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Escola Profissional da Mealhada mostra tradições portuguesas a países europeus


A Escola Profissional da Mealhada vai receber, de 3 a 9 de Abril, 60 alunos e professores, representantes de 15 países europeus, no âmbito do projecto “Tradições pela Europa Sem Fronteiras” (“Traditions around Europe without Borders”, nome original). A Escola Profissional da Mealhada será, assim, anfitriã desta acção europeia, que visa fomentar a interculturalidade, dando a conhecer aos parceiros do projecto a cultura e as tradições de cada país. A semana será, pois preenchida com uma série de iniciativas de âmbito cultural e turístico.

A Turquia e a Gran Canária foram as primeiras anfitriãs dos encontros de trabalho do projecto “Tradições pela Europa Sem Fronteiras”. Agora é a vez de Portugal e cabe precisamente à Mealhada, através da Escola Profissional Vasconcellos Lebre, ser a anfitriã do terceiro encontro e dar a conhecer aos seus parceiros um pouco das tradições do povo português, do concelho da Mealhada, da região Centro e do país, estando incluídas no programa visitas ao Luso, à Mata Nacional do Bussaco, às Caves Messias, à Universidade de Coimbra, a Conímbriga, Costa Nova, Aveiro e ao Douro, às Caves do Vinho do Porto.

A acção envolve 60 alunos e professores de países europeus e procura fomentar a partilha de tradições e costumes, a troca de experiências e saberes entre os diferentes intervenientes, nomeadamente no que diz respeito ao período de férias da Páscoa. Aliás, “Usos e Costumes do Período das Férias da Páscoa” será o tema da acção e muitos aspectos, que vão da música, às histórias e lendas, passando pela gastronomia, fazem parte do programa cultural previsto para esta semana.

As representações da Alemanha, Bulgária, Eslovénia, Espanha, Estónia, França, Grécia, Hungria, Inglaterra, Itália, Lituânia, Polónia, Roménia e Turquia vão juntar-se, no próximo domingo, dia 3 de Abril, à de Portugal. O programa começa, contudo, na segunda-feira, dia 4 de Abril, com a recepção de boas-vindas, pelas 9h, na Escola Profissional da Mealhada, à qual se seguirá uma demonstração de dança dos alunos da escola profissional, o “Jogo da Cantarinha” e uma visita à vila do Luso e à Mata Nacional do Bussaco.

O programa estende-se por mais cinco dias, durante os quais, entre momentos culturais e visitas turísticas à região, se vão realizando as reuniões dos parceiros para avaliação do projecto “Tradições pela Europa Sem Fronteiras”, que procuram, sobretudo, fazer um balanço do trabalho já realizado e programar outras iniciativas de futuro. O encontro termina na sexta-feira, dia 8 de Abril, sendo que os participantes apenas deixam a Mealhada no sábado, dia 9 de Abril.

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Pedralva recria matança do porco


 

Tal como foi nos anos 30/50, a aldeia da Pedralva vem já há mais de 25 anos a recriar a matança do porco que, noutros tempos, era feita não só na localidade da Pedralva, como na região da Bairrada. Esta é uma iniciativa levada a cabo pelo Grupo Folclórico da Pedralva, na sua sede, para ser apreciada por entendidos, mas também para ser degustada por todos os que nesta festa quiseram estar.
O início da festa é antecedido por uma semana de exaustivos trabalhos, e foi pelas 8h que o “mestre” (matador) deu o sinal para se começarem os serviços, ditando desta forma: “-Está toda a gente presente… então que saia uma rodada de aguardente”! Todos molham a garganta com a mais fina aguardente, produção das suas terras, com vários anos de envelhecimento em pipos de carvalho. É neste ponto que se “agarra” a coragem necessária para matar o suíno. O “picar” do porco é o serviço mais melindroso do dia, mesmo sendo feito por um matador já experiente, assim, nunca se facilita, e procura-se sempre, que o mesmo matador venha ano após ano. A título de curiosidade, noutros tempos o “animal escolhido” seria por norma uma fêmea que tenha dado várias ninhadas de leitões, ou numa outra opção, uma fêmea “má parideira”, aquelas que pisavam os leitões, os mordia ou não deixava “mamar”.
E lá diz o provérbio que «porco sangrado… tem que ser regado», uma vez mais o pessoal beberica um pouco de aguardente ou se o matador preferir, uma fina jeropiga. Dá-se início aos trabalhos de limpeza do animal, chamuscando-o com caruma (agulhas de pinheiro) e onde o lume já não chega, limpa-se minuciosamente a carcaça com sal e telha. Na viragem do corpo do animal, as mulheres já preparam e começam a servir as “lágrimas do porco”, que consiste em sangue cozido esfarelado e temperado com alho, azeite e vinagre, acompanhando com boroa de milho. O sangue que não foi usado (e muito!) serve para se fazer o sarrabulho, que é servido em caçoilas de barro preto, juntamente com batata cozida, sumo de laranja, sal, alho, pimenta, carne de lombo e pedacinhos de fígado e de bofe. Durante a confecção do mesmo, os convidados vão provando as fêveras assadas na telha, apenas temperadas com sal, apenas para ir “abrindo o apetite”.
A segunda degustação, já no prolongar da tarde, consiste em “ossos ao vinho”, torresmos, rojões e as “papas” de abóbora menina com ciscos, assim como o vinho tinto e a boroa de milho para acompanhar. No final, o grupo ofereceu uma noite de fados de Coimbra, para o culminar desta festa.
Deve-se acrescentar que o grupo tem vindo a “apurar” esta tradição, mantendo-se sempre fiéis à tradição desta actividade. A comprovar, os apreciadores destes convívios são cada vez mais, tendo vindo a aumentar de ano para ano.
Para o Grupo Folclórico da Pedralva, a matança tem uma especial importância, pelo facto de se manter a tradição e também para divulgar a aldeia, assim como receber os amigos que o visitam. Desta forma, o grupo agradece a presença de todos, desde populares ao concelho técnico da Federação de Folclore Português, contando com estas presença e mais ainda no próximo ano.

Diana Moreira

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Soza: Papas na Festa de São Sebastião


É já no próximo sábado, dia 22 de Janeiro de 2011, que Soza acolhe, a tradição das “papas” nas novenas, inserida na Festa em Honra a São Sebastião. Os festejos tem início com a novena, às 20h, na Capela Senhor dos Passos seguida da tradicional oferta das papas de abóbora aos participantes. No final, decorre o baile tradicional com um grupo musical. No dia seguinte, pelas 15h00, tem início a missa e a tradicional procissão em honra a São Sebastão.

A tradição das papas surgiu, decorria o ano de 1970, quando um grupo de jovens regressados da guerra do Ultramar resolveu fazer uma festa no ano seguinte (1971) ao Mártir São Sebastião, por agradecimento do regresso, sãos e salvos. Ficou acordado que os festejos seriam essencialmente religiosos e que não haveria lançamento de foguetes porque, para quem regressava de uma guerra, mantinha na recordação e no ouvido os disparos das armas mortíferas.
A festa a S. Sebastião já era habitual fazer-se desde tempos imemoráveis e esta já era precedida de uma novena rezada na capela do próprio Santo, por um homem do povo, crente e devoto do patrono.
Como já há anos não se realizavam as novenas, foi difícil encontrar pessoa para o fazer, mas o António João ofereceu-se para esse serviço, sendo, pela primeira vez, distribuídas folhas com a ladainha e cânticos próprios (já centenários).
Assistiam às novenas homens, mulheres e muitos jovens. Era já tradição dizer aos jovens que, no último dia da novena deveriam levar uma colher, porque havia uma senhora que daria papas de abóbora. Não se sabe se em tempos remotos alguma vez foi feita tal oferta, no entanto, os jovens lá iam com a sua colher escondida, desconfiados da dádiva das papas que nunca apareciam.
Foi, então, que esse grupo de jovens, regressados do Ultramar, de se lembrarem desses anos que nunca tiveram as ditas papas, que resolveram, pela primeira vez, fazer, em frente à capela, uma fogueira onde os familiares dos mordomos confeccionaram as tão ansiadas papas de abóbora. Foi aqui que começou, então, a tal tradição das “papas de abóbora” que, ao longo dos anos, tem vindo a aumentar significativamente, o número de caldeiras de papas, para guloseima das inúmeras pessoas que se deslocam ao local, muitas delas vindas de outros lugares.
Um agradecimento especial a Mário Pedro Moreira pela cedência da informação que aqui expomos sobre a tradição das “Papas”.

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Matança de porco faz reviver o passado na Palhaça


O Grupo Folclórico São Pedro da Palhaça voltou, mais uma vez, a realizar uma matança de porco à moda antiga. A iniciativa, que vai na sua 15.ª edição, decorreu, no passado dia 14 de Março, e voltou a atrair uma multidão que reviveu, na prática, como era feita a matança do porco de antigamente.
Os presentes puderam ainda deliciar-se com aqueles deliciosos rojões, preparados com todo o carinho e cuidado pelas cozinheiras de serviço.
Felizmente, S.Pedro proporcionou um grande dia, brindado pelo sol, o que ajudou bastante para que se revivesse uma grande tarde de tradições, usos e costumes antigos.
Patente também nos olhos de alguns dos participantes a emoção e saudade, já que, no passado, fizeram aquele tipo de matança, o que permite concluir que a matança tradicional, realizada pelo Rancho, é revivida de forma correcta.
Acrescente-se ainda que esta foi a primeira actividade que a nova direcção do grupo realizou, desde que tomou posse no dia de 4 Dezembro de 2009.
A partir das 15h, teve lugar a actuação do grupo folclórico e logo de seguida deram entrada Loureiro de Barcelos e Adília, que abrilhantaram o final de tarde com o cantar ao desafio.

Novos corpos sociais. Paulo Figueiredo, presidente; Victor Ferreira, vice-presidente; Ana Paula Batista, 1.ª Secretária; Rui Oliveira, 2.º Secretário; José Carlos Ribeiro, 1.º Vogal e Luciana Santos, 2.ª Vogal.

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Santa Casa promove Festival de Arroz


Um Festival de Arroz é a grande aposta da Santa Casa da Misericórdia de Oliveira do Bairro, com o objectivo de angariar fundos para a construção de uma Unidade de Cuidados Continuados. O evento realiza-se, no dia 28 de Maio, pelas 19h, no Espaço Inovação em Vila Verde.

De acordo com o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Oliveira do Bairro, José Soares, “o arroz vai ser rei nas suas mais variadas formas de ser confeccionado, durante uma noite, tendo o rio Cértima e Levira como principais motivos e inserido num meio com fortes tradições no cultivo arroz, com todo o enquadramento paisagístico que é um dos mais belos de toda a região ”.

José Soares garante que se “aguardam várias surpresas e o reviver de muitas tradições. Não vai ser só a sua confecção, mas também toda a envolvência”.

Afirma ainda que “os galos e os patos já estão em fase de crescimento, tratados com milho e couves caseiras, com destino traçado para serem um dos vários condimentos a apresentar”.

A cultura do arroz, desde sempre, esteve ligada ao concelho de Oliveira do Bairro. Os extensos campos de arroz, localizados no Cértima, após alguns anos de abandono, estão de novo a ser cultivados.

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