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Cantanhede: Espetáculo Esperança a favor de Ângela Guerra


A Associação de Pais da EB2/3CNT (Escola Básica Marquês Marialva) em Cantanhede a pedido de algumas instituições do Agrupamento das Escolas Marquês Marialva, nomeadamente o PES (Projeto Promoção Educação para a Saúde), o grupo Desporto Escolar e Educação Física, a própria Escola e restante Comunidade Educativa, com a cooperação dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede, leva a efeito no próximo dia 31 maio, um evento de solidariedade, com a participação de ginastas de várias turmas e de Inês Santos (a tua cara não me é estranha). Aliás, os fundos angariados revertem a favor da recuperação da jovem Ângela Guerra.
O espetáculo Esperança realiza-se a partir das 18h no salão dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede e conta com a participação das turmas de expressão artística/dança do 7.ºC, 7.ºE e 8.ºD, orientados pela professora Clara Neves.

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Sangalhos: Mais de meia centena ajudados pela Cáritas


Mais de meia centena de famílias da freguesia de Sangalhos estão a receber ajuda do Grupo Paroquial da Cáritas de Sangalhos.
Um apoio só possível graças à generosidade da população que, nos últimos meses, tem contribuído de forma ímpar para com esta causa.
Vergite Rainho e Violeta Moreira integram o grupo de 12 elementos que compõe a Cáritas de Sangalhos e a JB fazem um balanço extremamente positivo das dádivas recebidas.
Embora esteja presente na freguesia desde a década de 90, a verdade é que o Grupo tem estado bastante ativo, muito por força da crise e dificuldades sócio-económicas que afetam muitos agregados familiares da freguesia.
Ambas reconhecem que o apelo feito aos paroquianos pelo pároco Manuel Melo foi determinante para o sucesso da recolha, até porque já houvera, há uns anos, iniciativa semelhante que não foi tão bem sucedida.

Sucesso da iniciativa. “O apelo feito na quaresma correu muito bem. Superou as expetativas e foram arrecadadas algumas centenas de géneros alimentares”, dizem-nos, dando conta de que “depois, sendo o dia 11 de abril – Dia da Partilha, no âmbito da Missão Jubiliar da Diocese de Aveiro, o apelo realizado, de novo, pelo pároco permitiu recolher mais de 700 quilos de géneros alimentares não perecíveis”.
Os paroquianos, nas missas, na Igreja Matriz e nas várias capelas e até no cartório foram deixando as suas dádivas. Daí a presença – que se vai manter porque a fome não acabou – nas missas na Igreja Matriz de um cesto em verga onde podem continuar a deixar alguns bens para que outros não passem fome.
Vergite Rainho e Violeta Moreira dizem que a Cáritas nunca ajudou tanta gente na freguesia e que não têm mãos a medir: “todos os dias chegam mais e mais pedidos de ajuda”. Idosos com pensões extremamente baixas, casais desempregados, com filhos a cargo, são situações com que se confrontam todos os dias.
“Chegam-nos com fome, porque têm as despensas vazias, não têm dinheiro para comprar medicamentos ou pagar água, luz ou gás”, revelam, sublinhando a dor de alma que sentem quando em determinados períodos pouco têm para partilhar. “É muito triste termos que dizer não, porque nos faltam géneros alimentares”. Por isso fazem um apelo para que os sangalhenses, dentro das suas possibilidades continuem a partilhar e a colaborar, já que estes pequenos gestos fazem a diferença na vida de muita famílias. “Infelizmente ainda temos muita fome envergonhada, mas as pessoas não têm que ter vergonha e devem pedir ajuda, para não sofrerem tanto”, dizem-nos lamentando não poderem dar apoios a estes agregados familiares todos os meses: “demos uma saca de bens no Natal, na Páscoa, agora em maio e vamos dar em finais de junho ou inícios de julho”.

Apelo à partilha continua. Mas de facto também nunca a população foi tão generosa e sensível a este flagelo e as dadívas vão chegando, ainda que em menor quantidade. Com as prateleiras a ficar agora mais vazias aguardam ainda receber a entrega anual do Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados (PCAAC) da Segurança Social e apelam à solidariedade de todos para que esta onda de partilha não pare.
CC

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Anadia: Caminhada Solidária a favor da APPACDM


A APPACDM de Anadia promove uma iniciativa de solidariedade, intitulada “1.ª Caminhada Solidária da APPACDM de Anadia”, no próximo dia 1 de maio, pelas 10h, na Praça da Juventude. O valor angariado será aplicado na requalificação do edifício sede da Organização.
A direção da APPACDM apela à participação e divulgação desta iniciativa.
“Associe-se a esta causa contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos nossos utentes/clientes”. O contributo mínimo é de 5€/pessoa (inclui kit de participação, e fica habilitado ao sorteio de 1 fim de semana para 2 pessoas, numa Pousada em Portugal).
Participem e deem visibilidade e força à SOLIDARIEDADE.
Contamos com a vossa presença!!

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Anadia: APPACDM organiza caminhada solidária


A APPACDM de Anadia vai organizar, no próximo dia 1 de maio (quarta-feira, feriado), a 1.ª Caminhada Solidária pelas ruas do centro de Anadia. O evento tem como objetivo principal a angariação de fundos para a APPACDM de Anadia, mas também sensibilizar a população em geral para a realização da atividade física, de forma a promover um estilo de vida saudável.
A iniciativa é dirigida ao público em geral e podem inscrever-se na APPACDM de Anadia ou através dos seguintes contatos: 231510460 / 231201451 / 919361376.
O percurso será realizado nas ruas do centro de Anadia, com uma distância de cerca de 4,5km, no entanto existe um percurso alternativo mais pequeno para crianças e pessoas de mobilidade reduzida, com encontro final na Praça da Juventude.
Participem e venham ajudar a APPACDM de Anadia neste evento de solidariedade.
Programa
10h – Concentração na Praça da Juventude; Entrega do kit de presença; 10h15 – Animação e aquecimento para a caminhada (alongamentos e coreografias); 10h30 – Início da caminhada; 11h30 – Fim da caminhada (alongamentos); 11h45 – Animação final; 12h15 – Fim das atividades.
Recomenda-se o uso de roupa e calçado adequado e confortável; que tome um bom pequeno-almoço antes da caminhada e que participe com boa disposição, pois vai haver muita alegria e animação.

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VNMonsarros: Direção do CAS apela à solidariedade da população


A direção do Centro de Apoio Social (CAS) da Freguesia de Vila Nova de Monsarros (Anadia) faz um apelo à participação da população da freguesia e amigos da instituição no jantar de angariação de fundos, que terá lugar na instituição, no próximo dia 26 de janeiro, pelas 20h.
Um evento que irá contar com a presença do diretor do Centro Distrital de Segurança Social de Aveiro.
A braços com graves problemas financeiros, a direção do CAS está esperançada que as gentes da freguesia sejam generosas neste período difícil que a instituição está a atravessar.

Empréstimo bancário agrava situação económica. Com as contas a negativo e com dívidas a fornecedores que ainda vão sendo compreensivos e pacientes, António Duarte, vice-presidente do CAS, revela que a situação, “muito delicada”, se deve ao empréstimo bancário realizado aquando da construção da instituição que custou cerca de um milhão de euros: “neste momento, os encargos bancários mensais rondam os quatro mil euros, com a agravante dos membros da direção terem ficado como avalistas”.
Um enorme problema, numa altura em que o país atravessa uma das maiores crises de que há memória.
No dia em que realizámos este trabalho (sexta-feira) a direção levou mais um balde de água fria: chegava, por mail, de Lisboa, a indicação de que a candidatura que a instituição fizera, há um ano, para ser apoiada financeiramente , fora indeferida.
A obra, que dá resposta às valências de Creche (13 utentes), Centro de Dia (30), Apoio Domiciliário (15) e prolongamento de horário ao 1.º CEB, foi alvo de um empréstimo bancário de 400 mil euros, faltando pagar, neste momento, ainda mais de metade da verba.

Gestão rigorosa. A braços com uma redução de utentes (parte infantil) e com idosos a pagar prestações mensais muito baixas (porque as reformas são irrisórias), no dia a dia, a instituição sente na pele as dificuldades com que se debatem muitos agregados familiares: “temos um dinheirão na rua por receber”, diz, ciente de que as pessoas começam a ter muitas dificuldades em honrar os seus compromissos.
Por isso, seguem uma gestão muito rigorosa, sem desperdícios: “chegamos ao final do mês a contar os trocos”.
Por isso, a Junta de Freguesia deliberou apoiar em 25 euros, cada criança colocada na Creche, o que mesmo assim não tem tido grande recetividade, já que as crianças vão escasseando na instituição.
Embora, neste momento, os salários estejam em dia, o mesmo não acontece com os subsídios dos cerca de 20 funcionários, já em atraso, devido às dificuldades financeiras.

Angariação de fundos é vital para a instituição. “Este jantar de angariação de fundos é para criar uma bolha de oxigénio”, diz António Duarte, sublinhando que “apenas a qualidade do serviço que é prestado a todos os utentes se mantém num elevado padrão”. “Se um dia a qualidade do serviço cair ou diminuir, mais vale fechar a porta”, admite.
Por isso, para manter a qualidade e a satisfação dos utentes, alguns projetos vão sendo adiados sucessivamente, na expetativa de melhores dias.
“O projeto do Lar não avançou, adiámos a compra de uma carrinha adaptada, a renovação do sistema informático e dos equipamentos para o Apoio Domiciliário, por falta de disponibilidade financeira, porque não temos outra alternativa”, diz.
Assim, a maior prioridade para 2013 passa por pagar a dívida ao banco.
Numa freguesia rural e serrana, cada vez mais envelhecida, a instituição constitui a única resposta social na zona: “é uma alegria ver esta casa cheia de idosos, mostra que a obra era necessária”, sublinha destacando ainda que a população começa, pouco a pouco, a aperceber-se da importância da instituição para a comunidade, sobretudo no apoio aos mais idosos.
O apelo vai agora no sentido de conseguir juntar à mesa nesta animada confraternização, mais de 200 pessoas.
O preço, por pessoa, é de 15 euros e o casal paga 25 euros. Na localidade existem várias listas para inscrições, que podem ser feitas até ao próximo dia 25.
Da ementa consta: sopa da pedra, medalhões de pescada com arroz primavera, porco e vaca estufados à padeiro e doces vários.
Catarina Cerca

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Anadia: Câmara oferece Cabaz de Natal a 65 famílias carenciadas


 

Sessenta e cinco famílias carenciadas, residentes no concelho de Anadia, tiveram um Natal mais aconchegado, depois de terem recebido, por parte da Câmara Municipal, um cabaz com alguns bens alimentares. Bacalhau, azeite, arroz, esparguete, açúcar, chocolates, pacotes de bolachas e bolo-rei são os bens que constavam do cabaz de Natal, entregue na penúltima quarta-feira, uns dias antes da Consoada.
A vice-presidente da CMA, Teresa Cardoso, explicou os objetivos da medida, antes da entrega dos cabazes, o que viria a acontecer mais tarde, de forma a não expor as famílias. “A Câmara disponibilizou do seu orçamento algum dinheiro a pensar nas famílias que vivem, neste momento, uma situação mais aflitiva.” O valor despendido foi de cerca de 1800 euros.
O levantamento das famílias foi feito com base nas medidas de política social em vigor no concelho: Fundo Social de Anadia; Cantina Social; Rendimento Social de Inserção (selecionados idosos com RSI com mais de 65 anos e famílias com RSI com 3 ou mais filhos); e Projeto CADI, promovido pela Santa Casa da Misericórdia de Anadia – famílias com apoio alimentar. “Sabemos que isto não resolve os seus problemas, mas é um contributo para uma noite que se quer especial”, frisou Teresa Cardoso.
Foi a primeira vez que a Câmara de Anadia avançou com uma medida deste género. “Poderá haver outras famílias, mas estas são aquelas que entendemos que deviam ser beneficiadas. Se mais houver, numa situação de emergência, cá estaremos para responder.”
A vice-presidente admite que “começa a haver cada vez mais carências no concelho, mas não nos chegam pedidos de ajuda”. Isso começa sim “a notar-se na educação, na escola, com carências das crianças, no atraso do pagamento da fatura da água, etc.” Teresa Cardoso considera que os pedidos de ajuda podem não ser solicitados “por desconhecimento de algumas medidas existentes, como é o caso da Cantina Social, mas também, em muitos casos, por vergonha”.

Cantina Social desconhecida de muitos. A Cantina Social é, no concelho de Anadia, promovida pelo Centro Social, Cultural e Recreativo da Freguesia de Avelãs de Cima. Constitui uma resposta social, que garante às pessoas e/ou famílias que mais necessitem, o acesso a refeições diárias gratuitas, no âmbito da Convenção da Rede Solidária de Cantinas Sociais para o Programa de Emergência Alimentar (PEA).
O principal objetivo é contribuir para a melhoria e qualidade de vida das pessoas e famílias em situação de grave carência social, destinando-se a ser utilizado, mediante o fornecimento de uma refeição diária, cujo consumo pode ser efetuado no domicílio ou no refeitório da instituição.
Não podem beneficiar do PEA, a(s) pessoa(s) e/ou família(s) que, sendo já utente(s) da instituição, beneficie(m) de alimentação e/ou refeições, por via da frequência de qualquer outra resposta social em que se encontra(m) inscrito(s); que seja(m) já apoiada(s) por qualquer outra via ao nível da alimentação.
“A Cantina Social pode servir 60 refeições/dia, mas a instituição de Avelãs de Cima ainda está longe de alcançar este número, muito por desconhecimento”, frisou a vice-presidente da Câmara, Teresa Cardoso.
Existe uma articulação entre instituições do concelho, de forma a que, se houver uma família carenciada no outro extremo do concelho, não fique sem refeição. O Centro Social RC de Pedralva está em articulação com a instituição Avelãs de Cima, de forma a fornecer refeições nessa área do concelho.

Oriana Pataco
oriana@jb.pt

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Anadia: Fundo Social da autarquia cada vez mais requisitado


Criado pela Câmara Municipal de Anadia em 2009, o Fundo Social “Por uma Causa Social!”, para apoiar famílias do município mais afetadas pela atual crise económica está a ser cada vez mais solicitado. Quem o admitiu foi o autarca Litério Marques que, na última reunião de executivo, tinha em cima da mesa mais duas candidaturas para analisar.
À Câmara Municipal já chegaram mais de três dezenas de candidaturas e, neste momento, os vários agregados familiares apoiados pela autarquia custam aos cofres do município cerca de mil euros por mês.
Embora nos primeiros anos não tenham chegado à Câmara Municipal muitos pedidos de ajuda, presentemente esta situação tem vindo a agravar-se, e em todas as reuniões de executivo são apreciadas várias candidaturas.
A JB Litério Marques confirma que o Regulamento criado pela autarquia é rigoroso, logo muitas candidaturas são rejeitadas, até porque é necessário aferir a veracidade de todas as candidaturas e ver se cumprem todos os requisitos. “Aqui não há facilitismos”, dando conta de que todas as candidatura devem ser apresentada no Gabinete da Rede Social (Centro Cultural de Anadia), seguindo depois trâmites legais rigorosos.
Com três anos de vida, o Fundo Social destina-se a apoio de estratos sociais mais afetados pela crise provocada pela atual situação económica, financeira e social. Contudo, o edil destaca que esta matéria, pela sua sensibilidade e delicadeza, obriga a que haja uma reavaliação de todos os casos semestralmente e enquanto se mantiver a situação de carência económica.
“A Câmara tem vindo a seguir e a dar atenção aos pareceres técnicos (Rede Social Anadia, Segurança Social, Finanças) que depois de analisados resultam em candidaturas que têm parecer favorável ou desfavorável por parte do executivo”, explicou, lamentando que muitas famílias do seu concelho tenham de recorrer a esta ajuda para sobreviver com alguma dignidade.
“O Fundo Social é o nosso contributo para a melhoria das condições de vida de famílias do concelho”, referiu, dando conta que a este Fundo se podem candidatar munícipes, com mais de 18 anos, não beneficiários de outros apoios para os mesmos fins, que se encontrem em situação de comprovada carência económica, resultante de fatores externos à sua vontade, nomeadamente, desemprego, doença ou qualquer outro fator provocado pela atual conjuntura económica.
O apoio pode ser utilizado em diversas áreas (Habitação, Saúde, Apoios Pontuais), consoante as necessidades apresentadas por cada agregado familiar, nomeadamente: apoio ao nível de despesas mensais; comparticipação no pagamento da mensalidade da água; de luz; no pagamento do valor mensal relativo a gás; géneros alimentícios; no pagamento de creches; despesas de habitação (renda ou prestação); despesas de saúde (medicação/ ajudas técnicas/ entre outros).

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Centro Social de Tamengos com capacidade máxima instalada


 

Ainda não completou três anos de existência e já está com lotação esgotada na valência de Centro de Dia. Desde que surgiu, em 2010, o Centro Social de Tamengos é já uma referência no apoio à terceira idade. Embora o acordo com a Segurança Social tenha sido inicialmente estabelecido para 15 idosos, a verdade é que até à data a instituição não conseguiu a sua revisão e consequente alargamento do acordo para 30 utentes.
Hoje, instituição apoia 31 idosos em Centro de Dia, todavia, já presta Apoio Domiciliário a alguns dos seus utentes de Centro de Dia mais necessitados de um apoio de retaguarda: “foi sempre filosofia desta casa nunca deixar um utente nosso desamparado, sem resposta”, diz Patrícia Carrilho, diretora técnica do Centro Social.
E se a instituição conseguiu aumentar o número de idosos, sem aumentar o quadro de pessoal, esta situação só foi possível, revela, graças a uma dinâmica única: “tudo isto se deve à equipa de colaboradoras (5), sempre muito unida. Têm um grande espírito de sacrifício e, como são pessoas da terra, conhecem muito bem todas as realidades e não se importam de dar várias horas de trabalho voluntário à instituição, sempre a pensarem no bem-estar dos mais idosos”, diz, orgulhosa.
Por isso, faz um balanço muito positivo da vida desta ainda jovem instituição que, apesar da conjuntura atual e das enormes dificuldades, consegue dar resposta a uma população envelhecida e carenciada.
A fazer-se, essa correção (acordo com a Segurança Social) seria um “desafogo financeiro” para a instituição, que precisa, com urgência, de adquirir uma viatura de dois lugares, sobretudo para as entregas de refeições no domiciliário. “Só temos uma carrinha de nove lugares e é muito complicado coordenar idas ao médico, entrega de refeições e outras atividades com apenas um veículo”, diz.
Por outro lado, Patrícia Carrilho dá conta de que os utentes pagam o que podem com base nas sua pensões que são muito baixas, sem sobrecarregar a família, usufruindo de um leque de serviços: alimentação (pequeno- almoço, almoço, lanche, jantar, acompanhamento a consultas, dispondo a instituição, às quintas-feiras, dos serviços de um enfermeiro, da Universidade Sénior da Curia, que faz medição de tensão arterial, verificação dos níveis de colesterol e glicémia, e curativos.

Evento diferente em julho. Para o dia 21 de julho está em preparação um evento diferente, que poderá ser um lanche ou jantar. A ideia, desta vez, é envolver os comerciantes (lojas, restaurantes, cafés, bazares, farmácia, associações), trazendo-os à instituição para darem a conhecer e promover os seus produtos. “Convidamos esses comerciantes, para que ao microfone, ou através de uma tarja, ou de outra forma, possam, durante o evento, promover e fazer publicidade ao seu espaço comercial”, diz, dando conta de que, desta forma, a instituição pretende dar a conhecer aos utentes, familiares e amigos presentes todas as potencialidades e riqueza da freguesia. “Fica ao critério de cada um e da sua capacidade de ser original dar a conhecer os seus produtos durante o evento.”

“Campo de férias para os mais novos”. O Centro Social dispõe, pela primeira vez, este ano, de um plano de férias de verão para crianças, sobretudo para aquelas que já usufruem do ATL prestado pela instituição.
Durante os meses de julho e agosto, as crianças que se inscreverem vão usufruir de um conjunto de atividades lúdicas, culturais e recreativas proporcionadas pela instituição, incluindo idas à praia, ao Luso, a Cantanhede e à Mealhada.
O preço varia entre os 35 e os 70 euros, de acordo com o escalão do IRS do agregado familiar. As atividades são pagas à parte, bem como o almoço, que será apenas de 1,75 euros. O horário desta ocupação de tempos livres será ajustado mediante as necessidades dos pais.
“A Câmara cobra 2 euros pelos almoços, em períodos de interrupção letiva. Nós conseguimos fazer um preço mais baixo, assim como pelas atividades só cobramos o que elas efetivamente custam. Não levamos nem um tostão a mais”, avança.

Trabalhos com muito amor. A Animadora Social da instituição, Sónia Cruz, encontrou uma boa maneira de manter as suas idosas ativas e motivadas.
Desde a abertura da instituição, as idosas foram desafiadas a frequentar um pequeno ateliê de bordados e crochê. Destas habilidosas mãos saem originais tapetes, carpetes, molduras, estojos, terços em renda, porta-moedas, porta-canetas e carteiras feitos com o mais variado tipo de materiais: felpo, renda e tecido.
Uma forma salutar de ocupar o tempo, uma terapia bastante motivadora.
“São pequenos mimos, lembranças”, diz Patrícia Carrilho, recordando que o grupo aceita encomendas, por exemplo, para baptizados, comunhões e outros.
Os vários artigos estão à venda por preços meramente simbólicos no Centro de Dia e no ATL.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Anadia: Parceiros da Rede Social dão a conhecer atividades


A Associação Cultural de Anadia e a Associação dos Amigos da Música de Anadia deixaram de fazer parte do Conselho Local de Ação Social de Anadia (CLAS). Esta decisão foi conhecida no último plenário do CLAS Anadia e, como explicou Dora Gomes, responsável pela Rede Social de Anadia, deve-se ao regulamento interno do CLAS e à própria Lei: “são duas instituições que têm estado ausentes e não mostraram qualquer interesse em continuar no CLAS de Anadia”, que integra presentemente 56 parceiros.

Agenda preenchida. O plenário, que teve lugar na última quinta-feira, dia 24 de maio, no Museu do Vinho Bairrada, serviu ainda para dar a conhecer o plano de ação para 2012. Um ano repleto de ações e iniciativas voltadas para a infância e terceira idade, envolvendo ativamente todos os parceiros.
Assim, no âmbito do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre gerações, estão em implementação no concelho os projetos “Viver Só, Mais Protegido!” e “Conhecer o Isolamento na Terceira Idade”.
Aos presentes, Dora Gomes fez saber que, em junho, começará a rubrica “Era Uma Vez…”; assim como o cinema regressará, a 13 de julho, para os mais pequenos, com o filme infantil Lorax. Ainda a 18 de junho, terá lugar um workshop sobre “Violência contra Idosos” e mais tarde, a 28, decorrerá uma sessão para debater questões da Terceira Idade. Em outubro, o Dia do Idoso será assinalado com teatro e neste mesmo mês decorrerá mais uma edição da Feira Social.

Balanço muito positivo. O balanço das atividades realizadas nos últimos meses não poderia ser mais positivo. De janeiro a maio, a Rede Social de Anadia conseguiu colocar em marcha um conjunto de projetos nas mais diversas áreas. Numa breve retrospetiva dos trabalhos desenvolvidos, o destaque vai para uma palestra sobre Segurança na Terceira Idade; Desfile “Anadia o Carnaval Social”; idas ao cinema; “Brincando com a Dança”; “Movimento sénior é vida!”, que tem já a próxima “aula” marcada para o dia 13 de junho, no Velódromo Nacional, em Sangalhos. Em curso estão ainda os programas “Leitura sem idade” e o “Espaço Internet/Internet no Espaço”.
Durante o plenário, Tiago Mota, gerontólogo do projeto AIDCI (Atividades de Intervenção em Doentes Crónicos e Idosos) da Misericórdia de Anadia, fez um balanço deste projeto destinado a melhorar a qualidade de vida das pessoas idosas com declínio cognitivo ligeiro ou com síndrome demencial.
Também Joana Santiago, da ACIB, deu a conhecer o Gabinete de Inserção Profissional, localizado em Anadia e que visa apoiar jovens e adultos desempregados.
A enfermeira Fernanda Fernandes falou aos parceiros do Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância, que pretende apoiar crianças dos zero aos seis anos em risco grave de atraso no desenvolvimento e suas famílias. A funcionar a partir do Centro de Saúde da Mealhada, neste momento identificou, assegura vigilância e encaminhou 40 crianças, das quais 12 do concelho de Anadia.
Também a Loja Social “Salpicos de Carinho” tem um balanço muito positivo da sua atuação. Criada em dezembro de 2010, já ajudou 102 famílias e equipou duas habitações. A funcionar numa loja no Mercado Municipal, este espaço está aberto às terças-feiras, das 9 às 11h e nos 1.º e 3.º sábados de cada mês, das 10 às 12h. Já entregou uma bicicleta, sete camas, cinco colchões, dois cadeirões, três sofás, três carrinhos de bebé, três guarda fatos, duas secretárias e uma máquina de lavar roupa.

Catarina Cerca

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Obra vai melhorar a qualidade de vida dos idosos da freguesia de Amoreira da Gândara


No próximo dia 26 de maio, a Casa do Povo de Amoreira da Gândara vai promover um almoço de angariação de fundos para as obras de ampliação e remodelação das suas atuais instalações. O evento marca o início de uma nova fase na história da Casa do Povo, mas servirá também para assinalar a comemoração dos 40 anos da instituição.
Manuel Ferreira, presidente da direção, avança que as obras em curso visam “criar condições de funcionamento dignas e adequadas às necessidades dos atuais e futuros beneficiários”.

Em que pé estão as obras para ampliação e remodelação do Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário da Casa do Povo de Amoreira da Gândara?
As obras foram iniciadas muito recentemente, mas estão a andar a um bom ritmo. Finalmente, ao fim de cerca de oito anos, foram ultrapassados todos os trâmites burocráticos com que nos vínhamos a confrontar. Foi um processo bastante duro e delicado que nos custou até à data cerca de 27 mil euros em documentos, projetos e licenças. Agora, a instituição vê finalmente nascer a obra que vai mudar o futuro dos nossos idosos em rumo a uma melhor qualidade de vida.

Para quando a inauguração?
O ideal seria dentro de dois anos fazermos a inauguração, contudo temos consciência que esse é um objetivo pouco realista e, por isso, acrescentámos na cláusula do contrato que este prazo poderia ser prolongado consoante a disponibilidade financeira da instituição. Pelo facto de não possuirmos licença de utilização, a instituição não se pode candidatar a projetos que financiem esta obra. Assim sendo, tudo vai depender do tempo que a Casa do Povo demorará para angariar o montante de 523.470 euros (sem IVA), valor pelo qual foi adjudicada a obra e que a instituição não consegue amealhar exclusivamente com fundos próprios.

Pensam fazer entretanto novo almoço para angariação de fundos?
Sem dúvida que sim. A Casa do Povo nunca fez absolutamente nada para angariar fundos, tendo começado apenas há cerca de dois anos através da realização de algumas atividades e eventos com esse fim. O primeiro almoço de angariação de fundos ocorreu no ano passado e o balanço foi bastante positivo, pelo que temos previsto realizar um almoço com este fim todos os anos. Este segundo almoço, a realizar já no próximo dia 26 de maio, além de marcar o início de uma nova fase na história da Casa do Povo devido ao início das obras, vem também assinalar a comemoração dos 40 anos da instituição.

De que forma esta obra será uma mais-valia para a população?
A instituição está localizada num meio rural, com uma população envelhecida e daí que a nossa prioridade recaia na terceira idade que tem apresentado problemas cada vez mais complexos. Pretendemos, assim, criar condições de funcionamento dignas e adequadas às necessidades dos atuais e futuros beneficiários. Neste sentido, as novas instalações irão permitir apostar numa maior diversidade de serviços que respondam mais adequadamente às necessidades da população.
Por este motivo, considerarmos que todos são uma parte interessada no crescimento da nossa instituição, tendo em conta que em todas as famílias existem ou poderão vir a existir idosos. Esta obra não é um capricho nosso, é do interesse de todos. De facto, trata-se de uma obra que além de necessária é obrigatória, pois sem ela não conseguimos responder aos requisitos mínimos legais de funcionamento e, consequentemente, não conseguimos a licença de utilização, o que poderá determinar o encerramento da instituição, com todas as consequências que comporta para os nossos colaboradores, clientes e familiares.
Com a conclusão da obra teremos mais oportunidades de crescimento e consideramos que o nosso crescimento também representa o crescimento social e económico da freguesia.

Que outros projetos tem a instituição em vista, a curto, médio e longo prazo?
A curto prazo temos uma candidatura para formação interna destinada às colaboradoras da instituição e ainda possuímos uma candidatura para um curso EFA (Educação e Formação de Adultos) destinado a pessoas desempregadas da comunidade. Mas a verdade é que o nosso projeto prioritário passa pela ampliação e remodelação do Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário. Para o conseguirmos concretizar, a instituição está a concentrar aqui todos os seus esforços, tendo vindo a realizar atividades e tendo ainda algumas previstas até ao fim do ano com o objetivo de angariar fundos. Apenas com esta obra conseguiremos iniciar um novo ciclo de desenvolvimento que nos permite obter a licença que irá colocar-nos na legalidade e extinguir os entraves burocráticos de acesso a novos projetos. Depois desta fase será muito mais fácil o acesso futuro a financiamento para pensarmos num outro projeto, este a longo prazo: a construção do Lar. É por este motivo que a obra ficará com uma estrutura preparada para futuramente se proceder à construção do Lar no piso superior, sendo esta também uma lacuna na freguesia com tendência para se agravar.

Quais as principais dificuldades com que a instituição se tem deparado diariamente?
As nossas grandes dificuldades passam pelas instalações antigas, deterioradas e desadaptadas face aos serviços que são prestados e ao número de clientes a quem damos apoio. Se pensarmos que ao nível da terceira idade o Centro de Dia e o Serviço de Apoio Domiciliário surgiram com cinco clientes cada e que, neste momento, as mesmas infraestruturas servem para apoiar 40 idosos em Centro de Dia e 50 em Serviço de Apoio Domiciliário, percebemos a urgência da execução desta obra.
É de realçar que a instituição não possui licença de utilização, sendo esta apenas dada no fim da obra. Contudo, por controverso que seja, a falta deste documento impede a nossa candidatura a qualquer projeto, inviabilizando a execução da obra com apoios. Vemos muitas vezes instituições a candidatarem-se a projetos de grande envergadura e a crescerem cada vez mais e nós que necessitamos tanto, vemos as nossas instalações a deteriorarem-se de dia para dia com gastos cada vez mais elevados ao nível da sua manutenção.

A resposta à terceira idade é a vossa maior dor de cabeça?
Constatamos também, cada vez mais, maior especificidade nos serviços solicitados pela população e confrontamo-nos com falta de recursos para dar resposta a alguns deles. Efetivamente, as problemáticas que vão surgindo associadas à terceira idade lançam-nos desafios diários aos quais pretendemos dar resposta. Com todos estes constrangimentos, existe uma luta diária e um grande esforço de todos os colaboradores para dar respostas adequadas.
De facto, as nossas dificuldades não passam só pela falta de condições que temos para os nossos clientes, mas também pela falta de condições físicas para os nossos colaboradores. Podemo-nos, contudo, congratular por possuir uma equipa de colaboradores bastante motivada, que faz com que consigamos cativar os nossos clientes, mesmo não tendo as infraestruturas minimamente apelativas ou adequadas, o que significa que dispomos de menores recursos, mas revelamos méritos e capacidades.
Por outro lado, somos confrontados com atrasos mais frequentes no pagamento das mensalidades, fruto das dificuldades que as famílias apresentam face à atual conjuntura socioeconómica. Apesar deste cenário, não se tem verificado diminuição no número de clientes, o que demonstra que a instituição constitui um bem precioso que mesmo com o decréscimo de rendimentos as famílias não querem ou não podem prescindir.

Posted in A. da Gândara, Anadia, Por Terras da Bairrada Comentários

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