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Bairrada: Enófilos da Bairrada premeiam melhores vinhos de 2014


O vinho tinto 2014, Depósito QE07, da Quinta do Ortigão, é o vencedor da Grande Medalha de Ouro atribuído este ano no âmbito do XXXV Concurso “Os Melhores Vinhos da Bairrada – Colheita 2014”.
Neste já tradicional concurso levado a cabo anualmente pelos Enófilos da Bairrada, arrecadaram ainda medalhas de ouro, na categoria de brancos, a Quinta do Ortigão, Caves Solar São Domingos e a Quinta da Mata Fidalga que arrecada também ouro na categoria dos vinhos rosados. Já nos tintos, a Quinta do Encontro arrecadou a medalha de ouro.
Nesta 35.ª edição do concurso, a Confraria dos Enófilos da Bairrada leva a cabo no próximo sábado, dia 6 de junho, a cerimónia da entrega dos referidos prémios.
O almoço realiza-se, a partir das 12h30, no navio Museu “Santo André”, fundeado no Porto de Pesca de Aveiro, junto ao Jardim Oudinot.

Premiados
VINHOS BRANCOS
MEDALHAS DE OURO: – Quinta do Ortigão, Sociedade Agro-Turística, Lda., Caves Solar São Domingos, S.A. e Quinta da Mata Fidalga, Lda.
MEDALHAS DE PRATA: Caves São João, Lda., Adega Cooperativa de Cantanhede, S.C. R. L. e Quinta do Encontro, Sociedade Vitivinícola, S.A.

VINHOS ROSADOS
MEDALHA DE OURO: – Quinta da Mata Fidalga, Lda.
MEDALHAS DE PRATA: Célia Moreira Briosa Neves, Caves São João, Lda.

VINHOS TINTOS
MEDALHA DE OURO: Quinta do Encontro, Sociedade Vitivinícola, S.A.
MEDALHAS DE PRATA: Quinta dos Abibes, Vitivinicultura, S.A., Maria do Rosário Reis Tiago Carvalheira e Ares da Bairrada, Sociedade Vitivinícola, Lda.

GRANDE MEDALHA DE OURO
Vinho Tinto 2014, Depósito QE07 – Quinta do Ortigão, Sociedade Agro-Turística, S.A.

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Vinhos: “Ataíde Semedo Millésime” vence na categoria de melhor espumante


E o prémio de Melhor Espumante nacional vai para… ‘Ataíde Semedo Millésime Bruto 2013’. Pode não ser um Óscar, mas trata-se de um dos mais ambicionados prémios da indústria vitivinícola. Do produtor bairradino Ataíde da Costa Martins Semedo foi assim um dos quatro grandes vencedores do concurso – Melhor Vinho, Melhor Varietal, Melhor Espumante e Melhor Licoroso –, destacados na cerimónia de entrega dos prémios do ‘Concurso Vinhos de Portugal 2015’, que decorreu na penúltima sexta-feira no Solar do Vinho do Dão, em Viseu.

Ouro e Prata para a Bairrada. Os vinhos da Bairrada estiveram entre os grandes vencedores. Além desta distinção, a Região Vitivinícola da Bairrada conquistou ainda três medalhas de Grande Ouro e dez medalhas de Prata.
Entre os ouros, foram premiados dois vinhos da Adega de Cantanhede – o ‘Marquês de Marialva Grande Reserva tinto 2010’ e o ‘Marquês de Marialva Arinto Grande Reserva branco 2012’ –, numa lista que fica fechada com o ‘Grande Follies tinto 2011’, da Quinta da Aveleda. Nos “prateados”, além do vencedor da categoria de espumantes, ‘Ataíde Semedo Millésime Bruto 2013’, a lista conta com mais três espumantes, dois brancos e quatro tintos, num total de dez medalhados.
Organizado pela ViniPortugal, o concurso contou com um painel de 22 especialistas de oito países, que avaliaram 1156 vinhos e premiaram 303.

Melhor Espumante 2015
‘Ataíde Semedo Millésime Bruto 2013’
Medalhas Grande Ouro:‘Marquês de Marialva Grande Reserva tinto 2010’, ‘Marquês de Marialva Arinto Grande Reserva branco 2012’,‘Grande Follies tinto 2011’

Medalhas de Prata
Espumantes: ‘Ataíde Semedo Millésime Bruto 2013’,‘Encontro Special Cuvée 2010’, ‘Marquês de Marialva Baga Bruto 2013’, ‘Quinta da Aguieira Espumante Bruto 2012’
Brancos: ‘Quinta do Ortigão Arinto Bical branco 2014’, ‘São João Lote Especial branco 2014’
Tintos: ‘Casa de Sarmento tinto 2011’, ‘Casa de Sarmento Syrah tinto 2011’, ‘Foral de Cantanhede Baga Grande Reserva tinto 2009’, ‘São Domingos Grande Escolha tinto 2011’

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Vinhos Bairrada: Relançamento do “Vadio 2005” celebra 10 anos do projeto


Para comemorar os seus 10 anos de existência, o projeto VADIO, que nasceu pelas mãos do jovem enólogo Luís Patrão e de seu pai Manuel Dinis Patrão, na Poutena (Vilarinho do Bairro), relança o seu primeiro vinho produzido: o VADIO tinto 2005. Respeitando o estilo mais clássico da região da Bairrada, este vinho foi feito a partir da casta Baga, fermentado em pequenos lagares, e envelheceu durante 18 meses em carvalho usado, e mais 18 meses em garrafa. Foram produzidas 6 mil garrafas, e 600 guardadas em adega para o relançamento desta edição 10 anos.
O objetivo deste relançamento, avança Luís Patrão, “é poder demonstrar o potencial de envelhecimento dos vinhos produzidos a partir da casta baga”. Anualmente, 10% da produção do VADIO é guardada para um relançamento de uma edição 10 anos.
O VADIO é um projeto pequeno e familiar que tem como elemento essencial a recuperação das castas tradicionais e a produção de autênticos vinhos DOC BAIRRADA.
Os vinhos apresentam um estilo clássico que pretende respeitar a autenticidade da região e o caráter das castas que lhe dão origem.

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“Refresh – Bairrada Meets Coimbra 2015” desafia-o a brindar com espumantes


No último dia do mês, domingo, 31 de maio, o convite é para ir até Coimbra provar a excelência dos espumantes Bairrada.
A cidade vai ser palco de uma mostra que reunirá muitos dos players de uma das mais singulares regiões vitivinícolas do país.
A 4.ª edição do ‘Refresh – Bairrada Meets Coimbra’ volta a realizar-se nas Piscinas do Mondego, localizadas à beira do rio que lhe empresta o nome e integradas no Parque Verde, com a silhueta da cidade como pano de fundo.
Com alguns dos mais emblemáticos vinhos espumantes à prova, em ambiente informal e num local propício ao convívio e a momentos de descontração, o ‘Refresh – Bairrada Meets Coimbra’ é também um privilegiado espaço de contacto com os produtores.
Para a mostra de 2015 está prevista a presença de 15 a 20 produtores e mais de 80 referências de espumantes com certificados pela Comissão Vitivinícola da Bairrada, numa saudável combinação de produtores já estabelecidos no mercado, como as Caves São João, Solar de São Domingos, Messias e Primavera; Adega de Cantanhede ou a Quinta das Bágeiras, e “sangue novo”, como é o caso da Adega Rama, que vinificou pela primeira vez em 2011 e entrou no mercado no ano seguinte. A lista de presenças conta ainda com a Ataíde Semedo, Colinas de São Lourenço, Pinho Leão Wines, Quinta do Encontro, Kompassus, entre outros.
O ‘Refresh – Bairrada Meets Coimbra’ é um evento que tem vindo a crescer de forma sustentada, tendo a edição de 2014 contado com cerca de mil visitantes, entre apreciadores de espumantes e representantes da indústria.

Produto versátil. Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada, afirma que “os espumantes Bairrada são um produto versátil na oferta e no (momento de) consumo, sendo crescente a sua valorização. Isso deve-se ao esforço e trabalho dos produtores da região, que trilham um incansável caminho para melhorara a qualidade do mesmo”.
Aberto ao público entre as 14 e as 20h, as entradas custam 3,5 euros, com convite, e 8 euros, sem convite, incluindo a oferta de um flute de espumante.
O ‘Refresh – Bairrada Meets Coimbra’ integra-se na estratégia de divulgação da região, um esforço levado a cabo pela CVB e que tem dado frutos nos últimos anos, com a sua transformação num modelo a seguir e com a afirmação dos seus singulares espumantes, nomeadamente dos da casta Baga, ex-libris da região.

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Vinhos Bairrada nos festivais “Peixe em Lisboa” e “Sangue na Guelra”


Lisboa vai ser palco de dois importantes eventos (eno)gastronómicos: o festival “Peixe em Lisboa”, de 9 a 19 de abril, e o “Sangue na Guelra – Young Chefs With Guts”, nos dias 11, 12 e 13. Duas celebrações em que o peixe e o marisco vão ser reis. Porque um casamento feliz junta à mesa comida e bebida, nada melhor do que ombrear o palato dos presentes com vinhos e espumantes da Bairrada.
É essa a proposta da Comissão Vitivinícola e da Rota da Bairrada que, durante dez dias, vão rumar à capital para levar a região “no sentido dos sentidos” (assinatura dos vinhos Bairrada) mais apurados.

40 vinhos e espumantes presentes. Durante o 8.º festival “Peixe em Lisboa”, que tem lugar no Pátio da Galé, no Terreiro do Paço, são mais de 40 os vinhos e espumantes com o selo da Bairrada. A solo ou para harmonizar com as gourmandises disponíveis, o convite é para provar e, se quiser, comprar.
Os espumantes e vinhos da Bairrada foram eleitos para abrir as hostes e o apetite nos dois jantares da 3.ª edição do ‘Sangue na Guelra – Young Chefs with Guts’. Momentos gastronómicos “efervescentemente” criados por jovens chefs vindos de alguns dos melhores restaurantes do mundo e que vão acontecer na 1300 Taberna (LX Factory), do Chef Nuno Barros, nos dias 12 e 13 de abril.
Os espumantes da região vão marcar presença exclusiva nos cocktails, podendo ser bebidos “ao natural” ou em irreverentes propostas criadas pelo barman Paulo Gomes. Os néctares da Bairrada vão ainda mostrar-se no desenrolar das refeições.
O primeiro jantar junta Oswaldo Oliva – ex-chefe executivo do Mugaritz, o restaurante de San Sebastián que está em 6.º lugar na lista dos melhores do mundo e tem duas estrelas Michelin –, Rafa Costa e Silva – do recentemente estrelado Lasai, no Rio de Janeiro –, Ricardo Chaneton – do francês Mirazur em Menton, com duas estrelas e 11.º na lista dos melhores – e Márcio Baltasar – pasteleiro do restaurante do Areias do Seixo, em Santa Cruz.
No dia seguinte é a vez de William Smith, sous-chef do Geranium, em Copenhaga (duas estrelas); Sebastian Meyers, do Chiltern Fire House, restaurante londrino do português Nuno Mendes; Frederico Ribeiro, sous-chef do Per Se, em Nova Iorque (três estrelas); e Américo Santos, pasteleiro do Belcanto, se juntarem e meterem as garras de fora na confeção de uma paradisíaca refeição. A mestria dos néctares vai estar a cargo dos sommeliers Rodolfo Tristão (presidente da Associação de Escanções de Portugal), João Chambel (Estado d’Alma) e Nuno Oliveira (Belcanto).

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Comissão Vitivinícola da Bairrada aposta na promoção da região na Prowein


No que toca ao setor mundial do vinho, de 15 a 17 de março, todos os caminhos vão dar a Düsseldorf.
Como acontece anualmente, a cidade alemã é palco da Prowein, a maior e mais importante feira de vinhos internacional.

Seminário sobre o terroir Bairrada. Na edição deste ano, a presença dos vinhos da Bairrada destaca-se pela realização do seminário “Understanding The Great Terroir Of Bairrada”, promovido pela Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) e conduzido pela opinion leader Christina Fischer.
O seminário acontece no primeiro dia do certame e a conceituada jornalista Christina Fischer – que escreve para publicações como a Vinum, a Sommelier e a Allgemeine Hotel- und Gastronomie-Zeitung – vai, ao longo de quarenta e cinco minutos, “seduzir” profissionais do setor e compradores internacionais, ao mostrar as valências do terroir e dos vinhos da Bairrada e ao apresentar uma requintada seleção de vinhos espumantes, brancos e tintos da região.
Para Pedro Soares, presidente da CVB, “a escolha de uma embaixadora alemã, sendo ela uma jornalista de vinhos e gastronomia, é a melhor forma de explicar e transmitir a peculiaridade do terroir e dos néctares da região da Bairrada”.
O responsável acrescenta que “trouxemos a Christina à região para fazer trabalho de campo e poder transmitir da forma mais fidedigna a magnificência da Bairrada”.
Com esta ação, a Comissão Vitivinícola da Bairrada pretende acrescentar valor à presença dos vinhos da região na Prowein.
Aliança, Campolargo, Caves Arcos do Rei, Caves da Montanha, Caves São João, Luís Pato, Lusovini, Niepoort, Quinta do Encontro e Vadio Wines são alguns dos produtores que vão ter os seus vinhos à prova no espaço Wines of Portugal, que a ViniPortugal reservou para promover o que de melhor o setor do vinho tem para oferecer.

Certame é palco estratégico para o setor. Pedro Soares corrobora da opinião de Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, que afirma que “a Prowein é hoje o maior ponto de encontro entre quem vende e quem compra no mercado mundial de vinhos, sendo por isso um palco estratégico para a promoção e afirmação dos vinhos portugueses no panorama internacional”, sendo de extrema importância uma presença cada vez mais forte e concertada dos vinhos da Bairrada neste certame.

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Poutena: Vadio, projeto vínico de Luís Patrão, destaca-se pela qualidade e irreverência


 

O jovem enólogo Luís Patrão é o rosto do projeto Vadio, que nasceu há uma década na Poutena, freguesia de Vilarinho do Bairro.
Licenciado em Enologia pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), juntamente com seu o pai Manuel Dinis Patrão, e esposa, Eduarda Dias, dá corpo e forma a um projeto familiar, de pequeníssima dimensão, mas de elevada qualidade, consistência e personalidade.
Na pequena adega de família, instalada num antigo armazém que em tempos serviu como farmácia agrícola para os agricultores da região, nascem autênticas peças de relojoaria, vinhos de estilo clássico que respeitam a autenticidade da região e o caráter das castas que lhe dão origem.

Nome. Vadio foi o nome escolhido para este projeto e Luís Patrão explica o porquê da escolha. “Não queríamos nada que fosse do tipo Quinta, Casa ou Herdade. Não queríamos nada formal, mas sim algo que rasgasse, que fosse ‘out of the box’ ”.
Vadio foi a designação escolhida para a marca porque tem atitude e irreverência. Um nome que traduz integralmente o espírito do projeto, ainda que para Luís Patrão este seja um projeto pessoal – que desenvolve, sobretudo aos fins de semana – paralelo à sua atividade profissional, já que passa a semana fora, ao serviço da Herdade do Esporão, onde é enólogo residente. Um negócio de família, alicerçado no pai, Manuel Dinis Patrão que, já reformado e com 73 anos, se dedica de corpo e alma à viticultura.

Terroir. Atualmente são cerca de 4 hectares de vinha mas a intenção é aumentar a área de vinha, ainda que esta seja uma tarefa bastante difícil numa região onde as pessoas são muito agarradas à terra. “Por exemplo, para conseguir um hectar, tenho de comprar a 4 ou 5 pessoas diferentes”, adianta.
Assim, tendo como elemento fundamental a recuperação das castas tradicionais e a produção de autênticos e genuínos vinhos DOC Bairrada, Luís Patrão possui duas parcelas de vinha totalmente distintas.
Localizadas em pleno Vale do Forno, estas têm condições geológicas completamente distintas entre si, mas que permitem explorar todo o potencial enológico da região.
A JB revela também que o maneio de cada parcela é planeado atendendo às diferentes composições de solo e castas, em conjunto com o resto dos fatores vitícolas, a fim de chegar a uma completa e equilibrada maturação com a personalidade própria de cada terreno e casta.
“Praticamos uma viticultura assente na sustentabilidade através de um modo de produção integrada, protegendo a biodiversidade da região”, sublinha, destacando ser esta a forma de conceder uma maior autenticidade e caráter aos vinhos. Por isso, a vindima demora muito tempo, vai sendo feita de forma cirúrgica, dependendo do estado de maturação dos cachos.

Prémios e reconhecimento. No final do mês de janeiro, Luís Patrão foi premiado pela WINE – A essência do vinho, uma das publicações especializadas mais prestigiadas de Portugal, com a distinção de Produtor Revelação do Ano 2014. Uma distinção que vem trazer às “luzes da ribalta” o trabalho do enólogo neste seu projeto vínico pessoal.
Segundo a Wine, “vinhos simultaneamente de autor e de terroir, vinhos de reflexão, que mostram que os projetos pequenos, mas bem estruturados e íntegros, merecem ser destacados”.
Prémio e críticas muito positivas têm-se sucedido, o que o leva a fazer um balanço muito positivo. “São 10 anos num negócio que demora muito até começarem a aparecer resultados. Por isso, ao fim de 10 anos, ter este reconhecimento demonstra que estamos a trabalhar de forma acertada, a fazer as coisas bem feitas e como as pessoas gostam”. Por outro lado, reconhece que os prémios “são um importante incentivo, um estímulo, pois não só premeiam o nosso esforço, dedicação e trabalho árduo, como também nos ajudam a mantermo-nos no rumo que traçámos, ajudando também, naturalmente, a vender.”

Vinhos. O projeto Vadio é responsável por um branco, dois tintos e um espumante. Os vinhos brancos fermentam e estagiam em depósitos de inox. Os vinhos tintos fermentam em lagares ou em depósitos de pequena capacidade e terminam com um estágio de pelo menos 18 meses em barrica. Os espumantes são feitos de acordo com o método clássico, tendo um período de estágio mínimo de 12 meses em contacto com as leveduras após segunda fermentação.
“O espumante é um produto de menor volume que encaro como algo que devemos fazer porque estamos na Bairrada e esta foi a primeira região do país na produção de espumante”, acrescenta.
Luís Patrão revela que o perfil dos vinhos tinha de ser trilhado na aposta nas castas da região, num estilo menos comercial e mais clássico, ou seja, voltados para pequenas quantidades, mas de excecional qualidade.
“A nossa aposta é feita em nichos de mercado, apostando nos mercados de exportação, mercados mais maduros, tais como são o Japão, EUA, Bélgica, Brasil, Inglaterra, Suiça e países nórdicos. Assim, noventa por cento da produção destina-se ao mercado externo, o restante encontra-se na restauração e nas garrafeiras de referência.
Reservado qb, Luís Patrão está determinado em fazer crescer este projeto, fazendo-o ganhar dimensão e notoriedade. Ao mesmo tempo, acredita que a Bairrada encontrou o seu rumo. “Sendo esta uma região pequena, tem um património único – a casta baga – que a torna diferenciadora.” Por isso, “o caminho deve fazer-se com projetos como o Vadio, Filipa Pato, Quinta da Vacariça, Quinta da Bágeiras ou Luís Pato”, apostando em “peças de relojoaria.”

Catarina Cerca

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“Óscares do Vinho” para a Comissão Vitivinícola da Bairrada e para o enólogo Osvaldo Amado


 

Duas semanas após a atribuição dos prémios da Wine – A Essência do Vinho, a Bairrada volta a estar de parabéns! Desta vez foi a Revista de Vinhos que distinguiu a região, ao atribuir o prémio de melhor ‘Organização Vitivinícola’ à Comissão Vitivinícola da Bairrada nos Prémios ‘Os Melhores do Ano 2014’. Um feito que em muito está a honrar os bairradinos, em especial os que se movem no mundo do vinho, ou não fossem estes os mais importantes prémios do setor.
Em noite de “Óscares do Vinho”, a Bairrada não se ficou por aqui: a região foi também aplaudida com a eleição de Osvaldo Amado como ‘Enólogo do Ano’. Global Wines, Adega Cooperativa de Cantanhede, Quinta dos Abibes e Quinta do Ortigão são os projetos bairradinos onde o sempre sorridente enólogo, com 29 anos de carreira, deixa a sua marca vínica.
A Bacalhôa Vinhos de Portugal foi eleita a ‘Empresa do Ano 2014’; embora sediada na Península de Setúbal, o seu “braço” bairradino – a Aliança – foi também um dos contributos para tal distinção.
Pedro Soares, presidente da CVB, falou e agradeceu em nome de todos os que trabalham na, para e em prol de uma Comissão como elemento agregador da região. Mostrou-se bastante lisonjeado e orgulhoso de tamanha distinção e agradeceu a todos os produtores que certificam vinhos DO e IG Bairrada. Contrariamente ao que muitos queriam crer há três anos atrás, quando Pedro Soares tomou posse, a Bairrada não está morta, antes pelo contrário, está bem viva e com responsabilidade acrescida.
CVB enfrenta desafios com entusiasmo e determinação. Nas páginas da Revista de Vinhos de fevereiro, dedicada a estes prémios, pode ler-se que “há um antes e um depois na história recente desta região. Este contraste, que mesmo para um observador distraído não passa despercebido, é tanto mais notável quanto nos lembramos daqueles que até há pouco eram considerados os grandes atavismos da Bairrada: uma região demasiado fechada em si mesma, gentes que faziam do individualismo exacerbado uma forma superior de afirmação, um pequeno território palco de rivalidades antanhas, a maior parte delas ininteligíveis a quem as observasse de fora.
A publicação destacou o facto de a CVB ter enfrentado com entusiasmo e determinação grandes desafios, sendo o “principal deles, a capacidade de agregar os seus produtores em torno de objetivos comuns”, mas também “o sinal dado para fora, de que era possível fazer mais e muito melhor. E o caminho fez-se caminhando. Promover os seus vinhos de uma forma dinâmica, abrir ao exterior, chamar jornalistas, compradores e líderes de opinião. Mas também levá-los lá fora, salientando as características que, num mercado global e cada vez mais diferenciado, estes vinhos se tornam únicos e distintivos. E, hoje, a Bairrada começa a ser vista como uma região renovada, que está a mexer sem trair a sua forte identidade. A estratégia lançada de assentar muito da promoção da Bairrada nos seus espumantes, em particular os produzidos a partir da Baga, tem-se revelado acertada, como comprovam os números mais recentes”.
Agradavelmente surpreso com o prémio, Osvaldo Amado, um apaixonado pela enologia, pela vinha e pelo vinho disse, na ocasião, que o mundo do vinho é contagiante e a vitamina que faz sair todos os dias de casa.

Prémios Excelência. Nos vinhos, foram três os Bairrada que subiram ao palco para levar para casa ‘Prémios de Excelência’: ‘Campolargo branco 2011’ (Manuel dos Santos Campolargo), ‘Luís Pato Vinha Barrosa tinto 2011’ (Luís Pato) e ‘Pai Abel branco 2012’ (Mário Sérgio Alves Nunes).
Ainda na listagem de ‘Melhores de Portugal’, a Revista de Vinhos premiou cinco espumantes, cinco brancos, um rosé e 11 tintos da Bairrada.
É importante também sustentar o trabalho desenvolvido com números. Numa das últimas notas de imprensa divulgadas pela CVB, constata-se que a certificação de vinhos, espumantes e tranquilos, com a designação DO Bairrada, aumentou 8% em 2014, prevendo-se um crescimento sustentado nos próximos anos. A Bairrada tem agora uma estratégia e um objetivo agregador com vista a continuar a brilhar no futuro.

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Vinhos Bairrada: Baga Friends em Londres


Os Baga Friends (grupo que integra o Palace Hotel do Bussaco, Quinta das Bágeiras – Mário Sérgio Nuno, Luís Pato, Filipa Pato, Sidónio de Sousa – Paulo Sousa e Quinta da Vacariça – François Chasans) vão representar a região da Bairrada em Londres, numa prova de vinhos única, promovida pelo conceituado crítico de vinhos norte-americano de renome internacional, Robert Parker.
Intitulado “A Matter of Taste”, este evento vínico decorre no dia 28 de fevereiro, na galeria de arte contemporânea Saatchi Gallery, uma das mais importantes galerias de arte do Reino Unido.

“Um euromilhões”. Felizes por serem os embaixadores da Bairrada e da Baga neste exclusivo e importante evento, alguns dos “friends” (Luís Pato, Mário Sérgio Nuno, Paulo Sousa e António Rocha) conversaram com JB e confirmaram ser este “Matter of Taste” uma experiência de degustação de vinhos ímpar, onde apenas vão estar presentes vinhos emblemáticos do mundo, pontuados por aquele crítico com classificações acima dos 90 pontos. Ou seja, vinhos escolhidos a dedo pela equipa da Wine Advocate, de Robert Parker (com tiragem bimestral, e mais de 50 mil assinantes espalhados por 38 países e que influi decisivamente no hábito de consulta dos grandes compradores e peritos de vinhos no mundo inteiro).
“É neste local que nos podemos dar a conhecer e a fazer imagem”, diz Mário Sérgio Nuno, que não hesita em dizer que, com esta iniciativa, “ajudamo-nos a nós, mas também à região no seu todo”.
Um evento aberto exclusivamente aos subscritores e assinantes da newsletter de Robert Parker, e no qual poderão passar mais de mil visitantes (não só consumidores, como importadores de vinhos topo de gama), ainda que a pagar cerca de 80 euros para participar na prova.
Para Luís Pato, Mário Sérgio Nuno, Paulo Sousa e António Rocha (do Palace Hotel Bussaco) esta mostra “é um verdadeiro euromilhões”, já que admitem não haver melhor lugar para expor e dar a provar os melhores néctares do mundo. “A nossa arte vai estar na arte da galeria”, diz, de forma entusiasmada, Luís Pato, habituado a estas andanças, que remata, “a melhor imagem da Baga é culpa nossa”. Por outro lado, dizem, “é a prova de que juntos, unidos, vencemos.”
Sublinhando que “o caminho faz-se caminhando”, Mário Sérgio Nuno admite que este é mais um passo que irá permitir aos londrinos “descobrir a Baga”.
Num evento que já passou por Singapura, Kuala Lumpur, e vai estar ainda em Miami, Chicago, Hong Kong, São Francisco e Nova Iorque, os produtores bairradinos foram convidados pelo próprio Robert Parker, o que mostra que “o seu interesse pelos vinhos portugueses está a crescer”, o que não acontecia há meia dúzia de anos. Por outro dado, os produtores bairradinos admitem que a Baga “é uma das grandes castas do mundo, porque é diferente e resulta em vinhos únicos, excecionais, que envelhecem como poucos”.
Para todos, este convite mostra que só muito recentemente os “vinhos portugueses, especialmente os Bairrada, conseguiram chegar aos tão almejados 90 pontos de Parker”, destaca Luís Pato.

Vinho Baga Friends voa para Londes. A par com vinhos de cada um dos produtores, vai ser dado a provar um vinho do grupo. Um vinho tinto de 2011 (ano emblemático para a região da Bairrada), a que Parker atribuiu 93-95 pontos. São 1200 garrafas apenas de um vinho que mostra, acima de tudo, a união do grupo. Cada produtor entrou com 150 litros de vinho, que resultou num lote que vai sair em breve para o mercado. Uma forma, dizem, de através da sua venda, angariar fundos para continuar a fazer a promoção dos vinhos dos Baga Friends por esse mundo fora. O vinho vai ser vendido através de um distribuidor nos restaurantes e garrafeiras de topo nacionais, mas também em alguns locais na Dinamarca.
Mais recentemente, entrou para os Baga Friends, Dirk Niepoor, que decidiu apostar na Bairrada, adquirindo a Quinta de Baixo, embora não participe ainda nesta deslocação a Londres.
Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Prémios Revista Wine – Produtores do Ano e Revelação são da Bairrada


 

A Bairrada está, uma vez mais, de parabéns. Mário Sérgio Nuno, da Quinta das Bágeiras (Fogueira-Sangalhos) e Luís Patrão, do projeto Vadio foram eleitos, Produtor do Ano de 2014 e Produtor Revelação do Ano 2014, respetivamente, nos Prémios da Revista Wine – A Essência do Vinho.
A entrega de prémios teve lugar na última sexta-feira, na cidade do Porto. Para além destes dois prémios, os vinhos da Bairrada também estiveram em alta. O “Grande Vadio 2011” e “Quinta do Ribeirinho Baga Pé Franco 2010” ficaram no Top 10 da Wine, ao serem dois dos vinhos mais bem pontuados no ano transato, ambos com 18,5 valores.
Assim, entre os ‘Melhores do Ano 2014’ foram eleitos a Quinta das Bágeiras, como ‘Produtor do Ano’, afirmando o relevo que Mário Sérgio Nuno já tem no setor vitivinícola, e o Vadio, na categoria de ‘Produtor Revelação do Ano’, distinção que vem trazer às “luzes da ribalta” o trabalho que o enólogo Luís Patrão desenvolve na Bairrada com o seu projeto vínico pessoal.

Excelência e mérito dos premiados. Para Mário Sérgio Nuno, o ano de 2014 encerrou com chave de ouro. Aliás, no ano em que a Quinta das Bágeiras assinalou 25 anos de existência, a quantidade de vinhos premiados e distinções alcançadas, entre ela a comenda da Ordem do Mérito Empresarial – Classe do Mérito Agrícola para o produtor Mário Sérgio, deixam-no orgulhoso. Por outro lado, ter as duas revistas nacionais de referência no mundo dos vinhos (Revista de Vinhos e Wine) a distinguirem-no, no espaço de dois anos, como Produtor do Ano, não o poderia deixar mais satisfeito. Prémios que, como diz, acarretam “mais responsabilidade”, ainda que admita não ser fácil repetir um ano como o de 2014. “Os prémios, penso que se devem ao facto de eu preservar um estilo, à minha teimosia, ao facto de não andar atrás de modas. Fazemos o nosso próprio caminho e os prémios confirmam e consolidam o nosso projeto”, acrescenta.
Já Luís Patrão, enólogo da Herdade dos Esporão, é o rosto do projeto Vadio, situado na aldeia da Poutena, freguesia de Vilarinho do Bairro. Confessa que não estava à espera da nomeação e que esta o deixou “obviamente ainda mais feliz” Por isso, agradece à equipa da Revista WINE e Essência do Vinho “a distinção que nos traz uma grande responsabilidade e estímulo para continuarmos a trabalhar”, assim como espera que este prémio incentive outros jovens produtores da Bairrada, “a acreditar na região e a ter orgulho no nosso património vitivinícola”.
Nos vinhos, foram ainda dois os néctares com Denominação de Origem Bairrada que entraram no ranking ‘Top Wine 2014’. Os néctares ‘Luís Pato Vinha Barrosa tinto 2011 (Luís Pato) e ‘Poeirinho Baga tinto 2012’ (Niepoort), ambos com 18 valores, revelaram-se escolhas altamente recomendadas pelo painel de provadores da revista.
Catarina Cerca

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