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Censos Sénior 2014: GNR “combate” isolamento e solidão na região


O Comando Territorial da GNR de Anadia tem em curso, entre 15 de janeiro e 15 de fevereiro, a terceira edição da “Operação Censos Sénior 2014”. Um trabalho que vem sendo desenvolvido nos últimos anos, a nível nacional, com o objetivo de atualizar os dados sobre os idosos que vivem sozinhos e/ou isolados.
A GNR de Anadia está no terreno, nos concelhos de Anadia, Oliveira do Bairro, Mealhada e Águeda (povoação de Fermentelos) a atualizar o registo relativo a esta faixa etária, mas também a identificar e registar todas as novas situações que vão surgindo.
São semanas a calcorrear as zonas serranas destes concelhos, alertando ainda esta franja da população para situações que podem representar perigo. Uma ação de sensibilização que pretende incutir nos mais idosos a necessidade de adotarem comportamentos de segurança por forma a evitar situações de crime (furto, roubo, burla.

A viatura da GNR para junto à porta de uma habitação, localizada na zona serrana do concelho de Anadia. Estamos na freguesia da Moita e num lugarejo com meia dúzia de casas habitadas, sobretudo por idosas, quase todas viúvas. A exceção são dois ou três casais mais novos que ali residem.
Os três militares saem do carro numa rua íngreme. Não se vê ninguém. Batem à porta de Ema (nome fictício). Do alto dos seus 82 anos, Ema desconfia e não abre a porta à primeira, sem antes se certificar quanto às verdadeiras intenções dos visitantes. Todos os cuidados são poucos, pois no ano passado “voaram” de dentro de sua casa 1500 euros. “Dois burlões deram-me a volta. Pararam o carro, vieram com muita conversa e diziam que vinham da Segurança Social para trocar notas de 50 euros”. Assim que eles saíram com o dinheiro, Ema ainda ligou para a GNR mas já era tarde. A partir daí desconfia de tudo e de todos: “nunca fiando”.
Em alerta permanente, hoje, diz que nem sabe como caiu no conto do vigário. Viúva há nove anos, é mãe de quatro filhos espalhados pelo país e estrangeiro. Todos se preocupam com ela e está sempre em contacto com eles. Sempre é como quem diz. Está há mais de uma semana incontactável por ter uma avaria no telefone fixo e foi durante esta visita que os militares da GNR lhe tentaram resolver o problema, ligando para a operadora. Ficou a promessa de que a avaria, no exterior, já estava registada para arranjo com caráter de urgência.
“Sem telefone, sem filhos perto, com mobilidade reduzida, esta idosa está completamente desprotegida”, admite o cabo Vítor Marques, habituado a lidar com estas situações. A Ema valem-lhe alguns vizinhos que moram ali perto e que vão procurando por ela, sabendo da sua saúde e se precisa de algum tipo de ajuda.
“Sempre que me ausento ou vou ter com um dos meus filhos, aviso os vizinhos”, mas lamenta que para ir a Anadia, sede do concelho, a escassos 15 quilómetros, tenha de aguardar pacientemente pela carrinha que vem buscar os miúdos para a escola ou então alugar um táxi: “mas o táxi é muito caro e só para me trazer cá acima leva 15 euros”, diz.
A pensão, muito reduzida, vai dando para pagar as contas (água, luz, telefone), comer e para os medicamentos e idas ao médico.

“Daqui não saio”. Umas casas mais adiante, numa outra rua íngreme, Matilde (nome fictício), de 76 anos, não para em casa. De estatura pequena, vê-se que é uma mulher rija, cheia de genica. Andava a dar às galinhas num anexo perto de casa.
Viúva há já 15 anos, tem os filhos por perto (Mortágua e Malaposta) mas passa os dias só, a tratar da lida da casa e no campo e a dar apoio à irmã, de 90 anos, que trata carinhosamente por “madrinha”.
“A minha irmã mora sozinha. Não sai muito. Vou lá todos os dias a casa. Dou uma limpeza, acendo a braseira e faço companhia. Ela não quer ir para o Lar”, diz com alguma aflição por receio de uma queda ou de que algo mais grave lhe possa acontecer.
Aos militares, que já conhece de anteriores contactos, fala de gente estranha que por ali vai passando, sobretudo no verão, mas também de um estranho furto de galinhas por um casal que por ali vai aparecendo.
Sem demonstrar receio, diz que daqui também não quer sair. Esta é a terra onde nasceu e onde morou toda a vida.
Lamenta o isolamento, a falta de gente nova e de transportes para ir a Anadia com mais frequência.

Para muitos, o único contacto. Estes dois casos são para os militares da GNR (Vítor Marques, Carlos Lopes e Vera Clementinho) dois exemplos do que encontram por essas povoações fora. Idosos, a viver sós, muitos deles isolados. Alguns ainda vão tendo o apoio (de longe) de familiares, mas muitos não têm ninguém, já que os filhos estão emigrados. Por isso, o cabo Vítor Marques fala da importância deste tipo de contacto: “eles conversam, pois sentem-se muito sós, devido ao isolamento. Nós quebramos a solidão”, mas não deixa de recordar uma das situações que mais o marcaram. Numa povoação da área de intervenção existe uma localidade onde reside apenas uma pessoa idosa, evidenciando a fragilidade destas pessoas.
Por isso, admite que em algumas situações “o único contacto que alguns destes idosos têm é com os militares da GNR que patrulham a área”, sublinhando a importância deste tipo de programas que acompanham e atualizam os dados da população que vive em situações de maior isolamento mas que também serve de elo de ligação com as IPSS locais.
“Somos quatro elementos neste trabalho, mas os postos locais também nos dão informações. Somos o elo de ligação com as IPSS no apoio a muitos dos idosos”.
A área de abrangência é grande e com uma zona serrana enorme. Escoural, Saidinho, Saide, Fontemanha, Amieiro, Algeriz, Corgo e Padara, todas no concelho de Anadia são lugares de passagem e paragem obrigatória.
Daí o trabalho ter de ser feito consistentemente e ao longo do ano: “o nosso trabalho continua mesmo depois dos Censos. Durante o ano vamos localizando pessoas e alimentando a nossa base de dados”, acrescentou.

Excepção à regra. Numa das povoações serranas do concelho de Anadia fomos encontrar um jovem casal que contraria a tendência da maioria dos casais jovens que optam por abandonar estas localidades isoladas e interiores, à procura de melhores condições de vida.
Marian Silvester, de 46 anos e o marido Karl Bartlett, de 52 anos, escolheram estar longe de tudo e de todos. Há três anos compraram uma casa que estava para venda e fixaram residência numa povoação onde não residem maioritariamente viúvas, em pequenas e humildes casas isoladas.
De origem escocesa, o casal revela que se apaixonou por Portugal, durante os períodos de férias que por cá passou. E que, depois, de muito visitarem, ficaram encantados com esta paisagem do concelho de Anadia e aqui decidiram viver.
“A vista é magnífica”, diz Marian embora a tranquilidade do lugar não a surpreenda, já que no país de origem também viviam no campo, no meio de extensos campos verdejantes. “Acredite que temos mais vizinhos aqui do que lá”, diz sorrindo.
“Compramos a casa e estamos a renová-la”, adianta, ao mesmo tempo que acarinha dois cães rafeiros que acolheu há já algum tempo. São a companhia do casal, que todos os dias sai para passear.
Adoram a natureza e o contacto com a terra, por isso dedicam parte do seu tempo a dar longos passeios pela zona, vão plantando alguns legumes e hortaliças, assim como árvores.
Ambos são vegetarianos e Marian admite que o que se produz em casa tem outro sabor na mesa. O casal que optou por este tipo de vida diferente trabalha, a partir de casa, em projetos ligados a trilhos para BTT e consultoria.
Adoram Portugal e conhecem já algumas das suas cidades, Aveiro, Coimbra, Porto, Lisboa, mas Marian diz que adora o Luso, o Buçaco e as praias da região, Costa Nova e Barra.
Não estando enquadrado nos requisitos para os Censos Sénior, a GNR limitou-se a preencher o formulário referente à ficha de residência isolada que serve para identificar moradias isoladas por forma a combater o aumento do sentimento de insegurança, provocado pela ocorrência de vários roubos com violência a residências, localizadas em zona de difícil acesso.
Os procedimentos adotados passam pela georeferenciação da residência para uma melhor localização em caso de ocorrência, permitindo desse modo direcionar o patrulhamento de proximidade, possibilitado por equipamentos de GPS.

Catarina Cerca

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Avelãs de Cima: Nova ala do Lar, com 13 camas, aberta em 2013, ainda sem acordo de cooperação com a Segurança Social


Carlos Martins lidera o Centro Social de Avelã de Cima há 34 anos. Uma instituição de referência no distrito de Aveiro que, há um ano, colocou em funcionamento uma nova ala do Lar, com capacidade para 13 camas. Até hoje, o Centro Social não conseguiu ainda o tão desejado acordo de cooperação com a Segurança Social. O espaço, que está devidamente licenciado, não recebe assim do Estado qualquer tipo de apoio ou comparticipação. Cabe à instituição, utentes e famílias suportar integralmente os custos inerentes a este espaço que já está lotado, até porque os números falam por si: o Centro Social presta apoio a 125 idosos. Por isso, Carlos Martins faz um balanço mais positivo da vida desta instituição.
“Comecei em 1980 e nestes 34 anos, a instituição cresceu de uma forma brutal, mas harmoniosa e cuidada”, para dar as melhores condições de vida a todos os utentes.
A cumprir o segundo ano daquele que será o seu último mandato (termina em 2015), Carlos Martins é a pedra basilar e o rosto do Centro Social.
“Era este o projeto que eu sempre tive em mente. Um pensamento que se foi moldando, tomando forma e que hoje é o que está à vista de todos”.
O Centro Social soube crescer e oferecer espaços para que as pessoas se possam movimentar livremente e em segurança, fruindo de zonas lúdicas devidamente harmonizadas.
“O cuidado na decoração interior e exterior está bem expressa em toda a instituição.” Hoje, a área global do Centro Social ronda os 25.000 m2.

Crescimento sustentado. Apesar dos tempos difíceis, Carlos Martins acredita num futuro risonho para o Centro Social, embora faça um alerta: “este é um local de total mecenato e quem aqui ficar terá necessariamente de ter isso bem presente. Em 34 anos nunca apresentei uma despesa minha à instituição, fosse de telemóvel, almoços ou combustível”. Três décadas de total disponibilidade e que obriga muitas vezes “a abrirmos os cordões à bolsa”.
Embora esteja convicto de que não haverá um vazio diretivo quando sair, confessa que a continuidade do seu trabalho lhe tem tirado horas de sono, apesar de faltarem vários meses para o seu afastamento.
Com 73 anos, sabe que o seu sucessor terá de reunir uma série de requisitos e qualidades que permitam ao Centro Social continuar no mesmo patamar qualitativo, crescer e ser capaz de dar resposta a uma sociedade cada vez mais exigente.
As pessoas que o rodeiam, algumas há vários anos, são o seu braço direito e “todas com imensas qualidades”, diz.

Novos projetos. Nos próximos meses, o trabalho está orientado para melhorar a sustentabilidade económica desta estrutura. Assim, o próximo passo é a concretização de um projeto, aprovado pelo QREN “mais centro”. Um investimento previsto que rondará os 400 mil euros (+ IVA). “O valor da nossa comparticipação será de 15% e esperamos obter deste projeto importantes ganhos energéticos”, diz. A intervenção será feita através do aquecimento solar das águas sanitárias, da substituição da principal fonte de aquecimento e de outras máquinas com menor dispêndio de gás natural. Haverá também pequenas obras, para diminuição de perdas de calor. Outra área a intervir está relacionada com a obtenção de uma boa parte da energia elétrica consumida, a qual passará a ser obtida através de painéis fotovoltaicos.

Quadro de pessoal invejável. O zelo na questão alimentar é digno de realce. A orientar esta área, encontra-se uma engenheira alimentar que, simultaneamente, é responsável pelo HACCP.
Carlos Martins sublinha ainda o trabalho desenvolvido no âmbito da animação, levado a cabo por duas técnicas, por forma a que os utentes encontrem aqui a melhor distração possível.
Ao serviço estão ainda duas enfermeiras que asseguram diariamente a observância das necessidades de saúde básica dos utentes, e a instituição dispõe ainda do apoio de um médico com visitas regulares. Por outro lado, uma fisioterapeuta procura minorar, na medida do possível, as perdas de mobilidade associadas ao envelhecimento.
Faz igualmente parte do quadro técnico uma psicóloga, cuja ação tem também sido muito meritória, quer junto dos utentes (idosos e crianças), quer no apoio do nosso quadro pessoal (no qual já nele participam cerca de 95 pessoas).
Duas assistentes sociais, uma das quais exerce, desde há longa data, o lugar de coordenadora, comandam esta vasta equipa.
“A coordenadora tem uma tarefa difícil de manter unido e motivado todo este pessoal. Não é tarefa fácil. As suas preocupações certamente perduram muito para além do tempo que aqui passa. Até porque houve, nos últimos tempos, um considerável aumento da nossa atividade, fruto da edificação da última ala de quartos”, destaca. Já o setor administrativo/financeiro está a cargo de uma técnica, a braços com um crescente volume de trabalho face às alterações sucessivas por exigência da tutela.
“Por força da qualidade dos serviços que prestamos, somos uma instituição já no terceiro ano de certificação e com auditorias externas regulares, que confirmam e aplaudem os serviços que desenvolvemos”, diz Carlos Martins, que fala ainda do importante papel da Horta social e da Cantina Social (apoia 65 pessoas diariamente).

A preocupação da infância. Ao nível da infância, Carlos Martins diz que esta é uma área que traz algum desconforto. Não pela qualidade do serviço, mas devido à redução do número de crianças. Frequentam a instituição apenas meia centena. A enorme diminuição da natalidade e a oferta da rede pública não auguram nada de bom. “Está em vias o início de atividade de um novo polo escolar, que abrangerá toda a freguesia”, o que poderá causar ainda mais constrangimentos.

Núcleo cultural. No auditório, com capacidade para cerca de 500 pessoas e de excelente acústica vem, há vários anos, sendo desenvolvido, por intermédio de professoras contratadas, a dança jazz. São cerca de 90 jovens e senhoras que a praticam. Habitualmente são feitos saraus de dança, durante o ano, assim como um grupo de teatro, agora em fase de reorganização será uma forma de oferecer à freguesia, um pouco de diversão e cultura.
Ciente de que numa freguesia rural, de pessoas modestas, de parcos recursos e, sobremaneira, bastante envelhecida, é difícil aproximar as pessoas, “não desistiremos de levar os nossos objetivos avante. Com perseverança, com simplicidade e natural humildade, iremos conseguir rejuvenescer o nosso projeto cultural, trazendo ao nosso seio, toda esta sociedade, eventualmente carente de bons momentos de lazer”, termina.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Plenário da Rede Social de Anadia: Quase mil idosos em lista de espera para valência de Lar no concelho


São quase mil, os idosos que, no concelho de Anadia, aguardam por uma vaga na valência de Lar.
Foi durante o último plenário do Conselho Local de Ação Social de Anadia (CLASA) da Rede Social de Anadia, realizado na manhã da última quinta-feira, que este número (989) foi revelado, assim como foi igualmente dado a conhecer que Anadia tem o mais alto índice de envelhecimento do Baixo Vouga (190,2), sendo inclusive mais elevado do que o de Portugal (129,4).
O diagnóstico social de Anadia, feito em 2012, faz uma alusão a essa insuficiência de equipamentos sociais que se traduz em quase mil idosos à espera de vaga para entrar na valência de Lar.

Atualizar estudo.
Face a este panorama, que é preocupante, a autarca Teresa Cardoso explica que “o levantamento foi realizado no âmbito da Rede Social de Anadia, em estreita articulação com as IPSS” e que desse trabalho resultou “um cruzamento de dados com vista à obtenção de uma lista final nominal, sem duplicação de inscrições, dado que, por vezes, o mesmo utente se encontra pré-inscrito em várias instituições em simultâneo.”
Mas como os dados são de 2012, números que podem estar alterados, avança que “será realizada uma atualização do estudo durante o corrente ano, e, paralelamente, far-se-á o levantamento do número de inscrições de idosos”. Contudo, admite que, “se, por um lado, podemos equacionar um aumento da lista de espera, por outro, e face à situação económica do país, é possível que o número de idosos em espera tenha diminuído, uma vez que as famílias têm menos capacidade para suportar os custos da integração de um idoso no Lar.”
Teresa Cardoso diz ainda que “a leitura do número total desta lista de espera (989) permite concluir que existe, de facto, uma grande procura deste tipo de resposta social”, mostrando-se igualmente preocupada com as reais condições de vida destas pessoas. “Em que situação se encontram; se residem no concelho e se necessitam deste tipo de resposta e não têm acesso à mesma, principalmente nos casos em que as famílias não têm capacidade de prestar qualquer tipo de apoio”.

Respostas para casos graves. Todavia, a autarca, garante que no concelho, em situações extremas, são sempre acionados serviços de apoio e de retaguarda, como, por exemplo, o serviço de apoio domiciliário e que “sempre que a situação é de extrema gravidade, os serviços da Segurança Social têm, em reserva, vagas específicas para a integração dessas pessoas.”
Embora reconheça que uma das soluções passa pelo alargamento da resposta Lar, não deixa de sublinhar que estes dependem da autorização da Segurança Social. E destaca: “a tutela tem permitido, nalgumas situações, o alargamento dos acordos, mas sem a decorrente contrapartida financeira. Esta situação permite às IPSS aumentar efetivamente o seu número de camas, mas, como não existe comparticipação do Estado, as instituições veem agravada a sua situação financeira, já de si complicada pelo facto de muitas famílias não lhes conseguirem efetuar os respetivos pagamentos.”
Outro tipo de resposta, diz, poderá passar pela procura de Lares privados, sempre que o idoso e as famílias possam suportar esses custos.
Teresa Cardoso revela também que à Câmara Municipal cabe a tarefa de sensibilizar as entidades para a necessidade de reverem os acordos em vigor e, dentro do possível, de criarem o respetivo suporte financeiro. “A Segurança Social tem conhecimento da realidade concelhia através das reuniões realizadas no âmbito da Plataforma Supraconcelhia do Baixo Vouga e dos documentos produzidos pela Rede Social, como é o caso do Diagnóstico Social”, garante.

Câmara ativa no apoio à terceira idade. Por outro lado, a Câmara Municipal de Anadia tem desempenhado um papel mais ativo ao nível da intervenção direta, nomeadamente quando os idosos vivem mais isolados e em condições precárias, sem intenção de abandonarem as suas habitações a fim de integrarem a resposta Lar de Idosos. Nestas situações, a Câmara dispõe de um regulamento que define os termos em que ocorre apoio aos estratos sociais mais desfavorecidos, podendo a intervenção ocorrer em matéria de melhoria das condições habitacionais ou de acesso a algumas infraestruturas. Assim, como os idosos que se mantêm nas suas habitações ou noutra qualquer situação de maior isolamento são acompanhados através de programas estabelecidos em parceria e num trabalho articulado em rede, de que é exemplo o projeto “Viver só mais protegido!”.

Índice de envelhecimento preocupante. Relativamente ao índice de envelhecimento, este mostra a relação existente entre o número de idosos e a população jovem. No concelho, confirma-se que o nível médio de esperança de vida aumentou, contrariamente à tendência verificada nas taxas de natalidade, onde se tem registado um decréscimo acentuado.
“Anadia é um concelho que, no passado, se confrontou com um forte fluxo emigratório. No entanto, uma grande parte desses emigrantes regressou e, com eles, os seus filhos. Hoje, muitos destes jovens e outros munícipes em idade mais adulta são também forçados a emigrar em virtude da atual situação económica do país, com reflexos diretos no envelhecimento da população do concelho e na quebra das contribuições para a Segurança Social”, diz Teresa Cardoso, ciente ainda de que muitos jovens que acabam a sua formação procuram conseguir um posto de trabalho no âmbito das suas habilitações, o que pode implicar a sua mobilidade para outro ponto do país, ou mesmo para o estrangeiro.
“Para contrariar esta tendência, será importante compreender que tipo de formação e de profissionais são necessários às empresas sediadas no município, e, consequentemente, implementar uma plataforma vocacional e de orientação profissional que permita uma estreita articulação das respostas dadas pelos nossos estabelecimentos de ensino com as necessidades do mercado de trabalho, se possível dentro do concelho”, adianta, acrescentando que “o município tem vindo a desenvolver um conjunto de condições e a promover iniciativas para atrair e fixar os jovens, possibilitando o início da sua vida profissional e familiar no concelho.”

Aprovado o aumento de mais 10 camas no Lar da Poutena

Um dos pontos analisados no plenário estava relacionado com a emissão de um parecer favorável à criação de mais 10 camas no Lar da Poutena. Todos os parceiros foram sensíveis a esta necessidade e aprovaram o pedido.
Embora o Centro Social da Poutena date de 1981, foi no ano de 2009 que abriu o Lar de Idosos “Nossa Senhora da Piedade”. Uma valência que veio trazer grandes mudanças, não só porque criou vários postos de trabalho, mas porque fez crescer o número de clientes, tendo ainda quadruplicado o apoio às famílias.
O Lar, com capacidade para 30 idosos, rapidamente ficou lotado, obrigando a direção a equacionar o aumento do número de camas para poder dar resposta a mais alguns pedidos. Um alargamento que não obriga a instituição a proceder a obras de fundo, como foi revelado no plenário.
O Lar veio, segundo Vera Neto, diretora técnica do Centro Social da Poutena, dar resposta ao envelhecimento da população, associado à evolução da vida em sociedade que tem como consequência o aumento da procura de equipamentos sociais para a terceira idade.
De resto, a instituição é diariamente confrontada com esta questão e muitas são as famílias sem capacidade de poder tratar dos seu idosos em casa.
O alargamento do Lar para 40 camas só obrigará a pequenas adaptações e remodelações do já existente, sendo certo que irá também contribuir para o aumento do número de utentes e de postos de trabalho. Refira-se ainda que este Centro Social apoia 50 utentes em Centro de Dia, 35 utentes em SAD (5 dias por semana) e 15 utentes (7 dias por semana), 30 utentes em Lar e, na Infância, 20 crianças em ATL/CAF e 25 crianças em Creche.

A instituição possui também várias secções, nomeadamente Supercross, Dança (aulas semanais de dança jazz, ballet e zumba; apresentação de espetáculos de dança); Teatro (apresentação de espectáculos em convívios institucionais) e Futebol (três equipas de futebol de formação, com treinos bissemanais; competições no campeonato distrital de Aveiro).

Novos parceiros. No plenário, que teve lugar no auditório do Museu do Vinho, todos os parceiros presentes foram unanimemente favoráveis à entrada dos dois novos parceiros (Clínica Belorizonte e Junta de Freguesia de Vilarinho do Bairro), ainda que a Clínica Belorizonte (privada) entre para a Rede Social nos mesmos moldes do Hotel Sénior da Curia.

Ações para 2014. Durante este ano, a Rede Social de Anadia irá promover um conjunto de atividades, a vários níveis, ainda que tenha sido frisado que este não é um plano fechado, mas sim um documento aberto a outras ações que sejam pertinentes.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Noite de Natal vivida no afeto das instituições


O Natal é, por excelência, a festa da Família. Mas nem sempre a família de sangue dá aos seus idosos os cuidados e a atenção de que necessitam. É por isso que também nestas alturas, os idosos institucionalizados sentem ainda mais esta casa como sua e quem lá trabalha como a sua segunda Família. Para alguns, chega mesmo a ser o único lar. Nesta reportagem, histórias de quem vive a quadra natalícia no seio daqueles com quem criou laços.

Tem nome de fadista, mas avisa desde logo que não vai cantar o fado. O ar bem disposto e a piada fácil disfarçam uma vida que foi tudo menos um mar de rosas para Carlos do Carmo Tavares. Responde-me, em tom “very british”, que tem 64 anos. E ao longo da conversa, vai espontaneamente salpicando as frases de palavras na língua de Sua Majestade. Pergunto-lhe onde aprendeu a falar inglês. “Nos books [livros]”, diz de pronto. Fez a 4.ª classe, mas o orgulho cresce quando me confessa que nunca se cansa de aprender.
Carlos do Carmo Tavares nasceu no Montijo. Destacado pela PSP, onde trabalhava, foi para Chaves, onde deixou aquela que era a sua única família. A guerra em Moçambique levou-lhe o irmão, os pais já partiram.
Em 2014 fará 30 anos que a desdita lhe bateu à porta. Um divórcio espinhoso deixou-o sem forças. “Bati no fundo…”, desabafa.
Está em Oliveira do Bairro há 43 anos. Deixou toda uma vida para trás e começou do zero. Passou por várias fábricas – Gresval, Tijotelha e Metalsa. Num dia fatídico de novembro de 2000, quando regressava do trabalho, foi atropelado. Resultado: um fémur partido que lhe traria consequências. Hoje, o pouco que recebe do fundo de desemprego, apenas lhe permite pagar um quarto na Santa Casa da Misericórdia de Oliveira do Bairro. É aqui que passa os dias e as noites, desde o dia 1 de fevereiro deste ano. “Sinto-me bem aqui. Tenho cama, mesa e roupa lavada. Procuro cumprir as regras o melhor possível e sou bem tratado.”
Esta é a sua casa e a sua família. “O meu filho tinha sete anos quando me vim embora. Não o vejo há mais de trinta…” Nesta época, a lembrança bate mais forte. “Há sempre aquela saudade. Mas procuro distrair-me”, afirma Carlos do Carmo Tavares.
Será o seu primeiro Natal na Misericórdia. “Sei que vai haver bacalhau, bilharacos, bolo-rei e… a pinguinha!”, diz, com graça. Garante que é feliz e que este será um natal “com muita alegria, com estas pessoas competentes e carinhosas, que nos tratam muito bem”.
Bem diferente do fado de Carlos do Carmo foi a vida de Deolinda Rodrigues Matias. “Tenho muita idade, amiga…” Assim começa a nossa conversa com a D. Deolinda que, aos 96 anos, revela que o que ainda a mantém viva “é a família”. “O meu filho, o José Alberto, é muito meu amigo.” É o único vivo, de três que teve. “Tenho duas netas e uma bisneta. A minha família é a minha alegria!”.
Até há cerca de um ano, Deolinda Matias vivia com o filho, no Mamodeiro. Desde agosto de 2012, está na Santa Casa de Oliveira do Bairro. “Mas o meu filho vem-me buscar todas as semanas, para irmos passear”, afirma, satisfeita. “Já me disse que vou passar o Natal a casa dele e que fico lá.” E gosta, pergunto. “Ai não que não gosto! Vai ser uma noite muito feliz para mim!… Passei sempre o natal com a minha família, com educação e muito carinho.”
Deolinda Matias sente-se acarinhada nesta segunda casa. “Gosto de estar aqui, mas não há nada como a nossa casinha… Apesar de aqui serem todas muito minhas amigas”, reconhece.

O Natal na Santa Casa. Deolinda Matias não vai passar a noite de consoada na Santa Casa. Ao contrário de outros clientes desta instituição. Como Manuel Vítor Oliveira, que há mais de dez anos não passa o Natal com o filho. “Há muitos anos que passo o Natal na Santa Casa, desde que para lá entrei, primeiro no Centro de Dia, agora no Lar. É aqui que tenho a minha família”, diz sem hesitações. Admite que no início lhe custou. “Com os nossos, estamos mais à vontade. Mas é uma questão de hábito”, suspira.
O único filho mora na casa que o pai construiu, no Portouro, Amoreira da Gândara. Não o vê há mais de ano e meio. “Visita-me muito raramente. Tem a vida dele”, desculpa o amor de pai.
Para Manuel Vítor, a noite de Natal é apenas mais uma noite. Ao contrário do dia de Natal. “A minha mãe fazia anos no dia 25 de dezembro. Já partiu há dois anos. É um dia de uma grande emoção, de muitas lembranças, de muita saudade…”
Saudade que se sente na voz e nos olhos brilhantes. Emoção que passa quando retornamos à sua casa, à sua família na Misericórdia. Na festa de Natal da instituição, como habitualmente, subirá ao palco para representar. “É cansativo, obriga-nos a decorar certas frases e isto aos 66 anos já não é a mesma coisa”, assegura, com outro brilho no olhar.
Lurdes Oliveira, diretora técnica das respostas sociais de Terceira Idade da Santa Casa da Misericórdia de Oliveira do Bairro, revela-nos que “há sempre aqueles idosos que gostariam de ir a casa, mas a maior parte já sente esta casa como sua”. “Às vezes”, adianta, “chegam a casa da família e passado pouco tempo dizem «quero ir embora para casa…».”
Em 60 clientes de Lar, quatro estão acamados permanentemente e apenas dez vão a casa. “Sendo o Natal a festa da família por excelência, gostaríamos que muitos mais passassem esta época em casa. Mas temos consciência da grande dependência da maioria, o que os impossibilita de ir. Por este motivo, tudo fazemos para proporcionar aos que ficam um ambiente natalício, o mais acolhedor possível”, afirma Lurdes Oliveira.
A instituição procura trazer à noite de consoada o típico da época. Por isso, não pode faltar o tradicional bacalhau com todos e os doces natalícios. Mas a verdadeira celebração não será no dia 24. O dia mais festivo é vivido precisamente hoje, 19 de dezembro. “Fazemos sempre uma festa de natal para os idosos, de forma a termos o maior número de colaboradoras presentes junto deles”, explica Lurdes Oliveira.
Assim, o dia começa com uma Eucaristia e, de seguida, um almoço, onde a Mesa Administrativa da instituição marcará presença. A tarde será bastante animada, com um espetáculo de variedades proporcionado pelos próprios colaboradores. “Haverá uma peça de teatro, canções e poemas e, depois, claro, o Pai Natal, que trará uma prendinha simbólica para cada um dos nossos idosos.”
Lurdes Oliveira sabe que, para alguns clientes, esta é sempre uma época de nostalgia. Principalmente para aqueles que veem outros serem visitados pela família e que não têm a mesma sorte. Salienta, no entanto, que durante o ano, “os nossos idosos, de uma forma geral, são bastante acarinhados pela família e visitados com muita frequência por grupos da comunidade, visitadores de doentes, escolas…” E muitos, volta a frisar, sentem-se bem aqui. “Esta também é, afinal, a sua família…”

De sem-abrigo a utente do Lar de Aguim

Não se sabe praticamente nada da sua vida, porque Valentim Campos também é um homem de poucas falas. Utente do Lar de Nossa Senhora do Ó, em Aguim, há três anos, altura em que aqui foi colocado através da Segurança Social de Aveiro, hoje, aos 69, diz gostar de aqui estar, pois encontrou a casa e a família que não tem.
Natural de Pardilhó – Estarreja, conta apenas que foi agricultor e que andava aos dias por conta de outras pessoas, para ganhar o sustento. Uma vida, segundo sabemos agora, marcada pelo alcoolismo, por uma doença mental, mas também pela rua, onde terá vivido vários anos. A sua adolescência e infância são um mistério e a essa é mais difícil de chegar. Diz-nos que é solteiro e que não tem recordações da mãe, que faleceu quando era ainda pequeno. Do pai nada adianta, a não ser que se lembra que ele andava às pinhas.
Nesta quadra festiva, o Natal pouco lhe diz, não só porque nunca foi pessoa festeira ou dada a celebrações, mas também porque não existem laços familiares com outros parentes. Dos meios-irmãos nada sabe, tal como de eventuais parentes que ainda possa ter.
Apenas recorda o tempo de pobreza e alcoolismo que o levaram à rua e a uma vida de sem-abrigo. “Dormia sozinho em Aveiro, perto do Pingo Doce, numa fábrica abandonada”, recorda. As esmolas e biscates eram o seu sustento: “mas havia pessoas que me davam de comer. Nunca passei fome”, diz agora.
Contudo, o estado de fraqueza levou-o, numa madrugada de 2010, ao Hospital de Aveiro, que terá sido a sua salvação. Quando chegou a Aguim, era um homem acamado, com imensa dificuldade de locomoção e extremamente magro.
Os primeiros tempos foram tudo menos fáceis. Ninguém se apercebeu da sua dificuldade em ver, causada por cataratas (estava quase cego), mas como não falava, só mais tarde o problema seria detetado e então foi sujeito a intervenção cirúrgica. Pouco a pouco, o amor, carinho, dedicação, aliados a grandes doses de paciência, começaram a surtir efeito e Valentim começou a sentir-se acarinhado e integrado nesta casa.
Contudo, Helena Castro, diretora-técnica do Centro Social de Aguim, coloca algumas interrogações quanto ao seu passado. “É uma questão que fazemos frequentemente, porque ele tem um comportamento com algumas curiosidades: é muito esquisito com a comida, quer andar sempre muito arranjado, não veste qualquer coisa, não gosta de se limpar duas vezes à mesma toalha e tem muito cuidado com a sua aparência”, o que pode revelar uma educação cuidada e um asseio invulgar para quem foi um sem-abrigo.
Este é o terceiro Natal que passa em Aguim. Tal como ele, são muitos os utentes da instituição que aqui passam a consoada, mas por opção. Apenas 10 ou 12 vão a casa. A idade avançada de muitos, o cada vez maior grau de dependência, e o facto de ser uma altura do ano muito fria, leva-os a optar por ficar no quentinho do Lar, abdicando de um Natal em família. Uma quadra em que o papel de Dina Batista, animadora social da instituição, é essencial na preparação das festividades.
Contudo, ainda são bastantes os que, no dia de Natal, passam o almoço e a tarde com os familiares que os vêm buscar e trazer. Neste dia a azáfama é grande, com um entra e sai de gente da instituição.
Mas a instituição gaba-se de, tirando um caso ou outro, a maioria das famílias estar próxima dos seus idosos, durante o ano inteiro, com visitas regulares.
Todavia, Helena Castro admite que esta é “uma época mais emotiva, em que as vivências do passado se refletem nestes dias”, sendo certo que alguns idosos lamentam a ausência dos familiares diretos.
Este ano, para além da festa de Natal da instituição, celebrada no passado dia 13, com os familiares diretos dos utentes de Lar, Centro de Dia e do Apoio Domiciliário, prepara-se a noite da consoada. Uma noite que tenta recriar um ambiente o mais familiar possível, não faltando na mesa o bacalhau, o bolo-rei, as rabanadas: “há um jantar melhorado, e a consoada é passada com as funcionárias. Não vão logo para a cama, ficam até mais tarde, comem umas passas, e foge-se à rotina dos outros dias, tal como acontece uma semana depois, na Passagem de Ano”.

Saudades dos filhos e dos netos

No Lar José Luciano de Castro, da Santa Casa de Misericórdia de Anadia, fomos conhecer Manuel Jesus Cardoso que, com 78 anos de vida, de uma forma muito emotiva, nos contou como esta altura do ano é difícil de passar, sem a presença dos filhos, emigrados no Canadá. Uma ausência compensada por todo o amor e carinho recebidos na instituição.
Utente desde 1999, este será o seu 14.º natal no Lar, sem qualquer apoio ou visita familiar. Viúvo e sem parentes, recorda com saudade as visitas dos filhos em tempo de férias, mostrando-se muito orgulhoso por conhecer também os três netos que nasceram lá longe. “Os meus filhos emigraram há vários anos. Têm lá as vidas, o trabalho, as famílias e as casas”, diz, dando conta de que recebera a visita de um deles em agosto passado. “Foi uma grande alegria. Ele já cá não vinha há sete anos. Vi a minha netinha pela segunda vez”.
Natural de Ribafornos, Óis do Bairro, tem no Lar a sua casa e toda a equipa de colaboradoras a família, embora sublinhe que os filhos, apesar de longe, não se esquecem dele, telefonando com frequência para saber do seu estado de saúde e matar saudades.
Recorda, por isso, comovido, os natais passados em família, na sua terra natal: “é do que sinto mais falta”.
Manuela Silva, diretora técnica da instituição, avança que, dos 48 idosos, apenas uma dúzia irá passar a consoada a casa. As razões são em tudo semelhantes às registadas em Aguim, ainda que aqui, a taxa de idosos com grandes dependências e demências seja maior. “Para a maioria, esta é a sua casa e a sua família e é visível o afeto entre utentes e funcionárias”, destaca, não deixando de registar que “existe um bom grupo de familiares que faz visitas diárias e semanais”, atentos aos seus idosos e às suas necessidades. O reverso da medalha é também uma realidade e, de facto, alguns não recebem qualquer visita, nem nesta, nem em qualquer outra altura do ano, embora as famílias estejam próximas.
A JB, revela que nesta quadra “é incontornável que os idosos, mais lúcidos, fiquem mais sensíveis, porque recordam o passado, o que viveram”, esperando apenas que o Lar consiga compensar a ausência familiar. “A maioria espera que nós preparemos e façamos a festa de Natal, sendo eles meros recetores”.
A festa de Natal da instituição foi celebrada no passado dia 17 com uma tarde de grande agitação, à volta de um espetáculo que juntou crianças do Infantário e os idosos do Lar, terminando à volta de um lanche ajantarado com familiares.

Oriana Pataco/Catarina Cerca

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Idosos em segurança 2013


Termina amanhã, dia 31 de outubro, a operação “Idosos em segurança 2013” da GNR que visa potenciar o sentimento de segurança junto da população idosa. Aliada a esta operação, foi também realizada a divulgação do projeto Residência Segura e do projeto Censos Sénior.
De salientar que na operação Censos Sénior 2013, foram sinalizados de 28197 idosos a viverem sozinhos e/ou em situação de isolamento. Dos 28197 idosos referenciados, 19455 vivem sozinhos, 6565 vivem isolados e 2177 vivem sozinhos e isolados.

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Lar ilegal encerrado e nove idosos retirados com urgência


A Segurança Social de Aveiro encerrou, na penúltima quarta-feira, uma residência em Amoreira da Gândara, que funcionava como Lar, onde se encontravam nove idosos – com idades entre os 70 e 92 anos -, quatro dos quais acamados. Os idosos não evidenciavam sinais de maus tratos nem de subnutrição e foram retirados no dia seguinte.
Os idosos, todos residentes na região da Bairrada, foram transportados pelos bombeiros de Anadia para locais de acolhimento indicados pela Segurança Social, no distrito de Aveiro. Um dos idosos ficou com familiares.
A operação durou mais de seis horas, porque havia idosos que não queriam sair da residência. “Os idosos não queriam sair daqui porque eram bem tratados. A Segurança Social teve de pressionar e insistir, quase ameaçar as pessoas para saírem”, referiu Mário Fidalgo, marido da proprietária do Lar ilegal.
O responsável admitiu que o Lar não tinha alvará para funcionar, mas afirmou que a casa tinha “boas condições” e que os cuidados médicos eram assegurados por um médico e uma enfermeira.

Preços. Os idosos estavam divididos por quatro quartos, equipados com camas articuladas, e, segundo Mário Fidalgo, o Lar tinha uma grande procura, porque os preços eram “irrisórios”.
“Era quase uma casa de caridade”, afirmou, acrescentando que dos nove utentes, apenas três pagavam uma mensalidade entre os 300 e os 400 euros.
Os restantes não pagavam nada, três porque eram familiares dos proprietários e os outros porque havia um acordo para ficarem com os seus bens, após a sua morte.

Fiscalização. Mário Fidalgo afirma que a Segurança Social tinha conhecimento da situação. “Vários técnicos vieram aqui, nos últimos anos, e sugeriram a realização de algumas obras de melhoramentos.”
O responsável acusa a Segurança Social de perseguição, alegando que fizeram vários pedidos para legalizar o Lar, mas que foram sempre recusados. “Eles estavam sempre a implicar com qualquer coisa”, afirmou.
A dona do Lar ilegal, de 35 anos, é reincidente, pois já explorou outros Lares, que também foram encerrados, nos distritos de Aveiro e Coimbra.
O último espaço a ser encerrado foi em 2010, em Cantanhede, tendo a proprietária do Lar sido multada em cerca de 2.500 euros pela Segurança Social e ficado inibida de exercer a atividade por dois anos.
Alguns familiares presentes não quiseram falar aos jornalistas, no entanto, Florbela Silva, que foi surpreendida pela operação da GNR, quando visitava a sogra, afirmou ao JB, que “apesar da minha sogra estar aqui há pouco tempo, não temos nenhuma razão de queixa”. “Aparentemente as condições não eram más. Aliás, a comida era boa”, acrescentou.
Pedro Fontes da Costa
pedro@jb.pt

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Idosos retirados de lar ilegal


A Segurança Social de Aveiro vai começar a retirar hoje, quinta-feira, nove idosos de uma residência na Quinta da Gala, Amoreira da Gândara, que funcionava como lar, informou e a GNR.
Após uma denúncia, a GNR deslocou-se hoje ao local juntamente com elementos da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e da Segurança Social, para averiguar a situação.
“Constatámos que existia um suposto lar em situação irregular, onde estavam nove idosos alguns dos quais acamados”, referiu a mesma fonte.

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+ de 65 de Oliveira do Bairro em festa na Malafaia


Mil e nove cidadãos, na sua esmagadora maioria com mais de 65 anos, residentes no concelho de Oliveira do Bairro, festejaram, na sexta-feira, na Quinta da Malafaia, o Dia do Idoso.
A iniciativa “65 em Festa 2012”, organizada pela Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, começou com um dia cinzento de outono que apressou a primeira paragem do dia, este ano em Arcozelo, para a visita à Santa Maria Adelaide. Por causa da chuva, ainda deu para desentorpecer as pernas e trocar as primeiras impressões com os conhecidos da freguesia vizinha.
Na Quinta da Malafaia, e já com um sol fantástico, o presidente da Câmara Municipal, Mário João Oliveira, e os restantes membros do executivo fizeram as honras da casa, tal como vem sendo hábito, recebendo os participantes e distribuindo cumprimentos à entrada no arraial minhoto. A acompanhar a carne de porco à alentejana, não faltou um programa de animação variada que dos cantares ao desafio, ao folclore, contou com bailarinas, marchas e a voz da Maria do Sameiro, e levou os seniores até à pista de dança com o bailarico pela tarde fora.
Apesar da conjuntura económica, o executivo decidiu manter esta proposta de celebração do Dia do Idoso, nos mesmos moldes, aos séniores do concelho, reduzindo ligeiramente o investimento da mesma, mas não deixando de corresponder às expetativas de quem vê neste dia uma oportunidade de sair do concelho, almoçar em clima de grande confraternização e passar uma tarde divertida. Na sua habitual comunicação aos participantes desta festa, Mário João Oliveira sublinhou mais uma vez a vertente de reconhecimento desta celebração “uma oportunidade de anualmente homenagear os nossos seniores, a experiência, a sabedoria e o esforço de todos os que na sua vida ativa contribuíram para o desenvolvimento e crescimento do que é hoje o concelho de Oliveira do Bairro, proporcionando-lhes um dia diferente e feliz”.
No regresso, as impressões que foram sendo partilhadas e registadas em todos os autocarros pelos monitores da atividade, revelavam a satisfação pelo dia bem passado. A maior parte delas afirmava, quase como num coro contra a crise, que “ao menos na nossa terra não somos esquecidos, se até os idosos sofrem com a crise todos os dias, este ao menos foi um dia feliz e bem passado, sem más notícias”.

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O. Bairro: Idosos com mais de 65 vão até à Quinta da Malafaia


À semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, a Câmara Municipal de Oliveira do Bairro irá festejar o Dia do Idoso, proporcionando a todos os munícipes com mais de 65 anos um dia de festa com muita alegria e animação.
A autarquia vai levar, no dia 26 de outubro, os seniores do concelho à Quinta da Malafaia, em Esposende. Esta iniciativa tem como objetivo reconhecer todos os que já trabalharam e contribuíram para o crescimento do concelho de Oliveira do Bairro, na maioria dos casos com muito esforço e sacrifício.
O passeio que a autarquia proporciona a estes munícipes é esperado com muita ansiedade, uma vez que a maioria das pessoas vem a esta iniciativa por causa do convívio e da diversão.
Além do almoço, os 65 em Festa são presenteados com muita música, teatro, desgarradas, baile.
Para a Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, é uma honra poder proporcionar este dia aos mais velhos, fazendo com que, na grande maioria dos casos, passem um dia diferente.
As inscrições podem ser efetuadas nas Juntas de Freguesia até ao dia 19 de outubro.
Para os acompanhantes com menos de 65 anos, o valor deste passeio é de 20 euros.

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Câmara de Águeda lança “SOS Solidão” para apoiar idosos isolados


A Câmara Municipal de Águeda vai lançar o projeto “SOS Solidão”, de apoio a idosos que se encontrem isolados, com recurso ao voluntariado.
“O projeto tem como principal objetivo criar uma rede informal de prestação de serviços, para diminuir o isolamento social dos seniores que estão dependentes de outrem, sem suporte familiar e institucional”, justifica a autarquia.
O “SOS Solidão” vai ser coordenado pela Câmara Municipal de Águeda em cooperação com outras instituições, nomeadamente a GNR, através da equipa Escola Segura, e o Centro de Saúde de Águeda, para acompanhar os voluntários e conseguir chegar junto de pessoas isoladas.
Vão ser também parceiros o Centro Social de Belazaima e a Associação Senhora da Esperança, na divulgação do projeto, captação de voluntários e elaboração de fichas de sinalização.
Os voluntários que tiverem perfil adequado, o que será avaliado mediante entrevista pela psicóloga da autarquia, vão beneficiar de formação teórico-prática, com início no dia 13 de junho.
Caso sejam selecionados, vão desenvolver atividades junto dos idosos, tais como leitura, dinamização de jogos e companhia.
O projeto, que vai também envolver as escolas do concelho para fomentar as relações entre gerações, visa facilitar o relacionamento comunitário, combater o isolamento, melhorar a qualidade de vida dos idosos e criar respostas adequadas aos casos que vierem a ser sinalizados.

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