A Câmara Municipal de Anadia vai ter de efetuar uma hasta pública para adjudicação do direito de exploração do “Domus Café”, localizado na Praça da Juventude, no centro da cidade, depois de não ter aparecido, em fevereiro, qualquer oferta ao concurso público aberto pela Câmara Municipal. “Ninguém apresentou propostas para exploração daquele espaço”, admitiu Litério Marques, dando conta de que o preço base era de 1.500 euros. “Teremos de abrir nova hasta pública e estudar a melhor proposta a fazer. Não é nenhum drama”, justificou.
O vereador do PS, Lino Pintado, que já tinha considerado 1.500 euros uma renda demasiado alta para o período difícil que o país atravessa, propôs, na última reunião de Câmara, que o valor base de oferta fosse de 750 euros (metade), sem esquecer os restantes critérios a ter em consideração para proceder o aluguer daquele espaço. “Anadia não pode correr o risco de ter aquela instalação deserta, sem ocupação. Já basta os apartamentos vazios do Edifício Visconde de Seabra”, afirmou, acrescentando que “Anadia não pode correr o risco de construir equipamentos para ficarem desertos”.
Para Litério Marques, “não é legítimo” que os vereadores do PS proponham uma redução da renda “quando até foram contra as obras de Regeneração realizadas”, disse, acrescentando que não pretende “colocar ao desbarato aquilo que custou tanto dinheiro”. Por isso, admitiu que até que a situação económica do país melhore poderá ser a Câmara a contratar um serviço para gerir aquela instalação.
Em resposta, o vereador socialista sublinharia que, quando votaram contra a regeneração, entenderam que o espaço poderia ter sido reabilitado sem demolir o mercado, por exemplo, mas que o abaixamento da renda poderia agora ajudar a alugar mais facilmente o espaço, ainda que aquele tivesse de ser ocupado “por forma a ser uma mais valia para a cidade de Anadia”.
Lino Pintado voltaria a sublinhar e crise económica e social que afeta o país; a grave situação que a restauração atravessa, e que sendo os contratos para aquele espaço de dois anos apenas, “a Câmara poderia, na altura, fazer outra proposta de renda e aplicar agora um valor mais compatível com os tempos que correm”.
Na oportunidade, também o vereador Aníbal Ferreira, do PSD, se mostrou preocupado com o facto do espaço continuar vazio: “era importante que tivesse atividade, mas baixar demasiado a renda também poderá ser perigoso”, defendeu.
CC