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O país é governado por gente sem memória


As comemorações do 38.º aniversário do 25 de Abril de 1974, em Oliveira do Bairro, ficaram marcadas pela reorganização administrativa e pelo atual momento económico que o país atravessa. Foram assinaladas também pelo mau tempo que se fazia sentir e pela ausência de população.

Figuras ilustres. A sessão solene da Assembleia Municipal teve início depois da cerimónia de homenagem aos mortos da Guerra Colonial, junto ao Monumento dos Combatentes do Ultramar, com a presença do Núcleo da Liga dos Combatentes de Oliveira do Bairro e da Banda Filarmónica da Mamarrosa.

Na sessão solene, Nuno Barata, do PSD, começou por recordar que “hoje homenageámos ilustres figuras desta terra, figuras desconhecidas pelo nome, mas imortalizadas pela coragem, pela dádiva suprema à Pátria”. “Naqueles momentos em que prestávamos tributo ao sacrifício daqueles homens feito em nome de Portugal, não pude deixar de pensar no que resta desse país porque tantos morreram, no que somos enquanto portugueses, que pátria é a nossa e, melhor, de que patriotismo falamos nós.”

“Hoje prestámos homenagem a homens, jovens bem mais novos do que eu, que não se renderam, que se mantiveram de pé e lutaram… Que lutaram e que morreram… Somos uma pátria feita, toda ela, de coragem, de sofrimento e superação, feita de lágrimas e suor, construída a pulso, pedra sobre pedra”, afirmou Nuno Barata, recordando que “o nosso país passou por muitas dificuldades. Os Portugueses sofreram muito desde 1143 e até antes de 1143.”

Novos caminhos. André Chambel, líder da bancada do CDS/PP, defendeu que “a melhor forma de reconhecer a importância do 25 de Abril de 1974 é agradecer às muitas mulheres e homens, que fizeram das suas vidas uma entrega abnegada em prol de um Portugal livre que passa por todos nós.”

André Chambel é da opinião que “temos de recusar o fatalismo de insucessos atávicos. Abril não é, nem pode ser, propriedade dos seus heróis autoproclamados. Abril é liberdade, é a possibilidade da alternativa. Abril é democracia.”

André Chambel recorda que, “38 anos passados daquela alvorada de Abril, somos chamados a participar, uma vez que temos perante nós, autarcas, a maior das responsabilidades e oportunidades que já foram colocadas aos nossos antecessores. Temos perante nós um facto meio consumado: vai haver reforma territorial da administração local. Freguesias vão ser agregadas”. Assim, “somos chamados a participar, porque se não participarmos, alguém o fará por nós.”

Deu ainda a conhecer que, “após a reorganização, o concelho de Oliveira do Bairro terá no máximo quatro freguesias. Esta reorganização administrativa não pode, no entanto, beliscar o reconhecimento da identidade histórica e cultural das comunidades locais, cujas freguesias venham a ser agregadas.”

Crise económica. Armando Humberto, do PS, começou por sublinhar que, passados 38 anos do 25 de Abril, “estamos mergulhados numa profunda crise. Desde logo, uma profunda crise económica que faz alastrar o flagelo do desemprego, que priva grande parte da nossa população do direito ao trabalho, com especial incidência para os jovens, muitos deles altamente qualificados, cuja única saída é a emigração. Mas também uma crise económica que está a destruir a classe média deste país”.

“A verdade é que a pobreza alimenta uma espiral descendente. Sem crescimento, há mais falências, há mais pobreza, mais pessoas ficarão desempregadas, o Estado terá mais despesa e menos receita, o que só poderá ser equilibrado com mais impostos, sobre aqueles que ainda não estão no desemprego ou de portas fechadas e isto levará a mais falências, a mais pobreza. É uma espiral, na qual estamos a entrar e de onde vai ser doloroso sairmos”, referiu Armando Humberto.

Lealdade. Alberto da Silva Ferreira, primeiro Presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Bairro, pós 25 de Abril, recordou que “Abril também germinou nas matas da Guiné, Cabo Verde e Angola. Ainda hoje quando se fala de guerra fala-se de tudo, menos de uma análise histórica e isenta”.
Alberto Ferreira questionou-se sobre a lealdade que os políticos têm, hoje, perante os eleitores. “Hoje parece-me que às vezes o meu país é governado por gente sem memória e sem história. Parece que é governando por gente que não pensa e não ama o meu país e que se limita a dizer que o computador resolve tudo”. “Esta crise só se vence de uma maneira: trabalhando, discutindo menos, trabalhando, trabalhando. Apesar da minha idade, continuo a acreditar em Abril. Sei que esta gente nova será capaz de dar a volta por cima”, afirmou o primeiro presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Bairro, eleito pós 25 de Abril.

Exigência. Manuel Nunes, atual presidente da Assembleia Municipal, recordou as marcas deixadas pelo 25 de Abril, nomeadamente a criação do Serviço Nacional de Saúde, a diminuição da mortalidade infantil, a escola pública para todos, o acesso à justiça e a melhoria das acessibilidades, ganhos e direitos e garantias dos trabalhadores.

Sublinhou os tempos de exigência que se vivem. “Afirmámos aqui, nos anos anteriores, que vivíamos novos tempos de maior exigência a justificar outras e melhores respostas. Dissemos também que eram tempos em que o rigor e a disciplina eram essenciais. E agora? Passados estes anos e constatamos que esta realidade se agravou”. É que “as famílias estão mais endividadas e, cada vez mais, com dificuldade em responder aos seus compromissos e contribuindo para almejar o estado de pureza do nosso país.” “É pois tempo de mudar de vida, de vivermos de acordo com as nossas capacidade, sem grandezas, sem grandes megalomanias. É tempo de unir esforços”.

Pedro Fontes da Costa
pedro@jb.pt

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Município encontra-se em rotura financeira


A Concelhia de Aveiro do PS alertou para o agravamento da situação do município liderado pela maioria PSD/CDS-PP, que no final de 2010 se encontrava “em situação de desequilíbrio financeiro conjuntural e estrutural e de rotura financeira”.

Em conferência de imprensa, João Sousa, vereador do PS na Câmara de Aveiro, disse que o passivo da autarquia no final do ano passado rondava os 200 milhões de euros, o que representa um aumento de 100 por cento em cinco anos.

As contas foram feitas tendo como base o relatório de gestão e contas da autarquia de 2010, já aprovado pelo executivo com os votos a favor da maioria PSD/CDS-PP e os votos contra do PS.

João Sousa realçou, porém, que este valor não inclui o passivo das empresas municipais, que, segundo o vereador deverá rondar os 20 milhões de euros.

O vereador do PS sublinhou ainda que o município, que já estava em desequilíbrio financeiro conjuntural – o que levou à contração de um empréstimo de 58 milhões de euros para saneamento financeiro -, entrou também em desequilíbrio financeiro estrutural e rotura financeira.

“É a própria Câmara que afirma isto no relatório de gestão”, vincou o vereador socialista, para quem esta situação é “extremamente penalizadora” para o município.

Perante este cenário, a Lei impõe que a Câmara tenha de elaborar um plano de reequilibro financeiro, que prevê a fixação das taxas máximas e todos os impostos municipais e a limitação das despesas de investimento entre outras medidas.

O vereador deixou ainda críticas à forma como o município tem vindo a ser gerido, considerando “inconcebível” que o vereador das Finanças tenha mais seis pelouros a seu cargo.

“Como devem compreender, quem está a tratar destas situações todas, se calhar não tem tempo para pensar como é que há de gerir financeiramente a Câmara de Aveiro”, constatou.

O presidente da Concelhia de Aveiro do PS, Eduardo Feio, disse que estes dados vêm confirmar a situação “muito má” do município, acrescentando que o futuro deverá ser “bem pior do que o presente”.

“O que verificamos nestes dados é que a Câmara não só não resolveu como agravou os problemas e, neste momento, encontramo-nos numa situação em que poucos municípios se encontram”, lamentou Eduardo Feio.

O antigo vereador sublinhou ainda que esta situação “traduz o falhanço do plano de saneamento financeiro aprovado há três anos pela autarquia e a insuficiência das medidas que tomou e incapacidade de gerir um conjunto de processos”.

A agência Lusa tentou obter um comentário do vereador com o pelouro das Finanças na Câmara de Aveiro às acusações socialistas, mas Pedro Ferreira escusou-se a fazer declarações sobre o assunto.

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Iniciada a execução do Centro Comercial Virtual em Águeda


Está já em fase de execução a Candidatura ao “Programa Política de Cidades – Parcerias para a Regeneração Urbana”: Programa Integrado de Regeneração da Cidade de Águeda, de que faz parte integrante a ACOAG, em protocolo de parceria com a Câmara de Águeda, com a sua candidatura apresentada ao QREN referente ao “Programa de Marketing e Desenvolvimento Comercial do Centro Comercial Virtual”.

Este projecto reporta-se ao desenvolvimento de um Centro Comercial Virtual, cujo objectivo é o reforço do posicionamento comercial numa nova realidade virtual e capacitando-o do ponto de vista da imagem de conjunto. Assim, pretende-se desenvolver uma plataforma virtual “Centro Comercial de Águeda Online” com o mapa e as funções económicas existentes na área de intervenção. O projecto encontra-se agora em fase de implementação e deverá estar concluído em Maio de 2012.

Segundo José Castilho, Presidente da ACOAG, esta é uma “oportunidade única para os comerciantes do concelho se adaptarem aos novos conceitos de consumo e de tirarem vantagens de um projecto que será apoiado pelo Estado. Desejo igualmente que os comerciantes apoiem fortemente esta iniciativa, até porque a mesma irá acarretar para a Associação um investimento de cerca de 20.000 euros.”

Em breve haverá uma reunião com os comerciantes, no sentido de se fazer uma 1.ª apresentação do projecto.

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Preço da água aumenta 15,8%


O preço do saneamento e abastecimento de água vai aumentar, em 2011, em Oliveira do Bairro, 15,8%, o que representa um aumento de 2,48 euros, no caso de um utilizador do tipo doméstico com um consumo médio de 10 metros cúbicos.

Nos restantes nove municípios, que aderiram à Águas da Região de Aveiro (AdRA), os preços aumentarão em 2011 entre 2,5 e 21,4%.

O presidente da ADRA, Manuel Fernandes Thomaz, refere que “os aumentos não afectam todos os municípios por igual, porque, além da inflação, os valores têm em conta o plano de convergência tarifária que foi definido pela empresa, para que todos passem a pagar a mesma tarifa em 2014”.

Em Aveiro, por exemplo, o aumento do custo de saneamento e abastecimento de água será de 1,60 euros, no caso de um utilizador do tipo doméstico com um consumo médio de 10 metros cúbicos.

O município de Ovar, o último a aderir à parceria, é aquele onde a subida será maior (3,69 euros). No lado oposto, encontra-se o município de Albergaria-a-Velha, onde os munícipes irão ter um aumento de 59 cêntimos.

“Para os municípios em que a tarifa já se aproximava da tarifa de referência média, a convergência de tarifas foi muito suave. Para os municípios que estavam francamente aquém deste valor, essa convergência é um bocadinho mais violenta”, explicou o presidente do conselho de administração da AdRA, Manuel Fernandes Thomaz.

Salienta, por outro lado, que o preço da água “ainda é muito barato, comparativamente com a água engarrafada”.
“O custo de 200 garrafões de cinco litros da água (correspondente a um metro cúbico) de marca branca mais barata que se encontra no mercado é 47 vezes mais caro do que a água que a AdRA fornece na torneira do cliente”, afirmou.

Investimentos. O presidente da AdRA admite que, na actual conjuntura, “qualquer aumento não é bem vindo”, mas realça que “há um trabalho enorme que tem de ser feito ao nível do aumento de cobertura, de melhoria da qualidade do serviço, de qualificação ambiental, de reabilitação e renovação de infra-estruturas, que tem de ter uma contrapartida por parte das pessoas, que é feita através da tarifa”.

Durante os primeiros cinco anos de vida, a empresa prevê investir 125 milhões de euros na expansão e remodelação de infra-estruturas, dos quais 20 milhões serão investidos em 2011. Neste momento, estão já lançadas empreitadas no valor de 11,5 milhões de euros.

No concelho de Oliveira do Bairro, a ADRA está a efectuar investimentos na ordem dos 3,5 milhões de euros; em Vagos, os investimentos rondam os 15 milhões de euros, enquanto que, em Águeda, estão a ser investidos 32 milhões de euros.

Pedro Fontes da Costa
Com Agência Lusa

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Portucel e Câmara de Aveiro preparam caminho para expansão da fábrica


Os presidentes da Câmara de Aveiro e do grupo Semapa assinaram ontem um acordo que visa a conversão de terrenos agrícolas em industriais com vista a uma futura ampliação da fábrica de papel da Portucel em Cacia.

“A Câmara cumpriu a sua obrigação dando uma resposta positiva ao desejo da Portucel de criar condições para que a fábrica de papel de Cacia se possa expandir”, disse Élio Maia, após a assinatura do protocolo, que decorreu na nova fábrica de pasta de papel da Portucel, na Península da Mitrena, em Setúbal.

De acordo com o autarca, trata-se de um processo que se iniciou quando a Portucel, empresa que está instalada em Cacia há 57 anos, mostrou interesse em ser avaliada a possibilidade de expansão daquela unidade industrial.

“A primeira condição [para a expansão da fábrica de Cacia] é que os solos classificados como Reserva Agrícola no PDM (Plano Director Municipal) de Aveiro, possam passar para zona de expansão da Portucel”, disse Élio Maia, adiantando que a autarquia vai elaborar um Plano de Pormenor com esse objectivo.

O autarca explicou que o Plano de Pormenor deverá salvaguardar a existência de uma “zona com capacidade de expansão” da Portucel, mas também a construção de uma nova avenida, que vai fazer a ligação da EN 109 ao centro de Cacia e estabelecer uma clara delimitação entre a área industrial e a área urbana.

“A expectativa, da nossa parte, é que a Portucel possa fazer, no final do processo, um investimento na ordem dos 300 milhões de euros, que poderá representar a criação de cerca de 750 postos de trabalho”, disse o autarca.

Élio Maia lembrou, no entanto, que o investimento do Portucel só poderá ser concretizado após a aprovação do referido Plano de Pormenor, que admitiu ser um processo moroso que poderá demorar cerca de três anos.

O presidente da Semapa, Pedro Queiroz Pereira, salientou que o protocolo visa apenas a preparação de futuras áreas de desenvolvimento da Portucel de Cacia, mas garantiu que não está prevista a construção de uma nova fábrica.

“O protocolo que foi assinado hoje prevê apenas a preparação de áreas que passarão a ser futuras áreas de desenvolvimento da Portucel”, disse.

“Não vamos construir uma nova fábrica porque, para isso, era preciso haver matéria-prima. E não há, neste momento, matéria-prima suficiente na região para fazer uma nova fábrica”, justificou.

Pedro Queiroz Pereira lembrou que a fábrica de Cacia é atravessada por caminhos públicos e defendeu a necessidade de ter mais espaço disponível para poder “imaginar a expansão” daquela unidade industrial.

O presidente do grupo Semapa reafirmou, no entanto, que é “muito cedo” para fazer qualquer previsão em termos de futuros investimentos e da eventual criação de novos postos de trabalho da Portucel na região de Aveiro.

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Presidente recusa empréstimo de 750 mil


A Câmara Municipal de Oliveira do Bairro aprovou, por unanimidade, na quinta-feira, não contratualizar um empréstimo de 750 mil euros com uma maturidade superior a dez anos.

Mário João Oliveira, presidente da Câmara, defendeu que “a taxa de “spread” proposta pelos bancos, ainda que seja inferior ao que o Estado tem pago, é muito elevada”.

“Como gestor entendo que a taxa é muito alta, pelo que a minha proposta vai no sentido de agradecer aos bancos terem concorrido para emprestar o dinheiro, mas considero que “spread’s” entre 3,74% e 4% são elevados”.

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Conferência “Inovações para uma Economia Sustentável” em Águeda


A Câmara Municipal de Águeda organiza, no âmbito da Agenda 21 Local, nos dias 15 e 16 de Dezembro, a Conferência “Inovações para uma Economia Sustentável”, que terá lugar no auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda.
“Como podem as empresas ser economicamente viáveis, ambientalmente equilibradas e socialmente inclusivas?” é o tema central da conferência, que pretende promover “uma reflexão, entre todos os agentes empresariais, sobre as melhores opções para se conseguir a maximização de resultados sem colocar em perigo aspectos como o ambiente e bem-estar social da comunidade”.
“Numa altura de grave contexto económico, com fortes cortes no investimento público e limitações ao financiamento, como podem as empresas repensar as suas estratégias e que políticas de gestão podem ser desenhadas nesta nova realidade de mercado? E num concelho com um elevado número de empresas, capazes de criarem e incorporarem riqueza, com empresas inovadoras e com potencial de exportação e internacionalização, que potencial traz a economia ambiental e a responsabilidade social nas empresas?” Estes são alguns dos desafios que estarão em debate na conferência, avança a organização.
A conferência – que se destina a a empresas, empresários, empreendedores, entidades formadoras, consultadoria e auditoria, assim como fornecedoras de produtos e serviços, entre outras – acontece “num momento central para mobilizar decisores, empresários, investidores e empreendedores para a identificação de oportunidades de melhoria nas diversas etapas da gestão das empresas desta região”.

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Como as empresas podem fugir à crise?


Internacionalizar, inovar e competir. Serão estas as soluções para que as empresas da Bairrada possam escapar à crise financeira.
Na penúltima quinta-feira, Nogueira Leite, presidente da Comunidade Portuária de Aveiro, defendeu, durante o 2.º Fórum Empresarial da Região de Aveiro, promovido pela Associação Industrial do Distrito de Aveiro (AIDA), a importância das empresas inovarem, desenvolvendo, desta forma, vantagens competitivas. Recorde-se que o Fórum Empresarial, realizado no Centro Cultural de Ílhavo e que teve o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, pretendeu reunir o tecido empresarial e os agentes económicos da região, promovendo um espaço de debate alargado.

Inovação. Nogueira Leite, presidente da Comunidade Portuária de Aveiro e Administrador do Grupo Mello, defendeu que “inovação deve ser vista numa perspectiva de desenvolvimento no crescimento empresarial. A inovação é um aspecto essencial para desenvolver vantagens competitivas essenciais”.
Afirmou ainda que “a inovação vai ser uma aposta para as empresas que a souberem aproveitar.” “Não é um slogan”, advertiu, explicando que “a inovação é uma das armas mais eficazes na diferenciação. No entanto, o investimento em I&D ainda tem sido muito pouco”.
“A região de Aveiro é um exemplo paradigmático dos bons investimentos de empresas em investigação e desenvolvimento, como é o caso da indústria do calçado”, disse.

Estratégias. O ministro da Economia, Vieira da Silva, que presidiu ao Fórum, afirmou que tem visitado muitas empresas no distrito de Aveiro e que “estas têm uma enorme capacidade de ultrapassar as adversidades e de produzir resultados muito grandes”.
“Há empresas nesta região que conseguem fazer uma leitura adequada e fazer uma mudança de estratégia”, acrescentou, afirmando que “o distrito de Aveiro está na liderança dos fundos comunitários”. “Apenas no sector empresarial existem 600 projectos de investimentos (800 milhões de investimento, com incentivos superiores a 300 milhões) que representam 13% dos projectos aprovados no pais.” “Esta região constitui um factor de esperança e de estímulo para o crescimento da nossa economia. O próprio espírito associativo, empresarial, será, porventura, o principal factor de dinamismo”, acrescentou o governante, dando conta de que “no distrito de Aveiro foi conseguida uma das mais virtuosas articulações entre a vertente empresarial e a investigação”. “Uma ligação entre o sector económico e o sector universitário [Universidade de Aveiro]. Este será um caminho de sucesso”, reforçou.

Empreendedorismo. Valdemar Coutinho, presidente da direcção da AIDA, começou por recordar que “a região de Aveiro é, reconhecidamente, dinâmica e empreendedora, assumindo uma posição de relevo no que diz respeito ao desenvolvimento económico do país”.
“E não sou eu que o digo, são os dados económicos disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística. O distrito de Aveiro posiciona-se em 4.º lugar na lista de contribuintes de IRC (atrás de Lisboa, Porto e Setúbal), o que corresponde à soma do IRC dos distritos de Coimbra e Leiria, representando o PIB da região 5,6% do PIB nacional.”
O presidente da AIDA sublinhou ainda que “não podemos aceitar que as PME, que constituem 99% do tecido empresarial português, continuem a ser utilizadas como bandeira de discursos políticos demagógicos e inconsequentes”.

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Empresários discutem futuro empresarial de Águeda


A Câmara de Águeda promoveu, na segunda-feira, um jantar debate com cerca de cem empresários, investidores e empreendedores para discutir o futuro empresarial de Águeda.

Segundo Gil Nadais, presidente da Câmara Municipal de Águeda, “a autarquia aguedense tem vindo a realizar, nos últimos cinco anos, um forte investimento ao nível empresarial”. “São exemplos os Parques Empresariais de génese municipal (Casarão e Giesteira) que permitiram já captar grandes investimentos para o concelho (como é o caso do entreposto da Região Centro do LIDL & C.ª), ou iniciativas como o Lighting Living Lab, projecto que agrega um conjunto de empresas do concelho, centros de saber e a autarquia, na prossecução de soluções inovadoras de iluminação pública que tornem as empresas do concelho líderes de mercado.”

Após o jantar e antes do debate, seguiu-se a assinatura dos primeiros quatro contratos com representantes das empresas que se irão fixar nos parques empresariais. Foi ainda apresentado o programa Águeda Empreende, que é constituído por 11 acções, a executar ao longo de 9 meses, e pretende gerar condições para a criação de novas empresas no concelho, quer através da atracção de investimentos vindos de fora do município, quer através do fomento do empreendedorismo.

É objectivo “tornar competitivo o tecido empresarial do concelho, através da crescente introdução dos factores avançados de competitividade e inovação”, assim como “aproximar o mundo empresarial da universidade e do poder político numa lógica de “triple helix”, tornando o concelho de Águeda mais sustentável”, referiu Gil Nadais.

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Câmara aprova empréstimo de 750 mil


A Câmara Municipal de Oliveira do Bairro aprovou, por maioria, com os votos contra dos vereadores do CDS/PP e a abstenção do vereador do PS, o pedido de um empréstimo no valor de 750 mil euros, com uma maturidade superior a dez anos.

Segundo Mário João Oliveira, presidente da Câmara Municipal e Oliveira do Bairro, “com este empréstimo a autarquia fica ainda aquém do limite possível de endividamento, mas no tecto do possível com o PEC”.

O presidente diz que “apresentou este empréstimo como uma forma de acautelar necessidades previstas, o que não quer dizer que se venha a gastar todo o valor”, sublinhando que “ dois terços do empréstimo serão investidos na Casa da Cultura”. “A Casa da Cultura é um investimento oportuno, tendo em conta as oportunidades que se abriram com o financiamento do QREN a este tipo de equipamentos e as necessidades do concelho em matéria de espaço multifuncional e de promoção e dinamização cultural do concelho”, justifica.

Jorge Mendonça, vereador do CDS/PP, argumenta que votou contra, já que “em relação ao último empréstimo contraído pelo município, foram alteradas as condições aqui aprovadas sem que o executivo as tenha ratificado ou sequer tomado o respectivo conhecimento”.

Por isso, “e porque até à data o presidente da Câmara nada disse que pudesse justificar a desnecessidade de intervenção do executivo, receio que um dia destes a intervenção do executivo possa vir a ser entendida como desnecessária, e às tantas ainda vai por aí aparecer um parecer jurídico que refira a possibilidade de os empréstimos do município poderem ser contraídos por ajuste directo”.

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Pergunta da semana

Vai a algum festival de verão este ano?

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