Está aí mais uma edição (3.ª) da Feira Medieval de Anadia. Será nos próximos dias 4 e 5 de maio, na Praça do Município.
Dado o sucesso que têm constituído as anteriores edições, este ano, o município volta a viajar no tempo, recuando à época medieval, aludindo ao tema “O Vinho”.
A recreação histórica pretende retratar o ambiente vivido no período medieval e tem como objetivo principal a promoção do conhecimento e o reconhecimento da História e da cultura local.

Participação das Juntas e associações locais. A edil Teresa Cardoso sublinha a adesão e participação de todas as 10 Juntas de Freguesia que, uma vez mais, se associaram ao evento e que, por sua vez, vão envolver várias associações e coletividades locais neste evento único.
Por isso, recorda que no âmbito do programa municipal “Sentir Anadia”, o executivo que lidera esteja empenhado em que, em todas as ações sejam envolvidas as Juntas de Freguesia e as associações locais, por forma a “todos juntos, em rede, façamos um trabalho de proximidade, contribuindo para a dinamização cultural das terras e do concelho de Anadia”.
Envolver população e visitantes. O evento pretende também envolver a população local na recriação do ambiente histórico vivido como fator de enriquecimento do próprio evento.
Assim, todos são convidados a participar nesta grande recriação que visa ainda promover e valorizar o património e fomentar a criação artística.
Para além da ocupação de toda a Praça do Município, as Ruas Júlio Maia e a Rua Fausto Sampaio poderão vir a ser ocupadas também com barraquinhas. Isto porque, como sublinhou o vice-presidente da autarquia anadiense, Jorge Sampaio, “o número de interessados tem vindo a aumentar de ano para ano”. Mas, claro está, tudo depende do que S. Pedro decretar para estes dois dias que se esperam de sol.
Numa organização do Município de Anadia, a Feira Medieval vai realizar-se no centro da cidade, na véspera e dia do feriado municipal, no seguinte horário: dia 4 (16h – 00h) e dia 5 (10h – 22h).

Muitos artesãos. Tal como nas edições anteriores, vão participar nesta iniciativa diversos artesãos e mercadores locais, pelo que a organização apela para que os participantes estejam trajados, de acordo com a época Medieval. Por isso, os interessados em vestir-se à época devem dirigir-se ao Centro Cultural de Anadia e escolher o seu traje. Este empréstimo é gratuito, obrigando apenas a uma caução.
Também as tendas e as bancas devem apresentar-se de acordo com a época.
De destacar que toda a coordenação cénica do evento será da responsabilidade de um grupo bem conhecido e experiente neste tipo de eventos – o Viv’Arte, de Oliveira do Bairro -, participando também mais grupos do género, tal como nas edições anteriores.
A pouco mais de três semanas do evento, Teresa Cardoso reconhece nesta iniciativa, cada vez mais participada, uma forma de criar animação cultural na sede do concelho, mas que acaba por promover a vinda de pessoas de outros concelhos e regiões a Anadia. “Por ser uma feira diferente que recria uma época histórica, atrai muita gente ao evento”, diz, convicta de que a Feira já se assumiu como um evento anual do concelho, sendo encarada pelos munícipes e visitantes como tal.
Quanto a um eventual alargamento a mais dias de feira “não será fácil”, pelas condicionantes criadas pelo próprio centro da cidade (trânsito, bombas de gasolina). Assim, este formato, de dois dias, vai manter-se em futuras edições.
Recorde-se que a Feira Medieval se iniciou em 2014 aquando da comemoração dos quinhentos anos da outorga dos Forais Manuelinos, designando-se então como “Feira Quinhentista”.
O evento deste ano representa um investimento de 10 mil euros.

Opereta ao ar livre

Este ano, e pela primeira vez, terá lugar um espetáculo (opereta) intitulado “Livietta e Tracollo”, que vem substituir o que nos anos anteriores se realizava no Cineteatro.
Do programa constam ainda arruadas pelas ruas e praças do burgo; festejos e folguedos; animação de rua; comes e bebes nas tabernas; jogos medievais; mostra de armas por cavaleiros-vilãos; espetáculo de malabares de fogo; música medieval e animação permanente.
Catarina Cerca