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PRÉMIOS W 2015: Bairrada vence em quatro categorias


Foram já divulgados os vencedores dos ‘Prémios W 2015’, iniciativa promovida pelo enólogo e crítico de vinhos Aníbal Coutinho. A Bairrada está de parabéns, ao vencer em quatro das 25 categorias a concurso.
O grande destaque vai para o facto da Denominação de Origem (DO) Bairrada ter ganho na sua categoria. Como Aníbal Coutinho refere, “a jovem liderança da CVR meteu mãos à obra e, contra as sérias dificuldades de uma incipiente quota de mercado e de uma crença do consumidor que imagina os seus vinhos como difíceis e envelhecidos, gerou eventos para o grande público e apostou na criação de um novo espumante, Baga-Bairrada, de método clássico à base da casta tinta Baga, inspirado no conceito champanhês de Blanc de Noirs”, acrescentando que a “Bairrada amplificou, em 2015, a sua força nos espumantes de qualidade e começa a convencer um público mais informado, com os vinhos tranquilos, de boa guarda mas igual prazer imediato, nas mesas de 2016.”
Assim, está também de parabéns Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada (na foto), que embora não tenha vencido na categoria para a qual estava nomeado ‘Personalidade do Ano’, é o grande mentor e responsável por esta revolução que a Bairrada está a viver.
Aliás, José Pedro Soares conseguiu “conduzir a sua região vinhateira a uma exposição mediática que trará resultados no mercado doméstico e na exportação, ao apostar no fortalecimento da produção de espumante pelo método clássico com a liderança da casta tinta Baga, assinando a ampliação da DOC ao novo espumante Baga Bairrada, já presente nas prateleiras mais esclarecidas”.
Ainda entre portas, o destaque vai também para mais um prémio conquistado pelo Restaurante Rei dos Leitões, na Mealhada. Venceu na categoria de “Melhor Serviço de Vinhos em Restaurante e Rua”. Segundo Aníbal Coutinho “o Rei dos Leitões, renovado há cerca de quatro anos por Paulo Rodrigues e Licínia Ferreira, destaca-se como um restaurante desenhado para o vinho. Não sou o primeiro a reconhecer a excelência do serviço e da oferta de vinhos do Rei dos Leitões e não serei o último. Sobretudo se mantiverem uma política de preços tão sensata. Para quem não gosta de leitão, entre neste restaurante vínico e peça robalo”, recomenda o enólogo na sua newsletter.
Também premiada como Melhor Loja de Vinhos está a Garrafeira 5 Estrelas, de Aveiro. “Na Garrafeira 5 Estrelas encontra-se competência, conhecimento, aconselhamento e muito amor pelo vinho. Para além de portefólio nacional completo. Chega aos inúmeros clientes com excelente oferta online que complementa a compra na Garrafeira, onde a quantidade de eventos é assinalável, para contentamento dos enófilos. Muito ativas no Facebook, sempre atualizadas e presentes nos grandes eventos, as manas Paralta traçam um caminho de futuro em terra de ganhadores.”
Na Bairrada, destaque ainda para o vinho branco tranquilo Avô Fausto, da Quinta das Bágeiras. Um DO Bairrada 2014 que venceu na categoria “Melhor Vinho Tranquilo Branco de Calendário”.
Como sublinha o crítico e enólogo, “o final de 2015 não foi feliz na Quinta das Bágeiras. O proprietário e criador de vinhos, Mário Sérgio Nuno viu partir o Bernardo, seu braço-direito. Todos sentimos a sua falta. Juntos ainda tiraram de barricas e tonéis o produto de vinhas velhas que deu origem a este vinho branco de grande personalidade e consenso. O Avô Fausto e o Bernardo estarão satisfeitos com este Prémio W.”
Os ‘Prémios W’ surgem na sequência do trabalho que Aníbal Coutinho tem vindo a desenvolver há mais de uma década, dando a conhecer o que de melhor se faz nas várias áreas do setor vitivinícola nacional, através do seu site pessoal: www.w-anibal.com.

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No Velódromo Nacional: “Óscares do Vinho” da Revista de Vinhos entregues em Sangalhos


Terminado o ano de 2015, é tempo de fazer balanços, elegendo o que de melhor aconteceu no setor vitivinícola e gastronómico.
Uma tarefa que a Revista de Vinhos faz pelo 19.º ano consecutivo ao distinguir os melhores vinhos provados durante o ano findo, ao mesmo tempo que atribui as estatuetas prateadas que assinalam ‘Os Melhores do Ano’ a um conjunto de empresas e personalidades ligadas ao meio.
A cerimónia, já conhecida como os “Óscares do Vinho”, vai ter lugar na sexta-feira, dia 12 de fevereiro, na nossa região, tendo como palco o Centro de Alto Rendimento de Sangalhos.

Noite de gala, com mais de 900 participantes. O evento, que conta este ano com o apoio logístico do Município de Anadia, reúne cerca de 900 pessoas do setor do vinho e da gastronomia portuguesa, sendo a maior concentração de profissionais do ramo em Portugal.
A Gala da Revista de Vinhos é “uma noite longa”, habitualmente recheada de grandes emoções e tem um impacto muito importante neste setor. É durante o jantar que são anunciados os vencedores, frente a uma plateia com os principais agentes da fileira do vinho e da gastronomia, desde produtores de vinho, enólogos, técnicos de viticultura, escanções, empresários mas também chefes e empresários da restauração, além de outros players, vindos de todo o país. Os critérios das escolhas são exclusivamente editoriais e da responsabilidade dos jornalistas da Revista de Vinhos.

Os melhores do ano: 19 categorias. Nos vinhos, para além de serem distinguidos os melhores em cada uma das regiões em que se divide o país vinícola (“Melhores de Portugal”), a redação da Revista de Vinhos escolhe aqueles que, na sua opinião, foram os 30 melhores vinhos entre os vários milhares que foram provados durante o ano 2015.
São os cobiçados “Prémios de Excelência”, os melhores entre os melhores, que fazem sonhar os enófilos e todos os apreciadores de vinho.
Entre empresas, instituições e personalidades, a Revista de Vinhos anuncia “Os Melhores do Ano”, distinguindo-os com um troféu em prata da autoria da conhecida criadora de jóias Maria João Bahia. São 19 as categorias galardoadas (subindo ao palco pela ordem dos respetivos números): Campanha Publicitária (1); Restaurante Cozinha Tradicional Portuguesa (2); Restaurante (3); Loja Gourmet (5); Garrafeira (6); Wine Bar (7); Enoturismo (8); Organização Vitivinícola (9); Viticultura (10); Adega Cooperativa (11); Produtor Revelação (12); Produtor (13); Empresa de Vinhos Generosos (14); Empresa (15); Identidade e Caráter (16); Enólogo de Vinhos Generosos (17); Enólogo (18); e ainda 2 prémios especiais de carreira que distinguem personalidades com vida e obra reconhecida nos campos da gastronomia e vinhos, o prémio “David Lopes Ramos” (4) e o “Senhor do Vinho” (19).

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Entrevista: “É o conhecimento internacional que nos tem colocado ao nível dos melhores do mundo”


Natural da freguesia de Avelãs de Cima (Anadia), Luís Coelho é um dos mais promissores enólogos do país.

Aos 37 anos, está ligado a quatro marcas DOC produzidas pela Prats & Symington (Douro), sendo, sem dúvida, o Chyseia (considerado em 2014 pela Wine Spectator como o 3.º melhor vinho do mundo) a “bandeira” da sua muito profícua carreira.
A JB falou de si, da sua paixão pela profissão e pelo Douro, mas também do orgulho que sente em ser bairradino, uma região que diz estar “renovada” e onde um dia, quem sabe, poderá fazer crescer um pequeno projeto seu.

Fale-nos um pouco de si.
Sou um bairradino nascido em 1978, natural da Candieira- Avelãs de Cima e a minha residência neste momento é no Douro, em Ervedosa do Douro, que fica perto do Pinhão.
Venho com bastante frequência à Bairrada para estar com a família e amigos, bem como para acompanhar um pequeno projeto “caseiro” que tenho desde 2008.

Qual foi o seu percurso académico? Sempre quis ser enólogo?
A minha curiosidade pela Enologia iniciou bastante cedo pelas mãos do meu avô, que sempre fez uma quantidade pequena de vinho. As idas constantes à adega com os seus amigos tornaram aquele espaço quase como social e eu adorava isso.
Após a conclusão do 9.º ano do liceu de Anadia, optei por ingressar na vertente mais especializada da enologia e inscrevi-me na Escola de Viticultura e Enologia da Bairrada (EVEB) em 1997. Esse conhecimento adquirido na EVEB despertou ainda mais em mim a vontade de seguir para um nível mais avançado de conhecimento e foi quando decidi ingressar na Licenciatura em Enologia, na UTAD, em 2000, tendo terminado o curso em 2005.
O período em que andei na EVEB foi bastante importante para mim porque, de certa forma, foi lá que me foi demonstrado que a realidade ia muito de encontro às expetativas por mim criadas na área de enologia.
Obviamente que foi um período extremamente divertido e tenho memórias muito boas desde os colegas aos professores e empresas nas quais estagiei. Foi nesse período que defini um objetivo profissional e comecei a trabalhar para ele com mais “afinco”.

Quais os locais onde estagiou e já trabalhou?
Todo o meu trajeto profissional foi criado em empresas conceituadas, com profissionais bastante reconhecidos. Trabalhei com dois mestres da enologia, um dos quais na primeira vindima, em 1998, nas Caves Primavera com o Osvaldo Amado e a seguinte nas Caves Aliança com o Francisco Antunes, que também foi meu professor na EVEB. Ambos me incutiram profissionalismo e foram exigentes ao ponto de eu dizer para mim próprio que no futuro queria ser um deles.
Para eles, fui apenas mais um estagiário chato que por lá passou, mas para mim foram individualidades muito importantes e decisoras do meu futuro.
Posteriormente, passei pela Quinta do Sol no segundo ano do projeto da Prats & Symington onde estou a trabalhar de momento; Adega Cooperativa de Vila Real; Château des Laurets em Saint Emilion- Bordéus; Quinta de Roriz Vinhos SA, como enólogo assistente; Mount Barker e Margaret River na Austrália Ocidental para uma das maiores empresas de vinhos do mundo, a Constellation Wines AU, e finalmente, após 2009 até ao presente, ingressei no projeto da Prats & Symington com algumas viagens até à Africa do Sul, na Cidade do Cabo para trabalhar num projeto de Bruno Prats, que é um sócio da Prats & Symington (P&S).

Como foi integrar os quadros da empresa “Prats & Symington”? Como tem sido essa experiência?
Em 2005 comecei a trabalhar para a Symington- Vinhos SA como enólogo assistente na Quinta de Roriz, durante a vindima. Durante o restante período do ano estava responsável pela viticultura da Warre’s, que pertence também à família Symington e é detentora de quatro propriedades no Douro.
A P&S adquiriu, em 2009, a Quinta de Roriz, que é uma propriedade com bastante poder histórico na região do Douro e que tem uma adega que foi totalmente reconstruída em 2004 e está inteiramente focada para vinhos de consumo DOC.
Como eu já tinha conhecimento da propriedade, da adega e do projeto em si, a P&S convidou-me a trabalhar em conjunto com Bruno Prats e Charles Symington na enologia e viticultura deste projeto.
É muito gratificante e enriquecedor poder trabalhar numa equipa com este conhecimento técnico, bem como o reconhecimento nacional e internacional adquirido ao longo do tempo.

A que vinhos e projetos da “Prats & Symington” está ligado? Que vinhos lhe deram mais prazer fazer e quais os que o marcaram profissionalmente?
Estou ligado às quatro marcas DOC que a P&S produz desde 2009, ano que ingressei neste projeto e que são o Chryseia, o Post Scriptum, o Prazo de Roriz e o Quinta de Roriz Reserva. Obviamente que o Chryseia é o mais falado pelo reconhecimento e mediatismo que tem tido desde o início.
O prémio do Chryseia 2011 atribuído pela revista americana Wine Spectator em 2014 como o 3.º melhor vinho do mundo, foi como de esperar, a “bandeira” da minha carreira profissional.
No entanto, todos me dão prazer fazer porque é algo fascinante poder acompanhar todo o processo, desde a escolha do local para a plantação da videira, as necessidades nutricionais da planta, a decisão de colher as uvas no momento ideal, a vinificação adequada de cada casta, a evolução do estágio/envelhecimento de cada vinho e finalmente, após o engarrafamento, o prazer de ver o consumidor a degustar uma garrafa de vinho que tanta história por trás tem.

Como é, aos 37 anos, trabalhar num dos maiores projetos vínicos de Portugal, de projeção mundial, com tantos prémios conquistados e permanecer “na sombra”. É envergonhado, não gosta das luzes da ribalta?
Conhece a Raquel Carvalho? O Paulo Francisco? A Sandra Vieira? Posso-lhe dizer que são todos nomes de grandes enólogos bairradinos por trás de grandes projetos e grandes vinhos, mas que são, conforme refere, “ensombrados” pelos projetos para os quais estão a trabalhar.
O nosso trabalho é muito de “BackOffice” ou retaguarda e também administrativo, que requer muito tempo em escritório que não é tão apelativo para o jornalismo.
De qualquer forma, para mim, o reconhecimento é feito a nível pessoal com objetivos concretizados. Felizmente, tenho-os conseguido atingir e a cada dia que passa novos objetivos surgem.
Não sou envergonhado nem tenho medo das luzes da ribalta, neste projeto para o qual estou a trabalhar, existem nomes conceituados e dessa forma só tem de se aproveitar os recursos existentes. Um Charles Symington ou um Bruno Prats são nomes conhecidos e, na verdade, este projeto tem o nome deles.

O que é que o Douro tem de tão especial?
É uma região cuja indústria rodeia muito a viticultura e a enologia, dessa forma, as pessoas de lá respiram e vivem com muita intensidade todo o processo evolutivo que tem vindo a acontecer.
O Douro tem tido uma visibilidade internacional bastante grande, muito devido aos grandes vinhos lá produzidos.
É, sem dúvida, uma região que tem sido extremamente importante na projeção internacional dos vinhos portugueses aos quais nós, felizmente, temos vindo a fazer parte. Paisagisticamente é deslumbrante e ninguém fica indiferente.
É especial porque é único…

Sei que passou pela África do Sul e pela Austrália. Como vê essas experiências?
Quando iniciei os estudos em Enologia, uma experiência na Austrália, Nova Zelândia, Chile ou outro país do hemisfério sul, era uma estrela no currículo que era muito valorizada.
Hoje em dia, quem não realizar uma experiência dessas é questionado porque ainda não o fez. É quase como uma obrigação profissional e requisito de emprego.
No final de 2008 quando decidi “aventurar-me” para a Austrália, foi uma decisão difícil pois nesse momento já pertencia aos quadros da Symington e basicamente teria de prescindir de uma situação profissional estável por algo incerto. Pensei que se não aproveitasse essa oportunidade, nunca mais poderia surgir outra igual, então despedi-me da Symington e lá fui eu.
Enquanto estava na Austrália, a Symington contactou-me para abraçar o projeto deles com o Bruno Prats e como era algo com que me identificava, obviamente que aceitei e regressei.
Na África do Sul houve a magia de lá ter passado parte da minha infância e o poder regressar foi delicioso para mim.
Estive numa das cidades mais bonitas do mundo, a Cidade do Cabo, mais precisamente em Stellenbosch que é uma região vitivinícola no sul do país. Estive a fazer vinho em Anwilka que pertence também a Klein Constantia e que obteve este ano o 10.º melhor vinho do mundo pela mesma revista Wine Spectator com o seu “Vin de Constance”.
A nível de experiência, vejo com muita naturalidade e a meu ver, tem sido esse conhecimento internacional que nos tem colocado ao nível dos melhores do mundo.
O que aprendi? Aprendi que ainda podemos aprender mais, bastando para isso abrirmos mais as portas ao conhecimento externo, aprendi que temos todas as ferramentas para sermos grandes nesta área, apenas temos de as saber “manusear” que, felizmente e a meu ver, penso que estamos a ir no rumo certo.

Bairradino de corpo e alma

É um bairradino. Como vê, hoje, a região da Bairrada?
Hoje vejo a Bairrada como uma região renovada, que se está a mexer, inovar mas sem trair a sua forte identidade. A estratégia lançada de assentar muito da promoção da Bairrada nos seus espumantes, em particular os produzidos a partir da Baga, a meu ver revelou-se acertada.
Tem sido reconhecida e galardoada com prémios de excelência que não surgem por acaso ou porque alguém se lembrou que era a altura, surgem sim porque tem havido um trabalho bem alicerçado dos produtores em parceria com a Comissão Vitivinícola da Bairrada. Hoje sou um Bairradino orgulhoso pelo que se cá faz.

Existem já vários vinhos premiados e o espumante assume um papel cada vez mais preponderante na região. A região da Bairrada e os agentes estão a seguir o rumo certo?
Sem dúvida alguma. Além de estarem a seguir o rumo certo, estão a ser autocríticos, nota-se um querer melhorar em todos os sentidos. Um melhorar na qualidade das vinhas e consequentemente dos vinhos, um melhorar a imagem deles projetada, um melhorar na comunicação de cada um deles. A Bairrada, hoje em dia, não é só leitão, o enoturismo tem vindo a crescer e isso deve-se muito à estratégia que está a ser levada a cabo pelos produtores e pelos agentes.

Quais são as suas castas preferidas da região?
Eu sou um defensor acérrimo da casta Baga na Bairrada. São muito poucos os vinhos monovarietais que eu gosto e um Baga tinto, bem trabalhado na adega, com uvas no ponto de maturação ideal, é delicioso. Não é necessário “blends” com outras castas ou correções diversas para definir o que de melhor tem. Assim sendo, como casta tinta, sem dúvida que a Baga é a minha casta de eleição. Nos brancos, gosto especialmente do Bical e do Arinto pois definem bem a elegância que a acidez pode conferir a um vinho na Bairrada. Quando lidamos com gostos pessoais, é tudo muito relativo.

Qual a sua opinião pelos novos projetos que vão surgindo na Bairrada (Vadio, Carvalheira Wines, Kompassus, Quinta da Vacariça, entre outros)?
Têm sido fundamentais no sucesso e visibilidade que a região tem vindo a ter. Todos são projetos únicos e até acrescentava mais alguns à lista, no entanto e cingindo-nos a estes, posso dizer que conheço bem o Luis Patrão porque fomos colegas de curso e ele é, sem dúvida, um grande e excelente embaixador da nossa região com o seu projeto familiar Vadio. No projeto Carvalheira Wines, o José Carvalheira foi meu professor na EVEB e demonstra de facto do melhor que por cá temos. Todos transmitem uma imagem de elegância, excelência, qualidade e consistência que é o fundamental para o sucesso de uma marca e neste caso, de uma região.

Vê-se um dia a fazer vinho por cá?
Obviamente que como bairradino que sou, gostaria de fazer vinho na minha região. Tenho um pequeno projeto em que produzo aproximadamente 2 mil garrafas de uma vinha velha de Baga, da zona de Ancas. Infelizmente não tem dado para evoluir muito pois a disponibilidade é pouca e o projeto ainda não é autossustentável. Pode ser que um dia surja a oportunidade de vir trabalhar na Bairrada e aí, o meu pequeno projeto cresça e eu saia da “sombra”.

catarina cerca

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Adega de Cantanhede soma sucessos e fecha ano de 2015 acima dos 5 milhões de euros


A Adega de Cantanhede, maior produtor da Bairrada e líder de mercado em vendas de vinhos DOC Bairrada e Indicação Geográfica (IG) Beira Atlântico, fechou mais um ano com sucesso.
O ano 2015 foi palco do reforço da sua afirmação como agente ativo na promoção da Bairrada a nível nacional e internacional, não só pela presença dos seus vinhos nos principais canais de distribuição nacionais, mas também além-fronteiras, em mais de 20 países, com destaque para mercados como o Canadá, EUA, Brasil, Japão, China, Alemanha, Finlândia, Suíça e França, entre outros.
A génese do projeto “Baga Bairrada”, uma nova categoria de espumantes produzidos com esta casta emblemática da Bairrada, contou desde o início com a colaboração e apoio da Adega de Cantanhede, sendo o seu Marquês de Marialva Baga Blanc de Noir 2013 um dos cinco primeiros espumantes apresentados ao mercado com esta nova chancela, em julho de 2015, em evento realizado na Sala Ogival da ViniPortugal no Terreiro do Paço, Lisboa.
A qualidade dos seus vinhos e espumantes foi, uma vez mais, reconhecida pela crítica: os seus néctares foram laureados com mais de 60 distinções em certames nacionais e internacionais, somando desde 2010 mais de 250 prémios acumulados. A esta qualidade não é alheio o trabalho desenvolvido pelo enólogo Osvaldo Amado, sob a batuta do qual tem sido dirigida a enologia da Adega de Cantanhede desde 2011, e cujo trabalho foi reconhecido pela Revista de Vinhos com a atribuição do prémio Enólogo do Ano 2014, recebendo igual reconhecimento no âmbito dos Prémios W – Aníbal Coutinho.
O percurso percorrido pelos seus vinhos e o reconhecimento internacional que vem alcançando resultou na inclusão da Adega de Cantanhede no TOP 100 dos Melhores Produtores de Vinhos a nível mundial em 2015, um ranking da responsabilidade da WAWWJ – World Association of Wine Writers and Journalists of Wine and Spirits.
A gestão criteriosa e os bons resultados económico-financeiros foram, uma vez mais, reconhecidos pelo IAPMEI com a atribuição pelo quarto ano consecutivo do estatuto PME Líder 2015.
O ano fechou com a eleição de novos Corpos Sociais para os próximos quatro anos e, uma vez mais, com um volume de negócios acima dos 5 Milhões de Euros.

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Bairrada: Qualidade dos vinhos de Luís Pato provada e aprovada por Jancis Robinson


A mais conceituada crítica internacional de vinhos, Jancis Robinson, provou recentemente algumas novidades e colheitas mais antigas do produtor bairradino Luís Pato, voltando a surpreender-se com a qualidade e acima de tudo com a consistência dos vinhos. Uma excelente performance, em particular para os brancos, revelando que a Bairrada é uma região de vinhos brancos com um carácter muito próprio e potencial de envelhecimento.
A prova de ‘Luís Pato Vinhas Velhas branco’ foi vertical e versou as colheitas de 1995, 2003, 2010 e 2014. Os vinte anos do Vinhas Velhas de 1995 não o deixaram ficar mal, antes pelo contrário: valeram-lhe uma pontuação de 18 pontos em 20. Também o 2003 surpreendeu com 17,5 pontos. Seguiram-se os mais recentes, ambos com 17 pontos, a provar o elevado potencial de envelhecimento destes néctares.
Jancis Robinson chegou mesmo a questionar-se “como vinhos como estes são tão baratos?”. Em prova esteve também o ‘Luís Pato Maria Gomes’; referindo-se ao mesmo, a crítica deu-o como exemplo de que “não é necessário um vinho ter muito álcool para revelar qualidade”.
No que toca aos tintos a chegarem em breve ao mercado, estiveram dois monocastas de Baga: um de 2013 e outro de 2000 (que dará origem a um relançamento). Ao ‘Luís Pato Vinha das Valadas Baga Pé Franco tinto 2013’ – um tinto feito com Baga em Pé Franco plantado em solo argilo-calcário e que é o topo de gama do produtor, do qual apenas produz 326 garrafas – a crítica atribuiu 18 valores. O ‘Luís Pato Quinta do Moinho tinto 2000’, um vinho “velho” que Luís Pato vai relançar, foi distinguido com 16,5 pontos; valor que subiu meio ponto no caso da colheita de 2001. Foram ainda provados o ‘Luís Pato Vinha Barrio 2001’, o ‘Luís Pato Quinta do Ribeirinho Pé Franco 2011’ e o ‘Luís Pato Vinha Pan 2011’ cuja classificação variou entre os 17,5 e os 17 pontos.
O site Wine Advocate, do crítico Robert Parker, atribuiu 95 pontos ao ‘Pé Franco da Quinta do Ribeirinho 2011’. A mesma pontuação alcançada pelo ‘Vinha Barrosa 2001’ e pelo ‘Quinta do Moinho 2001’ na revista americana Wine & Spirits, que distinguiu ainda a Luís Pato uma das 100 melhores adegas do mundo.
A revista alemã Fine das Weinmagazin atribuiu, respetivamente, 96, 95 e 94 pontos ao ‘Vinha Pan tinto 1995’’, ‘Vinha Barrosa 2005’ e ‘Luís Pato tinto 1985’.
Já a Feinschmecker, revista com a mesma nacionalidade fez uma reportagem onde destacou o grupo Baga Friends e elevou os vinhos da casta Baga ao céu.
Esperam-se agora as novidades da colheita de 2015, que como em qualquer ano terminado em 5, se prevê que seja de qualidade excecional.
O produtor Luís Pato acredita que “se vão destacar os dois vinhos de Baga em Pé Franco: o ‘Quinta do Ribeirinho em Solo Arenoso’, o nosso clássico produzido há 28 anos; e o ‘Pé Franco da Vinha das Valadas’, superior aos mencionados na crítica das Master of Wine Julia Harding e Jancis Robinson”.
VINHOS PROVADOS

Brancos
Luís Pato Vinhas Velhas 1995 (Bairrada) – 18 valores
Luís Pato Vinhas Velhas 2003 (Vinho Regional Beiras) – 17,5
Luís Pato Vinhas Velhas 2010 (Vinho Regional Beiras) – 17
Luís Pato Vinhas Velhas 2014 (IGP Beira Atlântico) – 17
Luís Pato Maria Gomes 2014 (IGP Beira Atlântico) – 16,5
Tintos
Luís Pato Vinha das Valadas Baga Pé Franco 2013 (Bairrada) – 18 – NOVIDADE
Luís Pato Vinha Barrio 2001 (Vinho Regional Beiras) – 17,5
Luís Pato Quinta do Ribeirinho Baga Pé Franco 2011 (Bairrada) – 17,5
Luís Pato Vinha Pan 2011 (Bairrada) – 17+
Luís Pato Quinta do Moinho 2001 (Vinho Regional Beiras) – 17 – VAI SER RELANÇADO EM 2016
Luís Pato Quinta do Moinho 2000 (Vinho Regional Beiras) – 16,5

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Vagos: Jovem enólogo bairradino faz vinho na Austrália


Joel Santos tem apenas 27 anos e há um ano que se dedica à produção de vinho na Austrália. O jovem enólogo, natural de Vagos, que trabalha na Tim Adams Wines, está a adorar a experiência no novo mundo. Contudo, admite que a sua paixão pelos vinhos deverá passar por um projeto que quer vir a desenvolver na Bairrada, dentro de poucos anos.

Quem é Joel Santos?
Sou natural de Fonte de Angeão (Vagos) e tenho formação superior em Biotecnologia.

Como nasceu esta sua paixão pelos vinhos?
A minha paixão pelos vinhos vem de tenra idade, do tempo em que os meus avós produziam vinho para consumo em casa. Esta paixão foi crescendo e acabei por fazer a minha tese de mestrado na área dos vinhos.

Sei que também é músico. Fale-nos dessa experiência.
Tenho formação (nível 4) da Escola de Artes da Bairrada e toco saxofone na Banda Filarmónica da Mamarrosa há cerca de 15 anos e, apesar de estar ausente, participei no Concerto de Ano Novo, no Quartel das Artes, em Oliveira do Bairro.

É nos vinhos que trabalha atualmente?
Profissionalmente passei por uma indústria de biotecnologia, em Vila Nova de Gaia (projeto de fermentação de espumantes), pela Aliança – Vinhos de Portugal, em Sangalhos e pela Herdade da Malhadinha Nova, no Alentejo. Em 2014 tive oportunidade de ir à Austrália, para participar numa vindima.

Era um sonho fazer uma vindima no outro lado do mundo?
Foi um sonho que acabou por ter uma implicação na minha vida.

Conte-nos o que aconteceu.
Participar numa vindima na Austrália era um projeto pessoal, queria fazer aquela experiência, conhecer mais o novo mundo.
Tive a felicidade de ir fazer a vindima na Tim Adams Wines, um produtor que tem uma grande adega, com vinhos de muito boa qualidade e onde trabalha gente espetacular. Convidou-me a voltar e lá fui eu. Inicialmente durante três ou quatro meses para a vindima e agora já lá estou há um ano, como enólogo.
Repare que o mundo dos vinhos é pequeno. Como se faz vinho em todo o mundo é fácil movimentarmo-nos: ir para a Argentina, EUA, Nova Zelândia, Austrália e assim conhecer novas formas de trabalhar, outros estilos de vinho e outras castas.

Como está a ser essa experiência?
Está a ser uma experiência magnífica e muito enriquecedora. As pessoas são muito acolhedoras, e Tim Adams é fantástico, um grande enólogo. A experiência está a ser muito positiva. Os australianos sabem produzir bom vinho, sabem apreciá-lo e são grandes consumidores.
Como é a empresa/adega onde trabalha?
É uma grande e moderna adega onde são processadas duas mil toneladas de uvas por ano, entre brancos e tintos. Fazem-se vinhos de qualidade média superior. Aquela é uma das melhores regiões da Austrália para a produção vitivinícola – Clare Valley, sul da Austrália. Estamos a 400 metros de altura, com uma elevada amplitude térmica entre o dia e a noite, o que é excelente para os vinhos. Temos cerca de 150 hectares próprios de vinha e depois compramos uva aos produtores locais, mas só da região. Assim, conseguimos manter uma constância muito grande de ano para ano em termos qualitativos. As castas predominantes são: Syrah, Tempranillo (Tinta Roriz) e Cabernet Sauvignon (tintas), Riesling (produzimos um dos melhores Riesling do mundo) e Semillon. Produzimos vinhos muito equilibrados em termos de acidez e taninos, com excelente maturação. A vindima começa em janeiro/fevereiro e pode prolongar-se até março/abril. A produção destina-se sobretudo ao mercado interno, mas também exportamos para a Europa e China.

Quais são as suas funções?
Sou enólogo assistente. Somos uma equipa de três enólogos e sou o único estrangeiro: faço provas, processamento de uvas, lotes, como qualquer enólogo, em qualquer parte do mundo. A forma de trabalhar na enologia não é idêntica em todo o mundo. A maior diferença reside nas castas, às quais temos de nos adaptar porque também têm as suas características e particularidades.

Já tentou levar para lá alguma das nossas castas?
Já tentei a Touriga Nacional, mas vai levar algum tempo. Não é fácil mudar mentalidades e estilos.

Do que tem mais saudades?
A distância de Portugal é o pior. Comprei a viagem em agosto para poder vir cá agora, em dezembro. A viagem é muito longa. Lá sinto falta de tudo o que é português. Sou um bairradino de corpo e alma, adoro os nossos vinhos, a nossa gastronomia. Sou um defensor da Baga e da Touriga Nacional. Às vezes tento comprar vinhos portugueses mas a visibilidade dos vinhos portugueses na Austrália não é praticamente nenhuma. No Dia de Portugal (10 de junho) quis comprar um vinho português para celebrar e só encontrei Mateus Rosé. Por aqui já vê.

E o futuro?
O futuro passa por Portugal. Talvez daqui a três anos regresse para avançar com um projeto próprio na região da Bairrada, quem sabe.

 

Concurso na China pode ajudar em projetos futuros

Joel Santos foi recentemente selecionado para participar num concurso internacional de enólogos que acontece na China. Entre os 150 candidatos foram selecionados 48 enólogos de 18 nacionalidades a participar e Joel Santos é o único português presente nesta competição.
Trata-se do Ningxia Winemakers Challenge, um concurso bienal, que vai na 2.ª edição. Começou no passado mês de setembro e terminará em 2017.
O concurso, com duração de 2 anos, é organizado por uma das regiões mais promissoras da China e o Governo local e a CVR decidiram trazer novas ideias e enólogos com experiências diferentes internacionais, dar-lhes condições para produzirem os seus vinhos. “Escolhemos a nossa uva (Cabernet Sauvignon para todos os concorrentes) de uma área enorme de vinha que pertence ao governo. Temos direito a 15 toneladas de uvas que se traduz em média em 10 mil litros. Estive lá durante todo o processo de produção. Acompanhei a fermentação até à prensagem. Agora o meu vinho e todos os outros estão a estagiar e serão avaliados em outubro de 2017 por júri de provadores que vai avaliar os 48 vinhos. Os melhores recebem prémio monetário aliciante e todos os enólogos têm direito a 2 mil garrafas do vinho.”
Um concurso que reconhece ser mais uma experiência internacional que permite “conhecer muitos enólogos (a maioria do hemisfério sul), trocar experiências e partilhar conhecimentos”, conclui.

Catarina Cerca

 

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CV Bairrada certificou dois dos “100 Melhores Vinhos de 2015”


A revista norte-americana Wine Enthusiast, uma das publicações referência mundial de vinhos, já divulgou a sua lista dos “100 Melhores de 2015”. Foram cinco os portugueses eleitos, sendo que dois deles têm a chancela de qualidade e certificação da Comissão Vitivinícola da Bairrada: o ‘Quinta de Foz de Arouce 2011’ e o ‘Aveleda Reserva da Família 2013’. Um tinto e um branco distinguidos em 9.º e 62.º lugar, respetivamente.
A Comissão Vitivinícola da Bairrada é uma associação interprofissional onde estão representados a produção e o comércio do setor. Tem, entre outras, a competência de certificar os produtos vitivinícolas com direito à Denominação de Origem Bairrada (DO Bairrada) e Indicação Geográfica Beira Atlântico (IG Beira Atlântico). O ‘Quinta de Foz de Arouce 2011’ é um tinto Beira Atlântico e o ‘Aveleda Reserva da Família branco 2013’ insere-se na primeira categoria DO Bairrada.

Vinhos Bairrada trilham caminho do sucesso. “Não posso deixar de expressar o contentamento e o orgulho que tenho ao tomar conhecimento destas distinções. São excelentes notícias para os vinhos portugueses, que vão impondo a sua extrema qualidade (e excelente preço) no panorama mundial, mas em particular para os vinhos da região da Bairrada, que, sem dúvida, voltam a trilhar o caminho do sucesso e da afirmação de uma identidade muito própria”, afirma Pedro Soares, um homem da região e que está no comando da Comissão Vitivinícola da Bairrada há três anos. “De realçar a excelente performance de Portugal neste ranking – Wine Enthusiast TOP 100 of 2015. À frente de Portugal em número de vinhos distinguidos esteve apenas os Estados Unidos da América, Itália e Espanha”, reforça.
Feito do casamento entre as castas Baga, rainha da Bairrada, e Touriga Nacional, a casta mais emblemática do nosso país, o ‘Quinta de Foz de Arouce tinto 2011’ tem, segundo o produtor, uma boa concentração aromática, sendo evidentes as notas de frutos vermelhos e resina. Um tinto com taninos macios, equilibrado e com um final persistente cuja autoria tem a assinatura dos enólogos João Portugal Ramos e João Perry Vidal. A Quinta de Foz de Arouce situa-se no concelho da Lousã, na região das Beiras. Em novembro, esta revista já tinha distinguido este vinho, ao atribuir-lhe 93 pontos, em 100 possíveis. Mais um ponto tinha sido dado pelo crítico Joshua Greene da Wine & Spirits, em abril deste mesmo ano.
O ‘Aveleda Reserva da Família branco 2013’ é um Bairrada feito a partir das castas Maria Gomes, Rabo de Ovelha, Chardonnay e Bical de vinhas velhas que apresenta uma cor dourado claro e um suave brilho. Fruto da proximidade das vinhas ao oceano Atlântico, possui uma frescura exemplar. Um branco que mostra todo o seu esplendor quando consumido com pratos de forno, como bacalhau assado, pratos delicados de carnes brancas e queijos curados.

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Anadia: Seminário sobre os 125 anos do espumante Bairrada


Numa iniciativa da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, em parceria com a Comissão Vitivinícola da Bairrada, Município de Anadia, Rota da Bairrada, Confraria dos Enófilos da Bairrada, Escola de Viticultura e Enologia da Bairrada e Turismo Centro de Portugal, vai decorrer um Seminário e Mesa-Redonda, comemorativo dos 125 Anos do Espumante Bairrada, no próximo dia 27 de novembro, no Cineteatro de Anadia.
A Sustentabilidade da Viticultura na Bairrada e a Diferenciação dos Vinhos Espumantes Bairrada serão os grandes temas em debate no seminário.
Na mesa-redonda “Fileira do Vinho-Espumante, da Uva à Garrafa”, estarão presentes, entre outros conceituados especialistas, Jaume Gramona, professor da Universidade de Rovira y Virgili, e Manuel Louzada, diretor do SPI Group.
Recorde-se que a produção de vinhos espumantes iniciou-se na Bairrada em 1890, por iniciativa do Engenheiro Agrónomo José Maria Tavares da Silva, nas instalações da então Escola Prática de Viticultura e Pomologia da Bairrada, em Anadia, hoje Estação Vitivinícola da Bairrada, na qual foi o primeiro diretor.
Tavares da Silva, já em 1885, realizou diferentes experiências com vinhos da casta malvasia fina, com o objetivo de os tornar espumosos ou “champanhizantes”. Supõe-se que quando chegou a Anadia já trazia amplos conhecimentos sobre a preparação de vinhos espumantes. A partir de 1923, a divulgação dos estudos de química-enológica do então diretor da EVB, Engenheiro Mário Pato e seus colaboradores, e a assistência à vitivinicultura prestada pelos laboratórios da Estação e pelos cursos intensivos de vinificação, desde 1929, tem contribuído para o desenvolvimento de vinhos espumantes de alta qualidade na região da Bairrada.
Inscrições através do portal da DRAPCentro em www.drapc.min-agricultura.pt.

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Caves Arcos do Rei inova com selo anti-falsificação


Já se imaginou a beber o vinho de que tanto gosta e descobrir que afinal era uma falsificação?
Foi uma situação do género que levou o empresário do setor vitivinícola Rui Ribeiro, das Caves Arcos do Rei (Anadia), a investir na mais moderna tecnologia anti-falsificação.
“As Caves Arcos do Rei têm presença na China desde 2005 mas desde 2008, até agora, com representação num pequeno escritório com um colaborador chinês que faz todos os contactos, incluindo feiras e promoção de vinhos”, avança Rui Ribeiro, dando conta do choque que sofreu quando, há três anos, numa visita que efetuou àquele mercado asiático, acompanhado pelo importador, constatou num dos distribuidores que um dos seus vinhos tinha sido falsificado e estava à venda por metade do preço real.
Esta é uma questão com que muitos produtores em Portugal e no mundo são confrontados diariamente, não só na falsificação de vinhos mas em todo o tipo de produtos. Daí a necessidade de criar sistemas que não permitam a falsificação.
Foi isso mesmo que Rui Ribeiro se propôs de imediato a fazer. Nas pesquisas que fez sobre sistemas de proteção existentes no mundo, entrou em contacto com uma empresa francesa (Prooftag) que faz selos antifalsificação e que trabalha, por exemplo, com o famoso Château Lafite. Os selos conferem a cada produto uma impressão digital única e são feitos em França, por uma empresa de vanguarda, recorrendo à mais avançada tecnologia.
Catarina Cerca

Leia a notícia completa na edição de 12 de novembro de 2015

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Bairrada: Bairrada@LX reune vinhos e iguarias na capital


Com o objetivo de promover o que de melhor se faz na Bairrada, nomeadamente no que toca à oferta vínica, Lisboa vai acolher a 1.ª edição do BAIRRADA@LX.
É já no sábado, dia 14 de novembro, das 15h às 20h, no espaço do restaurante UAI, em Telheiras.
Um acontecimento que, à semelhança da região vínica, pretende ser “cosy e de nicho, apostando na qualidade e não na quantidade”, como afirmam os seus mentores.
A organização do BAIRRADA@LX está a cargo dos criadores do site Magna Casta (Ema Martins, Nuno Monteiro e Ricardo Oliveira) e de Helena Pereira Muelle e Alberto Goldstein, proprietários da garrafeira Wines 9297, em Telheiras. Conta com o apoio da Comissão Vitivinícola da Bairrada e tem como objetivo divulgar os excelentes vinhos, espumantes e outros néctares da Bairrada, em harmonização com a sua famosa gastronomia, que estará representada pelo restaurante Rei dos Leitões.
O turismo e as demais ofertas da região vão estar “em cima da mesa” pelas mãos da Associação Rota da Bairrada, que também vai marcará presença.

Doze produtores. São doze os produtores de vinho a marcar presença – e ao mesmo tempo “usar” este como um happenning para lançamento de novidades – no BAIRRADA@LX: Adega de Cantanhede, Carvalheira Criadores de Vinhos, Casa de Saima, Caves da Montanha, Caves do Solar de São Domingos, Caves São João, Filipa Pato, Luís Pato, Quinta das Bágeiras, Quinta de Baixo, Vádio e Vpuro. Ainda nesta secção haverá um corner dedicado aos espumantes do projeto ‘Baga Bairrada’, que atualmente são sete, mas que em breve vão ser mais.

‘Bairrada Talks’: em jeito de apresentação pop up, cada produtor vai ter direito a “cinco ou dez minutos de fama”, que usará para falar de um vinho, de uma casta, de um ano de colheita, de uma história, ou outro qualquer tópico que considere relevante partilhar com os presentes. Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada, foi convidado a encetar as hostes destes momentos que se pretendem de proximidade e interação com o consumidor. ‘Baga Bairrada’ e 125 anos de espumantes da região vão ser temas da sua conversa.
Já à venda na garrafeira Wines 9297 ou no local e dia do evento, os bilhetes têm um valor de 5 euros por pessoa, tendo agregada a oferta de um copo para a prova, que deverá ser devolvido à saída. Este valor não inclui a degustação das iguarias preparadas pelo Rei dos Leitões – leitão assado, sandes e iscas de leitão, chanfana (de cabra) à Bairrada não vão faltar à festa! –, que deverão ser adquiridas à parte. De referir que o UAI fica situado na Rua Prof. Francisco Gentil, em Telheiras, um local de fácil acesso, com bom estacionamento e bem perto da estação de Metro, de paragens de autocarros e de táxis.
Os vinhos em prova no BAIRRADA@LX vão estar à venda, podendo as encomendas ser feitas através da garrafeira Wines 9297 (Rua Prof. Simões Raposo, 9B, Telheiras), que para o efeito disponibilizará um catálogo com as referências e respetivos preços, válidos apenas para esse dia.

Expositores
VINHOS
Adega de Cantanhede
Baga Bairrada (cluster de espumantes de Baga)
Carvalheira Criadores de Vinhos
Casa de Saima
Caves da Montanha
Caves do Solar de São Domingos
Caves São João
Filipa Pato
Luís Pato
Quinta das Bágeiras
Quinta de Baixo
Vádio
VPuro
OUTROS
Associação Rota da Bairrada
Rei dos Leitões

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