A Rua Adriano Henriques, em Anadia, volta a ser notícia, pelas piores razões.
No espaço de duas semanas, mais dois acidentes (ainda que sem gravidade) levaram a que um grupo de moradores se tenha deslocado, na penúltima quarta-feira, dia 17 de janeiro, à reunião pública da câmara municipal, no sentido de reivindicar mais segurança para o local.
Quase exatamente um ano depois, os moradores voltam a lamentar-se e a reivindicar, em plena reunião pública do executivo camarário, mais segurança para a Rua Adriano Henriques.
Em causa está não só o excesso de velocidade com que se circula naquela via, apesar dos sinais verticais, lombas, sinais luminosos e passadeira ali colocadas pela Câmara Municipal de Anadia, mas também as multas de estacionamento a que a GNR não tem poupado moradores, que lamentaram não ter outros locais onde deixar as viaturas.
Mas é a insegurança a maior dor de cabeça de quem ali mora.
Um dos moradores, alertou, uma vez mais o executivo, para a “falta de segurança”, ainda que reconheça que a câmara municipal tentou, nos últimos meses, resolver a situação do excesso de velocidade não só de automóveis, como de motos e até autocarros cheios de estudantes: “o que parecia útil veio a verificar-se inútil”, avançou Pedro Pina Ribeiro.
Os moradores continuam a reivindicar nova intervenção da câmara municipal já que a via, bastante inclinada e com um piso “demasiado polido”, é propício, por exemplo, em situação de travagem brusca, a que as viaturas deslizem, sobretudo em dias de chuva ou com maior humidade.
A solução passa, segundo os moradores, pela colocação de, pelo menos, mais uma lomba (entre as duas já ali existentes), o que evitaria que se acelerasse demasiado entre elas. Ainda que a câmara municipal já ali tenha colocado várias soluções para a redução de velocidade (lombas, passadeira para peões, sinalização vertical), a verdade é que poucos são os que respeitam os limites de velocidade.

 

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