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Anadia poderá vir a ter uma Comissão de Proteção ao Idoso


“Combater os maus tratos e a violência na terceira idade” foi o tema do workshop dinamizado pela Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) do Centro de Saúde de Anadia em parceria com Rede Social de Anadia, na última sexta-feira, dia 28 de outubro, nas instalações da APPACDM de Anadia.

Comissão de Proteção ao Idoso. Dirigido a profissionais e técnicos das IPSS’s locais, esta ação esteve a cargo da enfermeira Silvana Marques, coordenadora da UCC Anadia, que revelou a vontade desta UCC ver criada em Anadia uma Comissão de Proteção ao Idoso, à semelhança da que já existe para Crianças e Jovens.
O pedido para abordar esta possibilidade com o executivo camarário já deu entrada na Câmara Municipal de Anadia, já que Silvana Marques defende: “seria uma mais-valia a juntar à Rede Social, que no concelho funciona muito bem.”
Uma forma de rentabilizar as sinergias existentes no concelho, mas também de combater este flagelo.

Anadia preocupa técnicos de saúde. Aos cerca de 30 técnicos presentes, revelou que Anadia é, neste momento, um concelho muito preocupante, com grande incidência no consumo de álcool e em casos de abusos sexuais. Comportamentos desviantes e que atingem também a terceira idade, tendo a Unidade de Cuidados na Comunidade de Anadia, só no ano de 2016, acompanhado cerca de uma dezena de maus tratos a idosos que não estavam a frequentar ou a ter acompanhamento de qualquer IPSS. Negligência, abandono e maus tratos psicológicos são os tipos de violência mais frequentes no concelho.
Aos presentes, a enfermeira revelou que, regra geral, os maus tratos são perpetrados por alguém sempre muito próximo do idoso: filhos, noras, cônjuges e cuidadores. “As vítimas são sobretudo mulheres, com mais de 75 anos, com dependência física ou mental”, mas não exclusivas do sexo feminino. As agressões acontecem na casa do próprio idoso, na casa do possível agressor ou até na rua.
A trabalhar há mais de uma década na área da violência doméstica, avança que, embora alguns idosos contem o que se passa, sem qualquer constrangimento, outros escondem por vergonha e mergulham no silêncio, sendo também difícil encontrar uma solução para as vítimas porque estas, muitas vezes, não aceitam as soluções propostas ou encontradas para os casos.

Atenção aos sinais de alerta. “Retirar um idoso de 80 anos, com plenas faculdades e autonomia, da sua casa e tentar desenhar para ele um novo projeto de vida não é fácil. É muito difícil”, disse. Por isso, defende ser tão necessário estar atento aos sinais de alerta e trabalhar muito na prevenção: “Fazer ver aos agressores que estamos atentos e prontos a agir”. Por isso, aos técnicos presentes neste workshop recordou que todos se devem empenhar na vigilância (identificar fatores de risco), para prevenir e atuar em fatores de risco e fatores de proteção, numa efetiva intervenção.
E alertou: “situações de visitas frequentes ao médico; lesões físicas; desidratação; desnutrição; diferença entre a história contada pela pessoa idosa e pelo familiar/cuidador podem sugerir maus tratos.”
À plateia deixou também o apelo para que avaliem periodicamente o nível de dependência da pessoa idosa (quanto maior a dependência, maior será o risco da ocorrência de violência), mas também que se criem relações de confiança com o idoso para propiciar um diálogo aberto diante das possíveis situações de violência. O ideal é “que o idoso tenha um amigo que o visite, alguém a quem possa recorrer quando se sentir maltratado.”

O perfil do agressor. Silvana Marques traçou ainda o perfil do agressor: “muitas vezes, o agressor é o único cuidador, que partilha a mesma casa da pessoa idosa, da qual depende financeiramente, por ser muitas das vezes dependente de álcool ou drogas. Um agressor que, muitas vezes, submete o idoso ao isolamento social, mas que é agressivo nas suas relações familiares, e que pode ter sido vítima de violência perpetrada pelo idoso ou foi também ele vítima de violência doméstica.”
Na ocasião explicou ainda os vários tipos de violência a que o idoso pode ser sujeito, seja ela física, de cariz sexual; situações de negligência; abandono; registando-se ainda situações que podem ser de violência financeira e casos de violência psicológica (agressões verbais ou gestuais; aterrorizar, humilhar, restringir a liberdade ou isolar a pessoa idosa do convívio social).
Por isso, é necessário “sensibilizar e consciencializar a família e a sociedade quanto a violência praticada contra a pessoa idosa por meio de campanhas educativas, meios de comunicação social e materiais educativos”, de forma a educar a sociedade sobre o processo do envelhecimento. Até porque o envelhecimento “é um processo, inerente a todos os seres humanos, que se inicia na conceção e prolonga-se durante todos os dias das nossas vidas.”
Catarina Cerca

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Anadia: Seniores partilham experiências vividas na primeira pessoa sobre a revolução de Abril


Foi no Cineteatro de Anadia que seniores e juniores se encontraram, pela terceira vez, para dar corpo a um debate em torno da revolução do 25 de Abril.
O evento realizou-se na última sexta-feira, dia 22, pelas 14h.
Organizada pela Câmara Municipal de Anadia, no âmbito do programa comemorativo do 42.º aniversário da revolução de Abril, esta é já a terceira edição do evento que, como habitualmente, juntou alunos e professores de estabelecimentos de ensino públicos e privados do concelho, e seniores provenientes de instituições particulares de solidariedade social que participam no projeto “Leituras sem Idade”.
A tarde começou com uma breve encenação levada a cabo pela professora Noémia Machado, professora bibliotecária na Escola Básica n.º2 de Vilarinho do Bairro e por seu marido Machado Lopes, figura do mundo da cultura e das artes de palco.
Ambos falaram do antes e do pós 25 de Abril: ele, “filho de um tempo velho que teve como mãe a Ditadura e como pai o Fascismo”; ela, “filha de um tempo novo que teve como mãe a Democracia e como pai o Futuro”.

Testemunhos emocionados. Durante o encontro, quatro seniores relataram, na primeira pessoa, a forma como viveram o 25 de Abril e o impacto da revolução nas suas vidas. No entanto, três deles partilharam sobretudo as experiências pessoais vividas enquanto “retornados”. Foi o caso de Guilhermina Brunido, de 81 anos, utente do Club de Ancas. Um testemunho sofrido pelo que perdera, do que fora obrigada a deixar para trás. Por isso, diz que o “25 de Abril foi mau. Os militares pretos ameaçavam os brancos. Era uma questão de sobrevivência. Viemos de Angola e começámos do zero”. A terminar desejou que os jovens de hoje “tenham melhor sorte do que aquela que eu tive na minha vida”.
Também Maria Alice Mota, utente da Associação Social de Avelãs de Caminho, centrou o seu testemunho nas mortes e massacres ocorridos com a descolonização de Angola: “não voltaríamos a Angola”. Contudo, reconhece que o 25 de Abril “trouxe muitas coisas boas”. Uma transição que a seu ver “valeu a pena; trouxe desenvolvimento em vários aspetos.”
Aos 83 anos, Manuel Pinho, utente da Casa do Povo de Amoreira da Gândara, ainda se comove quando fala deste tema tão sensível quanto sofrido.
“Fui para Angola em 1962.” A família juntou-se mais tarde e foi o negócio do peixe que fez prosperar esta família bairradina. “Tinha uma vida boa”, mas como tantos outros milhares de portugueses, para fugir da guerra, deixou tudo para trás: “livrei a pele” e recomeçou a vida por cá: “foi tudo muito difícil. Nunca mais lá voltei. Nem vale a pena lá voltar”, disse. Aos alunos presentes, disse que gostava de Salazar, que nunca fez mal à sua família, pelo contrário, “sempre foi bom para a minha família”.
O último testemunho da tarde caberia a Providência Moreira. Com 86 anos, esta utente da Clínica Belorizonte falou da miséria que se vivia em Portugal antes do 25 de Abril de 1974, sobretudo por causa dos racionamentos: “havia muita miséria”. Depois, a revolução dos cravos “foi fantástica, espetacular, porque era muito desejada.”
Reconhece que se o 25 de Abril não tivesse acontecido estaria pior, lamentando apenas que os ideais de Abril “tenham sido desvirtuados”.
Às muitas dezenas de jovens presentes deixou um conselho no sentido de ajudarem a construir um país e um mundo melhor porque “vós sois o futuro de Portugal”. E, porque o 25 de Abril está na cabeça de cada um de nós, devemos e temos obrigação de saber valorizar essa herança, com trabalho dedicado, esforçado e afinco, por forma a atingir o mérito, explicou.
“Considerem o próximo como vosso irmão para construir um mundo melhor”, concluiu Providência Moreira.
No final das intervenções, a palavra foi dada aos jovens, que questionaram os oradores acerca das experiências relatadas.
O encerramento da sessão fez-se ao som de um rap dedicado à efeméride, interpretado pelo autor, o jovem conimbricense João Nina.

Liberdade e respeito. Na ocasião, o presidente da Assembleia Municipal de Anadia, Adriano Aires, mostrou-se sensibilizado pelos testemunhos trazidos pelos quatro idosos, destacando aos presentes que o sonho, a revolução, a conquista da democracia trouxeram coisas boas mas também sofrimento a muitos portugueses, como foi o caso de todos aqueles que regressaram das ex-colónias.
A terminar, o vice-presidente da autarquia anadiense, Jorge Sampaio, também se mostrou bastante impressionado com os quatro testemunhos.
“Nem tudo foi bom para todos”, como ficou presente ao longo da tarde, mas é incontornável que são “testemunhos importantes da vida do nosso país”.
Aos seniores agradeceu pela partilha das suas vivências, mas também “o país que fizeram e que somos hoje”, enquanto que aos jovens recordou que o melhor do 25 de Abril é o facto de, hoje, se poder dizer no mesmo sítio que se é contra ou a favor, dizer livremente o que pensamos ou gostamos, ainda que se deva ter sempre presente a obrigatoriedade de respeitar o outro: “a nossa liberdade termina quando começa a do outro”.
Catarina Cerca

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Anadia: Prevenção de quedas em pessoas idosas


A Unidade de Cuidados na Comunidade de Anadia (UCC Anadia) apresentou no passado mês de janeiro, uma candidatura junto da Direção-Geral de Saúde (DGS) para implementação do programa de prevenção de quedas “Com Mais Cuidado” que tem como objetivo central reduzir a ocorrência de quedas nas pessoas com mais de 65 anos que residem no domicílio, no concelho de Anadia. Uma candidatura que contempla duas áreas de intervenção prioritárias, de âmbito comunitário e individual.
O projeto foi agora apresentado, na última semana, pelo enfermeiro Fernando Seabra, especialista de Reabilitação da UCC de Anadia, durante o plenário do Conselho Local de Ação Social de Anadia.
Aos presentes, explicou que embora sendo a casa percecionada como o local mais seguro, ela é também frequentemente palco de acidentes. Daí que o Programa Nacional de Prevenção de Acidentes da Direção-Geral da Saúde (DGS) insista que as entidades prestadoras de cuidados de saúde façam uma intervenção neste âmbito.
Neste sentido, a UCC de Anadia integrou este projeto no seu plano de ação para o triénio 2016/2018 e vai agora também encetar contactos com as Instituições Particulares de Solidariedade Social, Juntas de Freguesia e farmácias do concelho para identificação e referenciação dos utentes que integrarão o programa, procurando assim estabelecer várias parcerias que contribuirão para a sua sustentabilidade.
Ao nível comunitário, serão promovidas várias ações de informação e sensibilização sobre prevenção de quedas que decorrerão nas instituições particulares de solidariedade social (IPSS) e escolas do ensino básico do concelho.
Ao nível individual, serão realizadas visitas domiciliárias pela equipa da UCC, para identificar o perfil de risco dos idosos, averiguar a segurança do espaço físico da habitação e promover competências para a prevenção de quedas.
Os utentes que pretendam informações adicionais sobre o programa de prevenção de quedas poderão contactar a UCC de Anadia através do telefone 231519600 ou do e-mail uccanadia@gmail.com.
Recorde-se que segundo a Organização Mundial de Saúde, ocorrem mais acidentes em casa do que em qualquer outro local, sendo as quedas os mais frequentes.
Os idosos são o grupo etário com maior risco. A frequência das quedas aumenta com a idade, devido ao declínio das capacidades físicas, cognitivas e afetivas. As suas consequências são frequentemente desastrosas pois implicam perda de autonomia, e consequentemente dependência de cuidadores na realização das atividades de vida.
Contudo, muitos acidentes deste tipo podem ser prevenidos. Estratégias de prevenção abrangentes podem reduzir o número de pessoas que caem, bem como minorar a gravidade das lesões que das quedas resultam.

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“Mão Amiga na União” vai dar apoio aos idosos solitários


A União de Freguesias de Bustos, Troviscal e Mamarrosa (Oliveira do Bairro) lançou um projeto de Voluntariado, de intervenção local – “Mão Amiga na União”, que tem como objetivo o apoio ocupacional em conjunto e na União de Freguesias, anunciou o presidente daquela União de Freguesias, Duarte Novo. O projeto, que arrancou no passado dia 5 de novembro, conta com a participação de vários voluntários e de uma coordenadora que supervisiona e gere todas as visitas efetuadas.
Segundo Duarte Novo, “na sequência de termos verificado e recebido sugestões sobre as necessidades de acompanhamento dos nossos idosos, lançamos este projeto com o intuito de colmatar a solidão na 3.ª idade”.
“Deste modo, o projeto irá funcionar ao domicílio e pretende proporcionar atividades de ocupação de tempos livres gratificantes e contribuir para a promoção do bem-estar físico, psicológico e social dos idosos”, explicou o autarca da União de Freguesias.

Leia a notícia completa na edição de 19 de dezembro de 2015

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Anadia: Dia do Idoso celebrado por 625 seniores no Pavilhão dos Desportos


Foi com uma grande festa que os seniores de Anadia celebraram o Dia do Idoso, numa jornada que a Câmara Municipal de Anadia promoveu no passado dia 1 de outubro, no Pavilhão de Desportos de Anadia, onde decorreu um almoço-convívio, seguido de uma divertida tarde lúdica.
Nas comemorações deste ano, participaram utentes das 16 instituições particulares de solidariedade social (IPSS) de Anadia, bem como outros idosos do concelho, num total de 625 seniores.
O evento contou também com a presença de quase uma centena de outros participantes, designadamente dirigentes e funcionários das entidades envolvidas, que, assim, acompanharam os seus utentes.
Um núcleo dinamizador, que integrou o Centro Social de Paredes do Bairro, o Clube de Ancas, a Santa Casa da Misericórdia de Anadia e a Misericórdia da Freguesia de Sangalhos colaborou ativamente na organização desta festa.
Realce também para a participação de elementos da Rede Social de Anadia e do Lions Club da Bairrada, entidade que não quis deixar de se associar ao evento, para o qual contribuiu com a elaboração dos arranjos que decoraram as mesas do almoço-convívio.
Realce ainda para a GNR de Anadia, que marcou presença na festa e aproveitou a oportunidade para falar sobre as burlas e os roubos que têm a população idosa como alvo. Esta ação de sensibilização foi dirigida à plateia em geral, mas os militares da GNR abordaram individualmente muitos dos idosos, para os esclarecer sobre aquele tipo de ameaças.
Os convidados começaram a chegar cerca das 11h30 e reuniram-se para almoçar uma hora depois. Visivelmente satisfeita com o extraordinário ambiente que entretanto se gerou, a presidente da Câmara Municipal de Anadia, Teresa Cardoso, dirigiu-se a todos os participantes, agradecendo a sua adesão à iniciativa da autarquia, e louvando os diversos papéis que os seniores desempenharam ou ainda desempenham, na qualidade de filhos, de pais ou de trabalhadores, entre outros.
Após o almoço, foi tempo para uma tarde de espetáculo, preenchida com a atuações a cargo dos idosos, cuidadosamente preparadas com a ajuda das respetivas instituições.
Antes do encerramento das atividades, os presentes partilharam um bolo comemorativo da efeméride, cantando os parabéns a todos os idosos, bem como a Valdemar, do Centro Social e Recreativo da Poutena, que nesse dia completou 85 anos.
A presidente da Câmara Municipal, que acompanhou toda a jornada, tendo confraternizado e trocado impressões com os animados convivas, manifestou, no final, a sua satisfação pelo sucesso da iniciativa, e agradeceu o empenho e a entusiástica participação de todos.

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“65 em Festa” leva 1126 munícipes a reencontrarem-se em Caminha


A Câmara Municipal de Oliveira do Bairro levou na passada sexta-feira, 2 de outubro, pelo 10.º ano consecutivo, 1126 munícipes, com mais de 65 anos, no habitual passeio anual, desta vez à Quinta do Cruzeiro, em Caminha. Uma mudança que ao fim de quase uma década, foi aposta ganha, a julgar pela satisfação e opinião dos participantes.
A iniciativa anual “65 em Festa” ficou desta vez marcada pelo manifesto contentamento de todos pela novidade do local – uma elegante quinta no coração do Minho, rodeada de espaços verdes com ótimo serviço de acolhimento e refeição – e por se constituir, como sempre, num dia de animação e convívio para todos os participantes. A deslocação incluiu ainda uma paragem, a meio da manhã, em Ponte de Lima, para um breve passeio naquela que é a princesa do Lima. Depois do almoço na Quinta do Cruzeiro, a animação foi feita num elegante ambiente de festa, com muita música, dança e, sobretudo, confraternização.

Dedicação. Na habitual intervenção dirigida aos seniores, o presidente da autarquia, Mário João Oliveira, explicou que esta foi uma mudança da responsabilidade da vereadora, Elsa Pires, que tem a seu cargo o pelouro da Ação Social, responsável pela organização desta iniciativa, que é “acima de tudo, a possibilidade de proporcionarmos um dia diferente, mais do que merecido, a todos os que ao longo da sua vida foram dando o seu esforço e a sua força de trabalho ao concelho”. Mário João Oliveira voltou a marcar encontro com todos os participantes no próximo ano, confirmando publicamente que “este é o vosso dia, mais do que merecido, e para o ano cá estaremos”!
No final do dia, a opinião geral recolhida pelos monitores da autarquia e presidentes de Junta, que acompanharam as duas dezenas de autocarros que partiram do concelho, revelou-se bastante positiva, realçando a oportunidade que esta iniciativa lhes deu de conhecer um novo local, de reencontrarem amigos, que em muitos casos apenas veem precisamente neste dia e de se sentirem mimados. As palavras “convívio” e “reencontro” foram as mais ouvidas neste dia de muita festa e alegria.
A iniciativa “65 em Festa” tem como objetivo reconhecer todos os que já trabalharam e contribuíram para o crescimento do concelho de Oliveira do Bairro, na maioria dos casos com muito trabalho, esforço e dedicação.

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Anadia: Cerca de 200 idosos celebram o seu dia com almoço


A Câmara Municipal de Anadia, em colaboração com diversas instituições sociais do concelho, está a preparar as comemorações do Dia do Idoso, que terão lugar no Pavilhão de Desportos de Anadia, no próximo dia 1 de outubro, e que juntarão seniores do concelho de Anadia para uma jornada de animado convívio.
O programa terá início pelas 11h30, com a chegada dos convidados, que, cerca das 12h30, se reunirão para um almoço de confraternização.
Segue-se, a partir das 14h30, uma tarde lúdica, ao longo da qual serão apresentados diversos momentos musicais selecionados e preparados pelas instituições e pelos idosos.
Nas comemorações deste ano podem também participar, para além dos utentes das instituições sociais de Anadia, outros seniores residentes no concelho, que poderão inscrever-se gratuitamente nesta atividade.
Deste modo, qualquer pessoa com idade igual ou superior a 65 anos e com domicílio na área do Município de Anadia, que esteja interessada em participar, deverá efetuar a sua inscrição no Centro Cultural de Anadia, até ao próximo dia 28 de setembro (segunda-feira).
Para o efeito, terá de apresentar um documento de identificação bem como um comprovativo de morada (recibo de água, por exemplo).
As inscrições são presenciais, até ao número limite de 100, e a sua aceitação será feita por ordem de chegada.
A organização deste evento cabe ao núcleo dinamizador constituído pelo Centro Social de Paredes do Bairro, Clube de Ancas, Misericórdias de Anadia e de Sangalhos.

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Curia: Convívio e jogos tradicionais juntam 400 idosos


“A jogar e a dançar na Curia com alegria” serviu de mote a um encontro que reuniu, na tarde da última sexta-feira, 400 idosos, no Parque de Merendas da Curia. Dezasseis instituições do concelho, às quais se juntaram duas respostas particulares (Bem-me-Quer e Clínica Belorizonte), no âmbito do plano de ação para 2015 da Rede Social de Anadia, escolhem este dia, brindado pelo bom tempo, para se reunirem numa tarde de partilha e muita animação.
Em duas zonas de jogos tradicionais, os idosos foram desafiados a participar no jogo da colher saltitona, jogo da malha, jogo da bola, jogo da lata, jogo às voltas com o balão, jogo do pião, jogo da bolacha, dança do limão, entre muitos outros. Pelo meio houve lugar a um animado lanche partilhado e a um animado baile, com música popular portuguesa. A Câmara Municipal de Anadia ofereceu a todos os participantes, nesta tarde de calor, um gelado.
Dora Gomes, técnica responsável na Rede Social de Anadia, revelou que a adesão foi total e que nestes encontros “os idosos podem rever amigos e conhecidos, recordar e reviver memórias”, ao mesmo tempo que lhes é proporcionada “uma tarde diferente do dia-a-dia”, para além de se estimular, através dos jogos, o exercício cognitivo, muito importante nestas idades.
A responsável destacou ainda o efetivo trabalho em rede e o grande envolvimento de todas as instituições que permitem e contribuem para o sucesso das ações.
CC

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Oliveira do Bairro: AMPER comemora 35 anos preocupada com sustentabilidade do Lar de Idosos


O presidente da direção da Associação dos Amigos de Perrães (AMPER), Henrique Ferreira, está preocupado com o futuro da instituição, nomeadamente com a sustentabilidade do Lar de Idosos, caso o Estado não aprove o alargamento do acordo de cooperação de 16 para 24 utentes. Durante a cerimónia do 35.º aniversário da instituição, Henrique Ferreira referiu-se ainda à necessidade urgente de substituição de algumas viaturas do parque automóvel, devido ao envelhecimento e ao custo de reparação e manutenção, que começam a ser incomportáveis.

Lar de Idosos. Henrique Pires Ferreira começou por recordar que a direção adquiriu um terreno com mais de 2 mil m2 para a construção do edifício do lar de Idosos. A candidatura foi rejeitada, mas não desistiu. Posteriormente, fez uma segunda tentativa e esta sim foi aprovada, embora sem acordo de cooperação.
A primeira pedra do Lar de Idosos foi lançada no dia 21 de março de 2010, dia em que se assinalou o 30.º aniversário da AMPER. Ao Lar foi dado o nome “Lar Dr. Álvaro Santos”. “A atribuição do nome do nosso querido amigo Dr. Álvaro Santos foi uma forma de reconhecimento dos associados da AMPER pelos serviços prestados pelo mesmo à instituição, ao longo de vários anos, de uma forma empenhada e sem qualquer contrapartida, a não ser a imensa gratidão dos associados”, acrescentou Henrique Ferreira, afirmando que o edifício do Lar de Idosos “Dr. Álvaro Santos”, acabaria por ser inaugurado no dia 1 de dezembro de 2013. “É uma obra magnífica, com ótimas instalações e bem localizada, com a possibilidade de se deslocarem até ao parque do Carreiro Velho, através do caminho pedonal que liga o Lar ao dito parque, onde poderão desfrutar das boas condições que oferece e apreciar as magníficas paisagens, proporcionando aos nossos idosos qualidade de vida”, justificou, dando a conhecer que “a AMPER, após a construção do Lar de Idosos, detém um património que, a preços de custo, ultrapassa os 3 milhões e 50 mil euros”. Contudo, o presidente da AMPER deixou claro que “para aqui chegarmos houve que vencer muitos desafios e ultrapassar muitas dificuldades, mas estas ainda não terminaram”, já que “ a construção dos edifícios do Lar Residencial, Residência Autónoma e Lar de Idosos obrigou a que a AMPER tivesse que recorrer ao financiamento externo e o cumprimento do plano de amortização preocupa-nos, pois ainda não recebemos do POPH o resto da comparticipação do Lar de Idosos, que ronda os 170 mil euros”. “Cumprimos, escrupulosamente, as regras que nos foram impostas. O processo, julgamos que esteja concluído e esperamos ser, em breve, reembolsados do valor em dívida, para assim podermos honrar atempadamente os compromissos assumidos”, afirmou.

Cooperação. O presidente da direção, Henrique Ferreira, referiu ainda que “o alargamento do acordo de cooperação do Lar de Idosos de 16 para 24 utentes é, nesta altura, a nossa grande preocupação. Esteve garantido, com data marcada para a sua assinatura, mas, sem sabermos porquê, tal não se verificou. Não encontramos explicação para este recuo, mas somos pessoas de fé e esperamos que o futuro, não muito longínquo, nos traga essa realidade, dado que os principais custos de funcionamento do Lar, recursos humanos, eletricidade, gás e água são sensivelmente os mesmos, quer tenhamos 16 ou 30 utentes”.
Afirmou ainda que “existem pessoas que se encontram em lista de espera para entrar, mas só o poderão fazer se inseridas no acordo de cooperação, pois não têm capacidade financeira para suportar os custos de extra acordo, senão já há muito teriam esgotado a capacidade do Lar”.
“Temos a promessa de que, brevemente, irá ser celebrado o acordo para o Serviço de Apoio Domiciliário para 16 utentes mas, nesta fase, o mais importante para a AMPER é o alargamento do acordo de cooperação para o Lar de Idosos. Sem o acordo, o Lar não é sustentável, o que será deveras ruinoso para a Instituição”, afirmou o presidente da direção, dando a conhecer que “outro problema com que nos deparamos é o envelhecimento do nosso parque de viaturas, cujos custos de reparação e manutenção são incomportáveis”. É que “precisamos urgentemente de adquirir duas viaturas. Uma de nove lugares, com a capacidade de adaptar quatro cadeiras de rodas. Outra, comercial de três lugares, que se destina ao Serviço de Apoio Domiciliário”. “O custo destas viaturas ronda os 54 mil euros. Com os encargos assumidos que já temos, não nos será possível libertar meios para fazer face a este investimento”. Por isso, “apelamos ao presidente do Centro Regional de Segurança Social, e ao presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro para que, dentro das possibilidades dos organismos que dirigem, ajudem a AMPER a concretizar este investimento”.

Pedro Fontes da Costa

pedro@jb.pt

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GNR sensibiliza idosos para burlas


A população mais idosa é uma parcela de população que, pelas suas características, carece de proteção e segurança acrescidos. Em consequência de tal realidade, a Guarda Nacional Republicana tem desenvolvido vários projetos nesta área em que se privilegia a prevenção dos ilícitos de que são alvo os mais idosos.
Neste sentido, o Comando Territorial de Aveiro desenvolveu, na última quarta-feira, um conjunto de ações de prevenção/sensibilização com a finalidade de combater os fenómenos criminais que afetam a população idosa, especialmente as burlas.

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