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Câmara da Mealhada mantém taxa de IMI nos mínimos


A Câmara da Mealhada decidiu manter a percentagem mínima do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) durante o próximo ano. Assim, em 2015, a taxa deste imposto para os prédios urbanos avaliados em termos do Código do Imposto Municipal sobre Imóveis (CIMI) vai continuar a ser de 0,3%. A proposta do presidente da Câmara, Rui Marqueiro, foi aprovada na passada segunda-feira, por unanimidade, em reunião do Executivo Municipal, seguindo agora para ratificação em assembleia municipal.
Esta taxa agora aprovada é a mínima prevista na lei e já era aplicada o ano passado. “Tendo em conta a atual conjuntura económica e financeira que o país atravessa, a Câmara, não podendo baixar mais a taxa, decidiu manter então a percentagem mínima prevista na lei”, assegura a autarquia. O Executivo Municipal considera que esta é “a medida possível para aliviar a carga fiscal de quem reside no concelho, uma vez que, nos dias de hoje, os munícipes e os portugueses em geral já vêem os seus orçamentos familiares completamente asfixiados”.

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Câmara Municipal avança com requalificação da zona industrial


A Câmara Municipal de Anadia vai requalificar a Zona Industrial de Amoreira da Gândara. A adjudicação das obras, no valor de 93 mil euros, foi feita, na penúltima quarta-feira, durante a reunião de Câmara.
A presidente da autarquia anadiense, Teresa Cardoso, pretende requalificar as vias e os passeios. “É nosso objetivo dar mais dignidade às vias que servem os lotes que neste momento já foram adquiridos”, afirmou a autarca, salientando que “os 13 lotes da Zona Industrial estão vendidos e estas obras faziam parte do nosso plano de atividades para 2014”.
Relativamente à possibilidade de algumas empresas terem manifestado a intenção de saírem daquela zona industrial, Teresa Cardoso clarificou que “ao município de Anadia apenas chegaram pedidos de reivindicação da instalação de fibra ótica e a requalificação da zona”. Aliás, a edil referiu que “algumas empresas até estão em expansão, o que é uma nota positiva para os empresários que conseguiram dar a volta perante as dificuldades sentidas no país”. Leia mais na versão digital do seu JB.

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Litério Marques contra simplicidade no pedido de subsídios


O ex-presidente da Câmara Municipal de Anadia, Litério Marques, atual vereador do executivo, pretende que a sua presidente de Câmara, Teresa Cardoso, eleita pelo Movimento Independente Anadia Primeiro (MIAP) e do qual aquele também faz parte, seja mais seletiva nos pedidos de apoio que são levados a reunião de câmara.
Litério Marques, na penúltima quarta-feira, durante a reunião do executivo, insurgiu-se contra a forma como um pedido de apoio a quatro atletas, residentes no concelho de Anadia, praticantes da modalidade de Kickboxing, foi levado à mesma.
Litério Marques, bastante contundente, afirmou que o subsídio, pedido pelo treinador dos atletas [Paulo Santos, que disputa em tribunal o cargo de presidente da Federação Portuguesa de Kickboxing], se torna irregular, “porque o pedido está mal formulado, o que põe em cheque as nossas decisões”. “A Câmara Municipal devia ter mais cuidado em apresentar este pedido. Isto não pode ser assim. Sou a favor de apoiar os miúdos, mas atenção! Devem ser criadas condições para a câmara dar o apoio. Este pedido é de uma simplicidade! Pede-se à Câmara e já está!”
Litério Marques defendeu ainda que “a Câmara Municipal deve reconhecer alguma qualidade nos pedidos, e alguns nem devem ser agendados para virem às reuniões”. Leia mais na versão digital do seu JB.

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Câmara de Anadia celebra Dia da Juventude com atividades culturais e desportivas


A Câmara Municipal de Anadia celebrou o “Dia Internacional Juventude” no dia 12 de agosto, com a oferta de diversos serviços culturais e desportivos aos jovens com idades compreendidas entre os 12 e os 30 anos.
O Município de Anadia pretendeu, assim, proporcionar um dia diferente aos seus jovens, dando a oportunidade de, gratuitamente, usufruírem de espaços culturais e desportivos em horário alargado e com serviços extra.
O Museu do Vinho Bairrada e a Biblioteca Municipal de Anadia estiveram abertos até às 22h desse dia e, em sessão de cinema extra, o Cineteatro Anadia exibiu o filme “Aviões: Equipa de Resgate”, em 3D, também gratuito para os jovens.
O grande destaque deste dia teve lugar no Centro de Alto Rendimento – Velódromo Nacional, em Sangalhos, que esteve aberto aos jovens, das09h30 às 18h30, para receber todos os que pretenderam visitar estas instalações ou até mesmo experimentar a pista de ciclismo, acompanhados por um técnico da Federação Portuguesa de Ciclismo.

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Anadia: Município adere ao “Mayors Adapt”


O município de Anadia aderiu ao “Mayors Adapt”, uma iniciativa lançada pela Comissária Europeia, Connie Hedegaard, responsável pela Ação Climática e desenvolvida no contexto do Pacto de Autarcas (movimento europeu que conseguiu que mais de 5.500 cidades se comprometessem voluntariamente a reduzir até 2020 as suas emissões de gases com efeito de estufa, em pelo menos, 20% em relação aos níveis de 1990) e que convida os líderes autárquicos a comprometerem-se a tomar medidas de preparação para os desafios que os impactos adversos das alterações climáticas trarão às cidades europeias.
A decisão foi tomada em reunião de câmara, por unanimidade.
Teresa Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Anadia, avança que agora os municípios devem elaborar estratégias de adaptação local ou integrar ações (no domínio específico das suas competências, como o ambiente, ordenamento do território, saúde pública, proteção civil, gestão de riscos, abastecimento de água e energia) com vista a reduzir ou travar os impactos adversos das alterações climáticas, apresentar estratégias locais de adaptação às alterações climáticas, assim como elaborar relatórios sobre os progressos da implementação das estratégias locais, medidas estas que visam melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, promover o desenvolvimento urbano sustentável, estimular o investimento e a inovação.

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Oliveira do Bairro: Câmara entrega subsídios às associações que cumprem


A Câmara Municipal de Oliveira do Bairro decidiu entregar os subsídios associativos apenas às associações que cumpram, escrupulosamente, o estipulado, há muito, pela autarquia, nomeadamente a entrega do Plano de Atividades, Orçamento, e o relatório do conselho fiscal.
“Os serviços estiveram a conferir todas as associações que entregaram estes elementos”, afirmou Mário João Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro. “A vontade da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro era atribuir o subsídio a todas as associações.” “Trata-se do cumprimento de um ato de exigência, pois não basta chegar as contas, é necessário o comprovativo da realização de uma Assembleia Geral”, explicou Mário João Oliveira, acrescentando que “as associações de solidariedade social são as mais cumpridoras no concelho e que as outras, conforme entreguem a documentação, receberá os subsídios”.

Subsídios. Centro Ambiente Para Todos do Troviscal, 4 mil euros; Centro Social São Pedro da Palhaça, 4 mil euros; AMPER, 4 mil euros, mais 12 mil euros protocolados para remodelação da cozinha; Solsil, 4 mil euros; Santa Casa da Misericórdia de Oliveira do Bairro, 4 mil euros, mais mil euros para apoio a um projeto da área família; Sóbustos, 4 mil euros; ABC Bustos, 4 mil euros, acrescido de mil euros para o projeto da área da família e ainda protocolados 12 mil euros para apoio à aquisição de uma viatura; Recanto da Natureza, 4 mil euros; Infantário Frei Gil, 4 mil euros; ADASMA, 5 mil euros; Rancho Folclórico São Simão da Mamarrosa, 1500 euros; ABC Mamarrosa, mil euros, mais a manutenção dos 20 mil euros; Escuteiros do Troviscal, 3500 euros (contempla do trabalho que é desenvolvido nas bilheteiras da FIACOBA); Orfeão de Bustos,4500 euros; União Desportiva Recreativa e Cultural do Silveiro, 15 mil euros, mais um protocolo de 25 euros para os encargos da construção da sede; Confraria dos Rojões da Bairrada, 500 euros; OBSC,4 mil euros (apoio para um torneio infantil já levado a efeito); ADREP, 20 mil euros, mais um protocolo de apoio plurianual, 150 mil euros dividido entre 2014 e 2017.

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Oliveira do Bairro: CDS/PP quer unir VIVA As Associações à FIACOBA


O vereador do CDS/PP, Jorge Pato, sugeriu, na penúltima quinta-feira, durante a reunião da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, que o evento VIVA As Associações seja unificado com a FIACOBA e Feira do Cavalo.
Jorge Pato defendeu que “a presença das associações na feira daria outra massa crítica, diminuindo mesmo os encargos”.
O centrista deu a conhecer ainda que, na sua opinião, “a feira correu melhor do que a edição do ano anterior”.
António Mota, vereador responsável pela organização da FIACOBA e da Feira do Cavalo, também disse não ter dúvidas que “foi uma feira um pouco diferente, envolvendo muitas mais entidades, entre as quais a CALCOB, Kiwicoop, a Comissão Vinícola e muitas outras que se associaram à feira”. “O sucesso também se deve a estas associações”, explicou António Mota, reforçando que “os expositores, quer em número quer em qualidade, deram origem a um crescimento em termos de quantidade quer em qualidade”.
O autarca referiu ainda que “a Feira do Cavalo teve um aumento do número de concursos nacionais, alguns dos quais contaram com a presença de campeões nacionais, que deixaram boas referências. A feira nunca teve tantos animais, o que se traduziu num aumento significativo destes dois eventos”.
António Mota defendeu ainda que “numa próxima iniciativa, será necessário reforçar a iluminação”, anunciando que a próxima edição começará a ser tratada em setembro e que “já temos garantida a presença de muitos expositores que decidiram manter a sua presença”.
Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Mário João Oliveira, explicou que a junção dos dois eventos não traria mais gente à FIACOBA, poderia sim “responder de uma forma diferente à gastronomia”.
Deu a conhecer que “a corrida de touros, desde que é levada a efeito, registou a maior afluência de público”. “A praça estava cheia”, reforçou o edil oliveirense, finalizando por afirma que “tudo é dinâmico e merece análise”.

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Anadia: Autarquia contesta posição da Delegação de Aveiro da Ordem dos Advogados


A instalação do Juízo de Comércio em Anadia foi um dos pontos exaustivamente debatido na última reunião de executivo anadiense.
Na sequência da tomada de posição pública da Delegação de Anadia da Ordem dos Advogados, que apelou ao Ministério da Justiça para que faça cumprir a decisão de instalar a futura secção do Juízo de Comércio no Tribunal de Anadia e, eventualmente, outras competências especializadas, aproveitando as capacidades das instalações que o Tribunal de Anadia possui, e face à oposição manifestada pela Delegação de Aveiro da Ordem dos Advogados pela saída do Juízo de Comércio, embora provisoriamente, para o Tribunal de Anadia, vem agora o executivo de Anadia refutar os argumentos utilizados por aquela Delegação aveirense.

Refutar argumentos. “Temos de refutar essa posição. Já seguiu um ofício para o Ministério da Justiça e Secretário de Estado com a posição do município face à reorganização do mapa judiciário que vinha prejudicar Anadia”, disse a edil Teresa Cardoso confirmando que Anadia, ao contrário do que a Delegação de Aveiro alegou, possui meios de transporte ferroviário ou rodoviários que permitem um acesso fácil e rápido ao município e ao Tribunal, seja pelo IC 2 ou de comboio com apeadeiros na Curia e em Mogofores, estando ainda a autarquia disponível, caso fosse necessário, a fazer uma articulação com transportes alternativos.
“Refutamos completamente a posição da Delegação de Aveiro”, avançou a edil, depois de ter sido conhecido que os advogados de Aveiro estavam contra a passagem da secção do Comércio para Anadia.
“A rede viária e ferroviária é a mesma e tanto serve Anadia como Aveiro. Esse argumento cai completamente por terra”, disse. Para a edil, é claro que não existe o “princípio de solidariedade entre os municípios”, o que a obriga a manifestar uma posição contrária a essas opiniões, até porque “o Tribunal de Anadia tem condições excelentes.”

Vereadores manifestam posições. Também Litério Marques criticou “a azia que por aí anda, por causa do provisório”. O vereador e ex-autarca admite a existência de “pressões e interesses muito fortes” e faz votos que “a palavra provisório desapareça e passe a definitivo, para criar alguma justiça e moralidade na distribuição dos centros de decisão.”
Por seu turno, a advogada e vereadora do PSD, Lígia Seabra, defendeu ser necessário ver esta reorganização com outros olhos. A vereadora reconhece as capacidades das instalações do Tribunal de Anadia, que poderia até receber o Juízo de Execução ou o de Família, pelo que a seu ver não fazem sentido as reivindicações dos advogados de Aveiro. Todavia, admite que Anadia “sempre viveu muito de ter base alargada mas de processos que vinham da Mealhada e de Oliveira do Bairro para cá, ficando cada vez com menos processos – ficou só com os seus – devido ao crescimento e evolução dos outros”, tribunais vizinhos. No entanto, sendo este um processo evolutivo e não rígido, “é uma situação que tem que ser acompanhada, monitorizada, pois muita coisa pode ser alterada e readaptada às situações”, concluiu.
Na ocasião, também, o vereador socialista, Lino Pintado, deixou expresso desejar que o provisório se concretize em definitivo, “porque as instalações do Tribunal de Anadia são as melhores de todo o distrito de Aveiro”.
O vereador socialista, também advogado, considerou “grave” que a vereadora do PSD tenha defendido a reforma do mapa judiciário, não só porque “defendeu a reforma que esvazia o Tribunal de Anadia”, alegando que o número de processos em Anadia era menor, um critério errado, quando é sabido que a Mealhada tinha menos processos e que com a perda de valências em Anadia, Mealhada saiu beneficiada, destacando que “houve sempre uma enorme contradição na análise de critérios”, sendo esta, sem dúvida, “uma decisão claramente penalizadora do município”.
O tema, que desencadeou uma acesa troca de galhardetes entre os vereadores, levou a presidente de Câmara, Teresa Cardoso, a colocar um ponto final na discussão, clarificando que “o Tribunal de Anadia não quer ser um back office, mas sim um front office, e estar na primeira linha”.

Tema discutido na Assembleia. Também na Assembleia Municipal, realizada na última segunda-feira, dia 30 de junho, este assunto esteve em discussão. MIAP, PS e PSD esgrimiram argumentos e acusações. Jennifer Pereira (MIAP) questionou a bancada do PSD sobre o que tem feito para reverter esta reforma. Já João Nogueira de Almeida (PSD) recordou ser do conhecimento de muitos operadores judiciais de Anadia “o que o PSD de Anadia já fez sobre esta matéria”. O social-democrata criticou ainda duramente a posição do deputado da AR, Filipe Neto Brandão, eleito pelo PS, que “parece ignorar, enquanto deputado, que também representa os interesses de Anadia”.
Mónica Silva, do PS, avançou que a bancada socialista “não se revê nas declarações do deputado Filipe Neto Brandão relativamente à reforma do mapa judiciário” [Filipe Neto Brandão, entre outras considerações, recentemente proferidas, defendeu que “a deslocalização da secção de Comércio irá causar enormes e acrescidos danos transtornos no acesso à justiça, colocada longe da esmagadora maioria dos seus destinatários”].
Acrescente-se que, com esta alteração, deixaram de existir tribunais nas sedes de concelho, passando os tribunais a ser agora de comarca, constituindo cada distrito uma comarca. Assim, em Anadia, Águeda ou Mealhada funcionam apenas secções da Comarca de Aveiro. A organização judiciária que se pretende implementar assenta numa estrutura de um único Tribunal por distrito, com secções que serão de competência genérica ou especializada.

Catarina Cerca

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Técnico da Câmara desmonta pronúncia que recai sobre Litério Marques


O chefe de divisão de Águas e Saneamento da Câmara Municipal de Anadia, Carlos Cosme, desmontou, na penúltima quinta-feira, a pronúncia que recai sobre o ex-presidente da Câmara Municipal de Anadia, Litério Marques, da prática de um crime de poluição.
Segundo o despacho de pronúncia, o arguido “ordenou aos serviços camarários que procedessem a escavações numa zona do Vale Salgueiro, tendo mandado abater dezenas de milhares de árvores, sem que tenha existido qualquer deliberação camarária ou qualquer decisão de licenciamento de obras por parte da autarquia”.
A mando do então presidente da Câmara, terão ainda sido retiradas daquele local dezenas de toneladas de saibro e, no seu lugar, foram despejadas várias toneladas de entulho que incorporavam substâncias como crómio, chumbo e outros metais pesados utilizados em tintas e materiais de construção.
As operações, alegadamente, realizadas pela autarquia provocaram “um forte risco de contaminação dos solos e das águas por disseminação das referidas substâncias com potenciais implicações para o consumo da população a médio/longo prazo”, lê-se no despacho de pronúncia.
No âmbito deste caso, a autarquia já tinha sido condenada em 2010 pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu por violação de diversa legislação ambiental, incluindo o regime jurídico da REN, a Lei de Bases do Ambiente e o próprio PDM de Anadia.

O tribunal ordenou então à autarquia que procedesse à limpeza daquela área e retirasse todo o entulho.
Agora, Carlos Cosme explicou que “a Câmara foi adquirindo os terrenos ao longo tempo”, negando que tenha sido feito qualquer abate. “Se alguma árvore fosse abatida, enquanto chefe de divisão tinha conhecimento, uma vez que isso estava sob a minha alçada”, afirmou, explicando que “sempre foi regra que os terrenos eram comprados sem árvores”.
Esclareceu ainda que “quando chegámos já havia buracos e nós apenas os alargamos para extrair saibro que iam para obras nossas ou para as associações do concelho”.

Relativamente aos 269 mil metros cúbicos de saibro, avaliados em dois milhões de euros, que terão sido tirados do local, Carlos Cosme explicou que “são números impossíveis e facilmente desmontáveis”. “O buraco tinha cerca de seis ou sete mil metros, com uma profundidade de três a quatro metros, pelo que no máximo terão sido retirados cerca de 25 mil metros cúbicos”. “Quem escreveu 269 mil metros cúbicos, não tem noção. Isso dava uma fila de camiões até ao Algarve”, afirmou.
Relativamente à quantidade de terra vegetal que foi extraída, Carlos Cosme explicou que “nem metade desse valor foi retirado, assim como dos 134.500 metros cúbicos de entulho que dizem terem sido despejados, nem 700 metros cúbicos foram despejados”, explicando que “a Câmara nunca despejou entulho nos buracos”. “Nós colocávamos resíduos de construções e demolições que depois eram encaminhados para Portunhos, onde existe um aterro de inertes licenciado. O que se passava é que aquele local era utilizado pelos particulares que iam lá despejar lixo, o que até nos levou a colocar um sinal a proibir tais despejos.”

Relativamente à contaminação dos aquíferos, o técnico camarário afirmou ser mentira, afirmando que “as nossas águas são puras. Se quiserem vão à Câmara que temos lá todas as análises”.
PFC

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Anadia: Revisão do PDM entra em discussão pública


A apresentação da primeira revisão do PDM (Plano Diretor Municipal) de Anadia teve lugar na última sexta-feira, dia 13, em reunião pública do executivo anadiense.
A sessão, que contou com a presença de algum público, serviu para dar a conhecer a proposta do plano, resultando na deliberação do executivo, por unanimidade, para que a proposta fosse colocada a discussão pública, o que se prolongará por 30 dias úteis.
O documento está agora à disposição dos munícipes para sugestões, reclamações que posteriormente serão analisadas, todavia a edil acredita que poucas alterações haverá a fazer já que, estando aprovadas as cartas de REN e RAN, também não será possível desvirtuar regras e normas já impostas por outras entidades e organismos. O documento será depois enviado para CCDR-Centro, regressando mais tarde à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal para aprovação final, o que deverá acontecer ainda em 2014.
Como é do conhecimento público, a revisão do PDM foi um processo que se iniciou, em Anadia, em 1998, arrastando-se com enormes prejuízos para os munícipes, mas também para os agentes económicos.

Reconhecimento ao trabalho de Litério Marques. “É um pequeno salto que se dá, mas grande passo face ao passado”, foi desta forma que a edil anadiense Teresa Cardoso se reportou ao documento durante aquela sessão pública, não só por “estar aqui, hoje, nesta decisão”, mas porque acompanhou o processo, enquanto membro dos anteriores executivos, assim como todas as problemáticas, avanços e recuos que o envolveram. “Temos agora a possibilidade de tomar uma decisão que tem na sua base trabalho feito, nos últimos anos, por muita gente”, salientou, aproveitando para expressar o seu reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos técnicos, mas em especial a Litério Marques, ex-presidente da autarquia e atual vereador “pelo empenho, teimosia, persistência e convicção com que se agarrou a este processo”. A edil não tem dúvidas que “a ele temos que honrar e respeitar o trabalho desenvolvido, já que empenhadamente se envolveu na defesa intransigente dos munícipes do concelho, mas também acreditando na proposta que tinha em vista o desenvolvimento do município”.
Dezasseis anos marcados por avanços e recuos, reuniões, alterações à legislação, os novos critérios de avaliação que foram protelando no tempo a revisão do PDM de Anadia. Todavia, Teresa Cardoso não deixou de sublinhar que é agora, já neste executivo, que o processo fica concluído. “Agora tivemos que fazer um esforço acrescido”, pois a Lei n.º 31/2014 de 30 de maio (Lei de bases gerais da política pública de solos, de ordenamento do território e de urbanismo) apresenta no artigo n.º 82 – 1, uma norma transitória que “veio apressar, antecipar em cerca de um mês a proposta que iríamos apresentar na reunião de câmara, em julho”. É que a nova lei “aplica-se aos procedimentos de elaboração, alteração ou revisão de planos territoriais pendentes à data da sua entrada em vigor que ainda não tenham iniciado o respetivo período de discussão pública, sem prejuízo da salvaguarda dos atos já praticados e dos direitos pre-existentes e juridicamente consolidados”, risco que a autarquia anadiense não quis correr.
O vereador Litério Marques, que afirmou ter estado “praticamente isolado” nesta revisão, considerou o dia 13 de junho “o dia da libertação em termos de ordenamento do território” para o concelho.”

Atrasos penalizaram concelho. Na ocasião, o socialista Lino Pintado diria que “ainda que o processo de revisão não esteja concluído, esta apresentação de proposta para discussão pública é um passo decisivo e fundamental para que tal aconteça brevemente”, não deixando de recordar que no atraso pesa também o facto da Comissão da REN não ter reunido durante um largo período de tempo, para além de não ter representantes nomeados. “Isto entre um vasto conjunto de fatores que levou a esse atraso e de correções que levaram a que o processo não acontecesse num mais rápido período de tempo”.

Prejuízos para os munícipes. Na oportunidade, a vereadora do PSD, Lígia Seabra considerou tratar-se de “um documento estratégico da maior importância para o município”, e uma forma de acabar “com o calvário a que esteve sujeito durante 16 anos, com grandes prejuízos para muitas famílias e agentes económicos que não viram, em tempo útil, acautelados os seus anseios, além do marasmo económico geral do concelho”.

Amadorismo e superficialidade. Para o vereador José Manuel Ribeiro, do PSD, “foi um processo que se iniciou em 1998, e que principiou de forma errada e comprometedora. Estranhamente, na primeira fase do processo (etapa fundamental) não houve acompanhamento por parte da Comissão de Técnica de Acompanhamento (CTA) por inteira responsabilidade do município, e os erros cometidos ao longo dos vários anos demonstraram, por diversas vezes, um amadorismo e uma superficialidade que não se compreende, especialmente, num processo tão delicado e importante”, referindo também que “em vários momentos verificou-se incapacidade para o diálogo, posturas inflexíveis e arrogantes, falta de fundamentações sólidas e consistentes, e até falta de preparação técnica e política”, admitindo “a complexidade da matéria e a existência de problemas provocados a nível externo (alterações legais, novas exigências, etc.), que também contribuíram negativamente para este processo”.

PDM peca por tardio. Por seu turno, Jorge São José, também eleito pelo PSD, na sua declaração de voto, destacou o facto da revisão do PDM ser fundamental para o desenvolvimento económico e demográfico do município e a sua não existência “tem castrado o nosso desenvolvimento nessas áreas”, lamentando, contudo, que a revisão não tenha sido feita anteriormente.
Jorge Sampaio, vice-presidente da autarquia, congratulou-se com a entrada do PDM na fase de inquérito público, não deixando de realçar também o trabalho do ex-presidente Litério Marques ao longo destes anos, assim como da atual presidente, que “conseguiu dar este importante passo para que Anadia tenha o PDM em vigor o mais rapidamente possível”.
Catarina Cerca

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Pergunta da semana

Vai a algum festival de verão este ano?

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