Património “mais rico”, assegura o presidente do Centro Social da freguesia de Soza, a quem o município de Vagos doou um terreno inculto, destinado à construção do futuro centro comunitário. João Carlos Loureiro, que agradeceu “reconhecidamente” à câmara, em nome de “todos os sócios” da instituição, disse, em declarações a este jornal, que o projeto inicial, concluído há anos, ainda continua “à espera de uma solução financeira”.
Para já está em funcionamento a creche, inaugurada em 2007 pelos então secretários de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão.
Aprovado em 2003, o projeto levou menos de um ano a construir, em terreno adquirido com o apoio da comunidade emigrante residente em Elisabeth e Newark (Estados Unidos da América). Teve um custo a rondar os 220 mil euros, e contou com o apoio do Governo e FEDER, através do Programa Operacional de Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEDDS). A autarquia acabaria por financiar metade da parte não comparticipada.
Do projeto fazia, ainda parte, um centro de convívio, centro de dia para idosos e reforço do apoio domiciliário. Valências que em 2009 foram candidatadas ao POPH – Programa Operacional Potencial Humano, mas que, segundo João Carlos Loureiro, não foram contempladas por “não terem pontuação suficiente” para tal.

Doação

Recorde-se que a doação resultou de uma deliberação camarária, tomada com base no despacho do então presidente da autarquia vaguense, Rui Cruz, que autorizou, na reta final do mandato, o destaque da parcela sobrante do terreno onde, há mais de uma década, fora construído o posto médico de Soza. Seria ratificado, por unanimidade, em reunião de 17 de setembro de 2013.
A escritura foi outorgada há dias, pelo vice-presidente da câmara, João Paulo Sousa Gonçalves, em representação do município, e por João Carlos Loureiro e Armando Jorge Santos, presidente e tesoureiro daquela IPSS.
O prédio urbano, com a área de 4.474,40 m2 e valor patrimonial atribuído de 67.120 euros, destina-se, como se disse, à construção do centro comunitário.

Eduardo Jaques/Colaborador