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Anadia: Trabalhadores do Hospital José Luciano de Castro optam se ficam ou entram em mobilidade


Os 121 funcionários do Hospital José Luciano de Castro, em Anadia, estão a ser contactados, um a um, pelo Conselho de Administração do Hospital, para aferir quem quer ficar ou sair desta unidade hospitalar, que vai passar para as mãos do Grupo Misericórdias Saúde (GMS) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Na última semana, foi entregue a cada um dos trabalhadores, um ofício a informar que, até ao próximo dia 18 de agosto, todos aqueles que pretendam sair por mobilidade interna e voluntária para outro organismo do Sistema Nacional de Saúde (SNS) deverão informar o Conselho de Administração, indicando três lugares (por ordem de preferência) para onde querem ir.

Mobilidade voluntária. Maria João Passão, administradora do Hospital, confirma que o processo está a ser pacífico, num contacto franco e personalizado com todos os trabalhadores: “Sublinho que isto não é uma mobilidade obrigatória mas sim voluntária e que a vontade do funcionário prevalece sempre, seja ela qual for” e acrescenta que a Administração Regional de Saúde do Centro (ARS Centro) tem em mãos, há mais de um ano, um conjunto de cerca de 30 pedidos de mobilidade desta unidade hospitalar. “Dada a elevada necessidade de recursos humanos na ARS Centro, face aos vários pedidos de mobilidade (funcionários que se querem aproximar das suas áreas de residência), foi decidido avançar agora com esta primeira fase para analisar e aceitar esses pedidos”, acrescentou, admitindo também que o facto do Hospital estar para passar para a UMP também pesou nesta decisão.
Ciente de que existe, neste momento, excesso de pessoal no Hospital, Maria João Passão aplaude a disponibilização pela ARS Centro de uma lista com 359 vagas, às quais as pessoas se podem candidatar. “São cerca de 360 vagas para os três hospitais – Anadia, Cantanhede e Ovar – que vão ser entregues à UMP, mas o pessoal de Anadia é o primeiro a escolher. Isso é um facto muito positivo.”

Excesso de funcionários.Admitindo que, no futuro, não serão necessários mais do que 80 funcionários dos 121 atuais, é praticamente certo que 41 podem optar pela mobilidade dentro da ARS Centro, que integra a área compreendida entre o Baixo Vouga e o Baixo Mondego. Todavia, JB sabe que numa segunda fase, os funcionários que não quiserem ir embora poderão ficar segundo três critérios de desempate: maior antiguidade na carreira, maior proximidade de residência ao novo posto de trabalho e melhor avaliação no último ano.
José Dias, do Sindicato da Função Pública do Centro, avançou que o Sindicato pretende que sejam salvaguardados todos os postos de trabalho. Contudo, não deixa de lamentar que o Ministério da Saúde tenha deliberadamente esperado pelos meses de férias para fazer estas mudanças: “Aproveitam que metade do pessoal está de férias e assim não há grande alarido, já que os funcionários não falam tanto uns com os outros”.
Refira-se também que esta unidade hospitalar integra um pacote de hospitais que o Ministério da Saúde pretende devolver às Misericórdias. Hospitais que foram “nacionalizados” no pós 25 de Abril de 1974, mas que agora regressa às mãos do Grupo Misericórdias Saúde (GMS), da União das Misericórdias Portuguesas.
Sendo mais que certa a saída da esfera do setor público para o setor das misericórdias, o Hospital José Luciano de Castro, em 2012, operou 863 pessoas, enquanto que, em 2011, tinham sido objeto de cirurgia 773 pessoas, traduzindo-se num aumento significativo de cirurgias em relação ao ano anterior. Esta unidade hospitalar integra ainda uma unidade de cuidados continuados, com 20 camas e apresentou, no final de 2012, um resultado líquido positivo.
Apesar das tentativas de contacto, não foi possível obter uma reação, nem da UMP nem da ARS-Centro.

Vagas por categorias profissionais
170 assistente operacional
57 assistente técnico
71 enfermagem
35 técnico de diagnóstico e terapêutica
16 técnicos superiores
10 médicos

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Hospital de Anadia:Trabalhos de alunos assinalam Dia Mundial da Higiene das Mãos


São 17 os trabalhos elaborados por alunos (desde o Jardim de Infância ao 3.º ciclo) de estabelecimentos de ensino do Agrupamento de Escolas de Anadia que estão expostos até à próxima segunda-feira, dia 12 de maio, no hall de entrada do Hospital José Luciano de Castro, em Anadia.
A mostra, no âmbito da comemoração do Dia Mundial da Higiene das Mãos – 5 de maio), abriu ao público precisamente na última segunda-feira, dia 5 de maio. A Organização Mundial de Saúde, no dia 5 de maio de cada ano, através do desafio “Save lives: clean you hands” promove atividades alusivas à higiene das mãos e a outras boas práticas de controlo de infeção, tendo neste ano de 2014, colocado o enfoque no “Papel da higiene das mãos no combate às resistências aos antimicrobianos” sob o lema: “Sem ação hoje, não há cura amanhã”.
Refira-se que muitas das infeções em contexto hospitalar são veiculadas através das mãos, pelo que a higiene das mesmas é uma das medidas que mais impacto tem na redução daquelas infeções, na diminuição da resistência aos antibióticos e na redução dos custos associados a estas problemáticas.
No Hospital de Anadia, o Grupo de Coordenação Local do Programa de Prevenção e Controle da Infeção e Resistência Antimicrobiana promoveu esta iniciativa e convida agora toda a comunidade a visitar esta mostra inédita de trabalhos elaborados por alunos das escolas do concelho.
Embora os profissionais do Hospital (consulta externa, unidade de cirurgia do ambulatório) tenham também elaborado trabalhos e posters com mensagens alusivas ao controle de infeção através da higienização das mãos, das superfícies e uso de luvas, com o objetivo de diminuirem a prevalência das infeções associadas aos cuidados de saúde, o balanço da mostra não deixa de ser muito positivo, já que são precisamente os jovens que podem ajudar a mudar comportamentos e a contribuir para a saúde da população, mobilizando-a a adotarem medidas corretas na higienização das mãos.
Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Autarquia solicita Audiência à Presidente da Assembleia da República


Autarquia solicitou na dia 4 de julho uma audiência, com carácter de urgência, à Presidente da Assembleia da República, para entrega da Petição “Pelo Hospital de Águeda e melhor saúde na região”, que tem como primeiro subscritor o Presidente da Câmara Municipal de Águeda e que já conta com mais de 8000 assinaturas.

Na sequência da conferência de imprensa no passado dia 13 de junho, na Biblioteca Municipal Manuel Alegre, o Presidente da Câmara Municipal de Águeda relatou o que está a acontecer ao Hospital de Águeda, nomeadamente o esvaziamento dos Serviços e a previsão de transferência do Serviço de Ortopedia para o Hospital de Aveiro, lançando um desafio aos Aguedenses para recolherem o número mínimo de assinaturas, que permitisse que o assunto fosse discutido em Plenário da Assembleia da República, porque o Conselho de Administração e o Ministro não têm atendido os sucessivos apelos para a continuação do Hospital de Águeda a servir com qualidade os habitantes da região.

A petição “Pelo Hospital de Águeda e melhor saúde na região” contam com mais de 8000 assinaturas em papel e 700 online.

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Sangalhos: Gestão do Hospital da Misericórdia passa para a Idealmed


O Hospital da Misericórdia de Sangalhos, até maio, gerido pelos HPP (Hospitais Privados de Portugal) é agora gerido pela Idealmed, da qual é proprietário o conhecido empresário bairradino Carlos Dias, também dono das Colinas de São Lourenço e que na Suíça fez fortuna no mundo da relojoaria de luxo.
Manuel Gamboa, provedor da Misericórdia de Sangalhos, já respira de alívio, depois de ter ficado com “uma situação extremamente delicada” entre mãos.

HPP sai de Sangalhos. Após os HPP, com quem a Misericórdia tinha um protocolo por 30 anos, terem decidido pôr termo ao contrato, denunciando-o, Manuel Gamboa viu-se a braços com um delicado e complexo problema.
“O grupo decidiu desvincular-se de todos os pequenos hospitais, ficando apenas com as unidades nos grandes centros”, explicou, dizendo que a Misericórdia assumiu o Hospital, numa primeira fase, “mas sabendo que não temos vocação para o gerir, procurámos possíveis parceiros”. Surgiu a Idealmed.

Idealmed gere unidade hospitalar. “As negociações avançaram no bom sentido” e a mesa da Misericórdia optou por celebrar protocolo e contrato de arrendamento com a Idealmed, negócio concretizado a 31 de maio com efeitos retroativos a 16 de maio.
O provedor sublinha ainda que todos os compromissos para com os HPP foram salvaguardados: “o HPP fez um investimento enorme no Hospital. Esse compromisso era amortizado através de rendas mensais. Embora a dívida fosse ainda elevada, a Misericórdia foi desobrigada ao pagamento do montante em dívida”, o que considera ter sido um enorme ganho para a Misericórdia.
“A mesa da Misericórdia não deixa de agradecer e sublinhar a forma como as conversações decorreram com a administração dos HPP” que, segundo revela, deixaram para a Misericórdia o Hospital tal como se encontra, com todos os equipamentos.

Negociações bem sucedidas. Mesmo assim, a Misericórdia ficou responsável pelos sete funcionários daquela unidade de saúde. “Conseguimos fazer um acordo com a Idealmed que assumiu a responsabilidade por esses sete funcionários, nas mesmas condições contratuais em que se encontravam”.
“As nossas duas grandes preocupações foram conseguir manter os postos de trabalho e manter o Hospital aberto durante todo o processo”, diz o provedor.
Embora tenha circulado em Sangalhos que esta unidade hospitalar teria encerrado, a verdade é que isso não aconteceu: “os serviços mínimos neste processo de passagem foram sempre assegurados, incluindo o internamento”, destacou.
A mesa da Misericórdia conseguiu ainda, com este novo parceiro, um desconto de 10% para os irmãos, utentes e funcionários da Misericórida nos serviços prestados por esta unidade hospitalar. Por outro lado, Manuel Gamboa admite que na questão da renda mensal foi igualmente melhorada em relação à existente, tendo o protocolo sido assinado por um período de 10 anos.

Melhorias para breve, a vários níveis. Certas parecem ser também algumas melhorias que a Idealmed pretende efetuar em Sangalhos, ao nível das infraestruturas: bloco operatório e receção. A indicação é dada pelo Provedor Manuel Gamboa que refere ser intenção do grupo triplicar a faturação e alargar a oferta de serviços à comunidade.
Os acordos com as seguradoras estão a ser retomados e os preços dos serviços prestados poderão ser revistos, a favor dos utentes, adiantou ainda.

Quem é quem. A Idealmed presta cuidados de saúde, em serviços de medicina preventiva, terapêutica e de diagnóstico.
A 16 de maio de 2012 inaugurou a maior unidade de saúde privada da região Centro – 35.000m2 – construído de raiz obedecendo aos mais elevados padrões de qualidade e eficiência energética. Localizada em Coimbra, resulta de um investimento de 35 milhões de euros, com 30 valências clínicas e 500 profissionais de saúde.
“Cuidar quem nos escolhe com total dedicação e profissionalismo, promovendo a prestação diferenciada de serviços de saúde, com base no conhecimento, na tecnologia e no respeito pela vida humana, garantindo o acesso das populações às mais evoluídas soluções terapêuticas e clínicas” é a missão da Idealmed.
Refira-se ainda que a Idealmed é a sub-holding do Grupo IdealTower para a saúde, nela agregando todos os investimentos efetuados no setor.
Fundado em 2009, o Grupo Ideal Tower tem vindo a crescer a um ritmo acelerado mas consistente, contando hoje com um universo de 20 empresas.

Catarina Cerca

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Cantanhede: PS e PSD com posições contrárias quanto ao futuro do Hospital no SNS


Os deputados do PS, eleitos por Coimbra Rui Duarte, Mário Ruivo e João Portugal, com o Presidente da Federação Pedro Coimbra estiveram em Cantanhede, em frente ao Hospital de Cantanhede com Carlos Ordens (candidato à Câmara Cantanhede), Pedro Carrana Presidente da Concelhia do PS local e alguns militantes e simpatizantes socialistas para uma conferência de imprensa.
Os deputados do PSD, eleitos pelo circulo de Coimbra, votaram contra na Assembleia da República as recomendações do PCP e BE para que “o Hospital de Cantanhede (em particular) se mantenha sob gestão pública e integrados no SNS, cujo edificado é da propriedade da Misericórdia. Que o hospital mantenha todas as valências que atualmente asseguram e eventualmente possam vir a ser reforçadas face às necessidades da prestação de cuidados de saúde às populações.”
O Deputado Rui Duarte referiu que “os deputados do PSD, eleitos pelo círculo de Coimbra, não defendem os interesses dos eleitores do distrito que os elegeu, optando por corroborar a desastrosa política do governo na Saúde”. “Enquanto que os deputados do PS por Coimbra votaram a favor desta recomendação, porque entenderam que esta é a melhor posição para a defesa do SNS e do Hospital de Cantanhede.”
Pedro Coimbra, Presidente da Federação de Coimbra do PS, refere que “só a gestão pública dos hospitais integrados no SNS cumpre os princípios da universalidade e a qualidade dos cuidados de saúde, independentemente das condições sociais e económicas dos utentes”.
Carlos Ordens, começa por referir que “o Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, deve assumir perante os munícipes a sua total incapacidade para influenciar as decisões do governo do seu partido, no que a Cantanhede diz respeito. Esta é mais uma situação a comprová-lo!”. Acrescentou ainda que “o senhor Presidente da Câmara devia instruir os deputados do PSD, eleitos por Coimbra, sobre o seu papel na Assembleia da República e as reais necessidades dos seus Munícipes.”
Carlos Ordens tem defendido desde a 1.ª hora que “o nosso Hospital de Cantanhede se mantenha sob gestão pública, integrado no Serviço Nacional de Saúde, para assegurar o direito à saúde para todos habitantes do concelho de Cantanhede”.
Carlos Ordens, na sua intervenção, reforçou a ideia de “defender um Novo Protocolo para os serviços de saúde em Cantanhede, envolvendo as partes interessadas, que defenda os interesses da população e reforce as valências prestadas”.
Pedro Carrana, Presidente da Comissão Política Concelhia informou os presentes que “a comissão política de Cantanhede do PS vai dirigir uma carta a estes deputados do PSD para os sensibilizar para a defesa da Manutenção do Hospital de Cantanhede no SNS”.

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Hospital de Anadia: Cortes na Saúde comprometem bons resultados na Cirurgia e na Consulta Externa


 

Os recentes cortes anunciados pela Tutela para a área da Saúde fazem temer o pior no Hospital José Luciano de Castro, em Anadia.
Esta unidade hospitalar, que está a passar por um processo que visa a sua devolução à Santa Casa de Misericórdia de Anadia, teme pelo futuro dos serviços de excelência que pratica ao nível das Consultas Externas, Cirurgia Geral e Cirurgia do Ambulatório (ver notícia pág. 15).

Resultados. Em 2012, o Hospital realizou um total de 863 cirurgias, 475 cirurgias gerais, 243 de ortopedia, 104 de urologia e 42 de oftalmologia e cerca de 17 mil consultas externas.
Números que permitem ao diretor clínico, Rui Simões, fazer um balanço positivo do desempenho da Unidade de Cirurgia do Ambulatório e da Cirurgia Geral, até porque de facto se registou um incremento do número de doentes operados (mais 90) do que no ano transato.
Receios. Mas, neste ano de 2013, as perspetivas não são tão animadoras e o balanço do primeiro trimestre faz recear o pior, já que o desempenho ao nível da Cirurgia e da Consulta Externa está longe de atingir os números inicialmente traçados.
“Este ano está a ser particularmente diferente e difícil”, diz Rui Simões, não só porque a Tutela impôs mudança nas equipas médicas, mas porque nalgumas especialidades, como é o caso da oftalmologia, o Hospital está sem médico, situação que deverá ser reposta até final do mês. “A médica foi embora e é esta falta de médicos especialistas/operadores que inviabiliza a realização do número de consultas e intervenções cirúrgicas desejadas”, acrescenta, dando conta de que, a partir de janeiro, a administração do Hospital deixou de poder contratar médicos: “passamos a ser obrigados a ir ao mercado, contratar empresas.” Ou seja, a maioria dos médicos vem de fora, já que, pertencentes ao quadro do Hospital (que tem vindo a ser reduzido anualmente), restam apenas sete médicos e 38 enfermeiros.
O Hospital disponibiliza Consultas Externas em Cirurgia Geral, Ortopedia, Urologia, Anestesia, Medicina Interna – Diabetes, Dermatologia, Cardiologia, Oftalmologia, Pediatria, Otorrinolaringologia e Fisiatria. No entanto, devido a estes constangimentos, a lista de espera para consulta de oftalmologia é de 10 meses. Em otorrinolaringologia estão a ser marcados doentes de janeiro para maio (4 meses de atraso) e igual período para as especialidades de urologia e ortopedia.
Nos corredores semi-vazios (a zona de internamento da Cirurgia do Ambulatório com 10 camas), onde os doentes permanecem no máximo 24h, após cirurgia, nota-se, aqui e ali, algum desânimo e receio pelo futuro desta casa, mas também alguma desmotivação, pela forma como todo este processo está a ser conduzido pela Tutela.
Com duas salas de cirurgia, apenas uma está a ser utilizada. Neste momento as operações às varizes, hérnias, cirurgia geral, cirurgia da mão, do túnel do carpo, do pé, incontinência urinária e fimose, entre outras, são as mais frequentes.
Na Cirurgia, a lista de espera, ao contrário, é meramente residual, ou seja, tem 15 dias, o que significa que um paciente que passe pela consulta externa pode ser operado na semana seguinte.

Sucesso de 2013 comprometido. A fasquia para 2013 era conseguir operar cerca de 1050 doentes, meta que já não é possível atingir na medida em que vai demorar algum tempo a acabar com as listas de espera das Consultas Externas. Ou seja, “estamos com uma produção de -50%, portanto com pior desempenho de que em fevereiro”, confirmou o clínico Rui Simões.
No ano passado foram operadas, na cirurgia geral, 162 pessoas que chegaram pelo SIGIC (Sistema de Gestão dos Utentes inscritos para Cirurgia); este ano, dado os constrangimentos impostos pela Tutela, o Hospital preferiu não arriscar mandar vir doentes da rede: “só estamos a operar doentes gerados pelo hospital/consulta externa”.
“Não conseguir prestar um serviço atempadamente é o que mais nos preocupa, mas de facto estamos condicionados pelos constrangimentos do sistema e das regras cada vez mais apertadas, nomeadamente ao nível do mapa de pessoal” afirma, reconhecendo que “o encerramento das urgências foi o princípio do fim do Hospital”, enquanto que é sua convicção que o futuro desta unidade hospitalar dependerá de quem nela pegar: “poderá ser uma clínica privada de luxo porque tem condições para tal. É um Hospital muito cobiçado porque tem condições excelentes, fruto de investimentos de vulto realizados nos últimos anos”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Anadia: Hospital com avaliação máxima do SINAS


A Unidade de Cirurgia de Ambulatório do Hospital José Luciano de Castro, em Anadia, obteve o nível máximo de avaliação do SINAS – Sistema Nacional de Avaliação em Saúde.
Trata-se de um sistema de avaliação da qualidade global dos serviços de saúde, em Portugal continental, desenvolvido pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS).
Os resultados obtidos na dimensão em análise a Excelência clínica foram: Primeiro nível de avaliação, com uma estrela vermelha, ou seja, o serviço cumpre com todos os parâmetros de qualidade exigidos; Segundo nível de avaliação, com um nível de qualidade III, ou seja, o serviço está posicionado na categoria de classificação superior.

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Hospital de Anadia: Serviço de radiologia sem lista de espera


Sabia que pode dirigir-se ao Hospital José Luciano de Castro (HJLC), em Anadia, e efetuar radiografias, ecografias e mamografias sem estar sujeito a listas de espera? Pois é, para além da maioria da população desconhecer que é possível recorrer a este vasto conjunto de serviços no Hospital de Anadia, poucos saberão que podem marcar os exames e efetuá-los em poucos dias, ou mesmo no próprio dia, no caso de um simples RX.
Maria João Carvalho, médica radiologista do HJLC, sublinha que após o grande investimento realizado em 2007, ao abrigo de uma candidatura ao Programa Saúde 21, na reformulação de todo o espaço físico afeto a este serviço, foi igualmente renovado todo o equipamento de radiologia. Dotado com moderna tecnologia, o Hospital de Anadia tem, neste momento, duas salas de radiologia, gabinete de ecografia e de mamografia ao serviço da população da região que serve.
Maria João Carvalho dá conta que fruto desse investimento, acabaram as películas, sendo agora tudo digitalizado, agilizando a forma de trabalhar mas também garantindo uma maior segurança, fiabilidade e rigor nos diagnósticos realizados.
“Os exames são todos relatados” e entregues nos Centros de Saúde de Anadia e Aguim pelo motorista do Hospital ou enviados por correio para os outros Centros e Extensões de Saúde. “Temos tudo preparado para o envio eletrónico dos exames mas falta articular essa possibilidade com as Unidades de Cuidados de Saúde Primários”, refere a médica, dando conta de que muitos pacientes continuam a preferir vir levantá-los, em mãos.
Admitindo que a capacidade máxima ainda não foi atingida, o serviço de radiologia está a fazer neste momento uma média de 3.500 ecografias/ano; 7 a 8 mil RX/ano, e 300/400 mamografias/ano.
A rapidez na marcação, que pode ser presencial ou por telefone, e realização dos exames, é destacada pela médica que refere estar este serviço aberto diariamente, das 9 às 13h e das 14 às 17h.
Falta de uma paragem de autocarros. “Temos notado alguma dificuldade nos meios de transporte, ou seja, a falta de uma paragem de autocarros ao pé do hospital (que existiu noutros tempos). Essa situação veio afastar muitos utentes, pois quem mais se queixa são precisamente as pessoas mais idosas, com mais dificuldade de locomoção e com poucos recursos, já que as duas paragens de autocarro mais próximas estão junto à Secundária e ao Centro de Saúde que estão a uma distância considerável desta unidade hospitalar”.
Ecografias, RX e Mamografia. Depois, é um facto que a grande maioria das pessoas ainda desconhece a oferta destes serviços, de grande qualidade: “desde o encerramento do serviço de Urgências dá a ideia que as pessoas interiorizaram que os outros serviços iriam acabar também. Não é assim e a prova é que estamos cá”, diz, admitindo que os médicos de família, nos Centros e Extensões de Saúde também poderiam estar mais sensibilizados e encaminhar os pacientes para estes recursos que temos no concelho, evitando deslocações desnecessárias para fora de portas, que saem bem mais caras às pessoas. Maria João Carvalho destaca ser igualmente necessário “desmistificar essa ideia, porque estamos abertos a toda a população com um leque de serviços que vai desde as ecografias mamárias, abdominal, renal, vesical, tiróide, prostática, prostática trans-retal, até todo o tipo de RX e mamografias”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Futuro ainda incerto para o Hospital José Luciano de Castro, em Anadia


 

O futuro do Hospital José Luciano de Castro, em Anadia, é incerto.
Tendo em conta que o Ministério da Saúde pretende concluir o processo de devolução às Misericórdias, de todas as 29 unidades hospitalares “nacionalizadas” no pós 25 de Abril de 1974, na última terça-feira, teve lugar, em Coimbra, uma reunião que envolveu um grupo de trabalho (que integrou elementos do Ministério da Saúde e do Grupo Misericórdias Saúde, da União das Misericórdias Portuguesas) e os provedores das Santas Casas de Misericórdia de Anadia (SCMA), Cantanhede e Ovar, as três que na região podem vir a ser chamadas a administrar os hospitais locais.
“Este foi o primeiro encontro”, admitiu Carlos Matos, provedor da SCMA, embora diga desconhecer ainda o teor do protocolo a firmar. “Neste primeiro contacto não se falou de protocolo, nem sei se o vou assinar”.
Carlos Matos acrescenta que vai ter de analisar todas as variáveis e condições, juntamente com o Grupo Misericórdia Saúde, embora reconheça que “se o Estado não nos der o que pretendemos para que possamos fazer uma exploração rentável do Hospital, não o aceitaremos de volta”, podendo mesmo vir a encerrar.
Uma possibilidade remota, mas não impossível, já que o Provedor diz que a Misericórdia tem como prioridade os serviços que presta na comunidade, à infância e à terceira idade: “não posso pôr em causa ou comprometer a assistência que presto”. Isto porque, como lhe foi explicado, o Hospital de Anadia custa 5 milhões, por ano, ao Estado: “A Misericórdia tem um orçamento de pouco mais de dois milhões, seria triplicar um orçamento que não estamos habituados a gerir”, sublinhou.
Ciente de que o processo demorará vários meses até estar concluído, avança que em maio o grupo de trabalho fará uma visita ao hospital, para conhecer instalações e valências.
“Não é nossa vontade explorá-lo diretamente”, mas não descarta a hipótese de, no futuro, o hospital vir a ser gerido por um grupo de Misericórdias que faça a gestão de vários hospitais.
JB sabe que o Conselho de Administração do Hospital de Anadia não foi ouvido e que Maria João Passão, presidente do Conselho de Administração, também não esteve presente nesta reunião.
Catarina Cerca

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Anadia: PSD/Anadia visita Hospital e critica mudanças anunciadas


A Comissão Política do PSD/Anadia reuniu, na última quinta-feira, dia 10, com a administração do Hospital José Luciano de Castro, em Anadia, após ter sido confrontada com informações que apontavam para a alteração do estatuto do Hospital, nomeadamente a sua saída da esfera do setor público para o setor das misericórdias.
Da reunião de trabalho, promovida com caráter de urgência, José Manuel Ribeiro, presidente da Concelhia do PSD Anadia, ficou a saber que, àquela data, o Conselho de Administração do Hospital não tinha qualquer informação relativamente a esta matéria. “Só posteriormente, o PSD/Anadia obteve a informação de que, na realidade, o governo se prepara para entregar a unidade à União Geral das Misericórdias”, mostrando-se totalmente em desacordo com esta intenção.
À Concelhia do PSD/Anadia foi ainda possível aferir que em 2012 foram operadas 863 pessoas, tendo em conta que em 2011 tinham sido objeto de cirurgia 773 pessoas, traduzindo um aumento significativo em relação ao ano anterior.
A unidade hospitalar emprega 132 funcionários, respondendo estes por 11 especialidades, a par da unidade de cuidados continuados, que tem atualmente 20 camas. “O Hospital de Anadia é uma unidade de importância muito elevada para Anadia. Assim sendo, o PSD/Anadia não pode ficar indiferente na defesa dos interesses do município”, acrescentou.
Na referida visita, o PSD/Anadia constatou que o Hospital possui “excelentes instalações” e que em termos de qualidade, “está num patamar muito elevado em relação a várias outras unidades que se encontram em funcionamento na região”.
José Manuel Ribeiro referiu que o Hospital “é exemplar e que apresentou, no final de 2012, um resultado líquido positivo, que não tem endividamento bancário e que paga aos seus fornecedores a 30 dias”. Acresceu que “à boa situação financeira deve ser realçado o seu enorme valor na prestação de cuidados de saúde de elevada qualidade, ministrados por profissionais empenhados, devotados e competentes”. Por isso, para o presidente da Concelhia “laranja” qualquer fragilização do Hospital só merece um comentário: “O PSD/Anadia é completamente contra qualquer processo que debilite o nosso hospital e tudo fará para contrariar tal situação”. Prosseguiu afirmando que “já bastou o ataque de que foi alvo por parte do governo socialista de José Sócrates, quando efetuou o “criminoso” encerramento das Urgências que ainda está bem presente na cabeça das pessoas, o que abriu a porta à degradação da importância do hospital”.
De relembrar que o líder “laranja” de Anadia, enquanto deputado à Assembleia da República, protagonizou várias iniciativas parlamentares contra o fecho das Urgências. José Ribeiro recorda que se tratou de “uma luta titânica mas justa, em que prevaleceu a maleficência e que, infelizmente, contou com dirigentes partidários locais a apoiar este encerramento, num ato político de deplorável submissão ao governo da época, não defendendo assim o interesse dos anadienses”.
Por isso, diz estar empenhado em apresentar à tutela “mais um documento a defender e a proteger o Hospital, realçando a sua qualidade e a necessidade da sua manutenção, garantindo a subsistência das suas variadas valências (especialidades) e protegendo o vínculo laboral das 132 pessoas que trabalham no nosso hospital. Lutaremos até ao limite das nossas forças!”, disse.
“Não poderão ser postos em causa os postos de trabalho de cada uma das pessoas que aqui prestam os seus serviços com elevado sentido de profissionalismo e competência, nem poderão ser colocados em causa os serviços de saúde prestados à população e imprescindíveis para a satisfação das suas necessidades nesta área”, retorquiu José Ribeiro.
A finalizar, não deixou de lançar um “repto a todos os agentes políticos locais, para secundarem o PSD/Anadia nesta luta justa e válida, e que requer o esforço de todos, sem demagogias, manipulações e politiquices sem sentido”.

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