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Anadia: Autarquia contesta posição da Delegação de Aveiro da Ordem dos Advogados


A instalação do Juízo de Comércio em Anadia foi um dos pontos exaustivamente debatido na última reunião de executivo anadiense.
Na sequência da tomada de posição pública da Delegação de Anadia da Ordem dos Advogados, que apelou ao Ministério da Justiça para que faça cumprir a decisão de instalar a futura secção do Juízo de Comércio no Tribunal de Anadia e, eventualmente, outras competências especializadas, aproveitando as capacidades das instalações que o Tribunal de Anadia possui, e face à oposição manifestada pela Delegação de Aveiro da Ordem dos Advogados pela saída do Juízo de Comércio, embora provisoriamente, para o Tribunal de Anadia, vem agora o executivo de Anadia refutar os argumentos utilizados por aquela Delegação aveirense.

Refutar argumentos. “Temos de refutar essa posição. Já seguiu um ofício para o Ministério da Justiça e Secretário de Estado com a posição do município face à reorganização do mapa judiciário que vinha prejudicar Anadia”, disse a edil Teresa Cardoso confirmando que Anadia, ao contrário do que a Delegação de Aveiro alegou, possui meios de transporte ferroviário ou rodoviários que permitem um acesso fácil e rápido ao município e ao Tribunal, seja pelo IC 2 ou de comboio com apeadeiros na Curia e em Mogofores, estando ainda a autarquia disponível, caso fosse necessário, a fazer uma articulação com transportes alternativos.
“Refutamos completamente a posição da Delegação de Aveiro”, avançou a edil, depois de ter sido conhecido que os advogados de Aveiro estavam contra a passagem da secção do Comércio para Anadia.
“A rede viária e ferroviária é a mesma e tanto serve Anadia como Aveiro. Esse argumento cai completamente por terra”, disse. Para a edil, é claro que não existe o “princípio de solidariedade entre os municípios”, o que a obriga a manifestar uma posição contrária a essas opiniões, até porque “o Tribunal de Anadia tem condições excelentes.”

Vereadores manifestam posições. Também Litério Marques criticou “a azia que por aí anda, por causa do provisório”. O vereador e ex-autarca admite a existência de “pressões e interesses muito fortes” e faz votos que “a palavra provisório desapareça e passe a definitivo, para criar alguma justiça e moralidade na distribuição dos centros de decisão.”
Por seu turno, a advogada e vereadora do PSD, Lígia Seabra, defendeu ser necessário ver esta reorganização com outros olhos. A vereadora reconhece as capacidades das instalações do Tribunal de Anadia, que poderia até receber o Juízo de Execução ou o de Família, pelo que a seu ver não fazem sentido as reivindicações dos advogados de Aveiro. Todavia, admite que Anadia “sempre viveu muito de ter base alargada mas de processos que vinham da Mealhada e de Oliveira do Bairro para cá, ficando cada vez com menos processos – ficou só com os seus – devido ao crescimento e evolução dos outros”, tribunais vizinhos. No entanto, sendo este um processo evolutivo e não rígido, “é uma situação que tem que ser acompanhada, monitorizada, pois muita coisa pode ser alterada e readaptada às situações”, concluiu.
Na ocasião, também, o vereador socialista, Lino Pintado, deixou expresso desejar que o provisório se concretize em definitivo, “porque as instalações do Tribunal de Anadia são as melhores de todo o distrito de Aveiro”.
O vereador socialista, também advogado, considerou “grave” que a vereadora do PSD tenha defendido a reforma do mapa judiciário, não só porque “defendeu a reforma que esvazia o Tribunal de Anadia”, alegando que o número de processos em Anadia era menor, um critério errado, quando é sabido que a Mealhada tinha menos processos e que com a perda de valências em Anadia, Mealhada saiu beneficiada, destacando que “houve sempre uma enorme contradição na análise de critérios”, sendo esta, sem dúvida, “uma decisão claramente penalizadora do município”.
O tema, que desencadeou uma acesa troca de galhardetes entre os vereadores, levou a presidente de Câmara, Teresa Cardoso, a colocar um ponto final na discussão, clarificando que “o Tribunal de Anadia não quer ser um back office, mas sim um front office, e estar na primeira linha”.

Tema discutido na Assembleia. Também na Assembleia Municipal, realizada na última segunda-feira, dia 30 de junho, este assunto esteve em discussão. MIAP, PS e PSD esgrimiram argumentos e acusações. Jennifer Pereira (MIAP) questionou a bancada do PSD sobre o que tem feito para reverter esta reforma. Já João Nogueira de Almeida (PSD) recordou ser do conhecimento de muitos operadores judiciais de Anadia “o que o PSD de Anadia já fez sobre esta matéria”. O social-democrata criticou ainda duramente a posição do deputado da AR, Filipe Neto Brandão, eleito pelo PS, que “parece ignorar, enquanto deputado, que também representa os interesses de Anadia”.
Mónica Silva, do PS, avançou que a bancada socialista “não se revê nas declarações do deputado Filipe Neto Brandão relativamente à reforma do mapa judiciário” [Filipe Neto Brandão, entre outras considerações, recentemente proferidas, defendeu que “a deslocalização da secção de Comércio irá causar enormes e acrescidos danos transtornos no acesso à justiça, colocada longe da esmagadora maioria dos seus destinatários”].
Acrescente-se que, com esta alteração, deixaram de existir tribunais nas sedes de concelho, passando os tribunais a ser agora de comarca, constituindo cada distrito uma comarca. Assim, em Anadia, Águeda ou Mealhada funcionam apenas secções da Comarca de Aveiro. A organização judiciária que se pretende implementar assenta numa estrutura de um único Tribunal por distrito, com secções que serão de competência genérica ou especializada.

Catarina Cerca

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Técnico da Câmara desmonta pronúncia que recai sobre Litério Marques


O chefe de divisão de Águas e Saneamento da Câmara Municipal de Anadia, Carlos Cosme, desmontou, na penúltima quinta-feira, a pronúncia que recai sobre o ex-presidente da Câmara Municipal de Anadia, Litério Marques, da prática de um crime de poluição.
Segundo o despacho de pronúncia, o arguido “ordenou aos serviços camarários que procedessem a escavações numa zona do Vale Salgueiro, tendo mandado abater dezenas de milhares de árvores, sem que tenha existido qualquer deliberação camarária ou qualquer decisão de licenciamento de obras por parte da autarquia”.
A mando do então presidente da Câmara, terão ainda sido retiradas daquele local dezenas de toneladas de saibro e, no seu lugar, foram despejadas várias toneladas de entulho que incorporavam substâncias como crómio, chumbo e outros metais pesados utilizados em tintas e materiais de construção.
As operações, alegadamente, realizadas pela autarquia provocaram “um forte risco de contaminação dos solos e das águas por disseminação das referidas substâncias com potenciais implicações para o consumo da população a médio/longo prazo”, lê-se no despacho de pronúncia.
No âmbito deste caso, a autarquia já tinha sido condenada em 2010 pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu por violação de diversa legislação ambiental, incluindo o regime jurídico da REN, a Lei de Bases do Ambiente e o próprio PDM de Anadia.

O tribunal ordenou então à autarquia que procedesse à limpeza daquela área e retirasse todo o entulho.
Agora, Carlos Cosme explicou que “a Câmara foi adquirindo os terrenos ao longo tempo”, negando que tenha sido feito qualquer abate. “Se alguma árvore fosse abatida, enquanto chefe de divisão tinha conhecimento, uma vez que isso estava sob a minha alçada”, afirmou, explicando que “sempre foi regra que os terrenos eram comprados sem árvores”.
Esclareceu ainda que “quando chegámos já havia buracos e nós apenas os alargamos para extrair saibro que iam para obras nossas ou para as associações do concelho”.

Relativamente aos 269 mil metros cúbicos de saibro, avaliados em dois milhões de euros, que terão sido tirados do local, Carlos Cosme explicou que “são números impossíveis e facilmente desmontáveis”. “O buraco tinha cerca de seis ou sete mil metros, com uma profundidade de três a quatro metros, pelo que no máximo terão sido retirados cerca de 25 mil metros cúbicos”. “Quem escreveu 269 mil metros cúbicos, não tem noção. Isso dava uma fila de camiões até ao Algarve”, afirmou.
Relativamente à quantidade de terra vegetal que foi extraída, Carlos Cosme explicou que “nem metade desse valor foi retirado, assim como dos 134.500 metros cúbicos de entulho que dizem terem sido despejados, nem 700 metros cúbicos foram despejados”, explicando que “a Câmara nunca despejou entulho nos buracos”. “Nós colocávamos resíduos de construções e demolições que depois eram encaminhados para Portunhos, onde existe um aterro de inertes licenciado. O que se passava é que aquele local era utilizado pelos particulares que iam lá despejar lixo, o que até nos levou a colocar um sinal a proibir tais despejos.”

Relativamente à contaminação dos aquíferos, o técnico camarário afirmou ser mentira, afirmando que “as nossas águas são puras. Se quiserem vão à Câmara que temos lá todas as análises”.
PFC

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Anadia: Revisão do PDM entra em discussão pública


A apresentação da primeira revisão do PDM (Plano Diretor Municipal) de Anadia teve lugar na última sexta-feira, dia 13, em reunião pública do executivo anadiense.
A sessão, que contou com a presença de algum público, serviu para dar a conhecer a proposta do plano, resultando na deliberação do executivo, por unanimidade, para que a proposta fosse colocada a discussão pública, o que se prolongará por 30 dias úteis.
O documento está agora à disposição dos munícipes para sugestões, reclamações que posteriormente serão analisadas, todavia a edil acredita que poucas alterações haverá a fazer já que, estando aprovadas as cartas de REN e RAN, também não será possível desvirtuar regras e normas já impostas por outras entidades e organismos. O documento será depois enviado para CCDR-Centro, regressando mais tarde à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal para aprovação final, o que deverá acontecer ainda em 2014.
Como é do conhecimento público, a revisão do PDM foi um processo que se iniciou, em Anadia, em 1998, arrastando-se com enormes prejuízos para os munícipes, mas também para os agentes económicos.

Reconhecimento ao trabalho de Litério Marques. “É um pequeno salto que se dá, mas grande passo face ao passado”, foi desta forma que a edil anadiense Teresa Cardoso se reportou ao documento durante aquela sessão pública, não só por “estar aqui, hoje, nesta decisão”, mas porque acompanhou o processo, enquanto membro dos anteriores executivos, assim como todas as problemáticas, avanços e recuos que o envolveram. “Temos agora a possibilidade de tomar uma decisão que tem na sua base trabalho feito, nos últimos anos, por muita gente”, salientou, aproveitando para expressar o seu reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos técnicos, mas em especial a Litério Marques, ex-presidente da autarquia e atual vereador “pelo empenho, teimosia, persistência e convicção com que se agarrou a este processo”. A edil não tem dúvidas que “a ele temos que honrar e respeitar o trabalho desenvolvido, já que empenhadamente se envolveu na defesa intransigente dos munícipes do concelho, mas também acreditando na proposta que tinha em vista o desenvolvimento do município”.
Dezasseis anos marcados por avanços e recuos, reuniões, alterações à legislação, os novos critérios de avaliação que foram protelando no tempo a revisão do PDM de Anadia. Todavia, Teresa Cardoso não deixou de sublinhar que é agora, já neste executivo, que o processo fica concluído. “Agora tivemos que fazer um esforço acrescido”, pois a Lei n.º 31/2014 de 30 de maio (Lei de bases gerais da política pública de solos, de ordenamento do território e de urbanismo) apresenta no artigo n.º 82 – 1, uma norma transitória que “veio apressar, antecipar em cerca de um mês a proposta que iríamos apresentar na reunião de câmara, em julho”. É que a nova lei “aplica-se aos procedimentos de elaboração, alteração ou revisão de planos territoriais pendentes à data da sua entrada em vigor que ainda não tenham iniciado o respetivo período de discussão pública, sem prejuízo da salvaguarda dos atos já praticados e dos direitos pre-existentes e juridicamente consolidados”, risco que a autarquia anadiense não quis correr.
O vereador Litério Marques, que afirmou ter estado “praticamente isolado” nesta revisão, considerou o dia 13 de junho “o dia da libertação em termos de ordenamento do território” para o concelho.”

Atrasos penalizaram concelho. Na ocasião, o socialista Lino Pintado diria que “ainda que o processo de revisão não esteja concluído, esta apresentação de proposta para discussão pública é um passo decisivo e fundamental para que tal aconteça brevemente”, não deixando de recordar que no atraso pesa também o facto da Comissão da REN não ter reunido durante um largo período de tempo, para além de não ter representantes nomeados. “Isto entre um vasto conjunto de fatores que levou a esse atraso e de correções que levaram a que o processo não acontecesse num mais rápido período de tempo”.

Prejuízos para os munícipes. Na oportunidade, a vereadora do PSD, Lígia Seabra considerou tratar-se de “um documento estratégico da maior importância para o município”, e uma forma de acabar “com o calvário a que esteve sujeito durante 16 anos, com grandes prejuízos para muitas famílias e agentes económicos que não viram, em tempo útil, acautelados os seus anseios, além do marasmo económico geral do concelho”.

Amadorismo e superficialidade. Para o vereador José Manuel Ribeiro, do PSD, “foi um processo que se iniciou em 1998, e que principiou de forma errada e comprometedora. Estranhamente, na primeira fase do processo (etapa fundamental) não houve acompanhamento por parte da Comissão de Técnica de Acompanhamento (CTA) por inteira responsabilidade do município, e os erros cometidos ao longo dos vários anos demonstraram, por diversas vezes, um amadorismo e uma superficialidade que não se compreende, especialmente, num processo tão delicado e importante”, referindo também que “em vários momentos verificou-se incapacidade para o diálogo, posturas inflexíveis e arrogantes, falta de fundamentações sólidas e consistentes, e até falta de preparação técnica e política”, admitindo “a complexidade da matéria e a existência de problemas provocados a nível externo (alterações legais, novas exigências, etc.), que também contribuíram negativamente para este processo”.

PDM peca por tardio. Por seu turno, Jorge São José, também eleito pelo PSD, na sua declaração de voto, destacou o facto da revisão do PDM ser fundamental para o desenvolvimento económico e demográfico do município e a sua não existência “tem castrado o nosso desenvolvimento nessas áreas”, lamentando, contudo, que a revisão não tenha sido feita anteriormente.
Jorge Sampaio, vice-presidente da autarquia, congratulou-se com a entrada do PDM na fase de inquérito público, não deixando de realçar também o trabalho do ex-presidente Litério Marques ao longo destes anos, assim como da atual presidente, que “conseguiu dar este importante passo para que Anadia tenha o PDM em vigor o mais rapidamente possível”.
Catarina Cerca

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Parque do Prego vai ser renovado em breve


O Parque do Prego, em Perrães, vai ser subconcessionado em breve, anunciou a Câmara Municipal de Oliveira do Bairro.
A Câmara, em conjunto com a AMPER, associação a quem em 2004 foi concessionado o Parque do Prego, “têm, nas últimas semanas, conversado e reunido no sentido de subconcessionar o espaço a uma terceira entidade”.
A autarquia oliveirense faz ainda saber que “o principal objetivo das três entidades envolvidas passa pela promoção da educação ambiental e pela criação de uma dinâmica em torno da flora, da fauna e da produção de arroz”.
Apesar do Parque estar desprezado e de ser alvo de críticas por abandono, por parte da população, a Câmara Municipal de Oliveira do Bairro recorda que “o bar esteve a funcionar até fevereiro deste ano, altura em que a pessoa a quem estava subconcessionada a exploração faleceu, e ainda no ano passado, depois do temporal de janeiro, a Câmara substituiu o telhado do bar”.

História. O Parque do Prego, que custou 233 mil euros, foi inaugurado no dia 19 de outubro de 2003, numa parceria entre a Câmara Municipal de Oliveira do Bairro e a Associação de Municípios da Ria. Foi alvo de uma candidatura ao Programa Operacional Regional do Centro (QCA III) / Eixo III – Medida 3.13 – Ambiente.

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Anadia: Vereadores do PSD questionam obras


O Edifício de Proximidade e as zonas industriais foram alguns dos temas que os vereadores do PSD, pela voz de José Manuel Ribeiro, levaram à última reunião de executivo, realizada a 28 de maio.
No final da reunião, o vereador social-democrata começou por querer saber as razões para que o Edifício de Proximidade, no âmbito da regeneração, permaneça vazio há mais de 20 meses, apelidando-o mesmo de “elefante cinzento”.
Na ocasião, a edil Teresa Cardoso explicou que as obras executadas tiveram retorno do investimento realizado pela autarquia, já que foram comparticipadas, explicando ainda que o edifício, sendo património da Câmara Municipal, está disponível para receber serviços de apoio direto ao cidadão, mas não de uma forma gratuita.
Teresa Cardoso avançou que já houve entidades interessadas em ocupar aquele espaço, mas que a autarquia não está disposta a disponibilizá-lo gratuitamente para albergar serviços públicos, da administração central. De resto, é do conhecimento público, que alguns desses serviços pagam rendas elevadíssimas noutros espaços privados existentes na cidade. No entanto, disse que o “edifício está aberto a outras hipóteses. A nossa intenção é ter serviços públicos com dignidade e toda a qualidade”.

Zonas Industriais. José M. Ribeiro não deixou também de criticar o facto da Zona Industrial de Vilarinho do Bairro, adjudicada por 800 mil euros, em 2011, estar abandonada, o que evidencia, a seu ver, “a falta de um plano de desenvolvimento económico para o concelho”, para já não falar das zonas industriais de Amoreira da Gândara e do Paraimo, ambas subaproveitadas.
Quanto à ZI de Vilarinho do Bairro, a autarca Teresa Cardoso explicou que aquela fora alvo de uma candidatura e respetiva comparticipação (85%), logo a Câmara Municipal teve retorno financeiro do investimento que realizou. Reconhecendo que as empresas não se têm ali implantado, defende que a conjuntura atual não tem permitido grandes investimentos. “Não está esquecida qualquer intervenção da nossa parte para a venda daqueles lotes”, explicando ainda que aquela ZI surgiu numa altura em que existia um conjunto de pequenas empresas a laborar em espaços que não eram os mais adequados e dispersos, mas que neste meio tempo, umas fecharam, outras mal sobrevivem, logo é difícil um efetivo investimento, no local, por parte dos empresários.
Catarina Cerca

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Anadia: Falta de interessados na hasta pública para a venda de 12 apartamentos


Ainda não foi desta que a Câmara Municipal de Anadia conseguiu vender os 12 apartamentos localizados no Edifício Visconde de Seabra, no centro da cidade de Anadia.
A nova hasta pública levada a cabo pela Câmara Municipal de Anadia, no passado dia 15 de maio, ficou deserta levando a autarquia, uma vez mais, a não conseguir fazer a arrematação dos 12 apartamentos.
Esta foi a terceira tentativa de venda, por hasta pública, realizada pela Câmara Municipal.

Nem em saldo. Os 12 apartamentos que a Câmara Municipal levou a hasta pública, já tinha a particularidade de, neste procedimento, terem sido previstos benefícios para os jovens dos 18 aos 35 anos: prioridade na compra e desconto de 10% sobre o valor da base de licitação para arrematação.
Estas vantagens só se aplicavam caso o imóvel se destinasse a habitação própria e permanente. Todavia, esta estratégia parece, para já, não estar a surtir efeito, já que as 12 frações do Edifício Visconde de Seabra (quatro apartamentos T1, quatro T2 e ainda quatro T4, todos com garagem e arrumos na cave), permanecem vazios. E, nem a localização priveligiada, no centro da cidade e nas proximidades do Tribunal de Anadia, da Câmara Municipal, da Escola Profissional de Anadia, da Capela de S. Sebastião, de várias agências bancárias, comércios e um posto de abastecimento de combustíveis, parece atraír compradores. Na primeira fase, e com o desconto de 10%, a base de licitação variava entre os 45 mil euros (frações Q e R) e os 99 mil euros (fração H).
Refira-se ainda que esta foi mais uma mal sucedida tentativa de venda, já que os apartamentos têm mais de uma década de vida, num prédio onde, apenas as lojas, localizadas no rés-do-chão, estão ocupadas.

Explicações da autarca. Ao Jornal da Bairrada, a presidente de Câmara, Teresa Cardoso avançou que, na próxima reunião de Câmara, será apresentada a nova data da hasta pública.
“Não houve, com efeito, lugar a arrematação. Contudo, com o desencadear deste processo recebemos algumas pessoas, entre as quais jovens casais que visitaram as frações e ficaram bastante interessados. Acontece, que a situação atual ainda não é favorável a investimentos”, explicou a edil que ressalva: “o processo ainda não está esgotado, visto que, nos termos da Lei, tendo ficado a hasta pública deserta qualquer interessado poderá, no prazo de seis meses, solicitar ao Município a aquisição por ajuste direto, sendo que o preço não pode ser inferior ao da base de licitação nos termos do regulamento da hasta pública. Vamos aguardar que se esgote todo o processo sem prejuízo de antes avaliar a situação em ordem a determinar os passos seguintes, sendo certo que, considerando a venda, já descemos os preços de forma bastante assinalável para jovens dos 18 aos 35 anos”.
Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Estacionamento subterrâneo já abriu ao público no centro de Anadia


O parque de estacionamento subterrâneo localizado no Edifício de Proximidade, por baixo da Praça da Juventude, no centro de Anadia, abriu ao público na última semana. Com capacidade para 127 viaturas (oito lugares para deficientes), já pode ser utilizado pelos automobilistas. Aberto de segunda a sexta-feira, das 8 às 20h (encerra aos finais de semana e feriados), o parqueamento neste local custa 15 cêntimos (cada 15 minutos). Dentro de pouco tempo está prevista a entrada em funcionamento de avenças.
Refira-se que este parque de estacionamento foi alvo de muitas críticas por permanecer encerrado desde 2012, primeiro devido à inexistência de um Regulamento de Utilização e preçário, e depois porque foi necessário construir um acesso direto para o exterior, sem passar pelo interior do Edifício de Proximidade, que permanece vazio, à exceção de uma sala ocupada pela ACIB.

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Anadia: Assinatura de protocolos com Juntas de Freguesia


A Câmara Municipal de Anadia levou a cabo, na última quinta-feira, a cerimónia de assinatura dos protocolos de transferência de competências da Câmara Municipal de Anadia para as Juntas de Freguesia.
No salão nobre dos Paços do Município, as Juntas de Freguesia receberam as duas primeiras tranches. As restantes serão disponibilizadas de três em três meses. Esta atribuição resulta de acordos de execução de delegação das competências nas Juntas de Freguesia, algo que acontece pela primeira vez.
O valor total está repartido em pacote financeiro – 142.686,60 euros – e recursos patrimoniais (respeitante a máquinas, viaturas e pessoal da Câmara afeto às mesmas, para trabalhos das Juntas) – 205.177,20 euros.
O bolo total ronda os 348 mil euros, cerca de 63,2% de comparticipação face aos valores que são atribuídos às Juntas pelo Orçamento de Estado.
Na ocasião, foi ainda apresentada aos presidentes das Juntas de Freguesia, a plataforma “Sentir Anadia”, cujo acesso se faz a partir do website do Município de Anadia, e que se destina à divulgação de eventos promovidos por entidades que ali se inscrevam e sejam creditadas.
As competências das Juntas de Freguesia têm nomeadamente a ver com gestão e manutenção de espaços verdes; limpeza das vias e espaços públicos, sarjetas e sumidouros; manutenção, reparação e substituição do mobiliário urbano instalado no espaço público, com exceção daquele que seja objeto de concessão; gestão e manutenção corrente de feiras e mercados; e realização de pequenas reparações nos estabelecimentos de educação pré-escolar e do primeiro ciclo do ensino básico, bem como os seus espaços envolventes.
O valor financeiro atribuído corresponde a 25% do valor do FEF de cada freguesia (fundo orçamental atribuído pelo Estado). Quanto aos recursos patrimoniais, foi tida a em conta a realidade geográfica e a tipografia de cada freguesia (mais ou menos caminhos florestais; mais ou menos caminhos agrícolas; mais ou menos vias pavimentadas).
CC

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Litério Marques alerta presidente para transparência dos dinheiros


O ex-presidente da Câmara Municipal de Anadia, Litério Marques, atual vereador do executivo, avisou a presidente de Câmara, Teresa Cardoso, na última reunião de Câmara, realizada na penúltima quarta-feira, que os documentos que são trazidos às reuniões de Câmara devem estar acompanhados das despesas financeiras.
“Acho que o que é conhecido devia ser dado a conhecer, sob pena de não ser tão transparente como parece. Em termos legais, como é que se pode iniciar estas coisas sem a parte financeira a acompanhar? É dinheiro público e devia vir a acompanhar”, afirmou Litério Marques, referindo-se a um protocolo, a celebrar entre a Câmara Municipal de Anadia e a Fundação Amália Rodrigues, com vista à cedência de peças desta fundação para estarem expostas no Museu do Vinho Bairrada.
Jorge Sampaio, vice-presidente da autarquia anadiense, explicou que “a Câmara está a preparar, para o dia 18 de maio, uma exposição alusiva ao vinho e ao fado”. “Queremos fazer este protocolo com a Fundação Amália Rodrigues, porque pretendemos dedicar um espaço à Amália, numa exposição que ficará em Anadia até outubro”, justificou o autarca, sublinhando que “o protocolo é necessário para registar a presença de algumas peças que vão ficar até outubro”.
Respondendo em concreto às dúvidas levantadas por Litério Marques, a presidente de Câmara, Teresa Cardoso, disse que os custos são baixos, uma vez que “será a despesa do seguro e do transporte. Só podemos saber o custo do seguro, quando soubermos o número de peças”, afirmando que “o transporte é assegurado pela câmara”.
Teresa Cardoso prometeu ainda que, “quando tivermos tudo quantificado, trago a reunião de Câmara os valores em causa”.

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Anadia: Associações vão conhecer plataforma “Sentir Anadia”


 A Câmara Municipal de Anadia vai apresentar a nova plataforma “Sentir Anadia”, numa sessão que terá lugar amanhã, dia 30 de abril, pelas 18h, no auditório do Museu do Vinho.
Destinada à divulgação de eventos culturais e desportivos, a plataforma “Sentir Anadia” estará disponível para consulta a partir do website da Câmara Municipal, podendo os conteúdos ser ali inseridos quer pelos serviços da autarquia, quer por associações devidamente creditadas e após validação da informação submetida. Serão, aliás, prestados esclarecimentos quanto aos procedimentos necessários não só para efeitos de adesão à plataforma, mas também no que respeita ao carregamento dos dados e ao acesso a financiamento das atividades desenvolvidas pelas associações.
Nesta sessão, na qual estarão representadas as freguesias e as associações sediadas no concelho, serão ainda explicadas as linhas gerais dos projetos “Sentir Anadia” e ”Associações com Vida”, e analisado o programa comemorativo dos 500 Anos dos 13 Forais Manuelinos outorgados a terras de Anadia.

 

 

 

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Pergunta da semana

Vai a algum festival de verão este ano?

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