Não é a primeira vez que o cemitério de Vila Verde, na freguesia de Oliveira do Bairro, é alvo de furtos, desta última vez foram vários puxadores de campas que desapareceram. No passado recente, roubaram dezenas de candeeiros e até já tentaram furtar o próprio portão do cemitério.
O presidente da Junta de Freguesia de Oliveira do Bairro, Simão Vela, em declarações ao JB, confirmou já ter sido “dada nota desses roubos”. O autarca lamenta estes atos e afirmou ter agido de imediato: “Demos conhecimento à GNR, tal como fizemos das outras vezes, e reforçámos o pedido para que aumentem a vigilância nas redondezas do cemitério”.
Face à repetição constante destes episódios, os habitantes de Vila Verde têm questionado a Junta de Freguesia sobre a possibilidade de instalação de um sistema de videovigilância.
Simão Vela clarifica que, por se tratar de um espaço público, a medida “segue as regras de proteção de um espaço de domínio público” e, como tal, “carece de muitas autorizações para que a colocação seja possível. Além disso, são vários os municípios que tentam requerer vigilância para espaços públicos e não conseguem”. O autarca sublinha que a videovigilância não pode ser gerida por empresas privadas: “Só as forças de segurança podem capturar e visualizar este tipo de imagens de espaços públicos e não terceiros.”
O presidente da Junta explica que “é necessário que as forças de segurança, neste caso a GNR, tenham condições para gravar, acondicionar e ver essas imagens, o que é muito complicado por falta de recursos”.
Consciente da frustração da população, Simão Vela deixa uma garantia clara sobre a vontade da autarquia em resolver o problema de forma definitiva: “Se estivesse ao nosso alcance, nós já o tínhamos feito e o cemitério já estaria seguro.” Segundo temos conhecimento, tem havido outros furtos noutros cemitérios do concelho, nomeadamente no de Oiã.

