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Vinhos Bairrada: Produção volta a decrescer mas qualidade é melhor


 

A azáfama já é grande por toda a região da Bairrada. Produtores, caves e adegas cooperativas começaram, há algumas semanas, a vindima de 2014, que só deverá ficar concluída pelo mês de outubro dentro. Embora se perspetive um ano de boa qualidade, a quantidade sofrerá novamente um decréscimo, à semelhança do que acontecera em 2013. Todavia, as condições climatéricas que se fizerem sentir nas próximas semanas serão determinantes para os vinhos tintos, sobretudo para a casta emblemática da região – a Baga.

Na região da Bairrada a vindima já começou mas ainda está longe do fim, uma vez que a maturação de algumas castas tintas está atrasada.
Vindima-se em força e por todo o lado, tratores fazem um corropio habitual das vinhas para as adegas.
O S. Pedro não tem sido generoso e, ao contrário do ano passado, a colheita de 2014 fica marcada por ataques de oídio e míldio nas vinhas – que obrigaram a um maior número de tratamentos fitossanitários – por um verão atípico, à mistura com chuvadas pontuais e até granizo, a contrastarem com vários dias de sol forte.
Assim, a colheita deste ano deverá ser menor em termos de quantidade, ainda que, em matéria de qualidade, essa possa suplantar a colheita de 2013.
Embora a diminuição na produção possa rondar os 20 a 25% em termos globais, a qualidade poderá ser elevada, o que é ainda uma incógnita, sobretudo para as castas tintas. Já em matéria de brancos e rosados, a colheita não poderia ser melhor, prevendo-se vinhos de excelente qualidade.
Ainda que a vindima se vá prolongar até meados de outubro, altura em que a casta Baga – a mais emblemática da região – irá para o lagar, os produtores da região são unânimes em considerar que as condições e alterações climatéricas que se fizerem sentir nestas próximas três semanas serão responsáveis e determinantes para a qualidade da colheita.
Ninguém arrisca e todos falam em fazer “prognósticos, só no final do jogo!”.
De acordo com Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada, perspetiva-se que este ano a produção possa sofrer uma diminuição de cerca de 20 a 25%.
Ainda assim, com os vinhos brancos e rosados, já em grande parte vindimados, adivinha-se um ano de “excelente qualidade”.
Já em relação aos vinhos tintos, Pedro Soares prefere mais cautela, pois a qualidade da safra dependerá sempre das condições climatéricas que se vierem a fazer sentir, uma vez que a maturação está ligeiramente atrasada.
Leia mais na versão digital do seu JB.

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Espaço Bairrada promove provas de vinho Bairrada


O Espaço Bairrada, no edifício da estação dos caminhos-de-ferro da Curia, atualmente sede da Rota da Bairrada, iniciou uma ação de promoção dos vinhos Bairrada, oferecendo aos visitantes e turistas, provas de vinhos da Região. Diariamente, e em sistema de rotatividade quinzenal, é possível, para quem visita aquele espaço, degustar alguns dos vinhos brancos, tintos e espumantes da Região da Bairrada, gratuitamente.
Em prova de 15 a 27 de setembro – Espumante QMF Branco Bruto 2010 (Maria Gomes, Bical, Baga, Arinto e Chardonnay), Quinta da Mata Fidalga; Espumante Primavera Baga Bairrada Bruto 2012, (Baga), Caves Primavera; Vinho Branco Entre II Santos 2012 (Sauvignon Blanc e Bical), Campolargo; Vinho Branco São Domingos 2013 (Bical e Maria Gomes), Caves São Domingos; Vinho Tinto Ortigão 2010 (Baga e Touriga Nacional), Quinta do Ortigão; Vinho Tinto Luis Pato Baga – Touriga Nacional 2010 (Baga e Touriga Nacional), Luis Pato
Horário das provas – De terça-feira a sábado: 10h às 13h e das 14h30 às 18h30. Domingo: 10h às 13 e das 15h às 18h30.

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Confraria dos Rojões da Bairrada promove 1.ª mostra confrádica descentralizada


A primeira “mostra confrádica descentralizada” da “Confraria dos Rojões da Bairrada, com Grelo e Batata à Racha”, sediada em Oliveira do Bairro, decorreu, no último sábado, na cidade de Aveiro.
O evento contou com a presença de cerca de três dezenas de Confrades oriundos dos oito municípios da Bairrada que compõem o corpo da Confraria, bem como do presidente da Câmara de Vagos, Silvério Regalado e do presidente da União de Freguesias da Glória e Vera Cruz, Fernando Marques.
Segundo Miguel Roque, presidente da Confraria dos Rojões da Bairrada, “a iniciativa foi levada a cabo por dois confrades de Aveiro, Miguel Soares Fernandes e Gabriela Gradeço, e esteve integrada na missão cultural e de divulgação da Bairrada, enquanto destino turístico, que visou proporcionar aos seus membros um convívio na cidade de Aveiro, dando a conhecer o património gastronómico e cultural deste município da Região da Bairrada.

Arte. Miguel Roque afirma que “o ponto de encontro do convívio confrádico teve como palco o “Museu Arte Nova – Casa Major Pessoa”, um dos mais belos ex-libris de Aveiro, onde os confrades tiveram a oportunidade de apreciar as linhas arquitetónicas deste secular imóvel à medida que o Grupo Etnográfico e Cénico das Barrocas iniciava a sua atuação musical, interpretando canções e marchas tradicionais do Bairro da Beira-Mar e revelando os trajes típicos das figuras dos Marnotos, das Tricanas, o que constituiu um momento único de animação para a Confraria, como ainda atraiu dezenas de turistas que visitavam a cidade”.
Seguidamente, “a Confraria iniciou o seu passeio pelo Canal Central, onde os confrades embarcaram em barcos moliceiros no cais da empresa Douro Acima rumo ao “Eco-Museu do Sal”, na Marinha da Troncalhada, onde decorreu uma visita guiada que permitiu conhecer de perto o salgado Aveirense e o funcionamento da safra do sal, descobrindo os novos usos culinários e cosméticos dados à flor de Sal e à espuma de Sal”.
Finda a incursão sobre o salgado aveirense, a Confraria voltou a embarcar nos moliceiros para percorrer todos os canais da cidade, desde o Canal de São Roque até ao Lago da Fonte Nova, degustando os tradicionais ovos moles com espumante bairradino.
Miguel Roque acrescenta ainda que “o evento culminou com um magnífico repasto servido no coração do Bairro da Beira-Mar, ou seja, no restaurante do Mercado do Peixe, onde foram confecionados a rigor rojões no tradicional tacho de cobre (com mais de 60 anos!) com respeito pela receita da Bairrada, ou seja, com os indispensáveis grelos e a célebre “batata à racha” que se fizeram acompanhar de vinhos da região”.
“No final, e após terem degustado a doçaria tradicional aveirense acompanhada de outro conhecido embaixador da Bairrada, o seu espumante, os Confrades fecharam o seu convívio com um animado momento musical, tendo sido brindados com a promessa de continuidade deste tipo de iniciativas no vizinho Município de Vagos e com o apoio institucional da edilidade vaguense”, concluiu Miguel Roque.

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Confraria dos Rojões da Bairrada inaugura sede na Escola Primária


A Confraria dos Rojões da Bairrada com Grelo e Batata à Racha inaugurou, na última sexta-feira, a sua sede, ocupando uma das salas de aula da antiga Escola Primária de Oliveira do Bairro. A Confraria, fundada no dia 8 de fevereiro, passa, desta forma, a dispor de uma sede com localização privilegiada que, segundo Miguel Roque, presidente da Confraria, assume uma importância maior, já que por lá “passaram milhares de oliveirenses, aquando do seu percurso escolar”.
Miguel Roque recordou que “a génese desta nova Confraria dos Rojões da Bairrada aconteceu, precisamente há um ano, no dia 5 de setembro de 2013, na festa gastronómica do Leitão de Águeda, em que Joaquim Almeida, há longos anos ligado ao movimento confrádico, lançou a semente que foi devidamente acolhida e acarinhada pelo grupo de amigos Emília Abrantes, Carlos Pinheiro, Victor Pinto e Miguel Roque Bouça, todos moradores na Bairrada”. “Este grupo decidiu de imediato que iria avançar com a constituição da Confraria, assumindo que esta nova Associação Cultural teria de ser verdadeiramente abrangente de toda a região da Bairrada”, justificou, sublinhando que “a Confraria é da Bairrada e tem como objetivo preservar, promover e divulgar os genuínos rojões da Bairrada e toda a gastronomia e cultura gastronómica desta região”.

Apoio das câmaras. A finalizar, Miguel Roque agradeceu à Câmara Municipal de Oliveira do Bairro todo o apoio dado, agradecendo ainda a todos os presentes, como foi o caso do presidente da Câmara Municipal de Vagos, Silvério Regalado, que fez questão em marcar presença. “Acompanho desde a primeira hora esta Confraria que presenta também o município de Vagos”, afirmou o autarca vaguense, explicando que o seu concelho tem quatro confrarias. “Deve ser o concelho do país com mais Confrarias por metro quadrado”, disse Silvério Regalado, agradecendo à Câmara Municipal de Oliveira do Bairro a cedência das instalações, já que “é um bocado do município de Vagos que está aqui”.

Dinamismo. O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Mário João Oliveira, começou por referir a forte aposta que “temos feito no movimento associativo”, explicando que, durante os últimos cinco anos, o executivo tem dado “resposta cabal à carta escolar, daí que estas instalações tenham sido libertadas, após a entrada em funcionamento do polo escolar de Oliveira do Bairro. O primeiro Polo Escolar de muitos”.
Mário João Oliveira reconheceu o dinamismo da Confraria dos Rojões da Bairrada, que “se repete por todas as outras associações existentes no concelho”.

Pedro Fontes da Costa
pedro@jb.

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Ministra da Agricultura preside à abertura da Festa do Leitão em Águeda


O leitão faz as honras da casa, até domingo, dia 7, na 21.ª edição da Festa do Leitão à Bairrada e 17.ª Mostra de Artesanato e Gastronomia de Águeda.

Olívia Passos, presidente da Associação Comercial de Águeda (ACOAG), entidade organizadora, mostrou-se, ontem, quarta-feira, dia 3, durante a inauguração, convicta do sucesso da feira, lamentando apenas o curto espaço de tempo que a ACOAG teve para organizar o certame, já que esta direção tomou posse em fevereiro deste ano.

Olívia Passos encarou a presença da ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, como um sinal de reconhecimento do evento.

Esta dirigente agradeceu a colaboração da Câmara, “cuja sua participação não se traduz só em dinheiro, mas também em logística”.

Ao contrário do que tem acontecido, ao longo do historial da Festa do Leitão, Olívia Passos clarificou que que não iria pedir nada ao governo a não ser que “a ministra chegue lá abaixo e diga que foi ao certame e que tem um leitão ótimo”. “Não gosto de pedir nada em termos do governo. Nadinha”, reforçou.

Já o presidente da Câmara Municipal de Águeda, Gil Nadais, começou por recordar a sua ligação ao início do certame. “Já passaram 21 anos e o certame tem vindo a granjear o espaço e a fama”.
Gil Nadais mostrou-se disponível para trabalhar em parceria com a ACOAG no sentido de aumentar a área do certame na próxima edição.

A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, referiu que Portugal tem “belíssimos produtos diferenciados”, afirmando que os portugueses têm muito a ganhar na valorização dos produtos nacionais, acrescentando que “os portugueses andaram deslumbrados com tudo aquilo que vinha de fora e que era novidade e, talvez, não tivessem valorizado aquilo que era próprio da nossa terra”.

“ Hoje, todos nós portugueses valorizamos cada vez mais o que tem a ver com as nossas tradições, com a nossa gastronomia e com as nossas receitas e o leitão é um exemplo claro disso”, disse Assunção Cristas.
A ministra desafiou ainda os portugueses a inovar e a criar novas tradições, alegando que “daqui a muitos anos as tradições que hoje se criam darão cartas seguramente”.

Quanto ao cartaz musical, para esta quinta-feira, dia 4, atuam os Blind Zero; sexta-feira, dia 5, Deolinda; sábado, dia 6, Boss AC, espetáculo piro-musical e Dj’s The Fucking Bastards; e no último dia, domingo, Portugal em Festa (programa da SIC, com seis horas de emissão em direto) e uma SunSet Party com vários Dj’s.

O certame aguedense terá cinco restaurantes presentes, mantendo-se o preço por dose de leitão nos 12,50 euros. E uma vez mais, esta que é a iguaria maior da região será acompanhada pela excelência dos vinhos e espumante das Caves São João.

Este ano, conforme vem sendo habitual, as novidades gastronómicas são de comer e chorar por mais. Novamente confecionadas pela Padaria Pastelaria Trigal, são inspiradas no próprio certame: o semi-folhado com formato e recheio de leitão e o folhado em formato de garrafa de espumante, mas com recheio de doce de ovos, prometem fazer a delícia dos comensais.

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Sangalhos: ‘Encontro com o Vinho e Sabores -Bairrada’ regressa ao Velódromo


Depois do sucesso da primeira edição, decorrida em meados de setembro de 2013, a Turismo do Centro de Portugal, a Comissão Vitivinícola da Bairrada e o Município de Anadia anunciam a realização do ‘Encontro com o Vinho e Sabores – Bairrada 2014’ (EVS-B), que este ano decorre nos dias 3, 4 e 5 de outubro no mesmo local, ou seja, no Centro de Alto Rendimento – Velódromo de Sangalhos, Anadia.
Um evento que volta a contar com a produção da Revista de Vinhos e com o apoio da Rota da Bairrada, do Instituto da Vinha e do Vinho.
Com o objetivo de potenciar as fileiras da vinha, do vinho, da gastronomia e do turismo da região da grande Bairrada, o ‘Encontro com o Vinho e Sabores – Bairrada 2014’ vai ser palco da exposição de produtores de vinhos e sabores da região com degustação livre, provas comentadas por especialistas da Revista de Vinhos (entre 10 e 25 euros) e jantares temáticos (35 euros).
Um ‘Concurso de Vinhos Engarrafados da Bairrada’ é a novidade deste ano, tendo lugar na sexta-feira. Os resultados serão anunciados durante o evento.
O Velódromo de Sangalhos vai reunir uma mostra de produtos, dos quais se destacam os espumantes, os vinhos (tintos, brancos e rosés), as aguardentes, as águas, o leitão da Bairrada, o pão da Mealhada, os ovos moles de Aveiro, os Amores da Curia, as queijadas de Águeda, o folar de Vale de Ílhavo, entre muitos outros.
Vai ainda haver espaço para a divulgação da oferta turística: enoturismo, turismo termal, hotelaria e restauração.
A entrada na feira é gratuita, sendo que a prova de vinhos implica a compra de um copo, no valor de 3,5 euros, com oferta de porta-copos.
Os horários variam consoante as datas: das 17h às 22h, na sexta-feira (dia 3); das 15h às 22h, no sábado (dia 4); e entre as 15h e as 20h, no domingo (dia 5).
O warm up para o ‘Encontro com o Vinho e Sabores – Bairrada 2014’ começa no dia 26 de setembro com uma ação de promoção em cerca de 15 restaurantes de Coimbra e Aveiro.
Os clientes destes espaços vão ser brindados com um flute de espumante Bairrada e um convite para o evento, convite esse que dá acesso à compra do copo por 2,50 euros. Quem entrar no evento com convite – devidamente preenchido – habilitar-se-á a um fim-de-semana num hotel da região, uma iniciativa da Rota da Bairrada.
No fim-de-semana que precede o EVS-B estão igualmente previstas ações de animação de rua nas cidades de Coimbra e Aveiro, acompanhadas da distribuição de informação sobre o evento.
Programa
Sexta-feira, dia 3
9h30 – ‘Concurso de Vinhos Engarrafados da Bairrada 2014’
17h – Inauguração do ‘Encontro com o Vinho e Sabores – Bairrada 2014’
Abertura da Feira
18h – Prova de Vinhos ‘Bairrada de Excelência| Espumantes’ por João Paulo Martins (10 euros)
20h – Jantar Temático ‘Sabores do Mar’, pelo restaurante Rei dos Leitões (35 euros)
22h – Encerramento da Feira
Sábado, dia 4
10h30 – Visita e Almoço na Quinta do Produtor Campolargo (jornalistas, bloggers e representantes do comércio)
15h – Abertura da Feira
16h – Entrega de Prémios do ‘Concurso de Vinhos Engarrafados da Bairrada’
18h – Prova de Vinhos ‘Bairrada de Excelência| Os Baga que fizeram história (1985-2009)’, por Luís Lopes, no Museu do Vinho Bairrada (25 euros)
20h – Jantar Temático ‘Sabores da Terra’, pelo restaurante Mugasa (35 euros)
22h – Encerramento da Feira
Domingo, dia 5
10h30 – Visita e Almoço no Produtor Vinhos Messias (jornalistas, bloggers e representantes do comércio)
15h – Abertura da Feira
16h – Prova de Vinhos ‘Bairrada de Excelência| Brancos e Tintos’, por Nuno Oliveira Garcia (10 euros)
20h – Encerramento da Feira e do ‘Encontro com o Vinho e Sabores – Bairrada 2014’

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Vilarinho do Bairro: Produtores bairradinos de batata protestam contra silêncio do Governo


Numa iniciativa promovida pela ALDA – Associação da Lavoura do Distrito de Aveiro, cerca de 50 produtores de batata dos concelhos de Anadia e Oliveira do Bairro reuniram-se junto ao mercado de Vilarinho do Bairro, Anadia, indignados pela falta de resposta do Governo e do Ministério da Agricultura aos problemas de escoamento e da baixa dos preços à produção.
A situação é calamitosa e dramática para os produtores. Após a concentração dos agricultores junto ao mercado de Vilarinho do Bairro, os promotores da conferência de imprensa convidaram os jornalistas a visitar um terreno de batatas, nos Banhos, Vilarinho do Bairro, propriedade de Mário dos Santos Simões, onde era visível o amontoado de sacos de batatas, ainda sem destino.

Silêncio. “A preocupação dos produtores e agricultores é enorme. Depois de uma primeira iniciativa na Câmara Municipal de Aveiro com os produtores do leite, onde também estiveram presentes agricultores de batata, enviámos vários documentos ao Ministério da Agricultura e ao presidente da República para os problemas de escoamento e da baixa dos preços à produção da batata. Até hoje não obtivemos qualquer tipo de resposta por parte do Ministério da Agricultura e de Cavaco Silva, nem de outros órgãos de soberania.” Foi deste modo que, Albino Silva, presidente da ALDA, se dirigiu aos muitos jornalistas presentes.
Atualmente, o preço por quilo de batata, custa cinco cêntimos, as grandes superfícies praticam outro tipo de preços (30 cêntimos), e os agricultores, em uníssono, dizem que “alguém está a ganhar à nossa custa”.
Albino Silva proclamou que era importante haver uma reunião com as grandes empresas e pediu que a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, “venha aqui, olhos nos olhos, falar com os agricultores e ver o problema da falta de escoamento do nosso produto e os preços que estão a ser praticados, pois não há qualquer intervenção por parte do Governo”, acrescentando que “a situação é muito grave para os agricultores e, no próximo ano, também não sabemos se nos pagam o preço certo. O futuro não é risonho”.

Sem retorno. “O setor da batata tem muito investimento. Uma pessoa, por dia, na apanha da batata, ganha 30 euros. Os cinco cêntimos por quilo não pagam a colheita. Quinze cêntimos, por quilo, é um preço para não perder dinheiro e para fazer face ao custo da produção”, afirmou Manuel Reis, produtor da Mamarrosa – Oliveira do Bairro, que este ano semeou três hectares – cerca de 100 sacos de batatas. “No ano passado deu algum dinheiro, este ano semeou-se muita batata, e é aquilo que todos sabem. Há agricultores que não têm outra fonte de rendimento e, perante este estado de coisas, não têm dinheiro para pagar os custos e vão à falência. O cenário poderá ser este”, avisa Manuel Reis.
Antíbio Seabra, outro dos produtores, referiu que “há jovens que ficam endividados para toda a vida”, e que o Governo terá que “tomar medidas urgentes na resolução deste problema”.
Mário dos Santos Simões, proprietário do terreno visitado pelos agricultores em Banhos, dedica-se em exclusivo à produção da batata desde 1999. Diz que houve um ano em que as batatas ficaram todas na terra por causa de uma praga de traça. Agora, adianta, que “este ano é para esquecer”, ele que semeou 12 hectares.
“Tenho 350 toneladas de batatas e ainda não vendi 100. E daqui a uma ou duas semanas, os espanhóis invadem o país, e tudo se torna ainda mais complicado para os agricultores.”
O produtor bairradino confessou, já numa alusão à próxima posição a tomar pelos produtores, que “o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro (Mário João Oliveira) é muito amigo do povo dele e apoia estas iniciativas”, sublinhando ainda que “a CALCOB já devia ter feito alguma coisa pelos agricultores, tal como as cooperativas”.

Concentração. Na próxima quinta-feira, dia 7 de agosto, pelas 11h, a Comissão de Produtores de Batata, vai levar a efeito uma concentração em frente à Câmara Municipal de Oliveira do Bairro.
O tema volta a ser “pelo escoamento a melhores preços para a nossa batata” e os promotores da iniciativa vão entregar um documento ao presidente da Câmara Municipal, Mário João Oliveira, e solicitar o apoio da autarquia e dos autarcas.
A Comissão de Produtores de Batata faz um apelo para que os agricultores compareçam em massa e levem a sua máquina ou viatura agrícola.
Manuel Zappa
zappa@jb.pt

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JB recebe Prémio Gazeta 2013


O Jornal da Bairrada foi um dos galardoados nos Prémios Gazeta 2013, atribuídos pelo Clube dos Jornalistas, com o patrocínio exclusivo da Caixa Geral de Depósitos. Os prémios serão entregues em breve, numa cerimónia conduzida pelo Presidente da República.
O JB recebeu o Prémio na categoria de Imprensa Regional, tendo o júri considerado que o nosso semanário “tem, a par de uma informação cuidada, plural e de proximidade, uma moderna e atrativa apresentação gráfica, com uma vasta tiragem impressa”.
O Júri dos Prémios Gazeta analisou, em maio e junho, mais de uma centena de trabalhos concorrentes.
O Prémio Gazeta Revelação foi atribuído a Catarina Fernandes Martins, pelo trabalho “Homem que matou um Homem e encontrou Saramago na prisão”, publicado no jornal “Público”.
O Prémio Gazeta Multimédia foi atribuído ao trabalho “Filhos do Vento”, de Catarina Gomes, Ricardo Rezende, Manuel Roberto, Dinis Correia e Andreia Espadinha.
A reportagem “Verdade Inconveniente”, de Ana Leal, transmitida pela TVI, recebeu o Prémio Gazeta de Televisão.
Já o Prémio Gazeta de Imprensa foi atribuído a Paulo Pena, por trabalhos publicados na revista “Visão”.
O Prémio Gazeta de Rádio foi para Maria Augusta Casaca, pelo trabalho “Catarina é o meu nome”, transmitido na TSF.
José Carlos Carvalho recebeu o Prémio Gazeta de Foto-Reportagem, pelo trabalho “Triscaidecafobia”, publicado no jornal i.
O Prémio Gazeta de Mérito foi atribuído a Helena Marques, que finalizou a sua carreira no Diário de Notícias.
O júri dos Prémios Gazeta 2013 foi composto por Eugénio Alves (CJ), Elizabete Caramelo (docente universitária), Eva Henningsen (Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal), Fernando Cascais (docente universitário), Fernanda Bizarro (free-lancer), Fernando Correia (jornalista e docente universitário), Jorge Leitão Ramos (crítico de cinema e televisão) e José Rebelo (docente universitário).

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Vinhos Bairrada: Confraria dos Enófilos premeia vinhos de excelência


O vinho branco, da Quinta do Encontro arrecadou a Grande Medalha de Ouro no 34.º concurso “Os melhores vinhos da Bairrada – colheita 2013”, promovido pela Confraria dos Enófilos da Bairrada.
Neste já tradicional concurso levado a cabo anualmente pelos Enófilos da Bairrada arrecadaram ainda medalhas de ouro um vinho branco das Caves Primavera, assim como dois vinhos tintos, um da Sociedade Agrícola e Comercial dos Vinhos Messias, S.A. e outro da Quinta do Encontro.
A cerimónia de entrega de prémios do 34.º concurso “Os melhores vinhos da Bairrada – colheita 2013”, realiza-se no próximo sábado, dia 21 de junho, pelas 12h30, nas Caves da Primavera, em Aguada de Baixo, Águeda.
Premiados:
Grande Medalha de Ouro
Vinho Branco – Quinta do Encontro, Soc. Vitivinícola S.A.
Vinhos Brancos
Medalha de Ouro: Caves Primavera, Lda.
Medalhas de Prata: Quinta dos Abibes; Caves São Domingos, S.A.; Adega de Cantanhede.
Vinhos Rosados
Medalhas de Prata: Quinta da Mata Fidalga, Lda.; Aveleda, S.A.; Rama & Selas, Lda.
Vinhos Tintos
Medalha de Ouro: -Sociedade Agrícola e Comercial dos Vinhos Messias, S.A. e Quinta do Encontro, Sociedade Vitivinícola ,S.A.
Medalhas de Prata: Caves S. João; Aveleda, S.A. e Caves São Domingos, S.A.

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Refresh 2014 – Bairrada meets Coimbra foi sucesso


As piscinas do Mondego, em Coimbra, foram, pela terceira vez, o palco escolhido pela Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) para mais uma mostra de espumantes Bairrada na cidade.
Na tarde do último domingo, pela 3.ª edição do Refresh 2014 passaram cerca de mil visitantes, um número muito superior ao esperado, o que numa próxima edição poderá levar a CVB a repensar o local para a realização do evento.
Embora o espaço fosse muito acolhedor, com as piscinas e sofás onde, de forma descontraída, as pessoas se sentaram a conversar e a provar alguns dos néctares bairradinos, a verdade é que esteve completamente lotado. Apesar do ambiente informal, não era fácil circular nos corredores onde se localizavam os 15 stands de produtores de espumante Bairrada.
Pedro Soares, presidente da CVB, considerou importante e pertinente a realização deste tipo de mostras de espumantes de elevada qualidade, que “afirmam cada vez mais a região como produtora de espumantes de excelência”, para além de ser uma iniciativa única no país, vocacionada exclusivamente para espumantes certificados.
“Coimbra, por ser uma cidade fronteira, geograficamente inserida na região da Bairrada, que integra a Rota da Bairrada, acaba por ser uma cidade ligada ao vinho mas que não tem vinho”, avançou, realçando a afluência que ultrapassou a das duas últimas edições. “Queremos tornar este um evento consistente”, para que “a marca comum Bairrada seja cada vez mais reforçada”.
Por seu turno, Jorge Sampaio, presidente da Rota da Bairrada (parceira do evento) e vice-presidente da autarquia anadiense, defendeu que este tipo de iniciativas deve continuar e que os resultados das duas últimas edições confirmam que “este é um mercado interessante e onde se deve apostar”.
Mas voltando ao Refresh, nos stands dos produtores muitos foram os consumidores, os curiosos, mas também pessoas ligadas a garrafeiras e restaurantes que quiseram provar alguns dos melhores espumantes da Bairrada. Ao seu dispor tinham uma variedade grande, para todos os gostos e que deram provas da boa imagem que a região pode e quer ter.
Alexandrino Amorim, das Caves São Domingos, confirma o sucesso do evento e que é de toda a importância, porque “as pessoa de Coimbra não sabem que estão tão perto de uma região demarcada, produtora de espumantes de elevada qualidade.” Também Cristina Costa, enóloga residente da Quinta do Encontro, se mostrou muito agradada com a recetividade dos visitantes à mostra. “Está a correr muito bem. Muitas pessoas conhecem a marca mas a maioria quer provar o Econtro Special Cuvée, que é o nosso topo de gama e ficam muito agradadas com o espumante. As críticas são muito positivas”.
Célia Alves, das Caves São João, não tinha mãos a medir. No stand, a festa fazia-se à volta de vários espumantes com destaque para a garrafa magnum São João Primeira Reserva 2010, uma edição especial que saiu para o mercado no natal de 2013.
Acreditamos que quem passou pelo Refresh não terá dado o seu tempo por mal empregue.

Catarina Cerca

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Pergunta da semana

Vai a algum festival de verão este ano?

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