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Cantanhede: PS e PSD com posições contrárias quanto ao futuro do Hospital no SNS


Os deputados do PS, eleitos por Coimbra Rui Duarte, Mário Ruivo e João Portugal, com o Presidente da Federação Pedro Coimbra estiveram em Cantanhede, em frente ao Hospital de Cantanhede com Carlos Ordens (candidato à Câmara Cantanhede), Pedro Carrana Presidente da Concelhia do PS local e alguns militantes e simpatizantes socialistas para uma conferência de imprensa.
Os deputados do PSD, eleitos pelo circulo de Coimbra, votaram contra na Assembleia da República as recomendações do PCP e BE para que “o Hospital de Cantanhede (em particular) se mantenha sob gestão pública e integrados no SNS, cujo edificado é da propriedade da Misericórdia. Que o hospital mantenha todas as valências que atualmente asseguram e eventualmente possam vir a ser reforçadas face às necessidades da prestação de cuidados de saúde às populações.”
O Deputado Rui Duarte referiu que “os deputados do PSD, eleitos pelo círculo de Coimbra, não defendem os interesses dos eleitores do distrito que os elegeu, optando por corroborar a desastrosa política do governo na Saúde”. “Enquanto que os deputados do PS por Coimbra votaram a favor desta recomendação, porque entenderam que esta é a melhor posição para a defesa do SNS e do Hospital de Cantanhede.”
Pedro Coimbra, Presidente da Federação de Coimbra do PS, refere que “só a gestão pública dos hospitais integrados no SNS cumpre os princípios da universalidade e a qualidade dos cuidados de saúde, independentemente das condições sociais e económicas dos utentes”.
Carlos Ordens, começa por referir que “o Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, deve assumir perante os munícipes a sua total incapacidade para influenciar as decisões do governo do seu partido, no que a Cantanhede diz respeito. Esta é mais uma situação a comprová-lo!”. Acrescentou ainda que “o senhor Presidente da Câmara devia instruir os deputados do PSD, eleitos por Coimbra, sobre o seu papel na Assembleia da República e as reais necessidades dos seus Munícipes.”
Carlos Ordens tem defendido desde a 1.ª hora que “o nosso Hospital de Cantanhede se mantenha sob gestão pública, integrado no Serviço Nacional de Saúde, para assegurar o direito à saúde para todos habitantes do concelho de Cantanhede”.
Carlos Ordens, na sua intervenção, reforçou a ideia de “defender um Novo Protocolo para os serviços de saúde em Cantanhede, envolvendo as partes interessadas, que defenda os interesses da população e reforce as valências prestadas”.
Pedro Carrana, Presidente da Comissão Política Concelhia informou os presentes que “a comissão política de Cantanhede do PS vai dirigir uma carta a estes deputados do PSD para os sensibilizar para a defesa da Manutenção do Hospital de Cantanhede no SNS”.

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Hospital de Anadia: Cortes na Saúde comprometem bons resultados na Cirurgia e na Consulta Externa


 

Os recentes cortes anunciados pela Tutela para a área da Saúde fazem temer o pior no Hospital José Luciano de Castro, em Anadia.
Esta unidade hospitalar, que está a passar por um processo que visa a sua devolução à Santa Casa de Misericórdia de Anadia, teme pelo futuro dos serviços de excelência que pratica ao nível das Consultas Externas, Cirurgia Geral e Cirurgia do Ambulatório (ver notícia pág. 15).

Resultados. Em 2012, o Hospital realizou um total de 863 cirurgias, 475 cirurgias gerais, 243 de ortopedia, 104 de urologia e 42 de oftalmologia e cerca de 17 mil consultas externas.
Números que permitem ao diretor clínico, Rui Simões, fazer um balanço positivo do desempenho da Unidade de Cirurgia do Ambulatório e da Cirurgia Geral, até porque de facto se registou um incremento do número de doentes operados (mais 90) do que no ano transato.
Receios. Mas, neste ano de 2013, as perspetivas não são tão animadoras e o balanço do primeiro trimestre faz recear o pior, já que o desempenho ao nível da Cirurgia e da Consulta Externa está longe de atingir os números inicialmente traçados.
“Este ano está a ser particularmente diferente e difícil”, diz Rui Simões, não só porque a Tutela impôs mudança nas equipas médicas, mas porque nalgumas especialidades, como é o caso da oftalmologia, o Hospital está sem médico, situação que deverá ser reposta até final do mês. “A médica foi embora e é esta falta de médicos especialistas/operadores que inviabiliza a realização do número de consultas e intervenções cirúrgicas desejadas”, acrescenta, dando conta de que, a partir de janeiro, a administração do Hospital deixou de poder contratar médicos: “passamos a ser obrigados a ir ao mercado, contratar empresas.” Ou seja, a maioria dos médicos vem de fora, já que, pertencentes ao quadro do Hospital (que tem vindo a ser reduzido anualmente), restam apenas sete médicos e 38 enfermeiros.
O Hospital disponibiliza Consultas Externas em Cirurgia Geral, Ortopedia, Urologia, Anestesia, Medicina Interna – Diabetes, Dermatologia, Cardiologia, Oftalmologia, Pediatria, Otorrinolaringologia e Fisiatria. No entanto, devido a estes constangimentos, a lista de espera para consulta de oftalmologia é de 10 meses. Em otorrinolaringologia estão a ser marcados doentes de janeiro para maio (4 meses de atraso) e igual período para as especialidades de urologia e ortopedia.
Nos corredores semi-vazios (a zona de internamento da Cirurgia do Ambulatório com 10 camas), onde os doentes permanecem no máximo 24h, após cirurgia, nota-se, aqui e ali, algum desânimo e receio pelo futuro desta casa, mas também alguma desmotivação, pela forma como todo este processo está a ser conduzido pela Tutela.
Com duas salas de cirurgia, apenas uma está a ser utilizada. Neste momento as operações às varizes, hérnias, cirurgia geral, cirurgia da mão, do túnel do carpo, do pé, incontinência urinária e fimose, entre outras, são as mais frequentes.
Na Cirurgia, a lista de espera, ao contrário, é meramente residual, ou seja, tem 15 dias, o que significa que um paciente que passe pela consulta externa pode ser operado na semana seguinte.

Sucesso de 2013 comprometido. A fasquia para 2013 era conseguir operar cerca de 1050 doentes, meta que já não é possível atingir na medida em que vai demorar algum tempo a acabar com as listas de espera das Consultas Externas. Ou seja, “estamos com uma produção de -50%, portanto com pior desempenho de que em fevereiro”, confirmou o clínico Rui Simões.
No ano passado foram operadas, na cirurgia geral, 162 pessoas que chegaram pelo SIGIC (Sistema de Gestão dos Utentes inscritos para Cirurgia); este ano, dado os constrangimentos impostos pela Tutela, o Hospital preferiu não arriscar mandar vir doentes da rede: “só estamos a operar doentes gerados pelo hospital/consulta externa”.
“Não conseguir prestar um serviço atempadamente é o que mais nos preocupa, mas de facto estamos condicionados pelos constrangimentos do sistema e das regras cada vez mais apertadas, nomeadamente ao nível do mapa de pessoal” afirma, reconhecendo que “o encerramento das urgências foi o princípio do fim do Hospital”, enquanto que é sua convicção que o futuro desta unidade hospitalar dependerá de quem nela pegar: “poderá ser uma clínica privada de luxo porque tem condições para tal. É um Hospital muito cobiçado porque tem condições excelentes, fruto de investimentos de vulto realizados nos últimos anos”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Anadia: Hospital com avaliação máxima do SINAS


A Unidade de Cirurgia de Ambulatório do Hospital José Luciano de Castro, em Anadia, obteve o nível máximo de avaliação do SINAS – Sistema Nacional de Avaliação em Saúde.
Trata-se de um sistema de avaliação da qualidade global dos serviços de saúde, em Portugal continental, desenvolvido pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS).
Os resultados obtidos na dimensão em análise a Excelência clínica foram: Primeiro nível de avaliação, com uma estrela vermelha, ou seja, o serviço cumpre com todos os parâmetros de qualidade exigidos; Segundo nível de avaliação, com um nível de qualidade III, ou seja, o serviço está posicionado na categoria de classificação superior.

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Hospital de Anadia: Serviço de radiologia sem lista de espera


Sabia que pode dirigir-se ao Hospital José Luciano de Castro (HJLC), em Anadia, e efetuar radiografias, ecografias e mamografias sem estar sujeito a listas de espera? Pois é, para além da maioria da população desconhecer que é possível recorrer a este vasto conjunto de serviços no Hospital de Anadia, poucos saberão que podem marcar os exames e efetuá-los em poucos dias, ou mesmo no próprio dia, no caso de um simples RX.
Maria João Carvalho, médica radiologista do HJLC, sublinha que após o grande investimento realizado em 2007, ao abrigo de uma candidatura ao Programa Saúde 21, na reformulação de todo o espaço físico afeto a este serviço, foi igualmente renovado todo o equipamento de radiologia. Dotado com moderna tecnologia, o Hospital de Anadia tem, neste momento, duas salas de radiologia, gabinete de ecografia e de mamografia ao serviço da população da região que serve.
Maria João Carvalho dá conta que fruto desse investimento, acabaram as películas, sendo agora tudo digitalizado, agilizando a forma de trabalhar mas também garantindo uma maior segurança, fiabilidade e rigor nos diagnósticos realizados.
“Os exames são todos relatados” e entregues nos Centros de Saúde de Anadia e Aguim pelo motorista do Hospital ou enviados por correio para os outros Centros e Extensões de Saúde. “Temos tudo preparado para o envio eletrónico dos exames mas falta articular essa possibilidade com as Unidades de Cuidados de Saúde Primários”, refere a médica, dando conta de que muitos pacientes continuam a preferir vir levantá-los, em mãos.
Admitindo que a capacidade máxima ainda não foi atingida, o serviço de radiologia está a fazer neste momento uma média de 3.500 ecografias/ano; 7 a 8 mil RX/ano, e 300/400 mamografias/ano.
A rapidez na marcação, que pode ser presencial ou por telefone, e realização dos exames, é destacada pela médica que refere estar este serviço aberto diariamente, das 9 às 13h e das 14 às 17h.
Falta de uma paragem de autocarros. “Temos notado alguma dificuldade nos meios de transporte, ou seja, a falta de uma paragem de autocarros ao pé do hospital (que existiu noutros tempos). Essa situação veio afastar muitos utentes, pois quem mais se queixa são precisamente as pessoas mais idosas, com mais dificuldade de locomoção e com poucos recursos, já que as duas paragens de autocarro mais próximas estão junto à Secundária e ao Centro de Saúde que estão a uma distância considerável desta unidade hospitalar”.
Ecografias, RX e Mamografia. Depois, é um facto que a grande maioria das pessoas ainda desconhece a oferta destes serviços, de grande qualidade: “desde o encerramento do serviço de Urgências dá a ideia que as pessoas interiorizaram que os outros serviços iriam acabar também. Não é assim e a prova é que estamos cá”, diz, admitindo que os médicos de família, nos Centros e Extensões de Saúde também poderiam estar mais sensibilizados e encaminhar os pacientes para estes recursos que temos no concelho, evitando deslocações desnecessárias para fora de portas, que saem bem mais caras às pessoas. Maria João Carvalho destaca ser igualmente necessário “desmistificar essa ideia, porque estamos abertos a toda a população com um leque de serviços que vai desde as ecografias mamárias, abdominal, renal, vesical, tiróide, prostática, prostática trans-retal, até todo o tipo de RX e mamografias”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Futuro ainda incerto para o Hospital José Luciano de Castro, em Anadia


 

O futuro do Hospital José Luciano de Castro, em Anadia, é incerto.
Tendo em conta que o Ministério da Saúde pretende concluir o processo de devolução às Misericórdias, de todas as 29 unidades hospitalares “nacionalizadas” no pós 25 de Abril de 1974, na última terça-feira, teve lugar, em Coimbra, uma reunião que envolveu um grupo de trabalho (que integrou elementos do Ministério da Saúde e do Grupo Misericórdias Saúde, da União das Misericórdias Portuguesas) e os provedores das Santas Casas de Misericórdia de Anadia (SCMA), Cantanhede e Ovar, as três que na região podem vir a ser chamadas a administrar os hospitais locais.
“Este foi o primeiro encontro”, admitiu Carlos Matos, provedor da SCMA, embora diga desconhecer ainda o teor do protocolo a firmar. “Neste primeiro contacto não se falou de protocolo, nem sei se o vou assinar”.
Carlos Matos acrescenta que vai ter de analisar todas as variáveis e condições, juntamente com o Grupo Misericórdia Saúde, embora reconheça que “se o Estado não nos der o que pretendemos para que possamos fazer uma exploração rentável do Hospital, não o aceitaremos de volta”, podendo mesmo vir a encerrar.
Uma possibilidade remota, mas não impossível, já que o Provedor diz que a Misericórdia tem como prioridade os serviços que presta na comunidade, à infância e à terceira idade: “não posso pôr em causa ou comprometer a assistência que presto”. Isto porque, como lhe foi explicado, o Hospital de Anadia custa 5 milhões, por ano, ao Estado: “A Misericórdia tem um orçamento de pouco mais de dois milhões, seria triplicar um orçamento que não estamos habituados a gerir”, sublinhou.
Ciente de que o processo demorará vários meses até estar concluído, avança que em maio o grupo de trabalho fará uma visita ao hospital, para conhecer instalações e valências.
“Não é nossa vontade explorá-lo diretamente”, mas não descarta a hipótese de, no futuro, o hospital vir a ser gerido por um grupo de Misericórdias que faça a gestão de vários hospitais.
JB sabe que o Conselho de Administração do Hospital de Anadia não foi ouvido e que Maria João Passão, presidente do Conselho de Administração, também não esteve presente nesta reunião.
Catarina Cerca

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Anadia: PSD/Anadia visita Hospital e critica mudanças anunciadas


A Comissão Política do PSD/Anadia reuniu, na última quinta-feira, dia 10, com a administração do Hospital José Luciano de Castro, em Anadia, após ter sido confrontada com informações que apontavam para a alteração do estatuto do Hospital, nomeadamente a sua saída da esfera do setor público para o setor das misericórdias.
Da reunião de trabalho, promovida com caráter de urgência, José Manuel Ribeiro, presidente da Concelhia do PSD Anadia, ficou a saber que, àquela data, o Conselho de Administração do Hospital não tinha qualquer informação relativamente a esta matéria. “Só posteriormente, o PSD/Anadia obteve a informação de que, na realidade, o governo se prepara para entregar a unidade à União Geral das Misericórdias”, mostrando-se totalmente em desacordo com esta intenção.
À Concelhia do PSD/Anadia foi ainda possível aferir que em 2012 foram operadas 863 pessoas, tendo em conta que em 2011 tinham sido objeto de cirurgia 773 pessoas, traduzindo um aumento significativo em relação ao ano anterior.
A unidade hospitalar emprega 132 funcionários, respondendo estes por 11 especialidades, a par da unidade de cuidados continuados, que tem atualmente 20 camas. “O Hospital de Anadia é uma unidade de importância muito elevada para Anadia. Assim sendo, o PSD/Anadia não pode ficar indiferente na defesa dos interesses do município”, acrescentou.
Na referida visita, o PSD/Anadia constatou que o Hospital possui “excelentes instalações” e que em termos de qualidade, “está num patamar muito elevado em relação a várias outras unidades que se encontram em funcionamento na região”.
José Manuel Ribeiro referiu que o Hospital “é exemplar e que apresentou, no final de 2012, um resultado líquido positivo, que não tem endividamento bancário e que paga aos seus fornecedores a 30 dias”. Acresceu que “à boa situação financeira deve ser realçado o seu enorme valor na prestação de cuidados de saúde de elevada qualidade, ministrados por profissionais empenhados, devotados e competentes”. Por isso, para o presidente da Concelhia “laranja” qualquer fragilização do Hospital só merece um comentário: “O PSD/Anadia é completamente contra qualquer processo que debilite o nosso hospital e tudo fará para contrariar tal situação”. Prosseguiu afirmando que “já bastou o ataque de que foi alvo por parte do governo socialista de José Sócrates, quando efetuou o “criminoso” encerramento das Urgências que ainda está bem presente na cabeça das pessoas, o que abriu a porta à degradação da importância do hospital”.
De relembrar que o líder “laranja” de Anadia, enquanto deputado à Assembleia da República, protagonizou várias iniciativas parlamentares contra o fecho das Urgências. José Ribeiro recorda que se tratou de “uma luta titânica mas justa, em que prevaleceu a maleficência e que, infelizmente, contou com dirigentes partidários locais a apoiar este encerramento, num ato político de deplorável submissão ao governo da época, não defendendo assim o interesse dos anadienses”.
Por isso, diz estar empenhado em apresentar à tutela “mais um documento a defender e a proteger o Hospital, realçando a sua qualidade e a necessidade da sua manutenção, garantindo a subsistência das suas variadas valências (especialidades) e protegendo o vínculo laboral das 132 pessoas que trabalham no nosso hospital. Lutaremos até ao limite das nossas forças!”, disse.
“Não poderão ser postos em causa os postos de trabalho de cada uma das pessoas que aqui prestam os seus serviços com elevado sentido de profissionalismo e competência, nem poderão ser colocados em causa os serviços de saúde prestados à população e imprescindíveis para a satisfação das suas necessidades nesta área”, retorquiu José Ribeiro.
A finalizar, não deixou de lançar um “repto a todos os agentes políticos locais, para secundarem o PSD/Anadia nesta luta justa e válida, e que requer o esforço de todos, sem demagogias, manipulações e politiquices sem sentido”.

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Anadia: Ministério da Saúde vai entregar Hospital à Misericórdia


A notícia caiu como uma “bomba” na região. O Ministério da Saúde vai, até ao final de janeiro, avançar com o processo de devolução, às Misericórdias, de todas as unidades hospitalares “nacionalizadas” no pós 25 de Abril de 1974. Segundo apurámos, o processo está a ser conduzido pela Administração Central dos Sistemas de Saúde (ACSS) que pretende entregar à União das Misericórdias Portuguesas os hospitais nestas condições.
O processo que está em curso, há mais de um ano, tem vindo a envolver as Misericórdias no setor da Saúde, de norte a sul do país. Na calha está agora a devolução, na região centro, dos Hospitais Arcebispo João Crisóstomo (Cantanhede), Luciano de Castro (Anadia) e Dr. Francisco Zagalo (Ovar).
Recorde-se que este processo passou a ser público em novembro de 2011, altura em que o Governo anunciou que iria preparar de forma programada e organizada a devolução dos hospitais nacionalizados em Abril de 1974 às Misericórdias locais.
O Hospital de Anadia tem 130 funcionários que se mostram bastante apreensivos relativamente ao seu futuro.
JB sabe que o Conselho de Administração do Hospital de Anadia ainda não teve conhecimento do conteúdo do protocolo que vai ser firmado no próximo dia 28 de janeiro, entre a tutela e a União das Misericórdias.

Postos de trabalho assegurados. Maria João Passão, presidente do Conselho de Administração do Hospital de Anadia, só teve conhecimento desta intenção na última sexta-feira, dia 11. Embora reservada e parca em palavras, confirmou que lhe foi garantido que todos os postos de trabalho seriam assegurados, já que em matéria de pessoal, o regime a aplicar para o Hospital seria “a cedência de interesse público para a Misericórdia”. Maria João Passão confirmou ainda que o contrato-programa para 2013 se mantém, não havendo alterações na prestação de serviços e cuidados de saúde às populações. Embora prefira não comentar o secretismo que tem envolvido todo este processo, admite que “se o interesse dos trabalhadores e a prestação de serviços de qualidade à população se mantiver, é indiferente quem fica a gerir o hospital”.

Executivo preocupado. O autarca de Anadia, Litério Marques, também foi confrontado com esta realidade na última sexta-feira. “A Câmara quer que o Hospital funcione a favor da população, seja qual for o administrador. Sabemos que o Estado tem sido um péssimo administrador, mas também reconheço que não será fácil à Misericórdia de Anadia gerir o pouco que resta daquele Hospital”, disse, convicto de que os despedimentos serão inevitáveis: “preocupa-me o pessoal. Haverá despedimentos. Um hospital privado tem um quadro de pessoal muito mais reduzido”, acrescentando: “os que ficarem serão absorvidos pelo Ministério da Saúde e já se sabe o que lhes pode acontecer – entrar no regime de mobilidade e serem colocados longe de casa e das famílias”. “Aliás, foi-me explicado mesmo isso. Que iria ficar muito mais barato o serviço executado pela Misericórdia e que facilitaria muito a gestão. Por exemplo, em vez de três enfermeiros (no público) passará a ser necessário apenas um (privado)”.
O autarca não deixa de estranhar que seja um elemento da Comissão Política da Concelhia do PSD a assumir o cargo de presidente do Conselho Consultivo do Hospital (João Nogueira Almeida – ver notícia na página 9), mostrando-se preocupado “com aquilo que se anda a cozinhar a nível político”.
“Parece que Anadia faz um grande incómodo aos vários Governos que têm sucessivamente dado uma machadada nos serviços de proximidade existentes no concelho”, adiantou, dizendo que a autarquia poderá vir a reivindicar funções e valências, junto da ARS Centro, que o Hospital venha a perder.
“Quando o Estado faz isto, não tem capacidade de gerir o que quer que seja. Não passa de um cobrador de impostos.”
Carlos Matos, provedor da Misericórdia de Anadia, afirma não saber em que condições estão a decorrer as negociações. Para o provedor, “não é o interesse da Misericórdia que está em causa, mas o interesse e o que pode e deve ser o benefício e alto interesse para a população do concelho”.
A ARS Centro adianta que “o processo está a ser mediado pela ARSC que se mantém em comunicação com as administrações das referidas unidades de saúde no sentido de manter a tranquilidade dos profissionais que aí trabalham e garantir o normal funcionamento das unidades”.
“Recordo-lhe que os cuidados de saúde estiveram na génese das misericórdias que, nesta área, têm um histórico deveras importante”, conclui a ARS Centro.
Apesar dos esforços, não conseguimos obter qualquer explicação por parte da União das Misericórdias Portuguesas.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Anadia: Hospital Distrital já tem Conselho Consultivo


João Nogueira Almeida, natural de Mogofores, nomeado presidente do Conselho Consultivo do Hospital Distrital de Anadia, mostrou-se preocupado com o momento atual que o país atravessa, nomeadamente no que diz respeito à perda de valências e serviços “num mundo em que pensávamos tê-los como adquiridos”. O assistente da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra diz que é preciso que “o poder político perceba que as pessoas têm direito a ter um conjunto mínimo de valências” e que “é angustiante ver diminuir serviços de proximidade”, tais como postos de polícia, correios, centros de saúde e hospitais. “É uma vergonha que uma criança portuguesa vá nascer a Badajoz”, sublinhou, não deixando de referir ainda que “a centralização de competências é uma decisão errada” uma vez que existem serviços que, sendo de proximidade, “podem ser prestados de uma forma muito melhor”.

Preocupações. Esta e outras preocupações foram elencadas por este responsável durante a cerimónia pública que deu a conhecer, na penúltima quarta-feira, a equipa que integra este novo órgão, que entrou em funções em julho de 2012.
O Conselho Consultivo do Hospital de Anadia, que tem um mandato de três anos, terá como principais funções apreciar os planos de atividades e financeiros anuais do Hospital e emitir recomendações que devem ter em vista a melhoria dos serviços prestados às populações.
Na cerimónia, que contou com a presença do presidente da Assembleia Municipal de Anadia, Luís Santos; presidente da Comissão Política do PSD Anadia, José Manuel Ribeiro; líder da bancada da CDU na Assembleia Municipal de Anadia, João Morais; provedor da Santa Casa de Misericórdia de Anadia, Carlos Matos e presidente da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Anadia, Mário Teixeira, João Nogueira Almeida salientaria ainda tratar-se de um órgão não remunerado.
“Podem não ser poderes de grande alcance mas este é um órgão que pode ter acesso a informação que o Conselho de Administração pode não ter tão facilmente”, disse, dando como exemplo o contributo que os representantes das Assembleias Municipais podem dar nesta matéria. Daí querer deixar “uma pequena pegada” que torne o Hospital mais visível, contribuindo para a melhoria no atendimento à população.

Conselho Consultivo. Os três principais nomes (presidente e vogais) foram nomeados pelo Ministro da Saúde, sob proposta do Conselho de Administração do Hospital. Para além de João Nogueira Almeida, integram-no Pedro Simões Carvalho, médico aposentado e ex-diretor do Hospital de Águeda e a professora universitária Ema Almeida. A estes três nomes juntam-se ainda três vogais designados pelas Assembleias Municipais (dos municípios com mais ligação ao Hospital) de Anadia, Oliveira do Bairro e Mealhada, respetivamente os médicos Jennifer Nunes Pereira, Gilberto Martins Rosa e Manuel Jacinto Silva. Fazem ainda parte do Conselho Consultivo um representante por cada um dos grupos profissionais do Hospital de Anadia.
O Hospital de Anadia é um dos poucos, a nível nacional, que passa a ter um Conselho Consultivo.

Hospital sem dívidas a fornecedores contrata médicos a 10 euros/hora

À margem da cerimónia de apresentação pública dos membros do Conselho Consultivo (ver notícia nesta página), Maria João Passão, presidente do Conselho de Administração do Hospital Distrital de Anadia, destacou que o balanço da atividade do Hospital no ano de 2012 é positivo, na medida em que este terminou o ano sem dívidas a fornecedores e com pagamentos a 30 dias, contrariando o que se passa em muitos hospitais, a nível nacional.

Por outro lado esclareceu que, ao contrário do que foi noticiado por um canal de televisão, a contratação de médicos a 10 euros/hora não foi para o serviço de Urgências (que já não existe no hospital), mas que se trata de médicos que estão em casa, de prevenção, e que só são chamados quando necessários. “Como temos em funcionamento uma Unidade de Convalescença, à noite, se um doente precisar, temos de mandar vir um médico, porque os clínicos que estão durante o dia não fazem noite”.

Tratou-se de um processo para a contratação de médicos em regime de prevenção a 10 euros/hora, sem especialidade. “O hospital recebeu sete propostas com valor inferior a 10 euros, tendo adjudicado a prestação do serviço por um valor inferior a 10 euros”, admitiu.

Para 2013 espera que todas as valências em funcionamento se mantenham, apesar da ligeira redução no orçamento de que vai dispor.

Catarina Cerca

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Ministro garante continuidade da pediatria no Hospital de Anadia


O ministro da Saúde, Paulo Macedo, garantiu, na terça-feira, à margem da tomada de posse de Maria João Passão, nova presidente do Conselho de Administração do Hospital de Anadia, que o serviço de pediatria desta unidade vai manter-se, contrariando o estudo da Comissão Nacional de Saúde Materna, da Criança e do Adolescente que sugeria que este serviço (que apenas tem um pediatra, segundo o documento) fosse integrado no Centro Hospitalar do Baixo Vouga ou no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC).

Paulo Macedo deixou claro que “é necessário saber distinguir o que são propostas e o que são decisões”. “Neste caso concreto, a parte da consulta externa não tem qualquer plano para ser alterada”, garantiu o ministro.

Já Maria João Passão anunciou, durante a tomada de posse, que, já em setembro, “a consulta externa de pediatria passará para a ala sul do Hospital, onde já esteve”, explicando que “essas instalações têm caraterísticas específicas para o atendimento de crianças e adolescentes, uma vez que tem uma entrada independente que evita a circulação das crianças no interior do hospital e o seu contacto com doentes adultos”.

A nova presidente do Conselho de Administração do Hospital José Luciano de Castro, que terminou o ano de 2011 com um saldo positivo de 929.528 euros, sem dívidas a fornecedores e a pagar a 30 dias, anunciou ainda que “é objetivo, no futuro, manter as 15 especialidades existentes no serviço de consulta externa, assegurando que os utentes, referenciados, continuem a ser atendidos em tempo adequado, mas, ainda assim, reduzindo os tempos de espera”. Maria Passão disse ainda pretender aumentar o número de consultas externas, assim como a produção na cirurgia de ambulatório.

Afirmou também que “é prioridade rentabilizar os serviços de imagiologia, potenciando a capacidade instalada, promovendo uma articulação com os cuidados primários”.
Revelou ainda que, em 2011, no Hospital de Anadia, efetuaram-se 17.459 consultas externas, 933 cirurgias de ambulatório, 469 pequenas cirurgias e 51.467 exames complementares de diagnóstico e terapêutica. A taxa de ocupação da unidade de convalescença foi de 84,44%.

Pedro Fontes da Costa
pedro@jb.pt

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Aprovada moção contra fecho do laboratório do Hospital


A Assembleia Municipal de Águeda aprovou, na sexta-feira à noite, uma moção contra o encerramento do laboratório de análises clínicas do hospital local, agora integrado no Centro Hospitalar do Baixo-Vouga (CHBV).
A decisão foi tomada durante uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal convocada a pedido do presidente da Câmara de Águeda, Gil Nadais (PS), para discutir o futuro daquela unidade de saúde.

O texto final foi redigido na conferência de líderes e resulta de uma adaptação da moção apresentada inicialmente pelo autarca socialista e que ia mais longe, prevendo a entrega de uma providência cautelar contra o encerramento do laboratório e a instauração de ações judiciais contra os membros do Conselho de Administração do CHBV.

Na moção, aprovada por unanimidade, a Assembleia diz que vai promover todos os esforços junto do conselho de administração do CHBV para que a decisão do encerramento do laboratório de análises clínicas seja revogada.

Os deputados dão ainda conta do “enorme descontentamento e preocupação” da população utente do hospital de Águeda e dos seus profissionais de saúde em relação às notícias que têm vindo a público sobre o “esvaziamento de serviços” do hospital, bem como o “desvirtuamento” do modelo estratégico subjacente à criação do CHBV. O documento prevê também a criação de uma comissão composta por um representante de cada partido e dos independentes, para participar na reunião já agendada com o Conselho de Administração do CHBV no dia 13 de junho, no hospital de Águeda, para discutir estes assuntos.

O encerramento do laboratório de análises clínicas do Hospital de Águeda foi comunicado pelo presidente do conselho de administração do CHBV ao presidente da Câmara, que diz, no entanto, estar convencido que esta decisão “ainda pode ser reversível”.

Gil Nadais teme que esta decisão conduza a um “esvaziamento dos serviços e perda significativa da qualidade dos serviços de saúde prestados no hospital”.
O autarca do PS defende a revogação da medida, avançando com o elevado número de análises feitas por ano no Hospital de Águeda (cerca de 300 mil), sendo que a grande maioria, cerca de 70%, resultam de pedidos do serviço de urgência.

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BTT Nariz

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