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União de Freguesias: Paredes do Bairro ganha a sede. E agora?


Paredes do Bairro é oficialmente a sede da União de Freguesias de Paredes do Bairro, Amoreira da Gândara e Ancas.
O prazo de 90 dias previsto na Lei para poder existir alteração da sede da União de Freguesias terminou no passado dia 19 de janeiro (domingo), sem que a Assembleia de Freguesia tenha deliberado a alteração da localização da sede.
Parece então ter terminado aqui este episódio relativo à questão da sede de freguesia da União de Freguesias de Paredes do Bairro, Amoreira da Gândara e Ancas, que tanta tinta fez correr, mas que poderá fazer correr muita mais, na medida em que falta eleger ainda o 1.º secretário e o tesoureiro para aquele executivo.
Que cartadas vão os atores políticos locais jogar nos próximos dias é também a questão que se coloca.
Parca em palavras, Ema Pato, presidente de Junta de Freguesia, eleita a 29 de setembro, das listas do MIAP – Movimento Independente Anadia Primeiro, e que até agora não conseguiu formar executivo, em virtude das divergências entre os eleitos, apenas avançou estar prevista uma reunião, ainda esta semana, com a presidente da Câmara Municipal de Anadia, Teresa Cardoso, para depois serem tomadas providências.
Com a sede definida, resta agora saber que lugares os eleitos vão ocupar.
De acordo com explicação do Gabinete do Secretário de Estado da Administração Local: “se após o período de 90 dias [após a instalação dos órgãos] não houver deliberação de alteração, nem comunicação da mesma à DGAL manter-se-á a localização da sede prevista na Lei”.
Por outro lado, a Lei Eleitoral não prevê qualquer mecanismo de intervenção do Governo, do município ou de qualquer outro órgão no sentido de ultrapassar as dificuldades sentidas na eleição do 1.º secretário e tesoureiro para o executivo. Sobre esta questão lê-se ainda na missiva que “as dificuldades na constituição do órgão executivo devem-se a sucessivas decisões negativas pela AF relativamente às propostas de lista apresentadas a sufrágio pela presidente eleita Ema Pato”, contrapondo com muitas outras situações registadas no país, onde “apesar de não existir maioria absoluta de qualquer partido ou movimento independente, os eleitos locais conseguiram encontrar uma solução de viabilização para a constituição do órgão executivo”.
O documento esclarece também que qualquer alteração do quadro legislativo vigente só poderá ser realizado pelo Parlamento. Na missiva a que JB teve acesso, é explicado que “qualquer tentativa de intervenção legislativa ou normativa do Governo ou do próprio município de Anadia seria inconstitucional”.
Ema Pato foi empossada, por natureza, na sequência da sua eleição direta (eleições autárquicas de 29 de setembro de 2013) e pelo facto de ter ocorrido a instalação da Assembleia de Freguesia, a 21 de outubro. “O presidente de JF é um órgão em si mesmo e que tem competências próprias”, adianta o documento.
Na carta, é explicado que o Governo não tem poder de dissolver os órgãos autárquicos, incluindo Assembleias de Freguesia, assim como novas eleições para os órgãos das autarquias locais só terão lugar no caso de “renúncia da maioria dos membros da AF e seus substitutos legais” ou por “renúncia da presidente da JF e de todos os membros da lista mais votada para a AF”. Por outro lado, a Lei Eleitoral prevê que no prazo de 6 meses após as eleições autárquicas gerais não podem realizar-se eleições intercalares, ou seja, não seria possível realizar novas eleições antes de 29 de março de 2014. Mas “caso a AF seja dissolvida na sequência de uma das renúncias descritas, então até à data da instalação dos órgãos após novo ato eleitoral, a freguesia será governada por uma Comissão Administrativa que será nomeada pelo membro responsável pela área da administração interna.
Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Avelãs de Cima: Junta de Freguesia assinala 500 anos de Foral Manuelino


A Freguesia de Avelãs de Caminho comemora, este ano, 500 anos do Foral Manuelino atribuído pelo Rei D. Manuel I, a 13 de novembro de 1514. Assim, ao longo do ano, terão lugar na freguesia vários acontecimentos e iniciativas de âmbito cultural e recreativo que visam assinalar esta data.
César Andrade, presidente da Junta de Freguesia, revelou que a data será assinalada com diversas atividades culturais que irão decorrer durante o presente ano, tendo dado já início, no passado dia 13, com a instalação, junto ao chafariz, de um outdoor alusivo a este momento histórico. “Brevemente outros serão colocados nas entradas norte e sul de Avelãs de Caminho”, acrescenta.

Várias iniciativas. Do vasto leque de iniciativas, realce para um Baile Medieval, a ter lugar no final do mês de fevereiro, na Casa do Povo de Avelãs de Caminho. Um baile com música medieval e folk e com a obrigatoriedade de trajar à época. Por isso, está em estudo o aluguer de roupa à época e a presença de um grupo que interprete música medieval.
Mas a celebração deverá ainda integrar, ao longo dos próximos meses, a participação ativa da população local e das Associações da Freguesia que estão a ser convidadas a participar, sendo intenção da Junta o envolvimento de toda a população.
Numa primeira fase, irão ser convidados a adquirir uma bandeira para ser colocada nas janelas ou varandas de cada habitação, bem como outros elementos que façam recordar o referido acontecimento.
Embora o programa esteja ainda em elaboração, é intenção da Junta de Freguesia promover, de dois em dois meses, um evento cultural que poderá passar pela atuação de Grupos Corais na Igreja Matriz, por sessões de teatro na Casa do Povo. Também a Festa da Freguesia, em setembro, irá realizar-se no âmbito das comemorações, pelo que o autarca acredita poder levar a cabo uma espécie de Festa Medieval, culminando os festejos em novembro, com missa solene que poderá vir a ser celebrada pelo Bispo de Aveiro.
A Junta de Freguesia espera ainda poder contar com a colaboração da Câmara Municipal de Anadia na realização destas iniciativas, que devem incluir a exposição na sede da Junta de Freguesia do documento original do Foral manuelino, “mediante todas as condições de segurança”, estando ainda em desenvolvimento a criação de um vinho tinto, numa garrafa de coleção, alusiva à data.
César Andrade revela ainda que, em breve, vai circular, porta a porta, um aviso postal a informar a população de todas as iniciativas e a convidar todos a participar nos eventos propostos.
Catarina Cerca

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Desentendimento entre eleitos mantém-se na União de Freguesias Paredes Bairro, Amoreira Gândara e Ancas


Mais uma vez, não houve consenso. Na noite de terça-feira, dia 29 de outubro, dia em que teve lugar mais uma reunião/Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Paredes do Bairro, Amoreira da Gândara e Ancas, não houve entendimento entre os eleitos, pelo que, pela terceira vez, não foi possível escolher os vogais (secretário e tesoureiro) para o executivo da Junta de Freguesia, assim como não foi igualmente possível escolher o presidente e secretários da mesa da Assembleia de Freguesia desta União.
Embora na reunião anterior, realizada a 21 de outubro, se tenha conseguido instalar a nova assembleia (todos os elementos assinaram a ata referente à instalação), a verdade é que a partir deste ponto nada mais avançou.
A cidadã melhor posicionada na lista vencedora (MIAP), das eleições de 29 de setembro, Ema Pato tentou, uma vez mais, encontrar o consenso necessário para ultrapassar o impasse, mas a verdade é que se mantém tudo na mesma, sendo cada vez mais espectável que a solução passe inevitavelmente por uma decisão da tutela.
Uma vez mais, o salão nobre da Junta de Freguesia de Paredes do Bairro voltou a encher-se de populares das três freguesias.
Ema Pato, nesta terceira e derradeira tentativa, voltou a escolher para secretariar a reunião Anabela Santos, eleita pelo MIAP, natural de Ancas e que já nas duas anteriores reuniões assumira esta mesma função.
Depois de questionar os membros eleitos se a votação que se seguiria seria em lista ou uninominal, acabaria por se optar pela eleição em lista.
Ema Pato propôs, ao longo da noite, cinco conjuntos de pessoas diferentes para a acompanharem no executivo, nos lugares de secretário e tesoureiro.
Votação após votação, por voto secreto, todas as alternativas apontadas foram “chumbadas”.

Várias propostas a votação. A sua primeira proposta recaiu sobre os nomes de Anabela Santos, de Ancas e João Nunes Ferreira, de Paredes do Bairro, ambos eleitos pela lista do MIAP à qual também pertence a presidente. Esta, que já na anterior reunião fora a primeira opção de Ema Pato, voltou a ser chumbada com 5 votos contra e 4 a favor.
Seguiu-se nova proposta, recaindo a escolha nos nomes de Sílvio Moreira Marinha, de Paredes do Bairro, eleito pelo MIAP, e novamente Anabela Santos. Igual votação ditava que teria de se continuar a encontrar alternativas.
Seguiram-se os nomes de Artur Gorjão, de Paredes do Bairro, eleito pelo PS, e Anabela Santos. Na hora da votação, uma vez mais, não sofreu alterações, sendo a proposta novamente chumbada.
Uma quarta tentativa foi ensaiada com os nomes de André Domingues, de Paredes do Bairro, cabeça de lista pelo PSD, e Anabela Santos, que arrecadou 6 votos contra e 3 a favor.
Na última e derradeira tentativa, já por volta das 22h, em cima da mesa foram colocados os nomes de João Nunes Ferreira e de Maria de Lurdes Santos, eleita pelo PSD, residente em Ancas, que registou 4 votos a favor e 5 contra.
Face a este impasse, Ema Pato deu por encerrada a reunião, pelo que foi assinada nova ata pelos presentes.

Obrigatório entendimento. O facto de não se ter chegado a um entendimento já foi comunicado pela presidente de Câmara Municipal de Anadia, Teresa de Belém Cardoso, à CCDR-Centro, mas também ao secretário de Estado da Administração Local.
Ao JB, Teresa Cardoso revelou já ter inclusive enviado à tutela ofícios comunicando o acontecido. “As respostas que recebi de três locais diferentes (CCDR Centro – Recursos Jurídicos, Associação Nacional de Municípios e Secretário de Estado da Administração Local) vão no sentido de ser necessário encontrar o entendimento porque não há lugar a eleições. As eleições decorreram dentro de toda a normalidade e legalidade; a Assembleia de Freguesia está legalmente instalada pelo que agora caberá aos seus membros chegarem a um entendimento”, revelou.
Apesar das tentativas já realizadas, “será necessário continuar a tentar as vezes que forem precisas até conseguir escolher as pessoas”, admitiu a edil anadiense, lamentando que “uma Lei mal feita que impôs a união de freguesias e impôs o número de freguesias a existir no país, deveria ter dito claramente onde ficaria instalada a sede das novas uniões de freguesias”.
A autarca, todavia, não rejeita que, em último caso e depois de esgotadas todas as possibilidades, possa haver eleições intercalares, ainda que para tal “todos os eleitos tivessem de renunciar, assim como os suplentes de todas as listas”, diz.
Rejeitando que este impasse possa ser visto como uma forma de se querer boicotar o mandato da própria Ema Pato (o que será ilegal), Teresa Cardoso insiste que “cabe a Ema Pato escolher os seus vogais e só depois é que caberá à Assembleia de Freguesia propor e escolher os nomes para a mesa da Assembleia”.
Até ao fecho desta edição, ainda não foi marcada nova reunião, para tentar encontrar uma solução de consenso.
Podemos avançar ainda que, em caso de eleições intercalares, parece certo que nenhum dos agora eleitos poderá voltar a concorrer.
Catarina Cerca

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Novas eleições após duas tentativas falhadas para instalar Assembleia


Nada feito após duas tentativas para instalar os órgãos eleitos para a União de Freguesias de Paredes do Bairro, Amoreira da Gândara e Ancas. Certo é que, não havendo entendimento ou sido alcançado consenso (o prazo para entrega da composição dos órgãos eleitos, na Câmara Municipal, terminou no dia 23 de outubro) não restará outra solução que não partir para eleições intercalares nesta União de Freguesias (UF). Caberá agora ao membro do Governo responsável pela tutela das autarquias locais a marcação destas novas eleições, no espaço de 60 dias.
Ema Pato (cidadã melhor posicionada na lista do MIAP, vencedora nas Autáquicas) não conseguiu encontrar o desejado consenso entre os elementos da própria lista do MIAP, nem junto dos eleitos do PSD ou do PS.
Aparentemente, na base do desentendimento entre os membros do MIAP, está a fixação da sede desta União de Freguesias, em Paredes do Bairro, Amoreira da Gândara ou Ancas.

Derradeira tentativa. Na última segunda-feira teve lugar, na sede provisória (Paredes do Bairro) da União de Freguesias, a continuação da sessão da Assembleia de Freguesia (sexta-feira), visando instalar os novos órgãos autárquicos.
Após uma maratona de 5 horas, manteve-se o impasse porque, em fase de votação de listas para o executivo (Junta), nenhum membro efetivo eleito proposto em lista aceitou fazer parte do mesmo. Aquando da passagem para votação uninominal dos membros, após aceitação por parte de Anabela Santos, de Ancas (terceira da lista do MIAP), verificou-se novamente um impasse, uma vez que foi colocado em causa o facto de um elemento suplente (Bruno Santiago, também de Ancas) poder vir a ser votado para vogal (como terceiro membro do executivo), não tendo sido assim possível constituir a Junta de Freguesia nem, consequentemente, os órgãos da Assembleia de Freguesia.
Em conjunto, os membros efetivos eleitos (4 do MIAP, 3 do PSD e 2 do PS) para a Assembleia de Freguesia encerraram a sessão, com a assinatura de uma ata, por volta das 2h, dando conta de que era impossível constituir um executivo devido à falta de consenso, não restando outra solução que não partir para um novo ato eleitoral.

Primeira sessão. Refira-se que, na primeira sessão, no dia 18 (sexta-feira), em Paredes do Bairro, também não fora possível proceder à instalação dos órgãos eleitos, porque no âmbito da eleição dos membros vogais (Secretário e Tesoureiro) da Junta de Freguesia, e após proposta de lista de Ema Pato , o segundo membro da lista do MIAP (João Ferreira, de Paredes do Bairro) recusou integrar o executivo.
A JB, Ema Pato mostrou-se frustrada e até traída, nomeadamente pelo seu número 2, de Paredes do Bairro, João Nunes Ferreira, por este num primeiro momento ter aceite fazer parte do executivo e depois ter alterado a sua decisão.
Contactado por JB, João Nunes Ferreira não quis prestar qualquer declaração. Já Lídia Pato, candidata à UF pelo PS, confirmou ao nosso jornal não ser possível contrariar ou fazer tábua rasa de uma ata assinada por todos os eleitos, pelo que aponta como único caminho uma ida para novas eleições “ainda que nós tenhamos sempre tentado ajudar, no sentido de pacificar as hostes”. André Domingues, candidato pelo PSD, mostrou-se igualmente convicto de que só novas eleições são a solução para o problema criado. “Houve um procedimento legal [ata] que não é possível reverter. Qualquer procedimento nesse sentido seria ilegal. Nós, no PSD sempre fomos pela legalidade. O PSD venceu em Paredes do Bairro e em Ancas. Só perdemos Amoreira da Gândara. A nossa posição é que, face a este resultado, deveria estar um elemento da nossa equipa no executivo para que pudesse defender os interesses do eleitorado que votou em nós”.
Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Avelãs Caminho: Passeio pedestre


A Junta de Freguesia de Avelãs de Caminho promove no próximo dia 30 de junho (domingo) um passeio pedestre intitulado “Rota dos Cruzeiros”.
Com concentração por volta das 8h30, este passeio tem um percurso de aproximadamente 12 quilómetros.
A todos os participantes a organização recomenda vestuário e calçado confortáveis, para caminhadas.
No final do passeio, já se sabe, existe a segunda parte: um piquenique, com caldo verde e bifanas, e uma mesa de sobremesas (partilhadas).
Todos os interessados devem efetuar inscrição nos locais habituais, até ao próximo dia 25 de junho. O preço é simbólico, 2 euros por pessoa.

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Mogofores:Junta de Freguesia revoltada com o encerramento dos CTT


 

A Estação dos CTT de Mogofores abriu pela última vez ao público na quinta-feira, dia 30 de maio. No dia seguinte, e sem que nada o fizesse prever, já não abriu. Na porta, um aviso que apanhava os clientes desprevenidos, dava conta de que a partir daquela data os serviços postais passariam a ser assegurados pelo Posto dos CTT de Paredes do Bairro e pelos CTT de Anadia. Ao mesmo tempo, o aviso indicava que toda a correspondência avisada e de apartados é feita nos CTT de Anadia e que “todos os detentores de apartados serão contactados para enquadrar as demais soluções alternativas”.

Negociações. José Maria Ribeiro, presidente da Junta de Freguesia de Mogofores, está revoltado com a forma “como os CTT estão a tratar a população e a Junta de Freguesia”. O autarca admite que após algumas reuniões com os CTT, logo ficou esclarecido que a Junta não poderia assegurar este serviço, até porque só abre ao público uma vez por semana e não tem funcionários a tempo inteiro. Mesmo assim, “sempre dissemos que teriam o nosso parecer favorável, que entregassem os CTT a privados, com a condição de que não saíssem da freguesia”. Desse requisito nunca abriu mão e confirma que o a sua tesoureira da Junta de Freguesia, Isabel Pereira, esteve em diálogo com os CTT para ficar com o serviço. Mas também ela se sente traída e revoltada, já que, após vários contactos, também ela, na sexta-feira, por volta das 9h, deu de caras com a porta dos CTT de Mogofores encerrada.
Filha de carteiro (seu pai, Bernardino Almeida, já falecido, foi carteiro em Mogofores durante mais de três décadas), decidiu tudo fazer para que os CTT não saíssem de Mogofores: “Fiz uma proposta para ficar com os CTT”, revelando que a empresa só lhe oferecia 300 euros mais comissões/mês pelo trabalho que passaria a desempenhar. “É claro que fiz contas. Mesmo sendo no espaço dos CTT, eu teria de pagar água, luz, telefone, ter contabilidade, seguros. Gastaria muito mais do que os 300 euros que me queriam pagar”. Por isso, fez ainda uma contra-proposta: “pedi 600 euros pois teria muitos encargos à minha conta”, diz, lamentando que só um mês depois, quando telefonou à pessoa responsável pela rede de terceiros, ficou a saber que era pouco provável que a sua proposta fosse aceite. “Fiquei a aguardar um e-mail ou resposta por escrito que nunca chegou”, diz.
Agora, ambos lamentam a atitude dos CTT, “a enorme falta de respeito pela autarquia e pelas populações”.
José Maria Ribeiro acredita que muitos dos habitante ainda nem sabem do sucedido e que se a população decidir fazer algum protesto, a Junta de Freguesia estará a seu lado. “Não avisaram, nem sequer os detentores de apartados. Veja ao que chegámos neste país”, critica, sublinhando que em todo o processo “houve má fé” e que o encerramento, da noite para o dia, pretendeu evitar uma manifestação popular.
Explicação. Os CTT avançam que, neste processo, “privilegiaram o contacto com a Junta de Freguesia” que “não mostrou ter interesse em associar-se aos CTT na prestação do serviço”. Uma situação que levou a que se procedesse a contactos com vários particulares, como foi o caso de Isabel Pereira. “Não aceitou a proposta que lhe foi apresentada pelos CTT e fez uma contra-proposta, que pelo seu valor é incomportável para os CTT. Disso mesmo lhe foi dada nota oralmente”, referem os CTT em comunicado enviado ao JB, dando conta de que “os Correios efetuaram a transferência do serviço para os balcões de correios das proximidades”, não tendo sido excluída a possibilidade de voltar a “encetar negociações com a Junta de Freguesia ou negócios de proximidade”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Parque Urbano ligará Junta de Oiã à Praça do Cruzeiro


A Câmara Municipal de Oliveira do Bairro aprovou, na segunda-feira, em reunião de Câmara, a construção do Parque Urbano de Oiã que ficará localizado na zona envolvente à Junta de Freguesia daquela vila.
De acordo com Mário João Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, este parque contemplará uma ligação pedonal à Praça do Cruzeiro. “Terá uma ligação pedonal de visão larga e de grande dimensão em termos de espaço”, afirmou o autarca, justificando que “a área necessária rondará os 9 mil metros quadrados e o preço de aquisição, igual para todos os confinantes, será de 8,10 euros o m2”.
Deu ainda conhecimento que além do valor de aquisição dos terrenos, serão ainda pagos os poços existentes, de acordo com a sua antiguidade, e as árvores de fruto.
O edil oliveirense explicou ainda que o assunto já anda a ser discutido há pelo menos um ano e conta avançar, em breve, com a aquisição dos espaços e com a delimitação para começar a intervir.
Laura Pires, vereadora da cultura, sublinhou que “de facto faltava em Oiã uma centralidade, espaços que permitam o desenvolvimento da convivência”. “Antigamente as ruas eram locais de convivência, mas eram pouco movimentadas. Agora já não é assim. As vias são perigosas e os espaços têm que ser outros.” Por isso, “é necessária a construção de espaços agradáveis que nos convidem ao convívio de uma forma gratuita, pois decerto que nos tornaremos numa sociedade mais alegre”.
Defendeu ainda que “este investimento vai permitir que deixemos de ver Oiã como um dormitório. Trata-se de um investimento que vai permitir o encontro com as pessoas”.
O vereador socialista, Henrique Tomás, também defendeu a construção da infraestrutura, explicando que “Oiã vai ganhar muito mais brilho”, dando conta que “a vila tem atualmente mais movimento do que a própria cidade de Oliveira do Bairro”. “Já no tempo do saudoso Dr. Peixinho, se reclamava a existência de um centro para Oiã”, acrescentou Henrique Tomás.

Pedro Fontes da Costa
pedro@jb.pt

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Junta de Freguesia do Troviscal quer recrutar Miguel Relvas


A Junta de Freguesia do Troviscal decidiu convidar o ex- Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, para integrar os seus quadros de pessoal.
De acordo com o presidente da Junta de Freguesia do Troviscal, Adelino Cruz, “a Junta, após tomar conhecimento que o ministro Miguel Relvas ficou, recentemente desempregado e tendo em atenção as regras de contratação a que está sujeito, gostaria, dentro das nossas possibilidades, de vir a ter nos quadros de pessoal da junta tão ilustre cidadão, pois decerto que o poder local ainda muito pode fazer por ele”. “Assim poderemos aproveitar e efetuar um contrato com o Instituto do Emprego e Formação Profissional, poupando algum dinheiro ao Estado Português por tal contratação”, afirma o autarca do Troviscal, convicto de que o ex-ministro “não hesitará em aceitar tal proposta”. No entanto, Adelino Cruz espera que Miguel Relvas “tenha as habilitações necessárias para operador de máquinas de trabalho público”.
O presidente da Junta sublinha ainda que, apesar de “conhecer bem a região e até ter inaugurado a sede da Junta de Freguesia, a 23 de junho de 2003, bebido o nosso espumante e apreciado um bom leitão”, lamenta que Miguel Relvas seja “especialista em acabar com os serviços de proximidade das populações”, já que foi dele que partiu a iniciativa de fusão das freguesias.

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Requalificação do largo


A Junta de Freguesia de Oliveira do Bairro avançou com as obras de requalificação do Largo da Murta, revelou Márcio Oliveira, presidente da Junta.
De acordo com o autarca, “o anterior espaço contemplava um espaço amplo em areia fina sem qualquer utilidade, ladeado de muro e gradeamento. Agora, apresente intervenção prevê a eliminação de qualquer barreira arquitetónica, o que implica a eliminação do muro passando o recinto interior a ficar dotado de um espaço de jardim e passagem pedonal com calçada”.
“No centro do jardim passará a estar uma oliveira e bancos de jardim, assim como já foram removidas duas árvores junto da entrada poente para o recinto. Esta requalificação prevê ainda a pintura da fonte, a pintura dos postes de iluminação do Largo e poda das restantes árvore, assim como toda a calçada será alvo de reparação e limpeza”.
Márcio Oliveira afirma ainda que “esta intervenção pretende privilegiar o espaço aberto, a visibilidade e a eliminação de obstáculos físicos a quem pretender usufruir deste espaço e apresente qualquer limitação física ou de mobilidade”. “As obras decorrem a bom ritmo, sendo ainda incerto o prazo da sua conclusão, pois para tal será necessário que termine o período de chuvas a que se tem assistido nos últimos tempos”, justifica.

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A. Gândara: Junta de Freguesia inaugura sede em ano de fusão de freguesias


 

Embora tenha sido determinada a fusão das freguesias de Amoreira da Gândara, Ancas e Paredes do Bairro, no concelho de Anadia, o executivo da Junta de Freguesia de Amoreira da Gândara inaugura hoje, dia 21 de março, as novas instalações da Junta de Freguesia.
O insólito é que estas novas instalações são inauguradas no ano em que a freguesia será extinta, para dar lugar à União das Freguesias de Paredes do Bairro, Amoreira da Gândara e Ancas, cuja sede deverá ser em Paredes do Bairro.

Lutar pela manutenção da freguesia como sede. O autarca Joaquim Cosme reconhece o insólito do caso mas explica que “o projeto estava feito, a obra quase concluída quando, em Lisboa, fizeram uma Lei que determina a fusão de freguesias”. Ou seja, com a obra na mão, a única solução foi dar-lhe continuidade até porque se trata de um investimento orçado em cerca de 250 mil euros, que recebeu cerca de 32 mil euros de apoio do Estado Português e perto de 80 mil euros de apoio da Câmara Municipal de Anadia.
“O terreno para implantar a obra foi oferecido à Junta que se encontra a funcionar em instalações provisórias, cedidas pela Casa do Povo, ou seja, a Junta nem sequer sede própria tinha”.
O autarca de Amoreira, que cumpre o segundo e último mandato nestas funções, diz ainda que a inauguração de hoje, se deve ao facto da freguesia comemorar 85 anos de independência.
“Hoje, dia 21 de março, a freguesia celebra a sua independência. Faz 85 anos que nos desvinculamos da freguesia de Sangalhos”, diz o autarca, que sente uma enorme revolta por ver a sua freguesia associada a uma fusão imposta à população.
Por outro lado, diz não entender nem aceitar que a comissão técnica inicialmente designe «fusão das freguesias de Amoreira da Gândara, Paredes do Bairro e Ancas», e depois, mais tarde, sem se saber bem porquê conste «fusão das freguesias de Paredes do Bairro, Amoreira da Gândara e Ancas».
“Já apresentamos uma reclamação, fomos recebidos na Assembleia da República, mas a verdade é que continua tudo na mesma”. Assim, espera que o seu sucessor lute pela manutenção da freguesia como sede, até porque a seu ver, relativamente a Paredes do Bairro “a nossa freguesia é maior em área, tem mais habitantes, tem Zona Industrial, Posto Médico, caixa multibanco, farmácia, posto de combustível”. Quanto ao que esteve na decisão da escolha de Paredes do Bairro e não Amoreira da Gândara para sede de freguesia desconhece mas não descarta a hipótese de “jogadas políticas”.
“Temos aqui umas instalações magníficas que honram qualquer freguesia. E só não concluímos as lojas, localizadas na cave do edifício, porque, até ao momento, não tivemos interessados em ocupá-las. Os tempos são incertos, as pessoas têm medo de investir, por isso vamos aguardar.”
A sua indisponibilidade para continuar na vida política deve-se, diz, à idade e ao desgaste que a gestão de uma freguesia dá: “tenho motivação, mas a idade não perdoa. Devemos dar lugar aos mais novos”.

Obras. Quanto a obras, faz um balanço muito positivo do mandato: “fizemos quase tudo”, ainda que reconhecendo que o orçamento muito curto não chegue para as necessidades (36 mil euros). A sede da Junta é a obra mais emblemática, a par com a reabilitação da Escola do Chãozinho, que tem agora todas as condições de um Centro Escolar.
A autarquia conseguiu ainda levar a bom porto a pintura dos dois cemitérios, beneficiar as fontes e lavadouros: Rua 21 de Março, Portouro de Cima e de Baixo; Fonte da Bola, no Tojal; Fonte da Pinguela; arranjo do caminho da Fonte José Cardoso; reparação de caminhos rurais com apoio de maquinaria da Câmara Municipal; caminho do Murraçal, na Relvada, com construção de um muro de suporte de terras e consequente alargamento do mesmo; manutenção de ruas e jardins.
Por fazer está a colocação de passeios nas zonas habitacionais da freguesia, melhorar a rede viária, substituir alguma iluminação pública e marcar a estrada principal que liga a freguesia a Ancas e à Mamarrosa.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Pergunta da semana

Um estudo indica que mais de duas doses diárias de álcool por dia aceleram perda de memória. Qual o seu consumo habitual no dia a dia?

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