Os 12 apartamentos de tipologia T1, T2 e T4 existentes no centro da cidade de Anadia, mais concretamente no Edifício Visconde de Seabra vão ser alvo de uma nova hasta pública.
A proposta de regulamento de hasta pública para alienação de 12 frações (numa primeira fase condicionada a jovens e, numa segunda fase, a todos os interessados) esteve em discussão na última reunião de executivo, realizada no passado dia 26 de fevereiro.
Aos vereadores, a autarca Teresa Cardoso explicou a necessidade de revitalizar o centro de Anadia, mas também apoiar os jovens de forma a que estes se possam aqui fixar. E tendo em conta as dificuldades que todos atravessam por causa da crise económico-social, e porque a banca já tem também a sua bolsa de apartamentos para venda e não facilita o financiamento e o crédito a jovens, a Câmara Municipal de Anadia vai avançar com uma hasta pública para aquelas 12 fracções.
A hasta pública será feita em duas fases, uma primeira só acessível a jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos e, numa segunda fase, aberta a todos os que queiram intervir na hasta pública.
Sendo a primeira arrematação só acessível a jovens, o regulamento avança com a obrigatoriedade das habitações se destinarem a habitação própria e permanente.
Os lances serão de 100 euros e os apartamentos variam entre os 50 mil euros, (T1) e os 110 mil euros (T4), com um desconto de 10% sobre o valor inicial, na hasta pública destinada aos jovens.
Assim, um T1 pode ser adquirido por 45 mil euros e um T4 por 99 mil euros. Os T2, com desconto de 10%, variam entre os 67.500 euros e os 72 mil euros. “Preços mais convidativos face ao mercado atual”, referiu a autarca.

Medida positiva mas insuficiente. Na ocasião, o vereador social-democrata, José Manuel Ribeiro congratulou-se com a medida: “tudo o que se possa fazer para beneficiar e fixar jovens no concelho é importante”, contudo não deixou de criticar tratar-se de uma “medida avulso e desgarrada”, sublinhando também a necessidade de haver um Plano Municipal da Juventude que congregue todas essas medidas e políticas no âmbito da Juventude.
O vereador avançou ainda que é preciso esperar para ver se há adesão à hasta pública e perceber se esta é ou não uma boa medida.
“Garantia de sucesso não temos”, respondeu Teresa Cardoso, “até porque os tempos não são os melhores”, contudo esta é “uma primeira medida no que toca à habitação” para jovens.
Já Jorge São José, também do PSD, defende que esta medida poderá dinamizar mais o centro de Anadia, enquanto que a vereadora social-democrata, Lígia Seabra, embora veja a medida como “uma janela de oportunidade que se cria para 12 jovens”, levantou a questão da vantagem do arrendamento em relação à venda: “penso haver mais procura no arrendamento jovem do que na aquisição, devido à mobilidade a que o mercado de trabalho hoje obriga”.
Refira-se ainda que os apartamentos desabitados têm mais de uma década de vida, num prédio onde, apenas as lojas, localizadas no rés-do-chão, estão ocupadas.
A Câmara já promoveu anteriormente duas hastas públicas, sendo esta mais uma tentativa de venda. A proposta de regulamento de hasta pública foi aprovada por unanimidade.
Catarina Cerca
catarina@jb.pt