A pretensão da população do Paraimo (Sangalhos) em ver construída uma ponte pedonal sobre a variante à EN 235 não será concretizada.
Isso mesmo foi explicado pela edil anadiense na última reunião de câmara, realizada no passado dia 27 de maio. Instada pela vereadora Lígia Seabra, do PSD, a pronunciar-se sobre esta questão, a presidente de Câmara avançou que “na altura ficou a promessa no ar” e que “não existe nenhum compromisso escrito”. Ou seja, depois de contactos com as Estradas de Portugal, ter-lhe-á sido explicado não fazer sentido realizar este tipo de investimento porque ali bem próximo existe uma passagem inferior.
“As entidades agarram-se a esta justificação porque também não têm disponibilidade financeira para fazer este investimento nesta altura”, explicou.
A vereadora Lígia Seabra recordou que esta pretensão foi feita aquando da “inauguração da variante, em 2005”. Uma obra prometida à autarquia pelas Estradas de Portugal”, sublinhando existir indicação de que a obra iniciaria em 2006. “Foi comprado terreno para o efeito, terreno esse que se mantém lá disponível e nada nele foi feito, com prejuízos diários para a população do Paraimo, que ficou dividida pela variante e com danos de vida provocados pelo atravessamento da via a pé, como os que tivemos recentemente em trágico acidente”, explicou. Por isso, questionou: “quais os contactos e pressão feitos por este executivo e que respostas tiveram?”.
A edil acrescentou ainda que “existem vedações e que são frequentemente vandalizadas por populares” que teimam em atravessar a variante (o que é proibido), e que uma equipa vem com frequência corrigir as vedações danificadas.

CC