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EPADRV tem novilha “acima da média”


epadrvContinuam a acontecer “coisas estranhas”, no polo de bovinos leiteiros na Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural (EPADR) de Vagos. Primeiro foi a “Sissi”, filha de uma vaca parda suíça, que no ano transato, com apenas treze meses, pesava cerca de 250 quilos. Meiga e dócil, mas também muito inteligente, mantinha forte relação com a veterinária Teresa Valente, desde a noite em que nascera.
Reconhecia a voz da tratadora, e até amuava quando esta lhe ralhava. Perante as novilhas da mesma idade, que alegadamente procuravam mimos, tinha mesmo uma posição dominadora, reforçada na presença da veterinária.
Tal comportamento, e o facto de a veterinária “presentear” diariamente os bovinos com uma seleção musical, que garantia “ser excelente para o bem-estar dos animais e aumento de produção de leite”, acabaria por ser notícia em diversos órgãos da comunicação social (ver JB, de 15 janeiro 2015).
Agora, a nova “vedeta” dá pelo nome de “Cassandra”. Foi apresentada, há dias, no decorrer do “Open Day EPADRV – Alltech”, onde marcaram presença, entre outros, elementos da direção da Cooperativa Agrícola Bom Pastor (S. Miguel, Açores), meia centena de produtores de leite daquela ilha, e ainda membros da comunidade escolar.
Novilha de dois anos e oito meses, deveria ter, segundo Teresa Valente, “uma produção, no máximo de 40 litros por dia”. Mas, em boa verdade, produz uma média de 71 litros, o que tem “despertado a curiosidade dos produtores leiteiros”, reconheceu a responsável pelo polo de bovinos da escola vaguense.
Com “Cassandra” a “sobressair das demais”, de referir que a produção leiteira das 39 vacas a EPADR ascende a 2.100 litros a cada dois dias.
Eduardo Jaques/Colaborador

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Vagos: Eleições na EPADR com vencedor improvável


Quatro candidatos, um dos quais excluído de início, numa eleição que viria a ditar um vencedor, Paulo Pimentel. Resultado que a Direção Geral da Administração Escolar (DGAE) não homologou, por “ausência de requisito habilitacional” do candidato. Repetida, agora a dois, do escrutínio resultou um vencedor improvável, mas anunciado: João Queirós Pinto é o novo diretor da EAPDR – Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural.
O sucessor de Fernando Santos garantiu oito dos 14 votos em disputa, no confronto direto com Filomena Martins, que agora regressa à presidência do Conselho Geral da escola. Diz que ganhou “para evitar a vitória da outra concorrente”, tendo afirmado, a uma rádio local, que foi eleito “porque do mal, o menos”.
Natural de Amarante, 60 anos, tem “duas décadas de experiência” em cargos diretivos, admite estar “motivado” para enfrentar este desafio, e mostra-se conhecedor da situação [financeira], em que se encontra a EPADR. Mas diz-se de algum modo desgostado com a forma como os processos concursais se desenrolam, e a alegada influência que as autarquias têm nos atos eleitorais.
“Quando o ensino passar para o domínio das câmaras, ainda vai ser pior”, reconheceu Queirós Pinto, convicto de que, a acontecer, “só vão ser eleitos diretores que têm a mesma cor política de quem lá está”.
Nada que Filomena Martins também não tivesse pensado, ao ser derrotada, no primeiro sufrágio, por Paulo Pimentel, candidato que, admite agora, ter sido “lançado e apoiado” pelo poder político. Segundo declarou, [Paulo Pimentel] tem acompanhado a vida política, e não só, e fez parte do NEVA e do conselho fiscal da Caixa Agrícola. Para além de presidir à comissão de proteção de crianças e jovens (CPCJ) de Vagos, “numa lista proposta pelo atual presidente da câmara”, sinalizou Filomena Martins.

Falsidades e contradições. “Tudo falsidades”, respondeu Paulo Pimentel, alegando que não se revê nas declarações da professora Filomena, em particular no que diz respeito à CPCJ, órgão para o qual foi eleito em maio de 2007, quando integrava a comissão restrita em representação do Ministério da Educação. Garantindo que nunca foi militante de “nenhum partido” admite, no entanto, que gostaria de exercer o cargo de diretor da EPADR.
Também o presidente da câmara de Vagos, reagiu às declarações de Filomena Martins e João Queirós Pinto, considerando ser necessário “desmistificar a alegada politização” do processo eleitoral. Para Silvério Regalado, “a votação é secreta, e a câmara tem 3 dos 15 votos no conselho geral”, Em declarações à Vagos FM, aquele autarca revelou que a câmara requereu “adiar” o novo ato eleitoral, porque queria esclarecer “questões relativas ao processo concursal junto da DGAE”, o que não aconteceu.
Quanto à alegada relação de “consonância”, entre as escolas e a câmara, o edil de Vagos considera que sempre houve uma [excelente] relação entre a autarquia e as administrações escolares. E admite mesmo, que “a transferência de competências é natural e até favorável”.
Eduardo Jaques
Colaborador

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Vagos: Peregrinação de Ancas sem acolhimento religioso


Afinal, nem sempre a tradição é para cumprir. Que o digam as dezenas de peregrinos da paróquia de Ancas, que na última sexta-feira cumpriram, em Vagos, mais uma promessa ancestral.
Chegaram à hora aprazada, por volta das sete da tarde, depois de terem atravessado a pé terras bairradinas. Mas não tinham qualquer entidade religiosa a recebê-los. Nem padre, que à mesma hora rezava missa, nem diácono, este ausente por razões de saúde.
“Que me lembre, nunca tal aconteceu”, confessou-nos, desacorçoado, um antigo juiz da igreja de Ancas, devoto confesso da Senhora de Vagos, que não quis identificar-se. Apesar de não ter feito a totalidade do trajeto a pé (diz que foi forçado a parar, em Bustos, “por causa da perna”), acabou por reconhecer que “o povo não teve o devido acolhimento”.
Tal situação, que terá deixado igualmente perplexo o juiz da igreja e restante mordomia, acabaria resolvida com a intervenção de um leigo. Habituado às causas religiosas, Basílio Oliveira acompanhou a procissão, desde o monumento do Poder Local, até à igreja matriz, tendo presidido à recitação comunitária do terço.
Alguns peregrinos pernoitaram no quartel dos bombeiros, utilizando esteiras “como antigamente”, enquanto outros regressaram a casa. Segundo o juiz da igreja, que desvalorizou o que se passou no acolhimento, a adesão de peregrinos “está estabilizada, se bem que este ano até tenha aumentado”. Os jovens continuam a “gostar desta experiência de fé”, admitiu Vítor Rosa Simões, confirmando que os idosos aproveitam “boleia” dos familiares e “não costumam faltar à missa”.

Cânticos e ladainhas. No sábado, a alvorada foi às sete, com os peregrinos na estrada, em procissão, rumo ao santuário da Senhora de Vagos. Foram agradecer, com cânticos e ladainhas, o “dom da chuva” que nos séculos XVII ou XVIII veio pôr ponto final na prolongada seca, de sete anos, na região da Bairrada.
Para além do juiz da igreja e respetiva mordomia, marcaram presença na procissão as mordomas de S. Martinho, que haviam transportado, à cabeça, o pesado tabuleiro com as lanternas e a cruz de prata da paróquia de Nossa Senhora da Assunção. Antes da missa, celebrada pelo pároco de Ancas, Pe. João Carlos Carvalho, o cortejo deu três voltas à capela. No final da celebração, o juiz Vítor Simões prestou contas, tendo deixado, no santuário, a contribuição monetária recolhida na freguesia.
Organizado pela “juíza”, Maria Manuela Seabra, o almoço de receção aos peregrinos não se realizou este ano em Amoreira da Gândara, devido a obras no local, tendo decorrido em Ancas, no parque da Lagoa do Paul.
Eduardo Jaques
Colaborado

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Vagos: Arciprestado com menos um padre


As nomeações para o ano pastoral, afastaram o Pe. José Fidalgo da Gafanha da Boa Hora. Para o seu lugar foi nomeado, como administrador paroquial, o Pe. Fernando Ferros, arcipreste de Vagos e pároco de Santo André.
Tida como “inevitável”, segundo apurou este jornal, a saída do Pe. Manuel Carvalhais acabou por não se concretizar. Depois de, por razões de saúde, ter deixado a paróquia de Santo António e a direção do “Terras de Vagos”, e ter abrandado a prestação de alguns serviços religiosos (funerais incluídos), aquele sacerdote mantém-se à frente da paróquia de Vagos, assessorado pelo diácono António Machado.
Nas restantes paróquias, António Aparício Cardoso continua à frente de Covão do Lobo, Santa Catarina e Ponte de Vagos, enquanto António Correia Martins é pároco de Ouca, e José Arnaldo Simões permanece em Calvão.
Quanto a Nuno Duarte Queirós, responsável pelas paróquias de Santo António e Soza, é agora administrador paroquial de Fonte de Angeão, após ter sido nomeado, em maio, pelo bispo diocesano. É ainda presidente do Centro Social e Paroquial de Santo António, e diretor do jornal “Terras de Vagos”.
A nível da diocese, Nuno Queirós, que é o sacerdote mais jovem do arciprestado de Vagos (tem 32 anos e foi ordenado em 2013), desempenha vários outros cargos, com destaque para a direção do secretariado diocesano de Liturgia. É também delegado aos Congressos Eucarísticos, nacional e internacional, vogal do serviço nacional de Acólitos, e coordenador do departamento de Pastoral Litúrgica.
Eduardo Jaques
Colaborador

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Detido suspeito de incêndio em Vagos


A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Aveiro, deteve um homem de 55 anos, servente da construção civil, suspeito da autoria de um crime de incêndio florestal, ocorrido no concelho de Vagos no final da tarde da passada sexta-feira.

Segundo a PJ, o detido, que tem problemas de alcoolismo, deslocou-se para o local de bicicleta, tendo iniciado o incêndio com um isqueiro e combustível acelerante, provavelmente gasolina.

Foram consumidos cerca de 9.000m2 de mato, eucaliptos e pinheiros adultos, tendo sido colocada em perigo a mata nacional adjacente, que se inicia do outro lado de um estradão, não tendo sido causados danos mais avultados porque os populares deram de imediato o alerta e o fogo foi prontamente combatido pelos bombeiros.

O detido, sem antecedentes criminais, vai ser presente às Autoridades Judiciárias competentes para primeiro interrogatório e eventual aplicação de medidas de coação.

No corrente ano a Polícia Judiciária já identificou e deteve 41 pessoas pela autoria do crime de incêndio florestal.

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Praia da Vagueira já tem Wi-Fi


A NOS instalou Wi-Fi na praia da Vagueira. Esta novidade, em plena época balnear, resulta de uma parceria entre a NOS e a Wavecom, empresa especializada em soluções wireless sedeada na região, aceitando o desafio lançado pela Câmara Municipal de Vagos.

Ao longo de toda a praia da Vagueira, numa extensão de mais de 2 quilómetros, foram instalados vários pontos de acesso, que permitirá a todos os utilizadores o acesso à Internet de forma simples e rápida. Trata-se da primeira vez que esta praia tem Wi-Fi disponível aos seus utentes, sendo que o serviço ficará disponível durante todo o ano, para além do período de Verão.

Este projeto tem por base uma solução diferenciadora, pois conta com um acesso de alto débito dedicado assim como um Sistema de Gestão Centralizado na cloud. Desta forma, os utilizadores do Wi-Fi Público têm acesso a um serviço de alta qualidade e fiabilidade, garantindo a Câmara Municipal de Vagos a segurança da navegação e utilização dos dados a partir de qualquer local e em qualquer altura.

A implementação deste serviço numa das praias mais procuradas da região assume-se como um passo relevante da Câmara Municipal de Vagos integrado no âmbito do projeto Smart Cities, no qual conta com o contributo da NOS.

O desafio deste projeto foi lançado à NOS e Wavecom no seguimento da forte adesão dos utentes da Praia da Vagueira a um serviço piloto lançado pelo Município. Com base no sucesso do piloto, a Câmara Municipal de Vagos sentiu que estava na hora da evolução adquirindo um serviço com caraterísticas técnicas mais evoluídas, de qualidade garantida, com potencial de evolução e ações de Marketing.

O objetivo é, assim, tornar Vagos numa vila inteligente, dotando as suas infraestruturas de soluções mais flexíveis e ajustadas, dando resposta às necessidades da população e tirando partido das oportunidades, como é o caso da zona balnear, agora com acesso wireless disponível.

Para Silvério Regalado, presidente da Câmara Municipal de Vagos, “trata-se de uma grande conquista para o Município, uma vez que apresenta mais uma oferta distintiva da nossa praia da Vagueira em relação às demais. Além disso e com a associação do município a uma marca de prestigio como é a NOS, melhora ainda mais a imagem externa do município. Para mais numa área tão importante e em que Vagos tem vindo a apostar, que é a área das Smart Cities. Também nesta aqui o município de Vagos quer e sente que está, no pelotão da frente”.

Por sua vez, este trabalho de parceria surge integrado no projeto Smart Cities da NOS, cuja relevância é destacada por João Ricardo Moreira, administrador da NOS Comunicações que afirma “ser este mais um projeto de colaboração com a autarquia de Vagos que promove a qualidade de vida dos cidadãos e as experiências tecnológicas onde quer que estas sejam úteis”.

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Vagos: Paulo Pimentel é o novo diretor da EPADRV


Paulo Jorge Abreu Pimentel é o novo diretor da Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural (EPADR) de Vagos. Venceu, pela diferença mínima (oito votos contra sete), as eleições realizadas no passado dia 25 de julho. O resultado do escrutínio já foi comunicado, por email, ao diretor-geral da Administração Escolar.
O novo dirigente, que há anos leciona em Águeda, vai suceder a Fernando Santos, que se encontrava à frente da instituição desde 2004, e que em abril deste ano apresentou a demissão, por motivos que nunca foram revelados. A gestão corrente da EPADR está, para já, a cargo da subdiretora, Oriana Marcelino, que chamou para adjunto Paulo Alves.
Natural e residente em Vagos, Paulo Pimental levou a melhor sobre a presidente do Conselho Geral daquele estabelecimento de ensino. Filomena Jesus Martins, que teve de renunciar ao cargo para poder ser admitida ao processo concursal, vai continuar, ao que apurou este jornal, a exercer a mesma função. Quanto ao terceiro candidato, João Queiroz Pinto, não obteve qualquer voto.
A eleição decorreu sem incidentes, tendo votado a totalidade dos quinze membros que integram o Conselho Geral – representantes do pessoal docente (5), não docente (1), pais e encarregados de educação (3), alunos (1), Santa Casa da Misericórdia de Vagos (1), Núcleo Empresarial de Vagos (1), e município de Vagos (3) enquanto entidade promotora.

Currículo. Do currículo de Paulo Pimentel, consta a presidência, durante sucessivos mandatos, da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco (CPCJ) de Vagos. Foi eleito em maio de 2007, quando já integrava a comissão restrita daquele órgão, em representação do Ministério da Educação. “Aceitei o cargo para trabalhar em equipa, em prol das crianças e jovens deste concelho, mas sem politiquices”, declarou, na altura.
Paralelamente, fez também parte, com Jorge Camarneiro e Ana Maria Calado, do conselho diretivo do Agrupamento de Escolas de Vagos, então liderado por Júlio Castro, tendo sido eleito por cerca de 88 por cento de votos, num universo de 270 eleitores.
Eduardo Jaques
Colaborador05

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Vagos Metal Fest ambiciona ser festival de referência a nível ibérico


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O cartaz ainda não está fechado, mas já se sabe que a histórica banda de power metal Helloween vai regressar a Portugal e será o cabeça de cartaz do segundo dia do Vagos Metal Fest. Nos dias 13 e 14 de agosto, a Quinta do Ega, em Vagos, vai voltar a ser o ponto de encontro dos aficionados do heavy metal.
Na sexta-feira, dia 17 de junho, o Município de Vagos e as duas empresas promotoras do evento – Metrónomo e Amazing Events – confirmaram os nomes já fechados do cartaz, que inclui algumas bandas nacionais e até uma da região, Godvlad.
Helloween, Thrash Metal, Dark Funeral, Discharge, RAMP, Godvlad, Tribulation e ainda os portugueses Bizarra Locomotiva e Heavenwood são portanto as primeiras confirmações deste festival.

Toda a reportagem na edição de 23 de junho de 2016 do Jornal da Bairrada

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5.º Jantar Conferência Jornal da Bairrada em Vagos: “Tudo o que corre bem a Vagos, é bom para Portugal”


O Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, destacou o exemplo do Município de Vagos “na revolução positiva que está a acontecer na indústria portuguesa”.
No 5.º Jantar Conferência do Jornal da Bairrada, realizado pela primeira vez em Vagos e em parceria com o Município, o Secretário de Estado parabenizou Silvério Regalado pelo “bom trabalho” realizado na área económica.

“Vocês são uns sortudos, não há muitos presidentes da Câmara como este.” Foi desta forma informal e revelando desde logo uma grande proximidade com Silvério Regalado, que o Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, se dirigiu a uma plateia de centena e meia de empresários, que participavam no 5.º jantar-conferência do Jornal da Bairrada, em Vagos, na penúltima quarta-feira, dia 1 de junho.A iniciativa contou ainda com a participação de Victor Neto, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro, e de José Couto, presidente do Conselho Empresarial do Centro (CEC).
Confessando que, desde a sua tomada de posse, mantém uma relação muito próxima com o presidente da Câmara de Vagos, João Vasconcelos teceu-lhe rasgados elogios, congratulando-o pelo seu trabalho. “A maneira como ele defende os vossos interesses, a maneira como ele luta pela atração de investimento para Vagos, a maneira como ele luta pelas empresas que já cá estão… é muito raro encontrar um presidente da câmara assim. És um dos melhores exemplos que conheço no país, desta nova geração de autarcas, que tem como prioridade não só o espaço público e a componente social, mas também uma componente económica, no apoio ao empreendedorismo, no apoio ao empresário e na criação de condições de qualidade de vida para atrair mais quadros para essas empresas.” Por tudo isso, deu os parabéns a Silvério Regalado, sublinhando que “tudo o que corre bem a Vagos, é bom para Portugal”.
Antes ainda de se dirigir ao restaurante O Barracão, onde decorreu o jantar, o Secretário de Estado passou pela Zona Industrial de Vagos, afirmando ter ficado com a ideia “que estamos num país diferente daquele que se ouve em Lisboa ou quando ligamos as televisões”. Admitiu que há problemas para resolver, de infraestruturas, custos de energia, etc., mas “há uma revolução a acontecer na indústria portuguesa e Vagos é um ótimo exemplo disso”. “Infelizmente, essa revolução é silenciosa, mas eu estarei cá para a testemunhar, do lado do governo sabemos aquilo que vocês estão a fazer todos os dias”, destacou.

Tecido empresarial aveirense “é irrequieto e ambicioso”. Frisando que estava na região pela 14.ª vez, o Secretário de Estado enalteceu o facto de Aveiro ser hoje “o terceiro maior distrito do país em volume de negócios, em valor acrescentado e em exportações”. Conhecedor do tecido empresarial da região, realçaria o facto de a região ter sabido manter a indústria tradicional “vibrante e competitiva”, assegurando inovação e transferência de tecnologia para as suas empresas.
Um tecido empresarial que classificou de “irrequieto e ambicioso”, que soube crescer, “respondendo a mercados externos altamente exigentes em circunstâncias de acesso ao crédito muitas vezes limitadas e num cenário de perda de recursos humanos qualificados para o estrangeiro”.
Em Vagos, o Secretário de Estado da Indústria deixou ainda a indicação de que “o Governo está apostado em ajudar as empresas a crescer”, apoiando-as no caminho para os mercados externos.
João Vasconcelos destacou, entre outras, as medidas do Programa de Reformas que se destinam “a apoiar a internacionalização e que consistem num programa orientado para atração de IDE para atividades de inovação, na promoção de clubes de fornecedores de PME para empresas estrangeiras de maior dimensão e no alargamento da capacidade exportadora do país através da qualificação das empresas.”
Sublinhou ainda que o governo está igualmente focado na criação de emprego, e no apoio a novas empresas criadas por uma nova geração de empreendedores.
Referiu-se ainda ao Startup Portugal, que consiste numa Estratégia Nacional para o Empreendedorismo e cujas medidas de apoio passam por “linhas de cofinanciamento com Capitais de Risco e com Business Angels, a criação de uma Rede Nacional de Incubadoras e de Fablabs ou a criação de vales de Incubação, que vão permitir disponibilizar 10 milhões de euros para contratar serviços às incubadoras”.
Já sobre a temática desta nova revolução, conhecida por Indústria 4.0, o Secretário de Estado destacou que se “caracteriza pela introdução de um conjunto de tecnologias digitais nos processos de produção, na relação entre os vários intervenientes na cadeia de valor, na relação com o cliente ou mesmo no modelo de negócio”. Uma revolução já em marcha em vários setores e onde é “fundamental investirmos”.
“A Europa tem de liderar a Internet da indústria e não pode ficar para trás, como fez com a Internet do consumo”, sublinhou, defendendo em Vagos “a integração e partilha de conhecimento, nomeadamente com centros tecnológicos, politécnicos e Universidades.”
Aos presentes deixaria ainda a indicação de que “ao Governo compete iniciar a discussão e criar condições para que possamos estar na linha da frente desta inovação”, enquanto que aos empresários “cabe estar atentos para que as oportunidades sejam bem aproveitadas.”
“Não há motivo para que não possa existir a partir de Portugal uma base qualificada de fornecedores de soluções de base para a Indústria 4.0 e para que as startups portuguesas não possam liderar no mercado global enquanto agentes de inovação dos setores mais tradicionais.”
Por isso, a tutela anunciou recentemente uma nova linha só para investir nessas startups: “São 10 milhões até ao fim do ano para empresas em early stage desenvolverem os seus produtos e protótipos, com apoios que podem ir até aos 500 mil euros por empresa.”

Problemas e soluções. José Couto, empresário com responsabilidade na gestão de empresas e presidente da direção do Conselho Empresarial do Centro/Câmara de Comércio e Indústria do Centro e vice-presidente do Conselho Geral da CIP (Confederação Empresarial de Portugal), começou por falar do paradigma da indústria que “se está a alterar”, tendo pela frente a 4.ª revolução industrial. Um desafio em relação ao qual é necessário perceber se Portugal está preparado: “As empresas portuguesas estão preparadas e reconhecem a importância deste desiderato?”, questionou.
Sendo a produtividade da indústria portuguesa baixa (cerca de 70% da média comunitária) e com uma intensidade tecnológica “abaixo das congéneres europeias”, avançou que “estamos abaixo do desejado”.
Por isso, acredita que no futuro haverá outra indústria – o que vai alterar o conceito de competitividade. As palavras de ordem são, segundo José Couto, “inovação, tecnologia e qualidade dos recursos humanos”, sendo também “incontornável a importância da inovação para a indústria 4.0.”
Daí que tenha sublinhado a esta plateia de empresários que “o processo industrial não pode passar ao lado da inovação tecnológica, porque só assim haverá saltos competitivos.”
“São as soluções tecnológicas adequadas e desenvolvimento dos recursos humanos que constituem a base dos pressupostos da Indústria 4.0.”, diria, acrescentando que “haverá então ganhos de produtividade, diminuição dos custos de produção, ganhos de margem e criação de empregos qualificados.”
José Couto defende ainda que o país precisa de trabalhar mais na interação entre empresas e centros de saber; assim como há que ter uma atitude dirigida e consequente no estabelecimento de parcerias.
Deixou ainda a indicação de que o Conselho Empresarial do Centro, há três anos, aquando da preparação do Portugal 2020, realizou um estudo que permitiu identificar um conjunto de constrangimentos e dificuldades: “dificuldade de comunicação entre empresas e estabelecimentos de ensino superior; falta de confiança; incapacidade de dar resposta em tempo útil às necessidades das empresas; fraca motivação por parte dos investigadores para trabalhar em conjunto com as empresas; fraca estrutura organizacional das empresas para adotar novos procedimentos; assim como os empresários das PME’s não reconheciam a importância do processo de investigação como fator de competitividade.” Um estudo realizado há três anos, mas que agora revisitado, resultou em respostas em muitos casos idênticas às daquela altura.
Este responsável destacou ainda a importância do Programa Qualificar para as empresas poderem entrar na Indústria 4.0.
Referiu ainda existir, hoje, uma forte perceção da importância do desenvolvimento e da introdução de tecnologias no processo produtivo por parte das PME’s que começam a reconhecer os centros tecnológicos como importantes parceiros.

4.ª Revolução Industrial. Victor Neto, investigador e professor auxiliar convidado do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro, falou aos presentes da importância e necessidade que as empresas têm em adaptar-se às novas tecnologias, “cada vez mais pequenas e mais potentes” e que estão em tudo: “atualmente, 90% dos computadores estão embebidos em equipamentos, nos nossos carros e em utensílios que usamos no dia a dia.”
Para este responsável, a Indústria 4.0 é a 4.ª revolução industrial, ou seja, aquela que quer “transformar toda a nossa produção e dar o salto para algo que incorpore mais tecnologia”. Com isto, quis dizer que, num futuro próximo, os produtos serão completamente personalizados, tornando cada um deles único, à necessidade do cliente/consumidor.
O resultado será mais produtividade em todos os aspetos e uma melhor eficiência de materiais (menos gastos com materiais, com energia).
Na ocasião, não deixou de destacar a importância das pessoas nesta revolução: “elas são um fator importante”, assim como sublinhou o desafio que será para as empresas “passar a utilizar menos recursos materiais e energéticos”, mas também “partilhar informação – tudo o que é conhecimento deve ser acessível a todos.”
Convicto de que surgirão novos modelos de negócio, Victor Neto terminaria dando a conhecer aos empresários o Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro, que trabalha na área da investigação e desenvolvimento de projetos, e também em cooperação com a sociedade.

Da ruralidade à industrialização

O anfitrião da noite foi o autarca Silvério Regalado, presidente da Câmara Municipal de Vagos.
Na ocasião, dirigiu-se ao Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, como um aliado, “um amigo da indústria”, que tem apoiado o município vaguense.
Perante a vasta plateia, Silvério Regalado referiu-se ao tema da conferência (Indústria) como “um setor que Vagos tem estimado muito ao longo dos últimos anos”. E, na realidade, quem passa pelas zonas industriais deste município, facilmente se apercebe da importância e investimentos ali realizados pela autarquia.
O edil recordou que, há apenas 25 anos, este era um concelho marcadamente rural e ao longo destas duas décadas e meia, sofreu grandes transformações. Muito devido a “empresas que, em Vagos, ajudaram nestes últimos anos a balança comercial do concelho de Vagos.” Por isso, avançou que o saldo das exportações é de 62 mil milhões de euros superior às importações, num concelho que exporta 172 mil milhões de euros e importa 110 mil milhões de euros.
E, sendo a indústria transformadora responsável por 45% da faturação das empresas no concelho de Vagos – na ordem dos 200 milhões de euros -, Silvério Regalado referiu-se ainda ao facto de o concelho registar a menor taxa de desemprego no país.
Durante o jantar, transmitiu ao Secretário de Estado um leque de preocupações, nomeadamente quanto ao processo da revisão dos fundos comunitários, que torne possível a ligação da A17, à ZI de Vagos e seguidamente à A25 e ao porto de Aveiro. Vias que considerou fundamentais e estruturantes para a competitividade das empresas do concelho. Depois, elencou ainda algumas preocupações relacionadas com a legislação sobre áreas industriais; licenciamentos industriais e ligação da energia elétrica.
Ainda que favorável à descentralização de competências para as autarquias locais, Silvério Regalado defendeu que estas têm de ser dotadas de recursos financeiros e humanos. “É preciso desburocratizar”, sublinhou, destacando ainda que “os empresários que aqui estão não andam à cata de subsídios do Governo. Só querem que os deixem trabalhar”.

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Milhares nas festas de Vagos


Servidas por uma programação cuidada e dinâmica, de novo com a “marca” da câmara, as festividades de Vagos voltaram a trazer milhares à sede do município. Seis dias de folguedo e de cultura, aliados à religiosidade popular, acabaram por dar a cobiçada dimensão ao evento.
Milhares que encheram literalmente o anfiteatro municipal, onde decorreu o concerto da banda portuguesa de pop/rap D.A.M.A, sigla para a expressão “Deixa-me Aclarar-te a Mente, Amigo”. A popular banda, de que fazem parte Francisco Pereira (Kasha), Miguel Coimbra e Miguel Cristovinho, autores da “Dá-me um segundo”, entusiasmou a assistência através da sua proverbial empatia.
Milhares, também, no santuário mariano de Nossa Senhora de Vagos, que acolheu a peregrinação anual dos devotos da região de Cantanhede, que ali cumpriram suas promessas. Uma “memória espiritual, cultural e geográfica”, que une os dois povos, confessaria um peregrino, em declarações a este jornal.
A presença do bispo diocesano, que de manhã presidiu à missa, concelebrando com sacerdotes do arciprestado de Vagos e de Cantanhede, serviu para celebrar Santa Maria de Vagos como “modelo da igreja que é Maria”.
A meio da tarde, antecedida do terço, cumpriu-se a cerimónia da bênção e distribuição do bodo, que este ano terá reunido cerca de uma centena de promessas. Mais de 20 mil pães, segundo fonte ligada à comissão, com Cantanhede e Varziela à cabeça.
Milhares, ainda, na procissão de velas, ligando o santuário ao centro da vila. Outra vez uma imensa manifestação de fé, testemunhada este ano por D. António Moiteiro, que também marcou presença.

Mérito reconhecido. Nas festas de Vagos destaque, por outro lado, para diversas iniciativas, de caráter cultural e recreativo. Desde logo a entrega de diplomas e medalhas de mérito, aos melhores alunos das escolas do Agrupamento de Escolas de Vagos, Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural (EPADR) e Colégio Diocesano Nossa Senhora da Apresentação de Calvão.
Na mesma ocasião, foram ainda entregues os prémios “Projeto Escolas Sustentáveis”.
No vertente cultural, Colégio de Calvão e Secundária de Vagos apresentaram, no jardim S. Sebastião, as provas de dança, teatro, arte e claque, exibidas nas “Escoliadas 2016”. Houve ainda desfile de moda, e o tradicional concerto da Banda Vaguense. No auditório do Centro de Educação e Recreio, o grupo de teatro “O Fantástico” levou à cena a peça “Há petróleo no Beato”. Lotação esgotada, tem reposição agendada para este sábado, dia 21.
Eduardo Jaques
Colaborador

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