Num tempo de rápidas transições, policrises, informações falsas e aceleração permanente; em que temos tudo à distância de um ecrã, é mesmo importante continuarmos a dispor de imprensa regional.
Semanalmente, dispomos de uma edição do Jornal da Bairrada na nossa caixa do correio, analógica ou digital – somos uns privilegiados e ainda não o reconhecemos!
Num contexto de profunda crise no setor mediático e crescente desertificação informativa em vastas regiões de Portugal, ter um jornal regional sedeado no território é um privilégio, enquanto expressão resiliente do jornalismo de proximidade.
O jornalismo que nos dá a conhecer o Presidente da Associação, a Dona Elvira do segredo da receita do pão, o Festival Cultural que resiste, os obituários lidos pelos mais velhos, os resultados desportivos que se guardam, o editorial que provoca a neura do Presidente de Câmara. O jornalismo que leva até aos emigrantes o que se passa no seu concelho e que promove, no papel, contactos que doutro modo se perderiam.
Os jornais regionais são património material local precioso; deviam ser dados a conhecer aos jovens nas escolas, promovidos a temas de conversas nos intervalos, em casa, nos cafés. São imprescindíveis na preservação da memória coletiva, coesão social e fortalecimento da democracia local.
