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Anadia: Quarenta jovens e adultos do concelho participam em ação de reflorestação em Vouzela


O Lions Clube da Bairrada esteve presente, no passado sábado, dia 18 de outubro, no grande evento “Floresta Unida – Vouzela 2014”, patrocinando a deslocação de 40 jovens e adultos.
Assim, 16 alunos da Secundária de Anadia e três de Vilarinho do Bairro, bem como dois professoras, 10 alunos da Escola de Infantes e Cadetes dos Bombeiros Voluntários de Anadia, juntamente com três bombeiros de 2.ª e aspirantes e seis companheiros Lions, estiveram presentes em Vouzela, mais propriamente no perímetro florestal da Pernoita, com o objetivo de participarem na plantação de 20 mil árvores.
Ainda no autocarro foram dadas as boas-vindas pela presidente do Lions, seguindo-se a distribuição de camisolas com inscrição do Clube.
Devido a dificuldades de percurso, o grupo chegou ao local pelas 10h, ao mesmo tempo em que chegava também o maior número de autocarros, fazendo-se de imediato a credenciação, apresentando-se um monitor para levar o grupo para a zona de plantio, com o percurso muito difícil, íngreme e enlameado. Todos, sem exceção, acabaram por chegar com um sorriso nos lábios.

Ministra e figuras públicas presentes. Na serra, estiveram ainda a Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, que fez questão de plantar várias árvores, mas também a apresentadora Catarina Furtado (cara do evento) e ainda o ator Virgílio Castelo.
Foi hora e meia de trabalho muito produtivo, pelo que pelas 12h seria suspenso, com todos a dirigirem-se para o almoço, servido numa tenda com mais de 600 lugares sentados, onde não faltou muita alegria, simbiose perfeita entre os presentes, auto-confiança, sensação de dever cumprido, com muita música à mistura. Mas, depois de almoço e mesmo depois de divulgado que o objetivo já tinha sido cumprido, todos, especialmente os mais jovens partiram pelas 14h para uma nova etapa de florestação, regressando pelas 16h.
Foi tempo então da merenda e de preparar o regresso. Todos muito entusiasmados já perguntavam quando haveria outro evento. No regresso do autocarro, tempo de entrega de Certificado de Reconhecimento a todos, alunos, professores, bombeiros e Lions e motorista.

Iniciativa vencedora. Em jeito de conclusão, podemos afirmar que foi uma batalha ganha, com a promessa dos Lions não se esquecerem destes jovens, mas também é tempo de agradecer à Câmara Municipal de Anadia pela cedência do autocarro, ao diretor pedagógico e presidente da direção da Secundária, bem como às duas professoras e a Ana Matias, Comandante dos Bombeiros Voluntários, pela sugestão de enviar ao evento cadetes da nova Escola de Bombeiros.
Certo é que o investimento que o Lions Clube da Bairrada despendeu não foi maior do que a felicidade que vimos estampada na cara dos nossos jovens.
A.P.

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Vagos: Tragédia de há 25 anos assinala promessas por cumprir


Começou pela madrugada (27 de julho), foi extinto, 60 horas depois. Alegadamente de origem criminosa, segundo o relatório elaborado pelo comando operacional, o incêndio de Vagos ocorreu em 1987. Combatido por centenas de bombeiros e soldados do Batalhão de Infantaria de Aveiro (BIA), deixou na região um rasto de cinzas e um rol de promessas por cumprir.
Há 25 anos, um telefonema dos bombeiros de Mira para o quartel de Vagos, pelas 2h40, dava o alerta, indicando a natureza da ocorrência: um foco de incêndio florestal, localizado no limite do concelho de Vagos, mais propriamente na Gafanha do Areão ou Poço da Cruz, junto às dunas de Vagos.
Cinco minutos mais tarde, eram acionados os meios terrestres do corpo de voluntários de Vagos (13 homens, 2 viaturas), que combateram o fogo com os operacionais de Mira. Estes, recorde-se, tinham sido os primeiros a chegar ao local da tragédia, na sequência do alerta, dado pelo posto de vigia.
Segundo relatos da época, o sinistro terá apanhado de surpresa os “soldados da paz”. Que, diga-se, desconheciam a dimensão do incêndio e as condições desfavoráveis da zona, classificada mais tarde, pelo comando de Vagos, como “densamente florestada”.
Tal facto, aliado à configuração do terreno, arenoso e de acesso limitado, e ainda à falta de água no local, obrigaram inicialmente ao recurso a batedores, em detrimento dos clássicos pronto-socorro médio e pesado todo o terreno, adequados para se mover em terreno solto.
Meios que a corporação vaguense não tinha na altura, o que tornou “extremamente cansativo e infrutífero” o trabalho no terreno. “Entrámos na floresta a apagar o fogo com pás e enxadas, e só pela manhã alguém se lembrou de subir a um pinheiro para verificar a verdadeira dimensão do incêndio”, recordaria, anos mais tarde, o atual comandante dos bombeiros de Ílhavo, Carlos Mouro.
Prejudicadas pelo vento, que soprou com grande intensidade até ao raiar do dia, e nos dias subsequentes, as operações envolveram 18 corporações de Aveiro e Coimbra.
Um total de 200 homens e 38 viaturas, para além das máquinas dos serviços florestais, da câmara de Vagos e de alguns particulares. Meios aéreos sediados na Lousã, foram ainda deslocados para a zona, onde acorreram também helicópteros da Força Aérea.
Para além do inspetor regional dos bombeiros do Centro e do então presidente da câmara de Vagos, João Rocha, também o governador civil de Aveiro se deslocou ao teatro das operações. Sebastião Dias Marques queria inteirar-se da progressão do incêndio e dos meios existentes no terreno para o combater. Seria, aliás, na sequência desta visita que foram enviados para a frente de fogo 25 soldados do BIA, que ali se mantiveram durante dois dias.

Protagonistas. No topo da ribalta política, João Rocha considerou, na altura, que a construção do estradão da Lomba, por parte da autarquia, terá “salvo por assim dizer a floresta”. Muito crítico em relação aos serviços florestais, o autarca de Vagos viria denunciar, mais tarde, que por falta de verba, aqueles serviços tinham procedido à limpeza da área ardida, sem contudo retirar minimamente a lenha. “É inconcebível”, comentou, depois de ter anunciado que o processo de reflorestamento poderia vir a ser liderado pela câmara.
Preocupado com a falta de meios, o comandante António Castro reconheceu, em declarações à imprensa que os bombeiros de Vagos não se encontravam “minimamente preparados para atuar em fogos florestais”. Confirmando não ser previsível, para já, que a corporação de Vagos viesse a ficar servida em termos de operacionalidade, aquele comandante considerou que o incêndio teve a combatê-lo apenas três viaturas todo o terreno, duas de Águeda e uma dos bombeiros Novos.
Em comunicado, a direção dos bombeiros de Vagos fez questão de agradecer à população o apoio prestado e deu conta dos prejuízos materiais causados – uma ambulância destruída, devido a acidente, e diverso material consumido pelo fogo. “A hora é de tristeza, mas também, e acima de tudo, de confiança no futuro”, referia o comunicado, reiterando vontade firme de continuar a servir, com “dedicação e altruísmo”, o concelho no seu todo.

Eduardo Jaques
Colaborador

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Av. Cima:“Charca é uma mais valia no combate a incêndios florestais”


Com um orçamento de 55 mil euros, Manuel Veiga, que cumpre o primeiro mandato à frente dos destinos da freguesia de Avelãs de Cima, reconhece estar limitado em matéria de obras a realizar: “relativamente a 2011, recebemos menos 2862 euros, mas comparando a 2010, o nosso FEF reduz em 8290 euros”, diz, dando conta que, face a este constrangimento orçamental, “foi necessário redimensionar todas as nossas obras na freguesia e o que vamos fazendo deve-se a muito esforço e poupança, da nossa parte”.
Contudo, dois importantes investimentos estão a avançar.

Floresta: uma prioridade. O primeiro, em fase de conclusão, é uma charca – reservatório de água escavado na zona do Moinho do Pisco – que vai dar apoio aos bombeiros do concelho e aos helicópteros no combate a fogos florestais. “Trata-se de um projeto que foi elogiado por todos e uma mais valia e fruto do nosso esforço, já que causa alguma mossa no orçamento da Junta de Freguesia”, adianta. Em fase de conclusão, este equipamento, construído em terreno cedido por um particular, começou a ser construído em janeiro e, apesar do período de seca, está cheio de água. “Era uma necessidade muito grande e uma reivindicação antiga dos proprietários florestais”, sublinha o autarca, determinado em dar especial apoio à Associação Ambiental e Florestal da Freguesia de Avelãs de Cima que, segundo Manuel Veiga, “tem desenvolvido um trabalho meritório na vigilância e combate aos fogos, sendo uma aliada dos bombeiros”.
“Precisam construir um pavilhão que sirva de sede e de arrumo à viatura que possuem de combate aos fogos florestais. A Junta de Freguesia vai ajudar nessa construção”, diz, dando conta de que a obra vai nascer junto ao estaleiro da Junta de Freguesia, em Avelãs de Cima. Ainda em matéria florestal (e porque a freguesia tem uma extensão considerável de floresta) Manuel Veiga destaca o empenho da autarquia na manutenção e preservação de caminhos rurais e estradões florestais, mantendo-os transitáveis e em bom estado a maior parte do ano, mas mostra-se igualmente apreensivo e preocupado com o furto do posto de vigia do Moinho do Pisco. Por isso, lança um apelo às entidades competentes para que reponham um equipamento semelhante porque, “sem a torre de vigia, a floresta está agora muito mais vulnerável”.

Abastecimento de água é imprescindível. Preocupado com o abastecimento de água à população, recorda que Ferreirinhos continua a aguardar por água da rede, canalizada. “Pela primeira vez, em muitos anos, no ano 2011 a nascente não foi suficiente para abastecer as fontes do lugar, pelo que teve de se recorrer aos Bombeiros de Anadia que, em dias alternados, colocavam água no depósito que abastece as fontes”, diz, admitindo que, neste ano de 2012, a atravessar uma grave seca, a perspetiva não é nada animadora, sendo, por isso, urgente dotar este lugar de água da rede potável.
Por causa da crise e do desemprego que afeta já muitas famílias no concelho, Manuel Veiga fala no estreitar de relações com a Rede Social, para sinalizar e resolver casos de necessidade que possam surgir na freguesia. Mas à Junta de Freguesia cabe ainda olhar pela manutenção dos equipamentos escolares, neste caso três escolas do 1.º CEB e três Jardins de Infância. Atenção dedica ainda à limpeza e manutenção de bermas, valetas, aquedutos e ainda caminhos e rurais. Por isso, a Junta de Freguesia está empenhada em sensibilizar a população para dar conhecimento de eventuais lacunas e necessidades porque, como diz, “nós, na Junta, não sabemos de tudo o que faz falta nos vários lugares da freguesia e as pessoas são um importante elo de ligação/informação”.
A JB conta ainda o facto da autarquia ter disponibilizado um espaço na Junta de Freguesia e na antiga Escola de Canelas para que uma enfermeira possa, às quintas-feiras, prestar serviços de enfermagem às populações. “É um importante apoio, sobretudo para os mais idosos”, diz, referindo ainda o trabalho que está a desenvolver ao nível da Segurança Rodoviária: “Estamos a colocar novos sinais de trânsito que começaram a ser renovados em janeiro”, num total de uma dúzia.
A terminar, afirma precisar da colaboração da Câmara Municipal para avançar com alcatroamentos de vias já abertas, mas ainda em terra batida, que considera prioritárias. São os casos: alcatroamento da estrada entre Figueira e Boialvo, entre Cêrca e Aguarda de Cima, mais propriamente Almas da Areosa e no lugar de S.Pedro, cerca de 500 metros, que permitirá eliminar o trânsito de pesados num pequeno troço de estrada 334, assim como corrigir um pequeno troço de estrada que liga Figueira a Avelãs de Cima, junto ao depósito da água.

Catarina Cerca

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Mata do Buçaco quer ser a casa do Dia Mundial da Floresta em 2012


O crescimento e dinamização da Mata Nacional do Buçaco operada em 2011 sustentam uma estratégia ambiciosa para o novo ano na afirmação da oferta turística e, nesse sentido, acolher as comemorações oficiais do Dia Mundial da Floresta será um dos exemplos mais emblemáticos dessa aposta.
O ano de 2012 será importante de concretizações para a Mata do Buçaco. Obras de recuperação e revitalização de infraestruturas e programas de atividades atrativos completam a afirmação da Mata enquanto polo de atração turística a nível regional, nacional e internacional.
A criação de um Centro Interpretativo; a transformação de quatro Casas Florestais em unidades de alojamento turístico; a criação de um miradouro virtual e de guias multimédia; a recuperação dos trilhos da água, das portas de entrada da mata e do Convento de Santa Cruz; o melhoramento da sinalética e o estabelecimento do controle automático de entradas são alguns dos grandes marcos de 2012.
O plano de atividades preparado a pensar quer na comunidade local quer em visitantes de todo o país e do estrangeiro, fazem de 2012 o ano de afirmação deste Património Nacional de Interesse Público que tem, ainda, verdadeiras relíquias da floresta autóctone portuguesa. Por essa razão, ações remuneradas visando a Sustentabilidade Florestal, como a iniciativa “Manter a Mata do Buçaco Sustentável, combater as invasoras lenhosas”, destinada a jovens voluntários dos 18 aos 30 anos sustentam o desejo, já comunicado à Ministra da Agricultura, de a Mata Nacional do Buçaco ser escolhida para receber as comemorações oficiais do dia Mundial da Floresta 2012.
Em 2011, a Fundação Mata do Buçaco preparou o caminho para crescer em 2012. Foi o caso do projeto BRIGHT, financiado pelo Programa Comunitário LIFE +, e que envolve um investimento total de 3 milhões de euros na preservação da flora nativa. A candidatura ao PRODER, visando a transformação das Casas Florestais em unidades de alojamento turístico e prevendo também a criação de um miradouro virtual e a produção de guias multimédia, perfazem um total de 3,3 milhões de euros de investimento direto no património natural e edificado da Mata.
Neste ano que termina, acrescem a programação de três ações de grande impacto dirigidas a visitantes – Conferências do Buçaco, Sement Event e os Seminários Técnicos sobre Plantas Invasoras – financiadas pelo Fundo Florestal Permanente, num total de 50 mil euros, juntam-se ao leque de atividades realizadas pela FMB que permitiram gerar receitas para garantir a contrapartida nacional dos financiamentos comunitários. O trabalho realizado assentou numa gestão sustentável que permitiu criar as condições necessárias para afirmar a Mata Nacional do Buçaco no panorama turístico regional, nacional e internacional.

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Plantação de árvores assinala Semana da Reflorestação em Oliveira do Bairro


No âmbito da parceria entre a Câmara Municipal de Oliveira do Bairro e o Movimento Plantar Portugal, a Semana da Reflorestação, de 23 a 28 de Novembro, será assinalada, no próximo sábado, 27 de Novembro, a partir das 9h30 com a plantação de árvores em todo o concelho. Nas várias freguesias, e com a colaboração das várias Juntas de Freguesia, foram escolhidos locais específicos para a plantação das árvores: Freguesia de Bustos, Rua Padre Fei Gil; Freguesia da Mamarrosa – Parque do Rio Novo; Freguesia de Oiã – Parque do Vieiro e Parque das Cales; Freguesia de Oliveira do Bairro – Parque da Canhota; Freguesia da Palhaça – Rua da ADREP e na Freguesia do Troviscal – Parque da Rua Arlindo Vicente. Esta é uma das acções que procura sensibilizar e mobilizar a população para a importância da floresta, a sua protecção e conservação.

Dia da Floresta Autóctone assinalado com comunidade escolar

O dia da Floresta Autóctone, que marca  o arranque da Semana da Reflorestação, foi comemorado com a comunidade escolar através da plantação de árvores na Escola Secundária de Oliveira do Bairro, Escola Básica Dr. Acácio Azevedo e Escola Básica Dr. Fernando Peixinho em Oiã. Em Oliveira do Bairro mais de duzentos alunos da Escola Básica foram ainda convidados a assinalar este dia com a plantação de 40 árvores na zona dos pinheiros mansos. As árvores foram apadrinhadas pelas 13 turmas participantes nesta acção, que assumiram a responsabilidade de acompanhar com especial atenção os Quercus robur (Carvalho Português) que passam a integrar o Parque dos Pinheiros Mansos, propriedade da autarquia.

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Jovens previnem incêndios no concelho da Mealhada


Dezoito jovens têm vigiado as principais zonas de risco de incêndio do concelho e procedido a acções de sensibilização e prevenção junto da população. O programa Voluntariado Jovem para as Florestas, promovido pelo Instituto Português da Juventude com o apoio da Câmara Municipal, terminou na passada terça-feira com um balanço muito positivo. “Têm sido responsáveis pela identificação de um grande número de fogos, não só no concelho como em toda a região”, afirma a vice-presidente da autarquia, Filomena Pinheiro.
Apesar deste ano estarem reduzidos a 18, os jovens do projecto “Mealhada Vigilante” voltaram a mostrar que a sua colaboração é crucial nesta época de incêndios. “Foram vários os fogos que identificaram no concelho e na região, nomeadamente em Águeda, Penacova e na Figueira da Foz”, adiantou a vice-presidente da Câmara, defendendo a importância deste programa para a sensibilização dos jovens para a ocupação dos tempos livres e para as acções de cidadania.
Os voluntários, com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, tiveram como missão detectar eventuais focos de incêndio e vigiar as áreas florestais. Os vigilantes da floresta operam em três períodos diferentes, em grupos de seis elementos, no horário das 11h às 16h30. Aos voluntários foi garantida, pela entidade promotora, uma verba de 12 euros por dia, certificado de participação, seguro de acidentes pessoais, reembolso de despesas com a alimentação e os transportes, vestuário e equipamento. Por sua vez, a Câmara assegurou luvas, binóculos, telemóveis e transporte para todos. Os voluntários receberam ainda formação sobre a temática.

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Vagos: Autoridade Florestal abate pinheiros na ZIV


Revoltados e inconformados. Os empresários da Zona Industrial de Vagos (ZIV) não percebem “como foi possível” proceder ao abate de pinheiros, que ladeavam a principal via de acesso do referido espaço.
Alguns industriais, que se escusaram a “dar a cara” num processo que consideram “delicado e mal conduzido”, acabam por “culpar” o Executivo camarário, por falta de informação. E dizem mesmo que não foram “ouvidos nem achados”, pela autoridade florestal que tutela aquela zona.
O empresário Carlos Neves, que foi “vice” de Rui Cruz no último mandato, foi o único que se disponibilizou a falar à Comunicação Social. Para confirmar o óbvio: que é contrário ao “abate total dos pinheiros”, e que os mesmos “dão vida e melhor aspecto à ZIV”.
Nas declarações que fez, Carlos Neves admitiu que seria pertinente que a Autoridade Florestal Nacional (AFN) tivesse dado oportunidade aos industriais de se pronunciarem sobre o abate. E que, contrariamente ao que sucedeu, tivesse apenas optado pelo “abate selectivo dos pinheiros em mau estado”.
É ponto assente que a ZIV é propriedade do município vaguense, embora se trate de um espaço “sujeito ao regime de floresta parcial”. Dito de outra forma: a Câmara é “dona”, mas os “altos” lá existentes são (sempre foram!) geridos pela antiga Direcção Regional de Recursos Florestais. Apenas podem ser abatidos com autorização daquele organismo, quer a solicitação seja da autarquia ou de quem venha a adquirir os lotes.

Requalificar é solução. No caso presente, tanto quanto apurou o JB, a decisão de abater os pinheiros terá partido da AFN. Segundo o presidente da Câmara, Rui Cruz, a autarquia terá sido notificada já em Junho, através de “ofício tipo, de forma genérica, de que ia haver um abate na ZIV”. Contudo, a Câmara “não adivinhava que pinheiros seriam”, acrescentou.
Uma rádio local avançou com informações, colhidas junto de fonte próxima da AFN, que davam como certa uma reunião em Coimbra, entre a autoridade florestal e Rui Cruz, que terá sido informado do corte de árvores “naquela zona em concreto”. O autarca não se opôs, tendo considerado que o abate era “razoável e aceitável”, alegadamente por “garantir a segurança de pessoas e bens”.
Mas a versão do autarca de Vagos é outra. Confirmou que na reunião foram abordadas “outras questões”, e que “não foi informado da intenção daquele organismo em abater pinheiros naquela zona da ZIV”. Admitiu, no entanto, que mostrou disponibilidade em adquirir pinheiros na Zona Industrial, e que foi informado que tal “só poderia ser feito em hasta pública”.
A Câmara de Vagos vai agora requalificar a zona, ajardinando o corredor central da ZIV. “Vamos plantar novos pinheiros e outras espécies de árvores, que diminuam risco de incêndio”, confirmou Rui Cruz.

Eduardo Jaques/Colaborador

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