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Anadia:Mulheres cada vez mais interessadas em saber provar e comentar vinhos


Numa iniciativa inédita por ser exclusiva para o público do sexo feminino, teve lugar na tarde do passado sábado, dia 16 de fevereiro, um curso de Iniciação à Prova de Vinhos, que decorreu em Anadia, mais concretamente na sala de provas da Estação Vitivinícola da Bairrada (EVB).
Integrado nas comemorações dos 125 anos da EVB, o curso, limitado a 35 inscrições, foi participado por 37 mulheres. Um sucesso, superando todas as expetativas já que, em apenas dois dias, se registaram mais de 100 inscrições, o que obrigou a organização (DRAP Centro e EVB) a suspender as mesmas.
“O vinho está na moda”, dizia-nos uma das participantes, já habituada a lidar com vinhos da Bairrada, de várias marcas e produtores. Cristina Azevedo, da Rota da Bairrada, confirmou ser cada vez maior o número de mulheres interessadas em aprender, em saber mais sobre os vinhos, mas também sobre a forma como estes devem ser servidos e apreciados. Por outro lado, destacou o papel da mulher neste setor predominantemente masculino: “elas têm ganho outro protagonismo neste setor e esta é uma iniciativa feliz”.
E se a parte lúdica da iniciativa foi uma das razões que trouxe à EVB a maioria das participantes, não deixaram de estar igualmente presentes várias mulheres habituadas a lidar com vinhos, já que estes fazem parte do seu mundo profissional.
Joana Campolargo, da Adega Campolargo (S.Lourenço Bairro), Ana Lemos, da Quinta do Ortigão (Anadia), Luciana Sardo, Sónia Oliveira, Maria da Luz Silva, Joana Castilon (Aliança – Vinhos de Portugal), Cristina Azevedo e Teresa Manso (Rota da Bairrada), Manuela Melo (Caves da Montanha), Mónica Jesus (vinhos Filipa Pato), entre outras, foram algumas das profissionais presentes neste evento.
A propósito da iniciativa, Joana Campolargo não deixou de referir que “quanto mais se treina, mais se aprende”, sendo o treino fundamental, senão mesmo determinante para os profissionais do setor. Por isso, ser um rosto assíduo em iniciativas do género: “mais conhecimento e mais técnica” são dois dos ingredientes que a despertam para este tipo de cursos.
A produtora e responsável pelo mercado externo dos vinhos Campolargo sublinharia ainda que “é um facto incontornável que há cada vez mais mulheres interessadas por vinhos e por saber mais sobre estes.”

Homenagem às mulheres. Jorge Gomes, diretor de serviços de Desenvolvimento Agro-Alimentar, Rural e Licenciamento da DRAP Centro, revelou que com esta iniciativa se pretendeu “dar especial ênfase ao papel da mulher no vinho, sendo também o culminar de todo um conjunto de iniciativas realizadas nos últimos meses, no âmbito das comemorações dos 125 anos da EVB”.
Por outro lado, diria, ser também “uma forma de homenagear o papel da mulher na história e evolução do setor”. Por isso, considera oportuno “quebrar a ideia de que o vinho está associado ao homem, porque se trata de um setor transversal, que não é sexista, até porque se vê cada vez mais o sexo feminino a dedicar-se a esta área”. Depois, acrescentou, “houve a preocupação de orientar o curso para um segmento que não tem grandes hábitos enraizados relativamente a conceitos associados à prova”, deixando ainda uma nota de que a adesão maciça mostra “o crescente interesse das mulheres por este setor, pelos vinhos”.
Jorge Gomes interpreta ainda a enorme adesão ao curso “por se tratar de um público ávido de conhecimento”, proveniente dos mais variados níveis: profissional a lúdico/informativo. Por isso, não descarta a hipótese da realização de outras ações no género, direcionadas para áreas mais específicas, com uma natureza e grau de exigência também diferentes.

Viagem pelos sentidos. Mais do que um curso, esta tarde foi como que uma viagem pelo mundo dos sentidos. A visão, o olfato e o paladar são os sentidos essenciais a um bom provador e querem-se apurados. Caberia ao enólogo José Carvalheira, técnico Superior do Departamento de Enologia da EVB, provador das Câmaras de Prova da CVR Bairrada e formador na área da enologia, fazer as honras da casa.
Ao longo de mais de três horas, fez “uma abordagem simplista da temática, tendo em conta o tempo disponível e o público alvo”, como referiu.
A primeira hora foi dedicada às metodologias de análise sensorial de vinhos. As participantes ficaram a conhecer um pouco mais sobre os tipos de prova de vinhos, órgãos dos sentidos usados, condições ambientais ideais para provar vinhos, caraterísticas dos vinhos, metodologia na análise do vinho, temperatura e serviço de vinhos, tipo de copos, etc. Na segunda parte, participaram numa prova comentada de vinhos brancos, tintos e espumantes Bairrada.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Mário Sérgio Nuno (Quinta das Bágeiras) distinguido como Produtor do Ano pela Revista de Vinhos


O produtor bairradino Mário Sergio Nuno foi distinguido com o prémio Produtor do Ano (2012), pela Revista de Vinhos.
A entrega de prémios teve lugar na última sexta-feira, dia 15 de fevereiro, na Alfândega, no Porto.
Para além de Mário Sérgio, proprietário da Quinta das Bágeiras (Fogueira-Sangalhos) foram também premiados com Excelência três vinhos da região, um do próprio Mário Sérgio (Quinta das Bágeiras Pai Abel Branco 2009) e dois outros vinhos de dois grandes produtores da Bairrada, Luís Pato e João Póvoa, respetivamente com os vinhos Luis Pato Quinta do Ribeirinho Pé Franco 2009 e Kompassus Private Selection 2009.
Vinhos que, de acordo com a Revista de Vinhos deste mês, “nos fazem sonhar, que nos despertam como nenhuns outros, os sentidos de prazer”.
Ao Jornal da Bairrada, o produtor bairradino vê esta distinção como “o reconhecimento do trabalho realizado ao longo dos 24 anos de existência da Quinta das Bágeiras”. Por outro lado, diz ser também um “grande estímulo para continuar nesta tarefa árdua de produzir vinhos de excelência”.
De acordo com a Revista de Vinho, o produtor Mário Sérgio é um “produtor que desde há mais de duas décadas representa o melhor dos Bairradas clássicos e que em 2012 lançou mais um conjunto de excelentes vinhos”.
O produtor, que possui 28 hectares de vinha, confessa que daqui em diante espera uma maior recetividade e confiança em relação aos vinhos da Quinta das Bágeiras, quer no mercado nacional, quer internacional, onde se tem vindo a afirmar nos últimos anos.
Recorde-se que este produtor já alcançou outros prémios importantes ao longo da sua carreira: foi considerado Agricultor do Ano 2004 em Portugal, pelo Ministério da Agricultura; obteve o título de Uma das 100 melhores adegas do mundo em 2011, pela revista Americana “WINE & SPIRITS” e o Prémio de Excelência 2012 da Revista de Vinhos para o vinho branco “Pai Abel 2009”, primeira ano de produção com esta designação.

Prémio para a casta Baga. A casta Baga, amada por uns e odiada por outros, tem em Mário Sérgio um acérrimo defensor, já que pertence aos Baga Friends, (grupo que integra nomes como Filipa Pato, João Póvoa – Kompassus, Luís Pato, Dirk Niepoort, Sidónio Sousa, François Chassant – Quinta da Vacariça e Palace do Bussaco, criado em 2010 com o objetivo de preservar, defender e divulgar vinhos da Bairrada, produzidos com a casta Baga). Nesta noite, juntamente com o vinho de Mário Sérgio, também os de Luís Pato e João Póvoa foram galardoados.
Por isso, os prémios Excelência, conquistados, são, na opinião do produtor bairradino “o reconhecimento por parte da comunicação social e dos consumidores para a grande casta que é a Baga. E, mais uma vez, comprovar que quando bem trabalhada e instalada no seu verdadeiro terroir dá vinhos de excelência”.
Segundo Mário Sérgio, estes prémios “vêm contribuir para que a região da Bairrada passe a ombrear com as regiões mais destacadas do país”.
Estes prémios da Revista de Vinhos, já apelidados de “Óscares” do Vinho, vão na sua 16.ª edição e premeiam anualmente a excelência do setor: instituições e pessoas que se destacaram na fileira vínica e gastronómica em Portugal.
CC

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Anadia: Curso de prova de vinhos exclusivamente para mulheres


Exclusivamente para público feminino, vai ocorrer o 1.º Curso de Iniciação à Prova de Vinhos Bairrada, uma iniciativa da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, integrada nas comemorações dos 125 anos da Estação Vitivinícola da Bairrada.
O curso, limitado a 35 inscrições, acontecerá na Sala de Provas da Estação Vitivinícola da Bairrada, em Anadia, no dia 16 de fevereiro, sábado, das 15h às 17h30. Do programa consta uma abordagem às metodologias de análise sensorial de vinhos e uma prova comentada de vinhos e espumantes Bairrada.
A frequência é gratuita, sendo necessária inscrição até 12 de fevereiro, através do mail: nirp@drapc.min-agricultura.pt.
As comemorações dos 125 anos da Estação Vitivinícola da Bairrada resultam de uma parceria entre a DRAPCentro, o Município de Anadia, o Museu do Vinho Bairrada, a Confraria dos Enófilos da Bairrada, a Rota da Bairrada e o Turismo Centro Portugal.

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Augusto Mateus é confrade honorário dos Enófilos da Bairrada


 

O ex-ministro da Economia de António Guterres, Augusto Mateus (março de 1996 a novembro de 1997), foi investido confrade honorário, na noite do último sábado, pela Confraria dos Enófilos da Bairrada, durante o 34.º Grande Capítulo daquela Confraria.
À semelhança de todas as outras edições, o evento decorreu no Palace do Buçaco, local onde foram ainda entronizados sete confrades efetivos e cinco confrades de mérito (brasileiros).

É preciso produzir mais, melhor e com qualidade. O economista e professor catedrático, Augusto Mateus referiu ter aceite o convite “para ajudar a desenvolver a região”. Na sua perspetiva, “a região pode confiar no futuro, pois é um exemplo do que o país pode fazer para ultrapassar problemas e dificuldades”. Embora a situação económica do país seja difícil, o país tem de apostar nos contactos com os países emergentes (Índia, China, Brasil, Rússia e África do Sul).
E, em matéria de vinhos, afirmou que é preciso produzir bom, fazer um produto com valor, fácil de comercializar, ao gosto do consumidor: “é preciso acrescentar cultura e diferenciação neste mundo global em que vivemos”. Daí, que o futuro passe pela criação de valor de forma inteligente, capaz de ultrapassar problemas de competitividade. “A Bairrada sozinha não vai a lado nenhum”, avançou, mas deve ter em conta, por exemplo, a contribuição que pode ser dada pelos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que podem funcionar como uma plataforma para Portugal se afirmar no mundo.
Por outro lado, defendeu que a experiência, conhecimentos e sabedoria dos reformados não pode ser desperdiçada: “são muitos homens e mulheres que podem ajudar a tomar decisões com menos risco”. Por isso, defende a reforma do modelo social, “este é insustentável”, até porque é obrigação do poder político decidir, mas nunca contra a sociedade ou contra a economia. “É preciso investir mais e consumir menos”, disse.
Em nome dos sete novos confrades efetivos, caberia a Pedro Soares, presidente da CVB, destacar que a “Confraria é um grupo de amigos, com interesses comuns, neste caso, elevar os vinhos da região da Bairrada ao patamar da excelência”, não deixando também de salientar que a Confraria dos Enófilos da Bairrada “tem sido determinante no delimitar da região vitivinícola Bairradina”.

Confrades “embaixadores” no Brasil. Já pelos seis confrades de mérito (todos eles brasileiros), o médico pediatra Mário Teles diria estar, como os seus pares, “honradíssimo por passar a fazer parte desta Confraria, podendo estar certa a direção da Confraria e todos os confrades que terão em cada um de nós um embaixador do vinho da Bairrada no Brasil”.

Sentida homenagem a Luiz Costa, “pai” da Confraria. Como manda a tradição, pelos velhos confrades, António Celestino de Almeida fez uma resenha histórica das potencialidades e riquezas da região da Bairrada: terreno fértil para a agricultura, para a criação de gado, para o desenvolvimento das indústrias da cerâmica, madeira, metalurgia e das duas rodas.
Mas foi sobre o desenvolvimento do setor vitivinícola que se debruçou, falando da enorme qualidade que tanto os vinhos brancos como tintos conseguem atingir, resultando a casta Baga (casta mais emblemática da Bairrada) em vinhos de excelência. Uma terra de ilustres (políticos, escritores, poetas, pintores) mas também de Luiz Costa, autor e mentor da Confraria (recentemente falecido, aos 84 anos) homenageado aqui pelos seus pares confrades de duas formas distintas: a capa que ilustra, anualmente, a brochura do Grande Capítulo, este ano foi ilustrada com um excerto de uma sua carta, escrita a 23 de setembro, poucos dias antes do seu falecimento. Um excerto delicioso que evidencia a sua lucidez e boa disposição.
Ainda nesta brochura, António Dias Cardoso assina um texto dedicado a Luiz Costa, impulsionador da demarcação da região da Bairrada e mentor da Confraria, que sempre recusou as luzes da ribalta “mantendo-se no seu posto predileto: o da formiga laboriosa”. Por isso, refere, as mais marcantes realizações da Confraria “levam a sua marca inconfundível de requinte e bom gosto”. “Um homem afável, culto, conversador inato, de quem, facilmente, se ficava amigo e admirador”, refere Dias Cardoso.
De igual forma, também Fernando Castro, presidente da direção da Confraria, se referiu ao falecimento de Luiz Costa (4 de outubro) a quem muito a Confraria fica a dever. “A Confraria era como uma sua filha muito querida e na qual tinha muito orgulho, tal era o carinho com que sempre a tratou e como a acompanhava, o tempo que lhe dispensou, as ideias e conselhos que lhe deu, as marcas que nela deixou, as cartas que lhe escreveu”.

Região para produção de espumantes de excelência. Fernando Castro não deixou de realçar que esta é uma região capaz de produzir espumantes de excelência. No âmbito dos 125 anos da Estação Vitivinícola da Bairrada, reconheceu que este produto “veio revolucionar a região. Não imagino a Bairrada, de hoje, se não tivesse havido ideia (há 125 anos) de aqui o produzir”. Por isso, sublinhou que o espumante deu um incremento económico à região e que a Bairrada tem aqui argumentos muito fortes para se afirmar. “Existe o empenhamento da Comissão Vitivinícola da Bairrada para sensibilizar os agentes para a produção de espumantes de qualidade. Esse é o nosso potencial e caminho a seguir”, concluiria.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Vinhos: Bairrada deve apostar na qualidade dos seus espumantes


 

Quinta do Poço do Lobo, Arinto, Chardonnay, 2007, das Caves São João e Primavera Baga 2010, das Caves Primavera arrecadaram a Grande Medalha de Ouro naquela que foi a 4.ª edição do concurso de espumantes Brutos DO Bairrada, promovido pela Comissão Vitivinícola da Bairrada.
Nesta edição, a mais concorrida de sempre, com 43 espumantes a concurso, houve três categorias (com estágio < 24 meses; com estágio >= 24 meses e com Baga >= 85%), sendo também de destacar a entrega total de 12 medalhas (três de Prata, sete de Ouro e duas Grandes Medalhas de Ouro).
A entrega de prémios do concurso, este ano integrado nos 125 anos da Estação Vitivinícola da Bairrada, teve lugar na última sexta-feira, dia 16 de novembro, na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra.
Assim, foram premiados com Ouro, na categoria de estágio inferior a 24 meses: Casa de Sarmento – Chardonnay, Maria-Gomes, Bical 2010, Marquês de Marialva – Bical, Arinto, 2010, da Adega Cooperativa de Cantanhede que também arrecadou medalha de ouro com o espumante Marquês de Marialva Baga 2010. Com estágio igual ou superior a 24 meses, os distinguidos com ouro foram: A.Henriques – edição especial (Aniversário 70 anos), Chardonnay, Arinto 2006, das Caves da Montanha, que também arrecadou outra medalha de ouro com o espumante Montanha-Blanc de Noirs, Pinot-Noir, Baga 2006, São Domingos Baga 2008, das Caves Solar de São Domingos e Aplauso, Bical 2009, da Ampulheta Mágica Gastronomia e Eventos.
As medalhas de prata (estágio inferior a 24 meses) foram para dois espumantes das Caves Solar de São Domingos: São Domingos Baga, Touriga-Nacional, 2009 e São Domingos Blanc de Blancs, Bical, Maria-Gomes 2010. O espumante Colinas Pinot-Noir 2009, da Sociedade Agrícola Colinas de São Lourenço também arrecadou uma medalha de prata (estágio igual ou superior a 24 meses).

Espumante deve ser bandeira da região. Na ocasião, Pedro Soares, presidente da CVBairrada, agradeceu a todos os produtores envolvidos, “que lutam por fazer da Bairrada uma Bairrada melhor”, destacando, uma vez mais, que os espumantes devem ser a bandeira da região, que produz já 60% dos espumantes do país e, por isso, a aposta deve ser feita nos espumantes com certificação Bairrada. “Só promovendo a nossa matéria-prima promovemos a nossa região”, disse.
Durante o jantar vínico, que decorreu na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, os presentes puderam degustar um menu preparado pelo chefe Alberto Vaz.

Voz aos premiados. Antero Silvano, enólogo das Caves Primavera, admitiu não se mostrar surpreso na categoria em que venceu: “sabemos o que está no mercado e desde 2000 que faço espumantes com a casta Baga”. A seu ver, este deve ser o caminho da Bairrada: “usar a Baga não só para fazer bons espumantes, como também vinhos tintos de elevada qualidade”. Célia Alves, das Caves São João, também admitiu que o prémio era espectável, uma vez que se trata de “um espumante muito apreciado, que já ganhou vários prémios”. Um produto de grande qualidade e que, na sua opinião, “pode, nesta quadra natalícia, resultar numa ótima opção para o consumidor, que atestará a qualidade do produto”.

Catarina Cerca

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Vinhos das Caves S. João medalhados com Ouro


As Caves São João, localizadas em S. João de Azenha, Sangalhos, acabam de conquistar mais duas medalhas de Ouro, com o vinho tinto Quinta do Poço do Lobo Reserva 2009 e com o vinho branco Frei João.
Esta marca, hoje uma das mais reconhecidas e consistentes da Bairrada, acaba de ser distinguida com medalha de Ouro, num dos mais prestigiados concursos mundiais de vinhos, Les Citadelles du Vin, realizado em Bordéus.
O vinho agora premiado é o tinto Quinta do Poço do Lobo Reserva 2009, que havia vencido o Concurso Os Melhores Vinhos da Bairrada daquela colheita.
Tendo por base as melhores uvas das castas Baga, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon, criadas no excelente “terroir” da propriedade que dá nome ao vinho, localizada na Pocariça – Cantanhede, este vinho apresenta cor rubi violácea muito profunda, aroma muito rico, com nuances de mirtilos, cassis e groselhas, complexadas por notas aromáticas cedidas pela madeira de carvalho onde estagiou. O seu sabor é rico, volumoso, concentrado, com taninos macios e grande persistência.
Experimente-o e delicie-se com um dos melhores vinhos portugueses, criado na Bairrada.
Neste mesmo concurso, o vinho tinto Frei João Reserva 2009, foi também premiado, tendo-lhe sido atribuída uma medalha de Prata.
“Estes prémios internacionais reconhecem o enorme esforço qualitativo que as Caves São João vêm fazendo nos últimos anos”, refere em comunicado, Célia Alves, da administração da empresa.

Branco Frei João recebe medalha de ouro. Também o Frei João 2011 foi o único vinho branco a ser distinguido com medalha de Ouro, no recente Concurso “Os Melhores Vinhos da Bairrada” da colheita 2011, organizado pela Confraria dos Enófilos da Bairrada.
Elaborado com uvas das castas Chardonnay, Bical e Maria Gomes, este vinho apresenta uma cor citrina pálida, o seu aroma é rico e intenso, com nuances de toranja, flor de laranjeira, ananás e rosas. Gustativamente tem boa estrutura, é fresco e possui excelente aroma de boca e persistência.
“Esta mítica marca está de volta aos lugares de destaque. Comprova-o o prémio neste concurso, no qual suplantou vinhos com preço de mercado mais de cinco vezes superior”, acrescenta Célia Alves.
“Experimente-o nesta primavera e verão, e descubra este vinho de grande nível a um preço muito apetecível” é o convite feito por aquela responsável.

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Bairrada com seis vinhos no 50 Great Portuguese Wines


No passado dia 15, em Londres, 20 em Edinburgo e 21 em Manchester, foi apresentada a lista dos melhores vinhos nacionais para o mercado britânico, resultante de uma seleção de Julia Hardimg, Master of Wine.
Da lista dos 50 selecionados fizeram parte os seguintes vinhos da região da Bairrada:
Vinhos Tintos: Campolargo, Alvarelhão 2011 Bairrada; Dulcinea dos Santos Ferreira, Sidónio de Sousa Garrafeira 2005 Bairrada; Filipa Pato, Calcário Tinto 2010 Bairrada; Luís Pato, Quinta do Ribeirinho Pé Franco 2011 Vinho Regional Beiras.
Espumantes: Quinta das Bágeiras, Grande Reserva Bruto Natural 2003 Bairrada.
Vinho Branco: Filipa Pato, FP 2011 Vinho Regional Beiras.
Para chegar à lista final, Julia Harding, distinguida em 2011 como “Jornalista do Ano”, visitou por diversas vezes o nosso país e provou mais de mil vinhos de todas as regiões nacionais. No final, resultou uma lista com os 50 melhores néctares portugueses, composta de vinhos produzidos exclusivamente a partir de castas nacionais. A especialista descreve as referências incluídas neste best of como “vinhos ideais para desfrutar ao longo de uma noite e compartilhar com amigos, não vinhos para apenas provar e beber”.
Julia Harding explica que a seleção de 50 Great Portuguese Wine integra 27 tintos,18 brancos, um espumante e quatro vinhos fortificados. Estes 50 vinhos representam a profundidade e a amplitude do notável mundo do vinho em Portugal. A sinergia de variedades de uvas nativas distintas e de alta qualidade com a marcante paisagem e clima do país está a ser criativamente expressa pelos seus viticultores que trabalham de forma dura e imaginativa”.
A iniciativa 50 Great Portuguese Wines foi lançada em 2003 e tem por objetivo promover e valorizar os vinhos portugueses no mercado tradicional como é o do Reino Unido.
Esta Master of Wine, reconhecida também pelo trabalho que desenvolve há vários anos com Jancis Robinson, crítico britânico de vinhos, foi responsável pela escolha da sétima edição da iniciativa, depois de Tom Cannavan, Sarah Ahmed e Jamie Goode.

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Confraria dos Enófilos premeia vinhos de excelência


A Grande Medalha de Ouro do 32.º concurso “Os melhores vinhos da Bairrada”, relativa à colheita de 2011, promovido pela Confraria dos Enófilos da Bairrada foi, este ano, arrecadada pelo vinho tinto da Quinta das Bágeiras, do produtor Mário Sérgio Alves Nuno.
A colheita de 2011 premiou ainda com ouro, as Caves S. João (vinho branco), Quinta da Mata Fidalga (vinho rosado), Aveleda e Quinta do Encontro (vinho tinto).
A cerimónia da entrega dos prémios teve lugar no último sábado, durante um almoço realizado nas Caves Messias, na Mealhada.

Região cheia de surpresas. Na ocasião, Jorge Sampaio, presidente da Associação Rota da Bairrada, sublinhou a importância do evento que premeia, na Bairrada, a excelência, neste caso dos vinhos. Uma iniciativa da Confraria dos Enófilos da Bairrada, mas que a Rota da Bairrada tem também vindo a defender e a fazer eco: “A Rota mostra a excelência da Bairrada, seja na hotelaria, no enoturismo, no termalismo ou na gastronomia”. Por isso, defendeu que é importante continuar este caminho e trabalho de promoção e divulgação dos produtos de excelência que a região tem para oferecer, dando nota que esta é uma terra de surpresas que vai da serra ao mar, sendo o vinho e a gastronomia dois fortes produtos turísticos que interessa promover.

Confraria quer mais concorrentes. Por seu turno, Fernando Castro, presidente da direção da Confraria dos Enófilos da Bairrada, convicto de que o concurso visa estimular e desafiar o setor na busca da excelência da produção, frisou aos presentes a necessidade de todos os anos se fazer uma avaliação à colheita, tanto mais que de ano para ano se produzem vinhos diferentes: “por isso é que nuns anos ganham uns vinhos, e noutros anos ganham outros”.
Fernando Castro deixou ainda a indicação do empenho da Confraria em estimular os produtores a participarem mais neste concurso, desafiando-os a submeterem os seus vinhos a avaliação, que é realizada por um júri que considerou o mais eclético possível e com sensibilidades e conhecimentos bastante diferentes.
Tendo em conta que, este ano, se apresentaram a concurso 52 amostras, “o que é significativo”, não deixou de dizer que “a Confraria gostaria de ver este número aumentar”.
Este responsável falaria ainda da necessidade de se continuar a apostar em trabalho de excelência, sendo esse o caminho a trilhar pelos agentes ligados ao setor vitivinícola. “É necessário perseguir de forma perseverante este objetivo. De contrário, não vamos a lado nenhum, porque o mundo está cheio de coisas banais”, referiu.
Na oportunidade, e numa simples, mas sentida homenagem recordou aos presentes que um dos premiados (já falecido), se fosse vivo completaria 60 anos, no dia da entrega dos prémios. Referia-se a António Gilberto Costa, cujo prémio foi entregue à comovida viúva, Lurdes Costa.

Grande Medalha de Ouro no mercado em 2016. Aos jornalistas, o produtor Mário Sérgio Nuno avançou que se trata de um prémio, na fase de juventude de um vinho que não está ainda engarrafado (só o será em 2013), mas que só vai sair para o mercado em 2016.
Um garrafeira tinto, que terá a marca “Pai Abel”, sendo um vinho feito com baga e com 15% de touriga nacional, proveniente de uma vinha adquirida há 15 anos, na zona de Ancas.
Um vinho de topo, com grande capacidade de envelhecimento e que presta homenagem ao pai do produtor, mas também “a toda a família pela colaboração dada ao longo de todos estes anos”.

PREMIADOS
Vinhos Brancos
Adegas Cooperativas: Medalha de Prata, Adega Cooperativa da Mealhada
Empresas com vinificação própria: Medalha de Ouro, Caves S. João; Medalha de Prata, Aliança – Vinhos de Portugal; Caves Solar São Domingos; Caves Messias
Vitivinicultores engarrafadores: Medalha de Prata, Quinta da Mata Fidalga; Graça Maria S. Miranda – Casa de Saima
Vinhos Rosados
Vitivinicultores Engarrafadores: Medalha de Ouro, Quinta da Mata Fidalga
Vinhos Tintos
Adegas Cooperativas: Medalha de Prata, Adega Cooperativa de Cantanhede
Empresas com vinificação própria: Medalha de Ouro, Aveleda e Quinta do Encontro
Medalha de Prata: Aliança Vinhos de Portugal; Caves Messias; Caves Primavera
Vitivinicultores engarrafadores: Medalha de Ouro, Mário Sérgio Alves Nuno – Quinta das Bágeiras
Medalha de Prata: António Gilberto M. Costa; Quinta dos Abibes e Paulo Carlos dos Santos Marques.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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“Bairrada Meets Coimbra” com balanço muito positivo


“Não podia ter melhor balanço”, refere Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada, relativamente à ação “Bairrada Meets Coimbra”, que se realizou no feriado de 1 de Maio, em Coimbra.
Esta, que foi a primeira prova de espumantes Bairrada, fez-se na cidade de Coimbra, no feriado de 1 de Maio, entre as 14 e as 20h, nas Piscinas do Mondego.
Pedro Soares faz, então, um balanço “francamente positivo, uma vez que se conseguiu juntar um número significativo de produtores de espumantes com Denominação de Origem Bairrada e dar uma imagem de qualidade e sofisticada da região”.
Pelas Piscinas do Mondego passaram cerca de 650 pessoas, o que leva o presidente da CV Bairrada a admitir que embora a ameaça de chuva, que colocou alguns condicionalismos, já que a ideia inicial era fazer um evento um pouco diferente, “as expetativas foram até superadas”.
A adesão da restauração e público em geral, ao convite feito pela organização, foi grande. “Para uma primeira iniciativa, estamos muito satisfeitos”, adiantou, sublinhando que, do contacto que teve com os visitantes, o mais positivo foi fazer com que o consumidor e os operadores da distribuição/restauração se apercebam da qualidade dos espumantes com Denominação de Origem Bairrada e que assim, na altura de escolher os seus produtos, prefiram estes”.
Este objetivo, diz, “será um trabalho longo mas que entendo ser fundamental. Valorizar a marca Bairrada impõe um maior esclarecimento ao consumidor sobre as caraterísticas dos produtos aqui elaborados”, afiança Pedro Soares, que registou, com agrado, o significativo número de produtores que se associaram a esta primeira ação de promoção conjunta.
A JB, o presidente da CV Bairrada não deixa também de referir o trabalho desenvolvido pelas gentes de Coimbra em especial, por André e o Eduardo. “Sem eles nada disto seria possível”, diz.
Convicto de que esta é uma iniciativa para continuar acrescenta existirem alguns aspetos a melhorar, muito embora defenda que “essa é uma matéria que devemos discutir internamente, com os agentes económicos associados”.
Acrescente-se que esta mostra pretendeu dar a conhecer o trabalho desenvolvido pelos produtores da Bairrada, na busca pela melhoria de qualidade dos seus espumantes.
Nesta prova de espumantes, realizada em parceria com a Refresh -Coimbra, o visitante, pelo preço simbólico de 5 euros, teve direito a um flute que o habilitou a provar vários néctares bairradinos.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Dos vinhos da Bairrada a um castelo medieval em Villars


Se tivéssemos de descrever, em três pinceladas, a vida de Ana Sofia de Vassal, diríamos somente que tem o cheiro da terra e do vinho da Bairrada, o sabor da Família e o toque de séculos de História.
Ana Sofia nasceu Rodrigues da Costa, nome de que se orgulha, não fosse o progenitor um dos homens mais influentes na História do vinho da Bairrada. “Costumo dizer que sou irmã da Bairrada, pois ela e eu temos o mesmo Pai. Um grande Senhor, que muito admiro e a quem agradeço ter-me ensinado quanto é importante a dedicação entusiasta ao nosso objetivo.”
Luiz Ferreira da Costa, o pai, foi o primeiro a comercializar regularmente, em Portugal, um vinho com denominação de origem – ainda não controlada – e indicação de colheita (exceção ao caso especial do Vinho do Porto). A estreia fez-se em 1961, com dois Bairradas, que são hoje peças de coleção: Frei João branco, colheita de 1959, e Frei João tinto, colheita de 1960 (Caves São João, empresa familiar vinícola mais antiga ainda em atividade no concelho de Anadia).
Luiz Costa levava a filha caçula para todo o lado. Quando o irmão mais velho, Manuel José, foi estudar para o Técnico, era Ana Sofia, com apenas 12 anos, que fazia, ao lado do pai, as visitas em inglês das Caves São João, já que o pai falava apenas francês.
Nas vinhas lá de casa com a mãe, na Quinta do Poço do Lobo com o pai, era ela a mascote das mulheres da vindima. E os almoços organizavam-se regularmente. “Vinha a Alice Cozinheira, de Avelãs de Caminho, que fazia, mal chegava, uma enorme cafeteira de café. Tenho uma recordação de almoços barulhentos e intermináveis, de onde eu, mal podia, me escapava para ir para o pé da Alice. E ela deixava-me comer, às escondidas da Mãe, massa de rissol crua”, recorda, entre sorrisos e saudade.
Foi assim que Ana Sofia passou a infância e a adolescência. Em São João da Azenha, entre vinhas, caves e almoços. Não admira, por isso, que seja formada em Engenharia Alimentar, curso que tirou na Escola Superior de Biotecnologia, Universidade Católica do Porto, escolhendo – claro está! – a opção Enologia. “Na altura, o que eu queria mesmo era seguir as pegadas do Pai, e dedicar-me às Caves São João e à Bairrada. Por isso, quis completar o meu curso, técnico, com outro que me deu uma visão global do mundo vinícola: um curso internacional, com alunos de vários países, que viajam pelas numerosas regiões vinícolas do mundo.” Mas a vida encarregar-se-ia de lhe trocar as voltas.
Em 1989, foi pela primeira vez a França, por seis meses, no âmbito de um estágio de investigação num laboratório do Instituto de Enologia de Bordéus. A segunda foi por um ano e meio, para tirar o curso de Gestão e Marketing do Setor dos Vinhos. Foi quando conheceu o marido, seu colega. E à terceira, ficou de vez.

Um castelo medieval em Villars

Ana Sofia veio ao mundo, há 44 anos, no dia em que se celebra o Amor e foi por Amor que, há 18, saiu da Bairrada, para viver algures no centro de França, entre Villars e Châteauroux.
Do casamento com Hubert Vassal nasceram três filhos: Tiago, de 15 anos; Vasco, de 13, e Margaux, de 12, todos bilingues.
Trabalhou até nascer o primeiro filho. “Ainda tentei encontrar um emprego, mas não encontrei nada suficientemente interessante para compensar o afastamento do meu bebé…” Depois o Vasco… e a Margaux.
Ficou em casa, com os filhos, opção de muitas mães, em França, mas nem sempre compreendida pelas amigas portuguesas. Mas, para Ana Sofia, “não tem sentido desvalorizar o papel mais importante da humanidade, que é o de formar outros seres humanos”.
Em 2005, Ana Sofia e Hubert tomam posse da Quinta de Villars, que há mais de quatro séculos pertence à família de Hubert e que este herdou, quando tinha 18 anos, do seu padrinho e tio-avô.
Em Villars, existe um castelo medieval (do séc. XIV) e um “château” do final do séc. XVIII. “O châteaux é a nossa casa e o castelo é onde concentramos toda a nossa atenção”, confirma Ana Sofia de Vassal.
Hubert gere a quinta (a par de outro emprego), há um empregado que trata das vacas de raça charolesa, e Ana Sofia dedica-se ao castelo, “restauro e animação”. Restaurar um castelo medieval, com 2.500 m2 de telhado, não é tarefa fácil. Vale o subsídio do Estado, uma vez que o castelo está classificado como monumento, e agora o casal procura um mecenas, que ajude a concretizar um projeto. “Tencionamos criar uma atividade de turismo cultural, vocacionada para receber famílias – pais com filhos pequenos.”

Saudades das ondas da Costa Nova

Os amigos de Ana Sofia de Vassal são, na maioria, franceses. Reconhece que a sua vida é “um pouco diferente” da da maioria dos portugueses de Châteauroux, o que leva a que não se cruzem. Mas confessa que a deixa triste a atitude dos conterrâneos em França, que têm vergonha das suas origens. “O cúmulo foi uma jovem portuguesa que me pediu baixinho para não falar com ela em português!”
Ana Sofia gostava de passar mais tempo com os pais e alguns amigos, “mas hoje o telefone e a net permitem encurtar consideravelmente as distâncias”.
Vem duas vezes por ano a Portugal, uma semana na Páscoa, quando os filhos podem, e um mês no verão. “Para matar saudades das ondas da Costa Nova, mas sobretudo para a Mãe e o Pai matarem saudades dos netos. Sinto, às vezes, que o papel de famílias como a nossa é muito importante no amadurecimento da Europa.”
Viver em Portugal ou noutro qualquer país do mundo não é, por si só, motivo de felicidade. “Aconselho cada um de nós a viver onde pensa que será mais feliz, seja por razões materiais ou afetivas. Penso que, na vida dos meus netos, viver num ou noutro país da Europa, já não será emigrar, mas simplesmente mudar de região”, afirma Ana Sofia, que não exclui a possibilidade de um dia voltar a Portugal. Mas hoje, o que quer realmente, é viver junto dos seus sonhos, que se chamam Hubert, Tiago, Vasco, Margaux… e Villars.
Oriana Pataco

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