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Câmara Municipal de Anadia satisfeita com forte adesão a concurso de Ideias de Negócio


 

Foram mais de quatro dezenas as candidaturas que se apresentaram ao concurso de Ideias de Negócio da Vinha e do Vinho, promovido pela Câmara Municipal de Anadia, em parceria com o Instituto Politécnico de Coimbra (IPC). No passado dia 24 de fevereiro, nos Paços do Município, teve lugar o início do processo de seleção do vencedor, já que o prazo de entrega das candidaturas encerrou a 31 de janeiro último.
O Concurso de Ideias de Negócio da Vinha e do Vinho lançou como desafio a apresentação de uma ideia de negócio original relacionada com o setor da vinha e do vinho, com aplicabilidade no Município. Agora, findo o prazo para a entrega das candidaturas, os responsáveis mostram-se satisfeitos ao contabilizarem mais de 40 ideias recebidas, número que superou as expetativas.
No encontro, que juntou representantes da Câmara Municipal e do IPC, bem como elementos de entidades parceiras, foi consensual a opinião de que os bairradinos responderam de forma muito positiva ao repto lançado, mostrando ter ideias para um dos setores mais importantes da economia da região.
Cabe agora ao júri avaliar os projetos apresentados, missão que, nos termos do regulamento do concurso, deverá ter em conta a viabilidade do projeto, a criatividade e a inovação, o perfil dos seus promotores e a qualidade da candidatura.
O vencedor será conhecido em final de março e receberá um prémio no valor de cinco mil euros, sendo dois mil e quinhentos euros em valor monetário e os restantes convertidos num ano de serviços de incubação na Incubadora de Empresas do Curia Tecnoparque, no caso de vir a ser constituída uma empresa resultante da ideia de negócio vencedora.
O Concurso de Ideias de Negócio da Vinha e do Vinho integra o INOV.C, um sistema de apoio ao estímulo local e regional ao empreendedorismo e inovação, financiado pelo QREN, através do Programa Operacional Regional do Centro. São parceiras do projeto as diversas entidades que na região detêm uma posição estratégica no setor: Comissão Vitivinícola da Bairrada, Associação Rota do Vinho da Bairrada, Confraria dos Enófilos da Bairrada, Estação Vitivinícola da Bairrada, Escola Profissional de Viticultura e Enologia da Bairrada, Associação Comercial e Industrial da Bairrada e a Vinibairrada.

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Rolha inteligente da Universidade de Aveiro garante (ou desmente) a qualidade do vinho


rolha_inteligente

Aparentemente parece uma vulgar rolha de cortiça. Mas desenganem-se os olhos. Desenvolvida na Universidade de Aveiro (UA), esta rolha do futuro vai permitir, através de um normal telemóvel ou computador, receber informações sobre o vinho que o pequeno cilindro de cortiça protege. Nome da bebida, números de série, do lote e da produção e a origem da bebida são apenas alguns dos dados a que o consumidor poderá ter acesso com um simples clique no telemóvel. O segredo da rolha pensada especialmente para vinhos e espumantes reside no interior onde, envolvida pela cortiça, há um circuito eletrónico e uma minúscula antena que emite a informação aos consumidores. O projeto da UA pretende contornar as fraudes a que os rótulos das garrafas podem estar sujeitos e assegura que o consumidor compra exatamente aquilo que quer beber.

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“93 anos de História” novo vinho das Caves São João


Dando continuidade ao projeto de comemoração do centenário das Caves São João, iniciado em julho de 2010, a empresa, que se encontra localizada em São João de Azenha (Sangalhos) lançou no passado dia 13 de dezembro, em Viseu, no Solar do Dão, o 4.º vinho (um tinto da Região Demarcada do Dão, colheita de 2011) de uma coleção de 11 garrafas únicas, uma vez que este projeto e conceito das comemorações do centenário das Caves São João termina em 2020.
O vinho tinto 93 Anos de História (Dão DOP) é feito com a casta Touriga Nacional (100%) e nasce de um lote de uvas rigorosamente selecionadas, tendo estagiado durante 12 meses em pipas de carvalho francês. Foi engarrafado após clarificação mínima, em novembro passado.
De cor retinta violácea, apresenta um aroma muito intenso a frutos vermelhos, frutos negros, bergamota, baunilha, coco e especiarias. No sabor é volumoso e vigoroso, havendo a perceção das sensações frutadas e da madeira onde estagiou, sentidas pela via nasal. Taninos presentes, mas bem domados. Grande capacidade de envelhecimento. Apresenta 14,1% vol. de álcool.
Ideal para acompanhar carnes assadas ou grelhadas, queijos e caça, entre muitas outras iguarias de sabores e texturas intensas. Esta edição vai estar disponível em garrafas de 0,75 L e magnuns (1,5L).
Célia Alves, administradora da empresa, revelou a JB que “o tema deste vinho é baseado na década de 50-60, conhecida como os Anos Dourados”. Historicamente, “os anos 50 ficaram marcados como os anos do «pós-guerra», que originou grandes avanços tecnológicos, sobretudo de eletrodomesticos, automóveis e cosméticos”. A roupa é influenciada por esse novo ideário de vida. A mulher torna-se mais feminina e glamorosa. A maquilhagem estava na moda. A indústria do jeans floresce. O cinema e a música lançam ídolos como Elvis Presley, James Dean e Marlon Brando.

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Vinho tinto “Principal” é um dos 10 melhores do mundo


O vinho tinto Principal Grande Reserva 2009, produzido nas Colinas de São Lourenço, S.Lourenço do Bairro – Anadia, foi considerado um dos 10 melhores vinhos tintos do mundo.
A prestigiada revista italiana Spirito di Vino dedica as suas edições – Itália e Asia – do mês de dezembro, aos melhores vinhos tintos do mundo postos à venda em 2013. Esta classificação é elaborada por Luca Gardini, Campeão do Mundo de Sommeliers em 2010, que o considerou um “tinto surpreendente” que, no nariz, remete para os mais prestigiados vinhos da Toscana e, na boca, para os melhores vinhos de Bordéus.
No Top 10 of the World’s Best Reds, os melhores vinhos ficaram com as suas classificações situadas nos 98 pontos, separados apenas por algumas décimas.
O Principal Tinto Grande Reserva 2009 surge classificado no Top 10, com uma pontuação de 98,1 ex aequo com Petrus, a uma décima de Chateau Cheval Blanc, a 4 décimas de Domaine de la Romanée-Conti e a 7 décimas de Poggio di Sotto.
Sobre este vinho, Luca Gardini descreve: “o seu aroma revela um perfume de cereja e um toque cítrico, a evolução no copo aponta para ervas aromáticas como o manjericão e a salva, com notas finais de chocolate. No palato é atraente com taninos finos e longos, e uma frescura super agradável no final”.
Luca Gardini, que visitou também Portugal para provar vinhos das diversas regiões, e completar assim a sua meticulosa seleção dos 100 best red wines postos à venda no ano de 2013, para entre eles eleger o Top Ten.
Na Spirito diVino pode ler-se que se trata de “uma surpresa de um país cuja bandeira tem sido o vinho fortificado: um tinto no estilo de Bordéus, mas feito a partir de variedades de uvas autóctones”, referindo ainda que, o Principal Tinto Grande Reserva 2009 “lidera os vinhos do resto do mundo e simboliza a qualidade portuguesa.”
Este vinho foi ainda apresentado pela Spirito diVino na classificação do Top Outsider, como o Outsider dos Outsiders, uma revelação absoluta, atribuindo-lhe o 1.º lugar, e antecipa que para os próximos anos será um vinho que surpreenderá ainda mais.

Terroir Bairrada. Carlos Dias, Charmain do Grupo IDEALTOWER a que pertence a IDEALDRINKS, refere: “trata-se de um reconhecimento que me orgulha e que partilho, antes de mais, com todos os colaboradores das Colinas de São Lourenço, IDEALDRINKS, e em particular com Pascal Chatonnet, assim como com os viticultores da Região da Bairrada. Fico consciente, que é uma responsabilidade acrescida, e que o esforço que devemos desenvolver para sustentar e manter a qualidade dos nossos vinhos é importante. A IDEALDRINKS, apesar de ser um Grupo jovem, demonstrou que a sua aposta na Região da Bairrada e no potencial do seu Terroir é concludente.
Para o CEO da IDEALDRINKS, o enólogo Carlos Lucas, “o nosso consumidor não fica admirado porque conhece a enorme qualidade dos nossos vinhos, mas é sempre gratificante sermos reconhecidos mundialmente e podermos dar estas notícias aos nossos clientes. Temos bons vinhos e teremos com certeza grandes surpresas, com o lançamento de novas colheitas. Para quem ainda não provou o Principal Tinto Grande Reserva 2009, aconselho-o vivamente a fazê-lo”.

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Sangalhos: Caves São João lança 4.º vinho comemorativo do centenário


Dando continuidade ao projeto de comemoração do centenário das Caves São João, iniciado em julho de 2010, a empresa vai dar a conhecer o 4.º vinho (um vinho tinto da Região Demarcada do Dão da colheita de 2011) de uma coleção de 11 edições, uma vez que este projeto e conceito das comemorações do centenário das Caves São João termina em 2020.
A apresentação deste vinho tem lugar, dia 13 de dezembro, em Viseu, no Solar do Dão.
Assim, todos os anos é lançado um vinho de excecional qualidade, com imagens diferenciadas em cada edição, sendo selecionados temas culturais marcantes para a história da Humanidade, ocorridos em cada uma das 10 décadas que medeiam a fundação das Caves (1920) e o seu centenário, a acontecer no ano de 2020, dando origem a uma coleção de 11 garrafas únicas.
A primeira garrafa, no ano de 2010, versou o tema “The Jazz Singer”, primeiro filme sonoro em 1927. O vinho tinto, então lançado “90 anos de História” deu o pontapé de saída para um projeto que já conheceu mais duas décadas: em 2011 foi lançada a segunda garrafa, um espumante “91 anos de História”, baseado na emissão radiofónica de Orson Wells sobre uma fictícia invasão marciana (1938) e em 2012 foi lançado o “92 anos de História” que retratou a década de 40-50 e a carta das Nações Unidas, subscrita em 1945.
As garrafas agora lançadas numa edição numerada e limitada, com a marca 93 Anos de História, apresentam um rótulo alusivo à década de 50-60, mais precisamente “Os Anos Dourados” que nos fazem recordar a quarta década de existência das Caves são João. Foi precisamente nesta década que a Caves São João começou a delinear a nova marca Porta dos Cavaleiros com um vinho da Região Demarcada do Dão.
Esta edição vai estar disponível em garrafas de 0,75L e magnuns (1,5L).

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Vindima 2013 na Bairrada: Ano de altíssima qualidade


Na Bairrada já se vindima em força e a perspetiva não poderia ser mais animadora.
As temperaturas quentes durante o dia contrastam com as baixas que já se fazem sentir durante a noite, fator que, para o estado sanitário e de desenvolvimento dos cachos, não poderia ser melhor.
S.Pedro tem ajudado e tudo aponta para uma colheita que poderá ser, no geral, melhor do que a do ano transato.
Assim, 2013 poderá ser sinónimo de um ano de altíssima qualidade para os vinhos da região.
Embora a azáfama nas vinhas seja, por estes dias, enorme, a vindima irá prolongar-se até meados de outubro, altura em que a casta baga – a mais emblemática da região – vai sair da vinha rumo ao lagar.

“Ano Bairrada”. Pedro Soares, da Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB), admite que as expetativas são “muito altas”, falando mesmo que este será “um ano Bairrada” porque nas vinhas, as videiras estão muito viçosas e as uvas tintas acumularam já muita cor.”
E acrescenta: “os solos da Bairrada e o estado das videiras estão com um comportamento excelente, de tal maneira que o relativo atraso inicial de maturação já foi recuperado e as uvas estarão excelentes para produzirem espumantes e vinhos formidáveis”, e “as videiras estão com excelente capacidade de produzir cachos muito doces e, até porque genericamente os bagos não são muito grandes, vão produzir vinhos tintos com uma cor mais intensa do que os vinhos correspondentes do ano passado, bem como taninos macios e ácidos «frescos» e muito equilibrados”.
Em matéria de brancos, o responsável máximo da CVB acredita que serão “bem maduros e frescos”, enquanto que os espumantes devem apresentar “muita frescura e sabor”.
Pedro Soares avança ainda que as amplitudes térmicas registadas (elevadas) e a ausência de chuvas estão a proporcionar condições muito adequadas para a produção de vinho de primeiríssima qualidade, até porque “o estado sanitário das uvas é, genericamente impecável”.
“Pelos motivos acima indicados, a Bairrada – ou seja, as condições criadas na região, resultado do seu clima, solos, videiras e profissionalismo dos seus viticultores, técnicos de viticultura e enólogos – está a gerar condições de maturação perfeitas. Por esse motivo é que podemos afirmar, sem grande margem de erro, que a vindima será de altíssima qualidade.”

Produção de muito boa qualidade. Mário Ferreira, enólogo da Casa Sarmento (Mealhada) está satisfeito com o ano vitivinícola. Embora admita que no geral possa haver uma quebra de 20% na produção (houve menos nascença) relativamente a 2012, mostra-se bastante agradado com o facto da qualidade ser superior, sobretudo nos tintos. Nos 85 hectares de vinha que a Casa Sarmento possui na região da Bairrada a vindima começou a 2 de setembro e poderá terminar até ao final da semana, com a casta Baga para vinhos tintos tranquilos.
“O estado sanitários das uvas é muito bom. E se nos brancos a qualidade será boa, semelhante a 2012, nos tintos a fasquia eleva-se para patamares de excelência”.
“Na casta Baga deixamos um quilo a quilo e meio de cachos por videira. Com as amplitudes térmicas que se têm feito sentir, vamos ter uma produção de muito boa qualidade”, confirma.

Boas expetativas. Em Oliveira do Bairro, nos sete hectares da Quinta da Laboeira, o produtor Alberto Marques perspetiva também uma excelente safra. Embora tenha começado a vindima há apenas uma semana, com a casta Chardonnay, Bical e Maria Gomes, defende que a qualidade das castas brancas será melhor do que em 2012, já que os cachos têm mais açúcar.
“Amanhã [dia 24 de setembro] começo a vindima dos tintos com as castas Aragonês e Syrah e depois, mais lá para a frente [outubro] com o Cabernet e a Touriga Nacional”.
Alberto Marques confessa-se muito expectante quanto às castas tintas: “no nosso caso não temos problemas de podridão, os cachos estão sãos, o que leva a crer numa boa colheita”, ainda que fale que numa ou outra videira já comece a apresentar sintomas de stress hídrico.

Ano muito promissor. Em Cantanhede, a maior adega da Bairrada iniciou a vindima na passada semana e só terminará entre os dias 5 e 8 de outubro.
“Começamos com os brancos, à exceção do Merlot entretanto já vindimado por se tratar de uma casta bastante precoce na região”, diria o enólogo Osvaldo Amado, para quem este poderá ser um ano semelhante ao de 2011, que foi um ano histórico para a região.
O enólogo refere que a qualidade é boa e que as uvas apresentam um grande potencial enológico. “Os brancos estão bons na chegada à adega e acredito que vão traduzir-se em vinhos excelentes, soberbos”. Já nos tintos, Osvaldo Amado refere que o atraso inicial na maturação já foi ultrapassado, perspetivando-se igualmente um ano de excelência.
“A Adega tem 800 associados efetivos, o que equivale a mil hectares. Somos a única empresa que faz um controle de maturação em 80 postos (associados), duas vezes por semana”, diz, evidenciando o rigoroso controlo para que cheguem à adega uvas em perfeito estado de maturação.

Ano de qualidade elevada. Nas Caves São Domingos, a vindima começou, segundo a enóloga Susana Pinho, a 26 de agosto como habitualmente pelo Pinot Noir e logo de seguida a uva branca Chardonnay. Aqui, a vindima ainda se faz manualmente, transportada em caixas de 20 quilos, evitando assim o esmagamento do fruto que provocam contaminações e oxidações. Contudo, avança que “a vindima é feita a pensar no grau e na acidez”. Por outro lado, o facto de várias castas tintas apresentarem bagos mais pequenos, poder indiciar qualidade elevada.
Na São Domingos, está a terminar a segunda fase do grosso da vindima e só daqui a algumas semanas sairá da vinha a final a Touriga Nacional e a Baga para vinhos tranquilos.
“Vindimamos por castas. São cerca de 100 hectares – 10 da empresa e os restantes de viticultores, fornecedores de uvas – pelo que a vindima se fará até ao início de outubro”, conclui.

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Vinhos Bairrada: Enófilos premeiam excelência


A entrega de prémios do 33.º concurso “Os melhores vinhos da Bairrada 2012” decorreu no último sábado, na Quinta do Encontro, em S.Lourenço do Bairro.
O concurso, promovido anualmente por esta que é a mais antiga confraria báquica portuguesa, continua a pretender promover e premiar a qualidade indiscutível dos vinhos da Bairrada, procurando assim acrescentar-lhe valor.
O evento contou, nesta edição, com a presença de algumas dezenas de convidados, que tiveram o privilégio de almoçar na moderna e singular adega da Quinta do Encontro.
Durante o almoço de atribuição de prémios, Fernando Castro, presidente da Confraria bairradina, diria celebrar-se durante aquele almoço “um momento alto, inédito e de justiça para com os produtores que, ao longo dos anos, estão empenhados na produção dos melhores vinhos, agora distinguidos neste concurso”.
Paralelamente, não deixaria de recordar, às dezenas de convidados presentes, que ao longo do dia de sábado estavam a decorrer, em simultâneo, vários eventos no âmbito da vinha e do vinho, sendo os mais significativos a 1.ª edição do Encontro com o Vinho e Sabores – Bairrada e a comemoração do 10.º aniversário do Museu do Vinho Bairrada. E, se acredita que o primeiro será um êxito, com repercussões em vários órgãos de comunicação social nacional que acompanharam o evento ao longo destes três dias, o segundo, ajudará também a promover a região, através da Cultura. “Isto deve encher-nos de ânimo e de orgulho, mas também melhorar a nossa auto-estima”, diria este responsável, para quem a Bairrada tem, hoje, “excelentes argumentos para levantar ânimos, pois tem uma história, tem um passado e futuro”.
A Nuno Neves, representante da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, diria estar a Confraria e os produtores muito gratos por sentir que instituições da agricultura “estão connosco nestes momentos altos. Se assim não fosse sentíamo-nos órfãos, na medida em que estamos todos a lutar pela mesma causa”.
Na ocasião, Nuno Neves sublinharia a necessidade de continuar a valorizar o território, referindo também que o sucesso depende da capacidade dos agentes ligados ao setor de tirarem partido das suas singularidades.
Acrescente-se que o concurso deste ano decorreu em moldes diferentes da última década, após a revisão do respetivo Regulamento, cuja principal alteração consistiu em ter uma única categoria de concorrentes. Assim, o número total de prémios atribuídos foi menor, o que, todavia, não retira qualquer valor ao concurso.

Premiados
Vinhos Brancos
Medalhas de Ouro: Quinta do Encontro, S.A. e Adega Cooperativa de Cantanhede, S.C.R.L.
Medalhas de Prata: Caves Solar São Domingos, S.A., Caves S. João, S.A. e Quinta da Mata Fidalga, Lda.
Vinhos Rosados
Medalha de Prata: Quinta da Mata Fidalga, Lda.
Vinhos Tintos
Medalha de Ouro: Caves São Domingos, S.A.
Medalhas de Prata: Aveleda, S.A.; Quinta do Encontro, S.A e Caves Messias, S.A.
Grande Medalha de Ouro – Vinhos Brancos: Quinta do Encontro,S.A..

Catarina Cerca

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Anadia: Museu do Vinho é referência nacional


Muitos foram os amigos e convidados que, na tarde do último sábado, celebraram o 10.º aniversário do Museu do Vinho Bairrada, em Anadia.
Os 10 anos de atividade do Museu fizeram-se à volta de uma exposição singular do mestre Nadir Afonso, da mostra das fotografias premiadas no âmbito da 1.ª edição do Photo Museu do Vinho Bairrada, da abertura da exposição de tamboladeiras, da coleção particular do comandante José Rafeiro e do lançamento do espumante Museu do Vinho Bairrada.
A abertura da cerimónia caberia a Pedro Dias, diretor do Museu, para quem esta é “a segunda casa onde nos últimos 10 anos tenho procurado contribuir com o meu modesto saber e paixão pela Bairrada”. Na ocasião, sublinharia ainda o facto deste museu ser um veículo de defesa e valorização do património secular da região, promovendo e divulgando a marca territorial Bairrada.
“Assumimos desde sempre, que este seria um Museu supra municipal, ou seja, um Museu que procura, ir sempre mais além, do que o local onde foi edificado”.
Um palco por onde têm passado exposições resultantes de parcerias com inúmeros particulares e inúmeras instituições públicas e privadas. “O museu acolhe, atualmente, uma multiplicidade de tipologias de espólio histórico com bens de cariz arqueológico; histórico; bibliográfico e arquivístico; técnico, científico e industrial; etnográfico, etc.”.
No entanto, a forte aposta em arte contemporânea, tem ajudado na afirmação deste espaço, no panorama artístico e cultural português. Grandes referências das artes plásticas nacionais e internacionais têm colaborado com o Museu do Vinho, e por aqui já passaram prestigiados artistas plásticos tais como: Pablo Picasso; Chagall; Cargaleiro; Cutileiro; Cruzeiro Seixas; Fernanda Fragateiro; Júlio Pomar; Paula Rego, entre tantos outros.

Uma década ao serviço de todos. Para assinalar uma década ao serviço da cultura e da arte, nada melhor do que ter uma mostra da obra do mestre Nadir Afonso em exposição. Este prestigiado arquiteto e pintor, um dos artistas plásticos portugueses mais consagrados e reconhecidos expõe, em Anadia, uma mostra intitulada “Arte é como Vinho”, apresentando uma magnífica coleção de originais, sendo alguns deles completamente inéditos com referências à Bairrada (Buçaco e Curia).
Dada a idade avançada do mestre (93 anos), não esteve presente. Caberia à esposa Laura Afonso falar da mostra e ao jornalista Carlos Magno falar do mestre que tão bem conhece.
Carlos Magno destacou a lucidez do mestre. “Um individualista, que não frequentou escolas, nem cartilhas, um homem livre”, deixando ainda a nota de que Nadir Afonso começou a pintar muito cedo, continuando, até aos dias de hoje, a pintar cidades e mulheres. Um artista que classificou de “perfeito, rigoroso, brilhante e fascinante”. Por isso, “é bom ter aqui tantos amigos para ver um dos mais internacionais pintores portugueses”, concluiria.
Na ocasião, Pedro Soares referiu-se às comemorações como um marco e uma data da qual a CV Bairrada não se poderia dissociar, até porque considerou este espaço “a sala de visitas da CV Bairrada”. Reportando-se ao espumante comemorativo que assinala estes 10 anos de atividade do Museu, mostrou-se bastante sensibilizado pelo facto do mestre Nadir Afonso ter autorizado a utilização de uma obra sua para figurar no rótulo do espumante. A escolha recaiu na ilustração, “Filhas de Dionísio”, porque a Bairrada se escreve no feminino, sendo a única região demarcada do país com tal característica e com a singularidade de também aqui a casta Fernão Pires se chamar Maria Gomes.
Também Fernando Castro, presidente da da Confraria dos Enófilos da Bairrada, realçou o trabalho desenvolvido ao longo da última década pelo Museu: “o trabalho tem de prosseguir por forma a continuar a louvar a Bairrada e para que a colheita de amanhã seja melhor”, deixando ainda aos presentes uma evidência: “a Bairrada está a mexer (fim de semana recheado de eventos vínicos), o que mostra claramente o que a região pode e tem para oferecer. Uma região pequena, mas com um futuro promissor, não só por ter muito potencial, mas por atravessar um grande momento de renovação, graças ao trabalho da CVB, dirigida há cerca de um ano por Pedro Soares”.
A terminar, também o autarca Litério Marques recordou o nascimento do museu que surge em Anadia porque foi o município que teve coragem para avançar. “É um orgulho para o município e para a região”, ciente de que este espaço virá, no futuro, a ser ainda muito mais importante.

Mostra única de tamboladeiras. Em simultaneamente, uma exposição temporária daquela que provavelmente será, a maior coleção nacional de Tamboladeiras, resultante da colaboração e cedência protocolada com o proprietário, Comandante José Rafeiro. Esta coleção, maioritariamente concebida em prata nos séculos XVIII e XIX e agora exposta numa ala das exposições de longa duração, certamente irá provocar motivações de visita.

Fotografia vale 1500 euros
Em simultâneo com a abertura deste novo espaço expositivo, foram apresentadas as fotografias resultantes do 1.º concurso Photo Museu do Vinho Bairrada, dedicado à temática “Espumante Bairrada”.
O grande vencedor foi Pedro Nóbrega que, desde cedo, aprendeu a reconhecer os fatores de produção que influenciam o sabor único do espumante Bairrada.
Para casa levou um cheque no valor de 1500 euros. A sua e as restantes fotografias concorrentes podem ser visitadas numa das salas do Museu.
“A imagem surreal criada é dividida em partes que representam um todo! A imagem é criada com a mais avançada tecnologia fotográfica e de iluminação,todos os elementos são fotográficos e com a manipulação digital (pós produção). Tentei criar um acabamento simples a fazer lembrar os primórdios da reprodução fotográfica analógica”, diz o autor.
Foram ainda premiadas outras oito fotografias, cabendo as menções honrosas a Carlos Gomes e a Igor Pinto.

Espumante comemorativo
Em dia de festa e de brinde, numa iniciativa da Comissão Vitivinícola da Bairrada, foi apresentada uma edição limitada de um espumante Museu do Vinho Bairrada, comemorativo da data.
Um espumante DOC Bairrada, nascido nas vinhas da região, com a particularidadede de ser uma edição limitada de garrafas com rótulo embelezado com uma das obras de Nadir Afonso.
As duas primeiras garrafas foram entregues por Pedro Soares, presidente da CV Bairrada à esposa de Nadir Afonso e ao autarca Litério Marques.
Os interessados podem adquirir este espumante no Museu do Vinho Bairrada.

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Feira da Vinha e do Vinho, em Anadia: Certame bate todos os recordes


 

A 10.ª edição da Feira da Vinha e do Vinho terminou com chave de ouro, no passado domingo, com um concerto inesquecível da fadista Mariza, que levou ao rubro os milhares de pessoas presentes no recinto.
Rosa Tomás, Vereadora da Cultura e responsável pela organização do certame, faz um balanço francamente positivo desta edição, que acredita ter sido “uma das melhores de sempre”, destacando que, “a par de um cartaz de excelência, estiveram uma série de iniciativas que muito contribuíram para promover a Feira não só a nível local, como regional e até nacional”. Isto, porque a Câmara Municipal conseguiu, no início da Feira, fazer de Anadia palco do recém estreado programa da SIC, Portugal em Festa, o que concorreu, indubitavelmente, para uma ampla divulgação do evento. Cumulativamente, Anadia, a Capital do Espumante, bateu, em direto, o recorde do GUINNESS para o maior brinde de espumante em cadeia do mundo, uma iniciativa que cumpriu, plenamente, os seus grandes objetivos: promover a nossa região, divulgar os nossos produtores e sublimar um dos nossos ex-líbris: o espumante Bairrada.
“Foram, de facto, nove dias extraordinários, com uma afluência excecional, que resultou numa intensa animação em todos os lugares da feira. Destaco, particularmente, a Praça do Espumante, um espaço com uma animação e uma dinâmica muito próprias, criadas pelas Associações presentes, num conceito que, definitivamente, conquistou o seu lugar neste evento, e fidelizou quem por lá passou”, diz Rosa Tomás.
A Tenda dos Produtores contou, também, com uma relevante novidade: show cookings diários dedicados aos produtos Bairrada, onde, para além da colaboração especial da Escola de Viticultura e Enologia da Bairrada, marcaram presença alguns dos mais conceituados chefs da nossa região.
“Em suma, esta foi uma edição notável, que marcou, estou certa, de forma indelével, a história da Feira da Vinha e do Vinho. O povo de Anadia merecia uma festa como esta, que muito dignifica o nosso concelho e deveras honra os seus habitantes”, concluiu.

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Anadia: Feira da Vinha e do Vinho, de 22 a 30 de junho


Nomes sonantes do panorama musical português, tais como Jorge Palma, Quim Barreiros, The Gift, Gonçalo Tavares, David Fonseca, Rui Veloso e Mariza vão passar pelo palco 1, da Feira da Vinha e do Vinho de Anadia, que se realiza de 22 a 30 de junho, na zona do Vale Santo, em Anadia.
Paralelamente, o município vai tentar concretizar o maior brinde de espumante em cadeia do mundo e assim entrar para o Guinness Book.
A 10.ª edição do certame foi apresentada publicamente na última segunda-feira, dia 27. Com um orçamento a rondar os 300 mil euros, a autarquia promete nove dias de animação para todos os gostos, completamente gratuitos.

(Ver notícia integral na edição em papel de Jornal da Bairrada)

Cartaz
Dia 22: Marchas Populares e Gonçalo Tavares
Dia 23: Ala dos Namorados com Jorge Palma
Dia 24: Richie Campbell
Dia 25: Quim Barreiros
Dia 26: The Gift
Dia 27: Tributo aos Abba, com grupo inglês
Dia 28: David Fonseca & Katedral Party
Dia 29: Rui Veloso
Dia 30: Mariza e espetáculo de fogo de artifício

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Pergunta da semana

Um estudo indica que mais de duas doses diárias de álcool por dia aceleram perda de memória. Qual o seu consumo habitual no dia a dia?

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