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Professores da Mealhada dizem “não” à municipalização


Os professores do concelho da Mealhada querem ter uma palavra a dizer, no processo de municipalização da educação. Cerca de 80 docentes concentraram-se à porta da Câmara Municipal, ao fim da manhã de segunda-feira, dia 15 de junho, exigindo a suspensão do processo.
O ponto de discussão do tema constava da ordem de trabalhos da reunião de câmara dessa manhã, mas acabaria por ser retirado, porque, explicou o presidente da Câmara, Rui Marqueiro, “algumas pessoas pediram mais tempo para analisar”.
João Louceiro, docente do Agrupamento de Escolas da Mealhada mas a exercer neste momento funções de dirigente sindical, adiantou a JB que “houve uma discussão deste assunto com o Conselho Geral do Agrupamento de Escolas e o presidente da Câmara quis passar a ideia de que a leitura dos documentos naquela reunião manifestava a anuência do Conselho Geral”. “Mas”, acrescentou, “estas decisões implicam um debate e do próprio Conselho Geral tem de haver uma pronúncia formal sobre esta matéria”.
Quem já se pronunciou foram os próprios professores que, numa consulta em todo o país, entre 2 e 4 de junho, foram muito claros. “Com mais de 50 mil professores a participar, 97% expressaram o «não» à municipalização. Na Mealhada, votaram 83% do universo de 198 professores e, destes, 95% disseram não concordar com a municipalização da educação”, justificou João Louceiro.
Para o dirigente sindical, a questão não passa apenas pelo facto de “a tutela pedagógica e disciplinar ficar na mão dos municípios”. “Somos a favor da descentralização, de que se dê poder às escolas para tomar certas decisões, mas entendemos que há outras competências que devem continuar na mão do poder central. A educação não deve ser uma competição entre municípios”, frisou.
No entanto, segundo Rui Marqueiro, “80% do que está no contrato [de municipalização] já está ser cumprido pela Câmara Municipal. Daí que não consigo perceber o que isto tem a ver com os professores”, afirmou, no dia seguinte, à margem de uma conferência de imprensa no Buçaco (ver pág. 17). Explicou ainda que “a matriz do contrato foi feita de acordo com sugestões nossas e do Dr. Fernando Trindade, diretor do Agrupamento de Escolas”.
Relativamente à integração dos funcionários da Escola Secundária nos quadros de pessoal da autarquia, Rui Marqueiro clarificou que em momento algum foi dito que isso sucederia. “Passarão, durante quatro anos, a um quadro de mobilidade. Findo esse período, poderão regressar ao quadro do Estado.”
O edil mealhadense garantiu ainda que “nada é feito em segredo, pelo que o contrato já foi enviado a todos os partidos políticos e vai ser disponibilizado no site da Câmara para que todos possam ler”.

Oriana Pataco

Leia a reportagem completa na edição de 18 de junho de 2015 do JB

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Municipalização aprovada em Oliveira do Bairro


A descentralização de competências na área da educação e formação municipal no município de Oliveira do Bairro foi aprovada, por unanimidade, na última reunião de Câmara, realizada na passada quinta-feira.
Não foram dados pormenores sobre o contrato que, após aprovação da Assembleia Municipal, vai ser assinado entre o município de Oliveira do Bairro, Ministério da Educação e Ciência, e a presidência do Conselho de Ministros.
O presidente da Câmara Municipal, Mário João Oliveira, referiu que se trata de um assunto que “tem vindo a ser trabalhado há muitos meses”. “Obtivemos a unanimidade do Conselho Geral e do Conselho Municipal de Educação, apenas registámos uma abstenção”, referiu o autarca, sublinhando que, “estando mais próximos, conseguimos fazer no mínimo igual, mas potencialmente melhor do que à distância”.
O edil reforçou ainda que “se não tivéssemos assumido a responsabilidade da gestão do 1.º ciclo não sei se tínhamos feito a remodelação da Escola Acácio Azevedo”, mostrando-se esperançado que “esta negociação nos dê mais força em termos de intervenção na nossa escola secundária”.
Sobre a remodelação da Escola Acácio Azevedo, o edil acrescentou que estará concluída este mês.

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ANADIA: Alunos da ESA pelos caminhos da Curia


Os alunos do Curso Profissional de Turismo e Manutenção Industrial-Mecatrónica, da Escola Secundária de Anadia, numa caminhada de descoberta, deslocaram-se à Curia, no dia 29 de abril, para conhecerem os encantos deste destino turístico. Animados pelo bom tempo, conheceram a Associação da Rota da Bairrada, o Posto de Turismo, as Termas da Curia e desfrutaram da paisagem que envolve este destino turístico. Na bagagem levaram, mais uma vez, a máquina fotográfica e a vontade de partilhar conhecimentos e alegria.
Na semana anterior, a 24 de abril, os mesmos alunos tinham aprofundado os seus conhecimentos ao deslocarem-se à Fábrica da Ciência Viva em Aveiro, onde exploraram jogos educativos e programaram robôs com os desafios que lhe foram propostos.
A alegria e a boa disposição estiveram sempre presentes e a aprendizagem consolidada numa consciência profissional continua a ser relevante.

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Colégio Salesiano de Mogofores: “O centro da Educação é a confiança”


O padre Stefano Martoglio, Conselheiro Regional para a Região Mediterrânea da Congregação Salesiana, esteve de visita a Portugal. Depois de uma semana em Mogofores, fez-nos um balanço muito positivo destes dias passados em pleno coração da Bairrada, de onde leva a certeza de que o pequeno Colégio de Mogofores é um bom modelo da proximidade, da relação familiar que um estabelecimento de ensino deve manter com os alunos e as suas famílias.

Já conhecia o Colégio de Mogofores?
Não, não conhecia. É a minha primeira vez aqui.

Que impressão leva do Colégio?
É um colégio pequenino mas com um clima muito familiar. E isso é importante, pois confere-lhe uma grande capacidade de educação individualizada na escola, que dá muitos bons frutos, sobretudo junto de jovens mais difíceis ou com problemas.
O colégio tem um clima muito familiar, que vai ao encontro do sistema educativo salesiano, que se chama sistema preventivo. Noto que todos os leigos que trabalham nesta escola (professores, funcionários) têm essa capacidade de conseguir ter um modo de educação muito personalizado porque a casa é bastante pequena.
O espírito salesiano que esteve na génese e filosofia de D. Bosco existe aqui?
Sim. O espírito de família é claro, nota-se a presença do espírito salesiano e os professores, funcionários e irmãos estão muito perto dos jovens. Existe uma grande proximidade, o que é muito benéfico. Este é um bom modelo.

O concelho de Anadia tem dois colégios a que se juntam mais dois estabelecimentos de ensino públicos. Numa altura em que há cada vez menos crianças, menos alunos e redução de turmas, é possível a subsistência e convivência entre estes dois modelos?
Não sei responder especificamente a esta situação particular do vosso país. Mas as convenções com o Ministério da Educação são importantes. Sem essa ajuda do Estado, não poderiam funcionar muitos colégios.

Os colégios católicos têm futuro?
Sim. Porque desenvolvem um trabalho educativo não só com os jovens, mas com os pais e as famílias que devem ser ajudadas no caminho de formação dos jovens. Muitas escolas não têm possibilidade de levar a cabo esta missão, que é muito importante. Aqui, ajuda-se diretamente os jovens, mas indiretamente as suas famílias e estas têm muita necessidade de ajuda.
Como vê estes casos de violência extrema nas escolas, de agressão e de alunos que assassinam professores e colegas?
Estes casos são chocantes. Mas o trabalho do educador é de olhar antes, de prevenir. Prevenir é construir uma relação diferente que permite evitar estas situações. Todos os educadores, professores e funcionários, no pátio da escola, no recreio, devem ter uma palavra para com os jovens: “como vais?; como vão as coisas em casa?”, porque sabemos que os sentimentos vão-se acumulando no coração, o que pode ser muito perigoso, se forem de rancor e raiva. Depois, há um problema de economia de escala. Os alunos em escolas grandes, com todos os níveis de ensino, correm um grande risco de anonimato. E a educação não é um trabalho, é sim uma arte. É preciso saber ver, estar atento, saber ouvir e ter o contacto pessoal. O centro da Educação é a confiança.

O que diferencia os colégios de Portugal e da Europa das restantes casas que a congregação tem, por exemplo, nos países maioritariamente muçulmanos?
A Congregação Salesiana tem na Europa 650 escolas e centros de formação profissional. É uma holding educativa. Mas existe uma grande diferença em relação aos estados de maioria muçulmana. Aí temos um trabalho difícil. São estados que aceitam melhor a formação profissional. É por aí que se conseguem abrir portas, porque temos grande tradição em formação profissional e esta é importante para a economia desses estados.

Ainda vai estar uns dias em Portugal. Vai assistir aos XXII Jogos Nacionais Salesianos?
Sim, vou seguir para Manique e Estoril. Vou assistir aos 22.º Jogos Nacionais, uma tradição salesiana que existe só em Portugal. Um evento (30 de abril a 3 de maio) que envolve os colégios. Aqui é possível às escolas fazerem coisas juntas, que lhes dá uma identidade nacional que noutras nações não é possível. Isso é muito positivo e salutar.

Acompanhar todos os que trabalham no terreno

A Congregação Salesiana tem 15 mil irmãos salesianos. O padre Stefano Martoglio tem 49 anos e é o conselheiro regional que promove uma ligação mais direta entre as províncias e o Reitor-Mor (Superior Geral) e seu Conselho.
Cuida dos interesses das províncias que lhe são confiadas. A ele cabe transmitir ao Conselho Geral as condições que vai acompanhando no terreno. É o responsável para a região mediterrânea que abrange 3300 irmãos salesianos e cerca de 400 obras espalhadas por Portugal, Espanha, Itália e por países do Médio Oriente onde a congregação tem casas (Turquia, Irão, Líbano, Israel, Palestina, Egipto e Síria) e ainda onde existem comunidades ligadas à província da região mediterrânea, como são os casos da Tunísia, Albânia, Kosovo, Roménia, Moldávia, e no norte da Europa, Lituânia.
O P. Stefano Martoglio é responsável ainda pelos cerca de 15 mil leigos que trabalham nas obras salesianas nos países acima referidos, seja em escolas, centros de formação profissional, obras de acolhimento, obras para jovens pobres ou nas paróquias.
Por isso, parte do ano é passado em viagem. Em Itália permanece apenas quatro meses (dezembro e janeiro e em junho e julho). Nos restantes meses circula pelas províncias, visita e acompanha a vida nas comunidades, junto dos irmãos salesianos, dos leigos e colaboradores. Uma vida passada junto da família salesiana, acompanhando o clima salesiano e encorajando os que estão no terreno.

Catarina Cerca

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“Ser feliz na escola” junta comunidade educativa a 18 de abril


Com o enfoque no aluno e nas condições que a escola pode dar-lhe para que se sinta feliz enquanto estudante, a Câmara da Mealhada vai levar a efeito, no próximo dia 18, no Cineteatro Municipal Messias, a sexta edição do “Encontro com a Educação”, optando pela tónica “Ser Feliz na Escola” num fórum que pretende promover o debate e a partilha de ideias, experiências e boas práticas entre os diversos intervenientes no processo educativo, sobre os mais variados temas relacionados com a educação.
A felicidade e a motivação dos alunos na escola, a importância de se trabalhar a autoestima e a resiliência, a valorização da inteligência emocional são temas que estarão em destaque, pela mãos de inúmeras personalidades ligadas ao tema, entre as quais David Justino, presidente do Conselho Nacional de Educação, responsável pela conferência de abertura. Depois, este primeiro orador, juntamente com Lucília Salgado, presidente do Conselho Pedagógico da Escola Superior de Educação de Coimbra e Manuela Grazina, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, participam numa mesa redonda.
À tarde, na escola profissional, acontecerão vários workshops sobre a temática central.

Alunos mais felizes em época de pouca felicidade para docentes

Para a Câmara da Mealhada, que vai promovendo esta iniciativa nos últimos anos, “a Educação é crucial para o crescimento da nossa sociedade, por defender que a sua melhoria é uma missão, por acreditar que também o poder local pode dar o seu contributo, ao proporcionar a partilha de ideias e saberes, de boas práticas e políticas de sucesso”, diz Rui Marqueiro, presidente da Câmara, lembrando que “este fórum foi criado para levar o ator social e educativo a refletir sobre o que fazer para melhorar a educação”.

Para o vereador da educação, Guilherme Duarte, este encontro é “importante na atualidade da educação, cabendo às autarquias também contribuir para criar condições para que os alunos sejam felizes nas escolas”.

As inscrições para este 6.º Encontro com a Educação já estão a decorrer e podem ser feitas para o e-mail educacao@cm-mealhada.pt.

João Paulo Teles

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Anadia recebe fase municipal de concurso de leitura para crianças e jovens


É já no próximo dia 10 de abril, pelas 21h, que sobem ao palco do Cineteatro de Anadia os alunos apurados para a Fase Municipal de Anadia do Concurso Intermunicipal de Leitura (CIL).
Com organização da Câmara Municipal de Anadia, esta será a fase intermédia da segunda edição de um concurso que nasceu no âmbito do trabalho colaborativo desenvolvido pela Rede de Bibliotecas da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA). Nele participam alunos do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e também do Ensino Secundário dos estabelecimentos das redes pública e privada dos 11 municípios que integram esta comunidade intermunicipal.
Na Fase de Escolas de Anadia, ou seja, a primeira etapa do concurso, participaram alunos do Agrupamento de Escolas de Anadia, do Colégio de Nossa Senhora da Assunção (Famalicão) e dos Salesianos de São João Bosco (Mogofores), tendo sido apurados aqueles que vão agora prestar provas na Fase Municipal. Nesta etapa intermédia do CIL, o júri irá selecionar os alunos que irão representar as escolas do concelho de Anadia na Fase Intermunicipal, que terá lugar a 30 de maio, em Ílhavo.

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Anadia: Deputados do PSD visitam obras da Escola Básica e Secundária


 A Escola Básica e Secundária da Anadia deverá estar concluída antes do início do próximo ano letivo. Isso mesmo puderam constatar deputados do PSD/Aveiro, que esta segunda-feira visitaram as obras em curso no estabelecimento de ensino dos os 2º e 3ª ciclos e do secundário.

A obra, da responsabilidade da Parque Escolar, é uma das cinco do género em curso no distrito de Aveiro, sendo esta uma construção de raiz. A intervenção deste governo resultou que em todas elas houve uma redução de custos ente 5 a 10 por cento, o que resultou, no caso da Anadia, numa poupança de cerca de um milhão de euros.

O estabelecimento de ensino de Anadia terá uma capacidade prevista pata 76 turmas, totalizando 1.725 alunos, estando implantada num terreno com mais de 46.600 metros quadrados. A empreitada custará 15,4 milhões de euros, contra os 16,2 inicialmente previstos.

Os deputados do PSD eleitos por Aveiro – acompanhados por dirigentes da secção de Anadia do partido – ouviram dos responsáveis pela obra que os objetivos seriam cumpridos, sendo que a escola deverá estar pronta antes do início do novo ano letivo. Amadeu Albergaria, que integra a Comissão de Educação da Assembleia da República, questionou se a poupança registada resultaria numa menor qualidade dos materiais, o que foi negado.

Já em janeiro de 2014 os parlamentares social democratas haviam visitado a escola atualmente em funcionamento, para aferir das precárias condições. Da visita saiu a promessa de insistência junto do Governo “para a enorme necessidade da finalização da nova escola, admitindo que as condições das instalações não são as melhores”.

Em março desse ano, respondendo a interpelação do deputado Paulo Cavaleiro na Comissão de Educação, Ciência e Cultura, o secretário de Estado Ensino e Administração Escolar, João Casanova, garantiu que a construção da Escola Secundária de Anadia seria retomada no verão, o que veio a confirmar-se. As obras estão, agora, numa fase adiantada, prevendo-se a abertura no próximo ano letivo.

 

 

 

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Anadia: Presidente da República inaugura Centro Escolar de Sangalhos


O Presidente da República preside, no próximo dia 18, à  inauguração do Centro Escolar de Sangalhos. Aníbal Cavaco Silva irá ainda visitar o Centro de Alto Rendimento (CAR) – Velódromo Nacional de Sangalhos. O novo Centro Escolar, orçado em mais de dois milhões de euros, entra em funcionamento no dia 19 (após interrupção para as mini férias do Carnaval) e vai receber cerca de 150 alunos (Jardim de Infância e 1.º CEB), provenientes das escolas da Fogueira, Cruzeiro e Pista.
Cavaco Silva vai  ainda visitar, pela primeira vez, o Velódromo Nacional (onde será descerrada uma placa alusiva à sua visita). Um equipamento a visitar pelas boas referências e boas prestações alcançadas nesta infraestrutura por atletas nacionais em várias modalidades (Ciclismo, Esgrima, Judo, Ginástica, Trampolins e Desportos Acrobáticos).
Ao JB, a presidente da autarquia anadiense, Teresa Cardoso, avançou que as federações residentes no CAR foram igualmente convidadas e vão estar presentes com um conjunto de atletas que irão fazer demonstrações das várias modalidades.
Teresa Cardoso diz ser “uma honra receber a mais alta figura do Estado em Anadia para a inauguração de um Centro Escolar de excelência”, não deixando de destacar o facto do Presidente da República se ter disponibilizado para visitar o CAR “infraestrutura de referência que permite a muitos atletas alcançar excelentes resultados e representar o país ao mais alto nível”.
A última vez que Cavaco Silva esteve em Anadia foi aquando da inauguração do cineteatro de Anadia.

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Sangalhos: Única aluna do 4.º ano coloca Escola da Fogueira no top (público) do ranking


A Escola Básica do 1.º Ciclo da Fogueira, atualmente designada por Sangalhos D, alcançou o melhor lugar – das escolas públicas – no ranking nacional relativo aos exames do 4.º ano (Português e Matémática), no ano letivo 2013/2014.
No ranking geral do 1.º CEB agora conhecido, esta pequena escola surge em 3.º lugar. À sua frente estão apenas dois estabelecimentos de ensino privados, um de Lisboa e outro de Coimbra.
O insólito do caso prende-se com o facto de ter sido apenas uma aluna a realizar exames do 4.º ano naquela escola.
A pequena Matilde Marinho, de 9 anos, conseguiu esta proeza para a escola ao obter no exame de Português 90% (nível 5) e 87% (nível 4) a Matemática. O somatório dos dois exames atribui à escola uma média de 88,5%, catapultando-a para o 3.º lugar no ranking nacional, sendo a 1.ª das escolas públicas.

Professora orgulhosa. A professora Lúcia Silva dá aulas nesta pequena escola de aldeia vai para uns 15 anos e, com 33 anos de profissão, não poderia estar mais orgulhosa de uma aluna. “A Matilde é, desde o 1.º ano, uma menina muito atenta, aplicada, muito responsável”, recorda. Por isso, sempre acreditou nas suas capacidades e no facto dela conseguir tirar boas notas nos exames, embora os fatores nervosismo, ansiedade e medo, por vezes sejam verdadeiras “ratoeiras”, bloqueando os melhores alunos, tanto mais que foi a única aluna desta escola a ter de se deslocar para um Centro Escolar vizinho onde fez os exames, num ambiente que lhe era completamente desconhecido.
Habituada a trabalhar com grupos pequenos, no ano transato, a sala da professora Lúcia tinha um total de nove alunos (um aluno do 1.º ano, um do 2.º, seis do 3.º e uma aluna no 4.º ano).
Este ano, o panorama é semelhante. São sete alunos, mas distribuídos por apenas dois anos (2.º e 4.º ano).
Embora reconheça que estas turmas pequenas lhe têm permitido tirar notas muito jeitosas nos exames, sabe, melhor do que ninguém, que não é fácil estar numa escola agora de lugar único, com os quatro graus de ensino.
Como explicou a JB, “não é fácil planificar aulas diárias para diferentes graus de ensino, fazer fichas de trabalho, sumários, tudo diferente, consoante os anos”. E, depois, dentro de cada ano, avança existirem também alunos ou grupo de alunos que estão mais avançados ou mais atrasados. “Acabo por não estar a dar trabalho a dois anos mas a mais, consoante o estado de evolução/aprendizagem de cada criança”, admite a docente.
Recorda com saudade o tempo em que havia mais crianças, mais docentes. Hoje, são cada vez menos as crianças nesta escola condenada ao encerramento (talvez ainda este ano), quando abrir o novo Centro Escolar de Sangalhos. Uma situação que admite ter-se agravado com o encerramento do Jardim de Infância, localizado paredes meias com a Escola.

Sonha com a área da Saúde. Matilde Marinho é hoje aluna do 5.º ano na EB 2/3 Dr. Acácio de Azevedo, em Oliveira do Bairro. Aluna empenhada e trabalhadora, continua a tirar boas notas, apesar da mudança que se sabe ser enorme quando um aluno passa da primária para o segundo ciclo.
A Matemática e o Português continuam a ser matérias muito queridas para esta aluna e, recordando os dias em que fez os exames, diz que, apesar de terem corrido bem, não esperava tanto.
“Achei que podia ter boas notas, mas estava nervosa pois não conhecia ninguém na escola onde fiz os exames” e sublinha que as notas que alcançou mostram que, “embora estas pequenas escolas de aldeia sejam desvalorizadas, não lhes sendo dada grande importância, agora são obrigadas a reconhecer que basta uma pessoa para mudar tudo”. Foi o seu caso. Para os pais, Maria do Céu Marinho e Ramiro Marinho, esta foi uma muito agradável surpresa, motivo do maior orgulho.
Hoje, a Matilde diz estar completamente integrada no 2.º ciclo, ter muitos amigos e gostar muito da nova escola.
Catarina Cerca

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Mealhada: EPVL em Nápoles


De 26 de outubro a 1 de novembro, uma delegação da Escola Profissional Vasconcellos Lebre da Mealhada (EPVL), composta pelo responsável pelos Projetos Europeus, Joaquim Lopes, a Diretora Pedagógica, Manuela Alves, a aluna Adriana Fernandes, do Curso de Informática de Gestão do 3.º ano, e a aluna Marta Leal, do Curso de Restauração variante Cozinha/Pastelaria do 3.º ano, deslocaram-se ao Istituto d’ Istruzione Superiore C. Levi, em Nápoles, em Itália, onde decorreu o 5.º encontro de trabalho do Projeto Europeu “A Rainbow of Cultures” (“Um arco-íris de culturas”), projeto multicultural no âmbito do Programa Europeu Comenius. Com este encontro deu-se início ao segundo e último ano do projeto.
Como atividade principal, cada Escola apresentou um pequeno vídeo sobre festivais e celebrações do seu país e distribui um panfleto com informação mais completa e detalhada dessas celebrações.
Como estes encontros servem também para fomentar a interculturalidade, foram realizadas visitas aos principais monumentos da região e locais turísticos.
O encontro decorreu com um grande espírito de grupo e foi bastante positivo e proveitoso.

Chefe Cozinheiro do Ano 2014 realizou workshop com alunos

A EPVL convidou, no dia 30 de outubro, para a realização de um workshop, Tony Salgado, Chefe da Pousada de Cascais, vencedor da terceira etapa regional do concurso Chefe Cozinheiro do Ano 2014 (CCA 2014).
Foi um momento bastante motivador para os alunos do 3.º ano do Curso de Restauração – variante Cozinha Pastelaria. Tony Salgado realizou para os alunos da EPVL, num período semelhante ao que estes terão para confecionar a ementa da Prova de Aptidão Profissional, uma entrada, um prato principal e uma sobremesa. Sendo um Chefe natural da região, escolheu usar o que lembra a Beira Litoral e a Bairrada.
O empratamento, a arte de apresentar no prato com toda a técnica mais recente, foi o que cativou a atenção de todos os alunos, motivando-os a colocarem questões e a aproveitarem as sugestões do chefe para adicionarem ideias às ementas.
A EPVL continuará com mais um ciclo de workshops durante este ano letivo.

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