“Alinhavar a Esperança” é a designação do projeto que integra alunas da Universidade Sénior da Curia (USC) que, em outubro de 2017, decidiram partilhar a esperança de um mundo melhor, através da confeção e doação de vestidos e calções a meninas e meninos de países que vivem abaixo do limiar de pobreza. O projeto decorre no âmbito da oficina “EVA Troca  Saberes”, no Espaço Vida Ativa da USC, às quintas-feiras, das 14h30 às 18h.
A JB, a professora da USC, Clara Sequeira, diz que “não inventamos nada. Recebemos um desafio de um grupo parceiro – Sewing Love – que nos deu a conhecer o projeto”. Do desafio, chegaram ao contacto, perceberam como eram as regras e os objetivos e aderiram de imediato, revela a docente, dando conta de que a USC começou a trabalhar este projeto no início deste ano letivo. São cerca de 15 voluntárias que se juntam às quintas-feiras porque querem participar no projeto.
“Não aceitamos dinheiro mas precisamos muito de tecido de algodão, que não seja muito fino, não muito claro nem muito escuro (não pode ser preto nem branco), de preferência com cores alegres e que não seja transparente, elástico, fitas, linhas e cuequinhas  novas.”
Cada uma das voluntárias tem sido porta voz da causa e, assim, têm trabalho graças aos donativos que vão chegando através de empresas (do norte do país), associações, coletividades e particulares que, de uma forma anónima (e são muitos) têm colaborado e abraçado este projeto.
A JB, Clara Sequeira acrescenta que “já enviámos 27 vestidos e 36 calções”, peças que levam no bolso umas cuequinhas novas a que têm somado alguns mimos “lacinhos, travessões, elásticos e pulseiras” que completam as peças de vestuário e fazem a diferença  junto das crianças que os recebem (Angola, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Madagascar, Guiné Bissau, Nigéria, Tailândia, etc.). Peças completamente novas, confecionadas com a máxima qualidade e perfeição, mas sobretudo com muita criatividade, amor e carinho, “até porque para muitas crianças este será o único vestido novo que vestem em todas as suas vidas”, já que muitas destas crianças vestem o que sobra, os restos dos restos.

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