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Defesa pede pena de cadeia, mas suspensa, para traficante de droga


Parece não haver grandes dúvidas de que Cátia S.,detida pela GNR em março de 2011, na estrada da Murta, em Oliveira do Bairro, onde terá atirado para o chão duas caixas com droga, possa ser condenada numa pena de prisão pelo crime de tráfico de estupefacientes de que está acusada. Na última sessão do julgamento, o advogado de defesa, Mário Tarenta, perante a prova feita em sede de audiência, alegou que a jovem está a reconstruir a vida, pelo que numa possível condenação numa pena de prisão deverá ser suspensa na sua execução.
Cátia S. vive, atualmente, em França, onde foi mãe recentemente e, devido a problemas de saúde do filho, não pôde estar presente no julgamento, apesar do seu advogado ter dito que a arguida estaria presente na segunda sessão.

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Julgamento de agressor de mulher adiado por ataque de epilepsia


Um homem de 58 anos, residente no concelho de Oliveira do Bairro, acusado de um crime de violência doméstica, sofreu um ataque de epilepsia, na penúltima quarta-feira, no início do seu julgamento, obrigando à intervenção dos Bombeiros. O julgamento mal tinha começado e numa altura em que estava a ser feito um requerimento do advogado da assistente para excluir a possibilidade da presença de jornalistas e de público, o arguido começou a sentir-se mal. Acabaria por sofrer duas crises de epilepsia, tendo sido transportado para o Hospital Infante D. Pedro, em Aveiro. O julgamento foi adiado para janeiro de 2015.
De acordo com a acusação, o arguido é casado há 32 anos e desde o primeiro ano de casamento que se começou a dirigir à mulher, pelo menos uma vez por mês, chamando-lhe “p…, vaca, ladra e bêbada” e dizendo-lhe: “qualquer dia parto-te os dentes todos, qualquer dia mato-te e mato-me a mim. Mato-te como se faz a um porco, amanho-te, sangro-te e penduro-te”.
Durante o casamento e, pelo menos seis vezes, o arguido desferiu palmadas na cara da mulher e em algumas situações na presença da filha do casal, que está arrolada como testemunha.
Ainda segundo acusação, as discussões entre casal agravaram-se, desde 2011, motivadas por relacionamentos extraconjugais do arguido.

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PDM de Anadia de novo em discussão pública


A Câmara Municipal de Anadia pode avançar novamente com o período de discussão pública do seu Plano Diretor Municipal (PDM).
Depois da Quercus ter interposto contra o Município de Anadia uma Providência Cautelar, com vista à suspensão da consulta pública do PDM, providência essa aceite em julho pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro, suspendendo a consulta pública que já estava a decorrer, veio agora o mesmo Tribunal decidir, na passada semana, a favor do Município, ou seja julgar improcedente o presente Processo Cautelar, indeferindo o pedido formulado pela Quercus.
Por isso, o PDM vai voltar a estar, dentro de dias, novamente em consulta pública, já que o Tribunal recusou a Providência Cautelar interposta pela Quercus.
No despacho do Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro é referido não constituir perigo ou risco o facto do PDM ir de novo para consulta pública antes da decisão final da ação principal que ainda está a decorrer, e na qual a Quercus defende que o PDM de Anadia só será definitivo depois do parecer final da CNREN (Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional).

Autarquia congratula-se com decisão do Tribunal. A JB, a presidente de Câmara Municipal de Anadia, Teresa Cardoso, parca em palavras, lamenta que Anadia tenha estado três meses com o período de discussão pública do PDM suspenso, congratulando-se com a decisão do Tribunal que vem dar razão à contestação apresentada pelo Município.
Uma vez mais, reafirma que este revés pretendeu apenas atrasar o processo, até porque afirma que estavam reunidos todos os pressupostos para avançar com a discussão pública da 1.ª revisão do PDM.
A edil, que deu conhecimento da decisão do Tribunal ao executivo, propôs na reunião de câmara (realizada ontem, dia 5) para que este delibere no sentido de prorrogar, em mais trinta dias, o período de discussão pública da proposta da Primeira Revisão do Plano Diretor Municipal de Anadia, com o objetivo de dar a conhecer publicamente o teor do parecer da CNREN.
JB sabe que a Quercus vai recorrer da decisão relativa à Providência Cautelar.
Catarina Cerca

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Jovem confessa ter assaltado quiosque, mas nega ter levado 141 maços de tabaco


Um jovem de 22 anos, de S. Bernardo, acusado da prática de um crime de furto qualificado, detido, preventivamente, em Leiria à ordem de um outro processo, confessou na penúltima quarta-feira, que assaltou um quiosque em Oiã, num período menos bom da sua vida. No entanto, o arguido garantiu ao Tribunal só ter levado 14 maços de tabaco e não 141 como é descrito na acusação. O próprio funcionário do quiosque disse não se lembrar da quantidade, afirmando que só se lembrava que o prejuízo rondava os 500 euros e que o assalto demorou cerca de um minuto. Uma declaração que levou a defesa a alegar que o arguido não teve tempo para meter os 141 maços de tabaco dentro da mochila. A causídica referiu ainda que o arguido está há quase um ano privado da liberdade e que se mostrou disponível para ressarcir os prejuízos causados.

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Arguido não resiste às alegações do Ministério Público e acaba no Hospital


Fernando H., residente em Oliveira do Bairro, que está a ser julgado pela alegada prática de um crime de violência doméstica, não “resistiu” às alegações do Ministério Público, na última sexta-feira, e teve que ser assistido e transportado pelos Bombeiros para o Hospital de Águeda.
A Procuradora ia com as alegações a meio, quando o arguido disse estar aflito e que não se estava a sentir bem. Perante a indisposição, a juíza solicitou que fosse chamado o INEM, que acabaria por transportá-lo para o Hospital de Águeda. Chegado às urgências, o arguido veio embora e não quis ser assistido. Na terça-feira, as alegações prosseguiram.
Recorde-se que a mulher do arguido morreu em setembro de 2013, ao que tudo indica por faltar de forma regular às consultas da diabetes e por não efetuar os respetivos tratamentos e exames complementares, já que, segundo o Ministério Público, era impedida pelo marido. No entanto, a autópsia não foi conclusiva e o marido garante que sempre a tratou bem e “o tribunal só vê as coisas más e não as boas”.
Dez dias antes de morrer, a mulher de Fernando H. foi ouvida em sede de inquérito pelo Ministério Público, onde deu conhecimento de que era vítima de agressões físicas, psicológicas e sexuais há vários anos. Agressões que terão acontecido no interior da casa onde residiam, em Oliveira do Bairro, no espaço temporal entre finais de 2012 e até à data do seu falecimento.

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Acusado de maus tratos diz que mulher morreu porque “doença era grave”


Fernando H., residente em Oliveira do Bairro, começou, na segunda-feira, a ser julgado, pela alegada prática de um crime de violência doméstica. A mulher do septuagenário morreu em setembro de 2013 ao que tudo indica por faltar de forma regular a consultas da diabetes e por não efetuar os respetivos tratamentos e exames complementares. A mulher terá sido alvo de maus tratos de forma continuada entre finais de 2012 até à data do seu falecimento.
O Ministério Público acredita que a mulher não compareceu nas consultas e não efetuava os tratamentos, porque o marido não a deixava. Aliás, foi a própria médica de família que contou ao tribunal que “a mulher assumia uma atitude de submissão e que o marido dizia, durante as consultas, que não havia necessidade desta fazer exames e muito menos ir às consultas. No entanto, o arguido nega e, ao mesmo tempo, garante que nunca lhe faltou insulina e que era a própria mulher que se negava a ir ao Centro de Saúde. “A Salete encontrava-se doente mentalmente e ninguém se lembra do bom que aconteceu”, referiu o arguido.

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Juízo de Comércio instalado em Anadia


A presidente da Câmara Municipal de Anadia, Teresa Cardoso, recebeu nos Paços do Município, no passado dia 10 de outubro, o Juiz Desembargador Paulo Neto Brandão, presidente da Comarca de Aveiro, no âmbito da entrada em funcionamento do Juízo de Comércio de Aveiro, instalado no Palácio de Justiça de Anadia.
Lembramos que este Juízo foi transferido para Anadia, em virtude da reforma judiciária realizada por este governo, a qual levou a uma concentração de serviços no Tribunal de Aveiro, criando aí dificuldades em matéria de instalações e obrigando à deslocalização de serviços.
Recorde-se, ainda, que o Tribunal de Anadia havia perdido, por força da mesma reforma, a Grande Instância Cível, para a qual haviam sido recentemente criadas excelentes condições físicas e de segurança.
Nesta receção de cortesia, a edil anadiense manifestou toda a disponibilidade da autarquia para continuar a colaborar na instalação dos novos serviços do tribunal, pondo em evidência as vantagens desta transferência para o sistema judiciário, não deixando de reconhecer a importância da mesma para Anadia.
Acompanhado pela Procuradora-Geral Adjunta Coordenadora da Comarca de Aveiro, por Juízes do Tribunal de Comércio, pela Juíza de Competência Genérica Local de Anadia e, ainda, pelo Administrador Judiciário, o presidente da Comarca louvou o apoio da Câmara Municipal e agradeceu a diligência e o empenho da presidente da Câmara, cujo papel considera ter sido decisivo ao longo de todo o processo de transferência do Juízo de Comércio para Anadia.
Confrontada com algumas dificuldades que lhe foram apresentadas, nomeadamente ao nível das acessibilidades, a presidente da Câmara garantiu o apoio em matéria de deslocação entre as estações de comboio e o centro da cidade, bem como a articulação de horários de transportes.

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Relação de má vizinhança que dura há 20 anos acaba em julgamento


Uma relação de má vizinhança que se arrasta há cerca de duas décadas, em Oliveira do Bairro, acabou em julgamento, uma vez que uma mulher se terá sentido injuriada quando, alegadamente, o seu vizinho lhe terá disse “já tinha ido fazer a queixa ao Porto Clérigo”. No entender da queixosa, a expressão “fazer queixa ao Porto Clérigo” significa que o vizinho lhe estaria a chamar bêbada, já que é “na Cooperativa do Porto Clérigo que se faz o manifesto do vinho”.
A queixosa disse em tribunal que a expressão, alegadamente, proferida pelo seu vizinho, a ofendeu muito. Mais: “sinto-me ofendida na minha intimidade”, argumentou a queixosa, reforçando que “é muito grave o que foi dito”.
Quem não deu seguimento à expressão foi a juíza, que acabaria por inocentar o arguido, já que não foi feita prova do conteúdo difamatório da expressão, mas somente que “ambos mantêm uma má relação de vizinhança”.
Na leitura da sentença, a magistrada disse que a assistente apenas explicou suposições, enquanto que uma testemunha, arrolada por ela própria, prestou um depoimento contraditório. Aliás, um depoimento que valeu a esta testemunha a extração de uma certidão para procedimento criminal por falsidade de testemunho. “Testemunhos que surgiram fortemente comprometidos na sua credibilidade”, afirmou a magistrada, que não perdeu tempo em passar um raspanete a estes dois vizinhos: “Quando as pessoas não têm capacidade para conviverem naturalmente, viram as costas uns aos outros, já que têm esta opção de não se darem de todo e assim evitarem os problemas.”

Pedro Fontes Costa
pedro@jb.pt

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Testemunha inventa história e leva com processo judicial


Uma mulher, residente no Recamonde, Oliveira do Bairro, vai responder pelo crime de falsidade de testemunho, após ter “inventado uma história”, na última segunda-feira, quando prestava declarações sob juramento.
A mulher tinha sido arrolada para contar o que se tinha passado entre dois vizinhos, mas acabou por alterar o depoimento que tinha prestado, inicialmente, na GNR, não conseguindo explicar à juíza a razão de tal alteração. “Não se brinca com os tribunais! Não se brinca com a sociedade! Aqui vem-se dizer a verdade e o nosso trabalho é apurar a verdade”, afirmou a juíza, dando ainda a possibilidade que a testemunha se retratasse e explicasse a razão que a “levou a inventar tal história”. No entanto, a testemunha preferiu remeter-se ao silêncio.
A mulher, quando foi ouvida pela GNR, referiu que o vizinho terá proferido a expressão “lá estão aquelas duas” e na sala de audiências afirmou que o vizinho tinha dito: “lá estão aquelas bêbadas”. Perante tal disparidade no depoimento, a Procuradora Adjunta do Ministério Público requereu extração de certidão para instauração de procedimento criminal.

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Parque de estacionamento ao lado do tribunal judicial


A Alameda da Cidade de Oliveira do Bairro vai ter um novo parque de estacionamento. É que, na última reunião de câmara, realizada a 21 de agosto, foram aprovadas por unanimidade as aquisições, por parte da autarquia, de três parcelas de terrenos localizados entre o Edifício Público e o Tribunal de Família e Menores de Oliveira do Bairro (Casa Verde) para a requalificação de todo o espaço entre estes dois edifícios, que servirá para a construção de um parque de estacionamento.
Recorde-se que, recentemente, foi criado na Rua do Bairro Novo (traseiras da Caixa de Crédito Agrícola), um outro local de estacionamento que vem valorizar o comércio local desta zona da cidade.
Na mesma reunião foi aprovada a realização de uma permuta de terrenos entre a autarquia e os proprietários de três terrenos localizados na zona entre as ruas do Polo Escolar de Oliveira do Bairro e a Légua Seca, nas traseiras do Instituto Profissional da Bairrada (IPB), o que permitirá finalizar os trabalhos de drenagem das águas pluviais entre as duas vias. O alargamento e consequente limpeza de uma vala que atravessa e drena as águas pluviais desde a zona dos pinheiros mansos (terrenos a nascente do Parque Desportivo) até à Légua Seca veio, em alguns dos terrenos, proporcionar que pequenas lagoas ou fundões lá existentes, devido à extração de barro, fossem escoadas. Leia mais na versão digital do seu JB.

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