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Anadia: Lions Clube da Bairrada evoca pintor Fausto Sampaio


Na sequência do proposto nos seus planos de atividades, o Lions Clube da Bairrada tem levado a efeito, integradas nas suas Assembleias/jantar, conferências tratando temas atuais de certa importância ou evocando personalidades da terra, que atingiram grande relevância em diversas áreas do conhecimento ou das artes e que importa não deixar cair no esquecimento.
Assim, aconteceu já em relação ao jurista e político Conselheiro, José Luciano de Castro e ao filólogo Mestre da Literatura Portuguesa, Manuel Rodrigues Lapa.
Chegou agora a vez de Fausto Sampaio, o célebre pintor anadiense denominado “Pintor do Império”, que em 1993, centenário do seu nascimento, foi homenageado, em Anadia, pela Câmara Municipal e por todos os anadienses.
É raro privilégio contar com a presença de Maria José Paulo Sampaio para nos presentear com uma comunicação sobre o pintor anadiense – seu pai – Fausto Sampaio , pelo que a direção do Clube entendeu considerar a Assembleia/jantar do próximo dia 26 de março, pelas 20h, a realizar no Hotel Cabecinho, aberta à participação de todos os anadienses que o desejem , através de prévia marcação.
A marcação poderá ser feita através dos telem. 912526932; 914764501; 917567579, pedindo-se que seja efetuada até ao dia 23 de março.
L.V.

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“Os melhores do Ano 2013″: Revista de Vinhos premeia agentes da Bairrada


O produtor Luís Pato foi distinguido, na última sexta-feira, pela prestigiada Revista de Vinhos, em mais uma edição de “Os melhores do Ano 2013”, na categoria “Identidade e Caráter”.
A cerimónia de entrega dos prémios, que teve lugar em Lisboa, durante o jantar anual da Revista de Vinhos, realizado no Campo Pequeno, distinguiu ainda o restaurante da Mealhada “O Rei dos Leitões” com Restaurante do Ano, na categoria de cozinha tradicional.

Prémio Identidade e Caráter. De acordo com a Revista de Vinhos, “Luís Pato foi dos que mais ajudou a melhorar a imagem que o consumidor moderno tem da casta Baga e da Bairrada. Mas fez mais… muito mais. O seu nome é, como poucos outros, sinónimo de «identidade» e «carácter».

Prémio Restaurante do Ano (cozinha tradicional). Este galardão foi atribuído ao restaurante mealhadense “O Rei dos Leitões”.
De acordo com a Revista de Vinhos, “O Rei dos Leitões foi fundado em 1947 e, no panorama tantas vezes monocórdico da Mealhada, conseguiu a proeza de se reinventar, afirmando-se como um restaurante de referência, com uma oferta atual, baseada em produtos escolhidos a dedo. E o leitão? Belíssimo!”

Vinhos de excelência. Mas os prémios para a Bairrada não se ficaram por aqui.
Em matéria de vinhos, três tintos da região foram igualmente distinguidos por estarem entre “o melhor de Portugal”. São eles: Luís Pato Vinha Barrosa Monopólio Vinha Velha Regional Beiras tinto 2010; Principal Bairrada Grande Reserva tinto 2009, das Colinas de São Lourenço e o Quinta das Bágeiras Bairrada Garrafeira tinto 2009, do produtor Mário Sérgio Alves Nuno.
De acordo com explicação da Revista de Vinhos, ao longo de 2013, especialistas desta publicação provaram e avaliaram mais de dois mil vinhos, dos quais só os mais cotados, com a classificação mais alta, têm acesso ao grau de Prémio de Excelência. São apenas 30 vinhos, o que representa apenas 1% do total provado.
Designados pela Revista de Vinhos como “grandes embaixadores do vinho português”, neste restrito grupo encontram-se três vinhos da região o que, contas feitas, têm um peso significativo tendo em conta a quantidade de produtores, empresas e adegas existentes a nível nacional.
Acrescente-se ainda que estes prémios, que procuram escolher quem mais se destacou ao longo do ano anterior, evidencia que a região da Bairrada caminha a passos largos para o patamar da excelência, sendo uma das melhores regiões do país para a produção de vinhos de grande qualidade, mas também por ser detentora de um património gastronómico riquíssimo.
Prémios gratificantes não só para os premiados, mas também para a região.
Catarina Cerca

Produtor Luís Pato: “É uma honra ser reconhecido pela minha irreverência. Não sou um «yes men» e haver quem reconheça qualidade por uma pessoa que mantém sempre a verticalidade é uma honra muito grande. Quanto ao vinho premidado, é interessante porque se trata de um «baga», de vinhas com 90 anos.”

António Rodrigues, Restaurante O rei dos Leitões: “Trata-se de um prémio a nível nacional e como tal não estávamos à espera, embora se trabalhe sempre para isso. Foi fantástico, pois traz mais clientes e notoriedade para o restaurante, mas também para a região. Nós não dormimos à sombra do leitão, inovamos e temos muito mais oferta, abrangente e consensual.”

Produtor Mário Sério Nuno: “ A Bairrada começa a ter prémios, o que é ótimo. O nosso esforço enquanto produtores na Bairrada começa a surtir efeito. Este prémio confirma a regularidade da Quinta das Bágeiras ao longo dos anos. A distinção  é muito gratificante, até porque este vinho tem, nos últimos meses, somado várias distinções internacionais. A Revista de Vinhos escolheu bem.”

Carlos Lucas, Colinas de São Lourenço: “Tentamos fazer todos os dias vinhos de excelência, que agradem ao consumidor. Esta distinção é muito importante, dá-nos reconhecimento e responsabilidade para fazer sempre melhor. O consumidor está farto de vinhos banais. Estes prémios ajudam a Bairrada e a região tem de saber tirar partido de todas as suas potencialidades.”

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Entrevista a José Cid


José Cid é o diretor da edição desta semana do Jornal da Bairrada. Veja a entrevista, onde o cantor revela alguns factos importantes.

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Rota da Bairrada: Apelo à união para valorizar a região


 

O município de Anadia foi reconduzido na presidência da direção da Rota da Bairrada.
Teresa Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Anadia, tomou posse como presidente da direção da Rota da Bairrada, no passado dia 14 de janeiro, juntamente com os restantes elementos que integram os órgãos sociais daquela associação, para o triénio 2014-2016.
O evento teve lugar na sede da Rota da Bairrada, no Largo da Estação da Curia e contou com a presença de várias entidades e agentes associadas.

Conjugar energias. Na ocasião, a autarca de Anadia destacou a importância deste espaço, que “acolhe todos os associados e aqueles que querem dar vida a esta casa com as suas ideias e sugestões”, mas também o facto de “neste início de mandato, para muitos autarcas, se iniciar um ciclo, que pode também ser extensível à Associação”, na medida em que podem ser desenvolvidos projetos diferentes e concretizadas novas ideias que valorizem a região “que é de todos e que todos queremos dignificar e colocar no mapa”, salientou.
Por isso, destacou que todos os associados devem “dar corpo e contribuir para este projeto que, só com a conjugação de energias, será possível implementar, valorizando a região, a vitivinicultura e o turismo local”.
Teresa Cardoso não deixou de frisar que só na união será possível fazer uma promoção turística e da vinicultura da região, criando uma imagem apelativa aos turistas e visitantes.

Promoção da Bairrada no país. Na ocasião, o vice-presidente da autarquia de Anadia, Jorge Sampaio, que irá representar a Câmara Municipal de Anadia na presidência da Rota da Bairrada, avançou que, até final deste mês, o Plano de Atividades da Rota da Bairrada para 2014 será publicamente apresentado, sendo certo que será um “ano de mudança”.
Ao JB, aquele responsável salientou que será um ano “vocacionado para sair da região, para promover a Bairrada no país, assim como será igualmente desenhado um novo modelo de gestão financeira e um novo modelo de sustentabilidade para a Rota.”
Jorge Sampaio falou ainda da necessidade de abrir a Rota da Bairrada a novos associados, mais pequenos e que, até agora, não podiam estar integrados nesta associação.
“São agentes de pequena dimensão, sem estrutura e dimensão para o enoturismo, mas que podem ter aqui uma sala de visitas para receber os seus clientes e, consequentemente, trazer à Bairrada mais turistas”, explicou, referindo-se ainda à marca “Rotas dos Vinhos de Portugal” da qual a Rota da Bairrada faz parte, uma associação nacional que vai ser apresentada este ano e que se destina essencialmente à promoção externa, envolvendo o Turismo de Portugal.
Refira-se ainda que a Rota da Bairrada foi criada em 2006. É uma associação de caráter regional, sem fins lucrativos, com o objetivo de dinamizar, promover e valorizar a atividade vitivinícola da Bairrada, e atividades afins, enquanto produtos turísticos e culturais da região.

Novos Corpos Sociais para o triénio 2014/16
Direção: Município de Anadia (Presidência); Adega do Fidalgo; Hotel Paraíso; Município da Mealhada; Quinta do Ortigão; Comissão Vitivinícola da Região da Bairrada; Caves São João.
Conselho Fiscal: Município de Águeda (Presidência); Quinta de Baixo; Pedro dos Leitões.
Assembleia Geral: Município de Vagos (Presidência); Hotel Cabecinho; e Adega Cooperativa de Cantanhede.
Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Vinho tinto “Principal” é um dos 10 melhores do mundo


O vinho tinto Principal Grande Reserva 2009, produzido nas Colinas de São Lourenço, S.Lourenço do Bairro – Anadia, foi considerado um dos 10 melhores vinhos tintos do mundo.
A prestigiada revista italiana Spirito di Vino dedica as suas edições – Itália e Asia – do mês de dezembro, aos melhores vinhos tintos do mundo postos à venda em 2013. Esta classificação é elaborada por Luca Gardini, Campeão do Mundo de Sommeliers em 2010, que o considerou um “tinto surpreendente” que, no nariz, remete para os mais prestigiados vinhos da Toscana e, na boca, para os melhores vinhos de Bordéus.
No Top 10 of the World’s Best Reds, os melhores vinhos ficaram com as suas classificações situadas nos 98 pontos, separados apenas por algumas décimas.
O Principal Tinto Grande Reserva 2009 surge classificado no Top 10, com uma pontuação de 98,1 ex aequo com Petrus, a uma décima de Chateau Cheval Blanc, a 4 décimas de Domaine de la Romanée-Conti e a 7 décimas de Poggio di Sotto.
Sobre este vinho, Luca Gardini descreve: “o seu aroma revela um perfume de cereja e um toque cítrico, a evolução no copo aponta para ervas aromáticas como o manjericão e a salva, com notas finais de chocolate. No palato é atraente com taninos finos e longos, e uma frescura super agradável no final”.
Luca Gardini, que visitou também Portugal para provar vinhos das diversas regiões, e completar assim a sua meticulosa seleção dos 100 best red wines postos à venda no ano de 2013, para entre eles eleger o Top Ten.
Na Spirito diVino pode ler-se que se trata de “uma surpresa de um país cuja bandeira tem sido o vinho fortificado: um tinto no estilo de Bordéus, mas feito a partir de variedades de uvas autóctones”, referindo ainda que, o Principal Tinto Grande Reserva 2009 “lidera os vinhos do resto do mundo e simboliza a qualidade portuguesa.”
Este vinho foi ainda apresentado pela Spirito diVino na classificação do Top Outsider, como o Outsider dos Outsiders, uma revelação absoluta, atribuindo-lhe o 1.º lugar, e antecipa que para os próximos anos será um vinho que surpreenderá ainda mais.

Terroir Bairrada. Carlos Dias, Charmain do Grupo IDEALTOWER a que pertence a IDEALDRINKS, refere: “trata-se de um reconhecimento que me orgulha e que partilho, antes de mais, com todos os colaboradores das Colinas de São Lourenço, IDEALDRINKS, e em particular com Pascal Chatonnet, assim como com os viticultores da Região da Bairrada. Fico consciente, que é uma responsabilidade acrescida, e que o esforço que devemos desenvolver para sustentar e manter a qualidade dos nossos vinhos é importante. A IDEALDRINKS, apesar de ser um Grupo jovem, demonstrou que a sua aposta na Região da Bairrada e no potencial do seu Terroir é concludente.
Para o CEO da IDEALDRINKS, o enólogo Carlos Lucas, “o nosso consumidor não fica admirado porque conhece a enorme qualidade dos nossos vinhos, mas é sempre gratificante sermos reconhecidos mundialmente e podermos dar estas notícias aos nossos clientes. Temos bons vinhos e teremos com certeza grandes surpresas, com o lançamento de novas colheitas. Para quem ainda não provou o Principal Tinto Grande Reserva 2009, aconselho-o vivamente a fazê-lo”.

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Sangalhos: Caves São João lança 4.º vinho comemorativo do centenário


Dando continuidade ao projeto de comemoração do centenário das Caves São João, iniciado em julho de 2010, a empresa vai dar a conhecer o 4.º vinho (um vinho tinto da Região Demarcada do Dão da colheita de 2011) de uma coleção de 11 edições, uma vez que este projeto e conceito das comemorações do centenário das Caves São João termina em 2020.
A apresentação deste vinho tem lugar, dia 13 de dezembro, em Viseu, no Solar do Dão.
Assim, todos os anos é lançado um vinho de excecional qualidade, com imagens diferenciadas em cada edição, sendo selecionados temas culturais marcantes para a história da Humanidade, ocorridos em cada uma das 10 décadas que medeiam a fundação das Caves (1920) e o seu centenário, a acontecer no ano de 2020, dando origem a uma coleção de 11 garrafas únicas.
A primeira garrafa, no ano de 2010, versou o tema “The Jazz Singer”, primeiro filme sonoro em 1927. O vinho tinto, então lançado “90 anos de História” deu o pontapé de saída para um projeto que já conheceu mais duas décadas: em 2011 foi lançada a segunda garrafa, um espumante “91 anos de História”, baseado na emissão radiofónica de Orson Wells sobre uma fictícia invasão marciana (1938) e em 2012 foi lançado o “92 anos de História” que retratou a década de 40-50 e a carta das Nações Unidas, subscrita em 1945.
As garrafas agora lançadas numa edição numerada e limitada, com a marca 93 Anos de História, apresentam um rótulo alusivo à década de 50-60, mais precisamente “Os Anos Dourados” que nos fazem recordar a quarta década de existência das Caves são João. Foi precisamente nesta década que a Caves São João começou a delinear a nova marca Porta dos Cavaleiros com um vinho da Região Demarcada do Dão.
Esta edição vai estar disponível em garrafas de 0,75L e magnuns (1,5L).

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Guia do Autarca 2013-2017


Na próxima edição do seu Jornal da Bairrada, não perca o Guia do Autarca 2013-2017, com os rostos do novo ciclo político na Bairrada. Esteja atento à edição do JB de 5 de dezembro!1_Guia dos Autarcas_2013.indd

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Vindima 2013 na Bairrada: Ano de altíssima qualidade


Na Bairrada já se vindima em força e a perspetiva não poderia ser mais animadora.
As temperaturas quentes durante o dia contrastam com as baixas que já se fazem sentir durante a noite, fator que, para o estado sanitário e de desenvolvimento dos cachos, não poderia ser melhor.
S.Pedro tem ajudado e tudo aponta para uma colheita que poderá ser, no geral, melhor do que a do ano transato.
Assim, 2013 poderá ser sinónimo de um ano de altíssima qualidade para os vinhos da região.
Embora a azáfama nas vinhas seja, por estes dias, enorme, a vindima irá prolongar-se até meados de outubro, altura em que a casta baga – a mais emblemática da região – vai sair da vinha rumo ao lagar.

“Ano Bairrada”. Pedro Soares, da Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB), admite que as expetativas são “muito altas”, falando mesmo que este será “um ano Bairrada” porque nas vinhas, as videiras estão muito viçosas e as uvas tintas acumularam já muita cor.”
E acrescenta: “os solos da Bairrada e o estado das videiras estão com um comportamento excelente, de tal maneira que o relativo atraso inicial de maturação já foi recuperado e as uvas estarão excelentes para produzirem espumantes e vinhos formidáveis”, e “as videiras estão com excelente capacidade de produzir cachos muito doces e, até porque genericamente os bagos não são muito grandes, vão produzir vinhos tintos com uma cor mais intensa do que os vinhos correspondentes do ano passado, bem como taninos macios e ácidos «frescos» e muito equilibrados”.
Em matéria de brancos, o responsável máximo da CVB acredita que serão “bem maduros e frescos”, enquanto que os espumantes devem apresentar “muita frescura e sabor”.
Pedro Soares avança ainda que as amplitudes térmicas registadas (elevadas) e a ausência de chuvas estão a proporcionar condições muito adequadas para a produção de vinho de primeiríssima qualidade, até porque “o estado sanitário das uvas é, genericamente impecável”.
“Pelos motivos acima indicados, a Bairrada – ou seja, as condições criadas na região, resultado do seu clima, solos, videiras e profissionalismo dos seus viticultores, técnicos de viticultura e enólogos – está a gerar condições de maturação perfeitas. Por esse motivo é que podemos afirmar, sem grande margem de erro, que a vindima será de altíssima qualidade.”

Produção de muito boa qualidade. Mário Ferreira, enólogo da Casa Sarmento (Mealhada) está satisfeito com o ano vitivinícola. Embora admita que no geral possa haver uma quebra de 20% na produção (houve menos nascença) relativamente a 2012, mostra-se bastante agradado com o facto da qualidade ser superior, sobretudo nos tintos. Nos 85 hectares de vinha que a Casa Sarmento possui na região da Bairrada a vindima começou a 2 de setembro e poderá terminar até ao final da semana, com a casta Baga para vinhos tintos tranquilos.
“O estado sanitários das uvas é muito bom. E se nos brancos a qualidade será boa, semelhante a 2012, nos tintos a fasquia eleva-se para patamares de excelência”.
“Na casta Baga deixamos um quilo a quilo e meio de cachos por videira. Com as amplitudes térmicas que se têm feito sentir, vamos ter uma produção de muito boa qualidade”, confirma.

Boas expetativas. Em Oliveira do Bairro, nos sete hectares da Quinta da Laboeira, o produtor Alberto Marques perspetiva também uma excelente safra. Embora tenha começado a vindima há apenas uma semana, com a casta Chardonnay, Bical e Maria Gomes, defende que a qualidade das castas brancas será melhor do que em 2012, já que os cachos têm mais açúcar.
“Amanhã [dia 24 de setembro] começo a vindima dos tintos com as castas Aragonês e Syrah e depois, mais lá para a frente [outubro] com o Cabernet e a Touriga Nacional”.
Alberto Marques confessa-se muito expectante quanto às castas tintas: “no nosso caso não temos problemas de podridão, os cachos estão sãos, o que leva a crer numa boa colheita”, ainda que fale que numa ou outra videira já comece a apresentar sintomas de stress hídrico.

Ano muito promissor. Em Cantanhede, a maior adega da Bairrada iniciou a vindima na passada semana e só terminará entre os dias 5 e 8 de outubro.
“Começamos com os brancos, à exceção do Merlot entretanto já vindimado por se tratar de uma casta bastante precoce na região”, diria o enólogo Osvaldo Amado, para quem este poderá ser um ano semelhante ao de 2011, que foi um ano histórico para a região.
O enólogo refere que a qualidade é boa e que as uvas apresentam um grande potencial enológico. “Os brancos estão bons na chegada à adega e acredito que vão traduzir-se em vinhos excelentes, soberbos”. Já nos tintos, Osvaldo Amado refere que o atraso inicial na maturação já foi ultrapassado, perspetivando-se igualmente um ano de excelência.
“A Adega tem 800 associados efetivos, o que equivale a mil hectares. Somos a única empresa que faz um controle de maturação em 80 postos (associados), duas vezes por semana”, diz, evidenciando o rigoroso controlo para que cheguem à adega uvas em perfeito estado de maturação.

Ano de qualidade elevada. Nas Caves São Domingos, a vindima começou, segundo a enóloga Susana Pinho, a 26 de agosto como habitualmente pelo Pinot Noir e logo de seguida a uva branca Chardonnay. Aqui, a vindima ainda se faz manualmente, transportada em caixas de 20 quilos, evitando assim o esmagamento do fruto que provocam contaminações e oxidações. Contudo, avança que “a vindima é feita a pensar no grau e na acidez”. Por outro lado, o facto de várias castas tintas apresentarem bagos mais pequenos, poder indiciar qualidade elevada.
Na São Domingos, está a terminar a segunda fase do grosso da vindima e só daqui a algumas semanas sairá da vinha a final a Touriga Nacional e a Baga para vinhos tranquilos.
“Vindimamos por castas. São cerca de 100 hectares – 10 da empresa e os restantes de viticultores, fornecedores de uvas – pelo que a vindima se fará até ao início de outubro”, conclui.

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1.º Encontro com vinhos e sabores – Bairrada foi enorme sucesso


Não poderia ser mais positivo o balanço da 1.ª edição do Encontro com o Vinho e Sabores – Bairrada 2013 que decorreu, entre os dias 13 e 15 de setembro, no Centro de Alto Rendimento Velódromo Nacional, em Sangalhos.
Expositores e visitantes mostram-se satisfeitos e falam na necessidade de continuar com esta iniciativa que visa a promoção da fileira da vinha, do vinho, da gastronomia e do turismo da região, aproximando os produtores dos consumidores.
A sessão inaugural do evento, organizado pela Comissão Vitivinícola da Bairrada, Município de Anadia, Turismo Centro de Portugal, com produção da prestigiada Revista de Vinhos, contou com a presença de Frederico Falcão, presidente do IVV; Adelina Martins, diretora regional de Agricultura e Pescas do Centro; Jorge Monteiro, da ViniPortugal; Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, autarca anadiense Litério Marques; Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada e Luís Lopes, da Revista de Vinhos.

Esforço conjunto. Pedro Soares reconheceu o esforço de todos os envolvidos na organização desta 1.ª edição, na qual a Revista de Vinhos “colocou todo o seu empenho”. Na ocasião, agradeceria a todos os produtores que ajudam a fazer a excelência da Bairrada, produtores com um enorme potencial, não só para fazer este evento mas muitos outros que contribuam para um crescimento da notoriedade da região, resultando em mais negócio, extensivo aos produtores de sabores também presentes nesta edição.
De resto, a iniciativa foi considerada por Frederico Falcão, do IVV, “impressionante”, por se tratar de “um evento com grande importância mediática”.
Frisando que a Bairrada está a subir nas vendas e a ganhar importância, a presença de todos os produtores foi considerada por si “muito importante para puxar pela marca Bairrada”.
De igual forma, Adelina Martins, da DRAPC, acrescentaria que o evento promove igualmente o turismo e a região, ao atrair visitantes, contribuindo para a promoção da identidade de toda a região.
Também Pedro Machado, do Turismo Centro de Portugal, era um homem feliz, na medida em que os dois desafios centrais foram concretizados. Por um lado, ter os produtores presentes em massa, com produtos de elevada qualidade e, por outro, pela força da cooperação dar corpo a uma mostra de excecional qualidade, na primeira linha do que de melhor se faz dentro e fora do país.
“Hoje demos um grande passo para que a região Centro e a Bairrada possam singrar no mercado interno e externo”, diria, sublinhando que aos produtores “lhes era devido um certame com esta qualidade que justifica claramente o investimento público realizado.”
Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, mostrou-se agradavelmente surpreso com o espaço, e em dia de abertura do certame avançou estar com grande expetativa: “numa época como aquela que atravessamos, este evento é um exemplo a seguir, pois trata-se de uma experiência coletiva que ajuda a criar notoriedade à Bairrada e pode contribuir para maior consciência da região a que pertence e aumentar o orgulho próprio”.
Este responsável, ainda que admitindo que neste ano zero, o sucesso comercial para os expositores presentes possa ser relativo, está convicto que o Encontro vai criar notoriedade e que outras regiões do país poderão vir a replicar o evento.
Ao JB admitiu que a Bairrada tem uma mais valia muito forte: “em termos de acessibilidades está a meio caminho entre o norte e o sul. Logo, tem todas as condições para atrair gente de todo o lado e daqui a dois ou três anos ser um dos mais importantes certames do género”.

Recados ao governo. Presente na sessão inaugural, o edil anadiense Litério Marques realçaria a qualidade dos vinhos bairradinos, mas também do espaço que acolhe esta primeira edição.
Na ocasião deixaria um recado à tutela que, a seu ver, deveria apostar e apoiar muito mais a produção do que é nacional e dos produtos bandeira de cada região. “Para se ter um produto de excelência é preciso investir na produção e isso não tem sido feito pelos nossos governantes”, diria, destacando que, ao contrário, a Câmara de Anadia estará sempre disponível para apoiar eventos com esta dimensão e qualidade.

Outras opiniões. Também o conhecido produtor bairradino Luís Pato teceria rasgados elogios a esta mostra: “sou 200% a favor porque acho que vai atrair à Bairrada inúmeros visitantes, mas sobretudo dar-lhe a visibilidade que a região nunca teve. Por outro lado, é uma ótima oportunidade de negócio”.
O produtor acredita que, estando a Bairrada novamente na moda, é preciso que unidos, todos os agentes económicos trabalhem no mesmo sentido. “Este foi um primeiro passo”. Atento às mudanças, admite que é altura da Câmara Municipal de Anadia – ou outra da região – não deixarem cair no esquecimento esta mostra, devendo continuar com realização anual. “Este espaço [Velódromo] é muito digno para receber um evento desta natureza”.
Por seu turno, Fernando Castro, da Confraria dos Enófilos da Bairrada, não deixou de felicitar a organização e os patrocinadores que acreditaram esta iniciativa que é inédita na região: “é importante dar esta imagem do quanto somos capazes de fazer e o que valemos”, concluindo que “este é o ano zero, o fermento, de uma iniciativa que vai continuar a produzir os seus frutos”.
Para além dos 33 stands ligados ao vinho, o ‘Encontro com o Vinho e Sabores – Bairrada 2013’ contemplou uma mostra, em 13 stands, dos melhores produtos da região, de onde se destacaram as águas, o leitão da Bairrada, o bacalhau, a carne Marinhoa, as conservas, a flor de sal, o pão da Mealhada e os doces regionais, como sejam os ovos-moles de Aveiro, os Amores da Curia, as queijadas de Águeda, o bolo da Páscoa de Vale de Ílhavo, o bolo de Anadia, o sorbet de espumante, entre muitos outros.
O certame intregou ainda dois jantares temáticos e três provas de vinhos e espumantes de excelência comentadas por especialistas.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Vinhos Bairrada: Enófilos premeiam excelência


A entrega de prémios do 33.º concurso “Os melhores vinhos da Bairrada 2012” decorreu no último sábado, na Quinta do Encontro, em S.Lourenço do Bairro.
O concurso, promovido anualmente por esta que é a mais antiga confraria báquica portuguesa, continua a pretender promover e premiar a qualidade indiscutível dos vinhos da Bairrada, procurando assim acrescentar-lhe valor.
O evento contou, nesta edição, com a presença de algumas dezenas de convidados, que tiveram o privilégio de almoçar na moderna e singular adega da Quinta do Encontro.
Durante o almoço de atribuição de prémios, Fernando Castro, presidente da Confraria bairradina, diria celebrar-se durante aquele almoço “um momento alto, inédito e de justiça para com os produtores que, ao longo dos anos, estão empenhados na produção dos melhores vinhos, agora distinguidos neste concurso”.
Paralelamente, não deixaria de recordar, às dezenas de convidados presentes, que ao longo do dia de sábado estavam a decorrer, em simultâneo, vários eventos no âmbito da vinha e do vinho, sendo os mais significativos a 1.ª edição do Encontro com o Vinho e Sabores – Bairrada e a comemoração do 10.º aniversário do Museu do Vinho Bairrada. E, se acredita que o primeiro será um êxito, com repercussões em vários órgãos de comunicação social nacional que acompanharam o evento ao longo destes três dias, o segundo, ajudará também a promover a região, através da Cultura. “Isto deve encher-nos de ânimo e de orgulho, mas também melhorar a nossa auto-estima”, diria este responsável, para quem a Bairrada tem, hoje, “excelentes argumentos para levantar ânimos, pois tem uma história, tem um passado e futuro”.
A Nuno Neves, representante da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, diria estar a Confraria e os produtores muito gratos por sentir que instituições da agricultura “estão connosco nestes momentos altos. Se assim não fosse sentíamo-nos órfãos, na medida em que estamos todos a lutar pela mesma causa”.
Na ocasião, Nuno Neves sublinharia a necessidade de continuar a valorizar o território, referindo também que o sucesso depende da capacidade dos agentes ligados ao setor de tirarem partido das suas singularidades.
Acrescente-se que o concurso deste ano decorreu em moldes diferentes da última década, após a revisão do respetivo Regulamento, cuja principal alteração consistiu em ter uma única categoria de concorrentes. Assim, o número total de prémios atribuídos foi menor, o que, todavia, não retira qualquer valor ao concurso.

Premiados
Vinhos Brancos
Medalhas de Ouro: Quinta do Encontro, S.A. e Adega Cooperativa de Cantanhede, S.C.R.L.
Medalhas de Prata: Caves Solar São Domingos, S.A., Caves S. João, S.A. e Quinta da Mata Fidalga, Lda.
Vinhos Rosados
Medalha de Prata: Quinta da Mata Fidalga, Lda.
Vinhos Tintos
Medalha de Ouro: Caves São Domingos, S.A.
Medalhas de Prata: Aveleda, S.A.; Quinta do Encontro, S.A e Caves Messias, S.A.
Grande Medalha de Ouro – Vinhos Brancos: Quinta do Encontro,S.A..

Catarina Cerca

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Pergunta da semana

Um estudo indica que mais de duas doses diárias de álcool por dia aceleram perda de memória. Qual o seu consumo habitual no dia a dia?

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