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Cooperativa de Anadia: Instituição sólida, focada nos associados


Com 64 anos de vida, a Cooperativa Agrícola de Anadia tem, neste momento, 1500 associados, provenientes dos concelhos de Anadia, Mealhada e Águeda.
Manuela Ferreira, que dirige a Cooperativa há 12 anos, vai recandidatar-se ao cargo no próximo dia 18 de dezembro e faz um balanço muito positivo destes últimos 12 anos. Por quê? Os objetivos que estavam delineados foram, praticamente todos cumpridos. Reconhecendo terem sido anos de grande exigência e desafios constantes, é com orgulho e satisfação que olha para trás e verifica que o esforço e sacrifício valeram a pena.
Manuela Ferreira revela que a equipa foi capaz de implementar uma restruturação geral, no sentido de agilizar os serviços e dar à Cooperativa uma sustentabilidade financeira. “Quisemos que os recursos da Cooperativa fossem direcionados na ajuda dos associados e não consumidos pela própria estrutura”, explica, recordando que, ao nível das instalações, a Cooperativa foi remodelada com a criação de uma Loja Agrícola, uma Farmácia de Fitofármaco, assim como foi melhorado o espaço onde é ministrada a formação profissional (apoio do IAPMEI).
Por outro lado, a Cooperativa foi dotada de um corpo técnico que tem permitido ajudar e aconselhar os associados a tomar as melhores opções, principalmente ao nível da utilização dos produtos fitofarmacêuticos, área que tem vindo a exigir uma maior e melhor qualificação de todos.
Melhorias e uma evolução constantes que conduziram a grandes mudanças. Com estas remodelações, foram criadas as condições necessárias para ter os produtos expostos e organizados por secções e proporcionar um atendimento mais personalizado. Permitiu apostar numa maior diversidade de produtos, que têm tido imensa rotação, nomeadamente os produtos da terra, do lavrador, entre outros. Estas alterações resultaram numa maior aproximação dos agricultores à Cooperativa e conquista de novos clientes.
“Implementamos e aprofundamos projetos de ajuda ao agricultor, é exemplo disso na área administrativa o parcelário agrícola, apoio na área da vitivinicultura e suinicultura. Na área comercial, contamos com parceiros muito credíveis, o que nos tem permitido disponibilizar aos nossos associados produtos de qualidade a preços bastante competitivos. Do ponto de vista da produção, dedicámos especial atenção à comercialização dos produtos dos nossos associados, ajudando ao escoamento da batata, cereais, legumes, mel e outros”, revela a responsável, dando conta de que “esta é uma área que teremos de aprofundar e aperfeiçoar no futuro”, desafiando os associados a dirigirem-se à Cooperativa com os seus produtos por forma a que a Cooperativa os possa valorizar, colocando-os no mercado, ao melhor preço possível.

Recandidatura. Com eleições na próxima semana, Manuela Ferreira vai recandidatar-se ao cargo: “a Cooperativa é ainda uma obra inacabada e, mais do que nunca, sinto-me preparada e motivada para enfrentar novos desafios”.
A JB revela que, no próximo mandato, se os associados lhe derem o voto de confiança, pretende, acima de tudo, estreitar e reforçar os laços entre a Cooperativa e os agricultores, por forma a tornar ambos mais fortes. “Esta instituição só tem razão de existir se estiver permanentemente ao serviço dos seus associados”, sublinha. Mas, como em qualquer instituição, nem tudo são rosas, pelo que os obstáculos que tem encontrado pelo caminho têm sido variados. No entanto, como revela, “com coragem, profissionalismo e dedicação de toda a equipa, com maior ou menor dificuldade, conseguimos trazer o barco a bom porto, manter a estabilidade financeira.”
Do seu ponto de vista, estão criadas as condições necessárias e suficientes para a instituição, de uma forma sustentável, se projetar no futuro e focar toda a atenção naquilo que realmente mais interessa, que é ajudar os associados. “Queremos que considerem este espaço também deles, que o frequentem como se da sua casa se tratasse”, destaca.

Aposta na formação. A Cooperativa tem vindo a apostar fortemente na Formação Profissional, em parceria com a Confagri (Confederação Nacional das Federações Cooperativas Agrícolas de Portugal). Uma das grandes apostas da Cooperativa, que começou em 2005 e de lá para cá tem vindo a crescer cada vez mais. Uma experiência muito positiva, que tem trazido e fidelizado muitos agricultores à Cooperativa. Os cursos são gratuitos para o agricultor e os mais procurados são os de Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos, pois, são obrigatórios por Lei para quem pretender comprar e aplicar agroquímicos. Está previsto mais uma vaga de cursos, estando a direção a reunir esforços para que sejam no início de 2015.
Manuela Ferreira acredita também que o setor agrícola é cada vez mais um setor onde se deve apostar. No caso concreto do concelho de Anadia, a agricultura teve e terá, na sua opinião, um lugar fundamental no desenvolvimento da região. Caso do setor vitivinícola, que desempenha um papel fundamental no desenvolvimento social e económico da região e no modo como projeta o nome do concelho. “No caso concreto da Cooperativa, para além desta agricultura de escala como é o vinho e a vinha, queremos olhar também com muita atenção para a agricultura familiar, que tem um peso enorme na região e no país e que tão maltratada tem sido”. Por isso, defende que a agricultura agro-familiar desempenha um papel fulcral do ponto de vista económico e social, como seja a produção de produtos e criação de animais para consumo. “Tem-se a vantagem de consumir produtos de melhor qualidade, de origem nacional. Contribui ainda para a criação de emprego, a preservação do ambiente e, por que não, até como atividade lúdica e de lazer. Muitos de nós procuram nas nossas hortas refúgio para o stress do dia a dia”, frisa.
A responsável defende ainda que a agricultura deve ser valorizada, assim como devem criar-se incentivos e medidas para colocar o país a produzir os seus próprios produtos, apostar mais nos produtos nacionais e não estar dependente de outros países.
A terminar, Manuela Ferreira diz que, nesta altura, as maiores preocupações dos agricultores têm sido o grande dilema dos baixos preços dos produtos à produção e a dificuldade em escoar, devido à entrada de produtos vindos de outros países a preços mais baixos. “É necessário fixar os preços e controlar a margem de lucro dos intermediários, de modo a que o agricultor possa fazer face às suas despesas. É urgente que se tomem medidas a fim de resolver esta questão”, conclui.

Catarina Cerca

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Curia: Rota da Bairrada celebra Natal com animação e surpresas


A Rota da Bairrada, durante este mês de dezembro, celebra o Natal Bairrada e promove diversas iniciativas, com muita animação e surpresas.
Com horário alargado e reabertura aos domingos, o Espaço Bairrada, na estação da Curia, deu início a uma programação de atividades, ao fim de semana.
Durante todo o mês, há descontos e ofertas em compras no Espaço Bairrada.
Nos dias 13 e 20, há “Artesanato ao vivo” das 15h às 17h. No dia 13, São Rosmaninho levará ao Espaço Bairrada a modelagem em barro e, no dia 21, a artesã Isaura Marques ensinará as crianças a pintar azulejos. Estas atividades são gratuitas.
A Animação infantil é no dia 14 de dezembro das 15h30 às 17h30, uma atividade gratuita para crianças com mais de três anos. Será um domingo de brincadeira, com teatro de fantoches, modelagem de balões e pinturas faciais.
Estas atividades de Natal são todas gratuitas.

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Anadia: Candidatura deve ser potenciada pela região


Apesar do título Capital Europeia do Vinho 2015 ter ido para Reguengos de Monsaraz (Alentejo), a candidatura da Bairrada foi, na opinião da autarca anadiense, Teresa Cardoso, muito importante, tanto mais que a seu ver, “pela primeira vez, os oito municípios da região uniram-se em torno desta candidatura, convictos do valor da mesma”.
A candidatura conjunta, encabeçada pelo município de Cantanhede, integrava Anadia, Mealhada, Águeda, Oliveira do Bairro, Vagos, Aveiro e Coimbra, assim como múltiplos parceiros: Turismo Centro de Portugal, Comissão Vitivinícola da Bairrada, Associação Rota da Bairrada, Vinibairrada e Confraria dos Enófilos da Bairrada.
Embora se mostre triste com o facto da candidatura bairradina não ter sido eleita pela RECIVIN para Capital Europeia do Vinho 2015, Teresa Cardoso sublinha que havia três candidaturas (Bairrada; Melgaço/Monção e Reguengos de Monsaraz), logo a candidatura bairradina tinha 1/3 das hipóteses.
Esteve, tal como vários outros autarcas e parceiros, presente na última semana, em Jerez de La Frontera, e avança que, do que viu, “confesso que estávamos convictos que a nossa candidatura era inovadora e tinha todas as condições para sair vencedora”.
A seu ver, tratava-se de uma candidatura com grandes mais-valias, que dava uma grande valorização à Bairrada, articulando o que se pretendia valorizar de todo o património da região, acrescida de uma grande componente tecnológica, nomeadamente com investigação na área dos vinhos.
“Venceu Reguengos de Monsaraz, temos de aceitar com muita dignidade e honra”, acrescentou a JB, sublinhando que os municípios da região estão determinados em “aproveitar esta vontade que ficou expressa para continuar a fazer o trabalho dentro do propósito da candidatura para promover e potenciar a região como ela merece”.

Catarina Cerc

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Anadia: Jorge Sampaio lidera Associação das Rotas dos Vinhos de Portugal


Jorge Sampaio, vice-presidente da Câmara Municipal de Anadia e presidente da Associação Rota da Bairrada é o presidente da Associação das Rotas dos Vinhos de Portugal (ARVP).
Foi no passado dia 13 de novembro, no Peso da Régua, que teve lugar a Assembleia-Geral da Associação das Rotas dos Vinhos de Portugal, com a eleição e tomada de posse dos órgãos sociais, apresentação do plano de atividades e orçamento, ainda que a associação tenha sido constituída oficialmente a 5 de maio, no Cartaxo.
Agora, ao Jornal da Bairrada, Jorge Sampaio avança que a associação é o resultado de um trabalho que vem sendo realizado nos últimos quatro anos por várias Rotas de Vinho e que a ARVP pretende “fazer a promoção integrada das Rotas do Vinho”. A sua ação vai assentar em quatro eixos estratégicos no ano de 2015, acrescenta: criar um processo para a certificação das Rotas de Vinhos; apostar fortemente na formação e em criar cursos vocacionados para o enoturismo por causa do turismo; apostar na promoção e internacionalização das Rotas dos Vinhos, um produto que precisa ganhar escala no exterior de forma a afirmar-se, ser competitivo com outras Rotas de Vinho do mundo mas também revitalizar algumas Rotas de Vinhos que estão paradas no país, como é o caso da Rota do Vinho do Porto.
A Associação conta também com o compromisso de diálogo por parte do Turismo de Portugal para a promoção interna e externa do produto turístico. Durante os próximos três anos, Jorge Sampaio espera ver crescer associados e parceiros. Para já, integra cinco rotas, 40 municípios e várias entidades nacionais, nomeadamente as Confederações Báquicas e Gastronómicas.
A ARVP tem, assim, como missão promover destinos turísticos e enoturismo, ou seja, apoiar as rotas de vinho regionais, organizando toda a oferta existente ao nível do enoturismo, mas também promover o produto Rotas dos Vinhos no exterior.
Acrescente-se que este projeto nasceu da necessidade constatada pelos municípios e pelos agentes de promoção e desenvolvimento turístico, da crise profunda em que se encontravam muitas rotas do vinho, por todo o país. Por isso, esta associação visa desenvolver um trabalho integrado e dinamizador, já que encara o Enoturismo como uma marca de Portugal, com uma grande importância económica, porque não se esgota como produto em si próprio, mas influencia todo o tecido económico, cultural e social.

Direção: Presidente – Jorge Sampaio (Rota da Bairrada); Secretário – Mª Carmo Guilherme (Rota da Península de Setúbal); Tesoureiro – José Arruda (Associação de Municípios Portugueses do Vinho); Vogais: Francisco Carmo (Rotas dos Vinhos de Lisboa) e Mª de Lurdes Vaz (Rota de Vinhos de Colares, Carcavelos e Bucelas)
Conselho Fiscal: Presidente – GRATER – Associação de Desenvolvimento Regional, Ilhas da Terceira e Graciosa; Secretário (Rota do Vinho do Porto); Vogais: Mário Cerqueira (Federação das Confrarias Báquicas do Vinho) e Rota dos Vinhos Verdes Alvarinho
Assembleia Geral: Presidente – Pedro Machado (Turismo do Centro de Portugal); Vogal: Cândido Mendes (Federação do Turismo Rural)
Catarina Cerca

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Daniel Bessa entronizado confrade de honra dos Enófilos da Bairrada


O economista e diretor-geral da COTEC-Portugal, Daniel Bessa (na foto), vai ser entronizado confrade de honra no XXXVI Grande Capítulo da Confraria dos Enófilos da Bairrada, amanhã, dia 29 (sábado), a partir das 18h, no Palace Hotel do Bussaco.
Na assembleia geral realizada no início deste mês foram então aprovadas as candidaturas de 22 novos confrades, em que se destaca como Confrade de Honra o ex-ministro da Economia, Daniel Bessa.
Ocorrendo este ano o centenário da morte de José Luciano de Castro, que muito contribuiu para a afirmação da Bairrada como região vitivinícola, será feita uma evocação da sua figura e obra pelo deputado anadiense e ex-Secretário de Estado da Alimentação, Manuel Maria Cardoso Leal.
Refira-se ainda que Daniel Bessa é um dos oradores do 3.º Jantar Conferência, subordinado à temática “A economia que funciona”, que o Jornal da Bairrada vai promover no próximo dia 4 de dezembro, no Restaurante D. Rogério.

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Bairrada perde candidatura a Cidade Europeia do Vinho 2015


Lá se foram as esperanças para a Bairrada, na candidatura conjunta a Cidade Europeia do Vinho 2015. Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, foi a escolhida pela Rede Europeia das Cidades do Vinho (RECEVIN), em detrimento da candidatura da Bairrada e da de Melgaço e Monção.

A decisão foi tomada esta segunda-feira, dia 24 de novembro, em Jerez de La Frontera (Espanha).

A candidatura da Bairrada era encabeçada pelo município de Cantanhede, mas envolvia outros municípios: Anadia, Mealhada, Águeda e Oliveira do Bairro.

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4.ª Gala do Desporto Jornal da Bairrada – Câmara Municipal de Vagos


O Jornal da Bairrada promoveu, pelo quarto ano consecutivo, um grande encontro do desporto da Bairrada com a entrega de galardões a atletas, técnicos, clubes, dirigentes e entidades. O grande palco deste grande acontecimento ocorreu no Pavilhão Dr. João Rocha, em Vagos, inserido na 4.ª Gala do Desporto do Jornal da Bairrada, que este ano contou com a parceria da Câmara Municipal de Vagos.

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Bairrada unida na candidatura a Cidade Europeia do Vinho/2015


A quatro dias de sabermos se a Bairrada é ou não Cidade Europeia do Vinho/2015, foi divulgada à comunicação social a apresentação de 15 minutos com as linhas de força da região, que, na próxima segunda-feira, será vista em Jerez de la Frontera. É nesse dia 24, cerca das 17h, no âmbito da Assembleia Geral da RECEVIN – Rede Europeia das Cidades do Vinho, que ficaremos então a saber se a Bairrada foi mais forte que Melgaço e Monção (candidatura conjunta) e Reguengos de Monsaraz.

Foi em Cantanhede que se encontraram todos os protagonistas da candidatura bairradina, entre os quais os presidente de câmara dos oito concelhos da Bairrada e outras entidades parceiras – Turismo Centro de Portugal, Comissão Vitivinícola da Bairrada, Associação Rota da Bairrada, Vinibairrada e Confraria dos Enófilos da Bairrada.

Na região da Bairrada, Cantanhede assumiu as rédeas da candidatura, mas trata-se de uma candidatura conjunta dos municípios de Cantanhede, Anadia, Mealhada, Águeda e Oliveira do Bairro, para “promover e divulgar a excelência dos vinhos da Bairrada”, através de 72 eventos previstos, num orçamento que “ronda os cinco milhões de euros”, disse o presidente da Câmara de Cantanhede, João Moura.

Antes ainda da apresentação do vídeo promotor, Ana Catarina Gomes conduziu os convidados numa visita à unidade de Genómica (UC-Biotech), no Biocant Park, onde estão em curso projetos de investigação pioneiros baseados no conceito de agricultura de precisão, entre os quais o “Inovwine”.

A responsável pela unidade Genómica, onde trabalha uma equipa de 10 jovens investigadores, esclareceu, de forma sintetizada, todo o programa que é ali desenvolvido, dedicado à vinha e ao vinho. “A nossa postura foi sempre de olhar para a tradição, percebendo a dinâmica de tudo o que se faz na prática enológica, e depois inovar, pois uma tradição não é mais do que uma inovação bem sucedida.”

O foco desta unidade, disse ainda Ana Catarina Gomes, “é analisar o que se faz e procurar desafios, que permitam a transferência do que se obtém aqui em conhecimento para a indústria”, destacando o papel fundamental que tem tido neste processo a Adega Cooperativa de Cantanhede. Adega cujos vinhos estiveram depois em destaque no almoço que se seguiu, que terminou com um brinde à candidatura da Bairrada, com o vinho que já conquistou 12 medalhas de ouro, o Foral de Cantanhede Grande Reserva 2009.

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Anadia: Sommeliers da Europa descobrem virtudes dos vinhos Bairrada


A região da Bairrada acolheu, entre 21 e 23 de outubro, a Associação de Sommeliers da Europa (ASE), que escolheu, este ano, Portugal e a região bairradina para realizar a sua Assembleia Geral anual.
A Rota da Bairrada e a Comissão Vitivinícola da Bairrada, juntamente com as Câmaras Municipais de Anadia, Mealhada e o Turismo Centro de Portugal, foram os anfitriões do grupo nesta estadia de três dias na Bairrada, proporcionando um vasto e completo programa de visita, dando a conhecer um pouco da região em várias das suas vertentes.
O grupo “de força”, constituído por escanções, produtores de vinhos e outros opinon makers na área do vinho, provenientes da Suíça, França, Holanda, Alemanha, Mónaco, Itália, Moldávia e Luxemburgo, faz um balanço muito positivo da visita, mostrando-se mesmo surpreendido com a qualidade dos néctares bairradinos. Presente na visita esteve também Astrid Lulling, deputada do Parlamento Europeu e presidente do intergrupo Viticultura e Qualidade.
O jantar de gala e encerramento desta iniciativa teve lugar no dia 23 de outubro, na Aliança Vinhos de Portugal, em Sangalhos, com visita ao museu, seguindo-se o jantar, onde foram brindados com Leitão assado da Bairrada e alguns vinhos espumantes da Aliança.
Durante a viagem, foram recebidos pelo grupo Baga Friends, grupo de produtores da Bairrada, defensores da casta Baga, bem como por outros agentes locais.

Bom para comunicar a região. Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada, mostrou-se muito otimista com a visita: “São pessoas de toda a Europa e esta é uma excelente oportunidade para comunicar a região”, acreditando que este tipo de contactos será bastante proveitoso no futuro, em matéria de exportação de vinhos. “A Bairrada exporta 15% do que produz. Seria bom aumentar este número”, confirmando que o feedback do grupo estava a ser bastante positivo, até porque “são pessoas que gostam de vinhos diferentes, valorizam a diferença em relação ao que já provaram e conhecem”.

Região rica em vinhos, gastronomia e turismo. Também Jorge Sampaio, vice-presidente da autarquia anadiense e presidente da Associação Rota da Bairrada revelou, que após o contacto, começaram os preparativos para a visita e que o grupo se mostrou bastante agradado com o que visitou na região: as vinhas, os produtores e empresas, mas também o Hotel das Termas na Curia, o Palace Hotel do Bussaco, o Luso e a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, assim como teve oportunidade de conhecer o território como destino turístico. “Trata-se de um grupo que pode levar e dar a conhecer, junto do consumidor europeu, os nossos vinhos. Conquistando os sommeliers para os vinhos Bairrada, podemos estar, no futuro, a ter mais pessoas a provar e a beber os nossos vinhos”, salientou.

Opiniões. A sommelier holandesa Corinne Gaudron, que trabalha na área do vinho, em consultoria, com restaurantes, hotéis, chefs, mas também na área da exportação, mostrou-se agradavelmente surpresa e interessada com esta região que não conhecia. “Talvez um dia venha a trabalhar com os vossos vinhos”, disse, avançando serem vinhos “muito interessantes, frescos e com uma acidez muito equilibrada”, ainda que reconheça que muitos deles precisam de uns anos na cave, para envelhecer. “São vinhos que mostram a potencialidade deste terroir e que casam muito bem com comida”, avançou também, acrescentando que os espumantes da região são bons, com relação qualidade/preço muito aliciante.
De resto, esta responsável, após a visita às Caves São João, fez uma encomenda de várias garrafas de vinho tinto do ano de 1966, prova de que esta poderá ter sido uma experiência/visita vencedora.
De igual forma, Thierry Corona, presidente da ASE, sublinharia ser uma grande emoção estar em Portugal, mas também se mostrou impressionado com a diversidade “excecional” de produtores e empresas que a região oferece, “dos pequenos produtores às grandes empresas”. É com agrado que confirma terem sido dias repletos de descobertas e surpresas, mas também na defesa das tradições e dos valores.
Na ocasião, o aveirense António Garcia, embaixador da ASE em Portugal, que ajudou a criar esta associação há uma década, revelou que este ano, ele próprio ficou incumbido de preparar a visita a Portugal. Tal como os seus pares, reconhece a arte da sedução do vinho, os valores dos produtores, a sua coragem na promoção dos seus terroirs e na produção de vinhos de grande qualidade, sobretudo nestas micro-regiões, onde muitas vezes os mais pequenos produtores são quase que abafados pelas grandes marcas.
A JB destacou a qualidade do vinho da região, as virtudes da casta Baga, que “pode vir a ser rainha”. “Foi uma descoberta fantástica, já que todos puderam provar e julgar os vários vinhos, podendo ajudar na internacionalização de alguns deles”.
De facto, o grupo encontrou no coração da Bairrada novas sensações e experiências. Por cá, visitaram os produtores que integram o grupo Baga Friends (Quinta da Vacariça, Quinta de Baixo, Quinta das Bágeiras, Sidónio Sousa, Luís Pato) mas também a adega Campolargo, Quinta do Encontro, Caves São João e as Caves Aliança.
Catarina Cerca

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Vinhos da Bairrada: pequenos produtores em destaque no Campo Pequeno


De 31 de outubro a 2 de novembro, o Campo Pequeno vai acolher o Mercado de Vinhos, um evento que já é uma referência no panorama vitivinícola nacional e que vai reunir mais de 100 produtores portugueses com o objetivo de divulgar produtos nacionais exclusivos e de alta qualidade a preços competitivos.

Os produtores da região da Bairrada estão em destaque nesta terceira edição em que são esperados mais de oito mil visitantes e que vai contar com vários workshops e com uma “Taberna do Mercado”, para degustação de vinhos e petiscos ao som de fado e música tradicional portuguesa.

“O principal objetivo deste projeto é contribuir para a divulgação, estímulo e sustentabilidade das produções tradicionais que, pela sua reduzida dimensão, têm maior dificuldade em penetrar no circuito comercial das grandes redes de distribuição. Muitos destes vinhos são produzidos com admirável persistência, paixão, engenho e criatividade, representando verdadeiros exemplos de empreendedorismo”, refere Filipe Frazão, responsável pela organização. Paralelamente, esta iniciativa é uma oportunidade para os visitantes conhecerem os produtores e os enólogos responsáveis pelos vinhos.

Entre os 3 representantes dos vinhos da Bairrada encontram-se as Caves São João (Sangalhos), Carvalheira Wines (Oiã) e Os Vinhos de Maria Grega de Tiago Teles. A par dos vinhos, o mercado apresenta ainda outras novidades, nomeadamente uma seleção de 20 expositores de produtos gourmet portugueses.

O Mercado de Vinhos tem lugar entre as 11h30 e as 21h30, de 31 de outubro a 2 de novembro. O bilhete de entrada tem um valor de 3 euros, sendo que 2 euros são reversíveis em compras iguais ou superiores a 8 euros.

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