O presidente da direção da Associação dos Amigos de Perrães (AMPER), Henrique Ferreira, está preocupado com o futuro da instituição, nomeadamente com a sustentabilidade do Lar de Idosos, caso o Estado não aprove o alargamento do acordo de cooperação de 16 para 24 utentes. Durante a cerimónia do 35.º aniversário da instituição, Henrique Ferreira referiu-se ainda à necessidade urgente de substituição de algumas viaturas do parque automóvel, devido ao envelhecimento e ao custo de reparação e manutenção, que começam a ser incomportáveis.

Lar de Idosos. Henrique Pires Ferreira começou por recordar que a direção adquiriu um terreno com mais de 2 mil m2 para a construção do edifício do lar de Idosos. A candidatura foi rejeitada, mas não desistiu. Posteriormente, fez uma segunda tentativa e esta sim foi aprovada, embora sem acordo de cooperação.
A primeira pedra do Lar de Idosos foi lançada no dia 21 de março de 2010, dia em que se assinalou o 30.º aniversário da AMPER. Ao Lar foi dado o nome “Lar Dr. Álvaro Santos”. “A atribuição do nome do nosso querido amigo Dr. Álvaro Santos foi uma forma de reconhecimento dos associados da AMPER pelos serviços prestados pelo mesmo à instituição, ao longo de vários anos, de uma forma empenhada e sem qualquer contrapartida, a não ser a imensa gratidão dos associados”, acrescentou Henrique Ferreira, afirmando que o edifício do Lar de Idosos “Dr. Álvaro Santos”, acabaria por ser inaugurado no dia 1 de dezembro de 2013. “É uma obra magnífica, com ótimas instalações e bem localizada, com a possibilidade de se deslocarem até ao parque do Carreiro Velho, através do caminho pedonal que liga o Lar ao dito parque, onde poderão desfrutar das boas condições que oferece e apreciar as magníficas paisagens, proporcionando aos nossos idosos qualidade de vida”, justificou, dando a conhecer que “a AMPER, após a construção do Lar de Idosos, detém um património que, a preços de custo, ultrapassa os 3 milhões e 50 mil euros”. Contudo, o presidente da AMPER deixou claro que “para aqui chegarmos houve que vencer muitos desafios e ultrapassar muitas dificuldades, mas estas ainda não terminaram”, já que “ a construção dos edifícios do Lar Residencial, Residência Autónoma e Lar de Idosos obrigou a que a AMPER tivesse que recorrer ao financiamento externo e o cumprimento do plano de amortização preocupa-nos, pois ainda não recebemos do POPH o resto da comparticipação do Lar de Idosos, que ronda os 170 mil euros”. “Cumprimos, escrupulosamente, as regras que nos foram impostas. O processo, julgamos que esteja concluído e esperamos ser, em breve, reembolsados do valor em dívida, para assim podermos honrar atempadamente os compromissos assumidos”, afirmou.

Cooperação. O presidente da direção, Henrique Ferreira, referiu ainda que “o alargamento do acordo de cooperação do Lar de Idosos de 16 para 24 utentes é, nesta altura, a nossa grande preocupação. Esteve garantido, com data marcada para a sua assinatura, mas, sem sabermos porquê, tal não se verificou. Não encontramos explicação para este recuo, mas somos pessoas de fé e esperamos que o futuro, não muito longínquo, nos traga essa realidade, dado que os principais custos de funcionamento do Lar, recursos humanos, eletricidade, gás e água são sensivelmente os mesmos, quer tenhamos 16 ou 30 utentes”.
Afirmou ainda que “existem pessoas que se encontram em lista de espera para entrar, mas só o poderão fazer se inseridas no acordo de cooperação, pois não têm capacidade financeira para suportar os custos de extra acordo, senão já há muito teriam esgotado a capacidade do Lar”.
“Temos a promessa de que, brevemente, irá ser celebrado o acordo para o Serviço de Apoio Domiciliário para 16 utentes mas, nesta fase, o mais importante para a AMPER é o alargamento do acordo de cooperação para o Lar de Idosos. Sem o acordo, o Lar não é sustentável, o que será deveras ruinoso para a Instituição”, afirmou o presidente da direção, dando a conhecer que “outro problema com que nos deparamos é o envelhecimento do nosso parque de viaturas, cujos custos de reparação e manutenção são incomportáveis”. É que “precisamos urgentemente de adquirir duas viaturas. Uma de nove lugares, com a capacidade de adaptar quatro cadeiras de rodas. Outra, comercial de três lugares, que se destina ao Serviço de Apoio Domiciliário”. “O custo destas viaturas ronda os 54 mil euros. Com os encargos assumidos que já temos, não nos será possível libertar meios para fazer face a este investimento”. Por isso, “apelamos ao presidente do Centro Regional de Segurança Social, e ao presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro para que, dentro das possibilidades dos organismos que dirigem, ajudem a AMPER a concretizar este investimento”.

Pedro Fontes da Costa

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