre os muitos elogios ao trabalho realizado ao longo da última década pela Rota da Bairrada, o aniversário ficou marcado pelo apelo feito pela edil anadiense Teresa Cardoso ao ministro, para que medeie e esteja disponível “para se despoletarem os procedimentos da avaliação que o processo de negociação possa envolver, em particular com a DGPE, tutelada pelo Ministério das Finanças”, por forma a que o Centro de Investigação Nacional de Espumante seja uma realidade em Anadia, nas instalações da Estação Vitivinícola da Bairrada.
O ministro Capoulas Santos começou por se referir à celebração da “consolidação de um projeto que percorreu um caminho e trajeto de sucesso”, mostrando-se ainda disponível (em relação ao Centro de Investigação) “para encontrar soluções que valorizem o património e que contribuam para o desenvolvimento regional”.
O evento contou com a presença de vários presidentes de Câmara dos municípios da região da Bairrada; Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal; Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada; e representantes dos setores vitivinícola e gastronómico.

Rota da Bairrada uniu a região. Após o descerramento da placa comemorativa, Jorge Sampaio, presidente da Rota da Bairrada, fez o resumo deste projeto, que arrancou em 2003, no sentido de revitalizar a Rota dos Vinhos. Recordou que na sua criação estiveram 23 associados que passaram, nos dias de hoje, a 52, não só produtores de vinho mas também outro tipo de agentes – restauração e hotelaria, bem como os oito municípios da Bairrada.
A Associação possui, hoje, dois espaços Bairrada, na Curia e em Oliveira do Bairro, que têm crescido imenso: “de 2014 para 2015 triplicámos as vendas neste espaço [Curia] e no ano de 2015 tivemos 8 mil visitantes, dos quais 1800 eram estrangeiros” .
Destacou o facto de já em 2017, a Rota da Bairrada se preparar para abrir mais Espaços Bairrada, sendo o objetivo a médio-longo prazo de ter um em cada município da Bairrada.
Jorge Sampaio salientaria ainda que, em 10 anos, o número de visitantes a adegas e caves da região aumentou 700%, fruto do trabalho e investimentos dos vários agentes da região, “sobretudo produtores vitivinicultores que apostaram e investiram na criação de infraestruturas para receber turismo e enoturismo de grande qualidade”.
Quanto ao futuro, revelou que, nos próximos anos, o trabalho da Rota da Bairrada será feito na valorização e requalificação da marca Bairrada; na defesa dos produtos endógenos (certificação dos vinhos e do leitão, projeto Baga Bairrada); qualificação e investigação, através da criação do Centro de Investigação Nacional de Espumantes, e promoção e divulgação dos produtos da região.
Trabalho elogiado. Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, destacou “a inexcedível colaboração da Associação Rota da Bairrada” e no facto de apostar de forma contínua na qualificação do produto e da oferta turística. Um desafio que tem em vista consolidar a atratividade turística.
Daí, destacar que a “Rota da Bairrada tem sido um aliado fortíssimo”, na base do trabalho turístico, mas também no posicionamento e competitividade. “Hoje, o consumidor mais e melhor informado procura diversidade e qualidade e esta região tem essa capacidade de poder servir vários públicos – um turista que é mais cultural, outro que é mais gastronómico, ou mais adepto do turismo de natureza”.
Na ocasião, destacou anda a importância da paisagem rural para o turismo: “a paisagem rural é um ativo extraordinariamente importante para a atratividade turística dos nossos territórios e das nossas regiões”.
Também Ribau Esteves, presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, sublinharia o trabalho realizado pela Rota da Bairrada, “pelo valor acrescentado que adicionou àquilo que já era a Bairrada antes de nascer a Rota.”
Sublinhou igualmente a necessidade de se avançar com o processo de certificação do leitão, para que este “mantenha a sua qualidade, que se vai perdendo, de vez em quando”, deixando ainda a nota de que um dos novos Espaços Bairrada (em Aveiro) ficará sediado no antigo edifício da Estação da CP e irá juntar três produtos/marcas identitárias do território – ovos moles, sal e os espumantes e vinhos Bairrada, que “vão fazer uma grande casa, bonita”, concluiu.

Autarca lança repto ao ministro. Na ocasião, a edil anadiense Teresa Cardoso reconheceu que a Associação Rota da Bairrada tem “a difícil tarefa de projetar este território, de afirmar as suas potencialidades, de valorizar os seus recursos endógenos”, não deixando de sublinhar o facto da Rota “ter consolidado os seus propósitos, unindo a região e convidando os seus associados a trabalhar num projeto comum, dando primazia à certificação, à inovação e à excelência dos produtos e do seu território.”
Aproveitando a presença do ministro, reforçou, uma vez mais, a preocupação com as instalações da Estação Vitivinícola da Bairrada, património do Ministério da Agricultura, hoje tutelado pela Direção Geral do Património do Estado: “um belíssimo tesouro arquitetónico, com mais de um século”, mas que se tem vindo a esvaziar por falta de recursos, mas também a degradar-se a olhos vistos. Daí ter apelado, uma vez mais, à criação de um Centro de Investigação Nacional de Espumante na região.
A deslocação do ministro à Bairrada terminou com um almoço comemorativo do 10.º aniversário da Rota da Bairrada, nas Caves Aliança, onde os vinhos e espumantes da região e o leitão foram os reis à mesa.
Catarina Cerca
catarina.i.cerca@jb.pt

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Rota da Bairrada completa 10 anos de vida


No próximo dia 28 de novembro, a Associação Rota da Bairrada completa 10 anos de existência.
A celebração desta data, que é marcante, vai contar com a presença do Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos.
O aniversário da Rota da Bairrada terá o seguinte programa:
11h – “Bairrada de Honra” na sede da Rota da Bairrada (Estação Ferroviária da Curia)
11h30 – Descerramento da placa comemorativa dos 10 anos
12h – Visita Aliança Underground Museum
13h – Almoço

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Bairrada: “Sons na Bairrada” regressa com concerto na Aliança Vinhos de Portugal


A 2.ª edição do ciclo de concertos “Sons na Bairrada” terá lugar na Aliança Vinhos de Portugal, em Sangalhos.
É já amanhã, dia 18, que estas emblemáticas caves recebem a iniciativa lançada pela Associação Rota da Bairrada.
Depois do sucesso que foi a 1.ª edição do evento, realizado no passado dia 28 de outubro, nas belíssimas Caves São Domingos, “Sons na Bairrada” está de regresso à Aliança Vinhos de Portugal e o programa não deixa ninguém indiferente… num ambiente único, a música estará aliada ao vinho para, em conjunto, proporcionar momentos de emoções e sentidos.

Leitão será o rei à mesa. O início está marcado para as 19h30, onde o cocktail de boas-vindas fará as honras da casa para se partir à descoberta do Aliança Underground Museum, num percurso de 1,5km.
Ao longo da visita seremos surpreendidos pelos sentidos em três momentos de prova de um espumante, um vinho tinto e uma aguardente.
Segue-se o momento de jantar na cave, onde o rei é o Leitão da Bairrada. A magia da música encerrará a noite com a atuação de Lilian Raquel e Cláudio César Ribeiro.
A eles juntam-se Rogério Pitomba na bateria e Tiago Mourão no baixo.
Quarteto que apresentará clássicos da música brasileira em versões próprias e também alguns originais do seu mais recente trabalho.
O acesso a este “Sons na Bairrada” tem um valor de 38 euros por pessoa. A reserva é obrigatória.
Informações e reservas junto da Associação Rota da Bairrada, pelo telefone 231 503 105| geral@rotadabairrada.pt | https://www.facebook.com/rotadabairrada.

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Caves São Domingos acolheram 1.ª edição do ciclo de concertos “Sons na Bairrada”


A Bairrada deu início a um ciclo de concertos ‘Sons na Bairrada’ que prometeram e cumpriram, com enorme sucesso, a visita às belíssimas Caves São Domingos, a prova de três excecionais vinhos do produtor, a degustação de produtos regionais e o concerto musical.
Na passada sexta-feira, dia 28 de outubro, as Caves São Domingos encetaram, da melhor forma, os Sons na Bairrada, deixando-se invadir por mais de 60 visitantes, na sua grande maioria fora da região, e curiosos por descobrir este mundo das caves e vinhos Bairrada.
O início estava marcado para as 18h nas Caves São Domingos e a receção aos convidados foi feita na sala das aguardentes, onde estagiam em quartolas de carvalho francês aguardentes vínicas, com a degustação de espumante Rosé São Domingos (100% Baga) e um brinde de boas-vindas do presidente da Rota da Bairrada, Jorge Sampaio e o anfitrião, Alexandrino Amorim.
Seguiu-se a visita pelos túneis de espumantes, que albergam mais de dois milhões de garrafas, onde a história das Caves com mais de 75 anos foi contada efusivamente por Alexandrino Amorim. No percurso o som do clarinete de João Sousa surpreendeu os convidados.
Chegado à Sala Bairrada deu-se início ao concerto com a atuação de The Drowning Bride, tendo à guitarra e voz de Ana Figueiras e com multi instrumentismo João Sousa, que criaram um ambiente intimista com a recriação das ‘Murder Ballads’ e do folk americano.
A degustação dos produtos regionais foi acompanhada da prova de dois espumantes e um vinho tinto São Domingos, comentados pelo produtor: Espumante São Domingos Velha Reserva (Pinot Noir e Chardonnay), Espumante São Domingos Elpídio (Chardonnay e Arinto) e Vinho Tinto São Domingos Grande Escolha (Touriga Nacional, Merlot e Syrah).

Dia 18 será na Aliança Vinhos de Portugal. Os “Sons na Bairrad” voltam no dia 18 de novembro, pelas 19h30, na Aliança Vinhos de Portugal (em Sangalhos), desta vez com prova de vinhos e um jantar na cave (onde o rei é o Leitão da Bairrada), acompanhado de Lilian Raquel e Cláudio César Ribeiro Quarteto. Uma dupla brasileira que apresenta clássicos em versões próprias e também alguns originais do seu mais recente trabalho. A eles juntam-se Rogério Pitomba na bateria e Tiago Mourão no baixo. Informações e reservas na Associação Rota da Bairrada, pelo telefone 231 503 105| geral@rotadabairrada.pt.

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Bairrada: Vinhos dos Baga Friends atingem pontuações históricas


Nunca os vinhos da Bairrada, através do grupo Baga Friends, tiveram tão honroso destaque na imprensa internacional, estando agora entre os melhores vinhos do mundo.
A mais importante publicação mundial, de vinhos, a norte americana The Wine Advocate, através do crítico de vinhos Mark Squires, publicou as últimas pontuações dos vinhos portugueses, onde 10 vinhos dos Baga Friends obtiveram a histórica pontuação de 95 pts, em 100 pts, e um vinho obteve a pontuação exclusiva de 96 pts.
Estes vinhos são os primeiros da Bairrada a obter tão elevadas pontuações, colocando-os entre os melhores vinhos do mundo, e na elite dos vinhos portugueses. São eles os Buçaco Vinhos, Luís Pato, Quinta das Bágeiras e Sidónio de Sousa.
Pontuações:
Buçaco Tinto Reservado 1960 (96 pts); Luís Pato Quinta do Moinho Tinto 2001 (95+ pts); Buçaco Tinto Reservado 2011; Buçaco Tinto Reservado 2001; Buçaco Tinto Reservado 1983; Buçaco Tinto Reservado 1994; Luís Pato Quinta do Ribeirinho Pé Franco Tinto 2011; Quinta das Bágeiras Tinto Garrafeira 2005; Quinta das Bágeiras Tinto Garrafeira 2011; Sidónio de Sousa Reserva Tinto 1997; Sidónio de Sousa Garrafeira Tinto 2000 (95 pts).
Como nota, apenas 12 vinhos portugueses obtiveram a pontuação de 96 pts até ao dia de hoje.
Estas pontuações reforçam a importância do grupo Baga Friends nos vinhos da Bairrada e no panorama vínico nacional e internacional.
Recorde-se que Baga Friends “nasceram” em 2010 após uma ideia dos produtores Filipa Pato e Mário Sérgio, filhos da região da Bairrada, quando chegaram à conclusão que ambos comungavam a paixão pela casta Baga e pela Bairrada, bem como as mesmas preocupações relativas ao futuro destas.
Estava então dado o mote, para o nome Baga Friends, e para a criação do grupo, cujo denominador comum seria a evangelização da casta Baga.
O grupo ficaria composto com o convite estendido a outros cinco produtores para se unirem nesta causa. Atualmente integra Filipa Pato (Filipa Pato & William Wouters), Mário Sérgio Alves Nuno (Quinta das Bágeiras), Luís Pato (Luís Pato), Dirk Niepoort (Niepoort/Quinta de Baixo), Vinhos Buçaco (Alexandre de Almeida e António Rocha), Sidónio de Sousa (Paulo Sousa) e Quinta da Vacariça (François Chasans).

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Chocolates de espumante Baga@Bairrada distinguidos


A Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) lançou o desafio e a Cacaodivine – empresa de Coimbra produtora de chocolates artesanais de vinho –, aceitou desenvolver um produto com assinatura Baga@Bairrada. Desde a criação do produto ao design da embalagem, tudo foi pensado ao pormenor e o reconhecimento não tardou. O packaging do chocolate de espumante Baga@Bairrada, com zest de frutos vermelhos, acaba de ser distinguido ao mais alto nível, ao arrecadar o cobiçado “prémio de design” dos internacionais ‘Red Dot Awards’ (2016). A entrega dos prémios foi este fim de semana, em Berlim.

O ‘Red Dot Design Award’ é o prémio máximo para a sua categoria, naquele que é considerado por muitos como o evento de referência no mundo do design. A embalagem de cortiça, que nos remete para a parte superior de uma rolha de espumante, estava entre os projetos de mais de 46 países e foi avaliada por um júri composto por 26 especialistas, que destacaram a elegância, o conceito e utilidade da embalagem apresentada.

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Bairrada: Safra de qualidade mas com quebra nos brancos


 

Na região da Bairrada vindimam-se os últimos cachos. Agora e durante os próximos tempos, a grande azáfama passa dos vinhedos para as adegas, onde os novos néctares bairradinos começam a tomar forma.
Por isso, é já possível realizar com mais precisão um balanço do que é a colheita de 2016. Uma safra que fica marcada por uma quebra significativa (até 30%) nas castas brancas, mas sem expressão nas tintas.
Já em matéria de qualidade, essa será bem melhor, arriscando alguns produtores a equipará-la à excelência de 2015.
Embora S.Pedro tenha sido generoso durante o período de vindimas, com dias quentes e o sol a brilhar, a colheita deste ano foi condicionada pela chuva que, na primavera, favoreceu o aparecimento de doenças e pragas, e consequentemente uma menor nascença.
Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada, acredita que, em termos qualitativos, “esta poderá ser uma colheita bastante positiva”. O mesmo já não acontece em relação à quantidade, na medida em que “regista uma quebra nunca inferior a 20%, com destaque para uma quebra acentuada nas uvas brancas.”
A justificação está nas condições climatéricas que se fizeram sentir, especialmente nos meses de maio e junho, “com pouca luz solar e alguma chuva”, que terão sido determinantes para a “pouca floração” mas também ao surgimento de algumas doenças (caso do míldio) que condicionaram o ciclo de produção das plantas, em especial das uvas brancas.
Na região, as vindimas começaram em agosto, prolongando-se durante o mês de outubro, já que a maturação, em geral, se atrasou algumas semanas. Ou seja, na altura em que esta edição está a sair para as bancas, a vindima está a terminar, com a casta autóctone, a casta rainha – Baga – já que as condições meteorológicas permitiram que esta completasse o seu ciclo sem ter que ser colhida de forma antecipada devido às chuvas.
Pedro Soares revela ainda que para os espumantes, em geral, e para os cada vez mais notáveis Baga-Bairrada, a colheita deste ano tem reflexos que apontam naturalmente para uma “menor quantidade mas boa qualidade”.
A JB sublinha ainda que os mais recentes prémios conquistados pelos vinhos da região demonstram que a Bairrada aposta cada vez mais na qualidade. Por isso falou no EVSB (Encontro com Vinhos e Sabores Bairrada) que a região vive, hoje, uma boa onda: “A Bairrada tem estado, pelas melhores razões, referenciada na crítica nacional e internacional e o valor médio pago pelos seus vinhos tem vindo a aumentar. Logo esta é uma boa onda”, justifica, deixando a nota de que “existe também um conjunto bem mais alargado de produtores a certificar os seus produtos, nos dias de hoje”.

Anadia
Carlos Campolargo é o maior produtor da região (174 hectares). Com a vindima concluída durante esta semana, diz não gostar de fazer grandes previsões sobre a colheita que chega agora à adega.
Por isso se compreende que em matéria de qualidade, dela só falará depois do vinho feito. Mas lá vai acrescentando que as uvas, na chegada à adega, se apresentavam saudáveis e razoavelmente perfeitas.
Ao JB admite, contudo, que a quantidade é absolutamente inferior à média. Nos brancos a perda diz ser muito grande, devido a fatores climáticos (houve chuva até junho), ao desavinho e às doenças.

Luís Pato nos seus cerca de 60 hectares de vinha, diz que a quebra nos brancos rondou os 20%, devido às condições climáticas – muita chuva no inverno e na primavera e um verão extremamente quente e seco.
Apesar da quebra no volume, a qualidade essa é bem melhor. “Seria de esperar um mau ano, como todos os anos acabados em 6, mas este veio demonstrar o contrário”, diz, acrescentando: “O ano de 1986 foi muitíssimo mau, o de 96 já foi relativamente bom, em consequência da introdução da monda; o ano de 2006 foi mau, tive apenas vinho corrente e Pé Franco. Esperava que 2016 viesse nessa linha. Não é tão bom como o ano de 2015 mas é de qualidade inesperada para um ano 6”.

Nas Caves S.João (Sangalhos) a vindima termina esta semana e Célia Alves, gestora desta prestigiada empresa, confirma a quebra na produção, sentida mais nos brancos (20 a 25%).
“Nos tintos não sentimos isso. Temos uma boa colheita”, diz, revelando que nos 37 hectares da Quinta do Poço do Lobo (Cantanhede) nunca se vindimou tão tarde. “Começámos a vindima no início de setembro. Terminamos esta semana, mas vamos regressar à vinha lá para novembro, para fazer o colheita tardia”.
Para esta responsável, as condições meteorológicas condicionaram e muito a safra: “choveu até muito tarde, logo seguido de um calor abrupto e excessivo. O pintor fez-se mais tarde”. Ainda que prefira não se pronunciar sobre a qualidade, pois considera prematuro, admite estar com grande expectativa, já que as uvas saíram muito sãs das vinhas.

Oliveira do Bairro
Paula Gala possui adega no Troviscal, Oliveira do Bairro, sendo a maior produtora deste concelho. Nos cerca de 80 hectares de vinha que possui (a maior parte concentrada no concelho de Anadia), confirma a quebra de 20% ainda que ligeiramente superior nos brancos, comparativamente aos tintos.
A chuva, diz, foi responsável por trazer mais doenças e pela consequente quebra na produção. Ainda assim, fala de um ano de excelente qualidade, já que as uvas foram retiradas da vinha sãs e com bom grau.

O médico Fernando Martins é o mentor da Quinta do Cavaleiro. Este produtor de Oliveira do Bairro acredita que, em termos qualitativos, o ano será bom, tanto para os tintos como para os brancos, no entanto, em matéria de quantidade o caso já muda de figura.
Com 8 hectares de vinha, admite que a quebra na produção é mais acentuada nos brancos, ronda os 30%: “foi um ano mau, até mesmo para a fruta. Tivemos chuva e frio até muito tarde”.
Ainda que nas castas tintas a influência do clima não tenha sido tão acentuada, já que a planta tem uma nascença e maturação mais tardia, diz que mantém “a expectativa elevada” e que este possa ser “um ano de boa qualidade: as uvas estão sãs, com boa graduação”.

Cantanhede
A Adega de Cantanhede recebe uvas de mil hectares de vinhas dos seus associados. Osvaldo Amado, enólogo da casa, arrisca falar de um ano de excelência a lembrar 2011 e 2015, ainda que com produção mais reduzida.
A vindima decorreu durante o mês de setembro e o enólogo reconhece que a produção será bastante inferior à transata. “Uma redução de cerca de 30% nos brancos e de 20% nos tintos”, tudo porque no período da floração e da nascença, as condições climáticas trocaram as voltas aos produtores, situação agravada por focos de míldio, oídio e podridão.
Quanto à qualidade, Osvaldo Amado fala num ano “muito bom com toques de excelência” para os brancos da Bairrada que, por tradição, tem todas as condições para produzir brancos de altíssima qualidade.
“As uvas saíram sãs das vinhas, com boa maturação e boa acidez”, diz, avançando que nos tintos será um ano que, embora registe uma quebra, será de “muito boa qualidade”, sendo que a quota dos vinhos de excelência poderá rondar os 40%, não obstante a quebra registada na produção.

O produtor João Póvoa criou também na zona de Cantanhede a marca Kompassus e, nos seus 10 hectares de vinha, a vindima foi iniciada a 29 de agosto, com a colheita de Baga para as bases de espumantes, terminando no início de outubro com a colheita de Baga e Touriga Nacional.
Ainda que admita ser cedo para antever a qualidade dos vinhos que estão em mosto, tudo indica que será um ano de boa qualidade pelo equilíbrio na acidez nos vinhos e pelo álcool provável dos mostos.
“As uvas que entraram na adega não tinham podridão, e excecionalmente isentas de tratamentos anti fúngicos. Foi definitivamente um ano de pouca intervenção em tratamentos fitossanitários e com produtos de baixa toxicidade como é o caso do cobre”.
Em termos quantitativos, diz não ter sido atingido por quebras de produção, à exceção de uma ligeira redução na casta Verdelho.
Para a Kompassus, este foi “um ano excecional com as vindimas a decorrerem sem chuva desde o início e até ao fim da campanha, inclusive na colheita das bases para espumante as temperaturas baixaram, o que foi ótimo.”

Águeda
Embora não possua vinhas próprias, as Caves Primavera vinificam uvas de 150 produtores da região.
A JB, o enólogo Antero Silvano diz que “acabou por ser um bom ano”, “melhor do que se esperava” e que se pode esperar “coisas muito boas”.
Quanto às uvas tintas, sublinha que a quebra é ligeira e que estas recuperaram dos meses de verão extremamente seco, chegando à adega em muito bom estado, com excelente qualidade, revelando ainda que 70% das uvas de casta Baga terão como destino a produção de espumante. Nos brancos, a safra já se ressentiu mais e a quebra ronda os 30%: “embora as uvas tenham chegado muito sãs”.

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