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Cantanhede // Cultura // Sociedade  

Museu Mário Silva, na Tocha, vai guardar legado do artista

Câmara Municipal de Cantanhede vai investir mais de 450 mil euros na criação deste espaço museológico consagrado à obra do artista.

Câmara Municipal de Cantanhede acaba de lançar a concurso a empreitada de execução do Museu Mário Silva, na Tocha, equipamento cultural que terá a sua atividade centrada na exibição da obra do prestigiado artista plástico e na dinamização de atividades em torno do seu legado artístico e cultural.

Nesse sentido, a autarquia cantanhedense avança agora com a reconversão total e ampliação do antigo quartel da GNR localizado na Avenida D. João Garcia Bacelar (EN 109), nas imediações do centro da vila. O preço base dos trabalhos ascende a 457.182 euros, sendo de 360 dias seguidos o prazo da intervenção de fundo a realizar no edifício, nos termos do projeto elaborado pela Divisão de Estudos e Projetos do Departamento de Obras Municipais.

 No Museu Mário Silva tem especial relevância a obra de pintura, mas contém trabalhos importantes de outros territórios artísticos, nomeadamente as artes gráficas (gravura, serigrafia e ilustração), a cerâmica, a escultura e registos sobre arte pública monumental. O acervo está de resto já constituído com base num protocolo celebrado entre o Município de Cantanhede e os filhos do pintor, designadamente Mário Torres da Silva e Sandra Freitas Cardoso da Silva, na qualidade de herdeiros, e que envolve também a Junta de Freguesia da Tocha, esta como entidade proprietária do imóvel onde ficará instalada a nova unidade museológica.

A solução arquitetónica a executar no âmbito da empreitada lançada a concurso preconiza a “adaptação do edifício de modo a conferir-lhe expressão marcante no contexto em que está implantado e que, simultaneamente, permita resolver alguma desarticulação existente na frente urbana do local, quer em termos de cérceas, quer ao nível do distanciamento das construções confinantes relativamente ao eixo da via”.

Do ponto de vista construtivo, o novo museu representará uma certa rutura com a envolvente, mas com um recorte que, do ponto de vista arquitetónico e urbanístico, tende a mitigar o impacto visual das construções confinantes. De facto, a implantação da nova edificação foi definida de molde a fazer o remate de toda a frente urbana, ficando justaposta ao edifício existente a norte e desenvolvendo-se em forma de “L” através de uma transição gradual para a cércea dos outros imóveis, encostando às respetivas empenas a sul e a poente.

O projeto prevê a entrada na lateral/sul do edifício, onde surge uma pequena praceta que permite receber os visitantes, ao mesmo tempo que cria uma zona mais afastada da estrada facilitando desta forma a circulação e a aglomeração de pessoas junto da via.