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Salvador Carvalho

Estudante de Relações Internacionais na FEUC

O verdadeiro papel de uma freguesia

A autarquia mais próxima das pessoas, responsável pela limpeza de ruas, manutenção de espaços, emissão de atestados e licenças e gestão de cemitérios. Se estas forem as únicas funções que entendemos para uma freguesia, então podemos ficar satisfeitos, o básico está assegurado. Mas limitar uma freguesia ao cumprimento de tarefas administrativas é reduzir o seu papel ao mínimo, pois estas, através da dedicação das pessoas que a compõem, podem fazer muito mais. Muitas não o fazem porque se prendem a rotinas burocráticas, porque lhes falta ambição ou visão estratégica, ou porque o envolvimento da população ainda é muito limitado.

Uma freguesia pode e deve ser um espaço de criação de comunidade. Pode aproximar vizinhos, envolver jovens e idosos, apoiar associações, dinamizar cultura e desporto e estimular a participação ativa de todos. É nas pessoas que a freguesia encontra a sua força, são elas que criam projetos, constroem redes de solidariedade e fortalecem a identidade do território, ou seja, mais do que gerir serviços, uma freguesia deve valorizar esse potencial humano e inspirar pertença. No fim, a diferença é clara, cumprir mínimos serve para existir, no entanto, apostar na comunidade é o que permite crescer e transformar.