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Agrupamento de Escolas de Anadia: Centro Qualifica abre em Anadia


Alguns anos após o encerramento do Centro Novas Oportunidades, o Agrupamento de Escolas de Anadia recupera a aposta em percursos de formação que visam a qualificação efetiva da população adulta do concelho.

O Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas de Anadia inicia a sua atividade em 2017, assegurando durante os próximos anos a certificação de competências e a formação de adultos em regime diurno e noturno.

Durante os próximos três anos, todos os adultos que assim o pretendam, poderão frequentar atividades de educação e formação ao nível do ensino básico e secundário, não só na vertente escolar mas também na profissional.
A revitalização da educação e formação permitirá, por um lado, a aquisição de uma certificação escolar/ profissional, por outro, a recuperação da importância da aprendizagem ao longo da vida.
O Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas de Anadia foi um dos três selecionados para integrar a rede da NUTIII de que faz parte (Região de Aveiro). A experiência da equipa que irá assegurar os serviços a prestar à comunidade pelo Centro, a garantia de qualidade desse serviço e as instalações, que desde o início estavam destinadas à sua instalação, foram parâmetros decisivos nesta seleção.
Os munícipes do concelho de Anadia (e também das freguesias limítrofes dos concelhos vizinhos) readquirem uma valência que concilia a educação de adultos e a formação profissional qualificante com o reconhecimento, validação e certificação de competências.
A região passa a fazer parte de uma rede nacional de centros especializados em educação e formação de adultos, vocacionados para o atendimento, aconselhamento, orientação e encaminhamento para percursos de aprendizagem, com base nas reais necessidades de qualificação existentes nos vários setores económicos.

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Salesianos de Mogofores: Escola aberta e concurso de presépios com boa adesão


Os Salesianos de Mogofores voltaram a receber crianças e jovens na primeira semana de interrupção escolar, entre os dias 19 e 23 de dezembro, nas atividades da sua ESCOLA ABERTA.
Matemática, Literatura, Culinária, Teatro, Música, Dança, Física e Química, Desporto, História, Geografia, Cinema, Artes Visuais, Jogos Tradicionais e muito divertimento saudável, ao ar livre, na nossa quinta, ou em sala, foram o programa que agradou a grandes e pequenos, que viveram de forma diferente a semana que antecedeu o Natal.
Das experiências vividas ficou uma certeza: para a Páscoa querem repetir, pelo que já guardaram lugar e passaram a palavra a outros, que não querem perder a próxima Escola Aberta!

Concurso de presépios. Decorreu, durante o passado mês de dezembro, um singular concurso nos Salesianos de Mogofores: estudantes, familiares e funcionários foram desafiados a construírem presépios em materiais de desperdício.
A criatividade e empenho de todos surpreenderam e maravilharam quem os pode observar.
Em todos os materiais possíveis, surgiram exemplares dignos de figurar em museus.
Simultaneamente, decorreu uma votação online, na página oficial da escola, https://www.facebook.com/salesianosmogofores/?ref=bookmarks, com o objetivo de apurar os três presépios com mais “gostos”, a qual se revelou muito disputada.
Este exemplo mostrou que a nossa comunidade educativa nunca rejeita um bom desafio, antes mostrando um nível de excelência que a todos maravilha.
Ana Maria Soares

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Salesianos de Mogofores são Escola Solidária EDP


O dia 16 de dezembro de 2016 foi a data que oficializou a integração dos Salesianos de Mogofores no projeto escolas solidárias, apoiado pela fundação EDP.
Numa pequena e significativa cerimónia, toda a escola assistiu ao hastear da bandeira identificativa da rede de escolas solidárias, momento transmitido em direto na página oficial da escola na rede social do Facebook.
Os Salesianos de Mogofores há muito que são reconhecidos localmente pelas ações de caráter solidário, dentro da própria escola, no âmbito do apoio prestado a elementos do seu ambiente escolar, em campanhas concretizadas para o exterior ou organizadas no seio de projetos escolares e em colaboração com entidades externas.
Tratou-se, assim, de oficializar aquilo que de bem se vai fazendo, apelando, por outro lado, a um crescente envolvimento da Comunidade Educativa nas ações solidárias a desenvolver.
À semelhança do que faziam os fundadores dos Salesianos, D. Bosco e sua Mãe Margarida, continuamos a ser “Casa que acolhe!”
Ana Maria Soares

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Escola Básica Vil. Bairro: Comunidade educativa celebra 10.ª Mostra de Sopas


Para assinalar o Dia Mundial da Alimentação (que se celebra anualmente a 16 de outubro), a Escola Básica de Vilarinho do Bairro levou a cabo, na última sexta-feira, dia 14, a 10.ª edição da Mostra de Sopas.
Uma edição especial já que era solidária, revertendo todo o lucro angariado a favor da corporação de bombeiros de Anadia. “Foi decidido ter um ato de gratidão com quem fez tudo por tudo para proteger a nossa floresta e as habitações que estiveram em risco no incêndio que atingiu o concelho. É um ato simbólico, mas mostra a nossa gratidão”, avançou a docente Alexandrina Leitão, representante do PES (Projeto Educação para a Saúde) na escola de Vilarinho do Bairro.
Um evento que, com o passar dos anos, se destacou como um dos de maior relevo promovidos por este estabelecimento de ensino. Assim, à semelhança de anos anteriores, toda a comunidade educativa esteve envolvida, sem esquecer algumas associações locais (caso do Rancho Folclórico local), que se associaram a esta mostra.
À prova estiveram 25 sopas confecionadas por pais e encarregados de educação de alunos de todas as turmas: “são encarregados de educação sempre atentos e participativos e sem os quais não seria possível fazer esta atividade”, sublinhou Alexandrina Leitão.
O difícil era mesmo escolher a melhor sopa, já que a oferta era muito variada, desde as mais tradicionais (caldo verde, canja, passando pela sopa de feijão preto, sopa da pedra, sopa açoreana, sopa de peixe), até às mais inovadoras e diferentes, como a sopa de alho francês com gengibre, sopa de fruta ou sopa de banana.
A docente Alexandrina Leitão, ligada ao PES desde o seu início juntamente com a professora Alexandra Gonçalves (mentora deste evento e da caminhada pelo coração, que se tornaram imagens de marca da escola) mostrou-se muito satisfeita com a moldura humana presente nesta edição.
“O balanço é francamente positivo. Hoje os miúdos comem mais sopa e este tipo de iniciativas ajuda a promover o seu consumo”, afiança.
Simultaneamente, esta iniciativa teve o mérito de se tornar um hábito na comunidade onde está inserida. Pais e encarregados de educação, ex-alunos, docentes de outras escolas e muitos amigos reúnem-se aqui ano após ano, ainda que a iniciativa tenha acabado por ser replicada, realizando-se em muitas outras escolas do concelho.

Iniciativa muito elogiada. A iniciativa é muito elogiada por todos. A enfermeira Fátima Gomes, do Centro de Saúde de Anadia, explicou que este evento se insere num projeto mais abrangente, designado por Sopa.come.
Daí a sua presença para sensibilizar a comunidade escolar para o projeto Sopa.Come, que visa promover a redução de sal na sopa como forma de contribuir para uma alimentação mais saudável.
“O objetivo é que desde pequenino se consuma pouco sal”, disse, considerando este evento “excelente, um espaço de partilha, de promoção da sopa como base alimentar.”
De igual forma, a edil anadiense Teresa Cardoso avançaria tratar-se de “uma excelente iniciativa, que tem sido um bom exemplo e, este ano, bem acolhida com vários estabelecimentos de ensino do concelho a promover a mesma ação.”
Um evento que ganhou dimensão e que a seu ver “é uma forma de trazer os pais à escola, mas ao mesmo tempo uma forma de deixar os filhos orgulhosos por verem os pais a colaborar na confeção das sopas.”
Quanto à vertente solidária da iniciativa, reconheceu que vem “reforçar o que eu venho dizendo. A população de Anadia é generosa e solidária. Todos os dias vamos assistindo a eventos e iniciativas que visam dar o seu contributo solidário para as nossas associações do concelho”.

Bibliosopa aposta na inovação

Nesta mostra, que tem o mérito de apresentar sempre novidades, destaca-se, na presente edição, a Sopa Asiática, confecionada pela professora responsável pela biblioteca Noémia Leitão que, vestida a rigor, falou um pouco da cultura e dos sabores asiáticos.
Na sua banca, sempre uma das mais inovadoras, faz questão de, ano após ano, deliciar os participantes com uma sopa diferente. “Aposto todos os anos numa sopa diferente, seja sobre uma região do país ou até sobre outros países e regiões do globo.”
Este ano, à prova esteve uma sopa chinesa de frango, com legumes e ovos e leva massa chinesa: “uma sopa muito leve e refrescante. Quem provou gostou, mas é um pouco exótica, admito,” explicou a docente.

Catarina Cerca

 

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Sangalhos: 2.ª Mostra dá à prova 21 sopas no Centro Escolar


A 2.ª Mostra de Sopas do Centro Escolar de Sangalhos (integrada no PES – Projeto Educação para a Saúde, do Agrupamento de Escolas de Anadia) confirmou, uma vez mais, o sucesso da iniciativa.
Na última sexta-feira, dia 14, estiveram à prova, entre as 12h30 e as 14h, neste estabelecimento de ensino, 21 sopas (1,5 euros/sopa).
Este ano, uma edição inteiramente solidária com o objetivo de angariar receitas para a corporação de bombeiros do concelho de Anadia, um dos concelhos mais fustigados, durante o verão, pelos fogos florestais.
Sopas de peixe, marisco, canja, caldo verde, feijão, legumes e dos Açores, confecionadas pelos encarregados de educação, num evento que esteve aberto à comunidade fizeram as delícias de muitas dezenas de participantes.
Uma mostra que contou com a presença do vereador Jorge Sampaio, da Câmara Municipal de Anadia, que acompanhou uma comitiva franceses de La Chaize Le Vicomte, geminada com a vila de Sangalhos, mas também pelo autarca de Sangalhos, António Floro e pelos representantes da Associação das Geminações da Vila Sangalhos que durante quatro dias estiveram de visita à vila.
A visita da comitiva francesa inseriu-se no âmbito da geminação para avaliar futuros intercâmbios em áreas como o desporto, educação e cultura.
De destacar o apoio logístico da equipa da Misericórdia da Freguesia de Sangalhos que organizou e serviu – em articulação com as assistentes operacionais do Centro Escolar – as 21 sopas que estiveram expostas.
CC

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Centro Escolar de Sangalhos: Concorrida Feira Outonal cumpre tradição


Esteve muito concorrida a 2.ª edição da Feira Outonal/Feira da Alimentação do Centro Escolar de Sangalhos. Realizada na última sexta-feira, dia 14, a feira, que se realizou pelo segundo ano consecutivo neste novo equipamento escolar, é já uma tradição que começou na Escola da Pista há cerca de oito anos.
Tal como nas anteriores edições, a feira fez-se à volta da venda de vários produtos oferecidos pelos pais, encarregados de educação e familiares das crianças. Produtos que são cultivados nos quintais, logo bastante saudáveis.
Legumes, hortaliças, frutas, animais de capoeira (coelhos, galinhas e este ano até uma cabra), mas também doces, compotas, frutos secos, tremoços, azeitonas, bolos e pão caseiro fizeram as delícias de miúdos e graúdos.

Envolvimento de toda a comunidade escolar. Amílcar Costa, coordenador do Centro Escolar de Sangalhos, destaca a mobilização de pais e encarregados de educação, que “se organizaram no sentido de nos ajudarem na realização desta feira”.
Um evento que envolveu as 87 crianças do primeiro-ciclo e 16 do pré-escolar. Ou seja, toda a comunidade educativa esteve envolvida este evento.
Em dia brindado pelo bom tempo, a feira começou às 10h, prolongando-se até às 12h, altura em que a maior parte dos bens doados já tinha sido vendida, revertendo a verba angariada para “colmatar algumas dificuldades na aquisição de material didático e de desgaste”, revelou o docente.
Realizado no âmbito da comemoração do Dia Mundial da Alimentação que se celebra anualmente a 16 de outubro, este evento já faz parte do Plano de Atividades anual do Centro Escolar, sendo sempre aguardado com muita expectativa.
Este ano, todas as melhores expectativas foram ultrapassadas, pela forma generosa como tantos produtos foram ofertados para vender.
“Foi um ano muito bom, ao nível do envolvimento e de entrega de bens alimentares”, reconheceu Amílcar Costa.
“Vem muita gente de fora e não apenas familiares. Muitas pessoas, de idade mais avançada, que estão habituadas a fazer as compras no mercado e nas feiras, mas que através dos netos e bisnetos sabem que neste dia podem vir aqui abastecer-se de produtos, aproveitam para fazer algumas compras, ou até mesmo para brindar as crianças com algumas guloseimas, oferecendo-lhes fatias de bolos”, concluiu.
Catarina Cerca

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Oliveira do Bairro: “Jovem inspiradora” é exemplo para colegas e sociedade


Beatriz Pais é uma jovem que demonstra características próprias da sua idade: perspicaz, vivaça, sonhadora. Mas esta jovem de 13 anos, aluna do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro, é mais do que isso. Como ela própria afirma, para além de ser uma aluna do quadro de valor e excelência, apresenta uma invulgar “capacidade de argumentação”, um enorme “espírito de curiosidade, de cooperação e de solidariedade, a nível académico e pessoal”.
Como aluna e cidadã, frisa Beatriz Pais, “diariamente, tento preparar-me para fazer parte ativa da sociedade, participando em diversas atividades e concursos de diferentes áreas”. Argumentos que convenceram o júri do concurso Jovens Inspiradores, promovido pela Associação Portuguesa de Famílias Numerosas. Beatriz é uma das cinco finalistas da categoria 10-13 anos e saberá se é vencedora no próximo sábado, dia 8 de outubro, em Cascais, onde terá uma entrevista com o júri.

Exemplo a todos os níveis. Mas, independentemente do galardão, Beatriz Pais já é uma vencedora. Basta atentar na sua postura perante a sociedade e o mundo. Para além de ser uma excelente aluna, sendo um exemplo para os seus colegas da EB 2/3 Dr. Fernando Peixinho, em Oiã, ela participa em inúmeras atividades. No ano passado, no âmbito da Ciência, cooperou na elaboração e demonstração de atividades experimentais na “I Feira da Ciência”, no “Passe à Escola” e no “VIVA as Associações”, “para despertar nos mais novos o gosto pelo inesperado”. No Desporto Escolar, alcançou os regionais na modalidade de natação, “conseguindo vencer alguns dos meus problemas respiratórios”. Na Música, toca piano “para exprimir emoções próprias da adolescência”. Na História, reviveu o passado na “Oficina do Património e Restauração” e nas “Olimpíadas de Histórias”. Em Literatura, participou no “Concurso de Leitura em Voz Alta”, no projeto “Justiça para Todos” e no “V Concurso Literário – Duarte Lemos”. No plano solidário e religioso, “acolhi várias campanhas de recolha de alimentos e dinheiro para a comunidade local e nacional” e participou no Parlamento dos Jovens, defendendo ideias sobre Racismo, Preconceito e Discriminação.
Enquanto “aluna persistente, não abdico de sorrir e de ajudar”. E não se cansa de estudar e trabalhar em prol de um sonho: formar-se em Medicina Legal. Este percurso notável é mérito seu, no entanto, deixa alguns agradecimentos: “aos meus professores, nomeadamente à minha professora de português de 2.º ciclo, Ana Barqueiro, e ao meu professor de história, António Leandro, ao Agrupamento, e à minha mãe, que é o meu táxi e me leva para todo o lado!”

Professor sugere candidatura. Perante esta envolvência e posicionamento na vida e na sociedade, António Leandro não teve dúvidas em sugerir, em Conselho de Turma, o nome da Beatriz para o concurso. O que seria unanimemente aceite. Professor de História da Beatriz, admite que, “de todos os alunos que tenho, sendo ela uma aluna sempre muito interessada e empenhada em todas as atividades, enquadrava-se nesse perfil”.
A candidatura surpreendeu Beatriz, que, mesmo achando ter o perfil certo, “não estava à espera de ser selecionada”. O segredo, conta, é esticar ao máximo o seu dia. “O meu horário não termina às 17h10, vai até às 20h, 21h… Tento organizar o meu espaço e o meu tempo de forma a que contemple o máximo de atividades possível.”

Sonhos e projetos. Beatriz gostava de realizar eventos de âmbito social. “A sociedade precisa de mudar algumas coisas, ajudar pessoas carenciadas e animais maltratados.”
Com o seu exemplo, tem sido uma jovem inspiradora junto dos colegas e das pessoas que consigo convivem. “Já consegui que alguns participassem em atividades que dantes consideravam uma perda de tempo e desinteressantes.”
Beatriz está a terminar o 3.º ciclo e no próximo ano mudará de escola. “A EB 2/3 de Oiã não tem associação de estudantes e eu gostava de encetar esse projeto. Acho que a escola também podia ir ao Centro Social [de Oiã] realizar atividades. Outro projeto que ambiciono é aos sábados realizar trabalho comunitário, nos canis, e sensibilizar outros a fazê-lo.”
Se Beatriz é um orgulho para quem a conhece, mais o é para os seus pais. A mãe, Teresa Nabo, acredita que a filha “é um exemplo, tem atitudes que influenciam positivamente os seus colegas. Acho até que é demasiado madura para a sua idade”. Teresa Nabo só receia as suas ambições. “Com dificuldade, aceita a derrota. Faz tudo para ficar sempre em primeiro lugar.”
Mas Beatriz sabe que “já é muito bom” ter chegado a esta fase do concurso “Jovens Inspiradores”, que engloba três categorias: 10-13 anos; 14-17 e 18-23. Com a ida a Cascais, “vou passar por uma nova experiência, conhecer pessoas novas, ver diferentes maneiras de apresentar trabalho, tirar dali ideias para o meu futuro. E espero para o ano voltar a participar!”
Fala sem medos a jovem que acredita que, com o seu contributo, pode mudar um bocadinho o mundo.
Oriana Pataco
oriana.b.pataco@jb.pt

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Vagos: Eleições na EPADR com vencedor improvável


Quatro candidatos, um dos quais excluído de início, numa eleição que viria a ditar um vencedor, Paulo Pimentel. Resultado que a Direção Geral da Administração Escolar (DGAE) não homologou, por “ausência de requisito habilitacional” do candidato. Repetida, agora a dois, do escrutínio resultou um vencedor improvável, mas anunciado: João Queirós Pinto é o novo diretor da EAPDR – Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural.
O sucessor de Fernando Santos garantiu oito dos 14 votos em disputa, no confronto direto com Filomena Martins, que agora regressa à presidência do Conselho Geral da escola. Diz que ganhou “para evitar a vitória da outra concorrente”, tendo afirmado, a uma rádio local, que foi eleito “porque do mal, o menos”.
Natural de Amarante, 60 anos, tem “duas décadas de experiência” em cargos diretivos, admite estar “motivado” para enfrentar este desafio, e mostra-se conhecedor da situação [financeira], em que se encontra a EPADR. Mas diz-se de algum modo desgostado com a forma como os processos concursais se desenrolam, e a alegada influência que as autarquias têm nos atos eleitorais.
“Quando o ensino passar para o domínio das câmaras, ainda vai ser pior”, reconheceu Queirós Pinto, convicto de que, a acontecer, “só vão ser eleitos diretores que têm a mesma cor política de quem lá está”.
Nada que Filomena Martins também não tivesse pensado, ao ser derrotada, no primeiro sufrágio, por Paulo Pimentel, candidato que, admite agora, ter sido “lançado e apoiado” pelo poder político. Segundo declarou, [Paulo Pimentel] tem acompanhado a vida política, e não só, e fez parte do NEVA e do conselho fiscal da Caixa Agrícola. Para além de presidir à comissão de proteção de crianças e jovens (CPCJ) de Vagos, “numa lista proposta pelo atual presidente da câmara”, sinalizou Filomena Martins.

Falsidades e contradições. “Tudo falsidades”, respondeu Paulo Pimentel, alegando que não se revê nas declarações da professora Filomena, em particular no que diz respeito à CPCJ, órgão para o qual foi eleito em maio de 2007, quando integrava a comissão restrita em representação do Ministério da Educação. Garantindo que nunca foi militante de “nenhum partido” admite, no entanto, que gostaria de exercer o cargo de diretor da EPADR.
Também o presidente da câmara de Vagos, reagiu às declarações de Filomena Martins e João Queirós Pinto, considerando ser necessário “desmistificar a alegada politização” do processo eleitoral. Para Silvério Regalado, “a votação é secreta, e a câmara tem 3 dos 15 votos no conselho geral”, Em declarações à Vagos FM, aquele autarca revelou que a câmara requereu “adiar” o novo ato eleitoral, porque queria esclarecer “questões relativas ao processo concursal junto da DGAE”, o que não aconteceu.
Quanto à alegada relação de “consonância”, entre as escolas e a câmara, o edil de Vagos considera que sempre houve uma [excelente] relação entre a autarquia e as administrações escolares. E admite mesmo, que “a transferência de competências é natural e até favorável”.
Eduardo Jaques
Colaborador

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Vagos: Paulo Pimentel é o novo diretor da EPADRV


Paulo Jorge Abreu Pimentel é o novo diretor da Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural (EPADR) de Vagos. Venceu, pela diferença mínima (oito votos contra sete), as eleições realizadas no passado dia 25 de julho. O resultado do escrutínio já foi comunicado, por email, ao diretor-geral da Administração Escolar.
O novo dirigente, que há anos leciona em Águeda, vai suceder a Fernando Santos, que se encontrava à frente da instituição desde 2004, e que em abril deste ano apresentou a demissão, por motivos que nunca foram revelados. A gestão corrente da EPADR está, para já, a cargo da subdiretora, Oriana Marcelino, que chamou para adjunto Paulo Alves.
Natural e residente em Vagos, Paulo Pimental levou a melhor sobre a presidente do Conselho Geral daquele estabelecimento de ensino. Filomena Jesus Martins, que teve de renunciar ao cargo para poder ser admitida ao processo concursal, vai continuar, ao que apurou este jornal, a exercer a mesma função. Quanto ao terceiro candidato, João Queiroz Pinto, não obteve qualquer voto.
A eleição decorreu sem incidentes, tendo votado a totalidade dos quinze membros que integram o Conselho Geral – representantes do pessoal docente (5), não docente (1), pais e encarregados de educação (3), alunos (1), Santa Casa da Misericórdia de Vagos (1), Núcleo Empresarial de Vagos (1), e município de Vagos (3) enquanto entidade promotora.

Currículo. Do currículo de Paulo Pimentel, consta a presidência, durante sucessivos mandatos, da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco (CPCJ) de Vagos. Foi eleito em maio de 2007, quando já integrava a comissão restrita daquele órgão, em representação do Ministério da Educação. “Aceitei o cargo para trabalhar em equipa, em prol das crianças e jovens deste concelho, mas sem politiquices”, declarou, na altura.
Paralelamente, fez também parte, com Jorge Camarneiro e Ana Maria Calado, do conselho diretivo do Agrupamento de Escolas de Vagos, então liderado por Júlio Castro, tendo sido eleito por cerca de 88 por cento de votos, num universo de 270 eleitores.
Eduardo Jaques
Colaborador05

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EB 2/3 Vilarinho do Bairro: Festa na escola mostra saberes e sabores da região


No dia 3 de junho, na EB de Vilarinho do Bairro, ocorreu a III Mostra de Saberes e Sabores, com a participação de alunos, pais e encarregados de educação, professores e assistentes operacionais.
Cada turma, do 1.º ao 9.º anos, em colaboração com os docentes, apresentou a sua barraquinha, na sua maioria “de saberes e sabores”, passando pela quermesse, devidamente apetrechadas com produtos caseiros elaborados pelos alunos e encarregados de educação, e posteriormente vendidos na feira.

Manhã dedicada à cultura e ao saber. Na parte da manhã, houve a cerimónia de entrega à escola do quadro alusivo à Paz, no âmbito da participação dos nossos alunos no projeto Impossibility Challenge. O quadro, da autoria do mentor do projeto, Sri Chinmoy, pretendeu agraciar a escola pela sua participação no recorde mundial de maior exposição de desenhos, realizados por crianças, sobre o tema da Paz e Harmonia.
Seguiu-se a apresentação de atividades: o 1.º ciclo apresentou frases sobre a Paz, preparadas em conjunto com as respetivas professoras; o 9.º A cantou “A Paz”, traduzida para português pelo grupo Roupa Nova, e o 5.º B declamou um poema sobre o mesmo tema.
No final, foram entregues os diplomas de participação nas Olimpíadas de Línguas Estrangeiras, Pangea, concurso de Matemática que pretende unir estudantes de diferentes estratos sociais e níveis de ensino, e torná-los entusiastas da matemática; Literacia 3D, concurso que consistiu num desafio nacional dirigido aos alunos dos 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico de todo o país, envolvendo os respetivos professores e estabelecimentos de ensino, com o propósito de avaliar a literacia da leitura, da matemática e da ciência, e para o melhor fato de Carnaval.

Artes e saúde, da parte da tarde. A parte da tarde, para além da animação própria de uma feira, teve ainda o escutar de música medieval e jogos de entretenimento, bem como a atividade Dizfruta- degustação, da autoria de Nelson Franco, José Melo e Mauro Oliveira, que nos presentearam com apresentações invulgares de peças de fruta. Esta degustação insere-se no Projeto de Educação para a Saúde e visa promover hábitos de alimentação saudáveis.
A apresentação teatral do 9.º A, Amores e Desamores, foi um bom exemplo de teatro inclusivo, com impacto no desenvolvimento do indivíduo com deficiência mental (DM) em áreas como a aprendizagem, o civismo, a autoestima, o autoconceito, a criatividade e a inclusão, em contexto normalizante.
O zumba, da autoria da professora Dulcínia Almeida, e a atuação do Rancho Folclórico de Paredes do Bairro, foram outros espetáculos que fizeram as delícias dos presentes.
Ao longo de todo o dia, toda a comunidade educativa pôde apreciar a exposição de fotografia subordinada ao tema “A vinha”, da autoria do professor da nossa escola, Rui Bastos, bem como os trabalhos elaborados pelos 8.º e 9.º anos alusivos ao Ambiente, e todas as atividades realizadas ao longo deste ano letivo.
Todo o trabalho realizado e apresentado contribuiu para momentos de partilha e de convívio, tão característicos desta escola, que perdurarão na memória de todos quantos nesta escola continuarão e por esta escola passaram.
Este evento contou com a participação de: Um Saber, Multisabores- Biblioteca Escolar de Vilarinho do Vsi; Adega Luís Pato; Arte de Empalhar- Natália Morais; Artesanato Isabel Almeida; Sapateiro Artesão Anacleto Luís; Apicultor Alberto Jesus; Tremoços de Cadima- Andreia Ribeiro; Framboesas- Lucília Silva; Colheita de Sabores; Rancho Folclórico de Paredes do Bairro; Rita Cândido (pinturas faciais), e animação de rua pelo grupo Popularis.
Margarida Moura

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