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“Mão Amiga na União” vai dar apoio aos idosos solitários


A União de Freguesias de Bustos, Troviscal e Mamarrosa (Oliveira do Bairro) lançou um projeto de Voluntariado, de intervenção local – “Mão Amiga na União”, que tem como objetivo o apoio ocupacional em conjunto e na União de Freguesias, anunciou o presidente daquela União de Freguesias, Duarte Novo. O projeto, que arrancou no passado dia 5 de novembro, conta com a participação de vários voluntários e de uma coordenadora que supervisiona e gere todas as visitas efetuadas.
Segundo Duarte Novo, “na sequência de termos verificado e recebido sugestões sobre as necessidades de acompanhamento dos nossos idosos, lançamos este projeto com o intuito de colmatar a solidão na 3.ª idade”.
“Deste modo, o projeto irá funcionar ao domicílio e pretende proporcionar atividades de ocupação de tempos livres gratificantes e contribuir para a promoção do bem-estar físico, psicológico e social dos idosos”, explicou o autarca da União de Freguesias.

Leia a notícia completa na edição de 19 de dezembro de 2015

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Anadia: Dia do Idoso celebrado por 625 seniores no Pavilhão dos Desportos


Foi com uma grande festa que os seniores de Anadia celebraram o Dia do Idoso, numa jornada que a Câmara Municipal de Anadia promoveu no passado dia 1 de outubro, no Pavilhão de Desportos de Anadia, onde decorreu um almoço-convívio, seguido de uma divertida tarde lúdica.
Nas comemorações deste ano, participaram utentes das 16 instituições particulares de solidariedade social (IPSS) de Anadia, bem como outros idosos do concelho, num total de 625 seniores.
O evento contou também com a presença de quase uma centena de outros participantes, designadamente dirigentes e funcionários das entidades envolvidas, que, assim, acompanharam os seus utentes.
Um núcleo dinamizador, que integrou o Centro Social de Paredes do Bairro, o Clube de Ancas, a Santa Casa da Misericórdia de Anadia e a Misericórdia da Freguesia de Sangalhos colaborou ativamente na organização desta festa.
Realce também para a participação de elementos da Rede Social de Anadia e do Lions Club da Bairrada, entidade que não quis deixar de se associar ao evento, para o qual contribuiu com a elaboração dos arranjos que decoraram as mesas do almoço-convívio.
Realce ainda para a GNR de Anadia, que marcou presença na festa e aproveitou a oportunidade para falar sobre as burlas e os roubos que têm a população idosa como alvo. Esta ação de sensibilização foi dirigida à plateia em geral, mas os militares da GNR abordaram individualmente muitos dos idosos, para os esclarecer sobre aquele tipo de ameaças.
Os convidados começaram a chegar cerca das 11h30 e reuniram-se para almoçar uma hora depois. Visivelmente satisfeita com o extraordinário ambiente que entretanto se gerou, a presidente da Câmara Municipal de Anadia, Teresa Cardoso, dirigiu-se a todos os participantes, agradecendo a sua adesão à iniciativa da autarquia, e louvando os diversos papéis que os seniores desempenharam ou ainda desempenham, na qualidade de filhos, de pais ou de trabalhadores, entre outros.
Após o almoço, foi tempo para uma tarde de espetáculo, preenchida com a atuações a cargo dos idosos, cuidadosamente preparadas com a ajuda das respetivas instituições.
Antes do encerramento das atividades, os presentes partilharam um bolo comemorativo da efeméride, cantando os parabéns a todos os idosos, bem como a Valdemar, do Centro Social e Recreativo da Poutena, que nesse dia completou 85 anos.
A presidente da Câmara Municipal, que acompanhou toda a jornada, tendo confraternizado e trocado impressões com os animados convivas, manifestou, no final, a sua satisfação pelo sucesso da iniciativa, e agradeceu o empenho e a entusiástica participação de todos.

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“65 em Festa” leva 1126 munícipes a reencontrarem-se em Caminha


A Câmara Municipal de Oliveira do Bairro levou na passada sexta-feira, 2 de outubro, pelo 10.º ano consecutivo, 1126 munícipes, com mais de 65 anos, no habitual passeio anual, desta vez à Quinta do Cruzeiro, em Caminha. Uma mudança que ao fim de quase uma década, foi aposta ganha, a julgar pela satisfação e opinião dos participantes.
A iniciativa anual “65 em Festa” ficou desta vez marcada pelo manifesto contentamento de todos pela novidade do local – uma elegante quinta no coração do Minho, rodeada de espaços verdes com ótimo serviço de acolhimento e refeição – e por se constituir, como sempre, num dia de animação e convívio para todos os participantes. A deslocação incluiu ainda uma paragem, a meio da manhã, em Ponte de Lima, para um breve passeio naquela que é a princesa do Lima. Depois do almoço na Quinta do Cruzeiro, a animação foi feita num elegante ambiente de festa, com muita música, dança e, sobretudo, confraternização.

Dedicação. Na habitual intervenção dirigida aos seniores, o presidente da autarquia, Mário João Oliveira, explicou que esta foi uma mudança da responsabilidade da vereadora, Elsa Pires, que tem a seu cargo o pelouro da Ação Social, responsável pela organização desta iniciativa, que é “acima de tudo, a possibilidade de proporcionarmos um dia diferente, mais do que merecido, a todos os que ao longo da sua vida foram dando o seu esforço e a sua força de trabalho ao concelho”. Mário João Oliveira voltou a marcar encontro com todos os participantes no próximo ano, confirmando publicamente que “este é o vosso dia, mais do que merecido, e para o ano cá estaremos”!
No final do dia, a opinião geral recolhida pelos monitores da autarquia e presidentes de Junta, que acompanharam as duas dezenas de autocarros que partiram do concelho, revelou-se bastante positiva, realçando a oportunidade que esta iniciativa lhes deu de conhecer um novo local, de reencontrarem amigos, que em muitos casos apenas veem precisamente neste dia e de se sentirem mimados. As palavras “convívio” e “reencontro” foram as mais ouvidas neste dia de muita festa e alegria.
A iniciativa “65 em Festa” tem como objetivo reconhecer todos os que já trabalharam e contribuíram para o crescimento do concelho de Oliveira do Bairro, na maioria dos casos com muito trabalho, esforço e dedicação.

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Anadia: Cerca de 200 idosos celebram o seu dia com almoço


A Câmara Municipal de Anadia, em colaboração com diversas instituições sociais do concelho, está a preparar as comemorações do Dia do Idoso, que terão lugar no Pavilhão de Desportos de Anadia, no próximo dia 1 de outubro, e que juntarão seniores do concelho de Anadia para uma jornada de animado convívio.
O programa terá início pelas 11h30, com a chegada dos convidados, que, cerca das 12h30, se reunirão para um almoço de confraternização.
Segue-se, a partir das 14h30, uma tarde lúdica, ao longo da qual serão apresentados diversos momentos musicais selecionados e preparados pelas instituições e pelos idosos.
Nas comemorações deste ano podem também participar, para além dos utentes das instituições sociais de Anadia, outros seniores residentes no concelho, que poderão inscrever-se gratuitamente nesta atividade.
Deste modo, qualquer pessoa com idade igual ou superior a 65 anos e com domicílio na área do Município de Anadia, que esteja interessada em participar, deverá efetuar a sua inscrição no Centro Cultural de Anadia, até ao próximo dia 28 de setembro (segunda-feira).
Para o efeito, terá de apresentar um documento de identificação bem como um comprovativo de morada (recibo de água, por exemplo).
As inscrições são presenciais, até ao número limite de 100, e a sua aceitação será feita por ordem de chegada.
A organização deste evento cabe ao núcleo dinamizador constituído pelo Centro Social de Paredes do Bairro, Clube de Ancas, Misericórdias de Anadia e de Sangalhos.

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Curia: Convívio e jogos tradicionais juntam 400 idosos


“A jogar e a dançar na Curia com alegria” serviu de mote a um encontro que reuniu, na tarde da última sexta-feira, 400 idosos, no Parque de Merendas da Curia. Dezasseis instituições do concelho, às quais se juntaram duas respostas particulares (Bem-me-Quer e Clínica Belorizonte), no âmbito do plano de ação para 2015 da Rede Social de Anadia, escolhem este dia, brindado pelo bom tempo, para se reunirem numa tarde de partilha e muita animação.
Em duas zonas de jogos tradicionais, os idosos foram desafiados a participar no jogo da colher saltitona, jogo da malha, jogo da bola, jogo da lata, jogo às voltas com o balão, jogo do pião, jogo da bolacha, dança do limão, entre muitos outros. Pelo meio houve lugar a um animado lanche partilhado e a um animado baile, com música popular portuguesa. A Câmara Municipal de Anadia ofereceu a todos os participantes, nesta tarde de calor, um gelado.
Dora Gomes, técnica responsável na Rede Social de Anadia, revelou que a adesão foi total e que nestes encontros “os idosos podem rever amigos e conhecidos, recordar e reviver memórias”, ao mesmo tempo que lhes é proporcionada “uma tarde diferente do dia-a-dia”, para além de se estimular, através dos jogos, o exercício cognitivo, muito importante nestas idades.
A responsável destacou ainda o efetivo trabalho em rede e o grande envolvimento de todas as instituições que permitem e contribuem para o sucesso das ações.
CC

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Oliveira do Bairro: AMPER comemora 35 anos preocupada com sustentabilidade do Lar de Idosos


O presidente da direção da Associação dos Amigos de Perrães (AMPER), Henrique Ferreira, está preocupado com o futuro da instituição, nomeadamente com a sustentabilidade do Lar de Idosos, caso o Estado não aprove o alargamento do acordo de cooperação de 16 para 24 utentes. Durante a cerimónia do 35.º aniversário da instituição, Henrique Ferreira referiu-se ainda à necessidade urgente de substituição de algumas viaturas do parque automóvel, devido ao envelhecimento e ao custo de reparação e manutenção, que começam a ser incomportáveis.

Lar de Idosos. Henrique Pires Ferreira começou por recordar que a direção adquiriu um terreno com mais de 2 mil m2 para a construção do edifício do lar de Idosos. A candidatura foi rejeitada, mas não desistiu. Posteriormente, fez uma segunda tentativa e esta sim foi aprovada, embora sem acordo de cooperação.
A primeira pedra do Lar de Idosos foi lançada no dia 21 de março de 2010, dia em que se assinalou o 30.º aniversário da AMPER. Ao Lar foi dado o nome “Lar Dr. Álvaro Santos”. “A atribuição do nome do nosso querido amigo Dr. Álvaro Santos foi uma forma de reconhecimento dos associados da AMPER pelos serviços prestados pelo mesmo à instituição, ao longo de vários anos, de uma forma empenhada e sem qualquer contrapartida, a não ser a imensa gratidão dos associados”, acrescentou Henrique Ferreira, afirmando que o edifício do Lar de Idosos “Dr. Álvaro Santos”, acabaria por ser inaugurado no dia 1 de dezembro de 2013. “É uma obra magnífica, com ótimas instalações e bem localizada, com a possibilidade de se deslocarem até ao parque do Carreiro Velho, através do caminho pedonal que liga o Lar ao dito parque, onde poderão desfrutar das boas condições que oferece e apreciar as magníficas paisagens, proporcionando aos nossos idosos qualidade de vida”, justificou, dando a conhecer que “a AMPER, após a construção do Lar de Idosos, detém um património que, a preços de custo, ultrapassa os 3 milhões e 50 mil euros”. Contudo, o presidente da AMPER deixou claro que “para aqui chegarmos houve que vencer muitos desafios e ultrapassar muitas dificuldades, mas estas ainda não terminaram”, já que “ a construção dos edifícios do Lar Residencial, Residência Autónoma e Lar de Idosos obrigou a que a AMPER tivesse que recorrer ao financiamento externo e o cumprimento do plano de amortização preocupa-nos, pois ainda não recebemos do POPH o resto da comparticipação do Lar de Idosos, que ronda os 170 mil euros”. “Cumprimos, escrupulosamente, as regras que nos foram impostas. O processo, julgamos que esteja concluído e esperamos ser, em breve, reembolsados do valor em dívida, para assim podermos honrar atempadamente os compromissos assumidos”, afirmou.

Cooperação. O presidente da direção, Henrique Ferreira, referiu ainda que “o alargamento do acordo de cooperação do Lar de Idosos de 16 para 24 utentes é, nesta altura, a nossa grande preocupação. Esteve garantido, com data marcada para a sua assinatura, mas, sem sabermos porquê, tal não se verificou. Não encontramos explicação para este recuo, mas somos pessoas de fé e esperamos que o futuro, não muito longínquo, nos traga essa realidade, dado que os principais custos de funcionamento do Lar, recursos humanos, eletricidade, gás e água são sensivelmente os mesmos, quer tenhamos 16 ou 30 utentes”.
Afirmou ainda que “existem pessoas que se encontram em lista de espera para entrar, mas só o poderão fazer se inseridas no acordo de cooperação, pois não têm capacidade financeira para suportar os custos de extra acordo, senão já há muito teriam esgotado a capacidade do Lar”.
“Temos a promessa de que, brevemente, irá ser celebrado o acordo para o Serviço de Apoio Domiciliário para 16 utentes mas, nesta fase, o mais importante para a AMPER é o alargamento do acordo de cooperação para o Lar de Idosos. Sem o acordo, o Lar não é sustentável, o que será deveras ruinoso para a Instituição”, afirmou o presidente da direção, dando a conhecer que “outro problema com que nos deparamos é o envelhecimento do nosso parque de viaturas, cujos custos de reparação e manutenção são incomportáveis”. É que “precisamos urgentemente de adquirir duas viaturas. Uma de nove lugares, com a capacidade de adaptar quatro cadeiras de rodas. Outra, comercial de três lugares, que se destina ao Serviço de Apoio Domiciliário”. “O custo destas viaturas ronda os 54 mil euros. Com os encargos assumidos que já temos, não nos será possível libertar meios para fazer face a este investimento”. Por isso, “apelamos ao presidente do Centro Regional de Segurança Social, e ao presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro para que, dentro das possibilidades dos organismos que dirigem, ajudem a AMPER a concretizar este investimento”.

Pedro Fontes da Costa

pedro@jb.pt

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GNR sensibiliza idosos para burlas


A população mais idosa é uma parcela de população que, pelas suas características, carece de proteção e segurança acrescidos. Em consequência de tal realidade, a Guarda Nacional Republicana tem desenvolvido vários projetos nesta área em que se privilegia a prevenção dos ilícitos de que são alvo os mais idosos.
Neste sentido, o Comando Territorial de Aveiro desenvolveu, na última quarta-feira, um conjunto de ações de prevenção/sensibilização com a finalidade de combater os fenómenos criminais que afetam a população idosa, especialmente as burlas.

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Censos Sénior 2014: GNR “combate” isolamento e solidão na região


O Comando Territorial da GNR de Anadia tem em curso, entre 15 de janeiro e 15 de fevereiro, a terceira edição da “Operação Censos Sénior 2014”. Um trabalho que vem sendo desenvolvido nos últimos anos, a nível nacional, com o objetivo de atualizar os dados sobre os idosos que vivem sozinhos e/ou isolados.
A GNR de Anadia está no terreno, nos concelhos de Anadia, Oliveira do Bairro, Mealhada e Águeda (povoação de Fermentelos) a atualizar o registo relativo a esta faixa etária, mas também a identificar e registar todas as novas situações que vão surgindo.
São semanas a calcorrear as zonas serranas destes concelhos, alertando ainda esta franja da população para situações que podem representar perigo. Uma ação de sensibilização que pretende incutir nos mais idosos a necessidade de adotarem comportamentos de segurança por forma a evitar situações de crime (furto, roubo, burla.

A viatura da GNR para junto à porta de uma habitação, localizada na zona serrana do concelho de Anadia. Estamos na freguesia da Moita e num lugarejo com meia dúzia de casas habitadas, sobretudo por idosas, quase todas viúvas. A exceção são dois ou três casais mais novos que ali residem.
Os três militares saem do carro numa rua íngreme. Não se vê ninguém. Batem à porta de Ema (nome fictício). Do alto dos seus 82 anos, Ema desconfia e não abre a porta à primeira, sem antes se certificar quanto às verdadeiras intenções dos visitantes. Todos os cuidados são poucos, pois no ano passado “voaram” de dentro de sua casa 1500 euros. “Dois burlões deram-me a volta. Pararam o carro, vieram com muita conversa e diziam que vinham da Segurança Social para trocar notas de 50 euros”. Assim que eles saíram com o dinheiro, Ema ainda ligou para a GNR mas já era tarde. A partir daí desconfia de tudo e de todos: “nunca fiando”.
Em alerta permanente, hoje, diz que nem sabe como caiu no conto do vigário. Viúva há nove anos, é mãe de quatro filhos espalhados pelo país e estrangeiro. Todos se preocupam com ela e está sempre em contacto com eles. Sempre é como quem diz. Está há mais de uma semana incontactável por ter uma avaria no telefone fixo e foi durante esta visita que os militares da GNR lhe tentaram resolver o problema, ligando para a operadora. Ficou a promessa de que a avaria, no exterior, já estava registada para arranjo com caráter de urgência.
“Sem telefone, sem filhos perto, com mobilidade reduzida, esta idosa está completamente desprotegida”, admite o cabo Vítor Marques, habituado a lidar com estas situações. A Ema valem-lhe alguns vizinhos que moram ali perto e que vão procurando por ela, sabendo da sua saúde e se precisa de algum tipo de ajuda.
“Sempre que me ausento ou vou ter com um dos meus filhos, aviso os vizinhos”, mas lamenta que para ir a Anadia, sede do concelho, a escassos 15 quilómetros, tenha de aguardar pacientemente pela carrinha que vem buscar os miúdos para a escola ou então alugar um táxi: “mas o táxi é muito caro e só para me trazer cá acima leva 15 euros”, diz.
A pensão, muito reduzida, vai dando para pagar as contas (água, luz, telefone), comer e para os medicamentos e idas ao médico.

“Daqui não saio”. Umas casas mais adiante, numa outra rua íngreme, Matilde (nome fictício), de 76 anos, não para em casa. De estatura pequena, vê-se que é uma mulher rija, cheia de genica. Andava a dar às galinhas num anexo perto de casa.
Viúva há já 15 anos, tem os filhos por perto (Mortágua e Malaposta) mas passa os dias só, a tratar da lida da casa e no campo e a dar apoio à irmã, de 90 anos, que trata carinhosamente por “madrinha”.
“A minha irmã mora sozinha. Não sai muito. Vou lá todos os dias a casa. Dou uma limpeza, acendo a braseira e faço companhia. Ela não quer ir para o Lar”, diz com alguma aflição por receio de uma queda ou de que algo mais grave lhe possa acontecer.
Aos militares, que já conhece de anteriores contactos, fala de gente estranha que por ali vai passando, sobretudo no verão, mas também de um estranho furto de galinhas por um casal que por ali vai aparecendo.
Sem demonstrar receio, diz que daqui também não quer sair. Esta é a terra onde nasceu e onde morou toda a vida.
Lamenta o isolamento, a falta de gente nova e de transportes para ir a Anadia com mais frequência.

Para muitos, o único contacto. Estes dois casos são para os militares da GNR (Vítor Marques, Carlos Lopes e Vera Clementinho) dois exemplos do que encontram por essas povoações fora. Idosos, a viver sós, muitos deles isolados. Alguns ainda vão tendo o apoio (de longe) de familiares, mas muitos não têm ninguém, já que os filhos estão emigrados. Por isso, o cabo Vítor Marques fala da importância deste tipo de contacto: “eles conversam, pois sentem-se muito sós, devido ao isolamento. Nós quebramos a solidão”, mas não deixa de recordar uma das situações que mais o marcaram. Numa povoação da área de intervenção existe uma localidade onde reside apenas uma pessoa idosa, evidenciando a fragilidade destas pessoas.
Por isso, admite que em algumas situações “o único contacto que alguns destes idosos têm é com os militares da GNR que patrulham a área”, sublinhando a importância deste tipo de programas que acompanham e atualizam os dados da população que vive em situações de maior isolamento mas que também serve de elo de ligação com as IPSS locais.
“Somos quatro elementos neste trabalho, mas os postos locais também nos dão informações. Somos o elo de ligação com as IPSS no apoio a muitos dos idosos”.
A área de abrangência é grande e com uma zona serrana enorme. Escoural, Saidinho, Saide, Fontemanha, Amieiro, Algeriz, Corgo e Padara, todas no concelho de Anadia são lugares de passagem e paragem obrigatória.
Daí o trabalho ter de ser feito consistentemente e ao longo do ano: “o nosso trabalho continua mesmo depois dos Censos. Durante o ano vamos localizando pessoas e alimentando a nossa base de dados”, acrescentou.

Excepção à regra. Numa das povoações serranas do concelho de Anadia fomos encontrar um jovem casal que contraria a tendência da maioria dos casais jovens que optam por abandonar estas localidades isoladas e interiores, à procura de melhores condições de vida.
Marian Silvester, de 46 anos e o marido Karl Bartlett, de 52 anos, escolheram estar longe de tudo e de todos. Há três anos compraram uma casa que estava para venda e fixaram residência numa povoação onde não residem maioritariamente viúvas, em pequenas e humildes casas isoladas.
De origem escocesa, o casal revela que se apaixonou por Portugal, durante os períodos de férias que por cá passou. E que, depois, de muito visitarem, ficaram encantados com esta paisagem do concelho de Anadia e aqui decidiram viver.
“A vista é magnífica”, diz Marian embora a tranquilidade do lugar não a surpreenda, já que no país de origem também viviam no campo, no meio de extensos campos verdejantes. “Acredite que temos mais vizinhos aqui do que lá”, diz sorrindo.
“Compramos a casa e estamos a renová-la”, adianta, ao mesmo tempo que acarinha dois cães rafeiros que acolheu há já algum tempo. São a companhia do casal, que todos os dias sai para passear.
Adoram a natureza e o contacto com a terra, por isso dedicam parte do seu tempo a dar longos passeios pela zona, vão plantando alguns legumes e hortaliças, assim como árvores.
Ambos são vegetarianos e Marian admite que o que se produz em casa tem outro sabor na mesa. O casal que optou por este tipo de vida diferente trabalha, a partir de casa, em projetos ligados a trilhos para BTT e consultoria.
Adoram Portugal e conhecem já algumas das suas cidades, Aveiro, Coimbra, Porto, Lisboa, mas Marian diz que adora o Luso, o Buçaco e as praias da região, Costa Nova e Barra.
Não estando enquadrado nos requisitos para os Censos Sénior, a GNR limitou-se a preencher o formulário referente à ficha de residência isolada que serve para identificar moradias isoladas por forma a combater o aumento do sentimento de insegurança, provocado pela ocorrência de vários roubos com violência a residências, localizadas em zona de difícil acesso.
Os procedimentos adotados passam pela georeferenciação da residência para uma melhor localização em caso de ocorrência, permitindo desse modo direcionar o patrulhamento de proximidade, possibilitado por equipamentos de GPS.

Catarina Cerca

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Avelãs de Cima: Nova ala do Lar, com 13 camas, aberta em 2013, ainda sem acordo de cooperação com a Segurança Social


Carlos Martins lidera o Centro Social de Avelã de Cima há 34 anos. Uma instituição de referência no distrito de Aveiro que, há um ano, colocou em funcionamento uma nova ala do Lar, com capacidade para 13 camas. Até hoje, o Centro Social não conseguiu ainda o tão desejado acordo de cooperação com a Segurança Social. O espaço, que está devidamente licenciado, não recebe assim do Estado qualquer tipo de apoio ou comparticipação. Cabe à instituição, utentes e famílias suportar integralmente os custos inerentes a este espaço que já está lotado, até porque os números falam por si: o Centro Social presta apoio a 125 idosos. Por isso, Carlos Martins faz um balanço mais positivo da vida desta instituição.
“Comecei em 1980 e nestes 34 anos, a instituição cresceu de uma forma brutal, mas harmoniosa e cuidada”, para dar as melhores condições de vida a todos os utentes.
A cumprir o segundo ano daquele que será o seu último mandato (termina em 2015), Carlos Martins é a pedra basilar e o rosto do Centro Social.
“Era este o projeto que eu sempre tive em mente. Um pensamento que se foi moldando, tomando forma e que hoje é o que está à vista de todos”.
O Centro Social soube crescer e oferecer espaços para que as pessoas se possam movimentar livremente e em segurança, fruindo de zonas lúdicas devidamente harmonizadas.
“O cuidado na decoração interior e exterior está bem expressa em toda a instituição.” Hoje, a área global do Centro Social ronda os 25.000 m2.

Crescimento sustentado. Apesar dos tempos difíceis, Carlos Martins acredita num futuro risonho para o Centro Social, embora faça um alerta: “este é um local de total mecenato e quem aqui ficar terá necessariamente de ter isso bem presente. Em 34 anos nunca apresentei uma despesa minha à instituição, fosse de telemóvel, almoços ou combustível”. Três décadas de total disponibilidade e que obriga muitas vezes “a abrirmos os cordões à bolsa”.
Embora esteja convicto de que não haverá um vazio diretivo quando sair, confessa que a continuidade do seu trabalho lhe tem tirado horas de sono, apesar de faltarem vários meses para o seu afastamento.
Com 73 anos, sabe que o seu sucessor terá de reunir uma série de requisitos e qualidades que permitam ao Centro Social continuar no mesmo patamar qualitativo, crescer e ser capaz de dar resposta a uma sociedade cada vez mais exigente.
As pessoas que o rodeiam, algumas há vários anos, são o seu braço direito e “todas com imensas qualidades”, diz.

Novos projetos. Nos próximos meses, o trabalho está orientado para melhorar a sustentabilidade económica desta estrutura. Assim, o próximo passo é a concretização de um projeto, aprovado pelo QREN “mais centro”. Um investimento previsto que rondará os 400 mil euros (+ IVA). “O valor da nossa comparticipação será de 15% e esperamos obter deste projeto importantes ganhos energéticos”, diz. A intervenção será feita através do aquecimento solar das águas sanitárias, da substituição da principal fonte de aquecimento e de outras máquinas com menor dispêndio de gás natural. Haverá também pequenas obras, para diminuição de perdas de calor. Outra área a intervir está relacionada com a obtenção de uma boa parte da energia elétrica consumida, a qual passará a ser obtida através de painéis fotovoltaicos.

Quadro de pessoal invejável. O zelo na questão alimentar é digno de realce. A orientar esta área, encontra-se uma engenheira alimentar que, simultaneamente, é responsável pelo HACCP.
Carlos Martins sublinha ainda o trabalho desenvolvido no âmbito da animação, levado a cabo por duas técnicas, por forma a que os utentes encontrem aqui a melhor distração possível.
Ao serviço estão ainda duas enfermeiras que asseguram diariamente a observância das necessidades de saúde básica dos utentes, e a instituição dispõe ainda do apoio de um médico com visitas regulares. Por outro lado, uma fisioterapeuta procura minorar, na medida do possível, as perdas de mobilidade associadas ao envelhecimento.
Faz igualmente parte do quadro técnico uma psicóloga, cuja ação tem também sido muito meritória, quer junto dos utentes (idosos e crianças), quer no apoio do nosso quadro pessoal (no qual já nele participam cerca de 95 pessoas).
Duas assistentes sociais, uma das quais exerce, desde há longa data, o lugar de coordenadora, comandam esta vasta equipa.
“A coordenadora tem uma tarefa difícil de manter unido e motivado todo este pessoal. Não é tarefa fácil. As suas preocupações certamente perduram muito para além do tempo que aqui passa. Até porque houve, nos últimos tempos, um considerável aumento da nossa atividade, fruto da edificação da última ala de quartos”, destaca. Já o setor administrativo/financeiro está a cargo de uma técnica, a braços com um crescente volume de trabalho face às alterações sucessivas por exigência da tutela.
“Por força da qualidade dos serviços que prestamos, somos uma instituição já no terceiro ano de certificação e com auditorias externas regulares, que confirmam e aplaudem os serviços que desenvolvemos”, diz Carlos Martins, que fala ainda do importante papel da Horta social e da Cantina Social (apoia 65 pessoas diariamente).

A preocupação da infância. Ao nível da infância, Carlos Martins diz que esta é uma área que traz algum desconforto. Não pela qualidade do serviço, mas devido à redução do número de crianças. Frequentam a instituição apenas meia centena. A enorme diminuição da natalidade e a oferta da rede pública não auguram nada de bom. “Está em vias o início de atividade de um novo polo escolar, que abrangerá toda a freguesia”, o que poderá causar ainda mais constrangimentos.

Núcleo cultural. No auditório, com capacidade para cerca de 500 pessoas e de excelente acústica vem, há vários anos, sendo desenvolvido, por intermédio de professoras contratadas, a dança jazz. São cerca de 90 jovens e senhoras que a praticam. Habitualmente são feitos saraus de dança, durante o ano, assim como um grupo de teatro, agora em fase de reorganização será uma forma de oferecer à freguesia, um pouco de diversão e cultura.
Ciente de que numa freguesia rural, de pessoas modestas, de parcos recursos e, sobremaneira, bastante envelhecida, é difícil aproximar as pessoas, “não desistiremos de levar os nossos objetivos avante. Com perseverança, com simplicidade e natural humildade, iremos conseguir rejuvenescer o nosso projeto cultural, trazendo ao nosso seio, toda esta sociedade, eventualmente carente de bons momentos de lazer”, termina.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Plenário da Rede Social de Anadia: Quase mil idosos em lista de espera para valência de Lar no concelho


São quase mil, os idosos que, no concelho de Anadia, aguardam por uma vaga na valência de Lar.
Foi durante o último plenário do Conselho Local de Ação Social de Anadia (CLASA) da Rede Social de Anadia, realizado na manhã da última quinta-feira, que este número (989) foi revelado, assim como foi igualmente dado a conhecer que Anadia tem o mais alto índice de envelhecimento do Baixo Vouga (190,2), sendo inclusive mais elevado do que o de Portugal (129,4).
O diagnóstico social de Anadia, feito em 2012, faz uma alusão a essa insuficiência de equipamentos sociais que se traduz em quase mil idosos à espera de vaga para entrar na valência de Lar.

Atualizar estudo.
Face a este panorama, que é preocupante, a autarca Teresa Cardoso explica que “o levantamento foi realizado no âmbito da Rede Social de Anadia, em estreita articulação com as IPSS” e que desse trabalho resultou “um cruzamento de dados com vista à obtenção de uma lista final nominal, sem duplicação de inscrições, dado que, por vezes, o mesmo utente se encontra pré-inscrito em várias instituições em simultâneo.”
Mas como os dados são de 2012, números que podem estar alterados, avança que “será realizada uma atualização do estudo durante o corrente ano, e, paralelamente, far-se-á o levantamento do número de inscrições de idosos”. Contudo, admite que, “se, por um lado, podemos equacionar um aumento da lista de espera, por outro, e face à situação económica do país, é possível que o número de idosos em espera tenha diminuído, uma vez que as famílias têm menos capacidade para suportar os custos da integração de um idoso no Lar.”
Teresa Cardoso diz ainda que “a leitura do número total desta lista de espera (989) permite concluir que existe, de facto, uma grande procura deste tipo de resposta social”, mostrando-se igualmente preocupada com as reais condições de vida destas pessoas. “Em que situação se encontram; se residem no concelho e se necessitam deste tipo de resposta e não têm acesso à mesma, principalmente nos casos em que as famílias não têm capacidade de prestar qualquer tipo de apoio”.

Respostas para casos graves. Todavia, a autarca, garante que no concelho, em situações extremas, são sempre acionados serviços de apoio e de retaguarda, como, por exemplo, o serviço de apoio domiciliário e que “sempre que a situação é de extrema gravidade, os serviços da Segurança Social têm, em reserva, vagas específicas para a integração dessas pessoas.”
Embora reconheça que uma das soluções passa pelo alargamento da resposta Lar, não deixa de sublinhar que estes dependem da autorização da Segurança Social. E destaca: “a tutela tem permitido, nalgumas situações, o alargamento dos acordos, mas sem a decorrente contrapartida financeira. Esta situação permite às IPSS aumentar efetivamente o seu número de camas, mas, como não existe comparticipação do Estado, as instituições veem agravada a sua situação financeira, já de si complicada pelo facto de muitas famílias não lhes conseguirem efetuar os respetivos pagamentos.”
Outro tipo de resposta, diz, poderá passar pela procura de Lares privados, sempre que o idoso e as famílias possam suportar esses custos.
Teresa Cardoso revela também que à Câmara Municipal cabe a tarefa de sensibilizar as entidades para a necessidade de reverem os acordos em vigor e, dentro do possível, de criarem o respetivo suporte financeiro. “A Segurança Social tem conhecimento da realidade concelhia através das reuniões realizadas no âmbito da Plataforma Supraconcelhia do Baixo Vouga e dos documentos produzidos pela Rede Social, como é o caso do Diagnóstico Social”, garante.

Câmara ativa no apoio à terceira idade. Por outro lado, a Câmara Municipal de Anadia tem desempenhado um papel mais ativo ao nível da intervenção direta, nomeadamente quando os idosos vivem mais isolados e em condições precárias, sem intenção de abandonarem as suas habitações a fim de integrarem a resposta Lar de Idosos. Nestas situações, a Câmara dispõe de um regulamento que define os termos em que ocorre apoio aos estratos sociais mais desfavorecidos, podendo a intervenção ocorrer em matéria de melhoria das condições habitacionais ou de acesso a algumas infraestruturas. Assim, como os idosos que se mantêm nas suas habitações ou noutra qualquer situação de maior isolamento são acompanhados através de programas estabelecidos em parceria e num trabalho articulado em rede, de que é exemplo o projeto “Viver só mais protegido!”.

Índice de envelhecimento preocupante. Relativamente ao índice de envelhecimento, este mostra a relação existente entre o número de idosos e a população jovem. No concelho, confirma-se que o nível médio de esperança de vida aumentou, contrariamente à tendência verificada nas taxas de natalidade, onde se tem registado um decréscimo acentuado.
“Anadia é um concelho que, no passado, se confrontou com um forte fluxo emigratório. No entanto, uma grande parte desses emigrantes regressou e, com eles, os seus filhos. Hoje, muitos destes jovens e outros munícipes em idade mais adulta são também forçados a emigrar em virtude da atual situação económica do país, com reflexos diretos no envelhecimento da população do concelho e na quebra das contribuições para a Segurança Social”, diz Teresa Cardoso, ciente ainda de que muitos jovens que acabam a sua formação procuram conseguir um posto de trabalho no âmbito das suas habilitações, o que pode implicar a sua mobilidade para outro ponto do país, ou mesmo para o estrangeiro.
“Para contrariar esta tendência, será importante compreender que tipo de formação e de profissionais são necessários às empresas sediadas no município, e, consequentemente, implementar uma plataforma vocacional e de orientação profissional que permita uma estreita articulação das respostas dadas pelos nossos estabelecimentos de ensino com as necessidades do mercado de trabalho, se possível dentro do concelho”, adianta, acrescentando que “o município tem vindo a desenvolver um conjunto de condições e a promover iniciativas para atrair e fixar os jovens, possibilitando o início da sua vida profissional e familiar no concelho.”

Aprovado o aumento de mais 10 camas no Lar da Poutena

Um dos pontos analisados no plenário estava relacionado com a emissão de um parecer favorável à criação de mais 10 camas no Lar da Poutena. Todos os parceiros foram sensíveis a esta necessidade e aprovaram o pedido.
Embora o Centro Social da Poutena date de 1981, foi no ano de 2009 que abriu o Lar de Idosos “Nossa Senhora da Piedade”. Uma valência que veio trazer grandes mudanças, não só porque criou vários postos de trabalho, mas porque fez crescer o número de clientes, tendo ainda quadruplicado o apoio às famílias.
O Lar, com capacidade para 30 idosos, rapidamente ficou lotado, obrigando a direção a equacionar o aumento do número de camas para poder dar resposta a mais alguns pedidos. Um alargamento que não obriga a instituição a proceder a obras de fundo, como foi revelado no plenário.
O Lar veio, segundo Vera Neto, diretora técnica do Centro Social da Poutena, dar resposta ao envelhecimento da população, associado à evolução da vida em sociedade que tem como consequência o aumento da procura de equipamentos sociais para a terceira idade.
De resto, a instituição é diariamente confrontada com esta questão e muitas são as famílias sem capacidade de poder tratar dos seu idosos em casa.
O alargamento do Lar para 40 camas só obrigará a pequenas adaptações e remodelações do já existente, sendo certo que irá também contribuir para o aumento do número de utentes e de postos de trabalho. Refira-se ainda que este Centro Social apoia 50 utentes em Centro de Dia, 35 utentes em SAD (5 dias por semana) e 15 utentes (7 dias por semana), 30 utentes em Lar e, na Infância, 20 crianças em ATL/CAF e 25 crianças em Creche.

A instituição possui também várias secções, nomeadamente Supercross, Dança (aulas semanais de dança jazz, ballet e zumba; apresentação de espetáculos de dança); Teatro (apresentação de espectáculos em convívios institucionais) e Futebol (três equipas de futebol de formação, com treinos bissemanais; competições no campeonato distrital de Aveiro).

Novos parceiros. No plenário, que teve lugar no auditório do Museu do Vinho, todos os parceiros presentes foram unanimemente favoráveis à entrada dos dois novos parceiros (Clínica Belorizonte e Junta de Freguesia de Vilarinho do Bairro), ainda que a Clínica Belorizonte (privada) entre para a Rede Social nos mesmos moldes do Hotel Sénior da Curia.

Ações para 2014. Durante este ano, a Rede Social de Anadia irá promover um conjunto de atividades, a vários níveis, ainda que tenha sido frisado que este não é um plano fechado, mas sim um documento aberto a outras ações que sejam pertinentes.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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