O magro orçamento de 23 mil euros que a Junta de Freguesia de Óis do Bairro dispõe para obras não dá para grandes projectos. Por isso, só pequenos melhoramentos avançam à medida que o ano passa.
Mesmo assim, Henrique Lameirinhas não desanima, nem se lamenta. Diz mesmo que “Óis do Bairro deve ser das poucas autarquias que tem sempre dinheiro para ir fazendo obras”, diz, em jeito de ironia, face ao magro orçamento de que dispõe.
“O mandato está a correr bem. Como sempre, vivemos com pouco, os cortes quase que não nos afectam”, acrescenta, admitindo, contudo, que as autarquias locais deveriam ser mais apoiadas já que existem vários melhoramentos que gostaria de realizar, se tivesse mais verbas. “Não me sinto desmotivado, até porque assumi o compromisso de continuar quando me candidatei. Mas é certo que precisamos de mais apoio por forma a realizar melhoramentos solicitados pelas populações”.
Neste momento estão em construção seis lombas na freguesia: “mas a Câmara só comparticipa material para três”, diz, sublinhando que até ao final do mês este melhoramento estará concluído. “Toda a gente pedia as lombas, pois muitos automobilistas não tinham respeito e faziam das nossas estradas pistas de aceleração”, avança. As seis lombas construídas perto da Junta de Freguesia, Igreja, Escola Básica, Ribafornos, Centro Cultural de Óis do Bairro e na Mingoa (Borboleta) custam 5500 euros só em mão-de-obra.
Henrique Lameirinhas admite, contudo, que a grande obra do ano poderá estar relacionada com a requalificação da estrada que liga Espairo a Óis do Bairro, em quatro quilómetros. A obra foi contemplada com dinheiros comunitários e será uma realidade ainda este ano. “É uma boa notícia mas queria ver se conseguia alargar a Rua do Barreiro nessa estrada à entrada de Óis do Bairro. A via é muito estreita, dois carros não se cruzam e todas as semanas ali há espelhos partidos. Seria uma beneficiação grande para a população se conseguisse sensibilizar o proprietário do terreno para alargar a estrada”, revela, dizendo que a estrada alargada e com passeios daria outra dignidade à entrada na povoação.
Em perspectiva está também o arranjo da sede do Centro Cultural que, embora sem actividade regular, “é um espaço da freguesia que tem de ser conservado e mantido”, justifica, admitindo que gostaria de ver aquele espaço com mais vida, uma dinâmica diferente, faltando apenas “a boa vontade das pessoas”.
Em remodelação está ainda a sinalização vertical na freguesia. Um investimento de 3500 euros a utilizar em sinalização de trânsito e informativa. A sua colocação está quase terminada, aguardando a autarquia por alguns arranjos ao nível de passeios para depois colocar a sinalização restante. No entanto, ao nível de rede viária, a autarquia vai ainda colocar algumas passadeiras para peões, com reflectores “olhos de gato”, junto ao cemitério, sede da Junta de Freguesia e nas Mingoas: Casarão, Bairro S.Paulo e Borboleta, respectivamente.
Henrique Lameirinhas quer ainda arranjar a estrada que liga a Curia ao Bairro S.Paulo. Uma pequena via na extensão de 1,5 quilómetros e que está intransitável há muito tempo.
A JB, o autarca de Óis do Bairro dá ainda conta de outros melhoramentos entretanto realizados: arranjo da Escola Primária que agora alberga os Cursos de Novas Oportunidades, do Jardim-de-Infância que agora é sede do Agrupamento de Escuteiros, do polidesportivo descoberto, “uma mais valia para a freguesia e onde os jovens podem praticar modalidades como basquetebol, futebol e ténis”, adianta.
Neste espaço, a Junta de Freguesia está a requalificar a área envolvente, criando um pequeno parque de lazer. Mesas, bancos e árvores já lá estão. “Falta agora fazer a churrasqueira e algumas bancas de apoio.”
Também a Estrada do Barreiro que liga à Mingoa, numa extensão de dois quilómetros, foi alcatroada há cerca de um mês, por se encontrar em muito mau estado de conservação.

Catarina Cerca