Anadia vai ter, a partir do próximo dia 18 de Junho, um núcleo da AMI (Assistência Médica Internacional). A ideia já tem algum tempo, mas só agora pelas mãos da anadiense Ema Almeida, docente de Matemática aposentada, vai entrar em funcionamento na Casa Rodrigues Lapa.
Voluntária há alguns anos da AMI (Coimbra), Ema Almeida diz tratar-se da concretização de uma sugestão avançada pela delegada de Coimbra. “Porque não ter a cidade de Anadia também um núcleo da AMI?”
A resposta a esta vontade aconteceu já este ano, com a Câmara Municipal de Anadia a ceder um espaço na Casa Rodrigues Lapa, para a instalação deste núcleo.
A formalização do núcleo de Anadia da AMI terá então lugar no próximo dia 18 de Junho, pelas 18h30, no Museu do Vinho, em Anadia. No evento estará presente o presidente da AMI, o médico Fernando Nobre, que irá apresentar duas obras e proferir uma palestra, devendo esta cerimónia contar com a presença do Bispo de Aveiro, D. António Francisco Santos.
Juntamente com Ema Almeida, vão acompanhá-la nestes primeiros passos do núcleo anadiense, Ruben Calado (relações internacionais), Delminda Leitão (professora), Áurea Mendes (médica) e Dulcinea Nogueira (gerente bancária).
Ainda com um plano de actuação provisório, Ema Almeida diz que o núcleo vai estar voltado para áreas como a Educação, o Ambiente e a Saúde. Três pilares da actuação da AMI que, em Anadia, deverá ainda vir a trabalhar em rede na área social.
A responsável diz ter um grupo de anadienses voluntários dispostos a colaborar activamente nesta fase de implantação do núcleo. Anadienses dispostos a darem algum do seu tempo para que as portas da AMI em Anadia estejam abertas (em horário ainda a definir) para receber donativos, mas também para ajudar a encontrar soluções para as famílias que desta associação necessitam.
A docente diz que, no âmbito da educação, a AMI realiza várias acções de sensibilização em escolas, palestras e eventos junto dos jovens. Uma forma de também ir promovendo a AMI que, na área ambiental, dedica especial atenção à reciclagem, sendo esta também uma forma de angariação de fundos da associação.
“Como todos sabem, a AMI realiza muitas missões por todo o mundo, sendo necessário angariar donativos para continuar a ajudar quem mais precisa”, admite, ciente de que em Anadia a AMI também terá muito trabalho pela frente.
“Queremos estar junto das populações, pois só estando próximo, será possível ajudar os mais carenciados”.
A terminar, Ema Almeida diz que a AMI não pretende ser mais uma associação em Anadia, mas sim estar o mais activa e presente possível junto da população.

Catarina Cerca