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Secundária de Anadia: Deputados do PCP e PS classificam escola de “terceiro mundista”


“Uma escola terceiro mundista” e “a roçar a “indignidade” foram duas das expressões usadas pela deputada do PCP, Paula Batista e pelos deputados Pedro Nuno Santos, Filipe Neto Brandão e António Cardoso, do PS, todos deputados na Assembleia da República (AR), após visita, na última segunda-feira, à Escola Secundária de Anadia.

Comunidade educativa de mãos dadas. Uma das notas que saiu destas duas visitas (uma às 10h e a outra às 11h), foi o facto de toda a comunidade educativa estar de mãos dadas, relativamente a este processo. Por isso, muita da visibilidade deste caso se deve à Associação de Pais e à Associação de Estudantes, empenhadas em mudar o rumo das coisas.
Daí que, nos últimos meses, tenham intensificado as formas de luta, no sentido de chamar a atenção, especialmente da tutela, para o estado de degradação em que se encontram os edifícios escolares. Protestos, contacto com vários partidos políticos, estudos universitários e até uma vistoria pela Delegada de Saúde foram algumas das ações já realizadas no sentido de alertar todos para uma situação que consideram ser “vergonhosa” e “extremamente grave”.
Desta feita, conseguiram, juntamente com as Concelhias do PCP e do PS, trazer deputados de ambas as bancadas parlamentares a uma visita guiada e que segundo os próprios, é inesquecível, mas pelas piores razões.

PCP vai questionar Ministro. Paula Batista, que conhecia o caso da Secundária do que lera e vira nas notícias, no final, avançou aos jornalistas que a visita “superou todas as reportagens”. Professora em vários estabelecimentos de ensino durante vários anos, reconheceu nunca ter sido confrontada com um caso tão grave como o de Anadia: “é muito mau. De todas as escolas que visitei e onde dei aulas, esta supera tudo, em matéria de desconforto, de falta de condições, de infiltrações e água, de paredes a ceder”. Por isso, para Paula Batista, esta é a “visão mais terceiro mundista que poderia ter, do ensino em Portugal”.
Aos jornalistas revelou ainda que irá, no grupo de trabalho do PCP, analisar a melhor forma de intervir, sendo certo que, o caso será levado à Comissão de Educação, embora Paula Batista gostasse de ver este caso a ser discutido em plenário.
A deputada comunista admite que, devido a situações como esta, “há uma distância cada vez maior na Educação entre o que é defendido pelo PCP e aquilo que a tutela está a fazer”. Por outro lado, diz não perceber como se para a construção de uma nova escola onde já foram gastos 4 milhões de euros e se mantem esta neste estado. “Há uma clara desvalorização política, social e cultural da escola pública em detrimento da escola privada, financiada pelo estado”, disse, concluindo que “ter bons alunos nesta escola e ser bom aluno aqui é quase uma missão impossível”, só alcançável “com professores excecionais”.

Emergência. Os deputado socialistas eleitos pelo círculo de Aveiro (António Cardoso, da Comissão de Educação na AR), o líder da Distrital do PS, Pedro Nuno Santos e Filipe Neto Brandão, (ex-Governador Civil de Aveiro) antes da visita à ESA, estiveram reunidos com a presidente da Câmara Municipal de Anadia, Teresa Cardoso, mas também com os vereadores Jorge Sampaio e Lino Pintado para falar de vários assuntos, entre os quais este.
Durante a visita, minutos depois da saída de Paula Batista, os deputados, que se faziam acompanhar pelo vereador socialista Lino Pintado, puderam igualmente constatar o avançado estado de degradação da Secundária.
“A urgência desta obra não se compadece com nenhuma outra”, diria, na ocasião, Filipe Neto Brandão, enquanto que Pedro Nuno Santos defendeu a conclusão da nova escola – parada há dois anos, por indicação da Parque Escolar – “deve estar no topo das prioridades”.
Os deputados constataram a profusão de grandes fissuras nas paredes e infiltrações de água que, atingindo equipamentos elétricos, motivam a disseminação de baldes pelo chão da escola para recolher os pingos que, constantemente, caem dos tetos. Condições de salubridade mínima foi outra questão notada, uma vez que a escola sofre também com cortes no pessoal de limpeza recentemente efetuados, que conduzem a cheiros nauseabundos juntos aos balneários e casas de banho.
Os deputados do PS irão, por isso, questionar o Ministro da Educação, ainda esta semana, relativamente às condições de segurança e salubridade desta secundária.
“Quem não vem cá não se apercebe da realidade. Só quem convive com isto vê como isto tudo é inadmissível, já que está em causa a segurança de pessoas e bens”, avançam. Filipe Neto Brandão e Pedro Nuno Santos dizem que “a escola não tem condições para estar aberta”, e que “é uma escola de terceiro mundo, que nos envergonha enquanto políticos”.
Ainda que em tempos diferentes, os deputados dos dois grupos parlamentares foram acompanhados nas visitas pelo diretor da ESA, Elói Gomes, por Ana Paula Gama e Joana Trindade, da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Anadia (APAE), por Aníbal Marques, do Conselho Geral e por Luís Pidwell, da Associação de Estudantes.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Secundária de Anadia: “Fiquei chocada”, diz investigadora que já monitorizou várias escolas


“Este é o 21.º estabelecimento de ensino que monitorizo e um dos mais graves. Fiquei chocada”, revela a investigadora Célia Alves, especialista em qualidade do ar, do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro, que lidera uma equipa multidisciplinar composta por quatro investigadores ligados à Universidade de Aveiro (duas equipas de Microbiologia) e o investigador Mário Tomé, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Instituto Politécnico de Viana do Castelo que, nos dias 13, 14, 15 e 16 de janeiro, estiveram na Escola Secundária de Anadia (ESA) a estudar a qualidade do ar que se respira naquele estabelecimento de ensino.

Associação de Pais ativa. A Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Anadia (APAE) luta, há muito, pelo recomeço da construção da nova escola, interrompida em 2011 pela Parque Escolar.
A reconhecida investigadora foi contactada pela Associação de Pais, “no sentido de saber qual a possibilidade e interesse da Universidade de Aveiro em realizar um estudo que permita medir a qualidade do ar dentro da ESA”, disse a JB Ana Paula Gama, da Associação de Pais.
A equipa, para além desse estudo, recolheu ainda amostras de algas, fungos e bactérias presentes no ar, paredes e tetos das salas de aulas para análise laboratorial.
Salas de informática e de físico-química, balneários e cozinha foram alguns dos locais visitados por estes investigadores, já que os espaços apresentam fendas, infiltrações de humidade, bolor e algas que levantam questões no âmbito da saúde pública.
Embora já viesse preparada e documentada (com fotos, vídeos e notícias recentemente publicadas em vários órgãos de comunicação social sobre o estado de degradação em que este equipamento escolar se encontra) a investigadora confessa que a “situação é particularmente má” e que, apesar dos largos anos de experiência nesta área, ficou “chocada” com o cenário encontrado em Anadia.
Embora tenha já monitorizado 21 escolas do país, esta foi a situação mais grave que encontrou, em termos estruturais e de infiltrações e humidade.

Resultados em breve. A situação afigura-se de tal forma grave que levou a equipa a optar ainda por “dar mais um passo, além do que a legislação determina”, pelo que vão ser também identificadas as espécies presentes (bactérias e fungos), já que alguns destes microorganismos podem ser nocivos para a saúde, não descartando, Célia Alves, a hipótese de, em alguns dos casos, ter de se recorrer à análise genética com extração de ADN.
A investigadora diz que esta abordagem é bastante pertinente “para saber o que é que alunos, professores e todos os que aqui trabalham respiram”.
Vão também ser utilizados métodos diferentes na recolha das análises e tratamento dos dados, por forma a obter resultados o mais exatos possível. Aliás, Célia Alves sublinha que o Laboratório do IP de Viana do Castelo está certificado para a realização de análises microbiológicas. Contudo, as conclusões do estudo só deverão ser conhecidas dentro de algumas semanas.
Todavia, a cientista admite que estas situações podem acarretar riscos e problemas de saúde, nomeadamente o incremento do número de crises de asma, rinites e alergias. Por isso, considera oportuno a realização, através da Delegação de Saúde, “de uma avaliação médica”.
Célia Alves mostrou já interesse em regressar a esta escola na primavera. “Vamos tentar obter verbas para voltar na primavera, porque nessa altura do ano se registam as melhores condições para a proliferação de esporos”.

Pais querem nova escola. Ana Paula Gama espera que, com mais esta ferramenta em mãos, se consiga pressionar a tutela a recomeçar a construção da nova Escola Básica e Secundária de Anadia, parada desde 2011.
“Não imaginam o cheiro a bolor e a mofo nas salas de aula. O ar chega a ser irrespirável e o estado em que se encontram os tetos, as paredes e pavimentos. A degradação é total e generalizada”, sublinha, acrescentando que os pais se têm queixado muito do aumento de problemas respiratórios, nomeadamente de um agravamento das crises de asma, o que levou a APAE a solicitar uma vistoria à ESA, realizada pela Delegada de Saúde, Fernanda Pinto, a 28 de novembro de 2013 .

Vistoria. O relatório de vistoria realizado pela Delegada de Saúde, Fernanda Pinto, em novembro de 2013, também não deixa dúvidas quanto às deficientes condições físicas das instalações da Escola Secundária de Anadia (ESA) e a eventuais problemas para a saúde.

No documento a que tivemos acesso, Fernanda Pinto confirma que, “embora a vistoria não tenha incidido sobre a totalidade das instalações, as mesmas evidenciam um estado geral de degradação acentuada” e que os “locais especificamente vistoriados podem traduzir-se em problemas de saúde para os utilizadores”. A Delegada de Saúde admite que as falhas estruturais podem “levar a uma acumulação de humidade dentro dos edifícios” e que esta “está relacionada com o facto de levar, muitas vezes, ao crescimento de bolores” que é “reconhecido como um dos maiores alergéneos no ambiente interior dos edifícios e pode levar a reações alérgicas, por vezes severas, principalmente relacionadas com a saúde respiratória (incluindo infeções e obstrução brônquias) e reações do sistema imunitário. E acrescenta: “além de alergias e problemas respiratórios, foram encontradas fortes associações com dores de cabeça, fadiga, ansiedade e depressão”, concluindo que “o risco do bolor para a saúde é especialmente relevante para as crianças que passam mais tempo dentro de espaços interiores e têm um sistema imunitário mais vulnerável. A exposição à humidade e bolor aumentam significativamente o risco de asma e outros efeitos respiratórios nas crianças”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Anadia:Vencedores do Prémio Escolar Rodrigues Lapa conhecidos dia 18


Está a decorrer a 18.ª edição do Prémio Escolar Professor Doutor Rodrigues Lapa, uma iniciativa da Câmara Municipal de Anadia, que este ano apresenta como grande novidade o aumento do número de galardões a atribuir aos alunos que concluíram, no passado ano letivo, os 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e o ensino secundário nas escolas do concelho.
Esta 18. ª edição do Prémio terá como palco o Cineteatro de Anadia. A cerimónia de entrega dos galardões está marcada para o próximo dia 18 (quarta-feira), a partir da 16h30.
Graças ao novo regulamento, agora aprovado, o Prémio passa a distinguir três alunos por escola e por ciclo de ensino (1.º Prémio e duas menções honrosas), sendo assim premiados seis alunos da EB 2/3 de Vilarinho do Bairro (2.º e 3.º ciclos), nove alunos da Escola Básica e Secundária de Anadia (2.º e 3.º ciclos e secundário), seis alunos do Colégio Salesiano S. João Bosco de Mogofores (2.º e 3.º ciclos), e nove alunos do Colégio de Nossa Senhora da Assunção – Famalicão (2.º e 3.º ciclos e secundário).
Criado em 1996, pela Comissão das Comemorações do Centenário do Nascimento do Professor Doutor Manuel Rodrigues Lapa, o Prémio Escolar Professor Doutor Manuel Rodrigues Lapa tem como objetivo homenagear o filólogo anadiense e distinguir os melhores alunos do 2.º e do 3.º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário das escolas de Anadia. Até ao ano letivo 2011-2012, era premiado o melhor aluno de cada nível de ensino, sendo os restantes candidatos ao prémio distinguidos com menções honrosas. No entanto, a Câmara Municipal de Anadia reconheceu que as variáveis subjacentes aos processos de ensino e aprendizagem, e respetiva avaliação em diferentes contextos, são fatores de relatividade que tornam complexa a tarefa de comparar resultados entre as diferentes escolas participantes, para os fins a que este prémio. E, neste sentido, foi entendimento da autarquia que mais alunos deveriam ser reconhecidos pela sua dedicação e pela excelência do seu trabalho.

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Mãe acusada de matar recém-nascido nega crime


A mulher acusada de ter matado um bebé que acabara de dar à luz, ao esconder o recém-nascido na bagageira do seu automóvel, afirmou em tribunal que o filho já estava morto quando pegou nele pela primeira vez.
“Nunca tive intenção de matar o meu filho, nem muito menos escondê-lo”, afirmou a mulher, casada, com dois filhos de quatro e nove anos, que está a ser julgada no tribunal de Vagos por um crime de homicídio qualificado e outro de profanação de cadáver.
O caso remonta a 11 de maio de 2011, quando a arguida – uma professora, de 42 anos, que residia na Palhaça – entrou em trabalho de parto, na casa de banho da escola onde lecionava, no concelho de Vagos, e deu à luz “um feto de idade gestacional superior a 37 semanas, sem quaisquer malformações orgânicas ou disfuncionais”.
No seu depoimento, a arguida contou que foi para a casa de banho porque sentiu “um mal-estar geral” e passado algum tempo percebeu que “o corpo estava a expulsar algo”. “O bebé foi nascendo por si próprio”, afirmou a mulher, que ficou “atónita” com tudo o que se estava a passar.
Após o nascimento, a arguida disse que não teve forças para pegar imediatamente no bebé ao colo e, quando o conseguiu fazer, este já estava morto. “Quando peguei no bebé ele já não se mexia e não respirava”, afirmou, adiantando que entrou em pânico, mas não pediu ajuda a ninguém, porque se sentia “frustrada e embaraçada com a situação”.

Justificação. Questionada pelo juiz-presidente, a mulher explicou que colocou o recém-nascido na sua carteira e levou-o para a bagageira do carro, porque “queria levar o bebé para casa para passar mais algum tempo com ele”.
“Não tem lógica aquilo que fiz, mas na altura foi o que me passou pela cabeça”, confessou a mulher, afirmando que esta gravidez “não foi planeada, mas era desejada”.
Segundo o despacho de acusação do Ministério Público (MP), depois de cortar o cordão umbilical do recém-nascido, a arguida colocou-o dentro de dois sacos de plástico, na bagageira do carro, onde permaneceu dois dias e acabou por morrer asfixiado.
O cadáver do menino só veio a ser descoberto por mero acaso pela namorada do irmão da arguida, que tinha ido à garagem da sua residência buscar umas cadeiras de transporte de criança.
Ainda de acordo com o MP, a arguida “agiu com o propósito de matar o seu filho recém-nascido que se encontrava no início da sua vida totalmente desprotegido e incapaz de ser defender e de sobreviver sem assistência e cuidados de terceiros, nomeadamente e em primeiro lugar, de sua mãe, ao que aquela foi totalmente insensível”.

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Polo escolar em OIã inaugurado sem vedação e quadros na sala de aulas


O polo escolar de Oiã Poente (Carro Quebrado) foi inaugurado, na penúltima quarta-feira, pelo presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Mário João Oliveira, sem estar concluído. A falta de quadros nas salas de aulas e ausência de vedação no espaço exterior são os problemas apontados pelo vereador da oposição Jorge Pato, que, na última reunião de Câmara, disse não entender “como se abre uma escola com esta falta de condições”.
Durante o discurso de inauguração, o presidente da Câmara considerou que se tratava de pormenores. “Cada um olha para o que quer”, afirmou o autarca.
Mário João Oliveira sublinhou ainda que “quase oito anos volvidos, o executivo municipal, que deu resposta cabal à carta educativa, numa forte aposta do seu executivo na área da Educação, faz com que a partir de hoje, e à exceção da Mamarrosa, todas as crianças do ensino pré-escolar e 1.º ciclo que frequentarem a rede pública, disponham das mesmas condições, de excelência e não de luxo, para aprender e ensinar”.

Custo. Este é o 7.º e penúltimo equipamento escolar novo a entrar em funcionamento no concelho de Oliveira do Bairro, nos últimos 8 anos, e representa um investimento de 2.886.236,31 euros. O projeto teve uma comparticipação de cerca de 41% do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).

Dedicação. O presidente da Assembleia Municipal, Manuel Nunes, considerou tratar-se de uma inauguração singela, mas “com o significado das outras inaugurações que envolveram personalidades”. “No fundo, esta inauguração tem o mesmo significado das outras”, reforçou Manuel Nunes, enaltecendo “o grande espírito de dedicação de todos os professores, já que os primeiros passos do ensino básico são decisivos para a carreira escolar e para a própria vida”.

Condições. A diretora do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro, Júlia Gradeço, destacou as qualidades do polo escolar, afirmando estarem reunidas todas as condições para um bom estudo.
Júlia Gradeço, dirigindo-se aos alunos, afirmou que “estes alunos que, hoje estão aqui, um dia uns serão ministros, outros pedreiros”. “Às vezes os pedreiros são mais importantes, por aquilo que temos visto”, afirmou.
Nesta escola, e pela primeira vez, a autarquia vai garantir diretamente, em protocolo com o Agrupamento de Escolas, o serviço de Atividades e Tempos Livres (ATL) que vai funcionar nas próprias instalações, tal como acontece com a Componente de Apoio à Família nas restantes escolas. As refeições serão servidas pelo Centro Social de Oiã.

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ANADIA: Partilha e reutilização de manuais escolares


“De mão em mão” é o nome de um projecto lançado pela Câmara Municipal de Anadia, que consiste no encorajamento da partilha e reutilização de manuais escolares, com vista à sua rentabilização. Assim, todos os interessados em colaborar neste programa podem oferecer manuais escolares que já não sejam necessários na Biblioteca Municipal de Anadia. De referir que são aceites apenas manuais em bom estado de conservação, de todos os níveis de ensino.
Por outro lado, os candidatos a usufruírem destes manuais deverão ser alunos do Agrupamento de Escolas de Anadia e dos Colégios Nossa Senhora da Assunção e Salesiano São João de Bosco e, cumulativamente, utilizadores da Biblioteca Municipal (inscrição gratuita).
Os candidatos a usufruírem destes manuais deverão dirigir-se à Biblioteca Municipal e manifestar a sua intenção em beneficiar do Projeto, através do preenchimento de formulário próprio.
Os pedidos serão atendidos por ordem de chegada e a sua satisfação estará condicionada ao número de exemplares disponíveis para empréstimo.
Para mais informações, contactar a Biblioteca Municipal de Anadia ou as Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Anadia e dos Colégios Nossa Senhora da Assunção e Salesiano São João de Bosco.

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Bombeiros mostram aos alunos valências e aptidões


Os Bombeiros Voluntários de Oliveira do Bairro dinamizaram, durante o passado dia 30 de maio, na Escola Secundária de Oliveira do Bairro, uma ação de sensibilização que teve como principais objetivos a demonstração de diversas valências e aptidões do Corpo de Bombeiros e a promoção do voluntariado junto dos jovens.
Ao longo de todo o dia, cerca de 15 elementos do Corpo de Bombeiros efetuaram demonstrações com alguns veículos, permitindo aos jovens o manuseamento de diversos equipamentos utilizados diariamente pelos Bombeiros nas missões que lhes são confiadas, tais como equipamentos de socorro e emergência de ambulâncias; equipamentos de combate a incêndios florestais; agulhetas e linhas de mangueira, equipamentos de proteção respiratória, entre outros.
No sentido de passar a mensagem da importância e do acrescido valor do trabalho em equipa, foi ainda realizado um exercício de salvamento em altura.
De acordo com os bombeiros, atendendo à elevada interação verificada entre os alunos e as equipas de bombeiros presentes no parque escolar, está já prevista a realização, em outros estabelecimentos escolares do concelho, de novas ações de sensibilização e de encaminhamento dos jovens para o voluntariado nos Bombeiros, dando-lhes a conhecer os valores que regem a instituição e motivando-os a participar em atividades que os levem a desenvolver uma atitude de cidadania ativa.

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Sangalhos: Convívio antigos alunos da EB 1 do Cruzeiro (2004/08)


No passado dia 1 de junho, os antigos alunos do curso de 2004/2008 reuniram-se na sua antiga escola básica n.º1 de Sangalhos (Cruzeiro) com os seus pais e professoras.
Estava um excelente sábado de calor, quando 22 adolescentes de 15 anos regressaram às cadeiras e mesas da sua sala de aula, nesta escola, que estou certa os marcou para o resto das suas vidas.
Quando um aluno escreve: “Escola sinónimo de Amizade e Saudade” e outra colega “É bom recordar um passado feliz”, não há dúvida de que a escola cumpriu aquilo que Paulo Freire diz: “O importante na escola não é só estudar, é também criar laços de amizade e convivência”. E continuará a fazê-lo pois todos estes alunos reviveram experiências, relembraram bons momentos e mais do que tudo continuaram a amizade que os uniu a partir dos seis anos de idade e que agora em escolas diferentes, muito ocupados com os seus estudos, por vezes se distanciam, mas é nestes encontros que renascem novamente essas grandes ligações de amizade que os farão, jovens que sabem crescer com equilíbrio e que formarão uma sociedade consciente e capaz de ultrapassar dificuldades.
Foi um convívio bastante agradável até para os pais que também puderam divertir-se livremente, em sã camaradagem, num espaço que afinal fez parte das suas vidas.
Para nós professoras, foi muito gratificante partilharmos este momento e sentirmos que esta demonstração de afeto é a maior compensação do nosso trabalho, pois contribuímos para o crescimento saudável destes jovens que hoje seguem percursos de vida diferentes, mas felizes, perspetivando um futuro brilhante.
Estes jovens passaram a fazer parte das nossas vidas e são eles que iluminam os nossos corações e nos contagiam e ajudam a viver a vida com alegria e boa disposição.
Para continuar a cimentar estas amizades, já ficou encontro marcado para daqui a três anos.
Bem haja a todos por este momento inesquecível.

Isilda Silva

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Anadia: Vereadores do PS preocupados com obra da nova secundária


Lino Pintado e José Carlos Coelho, vereadores socialistas no executivo de Anadia, estão preocupados com a paragem da construção da futura Escola Básica e Secundária de Anadia.
Na última reunião de câmara, Lino Pintado voltou a questionar o edil anadiense sobre esta paragem e transtornos que está a causar, uma vez que se avizinha o final de mais um ano letivo com a obra por concluir, o que considera “inadmissível”.
Refira-se que as atuais instalações da Secundária anadiense se encontram num estado de degradação muito grande. Daí que o PS insista em denunciar a situação, mas ao mesmo tempo relembrar que a obra da nova Escola está parada por tempo indeterminado por ordem do governo.
Segundo o vereador, as instalações atuais estão completamente degradadas e chegam mesmo a colocar em sério risco a segurança dos seus cerca de 700 alunos. Desde paredes e tetos em risco de ruir, a fios de eletricidade a descoberto, a extensas infiltrações e humidades, todo o tipo de mazelas são bem evidentes em várias salas e corredores, para além de ser público que naquele equipamento chove como na rua.
Litério Marques não esconde a revolta pelo governo ter decretado a paragem da obra, mas avança não ter qualquer informação adicional em relação ao que já é conhecido sobre este assunto. Os vereadores socialistas querem agora que a Câmara Municipal pressione a Tutela a concluir a obra.
A nova Escola estava orçada em 16,3 milhões de euros, tinha, a quando da sua adjudicação, um prazo de execução de 18 meses. Em 2012, a Parque Escolar confirmou a existência de 125 escolas onde estava previsto que as obras começassem a curto prazo e 20 estabelecimentos de ensino com trabalhos suspensos. Na altura, o governo solicitou uma auditoria às contas da Parque Escolar, empresa responsável pelos projetos de recuperação com dívidas que ultrapassam os 900 milhões de euros.

Catarina Cerca

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Paredes do Bairro: Centro Escolar à espera de inauguração


Um dos assuntos extra ordem do dia, abordado na última Assembleia Municipal de Anadia, foi o facto do Centro Escolar de Paredes do Bairro, cuja inauguração estava prevista para as férias da páscoa, permanecer fechado.
A questão foi levantada pelo deputado socialista Rui Marinha, que ainda questionou o autarca anadiense sobre a veracidade de uma informação que circulava de que o piso do Centro Escolar teria abatido, inviabilizando a sua entrada em funcionamento.
Segundo o edil, Litério Marques, os arranjos exteriores do Centro Escolar foram condicionados por um inverno rigoroso que atrasou o calendário inicialmente previsto, sendo certo que, com a chegada do bom tempo, os acessos serão rapidamente concluídos. Quanto ao alegado abate do piso, mostrou-se estupefacto, já que desconhece a existência de algum problema do género.
Na ocasião, o presidente da JF de Paredes do Bairro explicou tratar-se de um mero boato. Joaquim Cruz explicou aos presentes que “ao pé do Centro Escolar existe um poço que tinha uma mina que arrunhou”. “Depois, todos sabem como é, aparecem umas moscas varejeiras que andam a dizer que no Centro Escolar tinham arreado duas salas de aulas. Mas a verdade é que nada aconteceu. Apenas a mina, que está a cerca de 50 metros, arrunhou”, explicou, admitindo que este tipo de boato infundados tem sempre outras intenções. Não foi avançada qualquer data para a sua inauguração.

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Um estudo indica que mais de duas doses diárias de álcool por dia aceleram perda de memória. Qual o seu consumo habitual no dia a dia?

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