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CVB aposta na promoção além-fronteiras: Espumantes “Baga Bairrada” à conquista de Londres


Depois do primeiro (grande) passo dado este ano na promoção além-fronteiras, com a presença no maior ponto de encontro mundial do mercado do vinho – a feira ProWein –, no passado mês de março, o conjunto de espumantes da nova categoria criada em 2015, ‘Baga Bairrada’, voa agora para Londres.
A Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) e os sete produtores deste projeto vão estar na Embaixada de Portugal, hoje, dia 21 de abril, a mostrar os seus néctares borbulhantes a um vasto grupo de convidados profissionais, de entre jornalistas e outros líderes de opinião, proprietários de lojas de vinho e restaurantes, mas também a consumidores.
O cluster ‘Baga Bairrada’, que arrancou com cinco referências, tem atualmente sete espumantes brancos feitos 100% da casta Baga. Novidades estão na calha ainda para este ano, mas à prova dos exigentes palatos londrinos vão: o ‘Marquês de Marialva Baga Bairrada Bruto 2013’ (Adega de Cantanhe); o ‘Aliança Baga Bairrada Reserva Bruto 2013’ (Aliança Vinhos de Portugal); ‘Montanha Baga Bairrada Grande Cuvée 2009’ (Caves da Montanha); ‘Primavera Baga Bairrada Extra Bruto 2013’ (Caves Primavera); ‘São Domingos Baga Bairrada Bruto 2008’ (Caves do Solar de S. Domingos); ‘Quinta do Poço do Lobo Baga Bairrada Bruto Natural 2013’ (Caves São João); e ‘Rama&Selas Baga Bairrada Bruto Natural 2013’ (Rama&Selas).

‘Baga Bairrada’: uma região, uma casta, um (tipo) espumante. ‘Baga Bairrada’ é uma iniciativa promovida pela Comissão Vitivinícola da Bairrada, aberta a todos os produtores da região, com o propósito de estabelecer um standard coletivo para “um espumante” feito a partir da casta bandeira da região, a Baga. Uma nova categoria para um produto distinto, com regras de produção e identidade gráfica próprias, criada para melhor promover e vender a região – e seus vinhos – em Portugal e no mundo.
A CVB pretende assim sinalizar, demarcar e autenticar a casta Baga como variedade típica (e predominante) da Bairrada, valorizando a casta, a região vitivinícola, e gerando notoriedade para o grande fator diferenciador: a Bairrada como região com massa crítica suficiente para fazer espumantes brancos de uma casta tinta.
Embora a regulamentação desta nova categoria contemple brancos, rosados e tintos, a CVB tem como objetivo principal assegurar um denominador comum e estilo que faça crescer os espumantes “Blanc de Noirs Baga Bairrada”, em particular nos mercados de exportação, onde o espumante português ainda tem dificuldades em afirmar as suas especificidades.
A importância da casta Baga na valorização e diferenciação dos espumantes Bairrada é hoje uma realidade indiscutível. Durante anos, vários foram os produtores que encontraram nela o complemento perfeito para os seus lotes de vinho base espumante. No entanto, nos últimos 8 a 10 anos os espumantes varietais de Baga têm ganho adeptos na produção, mas também junto da crítica especializada e do consumidor, que lhe atribuem uma conotação extremamente positiva.

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Vinhos Bairrada: “Vadio” obteve melhor classificação na Wine&Spirits


O vinho tinto Vadio Bairrada 2006, produzido pelo produtor bairradino Luís Patrão, arrecadou a nota mais alta (94 pontos) numa avaliação feita pelo crítico Joshua Greene para a prestigiada revista Wine & Spirits – edição de abril.
Na listagem dos “Melhores do Ano – Tintos Portugueses”, este tinto da Bairrada arrecadou 94 pontos, sendo o primeiro do ranking dos vinhos Bairrada mais pontuados. O produtor Luís Patrão conseguiu ainda outro feito notável, com o vinho Vadio Bairrada 2012, ao obter 91 pontos e a categoria de “Melhor Compra”.
O crítico Joshua Greene diz mesmo que este vinho tem “notas que remetem a um Barolo envelhecido”. Quanto ao Vadio tinto 2012, o crítico também não lhe poupa elogios: “É encorpado e delicioso”, diz.

Projeto Vadio tem 11 anos. O projeto Vadio está situado na aldeia da Poutena, no concelho de Anadia. Trata-se de um pequeno projeto familiar fundado por Luís Patrão, enólogo na Herdade do Esporão. Tem como elemento essencial a recuperação das castas tradicionais, especialmente a Baga e a produção de autênticos vinhos DOC Bairrada.
O projeto teve início em 2005, com uma pequena parcela de 5 hectares de uma vinha familiar de mais de 60 anos. Hoje, são 4,5 hectares de vinhas e contratos com pequenos produtores locais. Todas as parcelas de baga são plantadas exclusivamente em solos árgilo-calcáreo e praticam uma viticultura sustentável.
Os vinhos apresentam um estilo clássico, que pretende respeitar a autenticidade da região e o caráter das castas que lhe dão origem.
A JB Eduarda Dias, do Projeto Vadio, confessou ter ficado muito satisfeita com o reconhecimento: “Trabalhamos diariamente para que os nossos vinhos tenham qualidade e é sempre bom que seja reconhecida, ainda mais numa publicação como a Wine & Spirits.”
A JB acrescentou que o crítico norte-americano conheceu os vinhos Vadio através do contacto realizado com o distribuidor desta marca nos EUA, que enviou para o painel da prova da Revista os dois vinhos.
“Não é fácil os vinhos portugueses obterem boas classificações, passar a barreira psicológica dos 90 é ótimo, tudo o que vier acima é melhor ainda”, admite Eduarda Dias, para quem estas pontuações terão, naturalmente, repercussões na notoriedade da marca e dos vinhos Vadio.
“Para o mercado da América do Norte, este tipo de pontuações é indispensável. São selos de garantia para um consumidor que desconhece Portugal, as nossas castas autóctones e consequentemente a qualidade dos nossos vinhos. Obviamente que 94 pontos não garantem a venda de toda a produção, mas é uma ótima ferramenta de comunicação e ativação da marca. Portugal, e a Bairrada em particular, precisam de muitos 94 pontos para que a imagem de qualidade dos vinhos passe para o conhecimento comum do consumidor final destes mercados, e não apenas dos profissionais do mundo do vinho”.
O Vadio Tinto 2006 é uma reserva de 10% da produção que é relançada quando a colheita completa os 10 anos. “Tomámos esta decisão de guardar esta reserva para mostrar o potencial da Baga para envelhecer e criar vinhos únicos”, sublinha. O 2012 é a colheita que estão já a comercializar atualmente.

Outros Bairrada premiados

Recorde-se que para além dos dois vinhos Vadio, a Bairrada obteve ainda excelentes classificações com vinhos da Adega Campolargo, produtores Ataíde Semedo e Luís Pato e Aliança Vinhos de Portugal.
Assim, o vinho Bairrada da Adega Campolargo “Rol de Coisas Antigas 2011” obteve 92 pontos. Também o Bairrada 2013 do produtor Ataíde Semedo obteve 90 pontos e a designação de “Melhor Compra”, o mesmo acontecendo com o vinho Beira Atlântico Colheita Seleccionada 2012 do produtor Luís Pato. O Bairrada Reserva Aliança 2013 obteve 88 pontos e também a designação de “Melhor Compra”.07

CC

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Sommeliers americanos incluem dois Bairrada nos “50 Melhores Vinhos de Portugal para os EUA”


Foram esta semana revelados em Nova Iorque aqueles que são os “50 Melhores Vinhos de Portugal para os EUA”.
Na seleção, feita por três master sommeliers (o patamar mais elevado da profissão escanção) americanos, figuram dois vinhos da Bairrada de produtores já com uma larga história para contar: Caves São João e Luís Pato.
Dennis Kelly, Madeline Triffon e Peter Granoff reconheceram a excelência do ‘Quinta do Poço do Lobo Reserva tinto 2012’ e do ‘Luís Pato Vinhas Velhas tinto 2011’ nesta iniciativa criada há três anos pela ViniPortugal.
Segundo esta organização interprofissional, o objetivo é “reforçar o conhecimento e a notoriedade dos vinhos portugueses junto dos consumidores e dos líderes de opinião norte-americanos”.
O ‘Quinta do Poço do Lobo Reserva tinto’ é um vinho da quinta homónima que foi adquirida pelas Caves São João em 1971, tendo o primeiro vinho sido comercializado 16 anos depois. Nesta propriedade, com cerca de 35 hectares, colhem-se as uvas das castas Baga (35%), Touriga Nacional (50%) e Cabernet Sauvignon (15%) que dão origem a este DO Bairrada de 2012. Com um preço de venda “na prateleira” a rondar os 13,50 euros, é um tinto de cor violácea que no seu corpo revela especiarias e bagas vermelhas com um toque floral e de campo. É muito equilibrado, vivo e alegre, com uma acidez bem marcada e taninos persistentes. Ideal para carnes vermelhas e caça, bem como queijos amanteigados.
Luís Pato, o revolucionário produtor bairradino, tem no Vinhas Velhas uma das suas mais emblemáticas referências. Em 1988, o galardoado ‘Senhor do Vinho 2015’, foi o primeiro a chamar a atenção para a idade de uma vinha como fator de qualidade, tendo, naquele ano, produzido o primeiro Vinhas Velhas português. A edição de 2011 é vendida ao público por 12,50 euros. De uvas da casta Baga, provenientes de vinhas com mais de quarenta anos, este ‘Luís Pato Vinhas Velhas tinto’ é um Bairrada de álcool moderado e fresco na fruta, com sugestões de cerejas, framboesas e especiarias. Bastante equilibrado, é extremamente gastronómico, indicado para acompanhar uma grande variedade de pratos.
Como é característica dos vinhos da região Bairrada, ambos os premiados denotam grande potencial de longevidade. Daqui a 15 anos ainda vestirão a camisola de um grande vinho, a mesma que agora receberam sob cunho americano.

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Avelãs de Caminho: Vinícola Castelar celebra 70 anos


A Vinícola Castelar (Avelãs de Caminho) está a celebrar sete décadas de existência e prepara-se para lançar no mercado novos produtos, entre os quais uma edição limitada de uma aguardente velhíssima com meio século em casco na adega.
Ao JB Vanda Paiva, gerente da empresa, destaca a grande aposta que a empresa tem vindo a realizar nos últimos anos no mercado externo, onde começa a ganhar terreno.

A Vinícola Castelar assinalou recentemente 70 anos de fundação. O que foi feito para assinalar tão importante data?
Para assinalar esta data, a Vinícola Castelar vai, durante este ano, lançar produtos novos, novas imagens e uma forte campanha de marketing junto dos clientes.

Ao longo destes 70 anos, quais foram os principais marcos da história da empresa?
Sendo uma empresa familiar e com esta longevidade, muitos têm sido os marcos históricos. Estes foram dependendo das gerações familiares, da evolução do mercado dos vinhos, das exigências a nível de segurança alimentar, das exigências do consumidor e claro que as crises económicas que já passamos também fizeram a sua história nesta empresa.

Mais recentemente, foi lançado algum novo produto? Ou será lançado em breve?
Recentemente lançámos a nova imagem do Espumante Bruto e Meio Seco “SERRA BRAVA”, que teve muita aceitação junto dos importadores durante as provas na SISAB. Irá sair em breve uma edição limitada de uma aguardente bagaceira velhíssima também com a marca “SERRA BRAVA”, que tem mais de 50 anos em casco de carvalho na nossa adega. Até ao final deste ano iremos ter mais surpresas.

Quais os produtos com mais peso no vosso portefólio?
Todos têm a sua importância. De qualquer modo, realço os espumantes e os licores. Fazem parte do portefólio da empresa: os espumantes; os vinhos de mesa e os vinhos de mesa DOC; os licores; as aguardentes e os xaropes são produtos que existem desde 1946 com as marcas Catalino, Serra Brava, Carícia, R/46, Trono Real e agora para os produtos de maior qualidade, a marca “Castelar”.
De salientar também os contratos que temos com os três grandes clubes de futebol português – Sport Lisboa e Benfica, Sporting Clube de Portugal e Futebol Clube do Porto – para produção e comercialização de espumantes, aguardentes e licores com as marcas destes.
Todos estes produtos foram criados tendo em mente a qualidade e a satisfação do cliente.

Os vinhos e espumantes Bairrada têm estado em alta, sendo alvo de inúmeros reconhecimentos e prémios, a nível nacional e internacional. Esta boa aceitação por parte do mercado também tem tido repercussões positivas para a Vinícola Castelar?
Com certeza que sim. Os espumantes Bairrada são cada vez mais procurados em todo o mundo. Talvez ainda em alguns nichos de mercado, mas com muita curiosidade. Tivemos essa experiência agora durante a SISAB em Lisboa, muitos importadores dos mais variados países vinham pela primeira vez provar os nossos espumantes, que tiveram muita aceitação.

Quais são, neste momento, os principais mercados da vossa empresa? Há perspetivas de expansão?
Até há bem pouco tempo, a empresa estava muito centrada no mercado português, situação que se tem vindo a alterar nos últimos três anos, com a conquista de mercados como a Suíça, França, Luxemburgo, China, Brasil, Angola e Japão.
O nosso grande objetivo neste momento é continuar a crescer nos mercados internacionais.
Catarina Cerca

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Prémio: Quinta dos Abibes Sublime Tinto conquista ouro na maior competição alemã


O vinho Quinta dos Abibes Sublime Tinto 2010 (D.O.P Bairrada), produzido pelo vitivinicultor Francisco Batel Marques, acaba de ser distinguido com a medalha de ouro na 18.ª edição do Grande Prémio Internacional do Vinho “Mundus Vini 2016”.
Batel Marques realça este triunfo, “fruto de um projeto de persistência, determinação e paixão que nos permitiu fazer vinhos de elevada qualidade, marcando a diferença e que têm sido premiados e reconhecidos mundialmente”.
“Criámos um «pequeno terroir» em que produzimos vinhos muito selecionados, com características muito próprias”, explica Francisco Batel Marques, que produz atualmente três espumantes (um rosé, um reserva e um sublime), dois tintos (reserva e sublime) e um branco sublime – os vinhos sublimes resultam de colheitas de qualidade excecional.

Terroir único

A Quinta dos Abibes iniciou a atividade em 2003, sendo a primeira colheita em 2006, e produz vinhos em sete hectares de vinha em pleno coração da Bairrada, a partir das castas touriga nacional, arinto, baga e cabernet sauvignon.
Com seis colheitas no mercado, os vinhos Abibes conquistaram já dezenas de medalhas, das quais se contam duas grande ouro, 14 ouro (cinco internacionais), 26 prata (16 internacionais), um bronze (internacional), oito diplomas internacionais de prestígio e menções honrosas, “graças à grande qualidade deste terroir único, de onde saem anualmente 40 mil garrafas”, refere Batel Marques.
O “Mundus Vini 2016”, que se realizou entre 21 e 24 de fevereiro, em Neustadt, na Alemanha, juntou 160 jurados, de 36 países, entre enólogos, vinicultores, comerciantes de vinho, escanções e jornalistas especializados, para avaliar mais de cinco mil vinhos diferentes, através de provas cegas.
Na 18.ª edição do “Mundus Vini” estiveram a concurso vinhos de cerca de 150 regiões vinícolas diferentes, a maioria deles provenientes de países europeus, como Itália, Espanha, Alemanha, França e Portugal. No entanto, estiveram também presentes vinhos de origens mais exóticas como Israel, Líbano, Marrocos, México e Peru. O número de produtos destinados a receber prémios nesta competição é limitado a 40% das amostras apresentadas que obtiveram os pontos mais altos na sua respetiva categoria.

 

A paixão pelos vinhos

Francisco Batel Marques não esteve sempre ligado à produção de vinhos, mas o projeto da Quinta dos Abibes surge de uma paixão de muitos anos, associada à investigação que o levou a considerar a Bairrada o local ideal para criar vinhos excecionais.
Licenciado em Ciências Farmacêuticas pela Universidade de Coimbra, e doutorado em Ciências Farmacêuticas pela Universidade do País de Gales, Francisco Batel Marques é professor associado da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, coordenador da Unidade de Farmacovigilância do Centro, e diretor do Centro de Avaliação de Tecnologias de Saúde e Investigação em Medicamentos. É membro da Sociedade Portuguesa de Farmacologia, da International Society of Pharmacoeconomics and Outcomes Research e do American College of Clinical Pharmacy, e da Comissão de Ética para a Saúde da Administração Regional de Saúde do Centro.

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Espumantes Bairrada a caminho da ProWein para promoção mundial


 

Este ano com foco nos espumantes, com destaque para os BAGA BAIRRADA, a Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) volta a promover a região na ProWein, o maior ponto de encontro entre quem vende e quem compra no mercado mundial de vinhos. Os néctares estão já de partida para a mais importante e prestigiada feira mundial do sector que vai ter lugar em Düsseldorf, na Alemanha, de 13 a 15 de março.
Depois de em 2015 a conceituada crítica de vinhos e jornalista Christina Fischer – que escreve para publicações como a Vinum, a Sommelier e a Allgemeine Hotel- und Gastronomie-Zeitung – ter ministrado um seminário em que abordou de forma mais genérica a região, seu terroir e vinhos, este ano a abordagem será mais específica, sob o tema ‘Bairrada Buble Point’. Durante cerca de uma hora, profissionais do sector e compradores internacionais vão ter a possibilidade de se “especializar” no que a Bairrada tem de mais genuíno: os seus espumantes.
Este é um dos primeiros passos de promoção do projecto de espumantes BAGA BAIRRADA fora de Portugal, mas para breve está a ser planeada uma acção de promoção em Inglaterra. Começaram por ser cinco as referências aquando do lançamento do projecto BAGA BAIRRADA em final de julho, mas o grupo aumentou para sete em outubro e para este ano estão já pensadas novidades, que se vão juntar às segundas colheitas dos primeiros néctares. Um passo de cada vez numa iniciativa na qual a região e seus players estão empenhados para que seja de continuidade e sucesso.

BAGA BAIRRADA: uma região, uma casta, um (tipo) espumante

BAGA BAIRRADA é uma iniciativa promovida pela Comissão Vitivinícola da Bairrada, aberta a todos os produtores da região, com o propósito de estabelecer um standard colectivo para “um espumante” feito a partir da casta bandeira da região, a Baga. Uma nova categoria para um produto distinto, com regras de produção e identidade gráfica próprias, criada para melhor promover e vender a região – e seus vinhos – em Portugal e no Mundo.
“A Baga é um património inquestionável, que tem que ser preservado e potenciado.”, in Plano de Ação para a viticultura bairradina.
A CVB pretende assim sinalizar, demarcar e autenticar a casta Baga como variedade típica (e predominante) da Bairrada, valorizando a casta, a região vitivinícola, e gerando notoriedade para o grande factor diferenciador: a Bairrada como região com massa crítica suficiente para fazer espumantes brancos de uma casta tinta. Embora a regulamentação desta nova categoria contemple brancos, rosados e tintos, a CVB tem como objectivo principal assegurar um denominador comum e estilo que faça crescer os espumantes “Blanc de Noirs Baga Bairrada”, em particular nos mercados de exportação, onde o espumante português ainda tem dificuldades em afirmar as suas especificidades.
Por questões climáticas, é difícil produzir todos os anos grandes (volumes de) vinhos tintos de Baga, já a qualidade de excelência nos espumantes desta casta é sempre garantida, o que faz a diferença para a região da Bairrada, ainda mais se “uniformizados” e consolidados numa categoria de produto.
A importância da casta Baga na valorização e diferenciação dos espumantes Bairrada é hoje uma realidade indiscutível. Durante anos, vários foram os produtores que encontraram nela o complemento perfeito para os seus lotes de vinho base espumante. No entanto, nos últimos 8 a 10 anos os espumantes varietais de Baga têm ganho adeptos na produção, mas também junto da crítica especializada e do consumidor, que lhe atribuem uma conotação extremamente positiva.

LISTA DE ESPUMANTES ‘BAGA BAIRRADA’

. Adega de Cantanhede . Marquês de Marialva Baga Bairrada Bruto 2013

. Aliança Vinhos de Portugal . Aliança Baga Bairrada Reserva Bruto 2013

. Caves da Montanha . Montanha Baga Bairrada Grande Cuvée 2009

. Caves Primavera . Primavera Baga Bairrada Extra Bruto 2013

. Caves São Domingos . São Domingos Baga Bairrada Bruto 2008

. Caves São João . Quinta do Poço do Lobo Baga Bairrada Bruto Natural 2013

. Rama&Selas . Rama&Selas Baga Bairrada Bruto Natural 2013

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Bairrada é palco de grandes e reputados eventos vínicos


Os gloriosos tempos estão a voltar à Bairrada. Mas como nada se faz sem trabalho, há que caminhar trabalhando… Prova de que o pior já era, são as várias distinções que o sector vitivinícola tem trazido para a região. Este ano é também marcado pela realização de grandes eventos na Bairrada, o que revela o seu enorme potencial, não apenas no vinho. A região vai ser palco de três grandes eventos vínicos. O primeiro é já amanhã, com a realização da 19.ª Gala da Revista de Vinhos, na qual são consagrados ‘Os Melhores do Ano de 2015’. Seguem-se o concurso Portugal Wine Trophy e a Gala de Entrega dos Prémios do Concurso Vinhos de Portugal.
A Revista de Vinhos elegeu a Bairrada para a realização da 19.ª edição da Gala ‘Os Melhores do Ano 2015’. Este é um evento épico onde a publicação distingue os melhores vinhos provados durante o ano findo, ao mesmo tempo que atribui cerca os tão aguardados ‘Prémios Especiais’ a um conjunto de empresas e personalidades, galardoadas com as “famosas” estatuetas prateadas. A cerimónia, já conhecida como os “Óscares do Vinho”, acontece amanhã no coração da Bairrada, tendo como palco o Centro de Alto Rendimento de Sangalhos, no concelho de Anadia, reunindo cerca de 1000 pessoas do sector do vinho e da gastronomia portuguesa, sendo a maior concentração de profissionais do ramo em Portugal, conta com o apoio do Município de Anadia.
Anadia, mas desta vez a cidade, vai também ser palco de outro evento, desta vez de âmbito internacional. Referimo-nos ao ‘Wine Trophy’ – que este ano se intitula de ‘Portugal Wine Trophy 2016’ porque se realiza no nosso país –, considerado um dos mais importantes e maiores concursos mundiais de vinhos. Este ano Portugal foi o país escolhido, tendo como centro de operações o Museu do Vinho Bairrada, entre os dias 05 e 08 de Maio. Habitualmente realizado em Berlim, a edição anterior teve lugar na Coreia do Sul, em Daejeon.
Durante o mês de Maio a Bairrada volta a receber um importante acontecimento: a última prova, na qual são eleitos as Grandes Medalhas de Ouro, e a cerimónia de entrega de prémios do Concurso Vinhos de Portugal. O primeiro momento conta com a presença de sonantes nomes da crítica internacional – Dirceu Viana Júnior, Jancis Robinson e Joshua Greene – e vai ter lugar no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, e o segundo no Bussaco Palace Hotel, situado na Mata do Bussaco, no Luso.

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Estudo potencia produção de mais e melhores vinhos


Uma equipa de investigadores do Departamento de Química (DQ) da Universidade de Aveiro (UA) estudou pela primeira vez, em Portugal, a relação entre o tipo de castas, as características do solo e os fatores ambientais que as envolvem para que os produtores extraiam de cada tipo de casta as potencialidades para o vinho que querem produzir. Com a nova ferramenta ganha o produtor, que tem menos encargos com o processo tecnológico, ganha o consumidor, que bebe um vinho com menos coadjuvantes enológicos adicionados, e o ambiente, pela diminuição da necessidade do uso de químicos na vinha e no lagar.
“O estudo afirma-se como uma ferramenta destinada a fortalecer o setor vitivinícola em Portugal, criando oportunidades para alcançar mercados mais exigentes”, aponta Sílvia Petronilho, a autora do estudo no âmbito do doutoramento em Química sob orientação científica dos professores Manuel A. Coimbra e Sílvia Rocha.
O interesse dos produtores na investigação realizada na Unidade de Investigação de Química Orgânica, Produtos Naturais e Agroalimentares (QOPNA) do DQ cresce de dia para dia. Em curso, estão já a ser estabelecidas parcerias com produtores de várias regiões demarcadas do país para a aplicação do conceito de qualificação e valorização das castas na produção de vinhos brancos, tintos e rosés.
O trabalho, que englobou o estudo de sete castas, brancas e tintas, ao longo de três anos em vários tipos de ambientes e localizações, ainda que circunscrito para já às vinhas do Campolargo da Região Demarcada da Bairrada, pode ser extrapolado para qualquer zona de produção vinícola nacional.

Projetar o vinho e potenciar a produção. Primeiro o produtor pensa no vinho que quer obter, tendo em conta determinado mercado. Escolhidas as particularidades do vinho, a hora é de selecionar não só as castas como também a localização geográfica da vinha, cujas características do solo, da topografia e do clima permitirão aos produtores obter o néctar desejado com o mínimo de processamentos químicos.
O resultado é que sai para o mercado um vinho que não só foi produzido com menos custos no processo tecnológico, como também foi obtido sem excesso de coadjuvantes enológicos.

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PRÉMIOS W 2015: Bairrada vence em quatro categorias


Foram já divulgados os vencedores dos ‘Prémios W 2015’, iniciativa promovida pelo enólogo e crítico de vinhos Aníbal Coutinho. A Bairrada está de parabéns, ao vencer em quatro das 25 categorias a concurso.
O grande destaque vai para o facto da Denominação de Origem (DO) Bairrada ter ganho na sua categoria. Como Aníbal Coutinho refere, “a jovem liderança da CVR meteu mãos à obra e, contra as sérias dificuldades de uma incipiente quota de mercado e de uma crença do consumidor que imagina os seus vinhos como difíceis e envelhecidos, gerou eventos para o grande público e apostou na criação de um novo espumante, Baga-Bairrada, de método clássico à base da casta tinta Baga, inspirado no conceito champanhês de Blanc de Noirs”, acrescentando que a “Bairrada amplificou, em 2015, a sua força nos espumantes de qualidade e começa a convencer um público mais informado, com os vinhos tranquilos, de boa guarda mas igual prazer imediato, nas mesas de 2016.”
Assim, está também de parabéns Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada (na foto), que embora não tenha vencido na categoria para a qual estava nomeado ‘Personalidade do Ano’, é o grande mentor e responsável por esta revolução que a Bairrada está a viver.
Aliás, José Pedro Soares conseguiu “conduzir a sua região vinhateira a uma exposição mediática que trará resultados no mercado doméstico e na exportação, ao apostar no fortalecimento da produção de espumante pelo método clássico com a liderança da casta tinta Baga, assinando a ampliação da DOC ao novo espumante Baga Bairrada, já presente nas prateleiras mais esclarecidas”.
Ainda entre portas, o destaque vai também para mais um prémio conquistado pelo Restaurante Rei dos Leitões, na Mealhada. Venceu na categoria de “Melhor Serviço de Vinhos em Restaurante e Rua”. Segundo Aníbal Coutinho “o Rei dos Leitões, renovado há cerca de quatro anos por Paulo Rodrigues e Licínia Ferreira, destaca-se como um restaurante desenhado para o vinho. Não sou o primeiro a reconhecer a excelência do serviço e da oferta de vinhos do Rei dos Leitões e não serei o último. Sobretudo se mantiverem uma política de preços tão sensata. Para quem não gosta de leitão, entre neste restaurante vínico e peça robalo”, recomenda o enólogo na sua newsletter.
Também premiada como Melhor Loja de Vinhos está a Garrafeira 5 Estrelas, de Aveiro. “Na Garrafeira 5 Estrelas encontra-se competência, conhecimento, aconselhamento e muito amor pelo vinho. Para além de portefólio nacional completo. Chega aos inúmeros clientes com excelente oferta online que complementa a compra na Garrafeira, onde a quantidade de eventos é assinalável, para contentamento dos enófilos. Muito ativas no Facebook, sempre atualizadas e presentes nos grandes eventos, as manas Paralta traçam um caminho de futuro em terra de ganhadores.”
Na Bairrada, destaque ainda para o vinho branco tranquilo Avô Fausto, da Quinta das Bágeiras. Um DO Bairrada 2014 que venceu na categoria “Melhor Vinho Tranquilo Branco de Calendário”.
Como sublinha o crítico e enólogo, “o final de 2015 não foi feliz na Quinta das Bágeiras. O proprietário e criador de vinhos, Mário Sérgio Nuno viu partir o Bernardo, seu braço-direito. Todos sentimos a sua falta. Juntos ainda tiraram de barricas e tonéis o produto de vinhas velhas que deu origem a este vinho branco de grande personalidade e consenso. O Avô Fausto e o Bernardo estarão satisfeitos com este Prémio W.”
Os ‘Prémios W’ surgem na sequência do trabalho que Aníbal Coutinho tem vindo a desenvolver há mais de uma década, dando a conhecer o que de melhor se faz nas várias áreas do setor vitivinícola nacional, através do seu site pessoal: www.w-anibal.com.

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No Velódromo Nacional: “Óscares do Vinho” da Revista de Vinhos entregues em Sangalhos


Terminado o ano de 2015, é tempo de fazer balanços, elegendo o que de melhor aconteceu no setor vitivinícola e gastronómico.
Uma tarefa que a Revista de Vinhos faz pelo 19.º ano consecutivo ao distinguir os melhores vinhos provados durante o ano findo, ao mesmo tempo que atribui as estatuetas prateadas que assinalam ‘Os Melhores do Ano’ a um conjunto de empresas e personalidades ligadas ao meio.
A cerimónia, já conhecida como os “Óscares do Vinho”, vai ter lugar na sexta-feira, dia 12 de fevereiro, na nossa região, tendo como palco o Centro de Alto Rendimento de Sangalhos.

Noite de gala, com mais de 900 participantes. O evento, que conta este ano com o apoio logístico do Município de Anadia, reúne cerca de 900 pessoas do setor do vinho e da gastronomia portuguesa, sendo a maior concentração de profissionais do ramo em Portugal.
A Gala da Revista de Vinhos é “uma noite longa”, habitualmente recheada de grandes emoções e tem um impacto muito importante neste setor. É durante o jantar que são anunciados os vencedores, frente a uma plateia com os principais agentes da fileira do vinho e da gastronomia, desde produtores de vinho, enólogos, técnicos de viticultura, escanções, empresários mas também chefes e empresários da restauração, além de outros players, vindos de todo o país. Os critérios das escolhas são exclusivamente editoriais e da responsabilidade dos jornalistas da Revista de Vinhos.

Os melhores do ano: 19 categorias. Nos vinhos, para além de serem distinguidos os melhores em cada uma das regiões em que se divide o país vinícola (“Melhores de Portugal”), a redação da Revista de Vinhos escolhe aqueles que, na sua opinião, foram os 30 melhores vinhos entre os vários milhares que foram provados durante o ano 2015.
São os cobiçados “Prémios de Excelência”, os melhores entre os melhores, que fazem sonhar os enófilos e todos os apreciadores de vinho.
Entre empresas, instituições e personalidades, a Revista de Vinhos anuncia “Os Melhores do Ano”, distinguindo-os com um troféu em prata da autoria da conhecida criadora de jóias Maria João Bahia. São 19 as categorias galardoadas (subindo ao palco pela ordem dos respetivos números): Campanha Publicitária (1); Restaurante Cozinha Tradicional Portuguesa (2); Restaurante (3); Loja Gourmet (5); Garrafeira (6); Wine Bar (7); Enoturismo (8); Organização Vitivinícola (9); Viticultura (10); Adega Cooperativa (11); Produtor Revelação (12); Produtor (13); Empresa de Vinhos Generosos (14); Empresa (15); Identidade e Caráter (16); Enólogo de Vinhos Generosos (17); Enólogo (18); e ainda 2 prémios especiais de carreira que distinguem personalidades com vida e obra reconhecida nos campos da gastronomia e vinhos, o prémio “David Lopes Ramos” (4) e o “Senhor do Vinho” (19).

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