Recortes.pt Leia no Recortes.pt

Tag Archive | "educação"

Anadia: Câmara Municipal cede instalações à EB e Secundária para a prática de Educação Física


A nova Escola Básica e Secundária de Anadia vai poder utilizar equipamentos do complexo desportivo municipal para as aulas de Educação Física, durante este ano letivo.
Aberto em setembro último, este equipamento escolar, orçado em mais de 15 milhões de euros, afinal tem falta de instalações para a prática de educação física, em dias de chuva.
Segundo revelou Teresa Cardoso, em dias de chuva, das sete turmas com Educação Física em simultâneo, existe apenas equipamento coberto (um pavilhão e um ginásio) para que quatro possam praticar desporto, correndo o risco de três turmas ficarem sem aulas.
Na última reunião de executivo, a edil Teresa Cardoso avançou que, após várias reuniões, aquela escola vai poder usar as piscinas municipais (duas vezes por semana, para os alunos do ensino secundário), campo sintético de 7 e os courts de ténis para a generalidade das turmas.
Com uma utilização mais restrita fica o campo sintético de 11 e o pavilhão dos desportos, que só será aberto para situações pontuais, tipo uma festa desportiva que envolva toda a escola.
“Depois de instalados, os professores de educação física insistiram num complemento à prática de educação física nas nossas instalações”, disse, avançando que se “criou a ideia de que iriam usufruir na íntegra de todas as instalações desportivas no complexo desportivo”, explicando também que “inicialmente essa situação esteve na base da discussão aquando da construção da escola com a Parque Escolar mas, até hoje, nada foi protocolado ou assinado e aquando das negociações o ex-edil Litério Marques sempre insistiu para que a escola tivesse autonomia nos seus espaços desportivos”.
Certo é que a Escola Básica e Secundária não pode utilizar todas as infraestruturas a seu belo prazer, logo “tem de haver equilíbrio e bom senso”, avançou a edil, destacando que a “câmara municipal terá custos acrescidos com a manutenção e desgaste dos vários equipamentos, assim como a afetação de mais recursos humanos para aqueles espaços”.
Na ocasião, a vereadora do PSD Lígia Seabra entendeu que o acordado com a escola poderia ir mais longe porque a proposta da câmara fica “aquém das necessidades da escola para a prática de educação física”.

Catarina Cerca

Posted in Anadia, Por Terras da BairradaComments (0)

Mealhada Municipalização da educação e pastilhas para a azia


A questão da descentralização de competências para a educação na Mealhada ainda deu que falar na última sessão da assembleia municipal, no passado dia 30, com o presidente da Câmara e o deputado da CDU João Louceiro a trocar “mimos” sobre o tão propalado processo.
No centro da questão esteve o chumbo do tribunal à providência cautelar que o Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) interpôs para travar a chamada municipalização na área da educação.
João Louceiro, que também é delegado sindical daquela estrutura, questionou o executivo sobre as implicações ou não deste novo modelo de gestão no arranque do ano letivo, entre outras perguntas, levando o presidente da Câmara na resposta a considerar que aquele deputado tem “um ódio visceral ao acordo que a Câmara fez com o Governo na educação, devia era comprar uma caixa de pastilhas Rennie porque os tribunais já decidiram sobre a providência cautelar e o acórdão foi demolidor para o sindicato”.
O vice-presidente da Câmara, Guilherme Duarte, entrou na conversa para deixar a nota que nesta matéria a autarquia reuniu com o Agrupamento de Escolas e dali saiu a conclusão que na Mealhada, como em todo o país “o problema não é a falta de professores, mas sim a falta de alunos”.
Depois, João Louceiro respondeu a Rui Marqueiro: “Espero um dia ter pastilhas para partilhar com o senhor presidente, pois caiu a providência cautelar mas ainda está para a vir a ação, a luta não fica por aqui”.
JPT

Posted in Mealhada, Por Terras da BairradaComments (0)

Executivo de Anadia aumenta de 10 para 25 as bolsas ao ensino superior


São 25 as bolsas de estudo ao ensino superior que a Câmara Municipal de Anadia vai disponibilizar no novo ano letivo que agora começa. Depois de no ano anterior ter disponibilizado 10 bolsas de estudo, este ano o executivo de Teresa Cardoso aumentou para 25 as bolsas a atribuir.
Agora, decorre até ao próximo dia 30 de outubro, o prazo de candidatura às 25 bolsas de estudo.
Na última reunião de executivo esta proposta foi aprovada por unanimidade, ainda que os vereadores do PSD tenham tecido algumas críticas.
Segundo a edil, atendendo às dificuldades económicas que afetam alguns agregados familiares e que podem constituir obstáculos ao prosseguimento de estudos, a atribuição de bolsas de estudo a alunos do ensino superior destina-se a colaborar ou proporcionar o acesso e a frequência do ensino superior a jovens residentes no concelho cujas possibilidades financeiras sejam insuficientes. Por outro lado, o apoio poderá constituir um incentivo à frequência e concretização do percurso universitário de alguns jovens do concelho.
Para o PSD a medida é desgarrada e desligada de uma estratégia global de juventude. No total, são 25 mil euros (a cada bolsa correspondem mil euros) que os vereadores do PSD, José Manuel Ribeiro e Lígia Seabra, não deixam criticar, já que defendem a realização de um estudo para justificar os objetivos e público-alvo. Por isso, consideram a medida “desgarrada e desligada de uma estratégia global de juventude, pois não existe um Plano Municipal de Juventude”.
Os vereadores sociais-democratas dizem que “não deixa de ser caricato que o Conselho Municipal de Juventude, recentemente instalado, nem sequer tenha sido ouvido sobre esta matéria”, e que atendendo ao período de dificuldades que as famílias atravessam, o número de bolsas proposto “fica muito aquém de vir a colmatar as situações dos agregados familiares que, certamente continuam a necessitar de ajuda”.
A terminar, ambos concluem que “a maioria continua a não apostar no verdadeiro apoio à juventude, privilegiando gastos em festas”, assim como o executivo deveria estar centrado no melhor retorno desta ajuda, ou seja, “terem estes jovens (como outros) oportunidades de trabalho no concelho”.
“Se nada se fizer, estes jovens que iremos apoiar, quando terminarem os seus cursos, vão estar a trabalhar para outros concelhos, os que têm desenvolvimento económico, eventualmente alguns concelhos vizinhos.
No ano passado, candidataram-se a esta ajuda 48 jovens do concelho.
Catarina Cerca
catarina.i.cerca@jb.

Posted in Anadia, Por Terras da BairradaComments (0)

VITI: Limitação de espaço é a maior dor de cabeça num tipo de ensino cada vez mais procurado


Entrevista a Adriano Aires, diretor da Escola Profissional de Anadia, a propósito do início do novo ano letivo.

Qual o projeto educativo da VITI para 2015/16?
O nosso projeto educativo assenta num aspeto fundamental: encontrar a sustentabilidade para os jovens – no aspeto económico, social, humano e de cidadania – numa articulação perfeita com a sociedade e com o tecido económico. O aluno está no centro das nossas atenções.

O ensino profissional é hoje mais procurado pelos alunos, deixando de ser visto como um tipo de ensino menos exigente, um ensino menor?
O ensino profissional já não é um ensino estigmatizado. Hoje, um aluno com um curso profissional tem mais empregabilidade do que um licenciado. Há mais desemprego ao nível da formação superior do que da formação intermédia.
Este ensino tem apenas 24 anos e tem crescido, em termos de infraestruturas, equipamentos e qualidade.
Por outro lado, sabemos que há muitos alunos que procuram este ensino em busca do subsídio. Só quem está no sistema se apercebe da miséria social. Às vezes o dinheiro que o aluno recebe do subsídio vai servir para pagar a água, a luz e o gás da casa. Falamos de cerca de 90 euros por mês.

Como qualifica este ensino?
É uma das peças importantes da construção da sociedade. Por outro lado, são normalmente estruturas pequenas onde os problemas são mais individualizados, os casos podem ser melhor acompanhados. É possível fazer planos individuais de trabalho.

Quantos alunos terá a VITI no novo ano que agora começa? Distribuídos por quantas turmas?
Vamos arrancar com 340 alunos, distribuídos por 13 turmas.

Qual o curso mais procurado?
Os cursos ligados à restauração são os mais procurados, quer por alunos quer pelo tecido empresarial.

Qual o curso com menos adesão e quais as razões?
O curso de Viticultura e Enologia é o menos procurado: por ser da área agrícola; por ser um curso em que a formação em contexto de trabalho é feita na produção; por ser muito difícil – química, física, química analítica, matemática, biologia, apesar de ser o curso com maior abrangência para prossecução de estudos.

Há mercado de trabalho para os formandos que acabam os cursos? Qual a vossa taxa de empregabilidade?
A nossa taxa de empregabilidade está no ranking mais elevado do país. No final da formação, cerca de 50% dos nossos alunos têm emprego. Depois, 25% seguem para o ensino superior.
Que avaliação faz do corpo docente da escola?
É um corpo docente jovem, com 25 docentes, motivado e estável. Somos muito conservadores ao nível dos cursos e das pessoas. Cada vez somos mais procurados por professores com elevadas graduações.

Qual é o ponto fraco e o forte da VITI?
O fraco, claramente a falta de espaço para instalações. Era espectável que pudéssemos crescer e não podemos por falta de espaço. É público que fizemos diligências no sentido de virmos a ocupar o Ciclo, que vai ficar desocupado.
Os pontos fortes são a relação do professor com o aluno e com os pais do aluno e a relação com a sociedade.
Catarina Cerca

Posted in Anadia, Por Terras da BairradaComments (0)

Mealhada: Assembleia insiste na municipalização da educação


A Câmara da Mealhada quer travar a providência cautelar que o Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) interpôs na justiça relativa à celebração do contrato interadministrativo para a chamada municipalização na área da educação. Depois de ter aprovado o avanço de uma resolução fundamentada em sede do executivo, a autarquia viu a mesma ser ratificada na sessão extraordinária da assembleia municipal, na segunda-feira, dia 10 de agosto.
A Câmara vai avançar com esta peça jurídica para suspender os efeitos da providência cautelar interposta pelo SPRC, no mês passado, relativa ao contrato que delega do Estado para a autarquia competências relativas à educação. O assunto foi ratificado naquela última sessão da assembleia municipal, com a maioria dos deputados a viabilizar a proposta, apesar dos votos contra dos dois elementos da CDU e de Paula Pinto, da Coligação Juntos pelo Concelho da Mealhada.
Naquela sessão, acompanhado por Susana de Jesus, do departamento jurídico da autarquia, o presidente da Câmara, Rui Marqueiro, explicou aos presentes os efeitos desta “deliberação absolutamente necessária para suspender a eficácia da providência cautelar”, destacando que este “é o único mecanismo legal para travar aquela situação e para que o novo ano escolar possa começar com normalidade e estabilidade necessárias”.

João Paulo Teles

Leia a notícia completa na edição de 13 de agosto do Jornal da Bairrada

 

Posted in Destaque, Mealhada, Por Terras da BairradaComments (0)

Professores da Mealhada dizem “não” à municipalização


Os professores do concelho da Mealhada querem ter uma palavra a dizer, no processo de municipalização da educação. Cerca de 80 docentes concentraram-se à porta da Câmara Municipal, ao fim da manhã de segunda-feira, dia 15 de junho, exigindo a suspensão do processo.
O ponto de discussão do tema constava da ordem de trabalhos da reunião de câmara dessa manhã, mas acabaria por ser retirado, porque, explicou o presidente da Câmara, Rui Marqueiro, “algumas pessoas pediram mais tempo para analisar”.
João Louceiro, docente do Agrupamento de Escolas da Mealhada mas a exercer neste momento funções de dirigente sindical, adiantou a JB que “houve uma discussão deste assunto com o Conselho Geral do Agrupamento de Escolas e o presidente da Câmara quis passar a ideia de que a leitura dos documentos naquela reunião manifestava a anuência do Conselho Geral”. “Mas”, acrescentou, “estas decisões implicam um debate e do próprio Conselho Geral tem de haver uma pronúncia formal sobre esta matéria”.
Quem já se pronunciou foram os próprios professores que, numa consulta em todo o país, entre 2 e 4 de junho, foram muito claros. “Com mais de 50 mil professores a participar, 97% expressaram o «não» à municipalização. Na Mealhada, votaram 83% do universo de 198 professores e, destes, 95% disseram não concordar com a municipalização da educação”, justificou João Louceiro.
Para o dirigente sindical, a questão não passa apenas pelo facto de “a tutela pedagógica e disciplinar ficar na mão dos municípios”. “Somos a favor da descentralização, de que se dê poder às escolas para tomar certas decisões, mas entendemos que há outras competências que devem continuar na mão do poder central. A educação não deve ser uma competição entre municípios”, frisou.
No entanto, segundo Rui Marqueiro, “80% do que está no contrato [de municipalização] já está ser cumprido pela Câmara Municipal. Daí que não consigo perceber o que isto tem a ver com os professores”, afirmou, no dia seguinte, à margem de uma conferência de imprensa no Buçaco (ver pág. 17). Explicou ainda que “a matriz do contrato foi feita de acordo com sugestões nossas e do Dr. Fernando Trindade, diretor do Agrupamento de Escolas”.
Relativamente à integração dos funcionários da Escola Secundária nos quadros de pessoal da autarquia, Rui Marqueiro clarificou que em momento algum foi dito que isso sucederia. “Passarão, durante quatro anos, a um quadro de mobilidade. Findo esse período, poderão regressar ao quadro do Estado.”
O edil mealhadense garantiu ainda que “nada é feito em segredo, pelo que o contrato já foi enviado a todos os partidos políticos e vai ser disponibilizado no site da Câmara para que todos possam ler”.

Oriana Pataco

Leia a reportagem completa na edição de 18 de junho de 2015 do JB

Posted in Destaque, Mealhada, Por Terras da BairradaComments (0)

Municipalização aprovada em Oliveira do Bairro


A descentralização de competências na área da educação e formação municipal no município de Oliveira do Bairro foi aprovada, por unanimidade, na última reunião de Câmara, realizada na passada quinta-feira.
Não foram dados pormenores sobre o contrato que, após aprovação da Assembleia Municipal, vai ser assinado entre o município de Oliveira do Bairro, Ministério da Educação e Ciência, e a presidência do Conselho de Ministros.
O presidente da Câmara Municipal, Mário João Oliveira, referiu que se trata de um assunto que “tem vindo a ser trabalhado há muitos meses”. “Obtivemos a unanimidade do Conselho Geral e do Conselho Municipal de Educação, apenas registámos uma abstenção”, referiu o autarca, sublinhando que, “estando mais próximos, conseguimos fazer no mínimo igual, mas potencialmente melhor do que à distância”.
O edil reforçou ainda que “se não tivéssemos assumido a responsabilidade da gestão do 1.º ciclo não sei se tínhamos feito a remodelação da Escola Acácio Azevedo”, mostrando-se esperançado que “esta negociação nos dê mais força em termos de intervenção na nossa escola secundária”.
Sobre a remodelação da Escola Acácio Azevedo, o edil acrescentou que estará concluída este mês.

Posted in Destaque, Oliveira do Bairro, Por Terras da BairradaComments (0)

ANADIA: Alunos da ESA pelos caminhos da Curia


Os alunos do Curso Profissional de Turismo e Manutenção Industrial-Mecatrónica, da Escola Secundária de Anadia, numa caminhada de descoberta, deslocaram-se à Curia, no dia 29 de abril, para conhecerem os encantos deste destino turístico. Animados pelo bom tempo, conheceram a Associação da Rota da Bairrada, o Posto de Turismo, as Termas da Curia e desfrutaram da paisagem que envolve este destino turístico. Na bagagem levaram, mais uma vez, a máquina fotográfica e a vontade de partilhar conhecimentos e alegria.
Na semana anterior, a 24 de abril, os mesmos alunos tinham aprofundado os seus conhecimentos ao deslocarem-se à Fábrica da Ciência Viva em Aveiro, onde exploraram jogos educativos e programaram robôs com os desafios que lhe foram propostos.
A alegria e a boa disposição estiveram sempre presentes e a aprendizagem consolidada numa consciência profissional continua a ser relevante.

Posted in Anadia, Por Terras da BairradaComments (0)

Colégio Salesiano de Mogofores: “O centro da Educação é a confiança”


O padre Stefano Martoglio, Conselheiro Regional para a Região Mediterrânea da Congregação Salesiana, esteve de visita a Portugal. Depois de uma semana em Mogofores, fez-nos um balanço muito positivo destes dias passados em pleno coração da Bairrada, de onde leva a certeza de que o pequeno Colégio de Mogofores é um bom modelo da proximidade, da relação familiar que um estabelecimento de ensino deve manter com os alunos e as suas famílias.

Já conhecia o Colégio de Mogofores?
Não, não conhecia. É a minha primeira vez aqui.

Que impressão leva do Colégio?
É um colégio pequenino mas com um clima muito familiar. E isso é importante, pois confere-lhe uma grande capacidade de educação individualizada na escola, que dá muitos bons frutos, sobretudo junto de jovens mais difíceis ou com problemas.
O colégio tem um clima muito familiar, que vai ao encontro do sistema educativo salesiano, que se chama sistema preventivo. Noto que todos os leigos que trabalham nesta escola (professores, funcionários) têm essa capacidade de conseguir ter um modo de educação muito personalizado porque a casa é bastante pequena.
O espírito salesiano que esteve na génese e filosofia de D. Bosco existe aqui?
Sim. O espírito de família é claro, nota-se a presença do espírito salesiano e os professores, funcionários e irmãos estão muito perto dos jovens. Existe uma grande proximidade, o que é muito benéfico. Este é um bom modelo.

O concelho de Anadia tem dois colégios a que se juntam mais dois estabelecimentos de ensino públicos. Numa altura em que há cada vez menos crianças, menos alunos e redução de turmas, é possível a subsistência e convivência entre estes dois modelos?
Não sei responder especificamente a esta situação particular do vosso país. Mas as convenções com o Ministério da Educação são importantes. Sem essa ajuda do Estado, não poderiam funcionar muitos colégios.

Os colégios católicos têm futuro?
Sim. Porque desenvolvem um trabalho educativo não só com os jovens, mas com os pais e as famílias que devem ser ajudadas no caminho de formação dos jovens. Muitas escolas não têm possibilidade de levar a cabo esta missão, que é muito importante. Aqui, ajuda-se diretamente os jovens, mas indiretamente as suas famílias e estas têm muita necessidade de ajuda.
Como vê estes casos de violência extrema nas escolas, de agressão e de alunos que assassinam professores e colegas?
Estes casos são chocantes. Mas o trabalho do educador é de olhar antes, de prevenir. Prevenir é construir uma relação diferente que permite evitar estas situações. Todos os educadores, professores e funcionários, no pátio da escola, no recreio, devem ter uma palavra para com os jovens: “como vais?; como vão as coisas em casa?”, porque sabemos que os sentimentos vão-se acumulando no coração, o que pode ser muito perigoso, se forem de rancor e raiva. Depois, há um problema de economia de escala. Os alunos em escolas grandes, com todos os níveis de ensino, correm um grande risco de anonimato. E a educação não é um trabalho, é sim uma arte. É preciso saber ver, estar atento, saber ouvir e ter o contacto pessoal. O centro da Educação é a confiança.

O que diferencia os colégios de Portugal e da Europa das restantes casas que a congregação tem, por exemplo, nos países maioritariamente muçulmanos?
A Congregação Salesiana tem na Europa 650 escolas e centros de formação profissional. É uma holding educativa. Mas existe uma grande diferença em relação aos estados de maioria muçulmana. Aí temos um trabalho difícil. São estados que aceitam melhor a formação profissional. É por aí que se conseguem abrir portas, porque temos grande tradição em formação profissional e esta é importante para a economia desses estados.

Ainda vai estar uns dias em Portugal. Vai assistir aos XXII Jogos Nacionais Salesianos?
Sim, vou seguir para Manique e Estoril. Vou assistir aos 22.º Jogos Nacionais, uma tradição salesiana que existe só em Portugal. Um evento (30 de abril a 3 de maio) que envolve os colégios. Aqui é possível às escolas fazerem coisas juntas, que lhes dá uma identidade nacional que noutras nações não é possível. Isso é muito positivo e salutar.

Acompanhar todos os que trabalham no terreno

A Congregação Salesiana tem 15 mil irmãos salesianos. O padre Stefano Martoglio tem 49 anos e é o conselheiro regional que promove uma ligação mais direta entre as províncias e o Reitor-Mor (Superior Geral) e seu Conselho.
Cuida dos interesses das províncias que lhe são confiadas. A ele cabe transmitir ao Conselho Geral as condições que vai acompanhando no terreno. É o responsável para a região mediterrânea que abrange 3300 irmãos salesianos e cerca de 400 obras espalhadas por Portugal, Espanha, Itália e por países do Médio Oriente onde a congregação tem casas (Turquia, Irão, Líbano, Israel, Palestina, Egipto e Síria) e ainda onde existem comunidades ligadas à província da região mediterrânea, como são os casos da Tunísia, Albânia, Kosovo, Roménia, Moldávia, e no norte da Europa, Lituânia.
O P. Stefano Martoglio é responsável ainda pelos cerca de 15 mil leigos que trabalham nas obras salesianas nos países acima referidos, seja em escolas, centros de formação profissional, obras de acolhimento, obras para jovens pobres ou nas paróquias.
Por isso, parte do ano é passado em viagem. Em Itália permanece apenas quatro meses (dezembro e janeiro e em junho e julho). Nos restantes meses circula pelas províncias, visita e acompanha a vida nas comunidades, junto dos irmãos salesianos, dos leigos e colaboradores. Uma vida passada junto da família salesiana, acompanhando o clima salesiano e encorajando os que estão no terreno.

Catarina Cerca

Posted in Anadia, Mogofores, Por Terras da BairradaComments (0)

“Ser feliz na escola” junta comunidade educativa a 18 de abril


Com o enfoque no aluno e nas condições que a escola pode dar-lhe para que se sinta feliz enquanto estudante, a Câmara da Mealhada vai levar a efeito, no próximo dia 18, no Cineteatro Municipal Messias, a sexta edição do “Encontro com a Educação”, optando pela tónica “Ser Feliz na Escola” num fórum que pretende promover o debate e a partilha de ideias, experiências e boas práticas entre os diversos intervenientes no processo educativo, sobre os mais variados temas relacionados com a educação.
A felicidade e a motivação dos alunos na escola, a importância de se trabalhar a autoestima e a resiliência, a valorização da inteligência emocional são temas que estarão em destaque, pela mãos de inúmeras personalidades ligadas ao tema, entre as quais David Justino, presidente do Conselho Nacional de Educação, responsável pela conferência de abertura. Depois, este primeiro orador, juntamente com Lucília Salgado, presidente do Conselho Pedagógico da Escola Superior de Educação de Coimbra e Manuela Grazina, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, participam numa mesa redonda.
À tarde, na escola profissional, acontecerão vários workshops sobre a temática central.

Alunos mais felizes em época de pouca felicidade para docentes

Para a Câmara da Mealhada, que vai promovendo esta iniciativa nos últimos anos, “a Educação é crucial para o crescimento da nossa sociedade, por defender que a sua melhoria é uma missão, por acreditar que também o poder local pode dar o seu contributo, ao proporcionar a partilha de ideias e saberes, de boas práticas e políticas de sucesso”, diz Rui Marqueiro, presidente da Câmara, lembrando que “este fórum foi criado para levar o ator social e educativo a refletir sobre o que fazer para melhorar a educação”.

Para o vereador da educação, Guilherme Duarte, este encontro é “importante na atualidade da educação, cabendo às autarquias também contribuir para criar condições para que os alunos sejam felizes nas escolas”.

As inscrições para este 6.º Encontro com a Educação já estão a decorrer e podem ser feitas para o e-mail educacao@cm-mealhada.pt.

João Paulo Teles

Posted in Mealhada, Por Terras da BairradaComments (0)

Pergunta da semana

Portugueses praticam cada vez mais exercício ao ar livre. É o seu caso?

View Results

Loading ... Loading ...
Newsletter Powered By : XYZScripts.com