“Dar de si antes de pensar em si” é um dos lemas que está no ADN dos Clubes Rotários. Uma vez mais, o Rotary Club Curia-Bairrada fez jus a este lema ao criar o vinho solidário “Companheiros”, assinado por Osvaldo Amado. Na noite da última sexta-feira, o enólogo foi distinguido por este clube rotário com o diploma de “Mérito Profissional Rotary”, que o reconheceu como uma personalidade que se tem destacado na sua atividade “em benefício da sociedade e promoção da região.”
No jantar de homenagem, que decorreu no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, e reuniu cerca de uma centena de pessoas, Rui Ribeiro, presidente do Rotary Club Curia-Bairrada justificou a homenagem “a um profissional que muito tem contribuído para distinguir a região da Bairrada e o seu vinho a nível nacional e internacional”. Daí que, para além dos muitos rotários presentes, provenientes dos diversos clubes rotários do Distrito 1970, o evento tenha contado com a presença da presidente da Câmara Municipal de Anadia, Teresa Cardoso, mas também de muitas caras ligadas ao setor vitivinícola da região, da Confraria dos Enófilos da Bairrada, autarcas, anadienses, amigos e familiares do homenageado.
Percurso
impressionante
Na hora dos discursos, Rui Ribeiro, que fez um resumo do percurso profissional do homenageado, não deixou de sublinhar que este bairradino, por adoção, conta com mais de 30 anos de carreira, espelhados em mais de 600 milhões de garrafas por si produzidas, assim como os seus vinhos já conquistaram aproximadamente duas mil medalhas entre Ouro e Prata, em concursos internacionais e nacionais. Números impressionantes e que confirmam a “unanimidade” na escolha do homenageado, que também já produziu vinhos em quase todas as regiões vitivinícolas de Portugal, sendo, no presente, um dos enólogos portugueses mais experientes e reputados, com trabalho que se afirmou também em Espanha, Itália, África do Sul e mais recentemente no Brasil, fruto do “vínculo permanente com um dos mais importantes produtores do Brasil, a Vinibrasil, do Grupo Global Wines”, do qual é diretor de Enologia do Grupo.
“Para Osvaldo Amado, fazer vinho é a sua forma de vida, uma paixão que lhe permite transmitir a essência da natureza, com elegância e identidade, proporcionando momentos únicos de pura descoberta dos sentidos, despertando-os, surpreendendo-os, em cada momento de prova”, diria ainda Rui Ribeiro.
Paixão pelo trabalho
Com a simplicidade que lhe é conhecida, Osvaldo Amado mostrou-se bastante sensibilizado com a presença de tantos rostos amigos. Por isso, reconheceu ser um “afortunado” por fazer o que faz, com tanto prazer: “Sinto prazer e adrenalina. É uma vitamina todos os dias sair de casa com uma satisfação enorme como se fosse o meu primeiro dia de trabalho”, confessou, reconhecendo não se sentir cansado por fazer uma média de 90 mil quilómetros/ano e ter um trabalho diário de 10h. Por isso, deixou uma palavra de gratidão por todas as empresas por onde passou (muitas das quais na Bairrada) e a todos os que o ajudaram, sublinhando o papel fulcral do ex-diretor da Estação Vitivinícola da Beira Litoral, o engenheiro agrónomo António Dias Cardoso, “responsável por me ter colocado neste mundo dos vinhos”.
Sobre o vinho “Companheiros”, diria tratar-se de um vinho “com um potencial enorme de crescimento, que irá satisfazer os enófilos mais exigentes”.
 
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