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Vinhos Bairrada nos festivais “Peixe em Lisboa” e “Sangue na Guelra”


Lisboa vai ser palco de dois importantes eventos (eno)gastronómicos: o festival “Peixe em Lisboa”, de 9 a 19 de abril, e o “Sangue na Guelra – Young Chefs With Guts”, nos dias 11, 12 e 13. Duas celebrações em que o peixe e o marisco vão ser reis. Porque um casamento feliz junta à mesa comida e bebida, nada melhor do que ombrear o palato dos presentes com vinhos e espumantes da Bairrada.
É essa a proposta da Comissão Vitivinícola e da Rota da Bairrada que, durante dez dias, vão rumar à capital para levar a região “no sentido dos sentidos” (assinatura dos vinhos Bairrada) mais apurados.

40 vinhos e espumantes presentes. Durante o 8.º festival “Peixe em Lisboa”, que tem lugar no Pátio da Galé, no Terreiro do Paço, são mais de 40 os vinhos e espumantes com o selo da Bairrada. A solo ou para harmonizar com as gourmandises disponíveis, o convite é para provar e, se quiser, comprar.
Os espumantes e vinhos da Bairrada foram eleitos para abrir as hostes e o apetite nos dois jantares da 3.ª edição do ‘Sangue na Guelra – Young Chefs with Guts’. Momentos gastronómicos “efervescentemente” criados por jovens chefs vindos de alguns dos melhores restaurantes do mundo e que vão acontecer na 1300 Taberna (LX Factory), do Chef Nuno Barros, nos dias 12 e 13 de abril.
Os espumantes da região vão marcar presença exclusiva nos cocktails, podendo ser bebidos “ao natural” ou em irreverentes propostas criadas pelo barman Paulo Gomes. Os néctares da Bairrada vão ainda mostrar-se no desenrolar das refeições.
O primeiro jantar junta Oswaldo Oliva – ex-chefe executivo do Mugaritz, o restaurante de San Sebastián que está em 6.º lugar na lista dos melhores do mundo e tem duas estrelas Michelin –, Rafa Costa e Silva – do recentemente estrelado Lasai, no Rio de Janeiro –, Ricardo Chaneton – do francês Mirazur em Menton, com duas estrelas e 11.º na lista dos melhores – e Márcio Baltasar – pasteleiro do restaurante do Areias do Seixo, em Santa Cruz.
No dia seguinte é a vez de William Smith, sous-chef do Geranium, em Copenhaga (duas estrelas); Sebastian Meyers, do Chiltern Fire House, restaurante londrino do português Nuno Mendes; Frederico Ribeiro, sous-chef do Per Se, em Nova Iorque (três estrelas); e Américo Santos, pasteleiro do Belcanto, se juntarem e meterem as garras de fora na confeção de uma paradisíaca refeição. A mestria dos néctares vai estar a cargo dos sommeliers Rodolfo Tristão (presidente da Associação de Escanções de Portugal), João Chambel (Estado d’Alma) e Nuno Oliveira (Belcanto).

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Comissão Vitivinícola da Bairrada aposta na promoção da região na Prowein


No que toca ao setor mundial do vinho, de 15 a 17 de março, todos os caminhos vão dar a Düsseldorf.
Como acontece anualmente, a cidade alemã é palco da Prowein, a maior e mais importante feira de vinhos internacional.

Seminário sobre o terroir Bairrada. Na edição deste ano, a presença dos vinhos da Bairrada destaca-se pela realização do seminário “Understanding The Great Terroir Of Bairrada”, promovido pela Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) e conduzido pela opinion leader Christina Fischer.
O seminário acontece no primeiro dia do certame e a conceituada jornalista Christina Fischer – que escreve para publicações como a Vinum, a Sommelier e a Allgemeine Hotel- und Gastronomie-Zeitung – vai, ao longo de quarenta e cinco minutos, “seduzir” profissionais do setor e compradores internacionais, ao mostrar as valências do terroir e dos vinhos da Bairrada e ao apresentar uma requintada seleção de vinhos espumantes, brancos e tintos da região.
Para Pedro Soares, presidente da CVB, “a escolha de uma embaixadora alemã, sendo ela uma jornalista de vinhos e gastronomia, é a melhor forma de explicar e transmitir a peculiaridade do terroir e dos néctares da região da Bairrada”.
O responsável acrescenta que “trouxemos a Christina à região para fazer trabalho de campo e poder transmitir da forma mais fidedigna a magnificência da Bairrada”.
Com esta ação, a Comissão Vitivinícola da Bairrada pretende acrescentar valor à presença dos vinhos da região na Prowein.
Aliança, Campolargo, Caves Arcos do Rei, Caves da Montanha, Caves São João, Luís Pato, Lusovini, Niepoort, Quinta do Encontro e Vadio Wines são alguns dos produtores que vão ter os seus vinhos à prova no espaço Wines of Portugal, que a ViniPortugal reservou para promover o que de melhor o setor do vinho tem para oferecer.

Certame é palco estratégico para o setor. Pedro Soares corrobora da opinião de Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, que afirma que “a Prowein é hoje o maior ponto de encontro entre quem vende e quem compra no mercado mundial de vinhos, sendo por isso um palco estratégico para a promoção e afirmação dos vinhos portugueses no panorama internacional”, sendo de extrema importância uma presença cada vez mais forte e concertada dos vinhos da Bairrada neste certame.

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Poutena: Vadio, projeto vínico de Luís Patrão, destaca-se pela qualidade e irreverência


 

O jovem enólogo Luís Patrão é o rosto do projeto Vadio, que nasceu há uma década na Poutena, freguesia de Vilarinho do Bairro.
Licenciado em Enologia pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), juntamente com seu o pai Manuel Dinis Patrão, e esposa, Eduarda Dias, dá corpo e forma a um projeto familiar, de pequeníssima dimensão, mas de elevada qualidade, consistência e personalidade.
Na pequena adega de família, instalada num antigo armazém que em tempos serviu como farmácia agrícola para os agricultores da região, nascem autênticas peças de relojoaria, vinhos de estilo clássico que respeitam a autenticidade da região e o caráter das castas que lhe dão origem.

Nome. Vadio foi o nome escolhido para este projeto e Luís Patrão explica o porquê da escolha. “Não queríamos nada que fosse do tipo Quinta, Casa ou Herdade. Não queríamos nada formal, mas sim algo que rasgasse, que fosse ‘out of the box’ ”.
Vadio foi a designação escolhida para a marca porque tem atitude e irreverência. Um nome que traduz integralmente o espírito do projeto, ainda que para Luís Patrão este seja um projeto pessoal – que desenvolve, sobretudo aos fins de semana – paralelo à sua atividade profissional, já que passa a semana fora, ao serviço da Herdade do Esporão, onde é enólogo residente. Um negócio de família, alicerçado no pai, Manuel Dinis Patrão que, já reformado e com 73 anos, se dedica de corpo e alma à viticultura.

Terroir. Atualmente são cerca de 4 hectares de vinha mas a intenção é aumentar a área de vinha, ainda que esta seja uma tarefa bastante difícil numa região onde as pessoas são muito agarradas à terra. “Por exemplo, para conseguir um hectar, tenho de comprar a 4 ou 5 pessoas diferentes”, adianta.
Assim, tendo como elemento fundamental a recuperação das castas tradicionais e a produção de autênticos e genuínos vinhos DOC Bairrada, Luís Patrão possui duas parcelas de vinha totalmente distintas.
Localizadas em pleno Vale do Forno, estas têm condições geológicas completamente distintas entre si, mas que permitem explorar todo o potencial enológico da região.
A JB revela também que o maneio de cada parcela é planeado atendendo às diferentes composições de solo e castas, em conjunto com o resto dos fatores vitícolas, a fim de chegar a uma completa e equilibrada maturação com a personalidade própria de cada terreno e casta.
“Praticamos uma viticultura assente na sustentabilidade através de um modo de produção integrada, protegendo a biodiversidade da região”, sublinha, destacando ser esta a forma de conceder uma maior autenticidade e caráter aos vinhos. Por isso, a vindima demora muito tempo, vai sendo feita de forma cirúrgica, dependendo do estado de maturação dos cachos.

Prémios e reconhecimento. No final do mês de janeiro, Luís Patrão foi premiado pela WINE – A essência do vinho, uma das publicações especializadas mais prestigiadas de Portugal, com a distinção de Produtor Revelação do Ano 2014. Uma distinção que vem trazer às “luzes da ribalta” o trabalho do enólogo neste seu projeto vínico pessoal.
Segundo a Wine, “vinhos simultaneamente de autor e de terroir, vinhos de reflexão, que mostram que os projetos pequenos, mas bem estruturados e íntegros, merecem ser destacados”.
Prémio e críticas muito positivas têm-se sucedido, o que o leva a fazer um balanço muito positivo. “São 10 anos num negócio que demora muito até começarem a aparecer resultados. Por isso, ao fim de 10 anos, ter este reconhecimento demonstra que estamos a trabalhar de forma acertada, a fazer as coisas bem feitas e como as pessoas gostam”. Por outro lado, reconhece que os prémios “são um importante incentivo, um estímulo, pois não só premeiam o nosso esforço, dedicação e trabalho árduo, como também nos ajudam a mantermo-nos no rumo que traçámos, ajudando também, naturalmente, a vender.”

Vinhos. O projeto Vadio é responsável por um branco, dois tintos e um espumante. Os vinhos brancos fermentam e estagiam em depósitos de inox. Os vinhos tintos fermentam em lagares ou em depósitos de pequena capacidade e terminam com um estágio de pelo menos 18 meses em barrica. Os espumantes são feitos de acordo com o método clássico, tendo um período de estágio mínimo de 12 meses em contacto com as leveduras após segunda fermentação.
“O espumante é um produto de menor volume que encaro como algo que devemos fazer porque estamos na Bairrada e esta foi a primeira região do país na produção de espumante”, acrescenta.
Luís Patrão revela que o perfil dos vinhos tinha de ser trilhado na aposta nas castas da região, num estilo menos comercial e mais clássico, ou seja, voltados para pequenas quantidades, mas de excecional qualidade.
“A nossa aposta é feita em nichos de mercado, apostando nos mercados de exportação, mercados mais maduros, tais como são o Japão, EUA, Bélgica, Brasil, Inglaterra, Suiça e países nórdicos. Assim, noventa por cento da produção destina-se ao mercado externo, o restante encontra-se na restauração e nas garrafeiras de referência.
Reservado qb, Luís Patrão está determinado em fazer crescer este projeto, fazendo-o ganhar dimensão e notoriedade. Ao mesmo tempo, acredita que a Bairrada encontrou o seu rumo. “Sendo esta uma região pequena, tem um património único – a casta baga – que a torna diferenciadora.” Por isso, “o caminho deve fazer-se com projetos como o Vadio, Filipa Pato, Quinta da Vacariça, Quinta da Bágeiras ou Luís Pato”, apostando em “peças de relojoaria.”

Catarina Cerca

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“Óscares do Vinho” para a Comissão Vitivinícola da Bairrada e para o enólogo Osvaldo Amado


 

Duas semanas após a atribuição dos prémios da Wine – A Essência do Vinho, a Bairrada volta a estar de parabéns! Desta vez foi a Revista de Vinhos que distinguiu a região, ao atribuir o prémio de melhor ‘Organização Vitivinícola’ à Comissão Vitivinícola da Bairrada nos Prémios ‘Os Melhores do Ano 2014’. Um feito que em muito está a honrar os bairradinos, em especial os que se movem no mundo do vinho, ou não fossem estes os mais importantes prémios do setor.
Em noite de “Óscares do Vinho”, a Bairrada não se ficou por aqui: a região foi também aplaudida com a eleição de Osvaldo Amado como ‘Enólogo do Ano’. Global Wines, Adega Cooperativa de Cantanhede, Quinta dos Abibes e Quinta do Ortigão são os projetos bairradinos onde o sempre sorridente enólogo, com 29 anos de carreira, deixa a sua marca vínica.
A Bacalhôa Vinhos de Portugal foi eleita a ‘Empresa do Ano 2014’; embora sediada na Península de Setúbal, o seu “braço” bairradino – a Aliança – foi também um dos contributos para tal distinção.
Pedro Soares, presidente da CVB, falou e agradeceu em nome de todos os que trabalham na, para e em prol de uma Comissão como elemento agregador da região. Mostrou-se bastante lisonjeado e orgulhoso de tamanha distinção e agradeceu a todos os produtores que certificam vinhos DO e IG Bairrada. Contrariamente ao que muitos queriam crer há três anos atrás, quando Pedro Soares tomou posse, a Bairrada não está morta, antes pelo contrário, está bem viva e com responsabilidade acrescida.
CVB enfrenta desafios com entusiasmo e determinação. Nas páginas da Revista de Vinhos de fevereiro, dedicada a estes prémios, pode ler-se que “há um antes e um depois na história recente desta região. Este contraste, que mesmo para um observador distraído não passa despercebido, é tanto mais notável quanto nos lembramos daqueles que até há pouco eram considerados os grandes atavismos da Bairrada: uma região demasiado fechada em si mesma, gentes que faziam do individualismo exacerbado uma forma superior de afirmação, um pequeno território palco de rivalidades antanhas, a maior parte delas ininteligíveis a quem as observasse de fora.
A publicação destacou o facto de a CVB ter enfrentado com entusiasmo e determinação grandes desafios, sendo o “principal deles, a capacidade de agregar os seus produtores em torno de objetivos comuns”, mas também “o sinal dado para fora, de que era possível fazer mais e muito melhor. E o caminho fez-se caminhando. Promover os seus vinhos de uma forma dinâmica, abrir ao exterior, chamar jornalistas, compradores e líderes de opinião. Mas também levá-los lá fora, salientando as características que, num mercado global e cada vez mais diferenciado, estes vinhos se tornam únicos e distintivos. E, hoje, a Bairrada começa a ser vista como uma região renovada, que está a mexer sem trair a sua forte identidade. A estratégia lançada de assentar muito da promoção da Bairrada nos seus espumantes, em particular os produzidos a partir da Baga, tem-se revelado acertada, como comprovam os números mais recentes”.
Agradavelmente surpreso com o prémio, Osvaldo Amado, um apaixonado pela enologia, pela vinha e pelo vinho disse, na ocasião, que o mundo do vinho é contagiante e a vitamina que faz sair todos os dias de casa.

Prémios Excelência. Nos vinhos, foram três os Bairrada que subiram ao palco para levar para casa ‘Prémios de Excelência’: ‘Campolargo branco 2011’ (Manuel dos Santos Campolargo), ‘Luís Pato Vinha Barrosa tinto 2011’ (Luís Pato) e ‘Pai Abel branco 2012’ (Mário Sérgio Alves Nunes).
Ainda na listagem de ‘Melhores de Portugal’, a Revista de Vinhos premiou cinco espumantes, cinco brancos, um rosé e 11 tintos da Bairrada.
É importante também sustentar o trabalho desenvolvido com números. Numa das últimas notas de imprensa divulgadas pela CVB, constata-se que a certificação de vinhos, espumantes e tranquilos, com a designação DO Bairrada, aumentou 8% em 2014, prevendo-se um crescimento sustentado nos próximos anos. A Bairrada tem agora uma estratégia e um objetivo agregador com vista a continuar a brilhar no futuro.

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Vinhos Bairrada: Baga Friends em Londres


Os Baga Friends (grupo que integra o Palace Hotel do Bussaco, Quinta das Bágeiras – Mário Sérgio Nuno, Luís Pato, Filipa Pato, Sidónio de Sousa – Paulo Sousa e Quinta da Vacariça – François Chasans) vão representar a região da Bairrada em Londres, numa prova de vinhos única, promovida pelo conceituado crítico de vinhos norte-americano de renome internacional, Robert Parker.
Intitulado “A Matter of Taste”, este evento vínico decorre no dia 28 de fevereiro, na galeria de arte contemporânea Saatchi Gallery, uma das mais importantes galerias de arte do Reino Unido.

“Um euromilhões”. Felizes por serem os embaixadores da Bairrada e da Baga neste exclusivo e importante evento, alguns dos “friends” (Luís Pato, Mário Sérgio Nuno, Paulo Sousa e António Rocha) conversaram com JB e confirmaram ser este “Matter of Taste” uma experiência de degustação de vinhos ímpar, onde apenas vão estar presentes vinhos emblemáticos do mundo, pontuados por aquele crítico com classificações acima dos 90 pontos. Ou seja, vinhos escolhidos a dedo pela equipa da Wine Advocate, de Robert Parker (com tiragem bimestral, e mais de 50 mil assinantes espalhados por 38 países e que influi decisivamente no hábito de consulta dos grandes compradores e peritos de vinhos no mundo inteiro).
“É neste local que nos podemos dar a conhecer e a fazer imagem”, diz Mário Sérgio Nuno, que não hesita em dizer que, com esta iniciativa, “ajudamo-nos a nós, mas também à região no seu todo”.
Um evento aberto exclusivamente aos subscritores e assinantes da newsletter de Robert Parker, e no qual poderão passar mais de mil visitantes (não só consumidores, como importadores de vinhos topo de gama), ainda que a pagar cerca de 80 euros para participar na prova.
Para Luís Pato, Mário Sérgio Nuno, Paulo Sousa e António Rocha (do Palace Hotel Bussaco) esta mostra “é um verdadeiro euromilhões”, já que admitem não haver melhor lugar para expor e dar a provar os melhores néctares do mundo. “A nossa arte vai estar na arte da galeria”, diz, de forma entusiasmada, Luís Pato, habituado a estas andanças, que remata, “a melhor imagem da Baga é culpa nossa”. Por outro lado, dizem, “é a prova de que juntos, unidos, vencemos.”
Sublinhando que “o caminho faz-se caminhando”, Mário Sérgio Nuno admite que este é mais um passo que irá permitir aos londrinos “descobrir a Baga”.
Num evento que já passou por Singapura, Kuala Lumpur, e vai estar ainda em Miami, Chicago, Hong Kong, São Francisco e Nova Iorque, os produtores bairradinos foram convidados pelo próprio Robert Parker, o que mostra que “o seu interesse pelos vinhos portugueses está a crescer”, o que não acontecia há meia dúzia de anos. Por outro dado, os produtores bairradinos admitem que a Baga “é uma das grandes castas do mundo, porque é diferente e resulta em vinhos únicos, excecionais, que envelhecem como poucos”.
Para todos, este convite mostra que só muito recentemente os “vinhos portugueses, especialmente os Bairrada, conseguiram chegar aos tão almejados 90 pontos de Parker”, destaca Luís Pato.

Vinho Baga Friends voa para Londes. A par com vinhos de cada um dos produtores, vai ser dado a provar um vinho do grupo. Um vinho tinto de 2011 (ano emblemático para a região da Bairrada), a que Parker atribuiu 93-95 pontos. São 1200 garrafas apenas de um vinho que mostra, acima de tudo, a união do grupo. Cada produtor entrou com 150 litros de vinho, que resultou num lote que vai sair em breve para o mercado. Uma forma, dizem, de através da sua venda, angariar fundos para continuar a fazer a promoção dos vinhos dos Baga Friends por esse mundo fora. O vinho vai ser vendido através de um distribuidor nos restaurantes e garrafeiras de topo nacionais, mas também em alguns locais na Dinamarca.
Mais recentemente, entrou para os Baga Friends, Dirk Niepoor, que decidiu apostar na Bairrada, adquirindo a Quinta de Baixo, embora não participe ainda nesta deslocação a Londres.
Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Prémios Revista Wine – Produtores do Ano e Revelação são da Bairrada


 

A Bairrada está, uma vez mais, de parabéns. Mário Sérgio Nuno, da Quinta das Bágeiras (Fogueira-Sangalhos) e Luís Patrão, do projeto Vadio foram eleitos, Produtor do Ano de 2014 e Produtor Revelação do Ano 2014, respetivamente, nos Prémios da Revista Wine – A Essência do Vinho.
A entrega de prémios teve lugar na última sexta-feira, na cidade do Porto. Para além destes dois prémios, os vinhos da Bairrada também estiveram em alta. O “Grande Vadio 2011” e “Quinta do Ribeirinho Baga Pé Franco 2010” ficaram no Top 10 da Wine, ao serem dois dos vinhos mais bem pontuados no ano transato, ambos com 18,5 valores.
Assim, entre os ‘Melhores do Ano 2014’ foram eleitos a Quinta das Bágeiras, como ‘Produtor do Ano’, afirmando o relevo que Mário Sérgio Nuno já tem no setor vitivinícola, e o Vadio, na categoria de ‘Produtor Revelação do Ano’, distinção que vem trazer às “luzes da ribalta” o trabalho que o enólogo Luís Patrão desenvolve na Bairrada com o seu projeto vínico pessoal.

Excelência e mérito dos premiados. Para Mário Sérgio Nuno, o ano de 2014 encerrou com chave de ouro. Aliás, no ano em que a Quinta das Bágeiras assinalou 25 anos de existência, a quantidade de vinhos premiados e distinções alcançadas, entre ela a comenda da Ordem do Mérito Empresarial – Classe do Mérito Agrícola para o produtor Mário Sérgio, deixam-no orgulhoso. Por outro lado, ter as duas revistas nacionais de referência no mundo dos vinhos (Revista de Vinhos e Wine) a distinguirem-no, no espaço de dois anos, como Produtor do Ano, não o poderia deixar mais satisfeito. Prémios que, como diz, acarretam “mais responsabilidade”, ainda que admita não ser fácil repetir um ano como o de 2014. “Os prémios, penso que se devem ao facto de eu preservar um estilo, à minha teimosia, ao facto de não andar atrás de modas. Fazemos o nosso próprio caminho e os prémios confirmam e consolidam o nosso projeto”, acrescenta.
Já Luís Patrão, enólogo da Herdade dos Esporão, é o rosto do projeto Vadio, situado na aldeia da Poutena, freguesia de Vilarinho do Bairro. Confessa que não estava à espera da nomeação e que esta o deixou “obviamente ainda mais feliz” Por isso, agradece à equipa da Revista WINE e Essência do Vinho “a distinção que nos traz uma grande responsabilidade e estímulo para continuarmos a trabalhar”, assim como espera que este prémio incentive outros jovens produtores da Bairrada, “a acreditar na região e a ter orgulho no nosso património vitivinícola”.
Nos vinhos, foram ainda dois os néctares com Denominação de Origem Bairrada que entraram no ranking ‘Top Wine 2014’. Os néctares ‘Luís Pato Vinha Barrosa tinto 2011 (Luís Pato) e ‘Poeirinho Baga tinto 2012’ (Niepoort), ambos com 18 valores, revelaram-se escolhas altamente recomendadas pelo painel de provadores da revista.
Catarina Cerca

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Certificação de vinhos DO Bairrada aumenta 8% em 2014


Dois mil e catorze termina como mais um ano de afirmação da qualidade dos vinhos e espumantes da Bairrada, tendo-se registado um crescimento no volume de garrafas certificadas com Denominação de Origem (DO) Bairrada na ordem dos 8%, o que corresponde a mais 500.000 unidades se compararmos com 2013.
O aumento foi superior nos espumantes, a rondar os 24%, valor que dista em 20% dos vinhos tranquilos, que registaram um crescimento na ordem dos 4%.
Para Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada, “estes são números que têm margem para crescer: por via dos produtores, que apostam cada vez mais na certificação dos seus vinhos, revelando o interesse em alavancar a notoriedade da região Bairrada; mas também pelo facto da procura dos vinhos desta região estar a aumentar – cá dentro e fora de portas –, o que se traduz no aumento (e valorização) da produção”.
A Bairrada é hoje uma região dinâmica, com adegas e viticultura moderna, e onde o clima e as castas (com destaque para a tradicional Baga) formam o fator diferenciador. Com uma incrível plasticidade, é uma das poucas regiões do país onde se fazem espumantes, tintos e brancos com grande consistência qualitativa; onde as uvas dão origem a vinhos com vários estilos mas mantendo a identidade regional; e em que as uvas podem ser vindimadas em diferentes períodos para fazer os vários vinhos, com as uvas da poda em verde a serem aproveitadas para espumante.

Leia mais na edição de 29/01/2015

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Anadia: Produtor Luís Pato galardoado com o prémio Personalidade do Ano 2014


 

O produtor bairradino Luís Pato foi distinguido com o Prémio Personalidade do Ano 2014, atribuído conjuntamente pelo BPI e Cofina (Correio da Manhã e Jornal de Negócios), com o patrocínio do Ministério da Agricultura e do Mar.
Nesta 3.ª edição, o Prémio Agricultura 2014, que tem por objetivo promover, incentivar e premiar os casos de sucesso dos setores Agrícola, Agro-Industrial, Pecuário e Florestal nacionais, atribuiu, pelas mãos da ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, o galardão “Personalidade do Ano 2014”, a Luís Pato. Foi no passado mês de dezembro, em Lisboa.
O prémio de reconhecimento pela carreira exemplar na área da vitivinicultura não deixou de surpreender o produtor bairradino.
A JB, Luís Pato confessou ter ficado surpreso com a distinção, não só porque não esperava receber tal galardão, mas porque, fazendo uma análise mais profunda, este traduz-se num “prémio carreira” que, segundo o próprio, “dá a ideia de que se está a ficar velho”, pois são já 30 anos a trabalhar a full time neste setor.
Um reconhecimento enquanto produtor, mas também pela sua posição sempre irreverente, sobretudo junto da administração central, pelo contributo dado no desenvolvimento e na promoção da agricultura portuguesa, mas também pelo trabalho desenvolvido em favor da Bairrada, da sua imagem. Como se sabe, Luís Pato tem sido um dos mais acérrimos defensores da casta Baga, no país, mas especialmente no mundo, sem esquecer o que tem feito pelo setor, enquanto dirigente da CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal) e vice-presidente da ViniPortugal.

Diferenciação. Embora este seja um prémio carreira, um prémio pessoal, a região da Bairrada também sai vencedora, admite o produtor, para quem a casta Baga é de exceção para a produção de espumante. Por isso, reconhece que a aposta da Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) na promoção e na dinamização do espumante de Baga é um importante passo para a região, “por não existir esta casta em mais nenhum ponto do mundo para a produção de espumante”.
Luís Pato admite que a Baga começa a dar passos importantes e a consolidar-se, ou seja a fazer-se notar e conhecer a nível mundial, concretizando-se, assim, um dos seus maiores sonhos.
Aliás, à nossa reportagem confessou que há 12 anos, quando inaugurou a sua adega, em Amoreira da Gândara, tinha um sonho que agora se torna realidade: “colocar a Baga como uma casta de reconhecimento mundial”. Hoje, este sonho começa a concretizar-se e, não restam dúvidas, que os Baga Friends (grupo de produtores bairradinos que integra) são um exemplo disso mesmo.
Daí que este grupo, a convite de Robert Parker (crítico de vinhos de renome internacional), vá apresentar esta casta emblemática da Bairrada, em Londres, no próximo dia 28 de fevereiro, durante o certame Vinhos Ícone do Mundo.
Por outro lado, admite que a viticultura melhorou bastante na região graças às novas plantações, mas também à existência de mais técnicos na vinha. “Hoje não é só o saber da experiência do produtor que conta, mas também o conhecimento dos técnicos sobre a vinha”, sublinhando que o vinho Bairrada “começa a ter uma boa imagem lá fora”. Por outro lado, salienta que para tal tem contribuído a aposta feita na diferenciação, na utilização de castas diferenciadoras, mas também na educação pela diferença: “temos de educar o consumidor para as características únicas das nossas castas, para que ele as passe a conhecer e a apreciar”, porque os vinhos portugueses são muito gastronómicos, de elevada qualidade e feitos com castas desconhecidas do consumidor comum.
Luís Pato acredita que nos EUA, por exemplo, dentro de dois ou três anos, o vinho português vá estar ao mais alto nível e que Portugal tem que se saber “vender diferente”, considerando ainda mercados de eleição para os vinhos nacionais o Canadá, Japão, Coreia do Sul, Macau e Hong Kong. “Não precisamos de muitos mercados, mas de bons mercados”, conclui.
Nesta 3.ª edição, foram também distinguidos: Jovem Agricultor: Lúcia Freitas, Magnum Vinhos; PME: Fundação Eugénio de Almeida; Associações/Cooperativas: Carmin, Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz; Novos Projetos: Terrius; Inovação: Francisco Olazabal; Produto Excelência: Tomate industrial; Grandes Empresas: Sugal.
Catarina Cerca

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Sangalhos: 94 Anos de História Caves S. João, a primeira aguardente vínica DOC Bairrada no mercado


As Caves S. João, localizadas em Sangalhos, acabam de lançar para o mercado mais um “pedaço” da sua notável história com o lançamento do 94 Anos de História. Mais um passo em direção ao Centenário. Trata–se de uma aguardente vínica velhíssima 1965 DOC Bairrada n.º 1, comemorativa do projeto Centenário – 5.ª edição.
A empresa escolheu o Encontro com Vinho e Sabores 2014, que decorreu de 7 a 10 de novembro, no Centro de Congressos de Lisboa, para fazer a apresentação desta aguardente, numa Prova Especial – “Os Gloriosos Anos 60 das Caves São João” que a organizadora do evento – Revista de Vinhos – preparou para esta 15.ª edição.
Foi no último domingo, que as Caves S. João lançaram este nova aguardente, dando corpo à 5.ª edição comemorativa do projeto do Centenário das Caves S. João, que culminará em 2010 com o lançamento do 100 Anos de História, a última edição do projeto.
Agora, as Caves São João voltam a fazer história ao lançarem no mercado a primeira Aguardente com a Denominação de Origem Bairrada. A Aguardente Vínica Velhíssima 1965 DOC Bairrada – n.º1 já está disponível e foi apresentada no âmbito da prova intitulada ‘Os Gloriosos Anos 60 das Caves São João’.
Caberia à administradora da empresa, Célia Alves e a José Carvalheira (enólogo consultor), a apresentação, num evento que contou com a presença dos sócios-gerentes e administradores, Fátima Flores e Manuel José Costa.
Esta edição apresenta um rótulo alusivo à década de 60-70, os chamados “Anos Rebeldes” que nos fazem recordar a quinta década de existência das Caves São João. Foi precisamente nesta década que as Caves São João começam a destilar aguardente.

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Anadia: Sommeliers da Europa descobrem virtudes dos vinhos Bairrada


A região da Bairrada acolheu, entre 21 e 23 de outubro, a Associação de Sommeliers da Europa (ASE), que escolheu, este ano, Portugal e a região bairradina para realizar a sua Assembleia Geral anual.
A Rota da Bairrada e a Comissão Vitivinícola da Bairrada, juntamente com as Câmaras Municipais de Anadia, Mealhada e o Turismo Centro de Portugal, foram os anfitriões do grupo nesta estadia de três dias na Bairrada, proporcionando um vasto e completo programa de visita, dando a conhecer um pouco da região em várias das suas vertentes.
O grupo “de força”, constituído por escanções, produtores de vinhos e outros opinon makers na área do vinho, provenientes da Suíça, França, Holanda, Alemanha, Mónaco, Itália, Moldávia e Luxemburgo, faz um balanço muito positivo da visita, mostrando-se mesmo surpreendido com a qualidade dos néctares bairradinos. Presente na visita esteve também Astrid Lulling, deputada do Parlamento Europeu e presidente do intergrupo Viticultura e Qualidade.
O jantar de gala e encerramento desta iniciativa teve lugar no dia 23 de outubro, na Aliança Vinhos de Portugal, em Sangalhos, com visita ao museu, seguindo-se o jantar, onde foram brindados com Leitão assado da Bairrada e alguns vinhos espumantes da Aliança.
Durante a viagem, foram recebidos pelo grupo Baga Friends, grupo de produtores da Bairrada, defensores da casta Baga, bem como por outros agentes locais.

Bom para comunicar a região. Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada, mostrou-se muito otimista com a visita: “São pessoas de toda a Europa e esta é uma excelente oportunidade para comunicar a região”, acreditando que este tipo de contactos será bastante proveitoso no futuro, em matéria de exportação de vinhos. “A Bairrada exporta 15% do que produz. Seria bom aumentar este número”, confirmando que o feedback do grupo estava a ser bastante positivo, até porque “são pessoas que gostam de vinhos diferentes, valorizam a diferença em relação ao que já provaram e conhecem”.

Região rica em vinhos, gastronomia e turismo. Também Jorge Sampaio, vice-presidente da autarquia anadiense e presidente da Associação Rota da Bairrada revelou, que após o contacto, começaram os preparativos para a visita e que o grupo se mostrou bastante agradado com o que visitou na região: as vinhas, os produtores e empresas, mas também o Hotel das Termas na Curia, o Palace Hotel do Bussaco, o Luso e a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, assim como teve oportunidade de conhecer o território como destino turístico. “Trata-se de um grupo que pode levar e dar a conhecer, junto do consumidor europeu, os nossos vinhos. Conquistando os sommeliers para os vinhos Bairrada, podemos estar, no futuro, a ter mais pessoas a provar e a beber os nossos vinhos”, salientou.

Opiniões. A sommelier holandesa Corinne Gaudron, que trabalha na área do vinho, em consultoria, com restaurantes, hotéis, chefs, mas também na área da exportação, mostrou-se agradavelmente surpresa e interessada com esta região que não conhecia. “Talvez um dia venha a trabalhar com os vossos vinhos”, disse, avançando serem vinhos “muito interessantes, frescos e com uma acidez muito equilibrada”, ainda que reconheça que muitos deles precisam de uns anos na cave, para envelhecer. “São vinhos que mostram a potencialidade deste terroir e que casam muito bem com comida”, avançou também, acrescentando que os espumantes da região são bons, com relação qualidade/preço muito aliciante.
De resto, esta responsável, após a visita às Caves São João, fez uma encomenda de várias garrafas de vinho tinto do ano de 1966, prova de que esta poderá ter sido uma experiência/visita vencedora.
De igual forma, Thierry Corona, presidente da ASE, sublinharia ser uma grande emoção estar em Portugal, mas também se mostrou impressionado com a diversidade “excecional” de produtores e empresas que a região oferece, “dos pequenos produtores às grandes empresas”. É com agrado que confirma terem sido dias repletos de descobertas e surpresas, mas também na defesa das tradições e dos valores.
Na ocasião, o aveirense António Garcia, embaixador da ASE em Portugal, que ajudou a criar esta associação há uma década, revelou que este ano, ele próprio ficou incumbido de preparar a visita a Portugal. Tal como os seus pares, reconhece a arte da sedução do vinho, os valores dos produtores, a sua coragem na promoção dos seus terroirs e na produção de vinhos de grande qualidade, sobretudo nestas micro-regiões, onde muitas vezes os mais pequenos produtores são quase que abafados pelas grandes marcas.
A JB destacou a qualidade do vinho da região, as virtudes da casta Baga, que “pode vir a ser rainha”. “Foi uma descoberta fantástica, já que todos puderam provar e julgar os vários vinhos, podendo ajudar na internacionalização de alguns deles”.
De facto, o grupo encontrou no coração da Bairrada novas sensações e experiências. Por cá, visitaram os produtores que integram o grupo Baga Friends (Quinta da Vacariça, Quinta de Baixo, Quinta das Bágeiras, Sidónio Sousa, Luís Pato) mas também a adega Campolargo, Quinta do Encontro, Caves São João e as Caves Aliança.
Catarina Cerca

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