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ASAE apreende espumante de imitação e rótulos


A ASAE apreendeu, na semana passada, em Amoreira da Gândara, quase 1400 garrafas de vinho espumante por indícios de contrafação e imitação de marca, no valor total de 13.860 euros.
Segundo informa a autoridade de segurança alimentar, o material em causa foi encontrado na freguesia de Amoreira da Gândara.
A apreensão deve-se a indícios de contrafação, imitação e uso ilegal de marca, explica a mesma informação. Na altura, a ASAE detetou igualmente 19.963 rótulos supostamente falsos.
A Comissão Vitivinícola da Bairrada estima que por ano sejam produzidas cerca de um milhão de garrafas de espumante na Bairrada sem rótulo, o que é ilegal.

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“Os melhores do Ano 2013″: Revista de Vinhos premeia agentes da Bairrada


O produtor Luís Pato foi distinguido, na última sexta-feira, pela prestigiada Revista de Vinhos, em mais uma edição de “Os melhores do Ano 2013”, na categoria “Identidade e Caráter”.
A cerimónia de entrega dos prémios, que teve lugar em Lisboa, durante o jantar anual da Revista de Vinhos, realizado no Campo Pequeno, distinguiu ainda o restaurante da Mealhada “O Rei dos Leitões” com Restaurante do Ano, na categoria de cozinha tradicional.

Prémio Identidade e Caráter. De acordo com a Revista de Vinhos, “Luís Pato foi dos que mais ajudou a melhorar a imagem que o consumidor moderno tem da casta Baga e da Bairrada. Mas fez mais… muito mais. O seu nome é, como poucos outros, sinónimo de «identidade» e «carácter».

Prémio Restaurante do Ano (cozinha tradicional). Este galardão foi atribuído ao restaurante mealhadense “O Rei dos Leitões”.
De acordo com a Revista de Vinhos, “O Rei dos Leitões foi fundado em 1947 e, no panorama tantas vezes monocórdico da Mealhada, conseguiu a proeza de se reinventar, afirmando-se como um restaurante de referência, com uma oferta atual, baseada em produtos escolhidos a dedo. E o leitão? Belíssimo!”

Vinhos de excelência. Mas os prémios para a Bairrada não se ficaram por aqui.
Em matéria de vinhos, três tintos da região foram igualmente distinguidos por estarem entre “o melhor de Portugal”. São eles: Luís Pato Vinha Barrosa Monopólio Vinha Velha Regional Beiras tinto 2010; Principal Bairrada Grande Reserva tinto 2009, das Colinas de São Lourenço e o Quinta das Bágeiras Bairrada Garrafeira tinto 2009, do produtor Mário Sérgio Alves Nuno.
De acordo com explicação da Revista de Vinhos, ao longo de 2013, especialistas desta publicação provaram e avaliaram mais de dois mil vinhos, dos quais só os mais cotados, com a classificação mais alta, têm acesso ao grau de Prémio de Excelência. São apenas 30 vinhos, o que representa apenas 1% do total provado.
Designados pela Revista de Vinhos como “grandes embaixadores do vinho português”, neste restrito grupo encontram-se três vinhos da região o que, contas feitas, têm um peso significativo tendo em conta a quantidade de produtores, empresas e adegas existentes a nível nacional.
Acrescente-se ainda que estes prémios, que procuram escolher quem mais se destacou ao longo do ano anterior, evidencia que a região da Bairrada caminha a passos largos para o patamar da excelência, sendo uma das melhores regiões do país para a produção de vinhos de grande qualidade, mas também por ser detentora de um património gastronómico riquíssimo.
Prémios gratificantes não só para os premiados, mas também para a região.
Catarina Cerca

Produtor Luís Pato: “É uma honra ser reconhecido pela minha irreverência. Não sou um «yes men» e haver quem reconheça qualidade por uma pessoa que mantém sempre a verticalidade é uma honra muito grande. Quanto ao vinho premidado, é interessante porque se trata de um «baga», de vinhas com 90 anos.”

António Rodrigues, Restaurante O rei dos Leitões: “Trata-se de um prémio a nível nacional e como tal não estávamos à espera, embora se trabalhe sempre para isso. Foi fantástico, pois traz mais clientes e notoriedade para o restaurante, mas também para a região. Nós não dormimos à sombra do leitão, inovamos e temos muito mais oferta, abrangente e consensual.”

Produtor Mário Sério Nuno: “ A Bairrada começa a ter prémios, o que é ótimo. O nosso esforço enquanto produtores na Bairrada começa a surtir efeito. Este prémio confirma a regularidade da Quinta das Bágeiras ao longo dos anos. A distinção  é muito gratificante, até porque este vinho tem, nos últimos meses, somado várias distinções internacionais. A Revista de Vinhos escolheu bem.”

Carlos Lucas, Colinas de São Lourenço: “Tentamos fazer todos os dias vinhos de excelência, que agradem ao consumidor. Esta distinção é muito importante, dá-nos reconhecimento e responsabilidade para fazer sempre melhor. O consumidor está farto de vinhos banais. Estes prémios ajudam a Bairrada e a região tem de saber tirar partido de todas as suas potencialidades.”

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Dias Cardoso, dos vinhos à política e às artes


António Dias Cardoso foi o segundo convidado da iniciativa “Tem a Palavra”, promovida pela Junta de Freguesia de Oliveira do Bairro, em parceria com a ANOB.
Cerca de cinco dezenas de pessoas estiveram, durante hora e meia do seu serão de sexta-feira, no salão nobre da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, ouvindo atentamente o homem que, em dois mandatos distintos, presidiu aos trabalhos da Assembleia Municipal. Primeiro, ainda no tempo do saudoso autarca Alípio Sol, onde, confessou, havia mais “cordialidade e respeito”; já mais recentemente, foi também presidente daquele órgão com o atual autarca, Mário João Oliveira.
O que o levou a ser Engenheiro Agrónomo, a sua passagem por Angola e, já depois de 1975, o regresso a Portugal e concretamente o seu percurso e ascensão na Estação Vitivinícola da Bairrada foram outros assuntos abordados, nesta conversa conduzida pela diretora do Jornal da Bairrada, Oriana Pataco.
Não fugindo ao tema do associativismo, da música e das artes, falou-se também da infância, da família, da religião e da morte. Temas profundos a que Dias Cardoso nunca se esquivou a responder. Recorde-se que esta foi a 2.ª de 13 entrevistas, que serão depois compiladas em livro. A próxima é já no dia 7 de fevereiro: Armor Pires Mota entrevista Carlos Nunes, no Quartel dos Bombeiros de Oliveira do Bairro.

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1.º Encontro com vinhos e sabores – Bairrada foi enorme sucesso


Não poderia ser mais positivo o balanço da 1.ª edição do Encontro com o Vinho e Sabores – Bairrada 2013 que decorreu, entre os dias 13 e 15 de setembro, no Centro de Alto Rendimento Velódromo Nacional, em Sangalhos.
Expositores e visitantes mostram-se satisfeitos e falam na necessidade de continuar com esta iniciativa que visa a promoção da fileira da vinha, do vinho, da gastronomia e do turismo da região, aproximando os produtores dos consumidores.
A sessão inaugural do evento, organizado pela Comissão Vitivinícola da Bairrada, Município de Anadia, Turismo Centro de Portugal, com produção da prestigiada Revista de Vinhos, contou com a presença de Frederico Falcão, presidente do IVV; Adelina Martins, diretora regional de Agricultura e Pescas do Centro; Jorge Monteiro, da ViniPortugal; Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, autarca anadiense Litério Marques; Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada e Luís Lopes, da Revista de Vinhos.

Esforço conjunto. Pedro Soares reconheceu o esforço de todos os envolvidos na organização desta 1.ª edição, na qual a Revista de Vinhos “colocou todo o seu empenho”. Na ocasião, agradeceria a todos os produtores que ajudam a fazer a excelência da Bairrada, produtores com um enorme potencial, não só para fazer este evento mas muitos outros que contribuam para um crescimento da notoriedade da região, resultando em mais negócio, extensivo aos produtores de sabores também presentes nesta edição.
De resto, a iniciativa foi considerada por Frederico Falcão, do IVV, “impressionante”, por se tratar de “um evento com grande importância mediática”.
Frisando que a Bairrada está a subir nas vendas e a ganhar importância, a presença de todos os produtores foi considerada por si “muito importante para puxar pela marca Bairrada”.
De igual forma, Adelina Martins, da DRAPC, acrescentaria que o evento promove igualmente o turismo e a região, ao atrair visitantes, contribuindo para a promoção da identidade de toda a região.
Também Pedro Machado, do Turismo Centro de Portugal, era um homem feliz, na medida em que os dois desafios centrais foram concretizados. Por um lado, ter os produtores presentes em massa, com produtos de elevada qualidade e, por outro, pela força da cooperação dar corpo a uma mostra de excecional qualidade, na primeira linha do que de melhor se faz dentro e fora do país.
“Hoje demos um grande passo para que a região Centro e a Bairrada possam singrar no mercado interno e externo”, diria, sublinhando que aos produtores “lhes era devido um certame com esta qualidade que justifica claramente o investimento público realizado.”
Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, mostrou-se agradavelmente surpreso com o espaço, e em dia de abertura do certame avançou estar com grande expetativa: “numa época como aquela que atravessamos, este evento é um exemplo a seguir, pois trata-se de uma experiência coletiva que ajuda a criar notoriedade à Bairrada e pode contribuir para maior consciência da região a que pertence e aumentar o orgulho próprio”.
Este responsável, ainda que admitindo que neste ano zero, o sucesso comercial para os expositores presentes possa ser relativo, está convicto que o Encontro vai criar notoriedade e que outras regiões do país poderão vir a replicar o evento.
Ao JB admitiu que a Bairrada tem uma mais valia muito forte: “em termos de acessibilidades está a meio caminho entre o norte e o sul. Logo, tem todas as condições para atrair gente de todo o lado e daqui a dois ou três anos ser um dos mais importantes certames do género”.

Recados ao governo. Presente na sessão inaugural, o edil anadiense Litério Marques realçaria a qualidade dos vinhos bairradinos, mas também do espaço que acolhe esta primeira edição.
Na ocasião deixaria um recado à tutela que, a seu ver, deveria apostar e apoiar muito mais a produção do que é nacional e dos produtos bandeira de cada região. “Para se ter um produto de excelência é preciso investir na produção e isso não tem sido feito pelos nossos governantes”, diria, destacando que, ao contrário, a Câmara de Anadia estará sempre disponível para apoiar eventos com esta dimensão e qualidade.

Outras opiniões. Também o conhecido produtor bairradino Luís Pato teceria rasgados elogios a esta mostra: “sou 200% a favor porque acho que vai atrair à Bairrada inúmeros visitantes, mas sobretudo dar-lhe a visibilidade que a região nunca teve. Por outro lado, é uma ótima oportunidade de negócio”.
O produtor acredita que, estando a Bairrada novamente na moda, é preciso que unidos, todos os agentes económicos trabalhem no mesmo sentido. “Este foi um primeiro passo”. Atento às mudanças, admite que é altura da Câmara Municipal de Anadia – ou outra da região – não deixarem cair no esquecimento esta mostra, devendo continuar com realização anual. “Este espaço [Velódromo] é muito digno para receber um evento desta natureza”.
Por seu turno, Fernando Castro, da Confraria dos Enófilos da Bairrada, não deixou de felicitar a organização e os patrocinadores que acreditaram esta iniciativa que é inédita na região: “é importante dar esta imagem do quanto somos capazes de fazer e o que valemos”, concluindo que “este é o ano zero, o fermento, de uma iniciativa que vai continuar a produzir os seus frutos”.
Para além dos 33 stands ligados ao vinho, o ‘Encontro com o Vinho e Sabores – Bairrada 2013’ contemplou uma mostra, em 13 stands, dos melhores produtos da região, de onde se destacaram as águas, o leitão da Bairrada, o bacalhau, a carne Marinhoa, as conservas, a flor de sal, o pão da Mealhada e os doces regionais, como sejam os ovos-moles de Aveiro, os Amores da Curia, as queijadas de Águeda, o bolo da Páscoa de Vale de Ílhavo, o bolo de Anadia, o sorbet de espumante, entre muitos outros.
O certame intregou ainda dois jantares temáticos e três provas de vinhos e espumantes de excelência comentadas por especialistas.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Adega de Cantanhede apresenta novidades e novas colheitas


A Adega de Cantanhede apresentou, na penúltima segunda-feira, durante a realização da Expofacic, quatro novos vinhos. A prova destes néctares bairradinos, que teve lugar no recinto do mercado municipal, reuniu largas dezenas de convidados.
Sob a orientação do enólogo Osvaldo Amado foi apresentado um espumante, o Baga Blanc de Noir Marquês de Marialva, produzido apenas com casta baga. “Um espumante distinto”, acrescentou o enólogo, sublinhando que este deve ser “um dos caminhos” que a Bairrada deve percorrer. Um espumante que passou por um estágio de 18 meses em garrafa. De cor alambreada, no aroma e no sabor é frutado, fresco, cremoso e com mousse crocante que lhe transmite elegância e persistência.
Seguiu-se um branco, monovarietal. O “Marquês de Marialva Arinto Reserva 2012”, com 13,5% vol. álcool.
Sendo a casta Arinto uma das que acompanha o enólogo na sua carreira de 27 anos, revelou aos presentes ser uma das castas pelas quais é “um apaixonado”. Este vinho medalhado nacional e internacionalmente, confirma que “o Arinto é uma casta com grande potencial enológico”, disse Osvaldo Amado, na medida em que permite fazer vinhos bastante gastronómicos e que acompanham várias refeições e iguarias. Um vinho de aspeto cristalino, cor citrina intensa e de sabor frutado, fresco, elegante e harmonioso.
O terceiro vinho apresentado e provado pelos presentes foi o topo de gama da Adega, recentemente lançado. O tinto “Foral de Cantanhede – Grande Reserva Baga 2009”, produzido exclusivamente com uma seleção das melhores uvas da casta Baga. “De um lote de 100 barricas novas de carvalho francês, escolhemos as melhores 30 e fez-se uma produção limitada de 4224 garrafas”, frisou Osvaldo Amado, dando conta de que se trata de um vinho muito especial, que estagiou 14 meses em barricas novas de carvalho francês com tosta especial. “Um vinho com um elevado poder de envelhecimento”, diria, sublinhando que se trata de “um vinho que orgulha a Bairrada e que poderá ajudar a projetar a região”.
Também o autarca João Moura, presente no evento, referiu tratar-se de um vinho de excelente qualidade. “Foi uma honra para o município associa-se a este vinho de carácter excecional”, que é “um embaixador da região”.
O edil de Cantanhede daria ainda conhecer que o ponto de partida para o lançamento deste vinho foi a edição do Foral Manuelino de Cantanhede, concedido por D. Manuel I, em 20 de maio de 1514, no decurso da grande reforma empreendida pelo Rei Venturoso. Este acontecimento esteve na origem do repto que o líder do executivo camarário fez à direção da Adega, no sentido de assinalar o processo com o lançamento de um vinho.
De cor rubi profunda e concentrada, aroma intenso com destaque a ameixas e framboesas, na boca tem volume e estrutura com taninos firmes. É um vinho que termina longo e harmonioso.
O último vinho da tarde a ser apresentado, uma novidade na empresa e, sem dúvida, uma agradável surpresa para os presentes foi a apresentação do “Marquês de Marialva vinho licoroso Reserva dos Sócios” feito a partir das castas Baga 40%, Touriga Nacional 30%, Tinta Roriz 15% e Syrah 15%. “Um blend de vinhos que vão de 15 a 3 anos e um representante digno das uvas tintas da nossa região”, referiu Osvaldo Amado, sublinhando que este aposta “pode entrar em inúmeras iguarias”, deixando antever que até final do ano deverá ser lançado ainda um licoroso topo de gama.
Na ocasião, o enólogo António Dias Cardoso, diria tratar-se de “um produto que desperta interesse, de aromas finos e delicados” e que concorre perfeitamente com um vinho do Porto de 10 anos. “Uma aposta bem conseguida e que surpreendeu pela positiva”, acrescentaria ainda.

Catarina Cerca

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Vinhos Bairrada:José Carvalheira apresenta espumantes


Nascido no seio de uma família há várias décadas ligada ao vinho no concelho de Oliveira do Bairro, decidiu, juntamente com a esposa, em 2009, abraçar um projeto ligado à criação de vinhos, designado por Carvalheira Criadores de Vinhos.
O peso da tradição familiar, aliado aos cerca de três hectares e meio de vinha que a família possui naquele concelho bairradino levou-o a lançar-se, de cabeça, nesta aventura que está a ter grande sucesso e a revelar-se uma aposta vencedora.
Engenheiro agrícola de formação e responsável pelo departamento de enologia da Estação Vitivinícola da Bairrada, para além de ser enólogo consultor de algumas das mais prestigiadas empresas do setor vitivinícola da região, José Carvalheira confessa que está nesta aventura por “paixão pelos vinhos”.

Projeto de sucesso. “Este projeto tem por base essa tradição familiar, mas com um conceito distinto: fazer vinhos com uma imagem muito cuidada, num patamar qualitativo muito elevado e exigente, logo em pequeníssimas quantidades”. Por isso, a produção anual ronda não mais do que 5 mil garrafas no que se refere aos vinhos tranquilos (2.500 de tinto e 1.500 de branco). Estes vinhos tranquilos, apelidados de Aequinoctium, ambos Grande Reserva, são verdadeiras obras de arte, fruto de um trabalho muito cuidado que colocam estes vinhos numa categoria de Ultra Premium (gama alta), mas igualmente raros pela quantidade de garrafas lançadas para o mercado. Vinhos com um estágio muito elevado, no caso do tinto sempre superior a 15 meses de estágio em barrica de carvalho francês, e o branco com nove meses de estágio.
Após a primeira colheita em 2009, José Carvalheira fará, hoje, dia 30 de maio, pelas 19h30, a apresentação das novas colheitas destes vinhos tranquilos durante um jantar degustação que decorrerá no restaurante da Escola de Viticultura e Enologia da Bairrada, em Anadia, onde lecionou durante vários anos.
Na ocasião, o produtor vai ainda apresentar publicamente as suas mais recentes pérolas: três espumantes e um vinho colheita tardia.
Por isso, José Carvalheira faz um balanço altamente positivo desta experiência, já que a recetividade do consumidor e da crítica especializada tem sido francamente animadora, ao atribuir notas bem altas aos vinhos, colocando-os entre os melhores. Por outro lado, a nova crítica feita por bloguers atentos a estes novos produtos, comentados nas redes sociais, são também uma forma de divulgação e promoção que está a ter resultados surpreendentes.
Daí que o produtor defenda e acredite que a Bairrada tem tudo para dar cartas neste patamar qualitativo no panorama nacional. “É uma região com a particularidade de ter um grande potencial de envelhecimento”, adianta: “com uma área de vinha cada vez menor e custos de produção elevadíssimos, a região só será competitiva em patamares de qualidade mais altos, apostando em produtos de diferenciação, saindo da massificação”, conclui.

Novos produtos. A entrada na produção de espumantes está intimamente ligada ao projeto e parte do conceito de criar dois espumantes brancos de perfis contrastantes, mas também um espumante feito com castas tintas e um colheita tardia. “A produção de espumantes, quando estiver em velocidade de cruzeiro, atingirá as 15 mil garrafas”, diz José Carvalheira, revelando que este é um produto com muita margem de crescimento e aquele onde irá realmente fazer uma grande aposta.
Ao JB revelou ainda algumas curiosidades que demonstram o cuidado com a imagem dos vinhos. Cada um deles tem nos rótulos estilizado o símbolo de um signo do zodíaco que vigorava no calendário na altura da vindima (vinhos tranquilos). No tinto, o signo patente no rótulo é o de Balança e, no branco, o de Virgem.
Já os espumantes de marca Hibernus (Inverno) corresponde ao momento em que se fez a tiragem, ou seja, o rótulo faz referência à estação do ano que vigorava na altura da tiragem, sendo o símbolo do zodíaco Peixes.

Fungus
É o primeiro vinho colheita tardia do produtor. Nasce tendo por base a casta Maria Gomes e foi batizado de Fungus, uma vez que na origem da podridão nobre que dá origem a este vinho está o fungo Botrytis que “ataca” os bagos de uma pequena parcela junto a um ribeiro. Predominam as notas de creme brulee, marmelada, casca de laranja confitada e o alperce seco. Foram engarrafadas mil garrafas e o vinho combina na perfeição com foie gras ou sobremesas. Preço recomendado: 12 euros.
Ante Aequinoctium Veranum 2011 Grande Reserva
Este extraordinário vinho branco foi vinificado com maceração prolongada, estagiou nove meses em barrica de carvalho francês. Elaborado a partir das castas Arinto, Bical e Chardonnay, em percentagens iguais, é excelente para acompanhar pratos de peixe, marisco mas também carne, por ser um branco bastante estruturado e fresco. Preço recomendado: 19 euros.
Aequinoctium Autumnus 2010 Grande Reserva
Vinho tinto elaborado com as castas Baga (45%), Touriga Nacional (35%) e Syrah (20%), com estágio muito elevado, entre 15 e 20 meses em barrica de carvalho francês. Trata-se de um tinto poderoso, opulento, com enorme capacidade de envelhecimento. Preço recomendado: 20 euros. garrafeiras de renome, desde o Porto ao Algarve.
Hibernus Premier Vintage 2012 Brut
Ótimo para acompanhar entradas e sobremesas, este extraordinário espumante foi feito com as castas Bical, Maria Gomes, Arinto, Baga e Chardonnay. É o primeiro da gama dos espumantes, e o primeiro a ser lançado no mercado em cada colheita, por ser muito jovem, com um estágio de apenas seis meses. Intenso pela sua juventude. Notas florais e bastante frutado. Um espumante fácil de se gostar. Espumante com IGP Beira Atlântico. Preço recomendado: 10,80 euros.
Hibernus Grande Cuvée Vintage 2010 Brut Nature
O vinho base deste espumante foi parcialmente fermentado em barrica de carvalho francês e amadurecido dois anos e meio em garrafa. Uma seleção de castas Arinto, Baga e Chardonnay. Um bruto natural sem adição de açúcar. Amanteigado, notas de madeira, biscoito de manteiga, casca e flor de citrinos.
Preço recomendado: 17 euros.
Hibernus Cuvée de Noirs Vintage 2011 Brut Nature
Feito com base exclusivamente em uvas tintas (baga 55% e touriga nacional 45%) mas de cor muito pálida, ligeiramente salmonado. Muito elegante do ponto de vista aromático, notas de frutos frescos, groselhas e framboesas, mistura de notas amanteigadas com tosta, conferidas pelos 15 meses de envelhecimento. Preço recomendado: 16,50 euros.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Anadia:Mulheres cada vez mais interessadas em saber provar e comentar vinhos


Numa iniciativa inédita por ser exclusiva para o público do sexo feminino, teve lugar na tarde do passado sábado, dia 16 de fevereiro, um curso de Iniciação à Prova de Vinhos, que decorreu em Anadia, mais concretamente na sala de provas da Estação Vitivinícola da Bairrada (EVB).
Integrado nas comemorações dos 125 anos da EVB, o curso, limitado a 35 inscrições, foi participado por 37 mulheres. Um sucesso, superando todas as expetativas já que, em apenas dois dias, se registaram mais de 100 inscrições, o que obrigou a organização (DRAP Centro e EVB) a suspender as mesmas.
“O vinho está na moda”, dizia-nos uma das participantes, já habituada a lidar com vinhos da Bairrada, de várias marcas e produtores. Cristina Azevedo, da Rota da Bairrada, confirmou ser cada vez maior o número de mulheres interessadas em aprender, em saber mais sobre os vinhos, mas também sobre a forma como estes devem ser servidos e apreciados. Por outro lado, destacou o papel da mulher neste setor predominantemente masculino: “elas têm ganho outro protagonismo neste setor e esta é uma iniciativa feliz”.
E se a parte lúdica da iniciativa foi uma das razões que trouxe à EVB a maioria das participantes, não deixaram de estar igualmente presentes várias mulheres habituadas a lidar com vinhos, já que estes fazem parte do seu mundo profissional.
Joana Campolargo, da Adega Campolargo (S.Lourenço Bairro), Ana Lemos, da Quinta do Ortigão (Anadia), Luciana Sardo, Sónia Oliveira, Maria da Luz Silva, Joana Castilon (Aliança – Vinhos de Portugal), Cristina Azevedo e Teresa Manso (Rota da Bairrada), Manuela Melo (Caves da Montanha), Mónica Jesus (vinhos Filipa Pato), entre outras, foram algumas das profissionais presentes neste evento.
A propósito da iniciativa, Joana Campolargo não deixou de referir que “quanto mais se treina, mais se aprende”, sendo o treino fundamental, senão mesmo determinante para os profissionais do setor. Por isso, ser um rosto assíduo em iniciativas do género: “mais conhecimento e mais técnica” são dois dos ingredientes que a despertam para este tipo de cursos.
A produtora e responsável pelo mercado externo dos vinhos Campolargo sublinharia ainda que “é um facto incontornável que há cada vez mais mulheres interessadas por vinhos e por saber mais sobre estes.”

Homenagem às mulheres. Jorge Gomes, diretor de serviços de Desenvolvimento Agro-Alimentar, Rural e Licenciamento da DRAP Centro, revelou que com esta iniciativa se pretendeu “dar especial ênfase ao papel da mulher no vinho, sendo também o culminar de todo um conjunto de iniciativas realizadas nos últimos meses, no âmbito das comemorações dos 125 anos da EVB”.
Por outro lado, diria, ser também “uma forma de homenagear o papel da mulher na história e evolução do setor”. Por isso, considera oportuno “quebrar a ideia de que o vinho está associado ao homem, porque se trata de um setor transversal, que não é sexista, até porque se vê cada vez mais o sexo feminino a dedicar-se a esta área”. Depois, acrescentou, “houve a preocupação de orientar o curso para um segmento que não tem grandes hábitos enraizados relativamente a conceitos associados à prova”, deixando ainda uma nota de que a adesão maciça mostra “o crescente interesse das mulheres por este setor, pelos vinhos”.
Jorge Gomes interpreta ainda a enorme adesão ao curso “por se tratar de um público ávido de conhecimento”, proveniente dos mais variados níveis: profissional a lúdico/informativo. Por isso, não descarta a hipótese da realização de outras ações no género, direcionadas para áreas mais específicas, com uma natureza e grau de exigência também diferentes.

Viagem pelos sentidos. Mais do que um curso, esta tarde foi como que uma viagem pelo mundo dos sentidos. A visão, o olfato e o paladar são os sentidos essenciais a um bom provador e querem-se apurados. Caberia ao enólogo José Carvalheira, técnico Superior do Departamento de Enologia da EVB, provador das Câmaras de Prova da CVR Bairrada e formador na área da enologia, fazer as honras da casa.
Ao longo de mais de três horas, fez “uma abordagem simplista da temática, tendo em conta o tempo disponível e o público alvo”, como referiu.
A primeira hora foi dedicada às metodologias de análise sensorial de vinhos. As participantes ficaram a conhecer um pouco mais sobre os tipos de prova de vinhos, órgãos dos sentidos usados, condições ambientais ideais para provar vinhos, caraterísticas dos vinhos, metodologia na análise do vinho, temperatura e serviço de vinhos, tipo de copos, etc. Na segunda parte, participaram numa prova comentada de vinhos brancos, tintos e espumantes Bairrada.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Mário Sérgio Nuno (Quinta das Bágeiras) distinguido como Produtor do Ano pela Revista de Vinhos


O produtor bairradino Mário Sergio Nuno foi distinguido com o prémio Produtor do Ano (2012), pela Revista de Vinhos.
A entrega de prémios teve lugar na última sexta-feira, dia 15 de fevereiro, na Alfândega, no Porto.
Para além de Mário Sérgio, proprietário da Quinta das Bágeiras (Fogueira-Sangalhos) foram também premiados com Excelência três vinhos da região, um do próprio Mário Sérgio (Quinta das Bágeiras Pai Abel Branco 2009) e dois outros vinhos de dois grandes produtores da Bairrada, Luís Pato e João Póvoa, respetivamente com os vinhos Luis Pato Quinta do Ribeirinho Pé Franco 2009 e Kompassus Private Selection 2009.
Vinhos que, de acordo com a Revista de Vinhos deste mês, “nos fazem sonhar, que nos despertam como nenhuns outros, os sentidos de prazer”.
Ao Jornal da Bairrada, o produtor bairradino vê esta distinção como “o reconhecimento do trabalho realizado ao longo dos 24 anos de existência da Quinta das Bágeiras”. Por outro lado, diz ser também um “grande estímulo para continuar nesta tarefa árdua de produzir vinhos de excelência”.
De acordo com a Revista de Vinho, o produtor Mário Sérgio é um “produtor que desde há mais de duas décadas representa o melhor dos Bairradas clássicos e que em 2012 lançou mais um conjunto de excelentes vinhos”.
O produtor, que possui 28 hectares de vinha, confessa que daqui em diante espera uma maior recetividade e confiança em relação aos vinhos da Quinta das Bágeiras, quer no mercado nacional, quer internacional, onde se tem vindo a afirmar nos últimos anos.
Recorde-se que este produtor já alcançou outros prémios importantes ao longo da sua carreira: foi considerado Agricultor do Ano 2004 em Portugal, pelo Ministério da Agricultura; obteve o título de Uma das 100 melhores adegas do mundo em 2011, pela revista Americana “WINE & SPIRITS” e o Prémio de Excelência 2012 da Revista de Vinhos para o vinho branco “Pai Abel 2009”, primeira ano de produção com esta designação.

Prémio para a casta Baga. A casta Baga, amada por uns e odiada por outros, tem em Mário Sérgio um acérrimo defensor, já que pertence aos Baga Friends, (grupo que integra nomes como Filipa Pato, João Póvoa – Kompassus, Luís Pato, Dirk Niepoort, Sidónio Sousa, François Chassant – Quinta da Vacariça e Palace do Bussaco, criado em 2010 com o objetivo de preservar, defender e divulgar vinhos da Bairrada, produzidos com a casta Baga). Nesta noite, juntamente com o vinho de Mário Sérgio, também os de Luís Pato e João Póvoa foram galardoados.
Por isso, os prémios Excelência, conquistados, são, na opinião do produtor bairradino “o reconhecimento por parte da comunicação social e dos consumidores para a grande casta que é a Baga. E, mais uma vez, comprovar que quando bem trabalhada e instalada no seu verdadeiro terroir dá vinhos de excelência”.
Segundo Mário Sérgio, estes prémios “vêm contribuir para que a região da Bairrada passe a ombrear com as regiões mais destacadas do país”.
Estes prémios da Revista de Vinhos, já apelidados de “Óscares” do Vinho, vão na sua 16.ª edição e premeiam anualmente a excelência do setor: instituições e pessoas que se destacaram na fileira vínica e gastronómica em Portugal.
CC

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Anadia: Curso de prova de vinhos exclusivamente para mulheres


Exclusivamente para público feminino, vai ocorrer o 1.º Curso de Iniciação à Prova de Vinhos Bairrada, uma iniciativa da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, integrada nas comemorações dos 125 anos da Estação Vitivinícola da Bairrada.
O curso, limitado a 35 inscrições, acontecerá na Sala de Provas da Estação Vitivinícola da Bairrada, em Anadia, no dia 16 de fevereiro, sábado, das 15h às 17h30. Do programa consta uma abordagem às metodologias de análise sensorial de vinhos e uma prova comentada de vinhos e espumantes Bairrada.
A frequência é gratuita, sendo necessária inscrição até 12 de fevereiro, através do mail: nirp@drapc.min-agricultura.pt.
As comemorações dos 125 anos da Estação Vitivinícola da Bairrada resultam de uma parceria entre a DRAPCentro, o Município de Anadia, o Museu do Vinho Bairrada, a Confraria dos Enófilos da Bairrada, a Rota da Bairrada e o Turismo Centro Portugal.

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Augusto Mateus é confrade honorário dos Enófilos da Bairrada


 

O ex-ministro da Economia de António Guterres, Augusto Mateus (março de 1996 a novembro de 1997), foi investido confrade honorário, na noite do último sábado, pela Confraria dos Enófilos da Bairrada, durante o 34.º Grande Capítulo daquela Confraria.
À semelhança de todas as outras edições, o evento decorreu no Palace do Buçaco, local onde foram ainda entronizados sete confrades efetivos e cinco confrades de mérito (brasileiros).

É preciso produzir mais, melhor e com qualidade. O economista e professor catedrático, Augusto Mateus referiu ter aceite o convite “para ajudar a desenvolver a região”. Na sua perspetiva, “a região pode confiar no futuro, pois é um exemplo do que o país pode fazer para ultrapassar problemas e dificuldades”. Embora a situação económica do país seja difícil, o país tem de apostar nos contactos com os países emergentes (Índia, China, Brasil, Rússia e África do Sul).
E, em matéria de vinhos, afirmou que é preciso produzir bom, fazer um produto com valor, fácil de comercializar, ao gosto do consumidor: “é preciso acrescentar cultura e diferenciação neste mundo global em que vivemos”. Daí, que o futuro passe pela criação de valor de forma inteligente, capaz de ultrapassar problemas de competitividade. “A Bairrada sozinha não vai a lado nenhum”, avançou, mas deve ter em conta, por exemplo, a contribuição que pode ser dada pelos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que podem funcionar como uma plataforma para Portugal se afirmar no mundo.
Por outro lado, defendeu que a experiência, conhecimentos e sabedoria dos reformados não pode ser desperdiçada: “são muitos homens e mulheres que podem ajudar a tomar decisões com menos risco”. Por isso, defende a reforma do modelo social, “este é insustentável”, até porque é obrigação do poder político decidir, mas nunca contra a sociedade ou contra a economia. “É preciso investir mais e consumir menos”, disse.
Em nome dos sete novos confrades efetivos, caberia a Pedro Soares, presidente da CVB, destacar que a “Confraria é um grupo de amigos, com interesses comuns, neste caso, elevar os vinhos da região da Bairrada ao patamar da excelência”, não deixando também de salientar que a Confraria dos Enófilos da Bairrada “tem sido determinante no delimitar da região vitivinícola Bairradina”.

Confrades “embaixadores” no Brasil. Já pelos seis confrades de mérito (todos eles brasileiros), o médico pediatra Mário Teles diria estar, como os seus pares, “honradíssimo por passar a fazer parte desta Confraria, podendo estar certa a direção da Confraria e todos os confrades que terão em cada um de nós um embaixador do vinho da Bairrada no Brasil”.

Sentida homenagem a Luiz Costa, “pai” da Confraria. Como manda a tradição, pelos velhos confrades, António Celestino de Almeida fez uma resenha histórica das potencialidades e riquezas da região da Bairrada: terreno fértil para a agricultura, para a criação de gado, para o desenvolvimento das indústrias da cerâmica, madeira, metalurgia e das duas rodas.
Mas foi sobre o desenvolvimento do setor vitivinícola que se debruçou, falando da enorme qualidade que tanto os vinhos brancos como tintos conseguem atingir, resultando a casta Baga (casta mais emblemática da Bairrada) em vinhos de excelência. Uma terra de ilustres (políticos, escritores, poetas, pintores) mas também de Luiz Costa, autor e mentor da Confraria (recentemente falecido, aos 84 anos) homenageado aqui pelos seus pares confrades de duas formas distintas: a capa que ilustra, anualmente, a brochura do Grande Capítulo, este ano foi ilustrada com um excerto de uma sua carta, escrita a 23 de setembro, poucos dias antes do seu falecimento. Um excerto delicioso que evidencia a sua lucidez e boa disposição.
Ainda nesta brochura, António Dias Cardoso assina um texto dedicado a Luiz Costa, impulsionador da demarcação da região da Bairrada e mentor da Confraria, que sempre recusou as luzes da ribalta “mantendo-se no seu posto predileto: o da formiga laboriosa”. Por isso, refere, as mais marcantes realizações da Confraria “levam a sua marca inconfundível de requinte e bom gosto”. “Um homem afável, culto, conversador inato, de quem, facilmente, se ficava amigo e admirador”, refere Dias Cardoso.
De igual forma, também Fernando Castro, presidente da direção da Confraria, se referiu ao falecimento de Luiz Costa (4 de outubro) a quem muito a Confraria fica a dever. “A Confraria era como uma sua filha muito querida e na qual tinha muito orgulho, tal era o carinho com que sempre a tratou e como a acompanhava, o tempo que lhe dispensou, as ideias e conselhos que lhe deu, as marcas que nela deixou, as cartas que lhe escreveu”.

Região para produção de espumantes de excelência. Fernando Castro não deixou de realçar que esta é uma região capaz de produzir espumantes de excelência. No âmbito dos 125 anos da Estação Vitivinícola da Bairrada, reconheceu que este produto “veio revolucionar a região. Não imagino a Bairrada, de hoje, se não tivesse havido ideia (há 125 anos) de aqui o produzir”. Por isso, sublinhou que o espumante deu um incremento económico à região e que a Bairrada tem aqui argumentos muito fortes para se afirmar. “Existe o empenhamento da Comissão Vitivinícola da Bairrada para sensibilizar os agentes para a produção de espumantes de qualidade. Esse é o nosso potencial e caminho a seguir”, concluiria.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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