As denúncias feitas pelo ex-presidente da Câmara e atual vereador do PSD, Litério Marques, contra o Município, em 2017, relativamente a supostas irregularidades, em contratos de empreitadas, na Feira da Vinha e do Vinho, entre outras matérias, foram arquivadas pelo Ministério Público por não existirem indícios da prática de quaisquer ilícitos criminais.

O anúncio foi feito pela presidente da Câmara Municipal de Anadia, Teresa Cardoso, na última reunião de executivo, no dia 27 de maio.

Em nota de imprensa enviada à comunicação social, a autarca adianta que as queixas começaram por ser anónimas, “mas depois veio a verificar-se que o autor das mesmas era o atual vereador do PSD e ex-presidente da Câmara, Litério Marques”.

As alegadas irregularidades eram imputadas a vários elementos do Município, nomeadamente à Presidente da Câmara Municipal, ao Vice-Presidente, alguns Chefes de Divisão e outros funcionários do Município, relativamente a contratos de empreitadas, Feira da Vinha e do Vinho, entre outras matérias.

Na nota às redações, a autarquia anadiense confirma que “o Ministério Público e a Polícia Judiciária desencadearam uma investigação que durou cerca de dois anos, levando inclusive a uma busca no edifício dos Paços do Concelho”, e que terá culminado, no passado dia 30 de março, com o respetivo “arquivamento por falta de quaisquer indícios”.

A edil Teresa Cardoso lamenta que o Município “tenha sido, reiteradamente, exposto a este tipo de denúncias e calúnias”, garantindo que o executivo “vai continuar a traçar o seu caminho, como tem feito até aqui, com total transparência e de forma rigorosa”.

Ao Jornal da Bairrada, o vereador Litério Marques afirma estar de “consciência tranquila”, na medida em que se limitou a fazer “uma denúncia pública” sobre “algo que aconteceu”. Lamentando que o Ministério Público “tenha desvalorizado” as denúncias que efetuou pelo que reitera as acusações iniciais, não deixando de criticar a atuação da presidente de câmara e dos vereadores do MIAP que, na reunião de câmara, “quase me esfolaram vivo”. “Eu não fiz nada, eles é que fizeram. Eles é que devem ter um peso na consciência”, conclui.