Ascende a 27.739.961 euros o valor do Orçamento que a Câmara Municipal de Cantanhede se propõe executar em 2020, mais 4% do que o do exercício anterior.
O documento foi aprovado na reunião camarária de 22 de outubro, com cinco votos a favor e um contra, juntamente com as Grandes Opções do Plano, ficando agora os dois documentos a aguardar a votação da Assembleia Municipal a realizar em dezembro.
No texto introdutório da proposta orçamental, a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio releva a previsão de uma poupança de 4.006.377 euros, valor obtido a partir da dedução da despesa corrente à receita corrente e que se destina a investimento, enfatizando ainda o excedente de 1.670.538 euros que se antevê para a diferença entre a receita corrente e o somatório da despesa corrente com o valor médio dos reembolsos de empréstimos de médio e longo prazo.
A líder do executivo camarário afirma que o Orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2020 foram elaborados numa “perspetiva muito ambiciosa, mas também coerente e realista: ambiciosa, na medida em que o Orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2020 evidenciam a intenção de incrementar apreciavelmente a atividade camarária, quer na execução de projetos estruturantes em vários domínios, quer na dinamização de ações tendentes a satisfazer as expetativas dos agentes económicos e sociais, bem como as legítimas aspirações de progresso e bem estar dos munícipes; coerente e realista porque a proposta orçamental foi construída com base numa orientação balizada pela adequada ponderação dos fatores que podem condicionar a sua execução e pelo bom-senso quanto ao esforço de investimento, de modo a não comprometer o equilíbrio financeiro da autarquia”.
Aposta na valorização 
da base económica
A presidente da Câmara enuncia como uma das grandes linhas de força do Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2020 “a valorização da base económica, através da criação de condições atrativas para as empresas, e o reforço da coesão territorial com a construção e renovação de infraestruturas e equipamentos coletivos numa lógica de equidade e distribuição equilibrada por todo o concelho”. Por outro lado, refere a autarca, “há uma aposta clara na cooperação com as Juntas de Freguesia, ao abrigo da qual serão realizados importantes investimentos em diversas vertentes, sem esquecer o apoio às associações e outras entidades em matéria de despesas de capital e de apoios para o desenvolvimento da sua atividade em ações de caráter imaterial”.
 
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