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Anadia: José Luciano de Castro empresta nome a concurso escolar


A Câmara Municipal de Anadia vai promover um concurso escolar destinado a divulgar a vida e obra de José Luciano de Castro, no âmbito do programa de homenagem que a autarquia vem realizando neste ano em que se assinala o centenário da morte do estadista.
O certame, destinado a alunos do 3.º Ciclo do Ensino Básico (CEB) e do Ensino Secundário dos estabelecimentos de ensino do concelho de Anadia (Agrupamento de Escolas de Anadia, Colégio Nossa Senhora da Assunção, Escola de Viticultura e Enologia da Bairrada e Salesianos de São João Bosco), surge integrado no conjunto de iniciativas que a Câmara Municipal de Anadia tem vindo a organizar com o intuito de dar a conhecer a figura de José Luciano de Castro, estimulando a curiosidade em torno da ação do estadista, bem como da época histórica em que viveu (1834-1914).
São quatro as secções a concurso: artes visuais (produção multimédia e projetos fotográficos), escultura e pintura, artes performativas (dança e música) e produções literárias (géneros narrativo e lírico), podendo cada estabelecimento de ensino apresentar, por cada nível de ensino, um máximo de 10 trabalhos (individuais ou coletivos) em cada um das referidas secções.
O prazo para a entrega dos trabalhos decorrerá entre 6 de outubro de 2014 e 20 de fevereiro de 2015, encontrando-se já aprovadas, pelo executivo municipal, as normas de participação, bem como o valor dos prémios a atribuir, que, no total, ascende a 2.400 euros, sendo atribuídos três prémios de 100 euros aos três melhores trabalhos apresentados em cada secção e por categoria, ou seja, um total de 24 prémios de 100 euros cada.
A homenagem prestada pelo município de Anadia teve início em 2013 e prolonga-se até 2015, e contempla a edição de monografias, exposições, palestras, espetáculos, um ciclo de cinema, provas desportivas, concursos e o lançamento de um espumante.

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Anadia: Construção da Escola Básica e Secundária retomada e obra concluída até ao final do ano letivo 2014/15


Vai ser retomada a construção da Escola Básica e Secundária de Anadia que, em 2011, tinha sido suspensa pela Parque Escolar.
A notícia é avançada pela própria edil anadiense, Teresa Cardoso, que admite saber da cedência de posição contratual a um novo empreiteiro que vai retomar e concluir a obra. O recomeço deverá acontecer antes do verão terminar.
“O que sei não é oficial, mas chegou-me ao conhecimento que estão a ser concluídas negociações para, muito em breve, ser retomada a obra da construção da Escola Básica e Secundária de Anadia”, diz a edil, acrescentando ainda que o prazo para a conclusão da mesma será também muito curto, ou seja, “até ao final do ano letivo de 2014/2015.”
Para a autarca anadiense esta é uma notícia há muito aguardada por si e por toda a comunidade escolar do concelho, já que o novo edifício cuja construção foi suspensa começa a acusar alguma degradação.
As obras do novo equipamento, inicialmente orçadas em 16,3 milhões de euros, foram suspensas em 2011 quando a Parque Escolar foi confrontada, pelo Ministério da Educação, com a necessidade de reduzir ao seu orçamento para 2012, cerca de 110 milhões de euros, uma situação que obrigou a um reajustamento das obras em curso, estabelecendo prioridades. A interrupção estava prevista por um ano, perspetivando-se a retomada em 2013, o que não veio a acontecer.
Neste meio tempo, associação de pais e encarregados de educação e associação de estudantes têm-se desdobrado em contactos para pressionar a retoma da obra, levando a cabo algumas manifestações e protesto contra a interrupção da construção da nova escola com capacidade para 1500 alunos, mas também pelo facto das atuais instalações, frequentadas por cerca de 700 alunos, estarem completamente degradadas, constituindo, nalgumas situações, perigo à integridade física de alunos e professores.
Já este ano, o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova, respondendo a uma pergunta do deputado do PSD Paulo Cavaleiro, na Comissão de Educação, Ciência e Cultura, revelava que durante o verão as obras seriam retomadas.
Este novo equipamento escolar terá três pisos, 76 salas de aulas, ocupando 14 mil metros de área coberta.
Catarina Cerca

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Anadia recebe final do Concurso Intermunicipal de Leitura


A fase final do Concurso Intermunicipal de Leitura, promovida pela Rede de Bibliotecas da Comunidade Intermunicipal Região de Aveiro, tem lugar no próximo dia 28 de junho, pelas 14h, no Cineteatro de Anadia.
Este concurso escolar destina-se a todos os alunos, desde o 1.º CEB até ao Secundário de todos os estabelecimentos de ensino das redes pública e privada dos 11 municípios que compõem a CI Região de Aveiro.
É uma iniciativa que surge no âmbito do trabalho colaborativo desenvolvido pela Rede de Bibliotecas da CIRA, com o intuito de proporcionar à comunidade educativa uma oportunidade renovada de estimular, nos alunos, o gosto pelo livro e pela leitura, promovendo, simultaneamente, o desenvolvimento de competências, no âmbito da leitura, nos jovens, durante o seu percurso escolar.
Cada município apurou um finalista em cada uma das categorias, para participar numa prova oral que avalia o conhecimento dos alunos sobre as obras propostas para leitura. Aos alunos melhor classificados em cada categoria, serão atribuídos prémios, de acordo com a classificação final dos concorrentes de cada ciclo de ensino:
1.º 150 euros; 2.º 100 euros e 3.º 50 euros (valores integralmente destinados à aquisição de livros/manuais escolares).

Alunos participantes
ÁGUEDA
1.º CEB – Lara Pires (Agr. Águeda Sul)
2.º CEB – Maria Ferreira (Agr. Águeda Sul)
3.º CEB – Raul Oliveira (Secundária Adolfo Portela)
Secundário – Diogo Vieira (Agr. Águeda Sul)

ANADIA
1.º CEB – Carolina Dreuse (EB Mogofores – Agr. Anadia)
2.º CEB – Diogo Semedo (Colégio N.ª S.ª da Assunção)
3.º CEB – Maria Matilde Soares (Colégio N.ª S.ª da Assunção)
Secundário – Ana Rute Painçal (Colégio N.ª S.ª da Assunção)

AVEIRO
1.º CEB – Beatriz Bandeira (EB de Esgueira)
2.º CEB – Ana Filipa Pinho (EB Aires Barbosa)
3.º CEB – Ana Francisca Venâncio (Escola Básica Castro Matoso)
Secundário – Romana Lobo (Secundária Homem Cristo)

ÍLHAVO
1.º CEB – André Moreira (Centro Escolar da Coutada – Agr. Escolas de Ílhavo)
2.º CEB – Catarina Oliveira (EB2,3 José Ferreira Pinto Basto – Agr. Escolas de Ílhavo)
3.º CEB – Sofia Santos (EB2,3 José Ferreira Pinto Basto – Agr. Escolas de Ílhavo).
Secundário – Beatriz Fernandes (Es Dr. João Carlos Celestino Gomes – Agr. Escolas de Ílhavo)

OLIVEIRA DO BAIRRO
1.º CEB – Marta Batista – (Agr. Escolas Oliv. Bairro)
2.º CEB – Carolina Teixeira – (Agr. Escolas de Oliv. Bairro)
3.º CEB – Inês Ferreira – (Instituto de Promoção Social de Bustos – IPSB)
Secundário – Marta Filipa Silva (IPSB)

SEVER DO VOUGA
1.º CEB – Diogo António Cabral – (EB n. 1 de Sever do Vouga)
2.º CEB – Beatriz Dias – (EB Sec. Sever do Vouga)
3.º CEB – Cláudio António Asensio – (EB Sec. Sever do Vouga)
Secundário – Daniela Morence – (EB Sec. Sever do Vouga)

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Escola Básica n.º 2 de Vilarinho do Bairro: Mostra de Saberes e Sabores envolve comunidade educativa


“Fomentar a aproximação entre o meio escolar e as famílias, promover a divulgação de alguns dos materiais produzidos pelos alunos ao longo do ano letivo em várias disciplinas e sensibilizar toda a comunidade educativa para a promoção da saúde” foram os principais objetivos desta primeira Mostra de Saberes e Sabores que se realizou no passado dia 6 de junho, na EB n.º2 de Vilarinho do Bairro.
A iniciativa, promovida no âmbito do PES (Projeto de Educação para a Saúde), contou com a participação de 15 turmas, envolvendo os cerca de 280 alunos daquele estabelecimento de ensino.
A docente Alexandra Gonçalves avançou que ao longo do dia, nas “barraquinhas” dinamizadas por todas as turmas, estiveram à venda o mais variado tipo de produtos (artesanato, doces, legumes, fruta, hortaliça, animais vivos), enquanto que da parte da tarde todos os alunos foram convidados a degustar fruta laminada, “num incentivo para que passem a comer mais fruta”, disse.
Uma das “barraquinhas” que deu uma bela lição foi a da Biblioteca escolar, a cargo da professora bibliotecária Noémia Machado Lopes. “Um sabor, multisaberes” foi o tema apresentado para uma mostra de quatro pratos confecionados com bacalhau; tapioca, caril e coco, mas revelando um pouco da história, cultura e enquadramento geográfico de cada um deles.
“Esta mostra possibilita a envolvência de todos os alunos, numa escola cultural e que não é só de aprendizagem de conteúdos”, referiu.
Destaque também para a presença de vários artesãos (manualidades, sabão e apicultor), mas também para a participação de ex-alunos e ex-professores que continuam afetivamente ligados à escola. Durante a tarde houve ainda uma aula de pilates e outra de hip-hop.
Presente no evento, o vereador Lino Pintado, da Câmara Municipal de Anadia, ficou agradavelmente surpreso com a animação e envolvimento dos alunos. “A Câmara Municipal louva e congratula-se com este tipo de iniciativas, que ajudam a fomentar a aproximação das famílias à escola”, não deixando de considerar uma ideia feliz, a angariação de fundos para cada uma das turmas, através da venda dos produtos que trouxeram de casa.
O dia foi animado por um grupo de músicos do Conservatório de Oliveira do Bairro.
CC

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Encontro de antigos alunos


O próximo encontro dos antigos alunos, professores e funcionários do Externato de Oliveira do Bairro, do Colégio do Infante de Oliveira do Bairro e da Escola Secundária de Oliveira do Bairro realizar-se-á no próximo sábado, dia 10 de maio, com o programa seguinte: 11h – romagem ao cemitério e evocação de professores, alunos e funcionários já falecidos; 12h – concentração na Escola Secundária de Oliveira do Bairro com espumante de honra e pelas 13h – almoço no Restaurante Dom Rogério (ementa: Bacalhau à Narciso e Leitão Assado à Bairrada). O preço por pessoa é de 20 euros.

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Secundária de Anadia: Deputados do PCP e PS classificam escola de “terceiro mundista”


“Uma escola terceiro mundista” e “a roçar a “indignidade” foram duas das expressões usadas pela deputada do PCP, Paula Batista e pelos deputados Pedro Nuno Santos, Filipe Neto Brandão e António Cardoso, do PS, todos deputados na Assembleia da República (AR), após visita, na última segunda-feira, à Escola Secundária de Anadia.

Comunidade educativa de mãos dadas. Uma das notas que saiu destas duas visitas (uma às 10h e a outra às 11h), foi o facto de toda a comunidade educativa estar de mãos dadas, relativamente a este processo. Por isso, muita da visibilidade deste caso se deve à Associação de Pais e à Associação de Estudantes, empenhadas em mudar o rumo das coisas.
Daí que, nos últimos meses, tenham intensificado as formas de luta, no sentido de chamar a atenção, especialmente da tutela, para o estado de degradação em que se encontram os edifícios escolares. Protestos, contacto com vários partidos políticos, estudos universitários e até uma vistoria pela Delegada de Saúde foram algumas das ações já realizadas no sentido de alertar todos para uma situação que consideram ser “vergonhosa” e “extremamente grave”.
Desta feita, conseguiram, juntamente com as Concelhias do PCP e do PS, trazer deputados de ambas as bancadas parlamentares a uma visita guiada e que segundo os próprios, é inesquecível, mas pelas piores razões.

PCP vai questionar Ministro. Paula Batista, que conhecia o caso da Secundária do que lera e vira nas notícias, no final, avançou aos jornalistas que a visita “superou todas as reportagens”. Professora em vários estabelecimentos de ensino durante vários anos, reconheceu nunca ter sido confrontada com um caso tão grave como o de Anadia: “é muito mau. De todas as escolas que visitei e onde dei aulas, esta supera tudo, em matéria de desconforto, de falta de condições, de infiltrações e água, de paredes a ceder”. Por isso, para Paula Batista, esta é a “visão mais terceiro mundista que poderia ter, do ensino em Portugal”.
Aos jornalistas revelou ainda que irá, no grupo de trabalho do PCP, analisar a melhor forma de intervir, sendo certo que, o caso será levado à Comissão de Educação, embora Paula Batista gostasse de ver este caso a ser discutido em plenário.
A deputada comunista admite que, devido a situações como esta, “há uma distância cada vez maior na Educação entre o que é defendido pelo PCP e aquilo que a tutela está a fazer”. Por outro lado, diz não perceber como se para a construção de uma nova escola onde já foram gastos 4 milhões de euros e se mantem esta neste estado. “Há uma clara desvalorização política, social e cultural da escola pública em detrimento da escola privada, financiada pelo estado”, disse, concluindo que “ter bons alunos nesta escola e ser bom aluno aqui é quase uma missão impossível”, só alcançável “com professores excecionais”.

Emergência. Os deputado socialistas eleitos pelo círculo de Aveiro (António Cardoso, da Comissão de Educação na AR), o líder da Distrital do PS, Pedro Nuno Santos e Filipe Neto Brandão, (ex-Governador Civil de Aveiro) antes da visita à ESA, estiveram reunidos com a presidente da Câmara Municipal de Anadia, Teresa Cardoso, mas também com os vereadores Jorge Sampaio e Lino Pintado para falar de vários assuntos, entre os quais este.
Durante a visita, minutos depois da saída de Paula Batista, os deputados, que se faziam acompanhar pelo vereador socialista Lino Pintado, puderam igualmente constatar o avançado estado de degradação da Secundária.
“A urgência desta obra não se compadece com nenhuma outra”, diria, na ocasião, Filipe Neto Brandão, enquanto que Pedro Nuno Santos defendeu a conclusão da nova escola – parada há dois anos, por indicação da Parque Escolar – “deve estar no topo das prioridades”.
Os deputados constataram a profusão de grandes fissuras nas paredes e infiltrações de água que, atingindo equipamentos elétricos, motivam a disseminação de baldes pelo chão da escola para recolher os pingos que, constantemente, caem dos tetos. Condições de salubridade mínima foi outra questão notada, uma vez que a escola sofre também com cortes no pessoal de limpeza recentemente efetuados, que conduzem a cheiros nauseabundos juntos aos balneários e casas de banho.
Os deputados do PS irão, por isso, questionar o Ministro da Educação, ainda esta semana, relativamente às condições de segurança e salubridade desta secundária.
“Quem não vem cá não se apercebe da realidade. Só quem convive com isto vê como isto tudo é inadmissível, já que está em causa a segurança de pessoas e bens”, avançam. Filipe Neto Brandão e Pedro Nuno Santos dizem que “a escola não tem condições para estar aberta”, e que “é uma escola de terceiro mundo, que nos envergonha enquanto políticos”.
Ainda que em tempos diferentes, os deputados dos dois grupos parlamentares foram acompanhados nas visitas pelo diretor da ESA, Elói Gomes, por Ana Paula Gama e Joana Trindade, da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Anadia (APAE), por Aníbal Marques, do Conselho Geral e por Luís Pidwell, da Associação de Estudantes.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Secundária de Anadia: “Fiquei chocada”, diz investigadora que já monitorizou várias escolas


“Este é o 21.º estabelecimento de ensino que monitorizo e um dos mais graves. Fiquei chocada”, revela a investigadora Célia Alves, especialista em qualidade do ar, do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro, que lidera uma equipa multidisciplinar composta por quatro investigadores ligados à Universidade de Aveiro (duas equipas de Microbiologia) e o investigador Mário Tomé, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Instituto Politécnico de Viana do Castelo que, nos dias 13, 14, 15 e 16 de janeiro, estiveram na Escola Secundária de Anadia (ESA) a estudar a qualidade do ar que se respira naquele estabelecimento de ensino.

Associação de Pais ativa. A Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Anadia (APAE) luta, há muito, pelo recomeço da construção da nova escola, interrompida em 2011 pela Parque Escolar.
A reconhecida investigadora foi contactada pela Associação de Pais, “no sentido de saber qual a possibilidade e interesse da Universidade de Aveiro em realizar um estudo que permita medir a qualidade do ar dentro da ESA”, disse a JB Ana Paula Gama, da Associação de Pais.
A equipa, para além desse estudo, recolheu ainda amostras de algas, fungos e bactérias presentes no ar, paredes e tetos das salas de aulas para análise laboratorial.
Salas de informática e de físico-química, balneários e cozinha foram alguns dos locais visitados por estes investigadores, já que os espaços apresentam fendas, infiltrações de humidade, bolor e algas que levantam questões no âmbito da saúde pública.
Embora já viesse preparada e documentada (com fotos, vídeos e notícias recentemente publicadas em vários órgãos de comunicação social sobre o estado de degradação em que este equipamento escolar se encontra) a investigadora confessa que a “situação é particularmente má” e que, apesar dos largos anos de experiência nesta área, ficou “chocada” com o cenário encontrado em Anadia.
Embora tenha já monitorizado 21 escolas do país, esta foi a situação mais grave que encontrou, em termos estruturais e de infiltrações e humidade.

Resultados em breve. A situação afigura-se de tal forma grave que levou a equipa a optar ainda por “dar mais um passo, além do que a legislação determina”, pelo que vão ser também identificadas as espécies presentes (bactérias e fungos), já que alguns destes microorganismos podem ser nocivos para a saúde, não descartando, Célia Alves, a hipótese de, em alguns dos casos, ter de se recorrer à análise genética com extração de ADN.
A investigadora diz que esta abordagem é bastante pertinente “para saber o que é que alunos, professores e todos os que aqui trabalham respiram”.
Vão também ser utilizados métodos diferentes na recolha das análises e tratamento dos dados, por forma a obter resultados o mais exatos possível. Aliás, Célia Alves sublinha que o Laboratório do IP de Viana do Castelo está certificado para a realização de análises microbiológicas. Contudo, as conclusões do estudo só deverão ser conhecidas dentro de algumas semanas.
Todavia, a cientista admite que estas situações podem acarretar riscos e problemas de saúde, nomeadamente o incremento do número de crises de asma, rinites e alergias. Por isso, considera oportuno a realização, através da Delegação de Saúde, “de uma avaliação médica”.
Célia Alves mostrou já interesse em regressar a esta escola na primavera. “Vamos tentar obter verbas para voltar na primavera, porque nessa altura do ano se registam as melhores condições para a proliferação de esporos”.

Pais querem nova escola. Ana Paula Gama espera que, com mais esta ferramenta em mãos, se consiga pressionar a tutela a recomeçar a construção da nova Escola Básica e Secundária de Anadia, parada desde 2011.
“Não imaginam o cheiro a bolor e a mofo nas salas de aula. O ar chega a ser irrespirável e o estado em que se encontram os tetos, as paredes e pavimentos. A degradação é total e generalizada”, sublinha, acrescentando que os pais se têm queixado muito do aumento de problemas respiratórios, nomeadamente de um agravamento das crises de asma, o que levou a APAE a solicitar uma vistoria à ESA, realizada pela Delegada de Saúde, Fernanda Pinto, a 28 de novembro de 2013 .

Vistoria. O relatório de vistoria realizado pela Delegada de Saúde, Fernanda Pinto, em novembro de 2013, também não deixa dúvidas quanto às deficientes condições físicas das instalações da Escola Secundária de Anadia (ESA) e a eventuais problemas para a saúde.

No documento a que tivemos acesso, Fernanda Pinto confirma que, “embora a vistoria não tenha incidido sobre a totalidade das instalações, as mesmas evidenciam um estado geral de degradação acentuada” e que os “locais especificamente vistoriados podem traduzir-se em problemas de saúde para os utilizadores”. A Delegada de Saúde admite que as falhas estruturais podem “levar a uma acumulação de humidade dentro dos edifícios” e que esta “está relacionada com o facto de levar, muitas vezes, ao crescimento de bolores” que é “reconhecido como um dos maiores alergéneos no ambiente interior dos edifícios e pode levar a reações alérgicas, por vezes severas, principalmente relacionadas com a saúde respiratória (incluindo infeções e obstrução brônquias) e reações do sistema imunitário. E acrescenta: “além de alergias e problemas respiratórios, foram encontradas fortes associações com dores de cabeça, fadiga, ansiedade e depressão”, concluindo que “o risco do bolor para a saúde é especialmente relevante para as crianças que passam mais tempo dentro de espaços interiores e têm um sistema imunitário mais vulnerável. A exposição à humidade e bolor aumentam significativamente o risco de asma e outros efeitos respiratórios nas crianças”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Anadia:Vencedores do Prémio Escolar Rodrigues Lapa conhecidos dia 18


Está a decorrer a 18.ª edição do Prémio Escolar Professor Doutor Rodrigues Lapa, uma iniciativa da Câmara Municipal de Anadia, que este ano apresenta como grande novidade o aumento do número de galardões a atribuir aos alunos que concluíram, no passado ano letivo, os 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e o ensino secundário nas escolas do concelho.
Esta 18. ª edição do Prémio terá como palco o Cineteatro de Anadia. A cerimónia de entrega dos galardões está marcada para o próximo dia 18 (quarta-feira), a partir da 16h30.
Graças ao novo regulamento, agora aprovado, o Prémio passa a distinguir três alunos por escola e por ciclo de ensino (1.º Prémio e duas menções honrosas), sendo assim premiados seis alunos da EB 2/3 de Vilarinho do Bairro (2.º e 3.º ciclos), nove alunos da Escola Básica e Secundária de Anadia (2.º e 3.º ciclos e secundário), seis alunos do Colégio Salesiano S. João Bosco de Mogofores (2.º e 3.º ciclos), e nove alunos do Colégio de Nossa Senhora da Assunção – Famalicão (2.º e 3.º ciclos e secundário).
Criado em 1996, pela Comissão das Comemorações do Centenário do Nascimento do Professor Doutor Manuel Rodrigues Lapa, o Prémio Escolar Professor Doutor Manuel Rodrigues Lapa tem como objetivo homenagear o filólogo anadiense e distinguir os melhores alunos do 2.º e do 3.º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário das escolas de Anadia. Até ao ano letivo 2011-2012, era premiado o melhor aluno de cada nível de ensino, sendo os restantes candidatos ao prémio distinguidos com menções honrosas. No entanto, a Câmara Municipal de Anadia reconheceu que as variáveis subjacentes aos processos de ensino e aprendizagem, e respetiva avaliação em diferentes contextos, são fatores de relatividade que tornam complexa a tarefa de comparar resultados entre as diferentes escolas participantes, para os fins a que este prémio. E, neste sentido, foi entendimento da autarquia que mais alunos deveriam ser reconhecidos pela sua dedicação e pela excelência do seu trabalho.

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Mãe acusada de matar recém-nascido nega crime


A mulher acusada de ter matado um bebé que acabara de dar à luz, ao esconder o recém-nascido na bagageira do seu automóvel, afirmou em tribunal que o filho já estava morto quando pegou nele pela primeira vez.
“Nunca tive intenção de matar o meu filho, nem muito menos escondê-lo”, afirmou a mulher, casada, com dois filhos de quatro e nove anos, que está a ser julgada no tribunal de Vagos por um crime de homicídio qualificado e outro de profanação de cadáver.
O caso remonta a 11 de maio de 2011, quando a arguida – uma professora, de 42 anos, que residia na Palhaça – entrou em trabalho de parto, na casa de banho da escola onde lecionava, no concelho de Vagos, e deu à luz “um feto de idade gestacional superior a 37 semanas, sem quaisquer malformações orgânicas ou disfuncionais”.
No seu depoimento, a arguida contou que foi para a casa de banho porque sentiu “um mal-estar geral” e passado algum tempo percebeu que “o corpo estava a expulsar algo”. “O bebé foi nascendo por si próprio”, afirmou a mulher, que ficou “atónita” com tudo o que se estava a passar.
Após o nascimento, a arguida disse que não teve forças para pegar imediatamente no bebé ao colo e, quando o conseguiu fazer, este já estava morto. “Quando peguei no bebé ele já não se mexia e não respirava”, afirmou, adiantando que entrou em pânico, mas não pediu ajuda a ninguém, porque se sentia “frustrada e embaraçada com a situação”.

Justificação. Questionada pelo juiz-presidente, a mulher explicou que colocou o recém-nascido na sua carteira e levou-o para a bagageira do carro, porque “queria levar o bebé para casa para passar mais algum tempo com ele”.
“Não tem lógica aquilo que fiz, mas na altura foi o que me passou pela cabeça”, confessou a mulher, afirmando que esta gravidez “não foi planeada, mas era desejada”.
Segundo o despacho de acusação do Ministério Público (MP), depois de cortar o cordão umbilical do recém-nascido, a arguida colocou-o dentro de dois sacos de plástico, na bagageira do carro, onde permaneceu dois dias e acabou por morrer asfixiado.
O cadáver do menino só veio a ser descoberto por mero acaso pela namorada do irmão da arguida, que tinha ido à garagem da sua residência buscar umas cadeiras de transporte de criança.
Ainda de acordo com o MP, a arguida “agiu com o propósito de matar o seu filho recém-nascido que se encontrava no início da sua vida totalmente desprotegido e incapaz de ser defender e de sobreviver sem assistência e cuidados de terceiros, nomeadamente e em primeiro lugar, de sua mãe, ao que aquela foi totalmente insensível”.

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Polo escolar em OIã inaugurado sem vedação e quadros na sala de aulas


O polo escolar de Oiã Poente (Carro Quebrado) foi inaugurado, na penúltima quarta-feira, pelo presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Mário João Oliveira, sem estar concluído. A falta de quadros nas salas de aulas e ausência de vedação no espaço exterior são os problemas apontados pelo vereador da oposição Jorge Pato, que, na última reunião de Câmara, disse não entender “como se abre uma escola com esta falta de condições”.
Durante o discurso de inauguração, o presidente da Câmara considerou que se tratava de pormenores. “Cada um olha para o que quer”, afirmou o autarca.
Mário João Oliveira sublinhou ainda que “quase oito anos volvidos, o executivo municipal, que deu resposta cabal à carta educativa, numa forte aposta do seu executivo na área da Educação, faz com que a partir de hoje, e à exceção da Mamarrosa, todas as crianças do ensino pré-escolar e 1.º ciclo que frequentarem a rede pública, disponham das mesmas condições, de excelência e não de luxo, para aprender e ensinar”.

Custo. Este é o 7.º e penúltimo equipamento escolar novo a entrar em funcionamento no concelho de Oliveira do Bairro, nos últimos 8 anos, e representa um investimento de 2.886.236,31 euros. O projeto teve uma comparticipação de cerca de 41% do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).

Dedicação. O presidente da Assembleia Municipal, Manuel Nunes, considerou tratar-se de uma inauguração singela, mas “com o significado das outras inaugurações que envolveram personalidades”. “No fundo, esta inauguração tem o mesmo significado das outras”, reforçou Manuel Nunes, enaltecendo “o grande espírito de dedicação de todos os professores, já que os primeiros passos do ensino básico são decisivos para a carreira escolar e para a própria vida”.

Condições. A diretora do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro, Júlia Gradeço, destacou as qualidades do polo escolar, afirmando estarem reunidas todas as condições para um bom estudo.
Júlia Gradeço, dirigindo-se aos alunos, afirmou que “estes alunos que, hoje estão aqui, um dia uns serão ministros, outros pedreiros”. “Às vezes os pedreiros são mais importantes, por aquilo que temos visto”, afirmou.
Nesta escola, e pela primeira vez, a autarquia vai garantir diretamente, em protocolo com o Agrupamento de Escolas, o serviço de Atividades e Tempos Livres (ATL) que vai funcionar nas próprias instalações, tal como acontece com a Componente de Apoio à Família nas restantes escolas. As refeições serão servidas pelo Centro Social de Oiã.

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Vai a algum festival de verão este ano?

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