O concelho de Anadia integra no seu território uma significativa mancha florestal que não tem sido poupada aos incêndios.
Na memória de todos estão os recentes e grandes incêndios registados a 18 de setembro de 2005 (que reduziu a cinzas as quatro casas existentes na aldeia do Corgo de Cima) e o incêndio de 10 de agosto de 2016, que obrigou a Câmara Municipal de Anadia a acionar o Plano Municipal de Emergência, mas também os fogos do verão do ano passado, que não deram descanso aos bombeiros voluntários de Anadia.
Por isso, todos os anos, o verão é vivido pelas gentes da zona serrana (sobretudo nas freguesias da Moita, Avelãs de Cima e Vila Nova de Monsarros) com apreensão e o coração nas mãos, até porque as imagens que vão chegando de outros grandes incêndios que têm devastado o país não deixam esquecer que, em pouco tempo, o trabalho de uma vida pode ser reduzido a cinzas.
Em pleno mês de agosto (período crítico em matéria de fogos florestais), numa deslocação à zona serrana do concelho, é possível constatar algum do trabalho feito, mas também o muito que ainda está por fazer, sobretudo ao nível da limpeza e do ordenamento florestal. Mas uma coisa é certa, em Anadia são vários os parceiros (Câmara Municipal, Juntas de Freguesia, Associações Florestais, Bombeiros Voluntários e GNR) que se uniram nesta missão hercúlea da vigilância e da prevenção de fogos rurais e florestais. 
Da sensibilização à ação. Se a nova legislação veio, por um lado, impor a passagem de responsabilidade para as autarquias e para os particulares no que toca a limpeza, não é menos verdade que os incêndios que aconteceram nos últimos tempos, trouxeram aos habitantes do concelho maior sensibilidade e maior preocupação para a causa da proteção da floresta e dos seus bens. Veja-se o caso das associações de proteção florestal que no concelho são três, tornando-o, na região, um caso invulgar, ao ser a população civil a organizar-se nesta missão de vigilância e proteção.
A Câmara Municipal de Anadia e as Juntas de Freguesia são os seus maiores aliados, quer dotando-as de verbas que ajudam a suportar os custos com recursos humanos e materiais, quer com maquinaria pesada para abrir estradões e caminhos na floresta, mas também, dando a colaboração com técnicos especialistas, promovendo ações de sensibilização junto das populações, dos madeireiros, dos proprietários dos terrenos, alertando para a intervenção que têm de se realizar. Aliás, Anadia já definiu as faixas de proteção nas diversas localidades de maior risco, em que a limpeza deve ser assegurada.
 
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