António Floro confirmou a JB a sua recandidatura às próximas eleições autárquicas, mas como independente, deixando assim de ser candidato pelo PSD, que o elegera no primeiro mandato. “Entendo que me devo recandidatar, mas também que o devo fazer com a pessoa [Litério Marques] que me convidou pessoalmente para ser candidato no primeiro mandato. Acho que seria desleal da minha parte não o fazer”, explicou, revelando que, contas feitas, o mandato até foi positivo.

O que está por fazer. Embora reconheça que algumas obras deixaram de ser realizadas devido a sucessivas reduções de verbas, nomeadamente do FEF que tem vindo a cair cerca de 7 mil euros/ano e com um orçamento que não vai além dos 200 mil euros, lamenta não ter podido avançar com o restauro da Fonte de Guimarães, localizada perto da Estalagem da freguesia. Uma obra de vulto mas que seria, na sua opinião, uma mais valia para a freguesia dada a beleza da zona e a paisagem única que possui. Também a reabilitação do edifício sede da Junta de Freguesia, que apresenta graves problemas de infiltrações e humidade, tem sido adiado, por causa da indisponibilidade financeira. Contudo, o autarca acredita que possa ser recuperado, pelo menos o piso do salão, ainda antes do final do mandato. O mesmo acontece com o mercado da freguesia que precisa de alguns arranjos urgentes que devem avançar em breve, já que António Floro admite que são de menor monta.

Obras que dignificam mandato. Mesmo assim, fala de várias obras que vieram dignificar o mandato, tais como: espaço construído em pedra, em terreno oferecido pelo próprio e por Teófilo Godinho para colocação de ecopontos e contentores do lixo, na Rua Narciso da Marça, em Sá, libertando o local onde os contentores se encontravam inicialmente junto à capela do lugar; passeios na Avenida Dr. Seabra Dinis. Neste local serão ainda colocados, em breve, alguns bancos para que as pessoas que por aqui fazem passeios e caminhadas possam descansar; realização de muro da Rua Principal de Sá, por forma a permitir a construção de passeios. Uma obra conseguida graças à cedência de terrenos por parte de vários proprietários; alcatroamento na Rua do Pedregal que se encontrava em péssimo estado de conservação, após ter sofrido obras de saneamento e substituição da rede de água; cedência de todo o material para a construção de passeios da Rua Ivo Neves, com a colaboração dos moradores que suportaram os custos com a mão de obra; nivelamento de terreno para alcatroamento da Travessa do Pontão, paralelo à linha do comboio, junto a uma pequena oficina. Para breve está o alcatroamento de uma pequena via que serve quatro habitações (do lado esquerdo) na descida para S. João de Azenha. Ali próximo, também a Rua da Milheiriça, deverá ser alcatroada, pondo igualmente cobro a uma reivindicação antiga dos moradores. A obra deverá ser feita antes do final do mandato uma vez que existe esse compromisso por parte da Câmara Municipal. “Essa via vai ter saneamento básico e será seguidamente alcatroada, já que ela vai ligar à rua da ETAR”, explica.
De destacar ainda que na Rua Vale do Mouro, na EN 235, que liga a freguesia a Oliveira do Bairro, entre a Capela de Santa Eufêmea até ao limite da freguesia com Oliveira do Bairro, vão ser brevemente colocados passeios em ambos os lados da via.

Parque de Lazer da Fogueira. O Parque de lazer da Fogueira começa a tomar forma. Está implantado junto ao lavadouro do lugar – Porto das Figueiras – , local que segundo António Floro, “possui condições privilegiadas”. São aproximadamente 8 mil m2 de terreno que vão dar lugar a um parque único na freguesia, dotado com bancos, mesas, churrasqueira e sanitários. Após a limpeza do terreno, segue-se o empedramento da regueira que abastece o lavadouro, que sofrerá ainda uma ligeira alteração do curso de água. Ali será construído um lago e arranjado todo o espaço envolvente, com relva, flores e árvores.
Catarina Cerca
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