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“Os melhores do Ano 2013″: Revista de Vinhos premeia agentes da Bairrada


O produtor Luís Pato foi distinguido, na última sexta-feira, pela prestigiada Revista de Vinhos, em mais uma edição de “Os melhores do Ano 2013”, na categoria “Identidade e Caráter”.
A cerimónia de entrega dos prémios, que teve lugar em Lisboa, durante o jantar anual da Revista de Vinhos, realizado no Campo Pequeno, distinguiu ainda o restaurante da Mealhada “O Rei dos Leitões” com Restaurante do Ano, na categoria de cozinha tradicional.

Prémio Identidade e Caráter. De acordo com a Revista de Vinhos, “Luís Pato foi dos que mais ajudou a melhorar a imagem que o consumidor moderno tem da casta Baga e da Bairrada. Mas fez mais… muito mais. O seu nome é, como poucos outros, sinónimo de «identidade» e «carácter».

Prémio Restaurante do Ano (cozinha tradicional). Este galardão foi atribuído ao restaurante mealhadense “O Rei dos Leitões”.
De acordo com a Revista de Vinhos, “O Rei dos Leitões foi fundado em 1947 e, no panorama tantas vezes monocórdico da Mealhada, conseguiu a proeza de se reinventar, afirmando-se como um restaurante de referência, com uma oferta atual, baseada em produtos escolhidos a dedo. E o leitão? Belíssimo!”

Vinhos de excelência. Mas os prémios para a Bairrada não se ficaram por aqui.
Em matéria de vinhos, três tintos da região foram igualmente distinguidos por estarem entre “o melhor de Portugal”. São eles: Luís Pato Vinha Barrosa Monopólio Vinha Velha Regional Beiras tinto 2010; Principal Bairrada Grande Reserva tinto 2009, das Colinas de São Lourenço e o Quinta das Bágeiras Bairrada Garrafeira tinto 2009, do produtor Mário Sérgio Alves Nuno.
De acordo com explicação da Revista de Vinhos, ao longo de 2013, especialistas desta publicação provaram e avaliaram mais de dois mil vinhos, dos quais só os mais cotados, com a classificação mais alta, têm acesso ao grau de Prémio de Excelência. São apenas 30 vinhos, o que representa apenas 1% do total provado.
Designados pela Revista de Vinhos como “grandes embaixadores do vinho português”, neste restrito grupo encontram-se três vinhos da região o que, contas feitas, têm um peso significativo tendo em conta a quantidade de produtores, empresas e adegas existentes a nível nacional.
Acrescente-se ainda que estes prémios, que procuram escolher quem mais se destacou ao longo do ano anterior, evidencia que a região da Bairrada caminha a passos largos para o patamar da excelência, sendo uma das melhores regiões do país para a produção de vinhos de grande qualidade, mas também por ser detentora de um património gastronómico riquíssimo.
Prémios gratificantes não só para os premiados, mas também para a região.
Catarina Cerca

Produtor Luís Pato: “É uma honra ser reconhecido pela minha irreverência. Não sou um «yes men» e haver quem reconheça qualidade por uma pessoa que mantém sempre a verticalidade é uma honra muito grande. Quanto ao vinho premidado, é interessante porque se trata de um «baga», de vinhas com 90 anos.”

António Rodrigues, Restaurante O rei dos Leitões: “Trata-se de um prémio a nível nacional e como tal não estávamos à espera, embora se trabalhe sempre para isso. Foi fantástico, pois traz mais clientes e notoriedade para o restaurante, mas também para a região. Nós não dormimos à sombra do leitão, inovamos e temos muito mais oferta, abrangente e consensual.”

Produtor Mário Sério Nuno: “ A Bairrada começa a ter prémios, o que é ótimo. O nosso esforço enquanto produtores na Bairrada começa a surtir efeito. Este prémio confirma a regularidade da Quinta das Bágeiras ao longo dos anos. A distinção  é muito gratificante, até porque este vinho tem, nos últimos meses, somado várias distinções internacionais. A Revista de Vinhos escolheu bem.”

Carlos Lucas, Colinas de São Lourenço: “Tentamos fazer todos os dias vinhos de excelência, que agradem ao consumidor. Esta distinção é muito importante, dá-nos reconhecimento e responsabilidade para fazer sempre melhor. O consumidor está farto de vinhos banais. Estes prémios ajudam a Bairrada e a região tem de saber tirar partido de todas as suas potencialidades.”

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Vindima 2013 na Bairrada: Ano de altíssima qualidade


Na Bairrada já se vindima em força e a perspetiva não poderia ser mais animadora.
As temperaturas quentes durante o dia contrastam com as baixas que já se fazem sentir durante a noite, fator que, para o estado sanitário e de desenvolvimento dos cachos, não poderia ser melhor.
S.Pedro tem ajudado e tudo aponta para uma colheita que poderá ser, no geral, melhor do que a do ano transato.
Assim, 2013 poderá ser sinónimo de um ano de altíssima qualidade para os vinhos da região.
Embora a azáfama nas vinhas seja, por estes dias, enorme, a vindima irá prolongar-se até meados de outubro, altura em que a casta baga – a mais emblemática da região – vai sair da vinha rumo ao lagar.

“Ano Bairrada”. Pedro Soares, da Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB), admite que as expetativas são “muito altas”, falando mesmo que este será “um ano Bairrada” porque nas vinhas, as videiras estão muito viçosas e as uvas tintas acumularam já muita cor.”
E acrescenta: “os solos da Bairrada e o estado das videiras estão com um comportamento excelente, de tal maneira que o relativo atraso inicial de maturação já foi recuperado e as uvas estarão excelentes para produzirem espumantes e vinhos formidáveis”, e “as videiras estão com excelente capacidade de produzir cachos muito doces e, até porque genericamente os bagos não são muito grandes, vão produzir vinhos tintos com uma cor mais intensa do que os vinhos correspondentes do ano passado, bem como taninos macios e ácidos «frescos» e muito equilibrados”.
Em matéria de brancos, o responsável máximo da CVB acredita que serão “bem maduros e frescos”, enquanto que os espumantes devem apresentar “muita frescura e sabor”.
Pedro Soares avança ainda que as amplitudes térmicas registadas (elevadas) e a ausência de chuvas estão a proporcionar condições muito adequadas para a produção de vinho de primeiríssima qualidade, até porque “o estado sanitário das uvas é, genericamente impecável”.
“Pelos motivos acima indicados, a Bairrada – ou seja, as condições criadas na região, resultado do seu clima, solos, videiras e profissionalismo dos seus viticultores, técnicos de viticultura e enólogos – está a gerar condições de maturação perfeitas. Por esse motivo é que podemos afirmar, sem grande margem de erro, que a vindima será de altíssima qualidade.”

Produção de muito boa qualidade. Mário Ferreira, enólogo da Casa Sarmento (Mealhada) está satisfeito com o ano vitivinícola. Embora admita que no geral possa haver uma quebra de 20% na produção (houve menos nascença) relativamente a 2012, mostra-se bastante agradado com o facto da qualidade ser superior, sobretudo nos tintos. Nos 85 hectares de vinha que a Casa Sarmento possui na região da Bairrada a vindima começou a 2 de setembro e poderá terminar até ao final da semana, com a casta Baga para vinhos tintos tranquilos.
“O estado sanitários das uvas é muito bom. E se nos brancos a qualidade será boa, semelhante a 2012, nos tintos a fasquia eleva-se para patamares de excelência”.
“Na casta Baga deixamos um quilo a quilo e meio de cachos por videira. Com as amplitudes térmicas que se têm feito sentir, vamos ter uma produção de muito boa qualidade”, confirma.

Boas expetativas. Em Oliveira do Bairro, nos sete hectares da Quinta da Laboeira, o produtor Alberto Marques perspetiva também uma excelente safra. Embora tenha começado a vindima há apenas uma semana, com a casta Chardonnay, Bical e Maria Gomes, defende que a qualidade das castas brancas será melhor do que em 2012, já que os cachos têm mais açúcar.
“Amanhã [dia 24 de setembro] começo a vindima dos tintos com as castas Aragonês e Syrah e depois, mais lá para a frente [outubro] com o Cabernet e a Touriga Nacional”.
Alberto Marques confessa-se muito expectante quanto às castas tintas: “no nosso caso não temos problemas de podridão, os cachos estão sãos, o que leva a crer numa boa colheita”, ainda que fale que numa ou outra videira já comece a apresentar sintomas de stress hídrico.

Ano muito promissor. Em Cantanhede, a maior adega da Bairrada iniciou a vindima na passada semana e só terminará entre os dias 5 e 8 de outubro.
“Começamos com os brancos, à exceção do Merlot entretanto já vindimado por se tratar de uma casta bastante precoce na região”, diria o enólogo Osvaldo Amado, para quem este poderá ser um ano semelhante ao de 2011, que foi um ano histórico para a região.
O enólogo refere que a qualidade é boa e que as uvas apresentam um grande potencial enológico. “Os brancos estão bons na chegada à adega e acredito que vão traduzir-se em vinhos excelentes, soberbos”. Já nos tintos, Osvaldo Amado refere que o atraso inicial na maturação já foi ultrapassado, perspetivando-se igualmente um ano de excelência.
“A Adega tem 800 associados efetivos, o que equivale a mil hectares. Somos a única empresa que faz um controle de maturação em 80 postos (associados), duas vezes por semana”, diz, evidenciando o rigoroso controlo para que cheguem à adega uvas em perfeito estado de maturação.

Ano de qualidade elevada. Nas Caves São Domingos, a vindima começou, segundo a enóloga Susana Pinho, a 26 de agosto como habitualmente pelo Pinot Noir e logo de seguida a uva branca Chardonnay. Aqui, a vindima ainda se faz manualmente, transportada em caixas de 20 quilos, evitando assim o esmagamento do fruto que provocam contaminações e oxidações. Contudo, avança que “a vindima é feita a pensar no grau e na acidez”. Por outro lado, o facto de várias castas tintas apresentarem bagos mais pequenos, poder indiciar qualidade elevada.
Na São Domingos, está a terminar a segunda fase do grosso da vindima e só daqui a algumas semanas sairá da vinha a final a Touriga Nacional e a Baga para vinhos tranquilos.
“Vindimamos por castas. São cerca de 100 hectares – 10 da empresa e os restantes de viticultores, fornecedores de uvas – pelo que a vindima se fará até ao início de outubro”, conclui.

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Anadia: Turismo religioso “é peça central e estratégica” para o setor


 

Os Caminhos de Santiago vão ser candidatados a Património Mundial da UNESCO. O anúncio foi feito por Adolfo Mesquita Nunes, secretário de Estado do Turismo, durante a sessão de abertura da conferência internacional “Caminho Português de Santiago” que decorreu no dia 12 de abril, no Cineteatro de Anadia.
O governante avançou às várias dezenas de especialistas nacionais e internacionais presentes que o governo português está empenhado em candidatar ainda os Caminhos de Santiago a “Itinerário Cultural Europeu” e em dar o apoio necessário à apresentação destas candidaturas na medida em que no âmbito do turismo, o religioso “é uma peça central e estratégica tendo em conta a riqueza e o património existente no país.”
“A fé é o mais profundo e forte dos sentimentos, logo o turismo religioso tem um enorme potencial que não podemos desperdiçar”, disse Adolfo Nunes, reconhecendo o muito que ainda há a fazer nesta matéria.
E sendo o turismo religioso um elemento estruturante na oferta turística nacional, a par da serra e do mar, ele que atravessa o país assume-se também como um eixo da estratégia de promoção do país no estrangeiro. “Só com uma estratégia estruturada valorizamos o turismo religioso e a permanência de turistas no território”.

Aposta no turismo religioso. Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal (organizadora da Conferência) sublinhou a importância que o turismo religioso representa na região: “em boa hora o Governo validou o turismo religioso como setor estratégico”, disse, já que “é um produto estratégico para a região”.
Tendo em conta que na região Centro esta rota abrange nove municípios e uma distância de 141 quilómetros, entre Alvaiázere e Albergaria-a-Velha, Pedro Machado destacaria que estes circuitos turísticos religiosos permitem reforçar as experiências turísticas, graças à diversidade do património religioso e cultural da região e ainda o facto dos três eixos: Fátima (culto mariano), o turismo de Saúde e Médico e o Turismo Desportivo (Centros de Alto Rendimento da região) reforçarem a importância e posicionamento da região Centro no contexto turístico nacional.
Pedro Saraiva, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro) realçaria ainda que os Caminhos de Santiago, “na vertente nacional são percorridos por 25.600 pessoas/ano, percorrendo uma parte dos seus 600 quilómetros em território da região centro. Este responsável deu a conhecer que os peregrinos optam preferencialmente pelos meses de junho a setembro para fazerem este caminho, estando este número de peregrinos a crescer uma média de 20% ao ano. “É inspirador discutir este tema porque o caminho religioso tem um caminho a trilhar”, disse, destacando o facto deste turismo cruzar a vertente do turismo da natureza, pelas paisagens fantásticas, num ambiente de contacto íntimo com a natureza.

Albergue em Anadia. O anfitrião, Litério Marques, presidente da Câmara de Anadia, evidenciou o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na autarquia anadiense na valorização dos Caminhos de Santiago. “Um projeto que em boa hora abraçamos”, disse, dando conta do crescente número de peregrinos que passam pelo concelho. Ciente de que uma boa sinalização e rede de albergues são determinantes para que o peregrino se sinta seguro, deixou a indicação que no concelho os peregrinos podem vir a usufruir das instalações, no centro da cidade, do Anadia Sports Center, para que aí possam pernoitar, uma vez que os albergues mais próximos se situam em Águeda e em Albergaria-a-Velha.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Mário Sérgio Nuno (Quinta das Bágeiras) distinguido como Produtor do Ano pela Revista de Vinhos


O produtor bairradino Mário Sergio Nuno foi distinguido com o prémio Produtor do Ano (2012), pela Revista de Vinhos.
A entrega de prémios teve lugar na última sexta-feira, dia 15 de fevereiro, na Alfândega, no Porto.
Para além de Mário Sérgio, proprietário da Quinta das Bágeiras (Fogueira-Sangalhos) foram também premiados com Excelência três vinhos da região, um do próprio Mário Sérgio (Quinta das Bágeiras Pai Abel Branco 2009) e dois outros vinhos de dois grandes produtores da Bairrada, Luís Pato e João Póvoa, respetivamente com os vinhos Luis Pato Quinta do Ribeirinho Pé Franco 2009 e Kompassus Private Selection 2009.
Vinhos que, de acordo com a Revista de Vinhos deste mês, “nos fazem sonhar, que nos despertam como nenhuns outros, os sentidos de prazer”.
Ao Jornal da Bairrada, o produtor bairradino vê esta distinção como “o reconhecimento do trabalho realizado ao longo dos 24 anos de existência da Quinta das Bágeiras”. Por outro lado, diz ser também um “grande estímulo para continuar nesta tarefa árdua de produzir vinhos de excelência”.
De acordo com a Revista de Vinho, o produtor Mário Sérgio é um “produtor que desde há mais de duas décadas representa o melhor dos Bairradas clássicos e que em 2012 lançou mais um conjunto de excelentes vinhos”.
O produtor, que possui 28 hectares de vinha, confessa que daqui em diante espera uma maior recetividade e confiança em relação aos vinhos da Quinta das Bágeiras, quer no mercado nacional, quer internacional, onde se tem vindo a afirmar nos últimos anos.
Recorde-se que este produtor já alcançou outros prémios importantes ao longo da sua carreira: foi considerado Agricultor do Ano 2004 em Portugal, pelo Ministério da Agricultura; obteve o título de Uma das 100 melhores adegas do mundo em 2011, pela revista Americana “WINE & SPIRITS” e o Prémio de Excelência 2012 da Revista de Vinhos para o vinho branco “Pai Abel 2009”, primeira ano de produção com esta designação.

Prémio para a casta Baga. A casta Baga, amada por uns e odiada por outros, tem em Mário Sérgio um acérrimo defensor, já que pertence aos Baga Friends, (grupo que integra nomes como Filipa Pato, João Póvoa – Kompassus, Luís Pato, Dirk Niepoort, Sidónio Sousa, François Chassant – Quinta da Vacariça e Palace do Bussaco, criado em 2010 com o objetivo de preservar, defender e divulgar vinhos da Bairrada, produzidos com a casta Baga). Nesta noite, juntamente com o vinho de Mário Sérgio, também os de Luís Pato e João Póvoa foram galardoados.
Por isso, os prémios Excelência, conquistados, são, na opinião do produtor bairradino “o reconhecimento por parte da comunicação social e dos consumidores para a grande casta que é a Baga. E, mais uma vez, comprovar que quando bem trabalhada e instalada no seu verdadeiro terroir dá vinhos de excelência”.
Segundo Mário Sérgio, estes prémios “vêm contribuir para que a região da Bairrada passe a ombrear com as regiões mais destacadas do país”.
Estes prémios da Revista de Vinhos, já apelidados de “Óscares” do Vinho, vão na sua 16.ª edição e premeiam anualmente a excelência do setor: instituições e pessoas que se destacaram na fileira vínica e gastronómica em Portugal.
CC

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Programa Verão Total, da RTP1, em direto


Nos últimos anos, Oliveira do Bairro acolheu dois programas de televisão (Há Volta) feitos a partir do concelho, no dia da etapa da Volta a Portugal em Bicicleta. Este ano, a cidade recebe o Verão Total, a partir das 10 até às 13h, com apresentação de Joana Teles e Francisco Mendes, as reportagens de Hélder Reis e Ana Viriato. Pelo programa, realizado este ano em frente à Biblioteca Municipal, na Av. Dr. Abílio Pereira Pinto, vão passar uma mão cheia de temas, convidados, músicas, reportagens e diretos feitos a partir de vários locais, que ao longo de três horas de emissão vão dar a conhecer alguns dos aspetos que caraterizam e se destacam no concelho, do desporto à cultura, passando pela música, indústria, educação e gastronomia. Ao longo do programa os telespetadores vão fazendo um périplo pelo concelho: do Troviscal, com uma visita ao Museu de Etnomúsica da Bairrada, ao Instituto de Educação e Cidadania da Mamarrosa; do Parque da Pateira, em Oiã, à Pista de Atletismo da ADREP, na Palhaça; da indústria cerâmica à Cooperativa Agrícola da Bairrada. Com a música a viagem faz-se na companhia da música tradicional, com os Grupos de Cantares de Bustos e do Silveiro, da Banda Filarmónica da Mamarrosa e da apresentação de alunos e professores da Escola de Artes da Bairrada.
Nos últimos anos, este evento somou já uma dezena de horas de televisão para todo o mundo que acompanha a RTP, a RTP Internacional e a RTP Online. Além da cobertura televisiva são muitos os outros meios de comunicação que acompanham a Volta a Portugal em Bicicleta.
“O objetivo é dar a conhecer as coisas boas que se têm feito no concelho, dando voz a várias entidades para comentar a grande qualidade do tecido associativo nas diversas áreas, dando um rosto da modernidade e do crescimento do nosso concelho”, afirmou Mário João Oliveira.
Nas anteriores realizações (programa Há Volta) foi sempre levado a cabo na entrada poente da cidade. O verão da RTP vai ser em frente à Biblioteca Municipal. “A configuração do programa Verão Total é diferente do programa da Volta a Portugal em Bicicleta. Daí apostarmos e darmos nota de outros espaços centrais da sede do concelho”, sustentou o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro.

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ANIMADREP reconheceu atletas e entidades


Durante cinco dias, a vila da Palhaça esteve em festa, com a 5.ª edição do ANIMADREP, evento que decorreu no Largo das antigas Escolas Primárias e que foi mais uma vez organizado pela ADREP – Associação Desportiva Recreativa e Educativa da Palhaça. As tasquinhas, onde os visitantes puderam saborear alguns pratos regionais, e muita música, deram um colorido diferente ao evento, cujo ponto alto foi a sessão solene realizada no passado sábado, dia 28, com a Direção da ADREP, que serviu para um reconhecimento dos resultados alcançados pelos atletas, grupos culturais e entidades.
Tratando-se do final da época desportiva, Mário Braga, presidente da ADREP, aproveitou a ocasião para entregar lembranças às equipas de atletismo feminina e masculina, com destaque para a primeira, campeã Nacional da 2.ª Divisão, Futsal (masculinos e femininos), BTT Team Salvadores, Karaté Contacto, grupos culturais da ADREP, Rancho Folclórico S. Pedro – Palhaça, Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Oliveira do Bairro, Câmara Municipal de Oliveira do Bairro. Jornal da Bairrada também recebeu uma lembrança pela colaboração prestada ao longo do ano com diversas notícias da coletividade, um gesto que muito nos sensiblizou. O nosso obrigado à Direção da ADREP.
“Este foi o ano em que conseguimos acabar as obras do salão, uma obra de todos para todos. Deus quis, o homem sonhou, a obra nasceu. Esta obra tem uma história muito grande, que contou com grande apoio da Câmara Municipal e Junta de Freguesia”, referiu Mário Braga.
O presidente da ADREP falou das dificuldades financeiras: “Esperamos que esta Direção consiga cumprir com os seus compromissos. Este ano sempre disse que era o mais difícil, mas vamos cumprir”, num discurso cheio de convicção.
Manuel Martins, em representação da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Oliveira do Bairro, referiu que a instituição bancária tem “uma função muito especial, direi social. Guarda o vosso dinheiro e empresta. Estamos sempre ao vosso dispor”, anunciando que a Caixa de Crédito irá abrir em setembro uma delegação na Palhaça.
Para Manuel Martins, presidente da Junta de Freguesia da Palhaça, considerou o ANIMADREP “um evento importante e mais uma atividade para a freguesia. A Junta de Freguesia tem apoiado monetariamente, os seus elementos têm apoiado fisicamente, uma coletividade que tem feito um trabalho excelente, ímpar no concelho a nível desportivo”.
Mário Castelhano, em representação da Associação de Futebol de Aveiro, comentou que “a Palhaça tem lideranças muito fortes, como o concelho de Oliveira do Bairro. Só assim é possível este tipo de iniciativas”, regozijando-se com o trabalho que a ADREP tem feito em prol do Futsal.
Coube a Joaquim Santos terminar a sessão solene. O vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro mostrou-se, mais uma vez, satisfeito com a dinâmica da ADREP. “A ADREP é uma parte da Palhaça, é a freguesia com mais movimento, na educação, formação, desporto e cultura.”
“Vi nos olhos do presidente Mário Braga as suas dificuldades. Estamos disponíveis para continuar a ajudar esta coletividade”, concluiu Joaquim Santos.

Manuel Zappa

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Espumantes Bairrada promovidos em ação inédita da CVB


“Bairrada Meets Coimbra” designa a primeira prova de espumantes Bairrada, a realizar-se na cidade de Coimbra, no feriado de 1 de maio, entre as 14 e as 20h, nas Piscinas do Mondego.
Sendo o espumante um produto em crescente valorização, devido à sua versatilidade, esta mostra pretende dar a conhecer o trabalho desenvolvido pelos produtores da Bairrada, na busca pela melhoria de qualidade do mesmo.
Contudo, esta iniciativa pretende também contribuir para que a região aumente, a nível nacional, a sua notoriedade através dos espumantes e, ao mesmo tempo, dar a conhecer ao grande público e restauração alguns dos melhores espumantes aqui produzidos.
A ação, inédita, vai contar com a presença de dezena e meia de operadores, ligados à produção de espumantes Bairrada: “nos stands vão estar presentes apenas produtos com certificação Bairrada, pois são estes os que devemos acarinhar já que deixam mais-valia à região”, defendeu Pedro Soares, presidente da CVB.
“No seguimento do nosso entendimento do que deve ser a Bairrada, queremos potenciá-la”, aproveitando o fator diferenciador que caracterizam os singulares, exclusivos e sofisticados espumantes Bairrada”, revelou Pedro Soares, dando conta de que, a par desta ação, outras surgirão, tendo em vista “contribuir para uma maior qualidade e notoriedade” da região. Daí que esta ação possa, caso seja bem sucedida, vir a realizar-se também nas cidades de Aveiro e Figueira da Foz.
Nesta prova de espumantes, realizada em parceria com a Refresh -Coimbra, o visitante, pelo preço simbólico de 5 euros, receberá um flute que o habilitará à prova de vários néctares bairradinos.

Presenças. O produtor anadiense, Ataíde Semedo, terá nesta mostra um dos seus melhores espumantes, “Ataíde Semedo Cuvée Bruto 2010”. A JB, diz que “todo o tipo de mostras e provas que estimulem o consumo e sensibilizem os consumidores para este que é um dos nossos produtos mais emblemáticos da região são de louvar e acompanhar”, sobretudo numa altura em que é fundamental contrariar a tendência da diminuição de vendas e de consumo de vinho. “Coimbra é uma cidade cosmopolita e turística, pelo que esta prova pode ter uma maior abrangência”, defendeu ainda.
Também Maria Miguel Manão, diretora comercial da Adega Cooperativa de Cantanhede, mantém grandes expectativas em relação a esta, que deseja seja “a primeira de muitas outras mostras/provas” que sirvam para “alavancar a Bairrada”.
“Como um dos principais produtores de espumantes DOC Bairrada não poderíamos deixar de estar presentes”, diz, dando conta de que, “sendo o espumante um produto âncora da região e a Bairrada a mais importante e melhor região do país para a produção de grandes espumantes”, os operadores da Bairrada não podem falhar esta iniciativa, “que tem todo o mérito e é de louvar”, até pelo facto de se realizar na cidade vizinha de Coimbra: “é preciso promover a região dentro da região”, destacando que os bairradinos devem ser embaixadores dos produtos da sua própria região e todos juntos “mostrar que a Bairrada produz um conjunto de espumantes que se adaptam a diversos momentos da refeição e das nossas vidas”, ajudando ainda a mudar mentalidades: “o espumante é uma bebida gastronómica muito versátil para acompanhar uma refeição do início ao fim”.
Já Luciana Sardo, relações públicas da Aliança – Vinhos de Portugal, avança que a empresa participa com alguma curiosidade nesta 1.ª edição para “ver como é, conhecer o espaço e ver a adesão do público”. Contudo, reconhece que “mostras deste tipo são muito importantes porque ajudam a promover as marcas e a região”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Quinta das Bágeiras, do produtor Mário Sérgio Nuno com as melhores críticas


A Quinta das Bágeiras, do produtor Mário Sérgio Nuno, volta a ser notícia, pelas melhores razões. Cá dentro, como lá fora, os prémios e as distinções sucedem-se, evidenciando que a região demarcada da Bairrada continua a ser berço de alguns dos melhores néctares produzidos no país. Falamos, hoje, do Garrafeira branco 2009 que, diga-se, só por curiosidade, antes dos prémios e das distinções alcançados, já estava esgotadíssimo (apenas foram engarrafadas 3276 garrafas). No entanto, os amantes dos bons néctares podem contar, ainda durante este mês de março, com o lançamento do Garrafeira branco 2010.

As melhores críticas. É um facto, que a região não pode ficar indiferente ao Garrafeira branco 2009, que foi considerado pelo conceituado crítico de vinhos português, Rui Falcão, “o melhor vinho do ano 2012”.
No guia de vinhos que anualmente edita, Rui Falcão considerou nesta edição de 2012 (primeiro ano em que publica o capítulo dedicado ao Melhor Vinho do Ano) e depois de classificar 4300 vinhos, que o Garrafeira branco 2009, da Quinta das Bágeiras, “se eleva, por direito próprio, ao ponto mais alto da hierarquia qualitativa dos vinhos portugueses”. Um branco que Rui Falcão considerou ser “impressionante em todos os sentidos, do nariz à boca, da finura à precisão”. Nos seus comentários, diz ainda que “a escolha recaiu sobre um vinho branco, curiosamente de uma das regiões menos estimada pelos portugueses”, considerando a Quinta das Bágeiras “um dos guardiões das tradições da região”, responsável pela produção de “um número assombroso de vinhos excecionais, repletos de caráter, repartidos equitativamente entre brancos e tintos”.
Mas, se fui Falcão – que colabora também na conceituada revista Wine – faz estas considerações, aquela que é considerada por muitos a mais emblemática revista nacional da especialidade, Revista de Vinhos, na edição de fevereiro, distinguiu este vinho com o Prémio de Excelência. De resto, o painel de provadores da Revista de Vinhos escolheu “os melhores entre os melhores”, num total de 30 vinhos merecedores de um Prémio de Excelência. Uma vez mais, o Garrafeira branco 2009, obteve as melhores críticas. Contudo, convém destacar que apenas foram contemplados três brancos, dois deles do Dão, sendo o único vinho distinguido da região da Bairrada, este do produtor Mário Sérgio Nuno.
“São considerações que me deixam honrado”, avançou a JB, dizendo que estas referências são igualmente boas para a região: “hoje é um vinho meu, amanhã quem sabe, pode ser de um outro produtor ou empresa da região”.
A JB, o produtor bairradino recorda que se trata de “um vinho com grande capacidade de envelhecimento (10 a 20 anos), mas também um vinho que rompe com o que estava instituído ao contrariar um estilo formatado de vinhos brancos”.
“Este tipo de vinhos mostra que quem dita as regras do jogo é o mercado e os consumidores que não se importam de pagar um preço mais elevado por um vinho de que gostam”, diz.
A título de curiosidade, refira-se que a Quinta das Bágeiras foi considerada pela revista americana Wine&Spirits, de dezembro de 2011, uma das cem melhores adegas do mundo.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Vinhos da Bairrada promovidos em Coimbra


Promover os vinhos de excelência produzidos na região da Bairrada e mostrar a modernidade e dinamismo da região no seu todo, foi o principal objectivo de um jantar vínico promovido pela Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB), para a imprensa regional.
O restaurante Arcadas da Capela, na Quinta das Lágrimas, em Coimbra, serviu de palco, no passado dia 28 de Novembro, a este jantar, com assinatura do chef Vitor Dias. Integrada no programa “Apoio à Promoção do Vinho e Produtos Vínicos no Mercado Interno”, a importância desta acção foi realçada por João Casaleiro, presidente da CVB: “esta iniciativa visa mostrar como é possível harmonizar a gastronomia/comida com os vinhos”, não deixando de destacar que já uma outra iniciativa semelhante tinha sido realizada em Lisboa, mas de abrangência nacional, junto de jornalistas da especialidade.
Em Coimbra, foram provados e comentados, durante o decorrer do jantar, dez vinhos que realçam o que de melhor se faz presentemente nesta região demarcada. “Este evento não pretende analisar cada um dos vinhos per si, mas mostrar um conjunto de vinhos e espumantes de alta qualidade, produzidos na Bairrada, e que provam que a Bairrada pode competir com qualquer outra região do país”, acrescentou, na oportunidade, Mário Neves, responsável pelo mercado externo da Aliança-Vinhos de Portugal e membro da CVB.
A iniciativa, a par de outras, promovidas pela CVB, pretendeu mostrar ainda que os vinhos da Bairrada voltam a estar na moda, graças à sua excelência.
José Miguel Menezes, da CVB, não deixou de destacar que a Bairrada é uma das regiões do país com maior potencial para a produção de grandes vinhos. Por outro lado, destacou que na Bairrada “tudo se conjuga para aliar à qualidade, a diversidade e o carácter: os solos e o clima muito particulares, a grande variedade de castas, o talento e experiência dos enólogos e técnicos de viticultura, a multiplicidade de produtos, que vão dos espumantes aos brancos, rosés, tintos, passando pelas aguardentes”.
Quanto à região demarcada, é um facto que, na última década, graças a uma recente abertura legislativa que permitiu a integração dentro do DOC Bairrada de outras castas nacionais e estrangeiras, têm vindo a avolumar-se as vinhas plantadas com variedades como a Touriga Nacional, Tinta Roriz, Camarate, Jaen, Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot e Pinot Noir. Castas que permitiram diversificar imenso os aromas e sabores dos tintos da região, mantendo embora em comum a frescura atlântica que este “terroir” específico lhes imprime.
Aos vários jornalistas presentes, esta acção pretendeu mostrar também uma Bairrada renovada, que tem sabido aproveitar as oportunidades para inovar, seja nas vinhas ou nas adegas, aperfeiçoando o equilíbrio dos seus vinhos, conferido pelo terroir e tradição vitivinícola. “Ressurge agora uma região plena de tradição e juventude; renovam-se as antigas Caves (fundadas a partir do final do séc. XIX); erguem-se adegas de arquitectura contemporânea, umas e outras encantando os apreciadores do vinho, da gastronomia e da arquitectura, vindos de todo o Mundo”, avançou.

VINHOS EM PROVA
ESPUMANTES
Espumante bruto zero, “91 anos de história” 2007, das Caves São João; espumante bruto Marquês de Marialva Super Reserva 2006, da Adega Cooperativa de Cantanhede e espumante bruto rosado Kompassus (Baga/Touriga Nacional) 2007
Vinhos brancos
Quinta da Mata Fidalga “Prestige” 2008 e Quinta do Encontro “Encontro1” 2010
Vinho Rosé
Vinho rosado (rosé) Encosta de Mouros – Syrah 2010, da Adega Cooperativa de Mealhada
Vinhos tintos
Caves Primavera “Special Selection” 2005; Calda Bordaleza 2007, de Manuel Santos Campolargo; “Follies” Touriga Nacional 2009, da Quinta da Aveleda e Sidónio de Sousa Merlot 2009, de Dulcínea dos Santos Ferreira

Catarina Cerca

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Vindimas 2011: Ano excepcional para a Bairrada


Um ano excepcional para a região da Bairrada. Este é o balanço da vindima prestes a terminar na região.
“Foi um ano de óptimo estado sanitário das uvas; adiantamento generalizado da sua maturação (cerca de duas semanas) e uma abundância que superará ligeiramente a média dos últimos anos”, revela a Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB), em comunicado enviado ao Jornal da Bairrada.
Antecipada pelo bom tempo, a vindima dos primeiros cachos na região começou ainda no fim do mês de Julho, para os vinhos espumantes, que exigem uma acidez elevada que lhes proporcionará a frescura que os caracteriza. Seguiu-se a vindima dos brancos, dado que, na generalidade, são castas mais temporãs, podendo dizer-se com segurança que haverá, este ano, vinhos de excepcional qualidade.
O mesmo se passa em relação às castas tintas, mais tardias, que agora se encontram na fase final da vindima. Também estas estão sãs, bem amadurecidas e equilibradas. Daí a CVB dizer que a colheita “correu muito bem e são altas as expectativas em relação à vindima que agora termina”.
Esta previsão é partilhada por vários agentes ligados ao sector, na região.
Nas Caves Solar de São Domingos, as vindimas, que começaram nos primeiros dias de Agosto, ainda não terminaram. Segundo Alexandrino Amorim, os técnicos da “casa” têm-se desdobrado em esforços no acompanhamento dos controlos de maturação até encontrarem o ponto ideal para recolher as uvas no melhor estado sanitário. Com uma área de produção próximo dos 100 hectares, é já possível avançar que a qualidade do vinho base para espumante e vinho branco tranquilo é “excelente”. Quanto aos tintos, a colheita pode ser considerada muito boa ou mesmo excelente, pois as chuvas de Agosto e a ausência desta em Setembro, a juntar ao calor intenso que se tem feito sentir, cria excelentes expectativas para este ano. Quantitativamente, a empresa regista um aumento de 10 a 15% nas uvas brancas e de 15 a 20% na casta Baga para espumante. Idêntico aumento é verificado nas restantes castas tintas.

Excelentes condições climatéricas. Na Fogueira, freguesia de Sangalhos, Mário Sérgio Nuno, da Quinta das Bágeiras revela-nos que a vindima ainda vai demorar alguns dias a terminar. Embora tenha começado no dia 17 de Agosto, a fazer monda na Baga para destilar, a vindima propriamente dita, nos brancos para espumante, iniciou-se a 3 de Setembro. Mais tarde, a 30 de Setembro, foi iniciada a vindima do tinto que, entretanto parou, e será retomada amanhã, dia 7 de Outubro.
Com 28 hectares de vinha, Mário Sérgio Nuno faz um balanço muito positivo da colheita deste ano. Para além de registar um aumento em cerca de 20% nos vinhos brancos, com excelente qualidade, nos vinhos tintos refere estar a ter uma qualidade elevada, devido às condições climatéricas excepcionais, pelo que prevê um aumento de cerca 10% na produção.
“A vindima dos brancos (vinho base para espumante) e brancos tranquilos foi de excelente qualidade”, diz, admitindo que para tal contribuíram as condições climatéricas que a manterem-se durante mais 10 dias se traduzirão “num ano excepcional em qualidade. A Bairrada merecia um ano como este”.

Previsões animadoras. Com 11 hectares de vinha, na adega Sidónio de Sousa, a colheita de uvas brancas da casta Maria Gomes e Arinto para espumante começou a 11 de Agosto. “Como só fazemos vinho branco e rosé para espumante a vindima foi antecipada para o vinho ter uma boa acidez total e baixo teor alcoólico”, refere Paulo Sousa adiantando também que nos últimos dias de Agosto efectuou uma monda forte na casta Baga para fazer o vinho rosé base para espumante. Mais tarde em, 13 e 17 de Setembro efectuou a vindima do Merlot “casta com um amadurecimento precoce”.
“A produção da casta Baga foi muito boa, motivo pelo qual a monda era uma operação obrigatória para permitir o amadurecimento dos cachos que ficaram na vinha para mais tarde fazer o vinho tinto de Baga”, diz, concluindo que “o estado de sanidade das uvas foi perfeito, não tendo sido detectada nenhuma podridão nem outro tipo de maleita”.
Relativamente à casta Merlot, as previsões são também muito animadoras. “Teve uma produção normal em perfeitas condições de amadurecimento e de sanidade, o que permite, neste momento, na adega ter boas extracções, excelentes cores e concentrações que nos indiciam excelentes vinhos”, refere.
A casta Baga ainda não foi vindimada: “aguardo ainda o amadurecimento da casta”, diz, sublinhando tratar-se de uma casta muito exigente na vinha e de maturação mais lenta.
Também nas Caves Messias, na Mealhada, o balanço na vindima na região não podia ser melhor. Com 65 hectares de vinha própria na região, a vindima decorreu de 18 de Agosto a 22 de Setembro e o balanço em termos de quantidade é muito bom, registando um acréscimo de 10% na produção. “A qualidade expectável é excepcional, já que o estado sanitário é irrepreensível com excepção de alguma Baga após chuvas do início de Setembro”, constata o enólogo João Soares que acrescenta: “na vindima dos brancos – vinho base para espumante – e brancos tranquilos obteve-se mostos de elevado potencial em ácidos e equilibrados. Na dos tintos (mostos ainda em fermentação) as expectativas são óptimas, com maturação fenólica perfeita e graduações alcoólicas comedidas, resultando mostos com frescura e concentração”.

Catarina Cerca

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